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O País – A verdade como notícia

Com este resultado, hammers garantem matematicamente a permanência na Premier League. Com apenas mais uma jornada por disputar, londrinos somam 38 pontos. United cola-se aos lugares champions.

O Manchester United recebeu esta quarta-feira o West Ham, num jogo em que os red devils lutavam para chegar aos lugares Champions e em que os hammers podiam segurar a permanência na Premier League.

Com apenas mais uma jornada por disputar, os dois ‘objetivos’ parecem estar conseguidos. É que os red devils subiram ao terceiro posto, ultrapassando o Chelsea que ainda hoje visita o Liverpool, e os visitantes garantiram a permanência, ao somar 38 pontos, mais quatro que todas as equipas em posição de descida.

Numa partida em que Bruno Fernandes esteve ‘desaparecido’, falhando vários passes, foi Mason Greenwood, o novo menino bonito de Old Trafford, a ‘resolver’ para os red devils que estiveram em tarde desinspirada.

É que os londrinos ainda estiveram na frente do marcador, fruto de uma grande penalidade no primeiro tempo, apontada Antonio aos 45+2, com o jovem avançado dos red devils a fechar o marcador com um tento no segundo tempo (51′), numa boa triangulação entre Bruno Fernandes, Martial e o jovem.

 

«NÃO ME PARECE QUE ESTA EQUIPA POSSA DISCUTIR O TÍTULO»

Figura marcante da história do Manchester United, acredita Gary Neville que o clube precisará ainda de fazer algum investimento em contratações para poder ombrear com Liverpool e Manchester City na luta pelo título da Premier League da próxima época.

«Não me parece que esta equipa possa discutir o título. Precisa de mais contratações e de contratações acertadas. Mas tenho de ser justo com o Solskjaer, penso que os jogadores que contratou desde que chegou fizeram com que a equipa evoluísse bastante. Mas para o título creio que precisa de mais quatro jogadores, pelo menos. A minha preocupação não está no meio-campo ou no ataque mas sim na falta de profunidade do talento para lá do talento que há nos titulares», vincou o inglês na Sky Sports.

 

 

O antigo internacional moçambicano, agora com 38 anos de idade, Miro Lobo, acaba de renovar o seu contrato de trabalho com o Bravos de Maquis, equipa angolana que vai disputar o Girabola 2020/2021.

Esta é a quinta temporada consecutiva ao serviço do Bravos de Maquis, depois de ter cumprido as duas primeiras temporadas no futebol angolano ao serviço do ASA. Miro, recorde-se, chegou a Angola transferido da Liga Desportiva de Maputo, em 2014.

A renovação do contrato de Miro Lobo foi anunciada pelo próprio clube, Bravos do Maquis, através de um comunicado divulgado nas redes sociais.

Na formação angolana, Miro tem sido um jogador bastante preponderante na manobra defensiva, fazendo todo corredor esquerdo, apesar da idade, o que acabou por influenciar na renovação do seu contrato com o clube.

Na época passada o antigo internacional moçambicano disputou 17 partidas, dos 33 que a equipa teve em todas provas, sendo 14 para o Girabola 2019/2020 e 5 para a Taça de Angola, tendo apontado um golo no jogo da 1ª mão dos quartos-de-final da segunda maior prova futebolística daquele país, contra o Williete de Bengela. Na época anterior (2018/2019) Miro disputou 19 jogos.

Desde 2014 em Angola, Miro conquistou apenas um título, nomeadamente de vencedor da Taça de Angola da temporada 2015, numa final disputada a 31 de Outubro diante da Sagrada Esperança, onde a sua equipa venceu por uma bola sem resposta.

O internacional moçambicano ao serviço do Bordéus da França, Mexer Sitoe, está de regresso aos treinos com vista a temporada futebolística 2020/2021, prova que inicia a 22 de Agosto próximo.

Terminou o período de férias e o defesa central dos franceses do Bordéus, Mexer Sitoe, já se apresentou ao clube para iniciar aos trabalhos da pré-temporada com vista ao início da época 2020/2021.

Mexer regressou aos treinos a 13 de Julho e já trabalha com o resto dos colegas, e nas páginas das redes sociais o clube gaulês destacou a retoma do internacional moçambicano com a frase “Mexer Sitoe está de volta e é um prazer”.

Para já a direcção ainda não anunciou o novo treinador, depois da saída de Paulo Sousa, estando Mexer sob orientação dos técnicos da casa que vão liderando a equipa até a chegada do novo treinador.

O sorteio da Liga Francesa já foi feito e determinou que o Bordéus começa a nova temporada jogando em casa contra o Nantes a 22 de Agosto enquanto que o Lille de Reinildo Mandava inicia a Ligue 1 defrontando o Rennes no dia 23 do mesmo mês.

