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O País – A verdade como notícia

O Costa do Sol venceu, neste domingo, o Desportivo de Nacala por três bolas a uma, em jogo da 19ª jornada do Moçambola 2018.

O Costa do Sol entrou bem, que no primeiro minuto esteve perto do golo, por intermédio de Isac, mas o seu remate saiu ao lado da baliza de Nando.

Entretanto, a segunda foi de vez! O avançado canarinho aproveitou-se de uma sobra, após cobrança de um livre, para abrir o activo.

E porque o Desportivo de Nacala não respondia, aos 34 minutos, o Costa do Sol chegou ao segundo golo, num cruzamento de Raúl, em que a bola chegou a Seameh que não pensou duas vezes e fuzilou a baliza adversária, fazendo o 2-0.

Os Nacalenses acordaram para o jogo e no mesmo minuto, responderam com o golo de Toré reduzindo a desvantagem para  2-1, resultado com que terminou a primeira parte.

No reatamento, em desvantagem no placar, o Desportivo de Nacala entrou pressionante e só não marcou porque Toré, em posição privilegiada rematou fraco para a defesa segura de Guirrugo.

Aos 65 minutos, os visitantes reivindicaram uma grande penalidade nesta situação em que Nuno caiu na grande área, mas Ema Novo nada assinalou.

Minutos depois, o Costa do Sol voltou à carga, mas frente-a-frente à baliza, Nilton não conseguiu bater Nando.

Aos 82 minutos, o Costa do Sol chegou ao terceiro golo. Excelente trabalho de Chawa, que fez um remate ao poste e na sobra Mbulu não perdoou.

Com o três a um, a favor do Costa do Sol terminou o jogo, com esta vitória, sobe para a 8ª posição, agora com 24 pontos.

 O Desportivo de Nacala permanece no fundo da tabela classificativa com 16 pontos.

A União Desportiva de Songo, campeã nacional em título, defronta este domingo, no 'Caldeirão do Chiveve' (campo do Ferroviário da Beira), o Al Hilal do Sudão, em partida referente à quarta jornada do grupo B da Taça das Confederações Africanas (CAF).

Na tarde deste sábado, a equipa realizou o último treino e os jogadores mostraram-se confiantes na vitória para poder continuar com a segunda fase da prova, pois, neste momento, tem apenas um ponto.

A equipa do Sudão mostrou-se indisponível a falar a imprensa na hora marcada, alegando que estava atrasada para os treinos.

As duas equipas voltam a encontrar-se desta vez na cidade da Beira, depois de na quarta-feira passada terem empatado a duas bolas em Cartum, capital do Sudão.

Actualmente, o Renaissance do Marrocos lidera o grupo B com sete pontos, seguido de El Masry do Egipto com cinco pontos. O Al Hilal, do Sudão é o terceiro com dois pontos e a União Desportivo de Songo de é o último na tabela com apenas um ponto.

O início da partida está previsto para as 15 horas

 

O Governo moçambicano apela à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) a tomar medidas que penalizam os promotores de violência e vandalismo  nos campos. O Governo diz estar a trabalhar com os municípios no processo de divulgação do Regulamento de Segurança dos Recintos e Espectáculos Desportivos.

Com o regulamento, as federações e ligas profissionais são obrigadas a inserir no seu plano de actividades, medidas e programas de promoção de boas práticas que salvaguardam a ética e o espírito desportivo, em particular, no domínio da violência associada ao desporto.

Mesmo com este instrumento, os casos de violência e vandalismo nos campos de futebol tendem a crescer, a exemplo do que aconteceu no último domingo em Pemba quando os árbitros do jogo Baía de Pemba- Ferroviário de Pemba foram agredidos.

O Governo desencoraja estes actos  e apela a Federação Moçambicana de Futebol a tomar medidas que penalizam os promotores de actos de violência nos campos. “Nós convidamos a Federação Moçambicana de Futebol a tomar uma atitude que penalize os clubes e grupos de pessoas ao nível nacional que se envolvem em actos de violência. Não é nossa cultura este tipo de situações de violência nos nossos campos”, apelou Nyeleti Mondlane.

