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O País – A verdade como notícia

 

O antigo jogador da selecção, Dário Monteiro, vai orientar a equipa de sub-23 da Académica de Coimbra, Portugal, informou o clube em comunicado divulgado no Twitter.

“A Direcção da AAC/OAF vem informar os sócios, adeptos e demais interessados que a Académica vai competir, na época 2018.19, no novo Campeonato Nacional de sub-23. O Treinador desta nova equipa será Dário Monteiro, antigo avançado da Briosa que agora regressa como técnico”, lê-se na publicação na rede social.

Dário Monteiro iniciou sua carreira profissional no Desportivo de Maputo. Em 1996, passou para a Académica, onde contabilizou 163 jogos e 75 golos marcados entre 1996 e 2003.

Na época 2003-04 passou por Al Jazira. Retornou à Académica na época seguinte (2004-05). Em 2005-06 representou o Vitória de Guimarães; passou para o Estrela da Amadora na época 2006-07 e Nea Salamis em 2007-08.

Em 2008, retornou ao futebol africano, onde defendeu o Mamelodi Sundowns e SuperSport United.

Em 2011, regressa ao país para jogar na Liga Muçulmana (actual Liga Desportiva de Maputo) e em 2012 voltou ao Desportivo de Maputo.

A ENH de Vilankulo veio a Maputo arrancar dois pontos preciosos ao Costa do Sol, numa partida em que a turma orientada por Horácio Gonçalves não fez muito para sair do campo com outro resultado, tendo em conta a boa resposta dos “hidrocarbonetos” de Vilankulo.

Aliás, os “canarinhos” foram os primeiros a marcar, ainda na primeira parte, por intermédio de Sibale, mas a equipa vinda da província de Inhambane, não baixou os braços e correu atrás do prejuízo e conseguiu o empate, aproveitado a apatia dos jogadores do Costa do Sol.

Assim, os “canarinhos” continuam sem vencer há mais de quatro jogos, agudizando ainda mais a sua crise de resultados, para a tristeza dos seus adeptos, que querem ver a equipa a carburar ao ritmo do português. Facto mesmo é que o Costa do Sol continua na 13ª  posição, um lugar acima da zona da despromoção, agora com mais um ponto em relação a equipa a primeira equipa da linha d´água, a UP de Manica, enquanto a ENH sobe para a 7ª  posição, agora com 19 pontos.

UD Songo alcança Ferroviário de Maputo na liderança

Na luta pela liderança do Moçambola, a União Desportiva de Songo recebeu e venceu o 1o de Maio de Quelimane por uma bola sem resposta e alcançou o então líder isolado, Ferroviário de Maputo, agora com 26 pontos. Estas duas equipas são as únicas, agora, que podem terminar em primeiro no final da primeira volta e conquistar o título de campeão de inverno, quando falta uma jornada para o fim da primeira volta (duas para as duas equipas empatadas na frente, em virtude de terem um jogo a menos cada uma).

Lau King foi o autor do único golo apontado no Estádio 27 de Novembro, que deu a vitória dos “hidroeléctricos” e consequente co-liderança do Moçambola.

“Pacto de não-agressão” em Nampula

No embate entre equipas da mesma província, Nampula, não houve vencedores. Ou seja, as duas partidas que tiveram lugar em Nampula e Nacala, envolvendo as duas equipas de Nampula e outras de Nacala, terminaram em divisão de pontos.

No confronto entre as “locomotivas”, de Nampula e Nacala, o empate a uma bola foi o resultado final. Os de Nacala foram os primeiros a marcar, mas os da capital provincial tiveram em Luckman o salvador, ao empatar a partida já na segunda parte. Um resultado que não muda nada na tabela classificativa para as duas equipas. Aliás, o Sporting de Nampula continua com lanterna vermelha, em função do nulo que segurou na sua deslocação a Nacala, onde o recebeu o Ferroviário local.

A jornada 14, a penúltima, ficou amputada e ficam mais três jornadas por disputar. Ferroviário de Maputo e Ferroviário da Beira vão se cruzar na próxima quarta-feira, no cinquentenário e mítico Estádio da Machava, mesmo dia em que a UP de Manica vai receber o Maxaquene, procurando ultrapassar o Costa do Sol na tabela classificativa. Já o embate entre a Liga Desportiva de Maputo e o Textáfrica fica remarcado para o dia 16, em virtude da turma de Daúde Razaque defrontar a UD Songo na próxima quarta-feira, em partida de atraso da 7ª jornada, que não se realizou devido à participação dos campeões nacionais nas Afrotaças.