Os moçambicanos Mexer e Reinildo defrontam-se a 13 de Dezembro, nomeadamente ao serviço do Bordéus e Lille, segundo ditou o sorteio da liga francesa.

De recordar que a Liga Francesa foi a única das principais ligas europeias a cancelar o campeonato devido à pandemia da Covid-19, consagrando o Paris Saint-Germain como campeão.

Para a pré-temporada, o Bordéus já tem jogos marcados, nomeadamente diante do Angers, a 25 de Julho, seguindo-se o Nantes e Toulouse, a 1 a 4 de Agosto próximo.

 

Reinildo também regressou

O internacional moçambicano Reinildo Mandava também regressou aos treinos no Lille da França, após cerca de três meses de “férias” forçadas pela pandemia da COVID-19.

Nos primeiros dias de treino, o lateral moçambicano tem manifestado boa disposição e alegria por se reencontrar com seus colegas e poder preparar a nova temporada, depois da interrompida temporada passada devido a pandemia do novo coronavírus.

Diga-se que o moçambicano Reinildo Mandava tem se evidenciado com sua qualidade técnica, tanto do ponto de vista defensivo e ofensivo na primeira liga francesa de futebol.

Na temporada passada o moçambicano já vinha conquistando um lugar na equipa e neste início dos treinos quer mostrar o seu potencial ao técnico para ganhar um lugar no onze base da equipa, que terá, para além da liga francesa, a Taça da França e outras competições internas.

O debate em torno da contratação de jogadores e treinadores estrangeiros, bem como do número limite dos mesmos, está a divergir os dirigentes moçambicanos, que defendem, quase em uníssono, que estes devem trazer uma mais-valia e ajudarem a desenvolver o nosso país

Moçambique tem sido terreno fértil para muitos jogadores estrangeiros evoluirem e mostrar o ar da sua graça. Alguns bem evidenciados e outros nem tanto. A história mostra que nos últimos 10 anos tivemos estrangeiros que notabilizaram-se no futebol moçambicano, alguns deles chegando mesmo a assumir o papel de marcadores das equipas, tornando-se em melhores marcadores do Campeonato nacional, outros como influentes nas manobras das respectivas equipas e outros ainda, no sector defensivo, a serem brilharetes.

Mas outros há que apenas chegaram, viram e voltaram sem sequer convencer. Afinal não é fácil vincar perante jogadores moçambicanos que procuram se evidenciar nos seus clubes para ganharem espaço na selecção nacional e terem oportunidade de experimentar outros campeonatos mais evoluídos.

Aliás, ao nível da região austral de África, depois da África do Sul, maior potência, não só económica, mas também desportiva, seguem Angola e Moçambique, como países que mais jogadores estrangeiros importam.

Basta fazer uma avaliação para perceber que África do Sul conta com jogadores de vários países africanos, mas poucos sul-africanos a jogarem além-fronteiras, com nomes de moçambicanos que já evoluíram na terra do rand, casos de Tico-Tico, Tomás Inguane, Paulito, entre outros e mais recentemente Dominguez, Kambala, Chico e Edmilson Dove.

Na região, os moçambicanos apenas jogaram em mais três países, pelo menos ao mais alto nível, nomeadamente na vizinha Suazilândia, onde já tivemos Tchaka Tchaka, por exemplo, em Angola, com jogadores como Josimar e Eduardo Jumisse, e ainda hoje temos Miro, no Bravos de Maquis. Na Tanzania temos agora Luís Miquissone, a evoluir no Simba.

Nos restantes países, até de África, registo de moçambicanos que jogaram em países da África branca, como Egipto, Marrocos e Sudão.

Mas se olharmos para atletas africanos que jogam ou jogaram em Moçambique, temos diversidade de países, desde os da África Austral, onde tivemos jogadores de quase todos países, e mais acima de países como Nigéria, Camarões, RD Congo, Congo, Gana, Costa do Marfim, Burundi, entre outros, bem como de outros continentes, como portugueses, brasileiros, argentinos e paraguaios.

A história dos estrangeiros é antiga, e muitos são os jogadores que passaram por Moçambique.

