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O País – A verdade como notícia

O Comité Olímpico de Moçambique (COM) irá continuar a apoiar os atletas nacionais bolseiros até Junho de 2021, segundo garantias do presidente da agremiação, Aníbal Aurélio Manave.

O dirigente desportivo disse ainda que o COM irá dar suporte ao programa de preparação dos atletas já qualificados para as olimpíadas de verão, assim como aos que têm potencial para se apurarem para o maior evento desportivo do planeta.

Manave, que falava no lançamento da campanha “Olimpismo face à Covid-19”, a 2 de Maio, referiu que o Comité Olímpico de Moçambique tem pela frente um desafio sem precedentes que é realizar o programa de actividades numa conjuntura de restrição global imposta pelas medidas tomadas pelo governo e recomendações da OMS.

“Esta situação requer solidariedade, criatividade, determinação e muita disciplina. Neste contexto, gostaríamos de manifestar o nosso compromisso com o cumprimento das nossas actividades com destaque para o contínuo apoio aos nossos bolseiros até Junho de 2021. O apoio à preparação dos atletas qualificados para os Jogos Olímpicos, apoio às competições de qualificação para os atletas com possibilidade de se qualificar e potencial para o efeito”, assegurou.

Manave lembrou que, “desde a eclosão da pandemia da Covid-19, o movimento olímpico vive momentos atípicos e inesperados e sem uma previsão de como o mundo será daqui para frente”.

Esta situação, tal como se sabe, forçou o cancelamento ou adiamento de inúmeros eventos desportivos com destaque para as competições internas e Jogos Olímpicos Tóquio 2020 que foram remarcados para 2021.

“Esta histórica decisão, foi tomada para salvaguardar a saúde dos atletas e centenas de milhares de pessoas que estão envolvidas nos Jogos Olímpicos”. 

Perante esta crise sanitária, adiantou a fonte, No próximo dia 23 de Junho, celebra-se do dia olímpico e várias actividades foram agendadas para assinalar a efeméride.

“Lançámos a campanha Olimpismo face à Covid-19, uma inciativa em parceria com a academia olímpica de Moçambique que compreende um conjunto de actividades, dentre as quais, destaca-se educação olímpica, onde os desportistas irão reforçar o conhecimento inerente ao olimpismo no nosso país, ciclo de palestras online em torno do movimento olímpico“.

As palestras contarão com cerca de oito oradores dentre atletas e gestores desportivos, sendo que as mesmas vão ser acompanhadas por concursos envolvendo crianças e adolescentes com direito a premiação. “Neste momento excepcional, esta é uma forma de celebrar os valores olímpicos no contexto”.

 

 

 

 

Do Fundo do Meu Baú…

Após o IV Congresso do Partido Frelimo, em 1983, a Sociedade do Notícias
recebeu uma comunicação para formar uma comissão – da qual eu fiz parte – que iria ouvir do antigo Chefe de Estado o sentir, relativamente ao jornal. Decidimos então levar uma prenda para oferecer a Samora Machel.

Os tempos eram outros. As emoções também. Para mim, seria a primeira oportunidade para estar, cara-a-cara com o grande líder, cuja figura só tinha oportunidade de ver nos Órgãos de Comunicação Social ou nos comícios.

O encontro permanecerá gravado na minha mente, enquanto viver. Isto porque, o privilégio maior foi ver o estadista, para muitos catalogado como um homem duro, de temperamento difícil, a não conseguir conter lágrimas rebeldes e de emoção que o invadiram. E nós também partilhamos e o acompanhamos, cada um à sua maneira!
O que aconteceu afinal?

Quando lhe foram entregues duas lindíssimas fotografias do final do IV Congresso da Frelimo, em que o Presidente se fazia rodear de muitas crianças – as flores que nunca murcham – ele, que tanto as adorava, teve dificuldade em se conter. Tratava-se de fotos em formato gigante, emolduradas, da autoria do grande e saudoso repórter fotográfico, Carlos Alberto Vieira.