 

Vice-campeã da cidade, a A Politécnica joga com uma equipa que terminou a fase regular do campeonato da cidade em 5º lugar com um saldo de 10 vitórias e 14 derrotas.

Com uma equipa composta por jogadores experientes e outros novatos, Rui Rafael, treinador do Maxaquene, procura (re)colocar os “tricolores” nos lugares de pódio.

Samora Mucavel, base, e Bruno Dias, extremo, são os jogadores mais experientes e que já conquistaram vários títulos no Desportivo e Ferroviário de Maputo. Por isso, reservas morais.

Há, ainda na estrutura, Ronaldo e Marco Geneto e Joaquim Chuma, que fazem a posição um, para além de Enoque Alage, Milton “Gato Preto” Cumbane e Issufo Aniquila que constituem opções de Rui Rafael. Os “tricolores” têm variado as suas defesas, metendo uma zona e também homem a homem.

Do lado d’ A Politécnica há a destacar defesas pressionantes a campo inteiro.

Na armação do jogo, José Macuácua, treinador da A Politécnica, conta com Mirlon Parruque, Edilson Tivane e Tomás Ussene, este último que há bem pouco tempo foi seccionista do clube.

Yuran Biosse e Virgílio Wachene são os lançadores da equipa. Nas tabelas quatro e cinco, dois jogadores com boa capacidade de salto: Asmilton Ribeiro e Perdigo Matola. Mas há um atleta que se tem evidenciado com forte meia distância e penetrações: Klaus Bunguele.

Aliás, depois de ter feito uma excelente campanha ano passado, há enorme expectativa em relação ao desempenho dos “universitários” na prova que antecede ao campeonato nacional.

Por este e outros motivos, este é um jogo a ser seguido com muita atenção. Segundo classificado da fase regular, o Costa do Sol bate-se com um adversário, diga-se, acessível.

Bem reforçado com Jonas “Maninho” Faduco e Francisco Braga, ex-jogadores da A Politécnica, os “canarinhos” ganharam maior consistência na posição um onde Nilton Seifane ganhou forte concorrência.

Nas tabelas, há Egídio Zandamela que dá muita luta e ganha as segundas bolas assim como o combativo Carlos Chirindza, dominador na tabela defensiva. Ofensivamente, ainda tem que melhor mais. Mas há mais: Isac Almoço, experiente extremo, que aparece também a lançar. E Milton Caifaz e Miguel Bata, bons penetradores e algumas vezes aparecem a lançar.

Daniel Maveure, Milton Caifaz e Miguel Bata são outras opções de Miguel Guambe para atacar o título. O Atlético quer, pois, contrariar uma equipa com melhor estrutura e pressionado neste jogo.

O Desportivo, esse, bate-se com o Matolinhas. Horácio Joaquim Martins tem na sua equipa Amarildo Matos que, a estas alturas, vai transmitido a sua experiencia aos mais novos.

Com alguma estrada, Hugo Martins, Gregório Langa e Jorge Tomé (ex- Universidade Pedagógica) alimentam uma equipa que anda arredada dos lugares de pódio há já algum tempo. Detentor do trofeu, o Ferroviário de Maputo somente entra em cena nas meias-finais diante do vencedor do jogo entre a A Politécnica e Maxaquene.

É caso para dizer que chegou, viu e está a vencer, uma vez que Nacir Armando relançou a equipa da União Desportiva de Songo e colocou a colectividade em segundo lugar na tabela classificativa. Esta terça-feira, os pupilos de Nacir Armando têm mais um embate, no seu campo, diante do Primeiro do Maio de Quelimane.

Ambas equipas vêm de resultados animadores, uma vez que a turma de Songo derrotou a formação do ENH, por uma bola sem resposta, enquanto o Primeiro de Maio de Quelimane levou a melhor sobre a UP de Manica, vencendo por duas bolas a uma.

Entretanto, prevê-se uma partida electrizante entre os ‘hidroeléctricos’ e os ‘trabalhadores’, pois, a União Desportiva de Songo quer continuar na senda de vitórias e continuar a lutar pelo título. Já o Primeiro de Maio de Quelimane, mesmo a jogar fora de portas, por causa da sua ambição em se manter em lugares cimeiros da tabela classificativa, não vai facilitar.

A equipa da União Desportiva de Songo tem 23 pontos, menos três que o Ferroviário de Maputo, que lidera a tabela classificativa do Moçambola 2018, com 26 pontos. O Primeiro de Maio de Quelimane está na décima primeira posição, com 15 pontos. A turma de Quelimane, em 13 jogos realizados, soma quatro vitórias, três empates e seis derrotas. 