Em 2013, por exemplo, tínhamos 18 estrangeiros no Moçambola, nomeadamente três do Costa do Sol, nomeadamente Zé Inácio (Cabo Verde), David Themba e Matheus Masha (África do Sul), para além do treinado português Diamantino Miranda, outros três do Ferroviário de Maputo, David (Gana), Andro e Innocent (Zâmbia), com o treinador a ser Victor Urbano, de Portugal. No Maxaquene militavam cinco estrangeiros, sendo Marvin e Mifiki (África do Sul), Eboh (Nigéria) e Moses Chavula e Chikwepu (Malawi). Helton da Rocha (Brasil), Tobias (Tanzânia) e Sandre (Malawi) eram os estrangeiros do Matchedje. Na então Liga Muçulmana, que era treinada por Lito, português, jogavam quatro estrangeiros, nomeadamente Caio (Brasil), Joseh Kamwendi (Malawi), Liberty (Zimbabwe) e Zicco (Malawi).

Mais de 60 estrangeiros disputaram Moçambola 2019
No ano passado todas equipas que militaram no Moçambola tinham, pelo menos, um jogador no seu plantel. O Costa do Sol, União Desportiva de Songo, os Ferroviários de Maputo, da Beira e de Nacala, ENH de Vilankulos, Textáfrica de Chimoio e Clube de Chibuto, eram as equipas que tinham cinco jogadores nos seus plantéis, e por vezes obrigados e vender alguns para contratar outros.

Desses jogadores estrangeiros, os maiores destaques vão para os jogadores do Costa do Sol, nomeadamente Stephen (Libéria), Johane (Burundi), Chawa (Malawi), Sibale (Malawi), Mbulu (Malawi) e Eva Nga (Camarões), que terminou como o melhor marcador da prova, que contribuíram grandemente para a conquista do título, para além dos irmãos Banda, Frank e John (Malawi), que também foram preponderantes na União Desportiva de Songo. Outros destaques foram Sunday (Nigéria), Liberty (Zimbabwe), Uche (Nigéria), Hammed (Nigéria), Peter (Malawi), Thomas Nyirenda (Zâmbia), Fabrice (RD Congo), Ndazione (Malawi), Ramiro Martinez (Argentina), Jongwe (Zimbabwe), Adebayor (Burundi), Joseph (Gana), Fopa (Camarões) e Siaka (Costa do Marfim), que deram o seu contributo nas equipas que representavam.

Mas também tivemos muitos outros que não deram nas vistas e por isso não foram destaques e nem titulares nas suas equipas.

Ao todo foram 64 jogadores estrangeiros que passaram pelo Moçambola 2019.

 

Moçambola 2020 ainda só tem 21 estrangeiros registados

A boa prestação de alguns estrangeiros que disputaram o Moçambola 2019 valeu-lhes o trampolim para outros campeonatos, casos dos jogadores do Costa do Sol, que na sua maioria foram a África do Sul, e outros que ganharam bons contratos em equipas do topo do futebol moçambicano, vindos de equipas de menor expressão, e até mesmo de equipas despromovidas.

Mas muitos são os que foram dispensados e regressaram para os seus países, por não terem lugar nos plantéis nacionais.

O facto é que até ao momento, apenas 21 jogadores estrangeiros estão inseridos nos clubes que vão militar o Moçambola 2020, pese embora se considere o facto de a pandemia do novo coronavirus ter impedido o regresso de muitos estrangeiros que viajaram aos seus países no final da temporada passada, e que por via do encerramento das fronteiras, bem como da paragem da actividade desportiva no país, não terem regressado ainda.

Costa do Sol, União Desportiva de Songo, Desportivo Maputo, Ferroviário da Beira, ENH de Vilankulos, Textáfrica do Chimoio e Black Bulls são as equipas já confirmaram estrangeiros nos seus plantéis, enquanto os restantes clubes que vão disputar o Campeonato nacional de futebol, que ainda não iniciou, não tem confirmação de nenhum jogador estrangeiro.

Dirigentes divergem quanto a limitação de estrangeiros
Os dirigentes dos clubes e das organizações que zelam pelo futebol nacional concordam que os jogadores estrangeiros são bem-vindos, mas que devem trazer uma mais-valia ao futebol moçambicano e fazerem diferença nos seus clubes. Para estes, não adianta trazer um atleta de fora para ficar no banco de suplentes ou não vincar no nosso futebol, sendo que valerá mais apostar nos nossos próprios jogadores.

Mas estes divergem em relação a limitação do número de jogadores que devem ser contratados e que devem jogar em simultâneo numa partida do Moçambola.

Alguns defendem que o número até aqui estipulado, de cinco jogadores, é bom, mas discorda de apenas três a jogarem em simultâneo, devendo abrir espaço para todos juntos. Outros ainda defendem que deve-se estender o número de estrangeiros a contratar, nomeadamente devendo subir para, pelo menos sete jogadores, enquanto outros são indiferentes em relação ao assunto.