 

EMOÇÃO E SUSPENSE

O Presidente retirou o papel de prenda que rodeava o presente e ficou a contemplar. Em minutos que, para nós, pareciam horas, num silêncio que valia mais do que mil palavras… Foi então que umas lágrimas rebeldes invadiram os seus olhos. A voz sonante, directa e por vezes dura das reuniões, deu lugar a uma reacção carinhosa.
Quando começou a dirigir-nos o seu agradecimento, já não era o Chefe de Estado, mas o pai extremoso:

– Sabem, ao longo da minha vida, tenho recebido muitas prendas bonitas. Umas de carácter pessoal e outras de Estado. Porém, estas fotografias, após um Congresso que marcará a vida do nosso povo, são a mais bonita e simbólica recordação que até hoje recebi. Muito obrigado ao autor – o meu amigo Carlos Alberto – e aos trabalhadores do Notícias, que todos os dias levam o pulsar da Nação ao país!

O que se seguiu, foram momentos de uma conversa, já não com o Presidente, mas com o extremoso pai. Ele falava dos projectos da Nação, apontados para um futuro risonho, como o avanço da educação, dando oportunidade às flores que nunca murcham. Lindo, lindo, lindo…
O que veio a seguir?

O pai sentimentalista, deu lugar ao Presidente. Apesar de carinhoso, não perdeu a oportunidade para fazer um reparo ao trabalho da SN, surpreendendo-nos com uma questão:
– Vejam lá: o Notícias sai à rua todos os dias, menos ao domingo. Mas ao sábado, há acontecimentos bonitos e importantes. Quando procuro o jornal no domingo, dizem-me que não saíu à rua porque sábado é  dia de descanso dos seus fazedores. Quero-vos perguntar: é justo vocês deixarem o país sem informação, por causa do vosso descanso? Quem deve ser, neste caso, o sacrificado? Porque não, criarem um jornal, com a designação Domingo? Pensem nisso!

A brilhante ideia, não soou como uma ordem, pela sua justeza. Saímos dali, não com o sentimento de termos que cumprir uma ordem, mas de resgatarmos um dever para com os leitores.

O que se seguiu? Mobilização e organização dos meios, que originaram o “parto” de sucesso de um jornal que passou a ser de referência, cuja designação e baptismo foram “sugeridos” pelo saudoso Presidente Samora Machel.

O leitor, por acaso, sabia de onde surgiu o nome do semanário domingo? Pois então ficou a saber. Acredito até que muitos dos jornalistas e trabalhadores daquele prestigiado semanário, também desconheciam este capítulo da história do órgão em que estão inseridos.

 

Diante da indefinição sobre o regresso das competições, as campeãs africanas, Odélia Mafanela e Anabela Cossa, tentam não perder a forma e o ritmo a que estavam habituadas antes da eclosão do novo Coronavírus. As atletas juntam-se à tantas outras vozes e apelam para que as pessoas cumpram as medidas de prevenção contra a COVID-19.

E assim será por mais um mês ou mais. As bi-campeãs africanas de clubes, Anabela Cossa e Odélia Mafanela, tal como outras atletas do Clube Ferroviário de Maputo cumprem treinos individuais, em lugares abertos, como praias e campos de futebol. Para além dessas actividades, que chegam a envolver no máximo três pessoas, mas sem nenhum contacto físico, as atletas são monitorizadas em casa, através de exercícios físicos que ajudam a manter o ritmo.

Apesar da monitorização, as basquetebolistas confessam que por vezes a vontade de deixar de lado as responsabilidades como atletas tenta ser mais alta, mas optam por cumprir as obrigações.

“Tenho enfrentado muitas dificuldades, por exemplo, eu tenho que acordar muito mais cedo para poder cumprir com o programa do meu preparador físico e do meu treinador”, conta Anabela Cossa.