Ainda na senda de apelos, a ministra da Juventude e Desporto ajuntou: “desencorajamos e apelamos, como eu disse, a Federação Moçambicana de Futebol para tomar medidas para corrigir este aspecto. Não é aceitável”.

Mondlane garante estar a trabalhar com os municípios no sentido de se divulgar o Regulamento de Segurança dos recintos e Espectáculos Desportivos, assim como na protecção dos diversos intervenientes. “Nós estamos a trabalhar com os municípios no sentido de encorajar os munícipes a terem atenção especial com os campos. E os munícipes devem exercer a sua responsabilidade assegurando que as infra-estruturas sejam salvaguardas”, indicou.

E prosseguiu: “estamos a divulgar com bastante força o regulamento. Estamos a acionar os municípios a assumirem as suas responsabilidades em relação a protecção das pessoas e das infra-estruturas. Nós precisamos que as infra-estruturas sejam bem protegidas porque é o lugar onde os jovens desenvolvem física e intelectualmente”.

O regulamento de Segurança dos recintos e Espectáculos Desportivos  prevê que a  PRM assuma a responsabilidade de coordenar a segurança nos recintos desportivos, independentemente da participação ou não de forças de segurança privada.

Por outro lado, o instrumento indica que a polícia seja responsável pelo número de agentes alocados aos recintos, tomando em conta  a categoria do espectáculo, neste caso jogo de alto risco e de baixo risco.

O documento refere que, aos promotores de espectáculos, federações ou associações, compete  a regulamentação específica de prevenção e combate a violência nos recintos desportivos no prazo de 180 dias, contados a partir da data da publicação do regulamento citado.

Findo o prazo, aqueles que não possuam tais regulamentos específicos, ficam interditos de organizar qualquer espectáculo desportivo.

 

O futebolista moçambicano, Chiquinho Conde, é o novo treinador da formação sub-23 do Vitória de Setúbal, avançou o clube português. Conde assume o comando técnico dos sub-23 por duas épocas.

Durante uma conferência de imprensa transmita em directo, na página do Facebook do clube Chiquinho Conde disse que, em princípio, começa a trabalhar esta sexta-feira, tendo em conta a aproximação do início do campeonato.

O moçambicano, de 52 anos, volta ao Setúbal, clube no qual fez 64 golos em 165 jogos.

Chiquinho Conde fez grande parte da carreira em Portugal, onde passou por Belenenses, Braga, Sporting, Alverca e Imortal.

Conde já venceu dois campeonatos, duas supertaças e conta com passagens por clubes como o Ferroviário de Maputo, Desportivo de Maputo e UD Songo.

 

Transpira, como poucos, um talento fora de série. Aos 18 anos, Chanaya Pinto faz “estragos” em Portugal.

Este ano, foi vice-campeã de basquetebol após o Quinta dos Lombos, equipa que representa, perder nos “play-offs” final da Liga Portuguesa com a União Sportiva por 2-0, sendo que no jogo um o resultado foi de 69-67 e, no jogo dois, registou-se a marca de 64-61.

Numa época marcada por uma lesão que a impediu de disputar a final, Chanaya Pinto foi preponderante no jogo um dos “play-offs” das meias-finais diante do Benfica, tendo contribuído com 14 pontos e quatro ressaltos em 22 minutos na quadra. Não ganhou o campeonato, facto.

Mas açambarcou o troféu da Taça da Federação ao derrotar na final o União Sportiva, por 47-44.

Com um percurso notável, Chanaya impôs-se de outro lado do atlântico. Porquanto foi bicampeã distrital de Lisboa na categoria sub-19, tendo também sido indicada para o cinco ideal da prova.

Com, e é preciso deixar claro, uma ascensão meteórica. Em 2017, estreou-se na selecção sénior feminina que ocupou o quarto lugar no Campeonato Africano, prova que teve lugar em Bamako, Mali, terminando com média de 3.8 pontos e 1.9 ressaltos/jogo.

Esta temporada, foi vice-campeã da Liga Portuguesa pelos Quintas dos Lombos que perdeu nos play-offs da final com a União Sportiva por 2-0 (69-67 no jogo um e 64-61 no jogo dois). O que é que falhou, na sua óptica,  para conquista do título?