Entretanto, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, diz que o Gabinete Técnico do seu organismo está pronto a receber propostas dos clubes em relação a este assunto, para melhor debate em sede própria, para uma aprovação em Assembleia Geral.
Vale isto dizer que o tema vai continuar a ser motivo de conversa entre os desportistas pelos próximos tempos, até a retoma do Moçambola 2020.

Estrangeiros como melhores marcadores

Nos últimos 10 anos foi notória a prestação dos jogadores estrangeiros no Moçambola, principalmente como autores de golos. Só para citar, Eva Nga foi o único melhor marcador que esteve próximo do máximo de golos marcados numa mesma temporada, que é de 26 golos, pertencente a Amade Chababe Amade, ainda no princípio da década 80. O camaronês marcou 24 golos na temporada passada, o que value uma contratação milionária para o Bidvest Wits da África do Sul, equipa onde milita o moçambicano Dominguez.

Para além de Eva Nga, na época passada se evidenciou outro estrangeiro, Chawa, também do Costa do Sol, que marcou nove golos e terminou na quarta posição.
Sibale, jogador do Costa do Sol, esteve no top 3 dos melhores marcadores, da temporada 2018, com nove golos, atrás dos moçambicanos Telinho e Dayo.

Eva Nga e Johane, na altura ao serviço da ENH de Vilankulos e Clube de Chibuto, ficaram atrás de Telinho, em 2017, na lista dos melhores marcadores, mas deixaram ficar o ar da sua graça nessa prova.

Outro jogador estrangeiro que liderou a lista dos melhores marcadores do Moçambola foi Lewis Masha, que ao serviço do Ferroviário de Maputo, marcou oito golos, em 2015, conquistando o título de melhor artilheiro do principal Campeonato nacional de futebol.

Do resto, nas outras oito edições, dos últimos 10 anos, os moçambicanos é que lideraram sempre a lista dos melhores artilheiros do Moçambola.

FEIZAL SIDAT-Presidente da FMF

Técnicos e jogadores estrangeiros são todos bem-vindos, mas devem trazer qualidade. Mas se for para trazer estrangeiros que não trazem uma mais-valia, acho que é melhor permanecermos com os nossos moçambicanos. Para mim, qualquer técnico ou jogador estrangeiro que vier, ou vice-versa, porque nós também podemos ir além-fronteiras e já o fizemos e estamos a fazer, com atletas a jogadores em Portugal, França, Alemanha e outros países, que tragam mais-valia, que façam a diferença em campo, porque só assim o nosso futebol vai evoluir. A questão de limitar ou não o número de estrangeiros é um assunto bastante discutível, uma vez que agora está legislado que podem ser contratados cinco e podem jogar três em simultâneo, mas penso que os próprios clubes podem propor e vamos estudar, tendo em conta que tem que ir a Assembleia Geral e tem que discutir num fórum próprio, que é o nosso departamento técnico nacional. Mas se for bom para o nosso futebol, que estes cinco jogadores possam estar a jogar ao mesmo tempo dentro das quarto linhas, penso que não há nenhum problema. Mas volto a reiterar que devem trazer qualidade do atleta e não quantidade dos atletas, para marcar diferença.

AMILCAR JUSSUB- Presidente da AFCM

Quando a gente vai contratar alguém, quer seja nacional ou estrangeiro, tem que ser uma mais-valia. Mas não podemos contratar um estrangeiro que seja igual ao moçambicano, que seja mais um. Então, se vamos buscar um estrangeiro tem que ser alguém que tenha qualidade e faça a diferença. O ter 10 ou 15 estrangeiros também não vai desenvolver o nosso futebol. Isso aqui é que vai olhar para a potencialização do próprio jogador e para os clubes poderem ganhar mais algum. Mas penso que temos que aliar todas vertentes, que é o desenvolvimento e o ganho para os próprios clubes e a potenciação do jogador. Vamos potenciar um estrangeiro? Então pergunto: qual é a diferença de preparação que um jogador do norte de África tem, ou da África do centro tem em relação a Moçambique? Não deve ter nenhuma. Mas aquele jogador estrangeiro quando sai da terra dele sai com uma missão de ganhar dinheiro e daqui dar um trampolim para Europa. Vamos incutir esta mentalidade em nós os moçambicanos que temos que correr, trabalhar e esforçar, para dentro em breve dar um pulo, para deixar um nigeriano, um congolês ou burundês para me tirar o pão e o lugar numa determinada equipa. É nesta vertente que nós temos que mudar o nosso pensamento e adequá-lo a realidade.

