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O País – A verdade como notícia

…e fez-se história no pavilhão do Maxaquene, qual ovo de Colombo, repleto. Quebrou-se a hegemonia do Ferroviário de Maputo, tetracampeão da cidade e campeão nacional.

A Politécnica conquistou, pela primeira vez na sua história, o Campeonato da Cidade de basquetebol ao derrotar o Ferroviário de Maputo (56-55) no jogo 4 dos “play-offs” da final fazendo, desta forma, o 3-1 na série a melhor de cinco jogos. Num primeiro quarto fraco em termos de pontuação, a equipa de José Macuácua liderou com o parcial de 8-6.

No segundo quarto, equilibrado, o Ferroviário de Maputo continuou a cometer erros defensivos e a pecar na finalização. Os “locomotivas” ainda passaram, no final do segundo quarto, de uma defesa homem a homem para zona 2-3, condicionando os ataques do seu adversário. Ainda assim, a A Politécnica foi ao intervalo a vencer por 23-16.

O terceiro quarto foi equilibradíssimo com as duas equipas a andarem com diferenças de três/quatro pontos. Os campeões nacionais foram alternando entre defesa à zona 2-3 e homem a homem. Francisco “Chiquinho” Macarringue, com três tiros exteriores, esteve em bom plano desta etapa, mas “universitários” saíram desta etapa com vantagem de ponto: 36-35.

O quarto foi igualmente equilibrado, com o Ferroviário de Maputo a conseguir uma vantagem de quatro pontos (48-44) com 4:14 segundos por se jogar. Nos momentos cruciais, o Ferroviário de Maputo cometeu erros e a A Politécnica soube aproveitar para vencer o jogo e conquistar a Engen Maputo Basket.

KLAUS BUNGUELE, O MVP

Um dos destaques da equipa da A Politécnica, Klaus Bunguele foi determinante para que a sua equipa conquistasse o troféu. Limitado, devido a lesão que sofreu e que o impediu de fazer o jogo 4 das meias-finais com o Costa do Sol, desequilibrou com tiros curtos e no final foi eleito MVP. Klaus Bunguele sucede a Ermelindo “Mindo” Novela como melhor jogador da prova e terá como prémio o valor monetário de 50 mil meticais.

Já Yuran Biosse, polivalente (faz todas as posições), foi considerado melhor marcador da edição 2019 da Engen Maputo Basket, cabendo a si 25 mil meticais.

Custódio Muchate, experiente jogador do Ferroviário de Maputo e da selecção nacional, foi considerado melhor ressaltador, sendo que irá encaixar 25 mil meticais.

 

É a prova de basquetebol com maior premiação monetária no país. São, no total, 1. 125, 000 (um milhão e cento e vinte e cinco mil meticais), bolo a ser repartido entre os três primeiros classificados e os destaques individuais da prova.   

O vencedor da Engen Maputo Basket em seniores masculinos terá como prémio o valor de 500 mil meticais, enquanto o segundo e terceiro classificados encaixam 300 e 200 mil, respectivamente.

O MVP, ou seja, melhor jogador da competição, terá como prémio 50 mil meticais, sendo que o melhor marcador, melhor ressaltador e melhor triplista encaixam 25 mil meticais.

“Nós criámos estes prémios precisamente para incentivar os jogadores a darem o seu máximo. E, quando os jogadores dão o seu máximo no campo, isto incentiva o próprio público a ir ao pavilhão para ver jogos com qualidade. Esperamos, sinceramente, que este ano tenhamos atingido os nossos objectivos”, explicou Eduardo Chiau, representante da Engen.

Ferroviário de Maputo e A Politécnica tem protagonizado, nestes play-offs da final, jogos equilibrados, com as diferenças a situarem-se entre os nove e oito pontos.

A Engen Moçambique, patrocinador oficial da prova, diz estar satisfeita com o nível competitivo apresentado pelos finalistas da edição 2019 do Campeonato da Cidade.