Eu acho que o factor mais crucial para a conquista deste título foi a falta de experiência. Somos uma equipa muito jovem com jogadoras inexperientes. A equipa foi adquirindo experiência no campeonato. Defrontávamos um conjunto  muito experiente acima de tudo. Lutamos até ao fim, mas infelizmente a vitória não caiu para o nosso lado.

Chanaya Pinto não fez os jogos dos “play-offs” final  devido a lesão que contraiu. Como é que se sentiu por não poder dar o seu contributo a equipa nos jogos decisivos?

Eu não consigo explicar essa sensação. É como se fosse uma sensação de perda não poder fazer aquilo que a gente realmente gosta. Eu acho que nos fere a alma acima de tudo.

No jogo um dos “play-offs” das meias-finais contra o Benfica contabilizou 14 pontos e quatro ressaltados, tendo sido  melhor marcadora da sua equipa na vitória por 73-68.Como é que analisa a sua prestação neste jogo?

Como eu dizia, nós somos uma equipa que adquiriu experiência jogo pós jogo.  Então, esse foi um dos jogos. Comecei a amadurecer dentro de campo, principalmente, porque a minha equipa quando vai ao campo sabe o que quer.  Queríamos ganhar para poder ter acesso à final e ganhar o campeonato em si mas não foi possível.

Que avaliação faz da sua prestação nesta época no Quinta dos Lombos em que, para além de ter sido vice-campeã, conquistou a Taça da Federação ao derrotar na final o União Sportiva, por 47-44?

Faço uma avaliação positiva visto que este é o meu primeiro ano na Liga Portuguesa como jogadora oficialmente portuguesa. Infelizmente, tirei as férias cedo não porque quis, mas sim por conta de uma lesão. Mesmo assim, faço esta avaliação como positiva.

Chanyana Pinto lesionou-se perto do fim da temporada e, recentemente, foi operada. Para quando o seu regresso aos campos?

Daqui a seis meses como dizem os médicos e prometo voltar daqui a seis meses (risos).

Ano passado,  estreou-se pela selecção sénior feminina no “Afrobasket” de Bamako, Mali, competição na qual terminou  com média de 3.8 pontos e 1.9 ressaltos/jogo. Que avaliação faz da sua prestação?

Faço uma avaliação Colhi tanta coisa boa que, se fosse a explicar tudo, estaríamos aqui toda tarde. Temos uma seleCção nacional com jogadoras muito experientes, acolhedoras, coesas e que  transmitiam boa energia. Claro que estava muito nervosa por ser um campeonato onde participam pessoas mais velhas e, com a minha idade, elas estiveram sempre presentes e persistentes a dizer:  tu podes, a idade não conta quando o teu talento é superior.

Por força da lesão acima referida, Chanaya Pinto vai falhar o Campeonato Africano sub-18, prova  a decorrer de 10 a 19 de Agosto, em Maputo. Como é que se sente? E que mensagem deixa ficar as colegas da selecção nacional?

(Respira fundo)… Tocou na minha ferida. Consoante o meu sentimento,  acho que toda gente sabe, como já havia referido, que é com muita dor quando percebes que não podes fazer algo que mais gostas.  Mesmo eu, até agora, não acredito que não vou poder participar deste campeonato. Todos os dias acordo e digo: é um sonho. Tu amanhã vais estar lá com a equipa a apoiar e dar o teu contributo. Ok,  Moçambique precisa de mim. Mas as minhas colegas estarão lá de certeza e, creio, vão fazer o máximo possível. E a mensagem que eu queria deixar para elas é: força meninas, muita garra e nunca desistam.

Quais são as metas que pretende alcançar e quais são os sacrifícios a considerar?

Este ano, as minhas metas são de ser campeã na Liga Portuguesa. É  uma das primeiras prioridade é voltar a representar Moçambique no "Afrobasket" e superar o  quarto lugar que alcançamos ano passado. Tenho como prioridade também trabalhar, recuperar a lesão e trabalhar porque preciso trabalhar muito para superar as minhas metas.

Olhando para sua prestação em campo quais são os pontos fortes e quais pensa que pode melhorar?

Os pontos fortes são o lançamento exterior e  as penetrações. Os pontos que tenciono melhorar são defensivos e alguns ofensivos.

