Ferroviário de Maputo e Costa do Sol defrontam-se, este sábado, às 17h30, no pavilhão do Desportivo, no jogo três dos “play-offs” da final da Engen Maputo Basket em seniores femininos. Em caso de vitória, as atletas do Ferroviário de Maputo conquistam mais um “anel”
É o jogo do tudo ou nada para o Costa do Sol que precisa vencer para arrastar a decisão do título até as últimas consequências.
É um jogo em que tem que se impor na quadra para passar da frustração das derrotas nos jogos um e dois para a consagração.
Pelo que, tal como na terça-feira, no jogo dois, o conjunto de Deolinda Cármen Ngulela terá que defender muito bem – com ajudas, sobretudo, nas bolas bombeadas e forçar as jogadoras das posições quatro e cinco do seu adversário a cometer erros – para vencer o jogo.
Ofensivamente, ao Costa do Sol, recomenda-se que melhore em termos de finalização e as jogadoras da posição um organizem melhor os ataques.
A opção em Denise Ernesto e Aquila Mucubaquire, no cinco inicial, foi uma aposta que resultou.
Sem Regina Mahoche – lesionada – nas tabelas, Mónica Tembo, integrada na equipa depois de ter jogado no Esgueira de Portugal, apresenta-se como uma das apostas para fazer face a Odélia Mafanela, Cecília Henriques e Deolinda Gimo.
Travar um jogo exterior forte das “locomotivas”, que concretizaram dez tiros no jogo dois, é recomendável também.
Em vantagem (2-0) e menos pressionado, o Ferroviário de Maputo tem neste jogo uma oportunidade para arrumar as contas do título de campeão da cidade.
Rotinadas a vitórias e glórias, as “locomotivas” sabem que uma derrota não só adia a conquista do tetra como também carrega consigo um factor motivacional para as “canarinhas” que ainda acreditam que podem, finalmente, destronar a melhor equipa de basquetebol feminino nacional.
Carlos Alberto Niquice, que procura o seu primeiro título com a equipa feminina do Ferroviário de Maputo desde que substituiu Gerson “Gone” Novela como “coach” principal, tem no jogo exterior uma grande arma para “silenciar” o Costa do Sol.
Uma Anabela Cossa (quatro triplos concretizados em cinco) e Ana Suzana Jaime (três triplos em seis tentados) podem voltar a ser a solução para resolver o jogo. Caso, claro, não economizem as suas “bombas” na linha dos 6.75 metros.
Há jogadoras como Elizabeth Pereira – passou ao lado dos jogos um e dois dos “play-offs” da final – que também lançam muito bem.
Por isso, nisto de contas, existe uma vontade férrea do Costa do Sol de travar o seu carrasco dos últimos quatro anos e…uma equipa embalada na caminhada à conquista do título: Ferroviário de Maputo.
MUITA “MOLA” EM JOGO
Está em jogo, no campeonato da cidade, muita “mola”. Pois, aos vencedores, estão reservados valores monetários, aliás, a melhor premiação que o campeonato nacional.
A Engen dá ao primeiro classificado o valor de 500 mil meticais, enquanto o segundo encaixa 300 mil meticais. O Ferroviário das Mahotas do prestativo Leonel Manhique, que tal como ano passado assegurou o terceiro lugar, vai receber 200 mil meticais.
Outrossim, há dinheiro para quem se destacar individualmente. Neste sentido, o jogador mais valioso (MVP) irá receber 50 mil meticais.
Aos melhores ressaltadores e marcador e melhor triplista do certame caberá o prémio de 25 mil meticais cada. Estão aí motivos para as atletas transcenderem-se e fazerem estragos.