Já Odélia Mafanela confessa que “vezes sem conta “bate” aquela preguiça, aquela vontade de não acordar cedo, porque não tenho nenhuma competição, poderia dormir um pouco mais”.

21 e 18 anos, parecem ser apenas números, mas representam o tempo em que Anabela e Odélia, respectivamente, estão no activo. E para as bi-campeãs africanas, ainda não é tempo de parar.

Para as atletas, a sua forma física e as capacidades necessárias para continuarem a alegrar o povo moçambicano ainda estão em dia.
Em tempos atribulados por causa do novo Coronavírus, as jogadoras deixam uma mensagem ao povo que as motiva a conseguir tantas conquistas.

“Vamos cuidar de nós para amanhã podermos estar juntos, para que amanhã possamos ir ao campo desfrutarmos de tudo aquilo que nós, o povo moçambicano, gostamos”, apelou Odélia Mafanela.

Anabela Cossa acrescentou que o distanciamento social durante muito tempo é difícil, contudo precisamos ser fortes porque a saúde está em primeiro lugar.

 

Faleceu, na noite desta quinta-feira, Timóteo Fuel, Presidente e dono da Associação Desportiva de Macuácua, clube da província de Gaza que disputou o Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola, na sua edição de 2017, tendo descido de divisão no mesmo ano.

Timóteo Fuel perdeu a vida no Hospital Distrital de Manjacaze, unidade sanitária para a qual foi evacuado após um mal-estar repentino, por volta das 14 horas do mesmo dia.

Fuel perdeu a vida numa altura em que estava empenhado em terminar o seu grande projecto de construção de um estádio no Distrito de Manjacaze, onde era, também um dos empresários mais renomados.

Empresário com investimentos em vários ramos, Timóteo Valente Fuel era um grande filantropo na província de Gaza, sendo também patrono de um Instituto de  Formação Superior.
 

A FIBA-África destaca, na sua edição “online“ desta quinta-feira, a internacional basquetebolista e médica Ingvild Mucauro, na qual a MVP da Taça dos Campeões Africanos de 2019, no Cairo, Egipto, fala da sua rotina nesta época de luta contra o novo coronavírus.

Médica generalista, destacada no Hospital Geral José Macamo, Ingvild Mucauro aborda o papel que ela e as colegas tem desempenhado em tempos de crise sanitária, em que o nosso país diagnosticou 76 casos positivos da Covid-19 dos quais 66 activos e dez recuperados.

"Temos o nosso centro de laboratório, por isso enviamos as amostras e esperamos enquanto continuamos a cuidar dos pacientes", explicou Ingvild Mucauro, formada em medicina em 2017 pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga universidade de Moçambique.

A atleta, de 28 anos, que trabalha na sala de emergência do Hospital Geral José Macamo, está a trabalhar longas horas dia e noite para estar em alerta para salvar vidas.

Em tempos de Estado de Emergência, com todas actividades desportivas suspensas, Ingvild Mucauro sente saudades da quadra.

“Como jogadora de basquetebol, é muito difícil porque sinto muita falta dos jogos. Sinto falta das minhas colegas de equipa. Sinto falta de competições, mas agora o mais importante é superar essa pandemia segura e saudável como médica. Farei a melhor coisa possível para ajudar todos os pacientes necessitados, assim como informar o maior número possível de pessoas para que se previnam desta doença ".

Mucauro, citada pelo sítio da FIBA-África, destacou a situação em Moçambique e disse: "É uma situação muito difícil, mas é preciso dizer que não temos registo de mortes. Não é fácil como país africano. Conhecemos nossas deficiências, mas fazemos o melhor possível. Podemos ajudar quem precisa. Estamos expostos e tentamos ser o mais seguro possível para proteger também nossas famílias ".

Seu compromisso como médica, como sempre esteve em quadra, é incomparável e faz-nos recordar alguém que sempre lhe dá o melhor de si. Isso, refere a FIBA-África, apenas expõe a sua personalidade, fazendo um equilíbrio entre a quadra e sua carreira profissional como médica.

