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O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano, Zainadine Júnior, titular indiscutível na defesa do Marítimo de Portugal, vai falhar o jogo do próximo sábado, da sua equipa, diante do Tondela, devido a questões disciplinares. O capitão do Marítimo e vice-capitão dos Mambas viu o quinto amarelo na partida da 13ª jornada com o Benfica, no jogo em que os madeirenses perderam, em casa, por uma bola sem resposta, com golo de Jonas, e é grande baixa para o próximo jogo da liga portuguesa.

Zainadine será substituído por Marcão, central brasileiro que no presente campeonato foi titular só em quatro jogos, curiosamente nos mesmos em que o internacional moçambicano não esteve no campo.

Na sessão de trabalho desta terça-feira, o internacional moçambicano ficou no ginásio a gerir esforço, mesmo porque a sua ausência é clara e o técnico ensaia a equipa com base nos jogadores disponíveis. Zainadine Júnior só poderá voltar a jogar para o campeonato depois das mini-férias de Natal, frente ao Sporting de Braga, em partida a contar para a 15ª jornada da Liga NOS.

Por seu turno, o lateral-esquerdo Reinildo, que até atravessava um bom momento de forma, contraiu uma entorse na articulação tibiotársica esquerda na última partida do Belenenses, final de semana passado, diante do Rio Ave (terminou empatado a dois golos), que obrigou à sua saída ao minuto 45 e poderá forçá-lo a uma paragem entre uma e duas semanas, estando a duração dependente da evolução que a lesão registar nos próximos dias.

Para já, será muito difícil que esteja apto para o jogo do próximo sábado com o Aves, devendo surgir no seu lugar o franco-marroquino Zakarya, que já o substituiu na partida de Vila do Conde.

Estas duas ausências serão grandes baixas nas suas equipas, mas que poderão regressar ainda este ano.

 

Em Seul, 1988, corria-se pela primeira vez numa olimpíada, os 50 metros livres. Os organizadores compuseram as séries de acordo com os tempos dos atletas, sempre em crescendo, até se chegar aos ‘’tigres’’.

A nossa Carolina Araújo enquadrada na primeira eliminatória, juntamente com outras atletas com tempos idênticos, não teve grande dificuldade em vencer. Daí que a sua vitória, porque era a primeira vez que a prova era disputada numa Olimpíada, passou de imediato a constituir recorde Olímpico.

O máximo durou uns minutos, pois foi batido na série a seguir e por aí em diante. Porém, o registo de que a nossa campeã foi recordista, está nos anais olímpicos.

Na natação de corpo e alma

A sua vida e a natação, confundem-se. Sempre com os estudos de permeio. Desde muito cedo, influenciada pelo “clã” familiar, Carolina começou a tomar parte em grandes eventos internacionais em representação do país. Em iniciados, juvenis e juniores.

Uma história que ficou para a posteridade, foi a de ela ter viajado para uma Universidade, enquanto estudante e não ter podido competir por insuficiência de… idade. Tinha então 17 anos! Boa estudante que era, atingiu o nível universitário numa idade não prevista pelos organizadores do evento. Uma questão caricata porque não foi prevista internamente e que deu que falar na altura.

Exemplo

Grande dedicação à natacão, dedicou e ainda dedica a sua vida a ensinar aos jovens uma modalidade que muito bem conhece.

 

O técnico português, José Mourinho, rescindiu o contrato que o ligava ao Manchester United da Inglaterra, esta terça-feira. A derrota com o Liverpool, por 1-3, foi a gota de água que deixa Mourinho fora do Manchester United. O técnico deixa a equipa no sexto lugar da Premier League, a 19 pontos do líder da prova, o Liverpool.

Em comunicado publicado, na manhã desta terça-feira, no portal oficial, os red devils anunciaram que o técnico português "deixou o clube com efeitos imediatos".

"O clube gostaria de agradecer ao José pelo seu trabalho durante o período em que esteve no Manchester United, e deseja-lhe sucesso no futuro", pode ler-se na nota.

Ainda de acordo com a nota do clube, "um novo treinador interino será nomeado até final da presente temporada, enquanto o clube leva a cabo um minucioso processo de recrutamento para um novo treinador, a tempo inteiro".

Mourinho deixa, assim, o Manchester United cerca de dois anos e meio após ter chegado a Old Trafford para suceder a Louis Van Gaal. Desde então, comandou a equipa num total de 144 jogos, nos quais contabilizou 84 vitórias, 32 empates e 28 derrotas.

