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O País – A verdade como notícia

Anibal Manave, presidente do Comité Olímpico de Moçambique, enalteceu, esta sexta-feira, as medidas anunciadas pelo Presidente da República sobre o relaxamento das medidas do Estado de Emergência para os atletas de modalidades individuais que já qualificaram e os que  estão ainda na corrida pela qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2021. Manave diz que assim os atletas vão correr contra o tempo e se prepararem melhor para as olimpíadas.

Entretanto, com o novo Coronavírus ainda a circular é preciso que medidas fortes sejam aplicadas para que os treinos não sirvam de meio para a propagação da Covid-19. Por isso, o dirigente máximo do Comité Olímpico em Moçambique e as federações vão estabelecer regras.

“Uma das medida que nós vamos tomar, é que todos os atletas que estão envolvidos na preparação para a qualificação, quer para a competição, sejam submetidos ao teste por forma a que todos estejamos confortáveis que a situação de saúde seja boa”, explicou o dirigente.
Para Anibal Manave o país fez história ao qualificar pela primeira vez cinco mulheres para as olimpíadas, daí que o momento deve ser de entrega total das atletas, para que Moçambique possa deixar a sua marca “na terra do sol nascente”.

“É um momento histórico e por isso não podemos relaxar, temos que dar de tudo para que estas atletas já qualificadas consigam ter um bom desempenho, porque só com bom desempenho é que no próximo ciclo olímpico terão possibilidade de beneficiar de bolsas, e bolsas significam condições mínimas para se prepararem para as próximas olimpíadas”, enalteceu.

Com a imposição deste presente, Manave diz que os atletas que se encontram na estrada para a qualificação são obrigados a redobrar esforços.

“O confinamento estava a ser bastante prejudicial para que pudéssemos qualificar. Um atleta de alto rendimento, para ganhar boa forma precisa de três meses, e ao se relaxarem as medidas e permitir-se que estes possam começar a treinar vai fazer com que os atletas estejam aptos”, argumentou.

Lembre-se que Moçambique já qualificou cinco atletas para o maior evento desportivo do mundo, nomeadamente as pugilistas Alcinda Panguana e Rady Gramane e as velejadoras Denise Parruque, Maria Machava e Deyse Nhaquile. Na corrida pela qualificação estão atletas moçambicanos das modalidades de voleibol de praia, judo, natação, atletismo e karate.

O internacional moçambicano, Witi Quembo, renovou o seu contrato com o Nacional por mais quatro anos, confirmou o clube da madeira no seu sítio oficial.

O esquerdino, que na temporada 2019/2020 contabilizou 21 jogos na LigaPro (interrompida devido a pandemia da Covid-19), chegou ao clube insular na temporada 2014/15 ainda com idade de júnior.

Witi foi, depois, emprestado ao Benfica, regressando em definitivo ao Nacional em 2015/16, afirmando-se como uma das joias da coroa dos madeirenses.

Witi já foi associado ao Alavés da Espanha, clube que chegou mesmo a mostrar interesse nos seus serviços.

Recentemente, em entrevista ao “O País”, disse que a subida do Nacional ao primeiro escalão do futebol português havia sido por mérito próprio.

“Esta é a segunda subida que eu tenho com o Nacional da Madeira. Sinto-me feliz e orgulhoso por ter ajudado o clube para voltar à I Liga, neste caso a Liga Nos. Sinto-me orgulhoso por fazer parte desta associação e agradecer a equipa técnica por ter confiado em nós. É um orgulho enorme fazer parte desta família. Quando nós acreditamos em algo e traçamos objetivos, tudo é possível. Foi isso que aconteceu. Neste momento, sinto-me realizado”, frisou Witi Quembo.

O craque não se esqueceu dos adeptos do Nacional da Madeira que, sublinhou, foram determinantes para o sucesso do clube.

“A mensagem que eu tenho a deixar aos meus fãs e adeptos do Nacional é de agradecimento pelo apoio. Foram pessoas incansáveis e transmitiram-nos muito carinho, sobretudo, nesta paragem forçada do campeonato. Mesmo em casa, os adeptos continuaram a apoiar-nos”, enalteceu o papel dos adeptos. E acresceu: “As pessoas gostam do clube. Aprendi isso com os adeptos. Quero, de forma particular, agradecer a todos aqueles que gostam de me ver a jogar. O meu agradecimento pelo suporte.