 

A Liga Dia – campeonato espanhol de basquetebol feminino- cedeu ao novo Coronavírus. Dito de outro modo: terminou, de forma abrupta, a época 2019-2020. Não há mais empatia jogadoras-público amante de basquetebol, não há mais emoção. Em meio a uma decisão esperada, até porque a crise sanitária ameaça o mundo, há marcas que ficam lá registadas e com motivos de orgulho para os moçambicanos.

Pois, duas basquetebolistas nacionais foram reconhecidas pelas suas qualidades numa das mais competitivas ligas femininas de basquetebol do planeta: Leia “Tanucha” Dongue e Tamara Seda.

A primeira foi indicada para o segundo cinco ideal da Liga Dia, juntamente com a americana Tanaya Atkinson, as espanholas Marta Xargay e Laia Palau (Girona) e Sonja Vacic da Sérvia.

Já Tamara Seda, que actuava no RPK Araski, mereceu menção honrosa da Liga Dia, numa lista da qual fazem ainda parte Tiffany Hayes, Lyndra Littles Weaver, Julie Wojta, Jenny Simms, Merritt Hempe e Brittany McPhee (EUA), Adaora Elonu (Nigéria) e Nikolina Milic e Aleksandra Stanacev da Sérvia.

Tamara Seda foi MVP da 20ª jornada da Liga Dia. Seda fez a diferença com 23 pontos, nove ressaltos e três roubos de bola conduzindo o RPK Araski a uma vitória sobre o IDK Euskotren, por 79-65. A valorosa poste foi secundada, neste jogo, por Tania Perez que contabilizou 11 pontos e três ressaltos em 22 minutos na quadra.

No alto dos 1.93 metros, a valorosa poste moçambicana teve um registo de 57% nos tiros de campo (8-14) e 88% na linha de lances livres (7 em 8). Números que permitiram fazer história na Liga Dia, até porque esta temporada foram registados quatro MVPs compartilhados, mas todos eles para dois jogadores.

Esta temporada, Tamara Seda contabiliza 20 jogos (23.43 minutos/jogos), sendo que a sua média de pontos é de 10.7 e ainda 6.5 ressaltos (3.9 defensivos e 2.6 ofensivos).
 

A nossa primeira partida internacional em futebol aconteceu em Pemba, capital de Cabo Delgado, no dia seguinte à Independência Nacional. Houve quem designasse de Selecção “B” o conjunto que foi oposto aos nossos irmãos tanzanianos, mas a verdade é que pouco ficava a dever à outra representação que, três dias depois, no Estádio da Machava defrontou os KK Eleven. Vamos recordar essas históricas partidas.
 
Quando o avançado Ratifo, recentemente, marcou o golo que deu a vitória de Moçambique diante da Zâmbia, houve quem dissesse que se estava em presença da primeira vitória do nosso país diante daquela forte representação. Isso não corresponde à verdade. Efectivamente, a equipa de todos nós, actuando no Estádio da Machava, já havia vencido o poderoso adversário por 2-1.

 
PEMBA FOI O SANTUÁRIO
 
Sem nenhum jogador local, recebendo ilustres craques nacionais e estrangeiros, imagine-se o ambiente em Pemba. Estrelas nacionais que os adeptos só acompanhavam através da rádio, defrontando a Tanzania, considerado um dos grandes da nossa zona.

Na altura, o leque de opções entre os craques era grande, mas a maioria foi escolhida para realizar o jogo seguinte, três dias depois.