Ainda esta terça-feira, a contar também para a penúltima jornada da primeira volta do campeonato nacional, teremos o confronto que colocará frente-a-frente o Clube do Chibuto e o Incomáti de Xinavane, no campo dos “Guerreiros de Chibuto.

Olhando para este confronto, presume-se que os açucareiros não terão vida facilitada na “trincheira” dos Chibutenses, apesar de perdido na jornada passada, por uma bola sem resposta no seu reduto, com o Ferroviário de Nampula. Aliás, esse será o catalisador que permitirá que o Chibuto não queira perder pontos, com o novo técnico do Chibuto, Daúdo Razak, que substitui Artur Semedo.

O Incomáti de Xinavane, depois de vencer o Sporting de Nampula (0-3), vem para este desafio com os índices de confiança elevadíssimos, daí que pode contrariar o favoritismo caseiro dos treinados de Daúdo Razak, que estão no grupo das equipas que lutam pelo título.

À entrada da décima quarta jornada, o Chibuto encontra-se na sétima posição, com 19 pontos e o Incomáti de Xinavane está posicionado em décimo lugar com 16 pontos.

 

No jogo realizado no eA selecção masculina de Moçambique perdeu, este sábado, diante do Ruanda, em partida de preparação rumo à segunda fase de qualificação ao mundial de basquetebol seniores masculinos, China-2019.stágio que efectua em Ruanda, os treinados de Iñak Garcia perderam por 93-88, com os parciais de 23-24, 19-24, 26-16 e 25-25, respectivamente.

Depois dessa partida de sábado, Moçambique volta a defrontar o Ruanda esta terça-feira, antes de partir para Senegal, país que acolhe a segunda fase das qualificações ao mundial.

 

Quando faltam duas rondas para o fim da 1ª volta do Moçambola 2018, nem as piores projecções poderiam imaginar um dos mais poderosos candidatos ao título, o Costa do Sol, relegado à luta pela não-despromoção.  No Chiveve, diante do Ferroviário da Beira, acabou dando a nota mais saliente, ao registar uma derrota que o coloca exactamente com a metade dos pontos do líder. Segue-se a recepção ao ENH, em casa, terreno em que estará sob pressão, face ao desespero dos milhares de adeptos.
No topo, a luta não trouxe surpresas.

O galvanizado Textáfrica do Chimoio terá ganho um ponto ao líder Ferroviário de Maputo, equipa que deve olhar para baixo com a convicção de que o seu mais directo rival se chama UD Songo – pelos pergaminhos e “musculatura” financeira – pois com um jogo a menos já se isolou no segundo posto após derrotar a ENH.

Os blocos distanciam-se

São os orçamentos, mas também a capacidade organizativa que começam a distanciar e clarificar “quem é quem”. As curiosidades: até onde poderá ir o atrevimento dos fabris do Chimoio? E o Chibuto agora orientado por Daúde Razaque, derrotado pelo Sporting de Nampula, bem como a Liga Desportiva, ainda se consideram candidatos ao título?
É verdade que ainda há muito campeonato pela frente, mas se se tiver em conta os pontos até agora perdidos, e pela imprevisibilidade que tem sido característica até esta altura, é de acreditar que a capacidade de resposta organizativa e financeira no que falta disputar, vão ser determinantes.
E os golos? Será que nos teremos que habituar à média de menos de um golo por equipa em cada ronda? Nesse capítulo, a surpresa positiva foram os três tentos sem resposta com que o Incomáti foi brindar o lanterna vermelha, Sporting de Nampula na sua casa e a vitória, esperada, do 1º de Maio diante da UP, tendo em conta as dificuldades em ganhar aos manachuabos quando anfitriões.

Maxacas a caminho da recuperacão?

Quanto aos maxacas, que ganharam pela tangente ao Desportivo de Nacala na capital do país, há que esperar para ver se os ventos favoráveis vieram para ficar. O próximo adversário é a UP, que em sua casa é sempre um adversário a temer.
As informações que nos chegam relativamente aos senhores do apito, com algumas excepções, é que o “calor do Norte” lhes impõe uma regra: em caso de dúvida há que beneficiar a turma da casa, para evitar problemas. Queixam-se desta anomalia, quase em permanência, os treinadores “sulistas”, com uma insistência que nos faz pensar que não se trata de falácia. Um TPC urgente para quem dirige os homens do apito.
Uma nota negativa e visível é a de que, em período de Mundial, pelo menos em Maputo, as bancadas têm estado vazias, provavelmente face à priorização ao que nos chega da Rússia.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol defrontam-se, este sábado, às 17h30, no pavilhão do Desportivo, no jogo três dos “play-offs” da final da Engen Maputo Basket em seniores femininos. Em caso de vitória, as atletas do Ferroviário de Maputo conquistam mais um “anel”

É o jogo do tudo ou nada para o Costa do Sol que precisa vencer para arrastar a decisão do título até as últimas consequências.