Pelo meio, conquistou três troféus: uma Liga Europa, uma Taça da Liga e uma Supertaça inglesa. No entanto, acabou por ficar aquém das expectativas na Premier League. No primeiro ano, foi sexto classificado, a 24 pontos do campeão, o Chelsea. No segundo, foi vice-campeão, mas ficou a 19 pontos do rival, Manchester City.

Agora, deixa o Manchester United no sexto lugar, a 19 pontos da liderança, que, por enquanto, pertence ao Liverpool.

 

Cerca de trinta árbitros de águas abertas beneficiaram de formação promovida pela Federação Internacional de natação, que visa capacitar e padronizar a arbitragem em eventos de natação em águas abertas. Foi a primeira vez que o curso foi ministrado em Moçambique.

O curso é da federação internacional de natação – FINA e é fornecido às federações filiadas que solicitarem a capacitação dos seus funcionários.

Foram trinta moçambicanos integrados neste primeiro curso, ministrado por uma brasileira que já passou por Angola e Maurícias com o mesmo objectivo.

Christiane Fánzeres diz que a interação com a primeira turma moçambicana foi fácil devido o idioma e espera que os conhecimentos sejam devidamente usados, num país com uma larga costa.

“ O curso capacita sobre a arbitragem em provas de natação nas águas abertas. As normas são universais e por isso devem ser padronizados, é nesse contexto que escalamos Moçambique. Este curso é da Federação Internacional de Natação – FINA, e é destinado às federações nacionais filiadas ao organismo. O idioma ajudou muito” disse.

Neste primeiro curso, a Federação Moçambicana só conseguiu colocar funcionários das províncias de Maputo e Inhambane.

Os beneficiários dizem-se preparados para o que der e vier.

“Espera ajudar no desenvolvimento de natação na minha província (Inhambane). Estou realmente feliz por ter feito parte desta primeira equipa. As normas evoluem e é preciso que estejamos ao nível delas" considera Sónia de Jesus.

A par desta, Celso Massango também veio de Inhambane, província com potencialidade quando se fala de natação em águas abertas. Massango está orgulhoso, ate porque, na ausência de piscinas naquele ponto do país, a modalidade e praticada em águas abertas e antes desta formação, as normas eram praticamente desconhecidas.

"É claro que estou feliz e orgulhoso. A minha província pratica largamente a modalidade em águas abertas. Saio daqui com capacidades e conhecimentos para avaliar estes eventos em águas abertas" considerou.

 

O Presidente da Federação Moçambicana de Natação diz que há muito que Moçambique organiza provas em águas abertas e por isso havia necessidade de se conhecer as normas internacionais que regem estas provas.

"Há muito que acolhemos provas em águas abertas e ainda há interesse de muitos países de virem a Moçambique. Para nós era importante que tivéssemos funcionários que soubessem de normas de arbitragem em águas abertas. As normas são da Federação Internacional de Natação – FINA  e estão padronizadas" explicou o Fernando Miguel.

O Desportivo de Maputo está no Moçambola 2019! Segundo deliberação do Conselho de Disciplina da Federação Moçambicana de Futebol, a Associação Desportiva de Macuácua utilizou indevidamente o jogador Samuel Siaw e como penalização perde 27 pontos na classificação final, referentes aos 9 jogos que o jogador foi utilizado, o que faz com que o Desportivo seja o campeão da divisão de honra, zona sul.

É um caso que fez e continuará, certamente, a fazer correr muita tinta no futebol moçambicano. A Federação Moçambicana de Futebol já havia consagrado a Associação Desportiva de Macuácua como vencedor do campeonato da divisão de honra, zona sul, tendo, inclusive, entregue medalhas e a respectiva taça de vencedor. Mas depois surgiu uma denúncia do Desportivo de Maputo, alegando uma má utilização de um jogador, por parte da equipa de Macuácua, nomeadamente Samuel Siaw, proveniente do Gana, que até esteve perto de representar o Desportivo, em 2016, mas por ter situação ilegal no país, acabou não sendo inscrito pelos “alvi-negros”.

Ano passado, o jogador ainda passou pela ENH de Vilankulo, mas não chegou a ser utilizado e este ano chegou a Associação Desportiva de Macuácua, já com o nome falso de Samuel Sião Mendes e identidade falsificada.