PALMA PINTO- Ferroviário de Maputo

O ideal seria fazermos um bom futebol, como em tempos já foi feito, com atletas e todo pessoal envolvido moçambicano. A contratação de estrangeiros não pode ser olhado como um processo normal, mas de carência de técnicos e jogadores nessas áreas. Os clubes devem trazer estrangeiros para fazer alguma diferença, jogadores que sejam, realmente reforços e não esforços (aqueles jogadores estrangeiros que vem cá e não conseguem singrar ou superar o que temos internamente e acabam ficando no banco). Por isso digo que não é uma condição normal. O ideal era termos um futebol moçambicano disputado 100% por jogadores moçambicanos e, quiçá, exportar o nosso jogador talentoso para fora. Entretanto, enquanto tivermos défice naquilo que é a qualidade dos nossos atletas e treinadores e, consequentemente défice na qualidade do futebol moçambicano, vamos ter que trazer o estrangeiro, mas que esses jogadores estrangeiros venham fazer a diferença. Agora, se é um moçambicano para vir jogar de igual modo com um jogador moçambicano, não vale a pena trazer porque nós já temos problemas sérios aqui no país de empregabilidade e o pouco recurso que temos aqui, que distribuamos entre nós mesmos, se esse estrangeiro não venha trazer mais-valia ao nosso futebol.

ZUNEID LALGY- Associação Black Bulls

Nós temos dados dos últimos anos dos jogadores que militam no Moçambola e quem são os que tem brilhado mais e é evidente. Eu sempre defendi, não a liberalização na sua totalidade, mas o aumento de número de estrangeiros por cada clube. Para já são permitidos a contratação de cinco estrangeiros e o uso simultâneo de quarto jogadores. Nós temos estado a fazer ver que não devia haver limitação do número de uso de estrangeiros em simultâneo, na medida em que estão legalmente contratados e para a sua contratação envolveu-se custos, por vezes mais elevados que os moçambicanos. Ou seja, os cinco contratados por lei, deviam ser autorizados e serem utilizados em simultâneo. Mas se pudéssemos alastrar para mais dois jogadores estrangeiros, totalizando sete, numa primeira fase, isso iria enriquecer o nosso futebol. Nós temos que também que se os nossos jogadores moçambicanos encontrassem limitações fora do país, não teríamos a selecção que temos hoje. E é lógico que qualquer seleccionador, quando vai fazer a sua selecção, primeiro olha para os jogadores que jogam fora. Em qualquer parte do mundo isso é assim. E porque nós vamos ser uma excepção? Porque dizer que limitando os estrangeiros vamos salvaguardar os nossos atletas? O futebol não é para ser salvaguardado, não é para ser protegido. Cada um tem que dar o seu máximo para mostrar aquilo que é o seu real valor. O jogador não é contratado em função de ser estrangeiro ou moçambicano, é pela sua qualidade.

O Real Madrid conquistou esta quinta-feira o seu 34º título na sua história após vencer o Villarreal por duas bolas a uma e beneficiar da derrota do Barcelona, em Cam Nou, frente ao Osasuna, por 1-2.
Foi assim que foi festejado o 34º título dos merengues, esta quinta-feira, fruto de mais uma vitória, desta feita diante do Villarreal, por duas bolas a uma.

O Real Madrid só dependia de si mesmo para festejar, bastando uma vitória na receção ao Villarreal para celebrar.

O primeiro golo dos ‘blancos’ não tardou e chegou ao minuto 29. Mau passe do Villarreal que acaba nos pés de Modric que coloca em Benzema e no frente-e-frente com o guardião não desperdiçou e fez o 1-0. O avançado francês ficava a dois golos de Messi, o melhor marcador da Liga Espanhola.

Na segunda parte o Real colocou mão e meia no título, quando Sérgio Ramos foi derrubado dentro da grande área por um defesa do Villareal. O capitão foi chamado a marcar e tentou inventar mais um golo de Benzema, com Ramos a dar um toque na bola e a deixar para o francês, contudo, o avançado já tinha invadido a área antes de Sérgio Ramos tocar na bola.

O lance foi repetido e foi mesmo Benzema a ser chamado para a marcação, não desperdiçando e fazendo o 2-0 aos 77 minutos, voltando a ficar a dois golos de Messi, já que o argentino marcou na derrota da sua equipa diante do Osasuna, em Cam Nou.

O Real tinha quase tudo pronto para a festa, mas Iborra veio lançar o suspense para os minutos finais da partida, ao cabecear para o golo do ‘Submarino Amarelo’ aos 84 minutos.

Com a vitória os ‘merengues’ passaram a somar 86 pontos, mais sete que o Barcelona quando faltam apenas três pontos em disputa.

Assim o Real Madrid volta a levantar o troféu depois de dois títulos consecutivos do Barcelona e de dois terceiros lugares na Liga Espanhola. Zinedine Zidane volta a levantar o troféu de campeão pela segunda vez na sua carreira de treinador.