 É um jogo em que tem que se impor na quadra para passar da frustração das derrotas nos jogos um e dois para a consagração.

Pelo que, tal como na terça-feira, no jogo dois, o conjunto de Deolinda Cármen Ngulela terá que defender muito bem – com ajudas, sobretudo, nas bolas bombeadas e forçar as jogadoras das posições quatro e cinco do seu adversário a cometer erros – para vencer o jogo.

Ofensivamente, ao Costa do Sol, recomenda-se que melhore em termos de finalização e as jogadoras da posição um organizem melhor os ataques.

A opção em Denise Ernesto e Aquila Mucubaquire, no cinco inicial, foi uma aposta que resultou.

Sem Regina Mahoche – lesionada – nas tabelas, Mónica Tembo, integrada na equipa depois de ter jogado no Esgueira de Portugal, apresenta-se como uma das apostas para fazer face a Odélia Mafanela, Cecília Henriques e Deolinda Gimo.

Travar um jogo exterior forte das “locomotivas”, que concretizaram dez tiros no jogo dois, é recomendável também.

Em vantagem (2-0) e menos pressionado, o Ferroviário de Maputo tem neste jogo uma oportunidade para arrumar as contas do título de campeão da cidade.

Rotinadas a vitórias e glórias, as “locomotivas” sabem que uma derrota não só adia a conquista do tetra como também carrega consigo um factor motivacional para as “canarinhas” que ainda acreditam que podem, finalmente, destronar a melhor equipa de basquetebol feminino nacional.

Carlos Alberto Niquice, que procura o seu primeiro título com a equipa feminina do Ferroviário de Maputo desde que substituiu Gerson “Gone” Novela como “coach” principal, tem no jogo exterior uma grande arma para “silenciar” o Costa do Sol.

Uma Anabela Cossa (quatro triplos concretizados em cinco) e Ana Suzana Jaime (três triplos em seis tentados) podem voltar a ser a solução para resolver o jogo. Caso, claro, não economizem as suas “bombas” na linha dos 6.75 metros.

Há jogadoras como Elizabeth Pereira – passou ao lado dos jogos um e dois dos “play-offs” da final – que também lançam muito bem.

Por isso, nisto de contas, existe uma vontade férrea do Costa do Sol de travar o seu carrasco dos últimos quatro anos e…uma equipa embalada na caminhada à conquista do título: Ferroviário de Maputo.

MUITA “MOLA” EM JOGO

Está em jogo, no campeonato da cidade, muita “mola”. Pois, aos vencedores, estão reservados valores monetários, aliás, a melhor premiação que o campeonato nacional.

A Engen dá ao primeiro classificado o valor de 500 mil meticais, enquanto o segundo encaixa 300 mil meticais. O Ferroviário das Mahotas do prestativo Leonel Manhique, que tal como ano passado assegurou o terceiro lugar, vai receber 200 mil meticais.

Outrossim, há dinheiro para quem se destacar individualmente. Neste sentido, o jogador mais valioso (MVP) irá receber 50 mil meticais.

Aos melhores ressaltadores e marcador e melhor triplista do certame caberá o prémio de 25 mil meticais cada. Estão aí motivos para as atletas transcenderem-se e fazerem estragos.

O Maxaquene regressou as vitórias este sábado, após receber e derrotar o Desportivo de Nacala por uma bola sem resposta. Victor foi o autor do único golo do jogo.

Vindo de uma derrota na jornada anterior, o Maxaquene entrou pressionado a não perder mais pontos no jogo e desde cedo foi criando perigo no reduto recuado do Desportivo de Nacala. Aliás, os tricolores estiveram perto do golo num cabeceamento por cima.

Mas os canarinhos de Nacala estavam avisados e também queriam surpreender.

Nuno, ganha a bola de um adversário, mas no momento do remate Zacarias mostrou-se seguro.

De parada e resposta o Maxaquene esteve perto do golo, com cabeceamento de Mutong para defesa de Pedó.

Depois o Desportivo de Nacala teve uma contrariedade, com a expulsão de Silva, por falta á entrada da área.