 

 

Sebastião Lucas da Fonseca, conhecido por Matateu terá sido um dos melhores pontas-de-lança de sempre, no conceito restrito da função, orgulho para Moçambique, terra em que nasceu, do Belenenses e de Portugal, onde realizou a maior parte da sua carreira. Na altura, a Comunicação Social estava longe do impacto de hoje, pois de outra forma, teria tido visibilidade idêntica à de Eusébio, ou mesmo Ronaldo.

Em Portugal, recém-chegado da então colónia de Moçambique, no início da década 50, em jogo empolgante numa tarde de glória, o Belenenses venceu o Sporting por 4-3, com 2 golos marcados por Matateu. No fim, os adeptos azuis invadiram o terreno e carregaram-no em ombros. Afirmou-se então que tinha sido a 1ª vez em Lisboa, que brancos tinham aclamado e levado em triunfo um homem preto. A partir daí, o sucesso de Matateu foi crescendo.

 

EPISÓDIOS PARA RECORDAR

As suas maiores conquistas foram a Taça de Portugal de 1960 (vitória sobre o Sporting em 3 de Julho, por 2-1, com Matateu a marcar o golo da vitória) e as Taças de Honra de 59 e 60. Nesta última, Matateu e Yaúca desbarataram completamente a defesa do Benfica (que 8 meses depois foi Campeão Europeu) inflingindo uma pesada derrota por 5-0 ao seu rival.

Mais tarde, um guarda-redes do Benfica disse que não conhecia Matateu e que nunca sofreria um golo dele. Numa partida logo a seguir, no primeiro minuto, Matateu recolheu a bola, foi passando por tudo quanto era adversário e marcou. Virou-se então para o guarda-redes encarnado: "agora já sabes quem eu sou!

E revelou:

– Quando entro em campo, penso sempre que o Belenenses vai ganhar por 5-0, pois acho que cada avançado deve marcar um golo. Por mim, não descanso enquanto não marcar o que me compete…”

Dele, conta também José Castro, ex-colega e que foi seleccionador em Moçambique: Matateu possuía uma força impressionante, de tal forma que quanto mais pesado estivesse o terreno, mais ele rendia. Cheguei a acompanhar a sua vida, ver o que ele comia ou bebia, para imitá-lo e ter tanta força como ele. Nunca consegui”.

 

A ORIGEM

DE UMA ALCUNHA

Desde pequeno, no Alto Mahé, bairro da capital moçambicana, Matateu era conhecido pela sua alcunha, cuja origem nunca foi completamente esclarecida. Liga-se a um termo ronga “tateu”, que significa andar sempre com as pernas esfoladas e a retirar as crostas das feridas.

Mas a delícia de Matateu era jogar à bola. Iniciou a sua carreira no João Albasini e 1º de Maio, depois foi para o Clube de Manjacaze. Aí, logo no final do primeiro jogo, foi abordado pelo árbitro, antigo internacional do Belenenses, João Pedro Belo, que lhe perguntou: “Queres ir para Lisboa?” Matateu ficou boquiaberto, apesar de já ter havido rumores sobre o interesse do Benfica, do Porto e do União de Coimbra.

Assim, a 4 de Setembro de 1951, desembarcou em Lisboa para assinar contrato com o Belenenses, então o quarto maior clube de Portugal. Doze dias após a chegada, com 24 anos, estreou-se contra o Porto, no Estádio Nacional. A imprensa ficou bem impressionada com o drible desconcertante e o seu remate do poderoso.

Na sua longa carreira, representou a Selecção Portuguesa por 27 vezes, apontando 13 golos, em países como Alemanha, França ou Brasil. Em 1955, quando o Belenenses jogou em Paris, para a Taça Latina, com o Real Madrid e Milão, a estrela moçambicana brilhou intensamente, ofuscando por completo o famosíssimo Di Stefano, como mais tarde o faria com Kopa.

Nunca chegou a jogar com o seu compatriota Eusébio que só se estreou um ano após o último jogo de Matateu.

 

NO OCASO DA CARREIRA

Jogou até aos 50 anos, no Canadá. Em Portugal, pelo Amora, actuou até aos 41 anos. O seu segredo estava no consumo de cerveja e foi revelado pelo próprio: “Tenho 41 anos, mas parece que tenho 19, porque estou conservado em cerveja. Acreditem que quando não bebo cerveja, não sou o mesmo, sinto-me mal e o meu rendimento é sempre inferior. É verdade, se eu não bebesse cerveja, já teria arrumado as botas há muito tempo».