 

O Tottenham de José Mourinho foi esta quarta-feira ao reduto do Newcastle arrancar três preciosos pontos (3-1) que deixam o emblema londrino ainda com possibilidades de sonhar com os lugares europeus.

Depois de uma vitória frente ao Arsenal, na última jornada, e de um comprometedor empate frente ao Bournemouth, no jogo anterior, os pupilos do luso queriam dar replica e regressar as vitórias.

Aliás, as duas entraram sem nenhuma pressão para o jogo, tendo em conta que não correm o risco de descerem de divisão, e por isso um jogo equilibrado nos primeiros minutos.

Mas a equipa visitante acabou chegando ao golo inaugural ao minute 27 do jogo, depois de uma recuperação de bola de Lucas Moura, que combinou com Lo Celso, antes da bola chegar em Son, que disparou um míssil, que só parou no fundo das malhas de Martin Dubravka.

A equipa da casa chegou ao empate já na segunda parte, aos 10 minutos, com Ritchie a aproveitar uma folga de Aurier para responder na mesma medida com remate fortíssimo, sem hipóteses de defesa para Hugo Lloris. 14º

Porém, Harry Kane, que vivia um jejum de três jogos sem marcar, resolveu o encontro com um bis, marcando ao minuto 60 e depois ao minuto 90.

Primeiro foi após um cruzamento na direita de Bergwijn, com o avançado inglês a voar para o seu 14º golo na sua contabilidade e com uma cabeça bateu o guardião dos magpies. Já nos instantes finais, num contra-ataque fulminante, conduzido por Lamela, o inglês voltou a aparecer para o golo, fechando o marcador no 3-1 final.

Com mais este golo, o avançado inglês chegou ao 200º golo ao serviço do Tottenham.

Com este resultado, a formação londrina volta a colar-se aos lugares europeus, sendo que o Sheffield United, com menos um jogo, ainda pode roubar-lhes o sétimo posto. Na próxima jornada, Mourinho recebe o Leicester de Ricardo Pereira, fechando depois o campeonato no reduto do Crystal Palace.

O piloto moçambicano inscrito na Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo, Pedro Perino, iniciou da melhor forma a sua preparação para o Campeonato Europeu FIA

 

Entre uma constelação de estrelas do karting mundial, que já têm contratos com a McLaren, Sauber, Mercedes, Ferrari, Lamborghini, entre outras grandes marcas, o piloto moçambicano Pedro Perino conseguiu, na primeira vez que disputou uma prova da World Series Karting (WSK), garantir a tão ambicionada presença na final, tendo nesta recuperado da 34.ª até à 22.ª posição, no circuito internacional de Nápoles, em Itália. O piloto de Maputo – que esta época faz a sua estreia na categoria oK (sénior) – foi um dos principais protagonistas de um respeitado elenco que também contou com Enzo Trulli (8.º) e Lorenzo Patrese (26.º), filhos de Jarno e Riccardo, ex-pilotos de Fórmula 1. Boas indicações para o Europeu.

Perante 50 adversários na sua maioria muito experientes, na sessão única de treinos cronometrados, Pedro Perino foi 13.º classificado do Grupo B e nas quatro mangas de qualificação terminou  todas  sempre  próximo  do top-10, performance  que deu continuidade numa das duas Pré-Finais, conseguindo assim, a qualificação para a Final, reservada apenas aos 34 melhores. Na Final, o jovem piloto de Maputo, de apenas 15 anos de idade, destacou-se ao recuperar da 34.ª posição até ao 22.ºlugar! Aos comandos de um kart equipado com chassis Kart Republic e motor Iame (sendo os pneus Le Cont obrigatórios para todos), Pedro Perino, com este resultado, deixa boas indicações para o Campeonato Europeu FIA da categoria OK (Sénior) 2020, cuja primeira prova está agendada para o primeiro fim de semana de Agosto, para o Circuito Internacional de Zuera, em Espanha.

“Foram cinco dias muito duros (também devido ao calor intenso), mas creio que a minha prestação foi positiva, pois foi apenas a segunda vez que corri na pista de Nápoles e na categoria OK (Sénior). Por outro lado, foi a primeira vez que corri pela equipa Kart Republic Motorsport e ainda estamos numa fase de adaptação. Quando estivermos mais entrosados, os resultados podem ser melhores”, sublinhou Pedro Perino, após uma prova em que venceu o britânico Oliver Gray (Charles Leclerc).

No próximo fim-de-semana, o piloto de Moçambique vai disputar a primeira prova do “Champion of the Future”, no traçado de Zuera, tendo, desta vez, que enfrentar 74 adversários! Será, pela quantidade e qualidade dos pilotos, uma excelente prova de preparação para o Campeonato da Europa FIA da categoria oK (sénior) 2020.