Mas foi com o nulo que as equipas foram ao descanso.

Na segunda parte, os dois treinadores mexeram nas equipas e Fernando, acabado de entrar, teve o golo nos pés, mas a defensiva de Nacala mostrou-se atenta.

Nacala que reclamou uma grande penalidade após a entrada de Zacarias sobre Toré, mas Mário Tembe nada disse.

Mas o melhor estava ainda por vir. Contra ataque rápido do Maxaquene, com mérito para Bruno que baila sobre um adversário e serve de bandeja para Victor que desferre uma bomba que só parou no fundo das malhas de Pedó.

Insistiu o Maxaquene e só não voltou a marcar porque foram muitas as pernas que impediram mais uma festa dos adeptos.

Com esta vitória, o Maxaquene sobe a quinta posição com 19 pontos e o Desportivo de Nacala desce a 12a posição, com os mesmos 14 pontos.

Festa verde e branca a colorir o Pavilhão do Desportivo e a condizer com a presença em peso do público.

Muita emoção e alegria nos rostos das jogadoras do Ferroviário de Maputo. A contrastar com a tristeza das atletas do Costa do Sol que valorizaram o espetáculo na quadra e tudo fizeram para sair vitoriosas. Excelente propaganda para o basquetebol. 

Na qualidade de vencedor da prova, o Ferroviário de Maputo recebeu o respectivo troféu, medalhas e 500 mil meticais. Já o Costa do Sol encaixou 300 mil meticais. Tal como ano passado, o Ferroviário das Mahotas ficou em terceiro e desta vez recebeu 200 mil meticais. 

O Costa do Sol entrou em desvantagem de 2-0 na série dos play-offs, pelo que era o jogo do tudo ou nada. E, com forte jogo exterior, controlou o primeiro período em que venceu por cinco pontos: 18-13. Aquila Mucubaquire, que voltou a ser a aposta para a armação do jogo, notabilizou-se neste quesito liderando as “canarinhas” com 11 pontos ainda no primeiro quarto. Rosa Cossa, extremo, esteve igualmente em bom plano. O Ferroviário de Maputo, esse, não conseguia dominar nas tabelas e evidenciava problemas de finalização.

No segundo período, o Ferroviário de Maputo fez os ajustes e esteve mais agressivo a defender, obrigando o seu adversário a cometer erros. Ainda assim, o Costa do Sol terminou a primeira parte a vencer por 32-30.

No terceiro período, o Costa do Sol entrou mais pressionante e com transições rápidas. Aqui, nesta etapa, há naturalmente que destacar o papel de Mónica Tembo que deu cartas nas tabelas ganhando as segundas bolas e defensivamente foi uma unidade fundamental. Mas o Ferroviário de Maputo fez a recuperação e saiu desta fase a vencer por 46-45.

O quarto período foi de grandes emoções e muita luta nas tabelas. O Costa do Sol acreditou que podia adiar a decisão do título. Apresentou-se com clarividência, mas nos momentos cruciais veio ao de cima a maturidade do Ferroviário de Maputo que venceu por 60-59. Deolinda Gimo foi determinante com 15 pontos.

Dulce Mabjaia, a MVP

Dulce Luís Mabjaia foi indicada melhor jogadora da edição 2018 da Engen Maputo Basket, campeonato da cidade de basquetebol sénior feminino.

Era impossível não se emocionar. Quanto mais não seja pelas duas distinções: jogadora mais valiosa, MVP, com direito a 50 mil meticais. E melhor triplista e um bónus de 25 mil meticais. A noite foi especial para Dulce Luís Mabjaia, base do Ferroviário de Maputo.

Alma do Ferroviário de Maputo, Deolinda Gimo dominou nas tabelas e deu expressão ao jogo interior do das campeãs da cidade. Saiu do pavilhão do Desportivo com um sorriso largo resultante, também, do prémio de melhor marcadora e 25 mil meticais.

Extremo-dois, Shelsea Rafael foi considerada melhor ressaltadora da edição 2018 da Engen Maputo Basket. Aos 19 anos, deu boas indicações e mostrou o valor que exibiu na selecção sub-18 que em 2016 conquistou a medalha de bronze no campeonato africano do Cairo, Egipto.

Este ano, o incremento da premiação foi notório e a Engen mostra-se satisfeita com qualidade do espetáculos protagonizados pelas jogadoras e o seu contributo na promoção do basquetebol moçambicano. Para o ano há mais e com grandes inovações. Em dia de fortes emoções, Marlene cantou, dançou e arrancou aplausos do público.

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