Matateu nasceu a 26 de Julho de 1927, em Lourenco Marques e faleceu a 27 de Janeiro de 2000, no Canadá. Filho de Lucas Matambo e Margarida Heliodoro, foi o terceiro de cinco irmãos: Alberto Monteiro, o mais velho, Albertina, Sebastião Lucas, Lisete e Vicente Lucas, que também brilhou no futebol português.

 

Luís Miquissone, internacional moçambicano que joga no Simba da Tanzânia, diz que a sua rotina mudou drasticamente com a declaração do Estado de Emergência naquele país. Miquissone diz ser importante, em tempos de crise sanitária, não entrar em pânico e observar rigorosamente as medidas anunciadas pelas autoridades de saúde.

Chegou, viu e venceu. Pouco menos de um mês foi suficiente para Luís Miquissone se impor no Simba da Tanzânia, assinando exibições de gala que ajudaram o campeão tanzaniano a acelerar para revalidação do título.

Com uma actuação estrondosa, a 22 de Fevereiro, abriu o caminho para a vitória diante do Simba diante do Biashara United, por 3-1.

Influente, na 25ª jornada, foi o maestro da orquestra um “bis” no embate em que a sua equipa venceu por MMC FC, por 2-0.

Hoje, com a crise sanitária mundial a travar a bola nos relvados de todo mundo e desviar -se do seu fabuloso pé esquerdo, forçando igualmente o cancelamento do campeonato da Tanzânia, Miquissone viu a sua rotina alterar.

Para manter a forma em tempos de distanciamento social, o extremo tem realizado dos treinos individuais por dia com a monitoria da equipa técnica.

“Eu treino sozinho, duas vezes por dia, dentro da minha casa. Observo 45 minutos em cada treino”, explicou o craque.

Miquissone diz ainda que, das poucas vezes que se faz à rua, observa todas as medidas de prevenção contra a pandemia da Covid-19.

“Por exemplo, quando saio para comprar algo no supermercado tento me proteger com máscara. Saio muito poucas vezes para à rua como forma de combater a propagação da Covid-19. Procuro manter contacto com a minha família e distrair-me com play-station”, explicou.

Não entrar em pânico e observar rigorosamente as medidas anunciadas pelas autoridades de saúde são fundamentais para combater o coronavírus e a bola voltar a rolar nos relvados.

“Apelo a todos a seguirem com rigor todas as recomendações das autoridades de saúde. Se nós cumprirmos com as recomendações, observamos o distanciamento social e só sairmos caso se justifique, iremos ultrapassar esta situação”, observou.

Para o “número 11” do Simba, os jogadores estão a reinventar-se e voltarão com muita força quando a crise sanitária mundial provocada pela Covid-19 passar para a história.

“Nós, ainda que de forma condicionada, estamos a trabalhar para voltar em grande. A mensagem que deixo ficar a todos é simples: fé e força”.

Depois de ter sido o segundo melhor marcador do Moçambola 2019 com 19 golos, atrás de Eva Nga, Miquissone cumpre a segunda aventura no estrangeiro ate porque já representou o Mamelodi Sundonws, campeão sul-africano. E esta a dar-se muito bem. A propósito do seu enquadramento no Simba, diz: “É uma oportunidade que não podia deixar escapar até porque fiquei muito tempo a espera da carta chegar para que pudesse me transferir para Tanzânia. Atingi o mesmo nível que atingi nos outros clubes devido a confiança dos colegas e treinador”, frisou.

Hoje por hoje, o pequeno grande jogador arrasta uma legião de fãs no clube que tem dominado o futebol tanzaniano.

Miquissone está radiante com o carinho e calor que a massa associativa e aficionados do Simba tem transmitido.

“Ainda não sou uma referência”, diz, num tom de humildade. E acrescenta: “Espero e quero ser uma referência do clube com tempo.  Estou num bom caminho agora. Tenho muita gente que me segue e gosta de mim”.

Miquissone diz ainda estar ansioso para voltar a representar a selecção nacional de futebol que luta por uma vaga no Campeonato Africano das Nações, CAN-2021.
 

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, que joga no Simba da Tanzânia, diz que a sua rotina mudou drasticamente com a declaração do Estado de Emergência. Miquissone diz ser importante não entrar em pânico e observar rigorosamente as medidas anunciadas pelas autoridades de saúde.

