Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O seleccionador nacional chamou a imprensa esta quarta-feira, um dia após a segunda derrota com Namíbia, para explicar os reais motivos do descalabro. Abel Xavier diz que nos dois jogos contra a Namíbia o combinado nacional esteve bem e podia ter tido resultado diferente, mas há factores que contribuíram para que tal não acontecesse.

Para o seleccionador nacional a equipa tem respondido positivamente aos jogos, marcando em todos eles, mas há factores que devem ser melhorados na organização de um jogo. "Num jogo de futebol há três equipas dentro do campo. Mas há uma outra força externa que tem que trabalhar para garantir o resultado do jogo. E essa força ao nível do nosso país não se faz sentir", disse Abel Xavier sem se referir a essa equipa externa.

Apesar da posição actual em que os Mambas se encontram actualmente, o selecionador diz ainda acreditar que é possível a qualificação ao CAN 2019, visto que "o trabalho que estamos a fazer e a entrega dos jogadores me permitem acreditar. O facto de termos estamos a marcar em todos os jogos desta fase de qualificação, me fazem acreditar que podemos ter bom resultado com a Zâmbia, em casa, e com a Guiné-Bissau, fora de portas".

E deixou um apelo ao povo moçambicano para que também continue a acreditar nos Mambas e possam encher o campo no dia do jogo da Zâmbia.

 

A piscina olímpica do Zimpeto acolhe, sábado e domingo, a 10ª edição do Torneio Internacional de natação Golfinhos Sprint, prova que contará com a participação de nadadores de Moçambique (Golfinhos, Tubarões, Ferroviário de Maputo, Naval e Nguenhas), África do Sul e Eswatini.

Estarão em competição cerca de 200 nadadores em ambos os sexos e diferentes categorias, sendo que o evento tem como objectivo promover maior competitividade na região e melhoria dos níveis dos nadadores moçambicanos.

É uma prova de velocidade com provas de 50 e 100 metros, nos quatro estilos individuais oficiais de nado e a prova dos 200 metros estilos. A nível colectivo, estão programadas duas provas de estafetas.

O Clube de Natação Golfinhos de Maputo diz estarem criadas todas as condições logísticas para que o evento decorra sem sobressaltos.

Por se estar no mês de consciencialização e combate ao cancro da mama (denominado Outubro Rosa), será aberto um espaço durante a prova “Golfinhos Sprint” para se abordar a doença como meio de contribuir na nobre causa e prevenção da mesma.    

HISTORIAL
O Golfinhos Sprints surge da procura de maior competitividade nesta agremiação e, por outro lado, do plano de formação contínua dos respectivos nadadores assim como técnicos. É neste sentido que, em 2007, a colectividade participou em torneios internacionais na África do Sul e Eswatini.

Numa parceria com as associações de natação de Mpumalanga Eswatini, surgiu a necessidade de se organizar uma competição regional entre Moçambique, África do Sul e Eswatini.

O acordo ficou conhecido como Lebombo Tri-Nations Gala, envolvendo Maputo, Mpumalanga e Eswatine, sendo que nos últimos anos Angola tem marcado presença no evento.

No formato inicial, a competição iniciava em Setembro em Mpumalanga (Mpumalanga Sprint) passando em Outubro para Moçambique (Golfinhos Sprint). Já em Fevereiro, o evento tinha lugar em Eswatini.

 

O secretário-geral da Associação de Natação da Cidade de Maputo (ANCM), Caetano Ruben, assegura que a edição 2018 do Torneio Internacional Golfinhos Sprint será competitiva e muito bem disputada. Ruben diz ainda que o intercâmbio entre nadadores nacionais e estrangeiros traz melhorias ao quadro competitivo nacional.

“Em termos gerais, posso dizer que é uma prova que promete. É um evento que vai trazer inovações. É uma prova da Associação de Natação da Cidade de Maputo em coordenação com o Clube de Natação Golfinhos de Maputo. Esta prova surgiu em comemoração do aniversário do Clube de Natação Golfinhos de Maputo e vai na sua décima edição”, explicou Ruben.

O secretário-geral da ANCM, reeleito em Agosto, refere que “esta prova tem como essência criar um espaço de convívio entre atletas nacionais e estrangeiros”.

A fonte acrescenta que a prova tem também o condão de “dar espaço aos treinadores nacionais para avaliar o trabalho que tem vindo a realizar”

Ruben fala de parcerias com as associações congéneres estrangeiras para o desenvolvimento da natação na região austral.

Congratula-se, por outro lado, pelo facto da piscina Olímpica do Zimpeto voltar a acolher provas depois de algum tempo interdita. “ Há uma equipa muito forte que está a trabalhar. A piscina do Zimpeto é a melhor que temos no país.  É muito bom que a prova se realize na piscina de competições porque estimula também os nadadores. Os atletas estão a dar o seu melhor porque é uma prova que eles esperavam”, finalizou.