“Nós, quando entrámos nesta parceria com a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, pretendíamos de facto criar um equilíbrio. Temos notado que, nos últimos anos, não há este equilíbrio que estamos a ter este ano. Estamos a ver uma grande disputa, sobretudo, agora na final de masculinos. Isto, de facto, interessa-nos porque traz mais pessoal aos campos”, frisou Chiau.

A petrolífera mostra-se ainda aberta em continuar a trabalhar com outros parceiros para o desenvolvimento do basquetebol moçambicano.

Ano passado, Ermelindo “Mindo” Novela foi considerado melhor jogador (MVP) e marcador, enquanto Francisco “Chiquinho” Macarringue chamou a si o prémio de melhor triplista. Já Egídio Zandamela, poste do Costa do Sol, foi considerado melhor ressaltador.  

Está confirmado. A valorosa basquetebolista moçambicana Tamara Seda irá evoluir, na próxima temporada, no RPK Araski da Espanha, depois de na última temporada ter jogado no CD Zamarat.

Seda  teve, às ordens de Fran García,  uma boa época de estreia como “rookie” na Liga Espanhola de basquetebol, obtendo o registo de 7.4 pontos e 7.1 ressaltos ao serviço do Zamora.

Uma lesão prematura no joelho (menisco), em Janeiro último, no final de uma sessão de treino, obrigou-a perder os últimos meses da competição.

Já recuperada, Tamara Seda terá a oportunidade de continuar a mostrar o seu valor numa equipa que irá anunciar, nos próximos dias, a contratação de duas basquetebolistas americanas, segundo escreve o sítio do RPK Araski.

No RPK Araski, Seda terá como companheiras as atletas María Asurmendi, Tania Pérez, Laura Quevedo, Natalie Van den Adel, Raquel Carrera e Laura Pardo.

Antes de partir para a Espanha, Tamara Seda esteve em evidência no UTEP (EUA), onde na última temporada teve registos de 14.9 pontos e 9.6 ressaltos com boas percentagens de tiro.

Em 2017, a talentosa basquetebolista moçambicana obteve médias de 9.2 pontos e 8.6 ressaltos no Afrobasket, prova realizada em Bamako, Mali.

Seda ajudou Moçambique a ocupar o quarto lugar, posição que assegura a presença directa no Afrobasket 2019, em Dakar, Senegal.

 

TAMARA SEDA REFORÇA A POLITÉCNICA

É um reforço de peso para a A Politécnica no Campeonato Nacional de Basquetebol sénior feminino. Depois de, em 2017, ter reforçado a equipa sénior feminina de basquetebol do Costa do Sol, ajudando a mesma a ocupar o segundo lugar no “nacional”, Tamara Seda vai “emprestar” a sua qualidade a A Politécnica. A basquetebolista já treina com o restante grupo, esperando-se que venha a ser uma mais-valia na equipa orientada por Hélio de Sousa.

 

 

 

O Campeonato Africano das Nações (CAN) arranca amanhã, com o anfitrião e recordista de troféus Egipto, de Mohamed Salah, à “espreita” de mais um título, perante a oposição de Senegal, Mali, Nigéria ou Camarões, outros potenciais candidatos ao título.

Os egípcios, coroados campeões africanos em sete ocasiões, uma das quais em 2006, quando também organizaram a prova, foram finalistas na última edição, perdida para os Camarões, e contam nas suas “fileiras” com o melhor jogador africano dos dois últimos anos.

Mohamed Salah, avançado e principal figura do Liverpool, é o nome mais sonante de uma selecção que tem ainda à disposição dois jogadores bem conhecidos do futebol português, como são o médio Aly Ghazal, do Feirense, e o avançado Hassan, emprestado pelo Sporting de Braga ao Olympiacos.

No Grupo A, os “faraós”, que não vencem desde que lograram o “tri” em Angola, em 2010, terão a concorrência da República Democrática do Congo, do defesa portista Mbemba, do Uganda e do Zimbabwe, este último adversário na estreia, marcada para hoje, no Cairo.