 

Chegou, viu e venceu. Pouco menos de um mês foi suficiente para Luís Miquissone se impor no Simba da Tanzânia, assinalando exibições de gala que ajudaram o campeão tanzaniano a acelerar para revalidação do título. Hoje, com a crise sanitária mundial a travar a bola nos relvados de todo mundo e a forçar o cancelamento do campeonato da Tanzânia, Miquissone viu a sua rotina alterar.

Entretanto, não entrar em pânico e observar rigorosamente as medidas anunciadas pelas autoridades de saúde são fundamentais para combater o coronavírus e a bola voltar a rolar nos relvados.

Miquissone diz ainda estar ansioso para voltar a representar a selecção nacional de futebol que luta por uma vaga no Campeonato Africano das Nações, CAN-2021.

 

 

 

 

As infra-estruturas desportivas continuam a ser a prioridade dos clubes neste período de paragem da prática do desporto, derivada da pandemia do novo coronavírus. Depois do Estádio da HCB, em Songo, que está a receber trabalhos de melhoramento do relvado, balneários, vedação e acessos, agora é o Estádio Municipal 1º de Maio, em Lichinga, que está a beneficiar de trabalhos de melhoramento com vista a acolher jogos do Moçambola.

 

Depois da colocação da relva sintética, que foi uma das promessas cumpridas do presidente da República, Filipe Nyusi, durante a campanha eleitoral para as eleições de Outubro de 2019, agora seguem-se os balneários, bancadas e outros aspectos, para que o mesmo esteja em condições de acolher jogos da alta roda do futebol moçambicano.

Para já, o estádio necessita de ter quatro novos balneários, sendo dois para as duas equipas em campo, um para os árbitros e outro para a tribuna de honra, para além de melhorar as bancadas, os acessos e a vedação.

É pensando nestas melhorias que o Conselho Autárquico de Lichinga, entidade gestora do campo, já lança pedidos de apoio para ter fundos necessários para todos os trabalhos. Luís Jumo, presidente do Conselho Autárquico de Lichinga, fala de cerca de dois milhões e quinhentos mil meticais para os acabamentos necessários. “Precisamos de cerca de 2.5 milhões de meticais para resolver todas as questões dos balneários, incluindo das bancadas e da iluminação do próprio campo”, revelou o edil ao jornal electrónico olho clinico.

O valor, ainda de acordo com Luís Jumo, será também usado para a colocação de uma vedação ao redor do campo, que vai permitir mais protecção aos jogadores diante dos adeptos.

Actualmente decorrem trabalhos de acabamento e do detalhe da finalização da colocação da relva sintética para deixar o piso em condições de voltar a acolher jogos de futebol.

O Estádio 1º de Maio de Lichinga dispõe, neste momento, de apenas um balneário para o público e duas torres de iluminação funcionais, mas que precisam de manutenção.

Para além da colocação da relva sintética, decorrem também as obras de pavimentação do acesso ao Estádio Municipal 1º de Maio, num troço de 750 metros, bem como a construção de um parque de estacionamento para os intentes. As obras estão orçadas em mais de 39 milhões de meticais, financiados na totalidade pelo Conselho Autárquico de Maputo.

O campo voltará a acolher jogos do Moçambola, este ano, como casa do Ferroviário de Lichinga, que ganhou o direito de disputar o principal campeonato nacional de futebol, depois de conquistar o campeonato da segunda divisão, zona norte, no ano passado.

 

Infra-estruturas desportivas como centros de internamentos da COVID-19

Ainda relacionado às infra-estruturas desportivas, as autoridades sanitárias da capital do País, Maputo, pretendem recorrer aos pavilhões para a instalação de centros de apoio e internamento de pacientes que venham a ter sintomas mais graves da pandemia da COVID-19, em caso de alastramento, como forma de auxiliar o Serviço Nacional de Saúde.

Assim, são os pavilhões de Maxaquene, Estrela Vermelha, Malhangalene e Académica os que estão a ser estudados como possíveis locais para internamento, numa acção que inclui outros empreendimentos, segundo explicou Rosa Marlene, Directora nacional de Saúde Pública. “Não são somentes infraestruturas desportivas que estamos a analisar, mas estamos a ver outras infraestruturas. Mas não está de todo certo que vamos usar esses pavilhões porque não queremos chegar ao extremo de termos casos mais graves e em grande escala, por isso apelamos ao cumprimento das medidas de prevenção para não termos que usar estes empreendimentos”, disse Rosa Marlene.

Para já, o único centro instalado para acolher pessoas graves padecendo da pandemia do novo coronavírus é o centro de saúde da Polana Caniço.