O Desportivo denunciou o caso junto da Federação Moçambicana de Futebol e o Conselho de Disciplina, depois de muito analisar o caso, decidiu a favor dos “alvi-negros”, que na classificação final terminaram em segundo lugar, atrás da turma de Macuácua e com duas derrotas diante dos gazenses.

Assim, de acordo com a deliberação do Conselho de Disciplina da Federação Moçambicana de Futebol, “a Associação Desportiva de Macuácua ao utilizar o jogador Samuel Siaw com identidade falsa conforme as fichas de jogos em poder da FMF, cometeu reiteradamente infracção prevista e punida no nº 1, artigo 62, do regulamento de disciplina da FMF” e por conseguinte, o órgão disciplinar decidiu “punir a Associação Desportiva de Macuácua com pena prevista no nº 1 e 2 da alínea b), também do artigo 62, com pena de nove derrotas, equivalente a 27 pontos e multa de 150 mil meticais”, segundo o acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Moçambicana de Futebol.

Desportivo de Maputo passou a lidera divisão de honra zona sul

Com esta deliberação, o Desportivo de Maputo assume a liderança do campeonato da segunda divisão, zona sul, com 42 pontos, o que permite ascender ao Moçambola 2019, relegando a Associação Desportiva de Macuácua ao 9º lugar, com apenas 20 pontos.

A turma de Macuácua, que liderou a prova da zona sul, havia terminado com 53 pontos, mas retirados os seis pontos conseguidos contra o Ntumbuluko da Moamba, que foi desqualificado, ficara com 47 pontos. Retirados os 27 pontos, a sua classificação final foi de 20 pontos, caindo para 9ª posição. O Desportivo de Maputo, que havia perdido os dois jogos diante da Associação Desportiva de Macuácua, somou 42 pontos e passou a liderar, garantindo a qualificação que fugia desde 2016, altura em que deixou esta mesma equipa de Macuácua subir a prova máxima, tendo em 2017 sido afastado do Moçambola pelo Incomati de Xinavane.

Em caso de insatisfação, a turma de Gaza pode interpor recurso junto ao Conselho Jurisdicional da Federação Moçambicana de Futebol.

Entretanto, por se tratar de um caso criminal, de falsificação de documentos, previsto e punido no ordenamento jurídico moçambicano, “serão extraídas cópias do processo e enviadas a Procuradoria-Geral da República para efeitos processuais subsequentes”, refere o acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Moçambicana de Futebol.

Para já, o jogador Samuel Siaw encontra-se em parte incerta.

O futebol nos bairros é rico em talentos que despontam para o estrelato nos principais campeonatos e clubes do país. Um talento nos pés e nas mãos, com jogadores que se evidenciam e que depois merecem a atenção de alguns treinadores que acompanham os seus jogos, nos principais torneios dos bairros que acontecem nos meses de Novembro e Dezembro em vários bairros da cidade e província de Maputo.

No bairro Polana Caniço, onde se disputa o torneio Mavila Boy, encontramos Sebastião Sitoe, que foi o responsável pela subida da Associação Desportiva de Macuácua, em 2016, e que passou por outros clubes do Moçambola, com destaque para o Sporting de Nampula e muito recentemente o 1º de Maio de Quelimane. Já treinou ainda o Desportivo de Maputo e está na mira de assinar um contrato com uma equipa do topo do futebol moçambicano que não quis revelar o nome. Acompanha o torneio Mavila Boy que considera o melhor dos torneios dos bairros para encontrar talentos para brilharem nos clubes por onde passar. Aliás, em 2016 levou dois jogadores a Macuácua, em 2015 promoveu quatro e este ano, para o 1º de Maio de Quelimane, levou mais dois jogadores.

Diz já ter alguns jogadores na manga para levar para o clube onde vai treinar, cabendo a eles uma melhor integração e exibição do talento.

Mas os torneios dos bairros continuam a ser “assaltados” por jogadores que militam em clubes do Moçambola, quando na verdade deviam aproveitar o momento para descansar, antes do início da nova temporada. Uma atitude que é condenável por muitos, desde treinadores, desportistas e organizadores dos torneios.

Salomão Tembe, que está em frente do torneio Mavila Boy, afirma que esses jogadores não trazem nada de novo às suas equipas, tanto mais que acabam sendo ofuscados por outros talentos que querem seu lugar no futebol nacional. Mesmo com apelos para que cumpram o merecido descanso, os mesmos continuam a negligenciar e a se fazerem aos campos, na sua maioria, ou quase todos, pelados, o que aumenta o risco de lesões em tempo de defeso.