 

A Federação Moçambicana de Futebol cedeu a sua antiga sede à Associação de Futebol da Cidade de Maputo, por um período de quatro anos, que podem ser estendidos. As duas instituições querem que esta cedência seja para ajudar no desenvolvimento do futebol da capital e do país no seu todo.

 

Há muito que a Associação de Futebol da cidade de Maputo clamava por uma sede mais espaçosa, confortável e que dê dignidade à sua grandeza, longevidade e robustez da agremiação, num ano que comemora 100 anos de existência.

Foi com este intuito que a Federação Moçambicana de Futebol cedeu o espaço que anteriormente era a sua sede e que há quatro anos estava desocupado e em estado avançado de degradação. Mas também, segundo Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, para garantir melhor desenvolvimento do futebol da capital do país.

“É neste que a Federação Moçambicana de Futebol cede as suas antigas instalações a Associação de Futebol da cidade de Maputo, para que esta tenha maior comodidade para desenvolver os seus planos e projectos e viabilidade e desenvolvimento do futebol ao nível da cidade de Maputo”, disse Feizal Sidat, que louvou a atitude dos dirigentes do organismo que tutela o futebol na capital do país por terem aproximado a instância máxima do futebol moçambicano para a concretização desta cedência das instalações.

Aliás, Feizal Sidat frisou que um dos seus objectivos é garantir melhores condições das associações provinciais porque “é nestas associações que um atleta que queira enveredar por outros horizontes efectua a sua inscrição”, realçando que a sua própria inscrição, quando iniciante no futebol, está justamente naquela associação, que considerou a maior do país.

É por isso mesmo que, segundo Sidat, cede as instalações acreditando que “vai contribuir para um futebol de qualidade, permitindo maior dinâmica a Associação de Futebol da cidade de Maputo, na gestão do futebol desde as camadas jovens até ao futebol de alto rendimento”, disse, acrescentando que “acreditamos que assim a AFCM estará habilitada e com condições apropriadas para colocar em funcionamento outros órgãos internos, que estavam limitados devido a sua exiguidade de espaço”, na anterior sede, curiosamente no andar de cima do prédio Fonte Azul, na baixa da capital do país.

Um presente ao centenário da organização

Esta cedência das instalações, mais do que ajudar no crescimento e desenvolvimento do futebol da capital do país, é um presente que a Associação de Futebol da cidade de Maputo sempre esperou para celebrar os 100 anos de existência. De acordo com o respectivo presidente, Amilcar Jussub, será bem aproveitada e conservada.

“Isto representa um grande prémio pelos 100 anos. Não estávamos a espera e tínhamos agendado algumas acções para comemorar, como galas, jogos e outras actividades, mas a COVID-19 não nos permitiu. Mas ai apareceu a FMF que nos deu o melhor presente que poderíamos ter em 100 anos, umas instalações mais condignas do que as outras, um sítio onde possamos partilhar com os filiados e estarmos mais aconchegados. Penso que é um prémio justo para quem tem 100 anos e dois meses”, deixando em alusão a grandeza e robustez desta que a mais antiga e maior associação provincial do futebol moçambicano.

Este acto é uma dos pilares do manifesto eleitoral de Feizal Sidat na campanha à presidência da Federação Moçambicana de Futebol e promete continuar a investir nas infra-estruturas das associações provinciais.

Na ocasião, a Associação de Futebol da cidade de Maputo foi desafiada a alcançar um registo máximo de 5000 inscrições de jogadores, mesmo já tendo quase atingido essa marca, há dois anos. Aliás, Amilcar Jussub promete atingir essa marca dentro de dois anos, com colaboração dos filiados.

Recorde-se que a Associação de Futebol da cidade de Maputo conta com 48 filiados (clubes) e cerca de 3700 inscrições de jogadores.

 

Amilcar Jussub: “É contigo que dá certo, Feizal Sidat!”

O presidente da Associação de Futebol da Cidade de Maputo (AFCM) disse que votou no elenco de Feizal Sidat, nas eleições de 14 de Dezembro de 2019, por acreditar que o seu manifesto é único e capaz de inverter o actual estágio do futebol moçambicano.

Segundo Amilcar Jussub, o voto da AFCM  em Sidat e na sua lista de candidatura, foi por ter percebido que “temos algo aqui para desenvolver o futebol moçambicano”.