 
Pemba, 26 Junho de 1975
 
Moçambique, 3-Tanzania, 2

 
Ahmed (Benfica); Moiana (Benfica), Joaquim (Sporting), Amenga (Sporting) e Palma Pinto (Sporting); Cassamo (Ferroviário de LM), Rui Marcos (Ferroviário da Beira) e Sérgio Albasini (Sporting); Fumito (Académica), Orlando Conde (Ferroviário da Beira) e Sitói (Desportivo). 
–  Jogaram ainda Paulo (Ferroviário) e Doença (Ferroviário)
-?Golos de Rui Marcos, Doença e Sitói

 

MACHAVA NO CENTRO DA FESTA
 

Mas a festa maior estava programada para três dias depois, num Estádio da Machava cheio que nem um ovo. Tudo começou com um jogo de infantis, houve provas de atletismo e lançamento de pára-quedistas. Ninguém queria perder o grande momento.

Os visitantes ficaram amedrontados com tanto movimento, cor e luz. A nossa honra estava em jogo e os craques de então sabiam que havia que fazer história. Abríamos então os olhos para África, não tínhamos a noção exacta do valor do adversário, de quem sabíamos apenas tratar-se de uma equipa forte.

Mas porque se tratava da estreia do nosso combinado nacional, com muito público naquele majestoso recinto, o treinador, Mário Ramalho – conhecido por Ramalhito – optou por jogar pelo seguro, priorizando um sistema ofensivo. Por isso lançou de início o “venenoso” Sérgio Albasini, goleador-estrela de então, um jovem que brilhava também nas corridas de velocidade no atletismo.

 

Maputo, 29 Junho de 1975
 
Moçambique, 2-Tanzania, 1

 
José Luís (Textáfrica); Moiana (Benfica), Joaquim (Sporting), Amenga (Sporting) e Palma Pinto (Sporting); Cassamo (Ferroviário), Rui Marcos (Ferroviário da Beira) e Sérgio Albasini (Sporting); Fumito (Académica), Orlando
Conde (Ferroviário da Beira) e Sitói (Desportivo).
– Jogaram ainda Paulo e Naldo
Golos de Sitói e Sérgio Albasini.
 
No final da partida, o Presidente Samora Machel desceu ao relvado e cumprimentou, um a um os jogadores. Um privilégio raro, o calor de tão adorado personagem, sempre alegre, sempre interventivo. Nos camarotes, praticamente todo o Bureau Político da Frelimo.

 

O secretário de Estado do Desporto visitou, hoje, as infra-estruturas do Maxaquene, onde constatou que estão em condições precárias e precisam de uma reabilitação urgente. Gilberto Mendes revelou que o Governo poderá intervir, caso necessário, para resgatar a imagem daquele clube histórico.

No relvado do Maxaquene celebrou-se vitórias… chorou-se derrotas e assistiu-se também aos maiores embates da capital do país.

O clube histórico de desportos do Maxaquene foi fundado na era colonial, mais, especificamente, em 1920, que com o tempo, as bancadas que acolhiam os adeptos perderam a cor, ganharam rachas e o capim não pára de crescer…enfim… o velhinho maxaca está em ruinas.

Para o secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, que esta segunda-feira visitou àquele clube, a degradação das infra-estruturas desportivas deveu-se ao que chama de “relaxamento” dos gestores na sua manutenção.  

Com a fonte de dinheiro seca, Gilberto Mendes diz que a Secretaria de Estado do Desporto vai ajudar em ideias que ajudem na sua reabilitação, mas, se for necessário, poderá intervir directamente.

Já a comissão de gestão dos tricolores vê na visita do secretário de Estado do Desporto uma oportunidade para o cumprimento dos objectivos do Maxaquene e um deles é a reabilitação das suas infra-estruturas.

Além de Maxaquene, o secretário de Estado do Desporto prevê visitar mais clubes a nível do país para avaliar o nível de conservação das suas infras-estruturas.

 

 

O internacional moçambicano, Edmilson Dove, actualmente a representar o Cape Town City da África do Sul, não confirma o interesse do Mamelodi Sundowns, campeão sul-africano, nos seus préstimos. O lateral esquerdo diz que continua a sonhar em jogar na Europa.