 

 

Direcção da União Desportiva de Songo aproveita paragem das actividades desportivas para reabilitar seu campo de futebol, com destaque para o relvado, acessos de entrada, rede de protecção, balneários dos jogadores e árbitros. Os jogadores, esses, realizam trabalhos específicos em suas casas, no âmbito do projecto “fica em casa”

Enquanto o futebol não regressa e às actividades estão paralisadas, algumas colectividades estão a aproveitar para fazer trabalhos internos, bem como controlar o estado físico dos seus jogadores através de treinos monitorados via videoconferência.

A União Desportiva de Songo não fica atrás e já está a fazer melhor aproveitamento desta paragem derivada da pandemia do novo coronavírus. A direcção, em coordenação com a equipa técnica e outros elementos da colectividade, está a fazer trabalhos de melhorias das suas infra-estruturas desportivas, com destaque para o seu campo de futebol.

Segundo uma nota avançada na sua página do facebook, os trabalhos “visam melhorar os balneários dos jogadores, dos árbitros, abertura de novos acessos do campo, melhoramento da rede de protecção e do relvado” do campo principal utilizado pelos “hidroeléctricos” nos seus jogos internos.

Mas não é somente isso que a direcção do vencedor da Taça de Moçambique, ano passado tem estado a fazer neste período em que o novo coronavírus paralisou as actividades desportivas. Através de um projecto denominado “fica em casa”, jogadores e equipa técnica tem estado a apresentar mensagens de encorajamento e de prevenção, tendo sido escolhidos, até agora, cinco jogadores como cara do projecto, nomeadamente Sidique, Belito, Dário, LauKing, para além de Kambala, antigo jogador da colectividade, agora ao serviço do Boroka FC da África do Sul.

Outrossim, é o facto da equipa técnica ter elaborado um programa e distribuído pelos atletas para realizarem actividades e exercícios físicos em casa, mas monitorados pela equipa técnica, com destaque para o preparador físico da equipa, uma vez que os dois treinadores da equipa, nomeadamente Nacir Armando e Carlos Manuel, enquanto esperam por um regresso rápido às actividades desportivas.

Importa referir que os jogadores também foram dispensados para cumprirem este período de quarentena nas suas províncias de origem.

Recorde-se que a União Desportiva de Songo conquistou, ano passado, a Taça de Moçambique, depois de ter vencido o Ferroviário de Maputo, na final, disputado no Estádio Nacional do Zimpeto, por duas bolas sem resposta. Assim, os “hidroeléctricos” ganhou o direito de representar o país nas competições africanas, mais concretamente na Taça da Confederação Africana de Futebol, a Taça CAF, também conhecida por Taça Nelson Mandela.

 

 

 

O Nacional da Madeira de Witi regressa à primeira Liga de Portugal, após suspensão definitiva da  LigaPro devido à pandemia da Covid-19.  Witi diz que a ascensão à Liga Nos é merecida, até pela regularidade da sua equipa.

O novo coronavírus impediu, em Portugal, a conclusão da Liga Pro! A Direção da Liga viu-se constrangida, certo, mas não teve outra escolha: suspensão definitiva da prova, tendo estabilizado a classificação final segundo os critérios de mérito desportivo recomendados pela FIFA, UEFA e Federação Portuguesa de Futebol.

Recorreu-se à classificação desportiva até ao momento da suspensão, o que significa que o Nacional da Madeira, clube do moçambicano Witi que ocupava o primeiro lugar, sobe à Liga Nos.

Para Witi, este é um momento de celebrar, após um ano difícil, mas também de projectar o futuro num contexto de indefinições face à crise sanitária no mundo.

Witi espera voltar em breve a vestir a camisola dos Mambas e ajudar a selecção nacional a qualificar-se para o CAN-2021.

Pelo regresso do Nacional à primeira liga portuguesa, Cristiano Ronaldo, sócio do clube, felicitou aos jogadores, equipa técnica e direcção.  

 

 

O Nacional da Madeira, clube onde evolui o moçambicano Witi Quembo, regressa à I Liga de Portugal, Liga Nos, após suspensão definitiva da Liga Pro-II Liga- devido à pandemia da Covid-19. Witi, em entrevista ao “O País”, diz que a ascensão à Liga Nos é merecida, até pela regularidade da sua equipa.