Contudo, o lote de favoritos é extensível a outras selecções, desde logo o Senegal, que no último Mundial teve o melhor desempenho entre as cinco equipas africanas, ainda assim insuficiente para lhe garantir a passagem aos oitavos-de-final. A melhor selecção africana no ranking da FIFA (22.º lugar) é liderada por outra “estrela” do Liverpool, Sadio Mané, e o favoritismo no Grupo C parece ser unânime, ainda que tenha como principal adversário a Argélia, que conta com a magia de Riyad Mahrez (Manchester City) e Yacine Brahimi (FC Porto), e o instinto goleador do ex-Sporting Islam Slimani.

Tanzânia e Quénia parecem destinados a um papel secundário neste grupo, o mesmo sucedendo com Guiné-Conacri e os estreantes Burundi e Madagáscar no Grupo B, que conta com a Nigéria.

As “super-águias”, três vezes campeãs africanas, a última em 2013, procuram também recuperar o céptro e, mesmo não tendo a qualidade individual de outrora, parecem destinadas a ser líderes do grupo.

Com Moussa Marega (FC Porto), Sacko (Vitória de Guimarães) e Abdoulaye Diaby (Sporting), o Mali é outra das equipas emergentes ainda à procura do primeiro ceptro africano, após ter sido finalista em 1972. No Grupo E, os malianos vão medir forças com a Tunísia, campeã em 2004, Angola e a estreante Mauritânia, enquanto no Grupo F, a vantagem parece estar do lado dos Camarões, vencedores de cinco edições e os detentores do troféu, conquistado em 2017.

Sem o avançado do FC Porto Vincent Aboubakar, os camaroneses dispõem de Joel Tagueu, jogador do Marítimo, num grupo no qual, em condições normais, vão discutir a liderança com o Gana (vencedor em 1963, 1965, 1978 e 1982), perante a oposição de Guiné-Bissau e Benim.

O Grupo D terá como principais candidatos a Costa do Marfim, campeã por duas vezes (1992 e 2015) e segunda selecção com mais presenças em fases finais da prova (23), e Marrocos, vencedor da competição em 1976 e que tem alguns nomes de peso no plantel às ordens de Hervé Renard, com Hakim Ziyech (Ajax) à “cabeça”.

África do Sul, vencedor em 1996, e Namíbia, que vai participar pela terceira vez no CAN, são as outras formações inseridas no grupo de costa-marfinenses e marroquinos.

Os dois primeiros classificados de cada um dos seis grupos apuram-se para os oitavos de final da CAN2019, tal como os quatro melhores terceiros colocados.

A 32.ª edição da Taça das Nações Africanas vai decorrer no Egipto, entre 21 de Junho e 19 de Julho.

 

O internacional moçambicano Bruno Langa, que esteve a jogar no Amora FC de Portugal, assinou hoje um contrato com o Vitória de Setúbal, da primeira liga portuguesa. O jogador, acompanhado pelo seu empresário, esteve reunido com a direcção sadina para falar das condições da sua contratação, num negócio que pode beneficiar não só o Amora e a Associação Black Bulls, mas também ao Maxaquene, clube que o formou.

Bruno Langa, foi observado por vários clubes portugueses, que pretendiam garantir aos seus préstimos, mas acabou por se firmar nos sadinos do Vitória de Setúbal. Aliás, as boas exibições do jogador moçambicano não passaram despercebidas para os observadores dos clubes e, agora, Bruno Langa passa a ser companheiro de Amâncio "Neymar", que estava nos sub-23 dos sadinos e agora chamado para integrar a equipa principal já na pré-época.

Para além de Bruno, o Vitória de Setúbal estuda a contratação de Johnson, atleta nigeriano que época passada esteve ligado ao Black Bulls e que foi ao Amora por empréstimo.

Recorde-se que recentemente Bruno esteve parado durante cerca de um mês devido a problemas de vistos, aquando da sua presença no país, para integrar os trabalhos dos sub-23 que defrontaram Zimbabwe, para qualificação ao CAN da categoria, que qualifica aos Jogos Olímpicos de Tóquio.