Qual foi até então o ponto mais alto da sua carreira? E qual foi o mais baixo?

O ponto mais alto da minha carreira foi em 2017  quando fui convocada a selecção sénior que disputou o “Afrobasket” em Bamako, Mali. E penso que o ponto mais baixo da minha carreira é este que estou a passar agora. Nunca tinha passado por uma lesão que requer uma operação e muito tempo de espera e recuperação.

Uma mensagem para aqueles que a admiram e acompanham  o basquetebol moçambicano…

Vão atrás dos vossos sonhos e, acima de tudo,  nunca parem de lutar porque as portas sempre estarão abertas. Insistam. Persistam e sempre porque a porta vos será aberta.

Altura:1.80 metros

Idade: 18 anos

Prato: xima com peixe e couve com tomate e cebola.

Continua a digressão de Hilário da Conceição e de Shéu Han, antigos futebolistas moçambicanos que brilharam ao serviço do Sporting e do Benfica, bem como da selecção portuguesa, pela cidade de Maputo.

Depois de terem realizado uma palestra sobre “viver o futebol”, na manhã de terça-feira, os dois astros foram recebidos em audiência pelo presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., na casa do futebol, na tarde do mesmo dia. Foi, de resto, um encontro de cortesia, onde Alberto Simango Jr. falou dos desafios e avanços que a federação e o futebol nacional conheceram nos últimos 3 anos do seu mandato a frente dos destinos do organismo que gere o futebol moçambicano.

Explicando os avanços, o presidente da FMF falou das mudanças que o futebol moçambicano teve, nomeadamente a forma como está a ser realizado o campeonato nacional de futebol e o campeonato da divisão de honra, para além das competições de formação, bem como as participações das equipas moçambicanas nas competições africanas, em que na próxima edição, 2018/19, o país vai levar quatro equipas às afrotaças, nomeadamente duas na Liga dos Campeões e outras duas na Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela. Esta definição surge pelo facto de Moçambique ter entrado para o grupo de elite da CAF constituído por 12 países.

Presente na ocasião, o seleccionador nacional, Abel Xavier, que se mostrou satisfeito por reencontrar dois compatriotas com os quais passou momentos em Portugal, falou do modelo de jogo que está a incutir no seio dos Mambas, nomeadamente nas qualificações ao CAN, CHAN e Cosafa. Os presentes falaram ainda das possibilidades de qualificação do combinado nacional à fase final do Campeonato Africano das Nações de 2019, que terá lugar nos Camarões.

Em jeito de resposta, Hilário da Conceição e Shéu Han mostraram-se satisfeitos com o desenvolvimento do futebol moçambicano e se mostraram disponíveis e abertos a darem seu contributo para ajudar o futebol moçambicano a voltar aos patamares em que já esteve no passado, com destaque para a sua imagem além-fronteiras.

Já esta quarta-feira, os dois antigos futebolistas estiveram na sede do Desportivo, local onde se localiza a Escola do Benfica em Maputo. Hilário e Shéu tiveram oportunidade de interagir com as crianças que se formam naquele local, bem como com os treinadores e dirigentes, que ouviram as histórias de convivência desportiva dos dois antigos futebolistas que contam com mais de 40 anos no futebol português.

Para já, sabe-se que no sábado, as duas figuras do futebol português vão visitar a Escola Secundária Sansão Muthemba, no bairro Polana Caniço, onde vão assistir a reciclagem e aproveitamento de lixo, transformado em produtos de uso doméstico, numa iniciativa de Sustentabilidade Ambiental.

 

A direcção do clube Ferroviário de Pemba suspendeu três dos jogadores que agrediram, domingo, o árbitro do jogo com Baía de Pemba, inserido na quarta jornada da segunda volta do Campeonato Nacional da Divisão de Honra zona norte. A Associação Provincial de Futebol de Cabo Delgado diz estar a estudar a possibilidade de intentar uma açcão criminal contra os jogadores que protagonizaram actos de vandalismo.

48 Horas depois de os seus jogadores terem protagonizado cenas gratuitas de violência, ao agredirem o árbitro do jogo Baía de Pemba vs Ferroviário de Pemba, por alegado mau ajuizamento de uma jogada, a direcção dos “locomotivas” veio a público manifestar a sua indignação em relação ao comportamento “condenável” dos mesmos.

