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O País – A verdade como notícia

A decisão foi tomada por unanimidade pelos membros do Comité Olímpico Internacional (CIO) durante a sessão organizada em Buenos Aires, Argentina, onde se realiza a terceira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, escreve Panapress.

Quatro países africanos, designadamente, Botswana, Nigéria, Senegal e Tunísia, estavam em competição para a organização que se seguiu a um estudo minucioso atribuído pela Comissão de Avaliação e pelo Comité Executivo ao Conselho Municipal de Dakar, no Senegal, tendo este último apresentado uma melhor proposta e melhores oportunidades para o efeito.

"Dakar 2022 apresentou um projecto visionário, ambicioso e tecnicamente viável para estes Jogos, que se escreve no quadro da resolução dos problemas a longo prazo do país", lê-se no comunicado do COI, citado pelo Panapress.

 

 

É oficial. A internacional basquetebolista moçambicana, Leia “Tanucha” Dongue, assinou um contrato com o Cégled da Hungria para a temporada 2018-2019.

Dongue deixa, desta forma, o Gernika da Espanha onde evoluiu na temporada 2017-2018 obtendo médias de 11,4 pontos e 4,9 ressaltos em 19 minutos por jogo.

Na Espanha, a talentosa basquetebolista moçambicana teve como melhores registos 22 pontos em 25 minutos na quadra no jogo com o Sedis, 21 pontos em 26 minutos contra o Girona e um duplo-duplo (20 pontos e 10 ressaltos) contra o Ferrol.
Leia Dongue é representada pela Regeneracom Sports, agência de jogadores com penetração nos mercados europeu e dos EUA com a qual assinou contrato em Abril deste ano.

Detida pelo espanhol Lluis Túnez e certificada pela FIBA e WNBA, a Regeneracom Sports agência atletas como Italee Lucas, base americana naturalizada angolana e que actualmente evoluiu no DK Gipuzkoa da Liga Espanhola, bem como as malianas Minata Keita e Mariam Coulibally.
 
Só sucesso

Em 2009, Leia Dongue obteve uma média de 9,4 pontos e 7,1 ressaltos e 19 minutos por jogo no “Afrobasket” e ela foi selecionada na primeira equipa da Taça dos Clubes Campeões Africanos.

Três anos depois, ou seja, em 2012, Tanucha disputou a fase de apuramento para os Jogos Olímpicos, terminando o torneio pré-olímpico com uma média de 12.5 pontos e 8 ressaltos por jogo.

No mesmo ano, em representação da extinta equipa da Liga Desportiva de Maputo, conquistou a Taça dos Clubes Campeões Africanos, numa prova que teve lugar em Abidjan, Costa do Marfim.

No ano de 2013, Leia Dongue foi medalha de prata no Campeonato Africano de basquetebol, certame havido no pavilhão do Maxaquene, em Maputo. Nesta competição, na qual esteve em bom plano, a craque obteve uma média de 14.3 pontos, 8 ressaltos e 2.6 roubos de bola  em 23 minutos por jogo.

Num ano de grandes exibições, assinou contrato com o 1º de Agosto de Angola, equipa com a qual foi nomeada para o cinco ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol, prova na qual terminou com uma média de 21.7 pontos e 9,3 ressaltos em 27 minutos por jogo.

Em representação de Moçambique, Leia Dongue foi uma das melhores atletas da selecção nacional no Campeonato do Mundo de 2014, na Turquia.

Naquela que foi a primeira e única presença de Moçambique num Mundial, Dongue teve uma média de 15 pontos e 11.7 ressalto/jogo, brilhando no jogo contra a França (18 pontos e 11 ressaltos) e Turquia (17 pontos e 14 ressaltos).

Em 2015, Leia Dongue venceu a Taça dos Campeões Africanos ao serviço do D’Agosto de Angola e, para não variar, foi indicada para o cinco ideal.

Porque África começava a ficar pequena para o seu potencial, em Março de 2016 Leia Dongue assinou pelo Al-Qazeres na Espanha, conjunto que representou com brio e profissionalismo e teve média de 17,2 pontos, 7.9 ressaltos, números que ajudaram a levar a sua equipa à primeira divisão espanhola após contabilizar 25 pontos e 10 ressaltos no decisivo jogo.