 

Duas derrotas no espaço de quatro dias foram suficientes para os Mambas darem um “quase” adeus à fase final do CAN-2019. Ainda mais quando as duas derrotas foram averbadas diante de uma selecção que até era a lanterna vermelha e que usou os Mambas como trampolim para sonhar com o CAN: a Namíbia.

Os Mambas entraram até destemidos e empurrando a Namíbia para seu sector recuado, dispondo dos primeiros três pontapés de canto, pela esquerda, num espaço de 10 minutos, mas sem grandes aproveitamentos.

A Namíbia por seu turno, usava a mesma táctica do último sábado, deixar os Mambas com a posse da bola e sair em contra-ataques perigosos, tal como aconteceu aos oito minutos, valendo a distracção do avançado namibiano, que caiu sozinho à entrada da área.

Reinildo foi o primeiro a tentar a sorte, mas atirou por cima.

Depois dos 20 minutos, a avalanche ofensiva moçambicana reduziu e a Namíbia cresceu. Por duas vezes podia criado desabores à defensiva nacional: primeiro numa saída em falso de Leonel e depois num cabeceamento de um contrário, a bola a passar ligeiramente ao lado.

Ao minuto 38, a Namíbia esteve perto de abrir o marcador, mas o remate cruzado do médio namibiano teve pronta intervenção de Leonel. Nessa altura, dava mais Namíbia do que Moçambique.

Mas já nos minutos finais, voltou a ser o combinado nacional a ter maior posse de bola, mas como aconteceu no jogo de sábado último, jogava mais recuado, com destaque para Dominguez, que vezes sem conta jogava para trás, o que deixava, por algum momento, o banco técnico em alvoroço. A primeira parte terminou com o nulo a prevalecer.

Do apagar das luzes à demora nas substituições

A segunda parte teve um atraso de quase 20 minutos, devido à falha de iluminação numa das torres do San Nujoma Stadium, numa clara tentativa de jogo psicológico dos namibianos para enervar os moçambicanos. Mas a segunda parte, também teve a particularidade de, mais vez, Abel Xavier demorar nas substituições, numa altura em que muitas unidades já estavam em sub-rendimento, nomeadamente Dominguez, Ratifo e Clésio, este último só substituído aos 58 minutos por Witi.

O árbitro do encontro, em algum momento, prejudicou a selecção moçambicana, principalmente quando os namibianos entravam duros com os jogadores nacionais.

Sem muitas opções de perigo, os Mambas foram perdendo gradualmente o fulgor e a Namíbia aproveitou-se para crescer no jogo.

E foi numa falha defensiva, como sempre, que a Namíbia chegou ao golo. Cruzamento da direita do ataque namibiano, Jeitoso falha no corte, aparece Shalulile a facturar. Minuto 74 do jogo. Descalabro no banco técnico. O CAN-2019 ficava cada vez mais longe de Moçambique.

Leonel ainda salvou os Mambas de sofrer um segundo golo por duas vezes, ao defender com clareza um remate com selo de golo e um cabeceamento perigoso.

Já nessa altura, os Mambas estavam descompensados e sem norte. Jogavam sem rumo e sem direcção, mesmo quando estavam em superioridade numérica, depois da expulsão de Hasoab.

Ao minuto 90, Abel Xavier meteu Dayo em jogo. Em dois minutos, o melhor marcador do Moçambola sofreu falta e ainda introduziu a bola nas malhas adversárias, mas em posição de fora de jogo bem assinalada.

Era o fim da linha para os Mambas, que perdem seis pontos com o mesmo adversário em menos de cinco dias. Uma derrota que deixa os Camarões cada vez mais longe do sonho moçambicano.

O treinador dos Mambas, Abel Xavier classifica a derrota em frente a Namibia, como  cruel e “um duro golpe” para se sofrer na própria casa em frente a milhões de nacionais e mas  ainda acredita na qualificação do Mambas ao CAN 2019.  

“Vamos conseguir nos ajustar e reagir a esta adversidade”, acrescentou Abel Xavier,

Já o capitão dos Mambas, Dominguez pediu desculpas aos moçambicanos. “Fizemos de tudo para ganhar, pressionamos o adversário só que não conseguimos obter vários golos”, acrescentou.

Por sua vez, os namibianos afirmam que ficaram fascinados pela forma como jogaram e conseguiram os três pontos.

 

Decepção, desilusão, tristeza… Foi o sentimento dos moçambicanos no final do jogo diante da Namíbia, em que os Mambas perderam por duas bolas a uma. Uma derrota que pode custar a qualificação ao CAN dos Camarões, uma vez que todas selecções terminam a primeira volta com quatro pontos.