Este clube diz não se identificar com a atitude dos seus jogadores, pelo que terá mão dura contra os prevaricadores. Para já, o Ferroviário de Pemba suspendeu três jogadores por tempo indeterminado enquanto correm os processos disciplinares para se averiguar o “o que os motivou a agir de tal forma”.

Miguel Jamisse, presidente do Ferroviário de Pemba, pede ainda desculpas a todos os desportistas de Pemba, em particular, e do país, no geral. ” Não sabemos o que a federação vai decidir. Nós, internamente, já tomámos medidas em relação aquilo que aconteceu no último jogo. Todos os jogadores já foram identificados e, a primeira medida que se tomou, foi suspender e nisso estão a correr os processos disciplinares“, frisou. E assegurou que a suspensão é por “tempo indeterminado“.

Por sua vez, Abdul Satargani, presidente do clube Baía de Pemba, acusa os “locomotivas” e outras colectividades de perseguir o seu clube. “Os clubes das outras províncias estão contra a Baía. Os clubes locais estão contra a Baía. Quando vamos jogar fora, temos os nossos jogos controlados. Vocês não acompanham isso, mas passamos por várias situações”, queixou-se.

Satar diz que tal “perseguição” resulta do trabalho exemplar que Baía de Pemba esta a fazer no desporto. “Baía de Pemba está a mostrar um trabalho organizacional e, os outros clubes, no lugar de enaltecerem o nosso trabalho, querem prejudicar. Eu convido essas pessoas a virem sentar e perguntar, nós os jovens, como é que estamos a trabalhar. Vamos ensinar a eles e aos demais dirigentes ser e estar dentro do meio desportivo”, desafiou.

APFCD PODE INTENTAR ACÇÃO CRIMINAL

A Associação Provincial de Futebol de Cabo Delegado diz estar a estudar a possibilidade de intentar uma acção criminal contra os agressores dos árbitros. A agremiação Delgado garante ter enviado o relatório dos árbitros e delegado do jogo para a Federação Moçambicana de Futebol e Comissão Nacional de Árbitros de Futebol para sua apreciação.  “Já enviámos o relatório do delegado do jogo assim como o relatório dos árbitros para a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol e Federação Moçambicana de Futebol para que ao nível do Conselho de Disciplina seja apreciado”, começou por dizer Miguel Diogo, presidente da Associação Provincial de Futebol de Cabo Delgado.

Diogo clarificou, por outro lado, que “cabe a Associação Provincial de Futebol de Cabo Delgado apenas aguardar as diligências feitas pela Federação Moçambicana de Futebol e o desfecho deste processo ao nível disciplinar”.

 Ao nível criminal, prosseguiu Miguel Diogo, esta acção levou a Associação Provincial de Futebol de Cabo Delgado a reunir-se ontem ao nível de direcção com todos os órgãos que ela representa para “estudarmos bem o assunto que possa, talvez, culminar com a nossa agremiação a intentar uma acção criminal contra estes indivíduos”.

As escaramuças registadas domingo surgem três meses depois do jogo Ferroviário de Pemba – Estrela Vermelha ter terminado aos tiros, portanto, uma situação recorrente.

Depois das ameaças avançadas ao longo da campanha eleitoral da ponderação das empresas integradoras do Clube dos Desportos da Maxaquene, nomeadamente as Linhas Aéreas de Moçambique e os Aeroportos de Moçambique, em apoiar o clube, caso a candidatura por si defendida não passasse nas eleições de sábado passado, o presidente cessante da Mesa de Assembleia-Geral da colectividade, Sérgio Pantie, garantiu que o apoio vai continuar.

Sérgio Pantie diz que as ameaças ocorridas durante a campanha eleitoral foram um incidente de percurso e que a relação entre as empresas integradoras e os “tricolores” é saudável e vai continuar sendo. “Esta é uma relação de longa data e vai continuar. Foi um pequeno incidente de percurso e normal em campanhas eleitorais. Acredito que o pronunciamento da empresa não foi no sentido de virar um corte. É uma relação muito sadia e muito boa, uma relação que contribui para o crescimento do clube e é uma relação que engrandece o desporto moçambicano”, esclareceu o presidente cessante da Mesa de Assembleia-Geral do Maxaquene, que viu seu mandato terminado ao mesmo tempo com o de Ernesto Jr., anterior presidente.