Em 2017, em Angola, mais uma vez mostrou todo o seu potencial. Foi campeã africana de clubes e foi indicada para o cinco ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol com média de 15.7 pontos e 5,7 ressaltos.

Com sua selecção nacional, Leia Dongue chegou às meias-finais do Afrobasket 2017 e foi nomeada o cinco ideal da competição com média de 16.9 pontos e 7.6 ressaltos por jogo.
 

O primeiro treino dos Mambas, inicialmente agendado para esta segunda-feira, tendo como objectivo o embate do próximo sábado diante da Namíbia, acabou por não acontecer devido a alegadas questões logísticas

O cancelamento do treino e da respectiva conferência de imprensa foram comunicados pela assessoria de imprensa da Federação Moçambicana de Futebol e, tanto quanto se sabe, foram exclusivamente questões ligadas à logística que obrigaram a não realização do primeiro treino, reduzindo os dias de trabalho conjunto do combinado nacional.

Desta feita, a selecção só vai começar com os trabalhos de preparação nesta terça-feira, em princípio à mesma hora e local, ou seja, as 16h30 no Estádio Nacional do Zimpeto.

Os Mambas têm uma jornada dupla com a Namíbia e são obrigados a ganhar, sobretudo porque a Zâmbia e Guiné-Bissau também vão para dois confrontos que se espera que beneficiem o combinado nacional.

Disputadas duas jornadas, a Zâmbia tem apenas um ponto, resultante do empate com a Namíbia na segunda ronda. Já a Guiné-Bissau soma os mesmos quatro pontos que os Mambas.

Teoricamente, estas duas selecções são as mais directas concorrentes do combinado de Abel Xavier, dai a exigência nos dois jogos com os namibianos.

Depois do empate caseiro com a Guiné-Bissau no último dia 8 de Setembro, Abel Xavier mexeu na pré-convocatória para a recepção e visita à Namíbia.

O luso-moçambicano fez “cair” nomes como Telinho, Chico ou mesmo Kamo-Kamo nos primeiros 25 chamados e, em sentido inverso, incluiu “novos rostos“.

Manucho, o do Costa do Sol, Mapangane, da Liga, e Chelito, que muito recentemente transferiu-se para o RS Berkane de Marrocos juntam-se, pela primeira vez aos trabalhos da selecção nacional “A“.

É ganhar ou ganhar e esperar que a Guiné-Bissau e a Zâmbia não produzam resultados que compliquem o posicionamento dos Mambas.

Depois do CAN de Angola em 2010, a selecção nacional de futebol procura voltar à competição, nove anos depois ( o CAN será no próximo ano).

Naquela edição, os Mambas integraram o grupo “C“ juntamente com as selecções do Benin, Nigéria e Egipto. O combinado nacional, não passou da primeira fase e marcou apenas dois golos.

Em competições da CAF e no que diz respeito às selecções, Moçambique só voltou a participar de uma competição continental em 2013 quando disputou o CAN interno na vizinha Africa do Sul, porém também sem grandes voos. Sob batuta de Abel Xavier, a selecção de todos nós tenta voltar à ribalta do futebol africano qualificando-se para o CAN do próximo ano que terá lugar nos Camarões. Os Mambas comandam o grupo K com 4 pontos, os mesmos da Guiné-Bissau.

Foi considerado um dos melhores guarda-redes de todos os tempos em Moçambique, a par de Zé Luís, Nuro Americano e Rui Évora. Um dia foi apelidado de “gato preto”, devido ao estilo “felino” na abordagem dos lances, apesar da sua estatura e corpo franzinos. Tal como os irmãos Conde, Nico, Betinho e Maenga, Filipe Chissequere, o madala cuja história relatamos, é produto de uma “escola” do nosso futebol: o Chiveve. Infelizmente, o grande guarda-redes já faleceu, mas as suas qualidades pertencem à história do país.

Do populoso bairro da Munhava, cedo despertou a atenção dos amantes da bola, pela forma de estar em campo, facto que não deixou indiferentes alguns dos principais clubes da altura. Primeiro, o Centro Recreativo Indo-Português (CRIP), seguindo-se o Boavista da Beira e, por fim, o Ferroviário local. Mas foi na capital do país, jogando pelo Matchedje e pela Selecção Nacional que viveu os momentos mais gloriosos da sua brilhante carreira, “disseminando-os” um pouco por África e por outros locais por onde a equipa nacional nacional e Matchedje passaram.