Recentemente alguns jornais sul-africanos avançaram o interesse do Mamelodi Sundonws em contratar o moçambicano Edmilson Dove para o seu plantel. Uma notícia que não foi confirmada pelo lateral esquerdo dos Mambas, que espera por contactos por parte do campeão sul-africano. Alias, Edmilson diz mesmo que “Sobre o assunto do Sundowns tenho muito pouco a dizer porque nem eu e nem os meus empresários ainda não tivemos contacto com nenhum membro da direcção do Sundowns, então esse é um assunto que pouco posso falar dele”, sem contundo descurar de um possível interesse por parte do campeão sul-africano.

Entretanto, segundo Dove, “se existe um interesse em mim, acho que esse assunto nem pode ser eu a responder, mas sei que isso significa que o trabalho que tenho vindo a desenvolver aqui no meu clube, tem sido notável, o que já é muito bom”, mas até este momento, o lateral fala de “especulações e rumores”, pois ainda não existe nada de concreto.

O facto mesmo é que pode não ser no Mamelodi Sundowns que passa o seu futuro, já que o seu “sonho de infância” continua alto, nomeadamente em jogar nos melhores palcos da Europa. “As minhas ambições não mudaram. Desde que comecei a jogar futebol profissional, sempre ambicionei jogar na Europa”, diz Dove, que recorda um episódio pouco feliz na sua vida: “quando fui a Portugal em 2016, numa altura que, provavelmente, não tinha que estar lá, porque todas actividades desportivas tinham sido encerradas e acabou não dando certo”. Ainda assim, “ambiciono jogar na Europa e pisar um dos maiores palcos do futebol mundial”, para ver seu sonho concretizado.

 

“Estou no caminho certo”

Este sonho de Edmilson Dove mantém-se intacto porque o internacional moçambicano tem estado a trabalhar para melhorar a cada ano que passa e se evidenciar sempre. Até porque “acredito que estou a crescer, porque o Edmilson de 2017 não é o mesmo de 2020 e isso significa que todo trabalho que tenho vindo a fazer desde o início até cá, está a surtir algum efeito”. Ou seja, significa que “estou no caminho certo”.

Mas essa subida de forma de ano para ano tem os seus motivos: “deve-se também aos meus colegas, meus treinadores, que tem me dado confiança, que tem me dado a plataforma para eu me expressar do meu jeito”. É com essa forma de apoio que Edmilson acredita que “é só continuar no mesmo caminho, continuar a trabalhar duro todos os dias e quem sabe o Edmilson não voa ainda mais…”.

 

COVID-19 não atrapalha forma física

Um dos entraves actuais para o internacional moçambicano é a paragem do campeonato sul-africano, derivado do confinamento por culpa da COVID-19, mas Dove garante que não vai afectar a sua forma física, apesar de ser um momento difícil. “Este momento não tem sido fácil, mas eu tenho tentado fazer tudo que posso, uma vez que tenho material de ginásio em casa e uso, mas também tenho um espaço que uso para correr, no complexo, então são coisas que me facilitam bastante”. Mas porque já há treinos no clube, via vídeo-conferência, isso tem ajudado na forma física do atleta.

“Temos três sessões por semana, o que já é muito bom. Não é a mesma coisa que estar no relvado a partilhar o espaço com os colegas”, disse antes de assegurar que “tenho estado a fazer o que posso estando em casa, e espero continuar a manter a minha forma física”.

Edmilson Dove chegou ao Cape Town City em meados de 2017, saído do Ferroviário de Maputo, onde tem se destacado com exibições de encher o olho, sendo um dos titulares da equipa principal. Mau grado a posição ocupada neste momento pela sua equipa, o Cape Town City, que está na 10ª posição, com 27 pontos, menos 21 que o líder do Campeonato, o Kaiser Chiefs, que soma 48 pontos. Uma posição que Edmilson espera que seja melhorada assim que o futebol retomar na vizinha África do Sul.

 

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