Facto mesmo é que “o Maxaquene é um clube grande do nosso país, é uma referência e vai continuar” segundo Pantie e que o apoio das empresas é em jeito de troca de serviços, afinal “as empresas sabem que apoiam o Maxaquene porque também publicitam o seu serviço e fazem uma actividade de acção social. Portanto só podemos dizer que foi uma situação eleitoral e as duas partes vão continuar ligadas”, garantiu Sérgio Pantie.

Ainda de acordo com Pantie, os regulamentos do Maxaquene permitiam a qualquer sócio tricolor se candidatar, desde que tivesse reunido condições para o efeito, daí a candidatura de Arlindo Mapande, que não sendo pertencente a nenhuma das empresas integradoras, reunia todas condições, como sócio, para a sua candidatura. Pantie considerou as eleições justas, “o que dignificou o Maxaquene e prova que o clube vai continuar em boas mãos”.

O presidente cessante da Mesa de Assembleia Geral dos “tricolores” fez estes pronunciamentos na tomada de posse de Arlindo Mapande como presidente de direcção do Maxaquene, esta terça-feira, acto que teve lugar no pavilhão desportivo da colectividade.

Mapande agradece aos sócios e espera apoio das empresas integradoras

Depois de tomar posse, juntamente com o seu elenco, o novo presidente do Clube dos Desportos da Maxaquene, Arlindo Mapande, agradeceu os sócios pela confiança que depositaram na sua lista, tendo esperado que os mesmos estejam por perto da direcção para prestar seu apoio. “Quero esclarecer que esta vitória não é de Mapande, mas de todos os sócios do Maxaquene”, começou por dizer Mapande para mais tarde dizer que “começa, partir de hoje, uma nova etapa e conto com todos sócios em ideias e pensamentos, de modo a carregarmos esta equipa ao mais alto nível”. Aliás, no âmbito de inclusão que o seu manifesto defendia, Mapande convidou todos ex-presidentes do clube para integrarem o Conselho Consultivo da sua direcção.

Por fim, Arlindo Mapande disse contar com as empresas integradoras do Maxaquene, nomeadamente as Linhas Aéreas de Moçambique e os Aeroportos de Moçambique porque, segundo ele, “sem estas empresas, o Maxaquene não pode ir além”.

 

A Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Pedagógica acolheu, nesta terça-feira, palestra intitulada “Viver o Futebol”. A palestra foi orientada pelas antigas vedetas da selecção portuguesa, Shéu Han e Hilário da Conceição.

Shéu Han nasceu no Inhassoro, província de Inhambane, é um ex-futebolista português, jogou 19 anos no Benfica, de 1970 a 1989. É actualmente membro da direcção do Sport Lisboa e Benfica.

Para Shéu han é necessário que haja um compromisso profissional para se fazer um bom futebol, existem actividades que um atleta deve evitar, o foco e disciplina são importantes. “O meu futebol de rua não era suficiente para acompanhar o futebol profissional, tive de me adaptar, perder a qualidade individual e ganhar a qualidade colectiva, o que não foi tarefa fácil, mas isso não foi um sacrifício porque eu gostava de praticar o futebol” acrescentou.

Hilário da Conceição fez 39 jogos pela Selecção Portuguesa. A sua estreia foi em 11 de Novembro de 1959 em um amistoso entre França-Portugal. O grande momento da carreira de Hilário ocorreu no mundial de 1966. Jogou ao lado de Eusébio e Coluna, na selecção de Portugal que conquistou o 3º lugar no Mundial de 1966, considerado o melhor defesa esquerdo na Inglaterra.

Para Hilário, existem hoje, condições melhores para se praticar desporto em Moçambique, há mais campos e ginásios, que na sua época, e questionou a razão de atletas moçambicanos pouco se fazerem sentir na alta competição. “Antes nós, não queríamos especificamente ganhar dinheiro, jogávamos futebol por amor, os jovens de hoje tem uma tendência de querer ganhar dinheiro antes de jogar o próprio futebol”, disse Hilário.

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