Fiel à história do passado

Já retirado, quando passeava pelas ruas da capital, fazia tudo para não despertar a atenção das pessoas. “Escondia-se” da sua fama e só aqueles que o viram brilhar durante a carreira desportiva é que o reconheciam. Esta era a sua forma de respeitar a simpatia que granjeava.

Salto para a capital

No ano de 1979, em grande forma na Beira, os grandes de Maputo não o deixavam descansar. As notícias eram constantes na imprensa mas, renitente, insistia em permanecer na sua terra, ao lado dos seus pais e amigos.

No entanto, em 1981 teve que escalar a capital, para cumprir o serviço militar. Há quem diga que o Matchedje teve que usar o “truque” da incorporação para ganhar à concorrência, já que ninguém o conseguia tirar da Beira. No entanto, a viagem seria o início da glória para o garoto, pois pouco tempo depois passou a ombrear com os melhores.

Mesmo tendo surgido numa altura em que o país possuía uma grande legião de grandes guarda-redes, Filipe conseguiu-se impor, apesar da aparente inferioridade em termos compleição física. Por isso, na selecção, teve primeiro que contentar-se com a condição de suplente para depois atacar na hora certa.

A sua estreia aconteceu em 1978, contra a selecção de Cuba. Desde essa altura passou a ser suplente do falecido Zé Luís e mais tarde de Nuro Americano. De 84 e 93 tornou-es titular indiscutível da equipa de todos nós.

 

O Chibuto goleou, este domingo, o Sporting de Nampula por seis bolas a zero, em jogo da vigésima sétima jornada do Moçambola 2018.

O Sporting de Nampula veio para este jogo com a sentença já ditada, uma vez que praticamente estava despromovido para o segundo escalão do futebol. Quando ainda procurava estudar o seu adversário, Eva marcou o golo madrugador do Chibuto, fazendo o um a zero aos 49 segundos.

Os “Guerreiros” do Chibuto estavam “endiabrados” e teriam feito o segundo golo no minuto 1, mas Aníbal não deixou. Aliás, Aníbal volta a ser o herói, ao aplicar-se a fundo, evitando o segundo golo da equipa adversária, aos 19 minutos. Porém, o dois a zero não tardou; aos 20 minutos, na cobrança de um canto, Ruve, sobe para o primeiro andar e não dá qualquer hipótese ao “keper” dos Leões.

Aníbal sofreu os dois golos, mas continuava a ser a melhor unidade da equipa sportinguista. Aos 29 minutos, volta a estar em grande entre os postes, ao evitar o terceiro tento dos donos da casa.

Aos 33 minutos, os treinados de Uzaras Momed responderem. Zinho, em frente ao guarda-redes Tchando, remata forte e o homem da baliza fica senhor da situação. Do lado do Sporting, Aníbal continuava em destaque pela positiva. Mais uma vez, volta a evitar o golo do Chibuto.

A turma visitante foi ao intervalo a jogar com menos uma unidade, devido a expulsão de um. Na segunda parte, Aníbal mostrou que estava em dia “sim” e numa defesa de recurso soca a bola para canto (55 minutos). Contudo, o esforço do guarda-redes não foi compensado e sofreu o terceiro golo dos pés de Rodrigues. Aos 69 minutos Eva colocou o resultado em quatro zero. Depois foi a vez de Mafait marcar o quinto, aos 75 minutos. O nigeriano Sanday fechou as contas fazendo o seis a zero.

Na próxima jornada, o Chibuto mede forças com o Ferroviário de Nampula, enquanto, o Sporting de Nampula terá pela frente o Incomáti de Xinavane.

 

Em campo um Maxaquene bem tranquilo na tabela classificativa e um Incomáti de Xinavane que procura lutar contra o “fantasma” da despromoção.

Três minutos do jogo, Maystayle, do lado esquerdo do ataque do Incomáti, recebe um passe rasgado e com todo estilo e mestria marca o golo dos visitantes.

Era uma partida sem muito brilho, mas ainda assim, o Maxaquene respondeu com um remate de Victor. César Machava mostrou-se seguro entre os postes evitando o golo tricolor.