As duplas moçambicanas que participam no campeonato do mundo de sub-21, que decorre em Udon Thani, na Tailândia, em masculinos e femininos, alcançaram vitórias na estreia, esta quarta-feira.

Em masculinos, a dupla Jorge Moiane e José Mondlane venceu o Equador, com a dupla dupla Leon e Jurado, no seu primeiro jogo por 2-0, com parciais de 21-19 e 21-14, respectivamente, entrando com pé direito na competição.

Esta quinta-feira, Jorge e José vão cruzar caminhos da dupla alemã composta por Lukas Pfretzschner e Robin Sowa, que também venceu na primeira jornada à dupla russa composta por Ivanov e Gorbenko, por 2-1, com parciais de 21-19, 18-21 e 15-13.

Já sexta-feira vai defrontar a dupla da Rússia, respectivamente Ivanov e Gorbenko, para conhecer sua posição na série C, devendo cruzar caminho de uma das duplas da série D, nas eliminatórias, onde estão as duplas da Áustria, China, Itália e Uruguai.

Para já, a dupla moçambicana lidera, junto com Alemanha, a sua série, com dois pontos, frutos de uma vitória.

Relativamente a dupla feminina composta por Leocádia Manhiça e Mércia Mucheza, também não teve dificuldades para despachar a dupla egípcia, Nada e Malak, por 2-0, com parciais de 21-14 e 21-8. A dupla moçambicana lidera com os mesmos dois pontos da dupla russa, Bocharova e Voronina, com a qual vai jogar hoje, quinta-feira. Esta dupla encerra a primeira fase defrontando a dupla do Canadá, constituída por Fletcher e Thorup. Depois saberá em que lugar vai se posicionar, para encontrar o adversário da fase à eliminar, nomeadamente com duplas da série D, onde estão dos Estados Unidos da América, Nova Zelândia e China.

Recorde-se que estas duas duplas moçambicanas disputam o mundial da categoria após conquistarem o Campeonato Africano, pela segunda vez consecutiva, em ambos os sexos.

O campeonato do mundo de vólei de praia decorre na Tailândia desde a passada terça-feira, devendo prolongar-se até domingo, onde se ficarão a conhecer os campeões, em ambos os sexos.

 

Encontrados que foram os representantes das três regiões do país que vão disputar os quartos-de-final da Taça de Moçambique, já há data para a realização do sorteio da fase nacional. A Federação moçambicana de Futebol marcou para o dia 27 de junho corrente o sorteio que vai definir os cruzamentos dos quartos-de-final e das meias-finais, que por sua vez vai definir os finalistas desta que é a segunda maior competição futebolística do país.

O maior destaque desta fase nacional da competição vai para duas equipas, nomeadamente a Associação Black Bulls, pela zona sul, e a Liga Desportiva de Sofala, pela zona centro, que se qualificam pela primeira vez para esta fase da prova.

A Black Bulls chega a esta fase após afastar o Ferroviário de Inhambane, por duas bolas sem resposta. Já a Liga Desportiva de Sofala teve que ir até às grandes penalidades para levar de vencida o Ferroviário de Bagamoio de Moatize, por 5-4, depois do nulo no tempo regulamentar e no prolongamento.

A estas duas equipas pode juntar-se o Baía de Pemba, caso vença o Ferroviário de Nacala na finalíssima da zona norte, que vai encontrar o representante daquela região do país, na fase nacional, uma vez que também seria a primeira vez a chegar à fase nacional.

TRÊS VENCEDORES E DOIS FINALISTAS NA FASE NACIONAL

Dos qualificados aos quartos-de-final da Taça de Moçambique, destaque para quatro equipas que já conquistaram a prova.