Mas a grande vantagem destes torneios é o objectivo que carregam: congregar jovens, ocupando-os a não pensarem em males que os possam prejudicar no futuro. O torneio que é disputado no campo 7 de Abril, na Polana Caniço, por exemplo, tem como slogan “juventude sem vícios”, o que já mostra que é mesmo para entreter os jovens e não enveredarem por maus vícios.

Facto curioso é que estes torneios arrastam mais público aos campos do que os próprios jogos do Moçambola. Um aspecto a merecer reflexão!

O torneio Mavila Boy decorre desde os meados de Novembro e terá o seu epílogo a 30 de Dezembro, com a disputa da final da Taça da Liga. O campeonato encerra no dia 27 de Dezembro.

Botas de futebol espalhadas, vários CD's de música moderna, estatuetas macuas, bilhetes das LAM,s no meio de sacos de batatas e cebolas, roupas diversas, misturados com carne e miolos humanos, tudo por baixo de uma amálgama de ferros retorcidos, foi o cenário vivido, no dia 4 de Abril de 2003.

Passam agora 15 anos em que aconteceu a maior tragédia do Moçambola e do desporto nacional. Um cenário verdadeiramente dantesco, reportado a “quente”, na altura, numa deslocação feita à localidade de Cumbana, a poucos quilómetros da Maxixe.

Como tudo aconteceu

O Wan Pone, equipa estreante no Moçambola 2003, regressava de Nampula, após ter perdido por 2-0 diante da ECMEP. Numa curva, uma viatura que vinha em sentido contrário ao do autocarro em que a equipa viajava, terá encandeado o motorista, que realizou um desvio inadvertido, indo embater nas traseiras de um camião que transportava material para o empreendimento de gás de Temane. O autocarro, fretado pela Liga de Clubes, transportava um total de 26 pessoas.

Cinco jogadores, dois técnicos e outros tantos dirigentes faleceram no local. 12 Atletas ficaram feridos, alguns dos quais acabaram perecendo.

Os longos tubos do camião tinham entrado com violência pela cabina do autocarro. Alguns dos ocupantes encontravam-se a dormitar pois já era noite alta, tendo perecido praticamente sem se terem podido mover. Outros morreram nos dias subsequentes nos hospitais e muitos contraíram graves ferimentos.

Foi de imediato afastada a hipótese de alcoolismo por parte do motorista, um abstémio muçulmano com largos anos ao volante.

Oportunidade para “renascer"

Estava-se no primeiro terço do Moçambola. O que fazer a seguir?

Chorou-se os mortos, mas os vivos decidiram buscar da tragédia novas forças para honrar o sangue derramado. Após as semanas de luto, com reforços, o Wan Pone regressou à competição máxima, jogando com brio e honra para dignificar a província de Inhambane e a competição.

Realce-se que Aires Ali, então governador provincial, motivando a Sasol, esteve próximo do clube, tudo fazendo para minimizar a dor dos envolvidos, indo buscar à tragédia motivos para ganhar novas forças, de forma a não virar as costas aos desafios.

Na altura, a Liga de Clubes reuniu-se de emergência para analisar a continuidade, ou não, da equipa do Wane Pone no Moçambola, tendo sido decidido dar um prazo razoável, por forma a que o clube tivesse oportunidade de se reorganizar, dada a vontade de prosseguir na prova. Os jogos envolvendo a formação foram adiados.

Mário Coluna, então dirigente máximo da FMF, reagiu com comoção: "Recebi a notícia com muita tristeza. Custa a crer que uma equipa tenha desaparecido".

Por seu turno, Faizal Sidat, vice-presidente da FMF, referiu: "Apesar de as inscrições de jogadores terem terminado, será aberta uma excepção, para que o Wane Pone integre novos jogadores, substituindo os falecidos.

ADD 1 ===  

Wan Pone: um homem que fez história

Proprietário de salinas e outros empreendimentos, criou uma equipa de futebol com o seu nome e em poucos anos, fez sucesso nos distritos de Govuro e Inhassoro. Conquistou o provincial e “maltratou” equipas tidas como favoritas no “Moçambola”. Veio o acidente de viação que ceifou a vida de uma dezena de atletas e a partir de então nunca mais foi o mesmo. Nunca mais se consolou. Passou a viver recatado e com a memória mergulhada nas amargas lembranças.