Perante uma defensiva sem garra, os açucareiros poderiam ter feito o segundo, mas Charles fez o mais difícil. Levantou demasiadamente a bola, aos 17 minutos.
No minuto 21 esteve em vista o golo do empate, com o remate de Danilo, em que a bola é devolvida pelo poste. O Incomáti foi salvo pelo poste, mas aos 24 minutos o guarda-redes César Machava foi hipnotizado nesta jogada, em que João anichou o esférico no fundo das malhas, fazendo o um a um, resultado com que se foi ao intervalo.
Na segunda parte ambas equipas voltaram com o objectivo de não facilitar, mas foi o guarda-redes Jonas do Maxaquene o “carrasco” dos homens do canavial, ao defender o remate à queima-roupa do Incomáti. Instantes depois, Jonas de novo foi chamado para mais uma intervenção e saiu melhor na fotografia com uma defesa de recurso.

Na próxima jornada, Maxaquene vai a Nacala defrontar o Desportivo local, enquanto o Incomáti recebe o já praticamente despromovido Sporting de Nampula.

 

Depois do empate a duas bolas, frente a Guiné-Bissau, em jogo referente à segunda jornada de qualificação ao CAN 2019, segue o jogo da terceira jornada contra a Namíbia, que terá lugar no dia 13 de Outubro, no Estádio Nacional do Zimpeto.

 As principais novidades na convocatória da Abel Xavier para o jogo dos Mambas, da terceira jornada de qualificação ao CAN 2019, são  Manucho, do Costa do Sol, Mapangane, da Liga e Chelito Omar, do RS Berkane de Marrocos . O seleccionador anunciou ainda o regresso de David Malembane, do Dynamo de Alemanha.

Em conferência de imprensa, nesta sexta-feira, Abel Xavier revelou que pretende reforçar o sector da baliza, daí que equaciona convocar os guarda-redes do Ferroviário de Maputo e do Costa do Sol para próximas partidas.

Porém, há alguns jogadores condicionados, por terem recebido cartões amarelos no jogo contra Guiné-Bissau.

Na quarta jornada, os Mambas voltam a jogar contra a Namíbia, a 16 de Outubro, na capital Windhoek, no Estádio Sam Nujoma.

Eis os jogadores convocados:

Guirrugo (Costa do Sol)
Leonel (UD Songo)

Edmilson (Cape Town City FB)

Ifren (Liga Desportiva)

Jeitoso (Ferroviário de Maputo)

Malembana (BFC Dynamo)

Manucho (Costa do Sol)

Mexer (Stade Rnnais FC)

Reinildo (Os Belenensos)

Zainadine (CS Marítimo)

Geraldo (Amora FC)

Kambala (UD Songo)

Mapangane (Liga Desportiva)

Nené (Costa do Sol)

Chelito (RS Berkane)

Clésio (Istanbulspor)

Miquissone (Royal Eagles FC)

Nélson (Costa do Sol)

Raúl (Costa do Sol)

Witi (Nacional)

Dayo (Ferroviário da Beira0

Domingues (Bidvest Wits FC)

Maninho (Ferroviário da Beira)

Rafito (CFR Pforzheim)

Reginaldo (KF Perparimi kukesi)

O Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol (LMF) reduziu de três para dois o número de jogos à porta fechada que o 1º de Maio de Quelimane deverá realizar no Moçambola-2018, devido as escaramuças protagonizadas pelos seus adeptos antes do embate com o Textáfrica do Chimoio, referente a 20ª jornada do Moçambola 2018.

O Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol decidiu ainda baixar o valor da multa aplicada ao 1º de Maio de Quelimane de 150 para 75 mil meticais.

Em comunicado enviado ao “O País”, o organismo que gere a maior prova do futebol moçambicano indica que a decisão surge na sequência da recorrência do clube 1º de Maio de Quelimane em relação as sanções inicialmente aplicadas pelo CD, na reunião realizada no dia 9 de Setembro de 2018.

Lembre-se que a Liga Moçambicana de Futebol decidiu pela interdição do campo do Ferroviário de Quelimane, utilizado pelo 1º de Maio de Quelimane para seus jogos no Moçambola 2018, depois de um grupo de adeptos dos “trabalhadores” terem agredido e lançado água suja e salgada aos jogadores do Textáfrica de Chimoio.