O Ferroviário de Maputo é a que mais títulos tem, dos que ficaram em prova, com cinco títulos conquistados, atrás somente do Costa do Sol (13), equipa que afastou na fase regional, e o Maxaquene (8), eliminado pelo Clube de Chibuto. A última conquista dos "locomotivas" da capital foi em 2011, diante do Chingale de Tete.
Quem também já venceu a Taça de Moçambique é o Desportivo Maputo, que conta com dois títulos, conquistados em 1981 e 2006, respectivamente, sendo que a União Desportiva de Songo conquistou em 2016, naquele que foi seu primeiro título da história da colectividade.

Dos que já experimentaram disputar uma final da segunda maior competição futebolística do país, destaque para o Textáfrica de Chimoio que espreitou por três ocasiões o troféu. Primeiro perdeu, em 1983, diante do Costa do Sol (0-1), para depois perder com Maxaquene, em 2001 (1-3). Na sua última ida a final, viu o Ferroviário de Maputo levantar o canecão, em 2004, após perder por 1-5.

Já o Clube de Chibuto chegou à final da Taça em 2013, tendo perdido (0-2) diante do Ferroviário da Beira.
As outras equipas que vão a sorteio no dia 27 de Junho não tem histórico rico nesta competição que qualifica para a Taça da Cofederação (CAF), também conhecida como Taça Nelson Mandela.

Equipas qualificadas por cada região
ZONA SUL:

Ferroviário de Maputo
Desportivo Maputo
Clube de Chibuto
Ass. Black Bulls

ZONA CENTRO
União Desportiva de Songo
Textáfrica do Chimoio
Liga Desportiva de Sofala

ZONA NORTE
Baía de Pemba/Ferroviário de Nacala*
*Estas duas equipas vão disputar a finalíssima, no dia 26 de Junho, para se encontrar o representante da região norte do país

 

 

 

O campeonato do mundo de sub-20, que decorreu na Polónia, teve o seu epílogo no passado domingo, com a consagração da Ucrânia como vencedor, após derrotar numa final inédita a Coreia do Sul, por 3-1. As duas selecções chegaram a final da prova pela primeira vez na história, o que fez com que a FIFA convidasse diversas personalidades e antigos jogadores que já conquistaram a prova, em tempos, pela primeira vez na carreira.

Uma das personalidades convidadas pela FIFA foi o seleccionador nacional do nosso país, Abel Xavier, que acompanhou a cerimónia de encerramento e a grande final. Xavier foi a Polónia na qualidade de ter sido campeão de sub-20 por Portugal, em 1991, numa final em que venceu o Brasil, em casa, por 4-2, nas grandes penalidades, após o nulo no tempo regulamentar e no prolongamento.

Na sua página do facebbok, Abel Xavier agradeceu o reconhecimento do órgão gestor do futebol mundial, tendo se referido ainda ao facto de ter reencontrado amigos “de longa data”.

"Venho por este meio agradecer à FIFA o convite endereçado para estar presente na final do Campeonato do Mundo de Sub-20, realizado na Polónia. Enaltecer que o maior organismo do futebol restruturou as ideias de dar espaço e introduzir dentro da sua própria estrutura  grandes legendas do futebol. Neste contexto, o Sr. Infantino (Presidente da FIFA), continua a fazer o seu trabalho de devolver a credibilidade rodeando-se por pessoas que são do futebol e que  contribuíram para a grandeza da indústria actualmente”, refere o seleccionador nacional na sua mensagem.

Abel Xavier reiterou ainda a criação da Fundação Legendas, tendo considerado “de elogiar pelo impacto que tem e pelas acções sociais que produz”.
Nos amigos referenciados na sua página do facebook, todos foram campeões de sub-20, tendo Abel Xavier destacado Bebeto campeão em 1983, pelo Brasil, Fernando Couto, campeão em 1989, para além de Park Li, representante da Coreia do Sul na final da Polónia.
 
Simango Jr. no CAN do Egipto
Já o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., encontra-se no Cairo, Egipto, onde vai integrar a Comissão organizadora da 32ª edição do Campeonato Africano das Nações, CAN-2019.