Era surreal concluir o campeonato. O novo coronavírus impediu, em Portugal, a conclusão da Liga Pro! A Direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional analisou, consultou os clubes e até…viu-se constrangida no momento de tomada de decisão. Mas não havia outra saída face à crise sanitária no mundo: suspender, de forma definitiva, a II Liga e guiar-se pela estabilização da classificação final segundo os critérios de mérito desportivo recomendados pela FIFA, UEFA e Federação Portuguesa de Futebol.

De resto, socorreu-se da classificação até ao momento da suspensão, o que significa que o Nacional da Madeira, clube do moçambicano Witi que ocupava o primeiro lugar com 50 pontos, e Farense, segundo com menos dois, sobem à Liga Nos.

Um momento de grande satisfação para o esquerdino  que fez 21 jogos, totalizando 1743 minutos na LigaPro.

“Esta é a segunda subida que eu tenho com o Nacional da Madeira. Sinto-me feliz e orgulhoso por ter ajudado o clube para voltar à I Liga, neste caso a Liga Nos. Sinto-me orgulhoso por fazer parte desta associação e agradecer a equipa técnica por ter confiado em nós. É um orgulho enorme fazer parte desta família. Quando nós acreditamos em algo e traçamos objetivos, tudo é possível. Foi isso que aconteceu. Neste momento, sinto-me realizado”, frisou Witi Quembo.

O 12º jogador, neste caso os adeptos, foi determinante quanto inspirador para uma temporada regular na qual o clube insular só esteve fora dos dois primeiros lugares  cinco jornadas – terceira à segunda, quinta e sétima, sexta à terceira, e quarta à quarta — e nunca a mais de dois pontos.

“A mensagem que eu tenho a deixar aos meus fãs e adeptos do Nacional é de agradecimento pelo apoio. Foram pessoas incansáveis e transmitiram-nos muito carinho, sobretudo, nesta paragem forçada do campeonato. Mesmo em casa, os adeptos continuaram a apoiar-nos”, enalteceu o papel dos adeptos. E acresceu: “As pessoas gostam do clube. Aprendi isso com os adeptos. Quero, de forma particular, agradecer a todos aqueles que gostam de me ver a jogar. O meu agradecimento pelo suporte.

É momento de celebrar, certo, após um ano difícil mas também para projectar o futuro num contexto de indefinições, mesmo com o relaxamento de algumas medidas por alguns países.

A vontade de vencer, que transporta a cada movimento e drible em campo, fazem com que o internacional moçambicano já pense na melhor forma física para atacar a temporada 2020-2021.

E, porque este é um período em que a solidariedade é convocada para se combater a Covid-19, Witi deixou ficar uma mensagem de esperança aos moçambicanos.

“Com esta situação, o campeonato pode não voltar agora. Vai ser complicado para nós, jogadores, porque não estamos acostumados a ficar muito tempo parados. É logico que o clube vai traçar um programa específico para os atletas. Cada atleta, cada jogador, é responsável. Quem é profissional não tem férias, o que quer dizer que está sempre a trabalhar. Vou continuar a trabalhar arduamente para iniciar a próxima com muita força”, prometeu.
Aliás, reitera a necessidade de união e respeito pelas recomendações do Governo e das autoridades da saúde. “Tenho acompanhado o que está a acontecer em Moçambique através de vários canais, redes sociais. Quero dar uma força ao povo moçambicano. Estamos a lutar por aquilo que somos. Nós não desistimos com facilidade. Somos fortes. Tenho a certeza que, se cada um fizer a sua parte e cumprir com o dever, vamos conseguir ultrapassar esta situação”.

Na luta contra o novo coronavírus, profissionais de saúde têm dado o seu melhor para salvar vidas. E, nesta luta, milhares foram infectados e há um número crescente de mortos entre a classe. Witi deixa ficar uma mensagem de encorajamento aos profissionais de saúde pelo seu engajamento.

“A minha palavra de apreço a todos profissionais de saúde que tudo fazem para nos proteger. O meu respeito à classe médica por arriscar a vida para proteger ao povo. Temos que saber valorizar o seu papel. Temos que seguir as recomendações das autoridades de saúde e do Governo”, reconheceu Witi Quembo.

Witi espera voltar em breve a vestir a camisola dos Mambas e ajudar a selecção nacional a se qualificar para o CAN-2021.

O Nacional vai cumprir a 20.ª presença entre os ‘grandes’, sendo que desceu nas duas últimas (2016/17 e 2018/19), para subir de imediato. Tem como melhores registos os quartos lugares de 2003/04 e 2008/09 e já se qualificou cinco vezes para a Europa.

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