Na altura, os autores dos actos condenáveis justificaram que tal se deveu ao facto dos jogadores do Textáfrica de Chimoio terem ido aos curandeiros.

Devido a esses actos de vandalismo, a Liga Moçambicana de Futebol recomendou ao Ferroviário de Quelimane a reforçar condições de segurança nos seus jogos.

A quatro jornadas do fim do Moçambola-2018, o 1º de Maio de Quelimane está na zona de despromoção, ou seja, ocupa o décimo quarto lugar com 27 pontos.

 

Era magrinho e gostava de jogar futebol na escola. Como todos os amigos do bairro. Veio o “mini-básquete” e a paixão começou a sofrer uma viragem. E a falta de altura? Diz-se que o basquetebol “estica”. Será? A verdade é que Amade Mogne, em pouco tempo começou a “ditar leis” do alto do seu metro e noventa – que na modalidade não é nada de especial – mas triunfou graças a muito talento e alguma “ratice”.

Quem se deliciou a vê-lo jogar, fazendo uma autêntica dupla maravilha com o seu irmão Naimo, que o diga! A sua geração foi de ouro, mas com um claro “deficit” de altura e peso.

O Desportivo tinha na sua equipa-base, João Paulo Vaz, Nuno Narcy, Naimo Mogne, Paris e… Amade!  Este era o “gigante” pela forma como resolvia as situações. Na selecção, o quadro pouco se alterava.

Qual era, para o Amade Mogne, o segredo para tão altos rendimentos, ao ponto de “colocarem em sentido” selecções de gabarito, como Angola e Senegal?

– Vivíamos a modalidade no sangue e no nervo. Era impressionante, as horas em que ensaiávamos jogadas “cá em baixo”, para podermos contrariar as vantagens dos gigantes que tínhamos de defrontar. Não nos sentíamos intimidados, pois usávamos as nossas armas. Muita sincronização e alguma ratice, que nos ensinavam os mais velhos, em especial o Vítor Morgado. A técnica individual e o trabalho do grupo eram muito fortes. Qualquer um atirava de qualquer ângulo.

Na Zona VI, Moçambique não tinha adversários. O basquetebol vivia noites inesquecíveis, inolvidáveis mesmo, em que as bichas para os grandes jogos, já com o pavilhão cheio, chegavam ao prédio 33 andares!

QUASE PROFISSIONAL DO BENFICA

Chegou a Portugal para abraçar o profissionalismo no Benfica, no último dia das inscrições. Os “encarnados”, que o haviam mandado avançar, já tinham os três lugares para estrangeiros preenchidos. Foi para o Barreirense “fazer tempo”, jogando até a situação ficar esclarecida. Fez vários e bons jogos, utilizando inscrições de recurso, à espera da Carta Internacional que nunca mais veio. Jogava com o passaporte. E como quem espera, desespera…

Tinha lugar no Benfica, Porto ou outro clube e contactos para jogar em Espanha. Mas queria tudo

legal. Houve propostas para mudar de nacionalidade, possibilidades de “casar” com uma daquelas

portuguesas alugadas, o que permitiria ser considerado português. Mas nunca aceitou a mudança de

nacionalidade. Se tivesse mudado, haveria de ser condenado pela política vigente.

Regressou, com alguma mágoa, pois ninguém lhe facilitou a vida. Pediram muito dinheiro pela

transferência…

Traçou então a meta para o abandono como atleta: um título nacional, para fechar com “chave de ouro”. E isso aconteceu em 1991, após os Jogos Africanos de Alexandria.

NO REINO DOS GIGANTES

O Maxaquene foi campeão de África, em 1982 e Amad Mogne escolhido para reforçar os “tricolores”. Uma experiência única, na carreira de um atleta ímpar, sob orientação do técnico norte-americano Chuck Skarshag.

Amade recorda que frente aos cubanos, a turma que mais se aproximava do nível da moçambicana, ao intervalo o Maxaquene perdia por 15 pontos. O técnico americano decidiu trocar os titulares pelos suplentes, incluindo o reforço “alvi-negro”. Começou então um verdadeiro “show” de basquetebol, que permitiu terminar esta etapa mantendo a mesma diferença do primeiro tempo.

 

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