 

É o fim das especulações à volta do apoio que os Aeroportos de Moçambique deviam dar ao Maxaquene no âmbito do patrocínio e troca de serviços entre as duas instituições. O fim chegou com a assinatura de memorando de entendimento que oficializa o retorno do apoio da empresa nacional de transportes aéreos ao clube tricolor, depois de um período de crise que assolou a familiaridade entre as duas instituições que data desde a independência nacional.

Na última quinta-feira, as direcções das duas instituições reuniram-se para sanar as diferenças e fumar o cachimbo da paz, tendo na ocasião emitido um comunicado que refere que a empresa Aeroportos de Moçambique assinou um memorando de entendimento com o Clube dos Desportos da Maxaquene. O memorando de entendimento “versa sobre a concessão de patrocínio ao clube e sobre demais deveres e obrigações de cada uma das instituições, tendo como objectivo o reforço das relações de cooperação entre ambos nos domínios da promoção da cultura desportiva e da responsabilidade social com seus trabalhadores e associados”, escreve o comunicado emitido na última sexta-feira.

O memorando de entendimento foi assinado pelo Presidente do Conselho de Administração dos Aeroportos de Moçambique, Emanuel Chaves, e o presidente de direcção do Clube de Desportos da Maxaquene, Arlindo Mapande, sob mediação de Sérgio Pantie, ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube Maxaquene.

Este memorando de entendimento surge dias depois dos trabalhadores do clube “tricolor” terem paralisado actividades na sede da colectividade, em greve, protestando contra os vários meses sem salários, como forma de pressionar a direcção a fazer os pagamentos dos salários em atraso.

 

Como tudo começou?

O desentendimento entre o Clube Maxaquene e os Aeroportos de Moçambique data de Julho deste ano, quando Nuro Americano apresentou-se como candidato a presidência dos “tricolores”, como representante da emprega integradora. Na altura as empresas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e Aeroportos de Moçambique (ADM), que apoiavam a candidatura de Americano, dizia que caso o antigo guarda-redes do clube não ganhasse a eleição, as duas empresas podiam deixar de patrocinar o clube.

Mas depois das ameaças avançadas ao longo da campanha eleitoral da ponderação das empresas integradoras do Clube dos Desportos da Maxaquene, nomeadamente as Linhas Aéreas de Moçambique e os Aeroportos de Moçambique, em apoiar o clube, caso a candidatura por si defendida não passasse nas eleições, o presidente cessante da Mesa de Assembleia-Geral da colectividade desportiva, Sérgio Pantie, garantiu que o apoio iria continuar.

Na ocasião, Sérgio Pantie dizia que a relação entre as empresas integradoras e os “tricolores” é saudável, de longa data e que iria continuar, para além de que contribui para o crescimento do clube e engrandece o desporto moçambicano.

Sérgio Pantie pronunciava-se no dia de tomada de posse de Arlindo Mapande como presidente de direcção do Maxaquene.

Desde a entrada de Arlindo Mapande na liderança do clube, os Aeroportos de Moçambique não tinham ainda canalizado seu apoio ao clube, facto que deixou a colectividade com problemas financeiros sem precedentes, facto que poderá ser ultrapassado com este memorando de entendimento assinado já semana passada.

A equipa de futebol do grupo Soico derrotou a formação do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, por uma bola sem resposta. A partida estava inserida na feira de saúde organizada pelo MITADER, alusivo ao dia internacional de luta contra SIDA.
 
Era para ser um torneio disputado por quatro equipas, mas acabou sendo um particular entre a Soico e o Mitader. Um jogo aguardado com muita expectativa, uma vez que havia sido adiado na semana passada.

Aliás, o grupo Soico apresentou-se com quase todos os sectores de serviços, desde a área técnica e operacional, redacção, até administradores da empresa.

Por sua vez, o MITADER esteve na sua máxima força, com membros de quase todos os gabinetes e conseguiu arrastar o empate até ao fim da primeira parte.

A técnica do grupo Soico mexeu nos pauzinhos e endossou a operacional partiu a loiça. A resiliência culminou com o golo de Domingos Eduardo, ou seja, Foguinho, que garantiu uma vitória sem contestação, comemorada com euforia pelos colaboradores.

E como se tratava de uma feira de saúde, o dia começou com ginástica aeróbica, que contou com os funcionários do Mitader, convidados e público em geral, medição de peso e altura, tensão arterial, testagem de HIV/SIDA e doação de sangue.

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