“Precisamos mudar este futebol. Entendemos que, se não mudarmos, o cenário pode piorar. Andamos nisto há 45 anos e, nos últimos 10…15 anos, o futebol começou a regredir. Por isso temos que virar isto e alterar a pirâmide”, argumentou Jussub na sua intervenção após receber as chaves da nova sede, que anteriormente pertencia a Federação Moçambicana de Futebol, desocupada desde 2015, quando o organismo que gere o futebol moçambicano mudou-se para a Casa do Futebol.

Para o presidente do organismo do futebol da capital do país as eleições na Federação Moçambicana de Futebol foram históricas, porquanto “foi a primeira vez na história das eleições da federação que a nossa associação votou na lista vencedora, facto que demonstra que a FMF deve confiar em nós, pois estamos aqui para colaborar com a sua direção a bem do futebol nacional”.

De acordo com Jussub isso foi possível porque “apostamos no teu manifesto e, pelo que estamos a ver nos últimos seis meses, a nível das realizações que o presidente Sidat e o seu elenco têm feito, só nos leva a crer e acreditar que sim. Que é contigo que vai dar certo, caro presidente”.

Recorde-se que nas eleições de 14 de Dezembro, Feizal Sidat venceu com seis votos, contra dois de Alberto Simango Jr., outros dois de Tico Tico. Uma das associações viu seu voto ser anulado.

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, contribuiu com um golo na vitória domingo do Simba SC diante do Yanga, em desafio inserido nas meias-finais da Taça da Tanzânia. Miquissone marcou aos 52 minutos partida.

Exibições de grande nível em época de estreia no futebol tanzaniano. Luís Miquissone continua a mostrar serviço, depois de ter conquistado o campeonato. Fim-de-semana, precisamente no domingo, o craque moçambicano fez o gostinho ao pé – marcou um dos quatro golos do Simba SC na vitória diante do Yanga SC por 4-1 – e contribuiu para que a sua equipa se qualificasse para a final da Taça da Taça da Tanzânia.
Luís Miquissone marcou aos 52 minutos da partida, naquele que foi o segundo tento do Simba depois de Clatous Chama ter aberto as hostilidades.

Os outros tentos foram marcados pelo brasileiro Gerson Fraga e  Muzamiru Yassin. Assim, depois de ter açambarcado o trofeu de campeão, o Simba pode fazer a dobradinha esta temporada.

No final da partida, o internacional moçambicano jubilou com o apuramento para as meias-finais da Taça da Tanzânia.

“Foi um bom dia para os jogadores e adeptos do Simba. Estamos muito felizes por  termos alcançado uma grande vitória no derby. Fizemos nosso trabalho. Treinamos para vencer a partida durante toda a semana e, felizmente,  vencemos o jogo ”, disse Miquissone à “Goal”.

Adiante,  e falando da sua exibição, o número 11 do Simba disse que “é meu trabalho jogar futebol, às vezes temos que pressionar e obter os resultados que queremos e realmente pressionamos o Yanga, um lado muito bom, e agradeço a Deus por termos vencido”.

A vitória, certo, coloca o Simba em excelentes condições de fazer a dobradinha, mas nem por isso faz com que os jogadores se endiabrem. De resto, Miquissone realça a humildade, respeito pelos adversários e espirito de grupo.

“Continuaremos a lutar. O  nosso lema é sempre treinar duro.  Não falamos nada como futebol fora do campo, mas sempre conversamos em campo, lutamos por todos e garantimos que defendemos todos, isso funcionou. Agora temos que lutar para vencer na final “, frisou.

Esta foi o terceiro embate entre o Yanga e o Simba esta temporada, sendo que a 4 de Janeiro o jogo terminou empatado a duas bolas. Em Março, o Simba perdera com o Yanga por um a zero.

Miquissone diz que nunca irá esquecer o clássico no domingo: “Acho que jogamos bom futebol nos dois períodos e, também, marquei meu primeiro golo no Simba contra o Yanga. É muito bom marcar e ajudar a equipa. Foi muito bom marcar o meu primeiro golo no derby”.

O Simba vai agora jogar com o Namungo – que derrotou o Sahare All-Stars na primeira meia-final – num duelo em que vai dar de tudo para vencer, segundo deu a conhecer Miquissone.

CAMPEÃO NA TEMPORADA DE ESTREIA

Luís Miquissone sagrou-se, em finais de Junho, campeão nacional de futebol na Tanzânia com a camisola do Simba Sport Club. A precisar de pontuar apenas para conquistar o terceiro título consecutivo, o Simba arrancou um empate no terreno do Tanzânia Prisons a zero bolas.

Este empate permitiu ao Simba ter mais 19 pontos que o Young Africans, segundo classificado, isto quando faltam seis jornadas por disputar, sendo que há 18 pontos por disputar. O extremo moçambicano, habitual convocado para jogar pelos Mambas, alinhou na segunda parte.

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