Moçambique até entrou pressionante na primeira parte, dispondo das melhores oportunidades, nomeadamente por Witi e Dominguez, sem acertar no alvo.

Só ao minuto 29 é que se gritou golo, na cobrança de canto por Reinildo, a aparecer Mexer, a mexer para o fundo das malhas. Festa nas bancadas.

Até ao final da primeira parte, nada mais aconteceu.

No início da segunda parte, foi Zainadine a ter o golo na cabeça, mas o guarda-redes namibiano estava atento.

Depois foi Reinildo, num lance, a tirar dois adversários do caminho, mas o remate a sair Por cima.

Mas a confiança dos Mambas quase era fatal numa jogada em que perdeu a bola, mas valendo Guirrugo a evitar males maiores.

Em mais uma jogada de bola parada, Moçambique esteve perto de ampliar o marcador, mas o cabeceamento de Maninho saiu por cima.

E como quem não marca arrisca-se a sofrer, aos 60 minutos a defensiva moçambicana descompensou e permitiu a Petros rematar para o empate, gelando o estádio.

Já para lá dos 90 minutos, foi Clésio a ter o golo da vitória na cabeça, mas a bola rasou o poste.

E mais uma vez, porque quem não marca sofre, a Namíbia saiu em contra-ataque e Deon rematou de fora da área, para o frango de Guirrugo, deitando balde de água fria nos moçambicanos.

Os Mambas voltam a cruzar caminho da Namíbia esta quarta-feira, em Whindhoek, a contar para a primeira jornada da segunda volta.

 

 

 

Será que o veneno dos Mambas vai conseguir derrubar os Bravos Guerreiros? Esta é uma pergunta que só vai calar depois das 18 horas e 30 minutos (previsão do fim do jogo) deste sábado.

Mas, o coach Abel Xavier acredita que sim, talvez não por completo, mas o suficiente para que a selecção nacional de Moçambique “escorregue suavemente” para a primeira posição do grupo K, ficando afrente da Zâmbia, Guine – Bissau e, da própria Namíbia, na fase de apuramento para o CAN 2019 a realizar-se em Camarões.

Até porque “o combinado nacional está apto, e preparado fisicamente” para medir forças com os bravos guerreiros, garantiu nesta sexta-feira em Maputo, o Seleccionador dos Mambas, depois de realizado o último treino (que foi a porta fechada) antes do jogo.

Mesmo com a preparação concluída, o treinador luso-moçambicano, sabe que antes de vencer a Namíbia, tem primeiro de vencer dois fantasmas que “vivem” na mente dos jogadores, dos adeptos e porque não do próprio coach.

A primeira assombração é o resultado do último jogo com a Guiné – Bissau, que apesar do resultado ter sido equilibrado (empate), por causa da forma como foi obtido o golo (na compensação), os seus efeitos só se comparam aos da bomba atómica de Hiroshima e Nagazaqui. Devastadores (pelo menos de espirito).

Por causa disso, “os mambas sentaram e conversaram frontalmente”, algo que é prática do grupo, “que o tem feito tanto nos momentos bons assim como nos momentos menos bons” esclareceu.

A outra sombra para “operação Namíbia” é histórica, ou pelo menos faz parte da história. Nos confrontos entre ambas selecções, a Namíbia venceu por cinco vezes, contra três triunfos da selecção moçambicana, sendo que empataram em cinco ocasiões.   

Mas há outros factos pelos quais Abel Xavier terá de ter atenção. Geraldo, Gambala, Witi e Ratif estão “amarelados”, por isso é que o timoneiro dos Mambas sabe que “há que ter calma na abordagem do jogo”, uma vez que “a selecção nacional está numa situação de dupla jornada”.

Com “sombras ou sem sombras”, facto é que os 25 jogadores (mais dois guarda-redes) convocados estão aptos para fazer frente a selecção namibiana, que em dois jogos realizados, tem apenas um ponto, resultante do empate com a Zâmbia.

Escrevia um jornalista senegalês, especialista em basquetebol, que nunca os seus olhos haviam sido maravilhados por uma jogadora de estatura tão imprópria para o basquetebol, como a que na altura era a base da nossa selecção nacional: o seu nome? Esperança Sambo.

Estava-se a uns segundos do fim do Moçambique-Senegal, no Cairo, em 1991. Moçambique vencia por oito pontos, na partida que daria o destino ao ouro feminino. As senegalesas fizeram um último “pressing”, mas nossas basquetistas trocavam a bola, “queimando” os 30 segundos, mas sempre tendo como placa giratória a melhor base de sempre no nosso país.

As senegalesas eram mais possantes e sabiam que na bola-ao-cesto, enquanto há vida, há esperança. Só que a nossa Esperança, a esconder a bola, a ditar ritmos e a funcionar com a precisão de um relógio suíço, tinha um apelido: Sambo! Um regalo!