Numa primeira fase, a comissão organizadora vai receber às 23 selecções que chegam ao Cairo para participar da competição, depois de um período em que realizou visitas em todos estádios que vão acolher os jogos. Depois, a comissão vai se desdobrar em garantir que a prova decorra sem sobressaltos até ao seu final.

Alberto Simango Jr. faz parte de uma comissão que integra vários presidentes das federações nacionais de futebol, que é presidida por Amaju Pinnick, presidente da Federação Nigeriana de Futebol.

A Federação Moçambicana de Voleibol vai criar um novo circuito da modalidade que visa dar mais rodagem aos atletas nacionais para a sua participação nos Jogos Olímpicos. O circuito vai substituir o tradicional campeonato nacional e vai decorrer em cinco cidades moçambicanas.

A motivação desta criação de circuitos é que a participação de voleibolistas nos Jogos Olímpicos não depende somente da sua qualificação ao nível dos continentes, mas também do número de competições internacionais em que participam, que deve ser de um mínimo de 12 provas.

Para colmatar esta falta de competições para os atletas nacionais, a Federação Moçambicana de Voleibol vai criar um circuito nacional de seis provas, que se vão juntar às competições internacionais, para a rodagem dos atletas.

De acordo com o director técnico da Federação Moçambicana de Voleibol, Mohamed Valá, a competição será feita em cinco etapas em várias praias do país, com destaque para Bilene, Nampula e Vilankulo, para além de uma que será na cidade de Chimoio, sendo que a última vai decorrer na cidade de Maputo. “Cada etapa está orçada em 350 mil meticais e o que idealizamos é darmos prémios monetários as duplas que ficarem no pódio e custearmos as despesas”, disse Valá.

Sem financiamento ainda, derivado da situação actual a que o país se encontra, a Federação Moçambicana de Voleibol espera contar com apoios das empresas locais das cidades que vão acolher as provas, bem como das estruturas autárquicas locais. “Essa seria uma forma de termos mais competições dentro do circuito dos Jogos Olímpicos, porque estar a participar em 12 provas internacionais será muito complicado. É que já temos garantias de seis provas internacionais e contando com estas seis, vai ser mais fácil”, argumentou o director técnico da FMV.

Aliás, estes circuitos vão ajudar na promoção do vólei de praia, para além de que “vai nos ajudar a ter mais provas que vão contar para a qualificação aos Jogos Olímpicos”.

Mas há constrangimentos neste desiderato de criação de circuitos nacionais de vólei de praia, nomeadamente a condição financeira. Condição essa que pode comprometer a participação da selecção nacional de vólei de praia em seniores masculinos, nos mundiais de Hamburgo, este mês. É que a federação conta com um défice de 400 mil meticais para a deslocação da delegação a Alemanha. É que inicialmente a Federação tinha feito um orçamento para a participação das selecções todas elas em provas internacionais, nomeadamente dos sub-21, em masculinos e femininos, no mundial que iniciou ontem, terça-feira, das duplas masculinas e femininas seniores, no africano da Ilha do Sal e no mundial da dupla sénior masculina, no mundial de Hamburgo.

Para os masculinos, o orçamento era de 1.600.000,00 (um milhão e seiscentos mil meticais), mas até ao momento só conta com 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil meticais). A federação idealizou uma delegação composta por dois atletas, um treinador e um chefe da delegação, mas devido ao défice de 400 mil meticais, ficou por terra o chefe da delegação. “Se até à data conseguirmos o diferencial, vão todos, mas caso não, conseguirmos apenas para duas pessoas, só vão os atletas, sozinho e vão ter que assumir todas responsabilidades lá”, disse Khalid Cassamo, líder máximo do organismo que gere o voleibol no país.

Afinal, segundo Khalid Cassamo, “estamos a sonhar com uma qualificação aos Jogos Olímpicos 2020 e também nos Jogos Africanos” e são estas competições que poderiam permitir aos atletas ganharem alguma competitividade.

A participação em competições internacionais é mais uma forma de rodar os atletas que procuram a sua qualificação aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

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