O OURO É NOSSO
Ernesto Júnior, então atleta e treinador, nas bancadas, a poucos minutos do fim do jogo, não tinha esperanças, mas sim certezas. Solicitou um abraço e confidenciou ao jornalista: “Já podes mandar o teu trabalho para a terra. O ouro é nosso”.

E foi nosso, de facto, numa noite mágica em que conquistámos aquela que é, até hoje, a única medalha de ouro colectiva em Jogos Africanos para o nosso país.

As senegalesas não foram ao Cairo brincar. Mas Cezerilo e as suas atletas também não. O nosso adversário sabia que era “papão” em África, mas respeitava a extraordinária selecção moçambicana.

A classe das senegalesas propiciou uma das mais loucas noites de festa do desporto moçambicano além-fronteiras, que só nos permitiu respirar e festejar após o apito final.

A LOUCA NOITE DE ALEXANDRIA
Esperança e Aurélia, cada uma ao seu estilo, eram as armas principais. Joaquina Balói, a reserva moral, entrava para dar descanso às mais influentes e, ao mesmo tempo, para colocar alguma ordem em momentos de descontrolo.

Ao intervalo, o resultado estava a nosso favor, por oito pontos, margem que acabou por ser a diferença final. Na segunda parte, a prioridade foi gerir, com sacrifício e entrega, a vantagem face a uma equipa muito tarimbada e com uma média de altura e peso bem superior à nossa.

As instruções dos senegaleses passavam por anular a influência da base moçambicana como uma das prioridades para vencer o jogo e, consequentemente, a competição. Mas, afinal, quem tinha Esperança, tinha tudo.

Garra, voz de comando e técnica para desequilibrar a todo o momento. Jogou e fez jogar. No final, já com o ouro ao peito, veio uma homenagem: os cumprimentos da jogadora/base adversária, que após ter sido completamente anulada com muita lealdade, reconheceu que aquela “txote” possuía um basquetebol gigante.
E quando soou o apito final, choveram abraços, beijos e… lágrimas. Marcelino dos Santos, então presidente da AR, fez “sair da cartola” umas garrafas de champanhe para um brinde em terra de abstémios. Foi uma jornada louca, louca, louca.

RAINHA NA TÉCNICA E NO… XIVITE!
A “esconder” a bola, a marcar o ritmo, incentivando e galvanizando as colegas dentro do campo, nunca encontrou paralelismo no país. Essas são algumas razões que ditaram a distinção, nos seus tempos áureos, de melhor basquetebolista do continente na sua posição predilecta: base!

Esperança Sambo, que mesmo trabalhando muito para se manter em forma não tinha a aparência de uma atleta, muito menos de uma basquetebolista, destacou-se tanto ao serviço do Maxaquene – com quem foi campeã de África – como pela selecção nacional.

DECISIVA FACE À PRESSÃO
Em jornadas de grande pressão, muita coisa dependia da sua inspiração e, porque não, das suas “ordens” em campo. A cada minuto e a cada segundo, consoante as variantes a adoptar pela equipa e as orientações do treinador, era vê-la a controlar o marcador e a acção das colegas, para as opções mais aconselháveis a cada momento.
Pelo seu “peso específico”, pela segurança com que impunha o ritmo, era ela quem insuflava e caracterizava o que o mestre Cezerilo recomendava lá para dentro: xivite, xivite, xivite (trabalho).

Sem favor, Esperança terá sempre um lugar na galeria das melhores atletas de sempre do país e das melhores do continente no seu tempo.

 

 

A selecção nacional de futebol iniciou os seus trabalhos ontem, depois de falhar o arranque da preparação na segunda-feira. Amanhã, cumpre a terceira sessão de treinos com vista ao embate da terceira jornada de qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN), a ter lugar nos Camarões, em 2019

A selecção nacional de futebol, orientada pelo luso-moçambicano Abel Xavier, lidera o seu grupo em igualdade pontual (4 pontos) com a Guiné-Bissau e Zâmbia, que hoje venceu a Guiné-Bissau por 2-1, é obrigada a vencer no confronto deste sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, às 17h00, para se isolar na liderança. Para o efeito, Abel Xavier pede ao público que acorra em massa ao campo apoiar a equipa, tal como aconteceu na partida contra a Guiné-Bissau.

Caso os Mambas derrotem a formação da Namíbia, teoricamente a equipa mais acessível do Grupo K, ficam numa posição privilegiada para discutirem a qualificação ao CAN 2019, situação que não se verifica desde 2010, quando o combinado nacional marcou presença na prova pela última vez, em Angola. Na altura, a selecção recebeu e venceu no Estádio da Machava a selecção da Tunísia, em jogo da última jornada do Grupo B de apuramento ao Mundial e CAN 2010.

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE