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O País – A verdade como notícia

O Internacional moçambicano Gildo Vilankulo vai fazer parte da equipa principal do Marítimo a partir da pré-época 2020/2021. O jogador, que na temporada passada esteve na equipa B dos insulares, foi o terceiro mais regular do Campeonato de Portugal, a terceira divisão das competições portuguesas.

Gildo transferiu-se em 2017 para o Marítimo, saído da Liga Desportiva de Maputo e foi emprestado por duas ocasiões, primeiro ao Real Sport Clube de Portugal e, depois, ao Amora FC, antes de regressar aos insulares, em Junho de 2019.

Na temporada passada, foi um dos jogadores mais regulares do Campeonato de Portugal, tendo disputado 24 jogos e apontado cinco golos pela equipa B do Marítimo. Os cinco golos colocaram o internacional moçambicano no top cinco dos melhores marcadores da prova, atrás dos seus colegas André Mesquita, melhor artilheiro com 13 golos e Milson, que marcou seis golos. Outros dois jogadores do top cinco é Lessinho, com sete golos, e Ivanildo, com cinco golos, ambos do União da Madeira.

Das distinções do jogador na temporada passada consta ainda a terceira posição dos jogadores mais regulares da prova, atrás dos seus colegas da equipa Paulo Mateus e Milson, para além de ser o segundo jogador mais vezes nomeado melhor em campo. Gildo foi eleito por três vezes melhor jogador em campo, atrás de Karim, da Câmara de Lobos, eleito por quatro ocasiões.

Estes números convenceram a direcção do Marítimo e a equipa técnica principal a chamarem o jogador para a equipa principal, devendo se juntar a Zainadine Jr. e os restantes colegas já na pré-época, que vai arrancar dentro de um mês.

Gildo Lourenço Vilankulos foi formado no Ferroviário da Beira e conta actualmente com 25 anos de idade. É internacional moçambicano desde 2016 e já disputou quatro jogos e apontado um golo com a camisola dos Mambas.

Clitan de Sousa vai trocar o basquetebol universitário norte-americano pe-lo profissional espanhol. A internacional basquetebolista moçambicana entra para o profissionalismo pela porta da UCAM Primafrio Jairis da LF2 (segunda divisão).

2015 foi um ano de concretização de um  sonho para Clitan Evandra de Sousa, extremo  que, juntamente com Manuela Fungate e Neide Ocuane,  cruzou o atlântico  com objectivo de vingar no Seward County Commu-nity College, instituição que tem sido talismã para basquetebolistas moçambicanas.

Evidenciou-se, na época 2015-2016, nas “Lady Saints” com média de 16.7 pontos/jogo, 7.1 ressaltos, percentagem de 62.5% na linha de lances livres e 26.9% nos tiros exteriores.

De resto, foi determinante para que “Lady Saints” terminassem em segun-do lugar na Conferência Jayhawk e, depois, no Torneio da Região VI co-mo “rookie”.

Mais há mais dados: iniciou 32 dos 33 jogos do SCCC no ano, tendo re-gistado média de 8,0 pontos e 5,4 ressaltos/ jogo.

Com um bom nível de evolução, não escapou aos olheiros norte-americanos que trataram de recrutá-la para o Oklahoma State University da “Division One”, ou seja, divisão I da NCAA.

Assolada por lesões, que a impediram de jogar durante dois anos devido a intervenção cirúrgica que sofrera no joelho, não desistiu. Nem tão! Lu-tou para vencer e, este ano, vai dar o salto para o basquetebol profissio-nal europeu pela porta do UCAM Primafrio Jairis da segunda divisão.

Para trás fica o sonho de alcançar um feito apenas atingido por Clarisse Eulália Machanguana: jogar na Womens National Basketball Association (WNBA). Não trilha, para já, os caminhos de “Match” que jogou durante 10 anos nas Los Angeles Sparks, Orlando Miracle e Charlotte Sting.

Mas os objectivos são claros numa liga atractiva e com exposição. Traba-lho, trabalho e…mais trabalho é a chave do sucesso. “Em termos de pers-pectivas, eu acredito que o basquetebol espanhol é um dos melhores do mundo. É um basquetebol de qualidade. Espero evoluir muito. Espero po-der competir ao mais alto nível para poder representar o país e ter uma melhor performance”, confessou a basquetebolista ao “O País”.

No alto dos 1,83m, Clitan de Sousa inicia uma nova aventura na qual es-pera, acima de tudo, mostrar o seu real valor num país em que as compa-triotas Clarisse Machanguana (Barcelona), Leia “Tanucha” Dongue (Cam-pus Promete, Girona e Gernika Bizkaia) e Tamara Seda (RPK Araski) de-ram cartas.

“O facto de eu conhecer algumas atletas que jogam ou jogaram na Espa-nha, como a Leia Dongue e Tamara Seda, foi determinante para a minha escolha. Tenho, igualmente, a oportunidade de continuar com os meus es-tudos. Vou jogar numa universidade que disponibilizou u ma bolsa para fazer o meu mestrado.

Estes dois factores foram muito importantes para a minha tomada de decisão em relação ao país em que vou continuar com a minha carreira”.

Na hora de partida, De Sousa não tem dúvida: foram anos de muita aprendizagem nos EUA. “Aprendi bastante. Cresci muito como jogadora e ganhei muita maturidade. Eu faço uma avaliação positiva dos anos em que estou nos EUA Tive que ultrapassar muitas dificuldades por estar lon-ge da família. Foi algo que me fez crescer muito como jogadora. Tirando os dois anos de lesão que me impediram de jogar, em que fiz uma cirurgia no joelho, eu fui crescendo todos os anos.

Mesmo quando fiz a cirurgia, continuei a trabalhar com o meu fisioterapeuta”.

Antes de abraçar o basquetebol colegial nos EUA, a extremo integrou, ainda com 14 anos, a selecção nacional de basquetebol sub-16 que dispu-tou o “Afrobasket” da categoria, tendo sido destacada como atleta revela-ção.

Dois anos depois, ou seja, em 2014, Clitan de Sousa capitaneou a selecção nacional de basquetebol sub-18 que conquistou a medalha de bronze no “Afrobasket” da categoria, competição realizada no Egipto.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou o basquetebolista Pio Matos pela menção honrosa que mereceu por parte da FIBA África na distinção dos melhores atletas da última década. Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o Chefe de Estado refere que “foi com muita satisfação que recebemos a informação da FIBA Africa, atribuindo-lhe a menção honrosa no âmbito da eleição dos dez melhores basquetebolistas do continente na última década”.

Nyusi diz ainda que “sentimo-nos bastante honrados por esta distinção que carrega consigo o orgulho e o entusiasmo de toda uma nação.

Numa altura em que o país e o mundo enfrentam a pandemia da COVID-19 e outros males que causam bastante dor e sofrimento, a noticia da sua escolha para os melhores de África trouxe para a nação da Pérola do Índico uma esperança dum futuro melhor e prova a dedicação e a vontade que o povo moçambicano tem de superar todas as adversidades que se lhe colocam, mostrando mais uma vez a nossa resiliência.

Quero, em meu nome e do Governo Moçambicano, felicitar a si, Pio Matos, por esta menção honrosa da FIBA África, desejar-lhe êxitos na carreira e que este reconhecimento pelo seu trabalho e entrega dentro da quadra sirva de incentivo para os atletas da sua geração e para as gerações vindouras.

 

O presidente da Federação Internacional de Futebol, FIFA, Gianni Infantino, voltou a reiterar que o continente africano tenha 10 selecções nas fases finais dos mundiais, a partir de 2026. Infantino deu a conhecer esta boa nova durante um encontro, realizado via videoconferência, com a CAF e os presidentes das federações nacionais dos países africanos.

 

O desejo foi manifestado pela primeira vez durante a campanha eleitoral que conduziu Gianni Infantino a presidência da FIFA, em 2015. E 11 anos depois será uma realidade.

Esta quarta-feira, durante uma reunião via videoconferência com a CAF e os presidentes das federações e associações nacionais de futebol, onde o país esteve representado por Feizal Sidat, Gianni Infantino confirmou este desejo.

O líder da entidade máxima do futebol moçambicano que transmitiu a informação ao país, através das plataformas digitais da FMF considerou que o encontro, de cerca de duas horas, foi bastante produtivo e vários aspectos foram revistos, confirmando esse desiderato de Infantino, com as seguintes palavras: “Presidente Infantino deu ênfase que a CAF, no mundial 2026, terá nove a dez selecções participantes”, numa altura em que actualmente são apenas cinco selecções que se qualificam. De acordo com Sidat, “isto é uma boa nova e dá mais oportunidades para mais selecções africanas poderem se qualificar a fase final de um mundial de futebol”.

Assim, o continente africano vai passar das actuais cinco selecções qualificadas a fase final de um campeonato do mundo para 10, a partir do mundial de 2026, que será co-organizado pelo Canadá, Estados Unidos da América e México, entre os meses de Junho e Julho.

No encontro em vídeo conferencia, as federações nacionais foram informadas da alteração do regulamento de internacionalização de jogadores com dupla nacionalidade. Assim, o jogador que representar um país e depois de certo tempo não mais ser opção nessa selecção, poderá optar por vestir a camisola do outro país de que também possua a nacionalidade.

Ainda no encontro virtual desta quarta-feira, Gianni Infantino manifestou a vontade de ver as competições africanas mais competitivas e junto à CAF promete estudar vários cenários para a realização de Ligas africana e mundial de clubes.

Relativamente ao fundo concedido pela FIFA para o desenvolvimento do futebol feminino, foi anotado que as federações precisam de assessoria para a gestão dos respectivos projectos para tornar os mesmos uma realidade, segundo escreve a Federação Moçambicana de Futebol no seu site de internet. Um assunto que voltará a debate no próximo congresso da FIFA agendado para 18 Setembro, que será realizado através da plataforma videoconferência devido a pandemia do novo coronavírus.

Na ocasião, Feizal Sidat, em representação da Federação Moçambicana de Futebol, apresentou duas propostas sobre a intervenção da Federação Internacional de Futebol junto às federações nacionais, nomeadamente na capitalização das áreas técnica, administrativa, de gestão e marketing, para além da criação de um fundo de apoio às academias de futebol com um financiamento mínimo, ambas acolhidas com bom grado pela direcção da FIFA.

O internacional moçambicano ao serviço do Bidvest Wits da África do Sul, Elias Pelembe, mais conhecido por Domingues, ainda não se juntou ao grupo de trabalho no seu clube devido a problemas logísticos. Entretanto, o campeonato sul-africano vai retomar a 8 de Agosto próximo

 

De acordo com a direcção do Bidvest, esta situação é decorrente do encerramento das fronteiras que ligam o nosso país a vizinha África do Sul, sendo que a equipa técnica espera apenas que sejam abertas as fronteiras para o jogador atravessar e se juntar aos colegas para preparar a retoma da Premier Soccer League, a principal liga de futebol daquela país vizinho.

De acordo com o KickOff.com, o próprio CEO do Wits é que confirmou que o jogador ainda não tinha se juntado aos colegas para reiniciar os trabalhos de preparação, depois que as equipas receberam luz verde para retomar os treinos no mês passado, antes da retoma da temporada doméstica de 2019/20.

Jonathan Schloss, CEO do Wits, confirma que o extremo de 36 anos de idade está ainda retido em Moçambique e só pode retornar quando as fronteiras sul-africanas forem abertas novamente ao público.

Schloss confirmou ainda ao KickOff.com que Dominguez ainda é jogador do Bidvest, mesmo com contrato expirado e que por isso a equipa técnica está a sua espera para terminar a época. “Então, assim que ele cruzar a fronteira, ele virá para começar a treinar. Eu não posso dizer nada sobre a renovação do seu contrato sem a presença dele”, disse Jonathan Schloss, CEO da Wits, confirmando que o extremo moçambicano concordou em permanecer no clube pelo menos até que os jogos restantes sejam concluídos, depois que seu acordo inicial expirou no mês passado.

Mas também, de acordo com Schloss, “esse é agora o nosso objetivo, mas depende de quando ele voltar. Se ele voltar e já tivermos dois jogos disputados, então não valerá a pena. Mas se ele voltar antes de iniciarmos a batalha e estar em forma, é uma história diferente”, explica Schloss, que deixa claro que com o regresso de Domingues a África do Sul “estaremos abertos para o receber. Pelembe está conosco há anos”.

Aliás, Schloss disse que o clube está com as mãos atadas até o momento em que o jogador volta para Braamfontein. Ironicamente o CEO do Bidvest perguntou ao jornalista do KickOff: “você pode perguntar ao governo quando eles vão abrir as fronteiras? E quando você receber a resposta, me diga qual é a resposta. Imagine se ele vier e infectar as pessoas, então elas dirão ‘o que eu fiz’. Então, quero dizer que não temos nada a dizer sobre isso, é uma questão do governo e eles não vão mudar as regras para um jogador de futebol que foi casa”, concluiu Jonathan Schloss, CEO do Bidvest Wits.

Pio “Lingras” Matos diz que menção honrosa que recebeu da FIBA-África na distinção dos melhores basquetebolistas africanos da última década é resultado do trabalho de equipa na selecção nacional e clubes.

De Quelimane-onde fintou o futebol para abraçar  o basquetebol-,   para os grandes palcos de África. De África, com jogadas de encher o olho, para o mundo que até hoje se tem contemplado com a melhor jogada da primeira janela de qualificação para o Mundial.
Um trajecto notável de um basquetebolista que, mesmo com reconhecimento da Federação Internacional de Basquetebol para África, Fiba-África como um dos atletas que marcou a última década, não perde de vista a humildade. Muito pelo contrário: colectivo deve, advoga, estar acima de tudo.

Estar entre os melhores não é mera sorte. É um trabalho árduo de quem, muito cedo, abandonou as suas raízes e instalou-se na capital onde a palavra de ordem era impor-se com o seu enorme potencial.

O céu e o limite. E a Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova na qual o Ferroviário de Maputo vai disputar a divisão Nilo, pode ser a porta para chegar ao olimpo de África.

Recentemente, Pio Matos recebeu uma menção honrosa da equipa editorial da FIBA-África na distinção dos melhores basquetebolistas africanos da última década (2010-2020) divulgada em duas partes. Qual o seu sentimento pelo reconhecimento do seu trabalho?
Primeiro, dizer que esta menção honrosa não é apenas minha. Faz parte de um grupo de atletas e jogadores, nomeadamente o meu irmão Augusto Matos, David Canivete, Custódio Muchate, Octávio Magoliço, entre outros, portanto, que vieram comigo desde 2009 quando me estreei na selecção nacional da qual faço parte. Dizer que é um grupo que trabalhou muito. Lutamos em conjunto. Lutamos sempre. Este prémio também é deles.  Saiu o meu nome mas podia ter sido de outro colega.

A FIBA-África refere, no seu sítio, ter constado vários jogadores tão bons que poderiam aparecer nesta lista e, Pio Matos, é um deles que acabou por merecer menção honrosa. O que isso lhe diz?

Diz que, para um menino de Quelimane, é uma conquista enorme. É fruto de muito trabalho e sacrifício. Muitos dias de treinos. É abdicar de muitas coisas, muitas noites e festas. O mais importante é trabalhar com perseverança. O mais importante é querer e acreditar que podemos fazer mais e mais. Acima de tudo, é uma grande responsabilidade. Sabemos que o nosso país não investe tanto no desporto, no geral, e basquetebol, em particular. Mas, pouco a pouco, vamos melhorando as coisas.

Neste momento, as actividades desportivas, no geral, e o basquetebol, em particular, continuam suspensas devido à pandemia do novo coronavírus. O que podemos esperar de Pio Matos no novo normal, ou seja, pós pandemia da Covid-19?

Eu acredito que vamos continuar a ter o mesmo Pio Matos de sempre. Um Pio Matos sempre a trabalhar e lutar por todos os títulos possíveis. Não penso em prémios individuais porque os mesmos vem com tempo e trabalho de grupo. As escolhas são individuais, por exemplo, mas eu penso que o colectivo é mais importante. Eu tenho um sonho que passa por ganhar um título com a selecção nacional. Espero concretizar este sonho.

O Ferroviário de Maputo ficou integrado na Divisão Nilo da edicao de estreia da Liga Africana de Basquetebol (BAL), juntamente com Union Monastir da Tunísia,  Rivers Hoopers da Nigéria, Patriots do Ruanda, Zamalek do Egipto e FAP dos Camarões. Quais são as suas ambições nesta competição organizada conjuntamente pela FIBA e NBA?  
Ganhar. E também acho que o clube Ferroviário de Maputo não vai entrar para uma prova sem pensar em ganhar. Sabemos que é possível, sabemos que é complicado. Vem jogadores de outros países, mas nos também temos as nossas armas. Vamos trabalhar para isso. Estar no pódio seria muito bom.

Em 2011, Pio Matos disputou, pela primeira vez com os seus irmãos, o Campeonato Africano de Basquetebol no Madagáscar. No mesmo ano, conquistaram a medalha de prata nos Jogos Africanos de Maputo. Acredita ser possível voltar a ter os três irmãos na selecção nacional?
Eu acredito que não. O Amarildo Matos, o mais velho, está nesta altura com 38 anos. Com o Augusto Matos, penso que ainda podemos partilhar os balneários da selecção nacional. É só continuarmos a trabalhar bastante como o temos feito. E, acima de tudo, não termos lesões graves.

 

Matos entre os melhores

Para além de Pio “Lingras” Matos, a FIBA-África distinguiu com menção honrosa Armando Costa, base angolano que classifica como “um armador experiente que ajudou seu clube Primeiro D’Agosto a conquistar cinco títulos na Taça dos Clubes Campeões de África”, Omar Abada (Tunísia) que depois de brilhar no Mundial sub-19, em 2011, na Lituânia, e fazer sua estreia com a equipa sénior do “Afrobasket” 2015, transformou-se no armador principal do seu país e com um futuro brilhante pela frente. Mais: Jeremy Nzeulie (Camarões), um defensor agressivo e um jogador ofensivo sem medo. A FIBA diz que Nzeulie “tem sido o homem-chave dos Camarões. E se ele se juntasse a seus colegas camaroneses da NBA, Pascal Siakam e Joel Embiid, podem colocar o país num outro patamar na modalidade” e  Abdelhakim Zouita (Marrocos), um jogador  versátil e atlético,  que  tem sido fenomenal para  Association Sportive de Sale que conquistou o seu primeiro título continental em 2017, ano em que foi considerado MVP. Constam ainda da lista Maurice Ndour (Senegal), Mourad El Mabrouk (Tunísia), Placide Nakidjim (Chade), Max Kouguere (República Centro-Africana), Ivan Almeida (Cabo Verde), Ibrahim Djambo (Mali), Assem Marei e Ibrahim El Gammal (Egipto), Herve Kabasele (República Democrática do Congo), Pio Matos (Moçambique), Kenneth Gasana (Ruanda), Robinson Opong e Stanley Ocitti (ambos de Uganda) e Pieter Prinsloo (África do Sul).

Omar Abada (Tunísia) : Depois de estrelar a Copa do Mundo de Basquete FIBA Sub-19 2011 na Lituânia e fazer sua estréia com a equipe sênior do AfroBasket 2015 da FIBA, Abada se tornou o armador número um da Tunísia com um futuro brilhante pela frente.

Jeremy Nzeulie (Camarões): Defensor agressivo e um jogador ofensivo sem medo, Nzeulie tem sido o homem-chave dos Camarões. E se ele se juntasse a seus colegas camaroneses da NBA Pascal Siakam e Joel Embiid, essa é uma das perguntas mais respondidas no basquete africano.

Abdelhakim Zouita (Marrocos): Versátil e altamente atlético, Zouita tem sido fenomenal para Marrocos. Tanto que levou sua Association Sportive de Sale ao seu primeiro título continental em 2017, quando ele ganhou o prêmio de MVP.

Outros incluem Maurice Ndour (Senegal), Mourad El Mabrouk (Tunísia), Placide Nakidjim (Chade), Max Kouguere (República Centro-Africana), Ivan Almeida (Cabo Verde), Ibrahim Djambo (Mali), Assem Marei e Ibrahim El Gammal (ambos). do Egito), Herve Kabasele (República Democrática do Congo), Pio Matos (Moçambique), Kenneth Gasana (Ruanda), Robinson Opong e Stanley Ocitti (ambos de Uganda) e Pieter Prinsloo (África do Sul).

Pio “Lingras” Matos diz que menção honrosa que recebeu da FIBA-África na distinção dos melhores basquetebolistas africanos da última década é resultado do trabalho de equipa na selecção nacional e clubes.

De Quelimane-onde fintou o futebol para abraçar  o basquetebol-,   para os grandes palcos de África. De África, com jogadas de encher o olho, para o mundo que até hoje se tem contemplado com a melhor jogada da primeira janela de qualificação para o Mundial.
Um trajecto notável de um basquetebolista que, mesmo com reconhecimento da Federação Internacional de Basquetebol para África, Fiba-África como um dos atletas que marcou a última década, não perde de vista a humildade. Muito pelo contrário: colectivo deve, advoga, estar acima de tudo.

Estar entre os melhores não é mera sorte. É um trabalho árduo de quem, muito cedo, abandonou as suas raízes e instalou-se na capital onde a palavra de ordem era impor-se com o seu enorme potencial.

O céu e o limite. E a Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova na qual o Ferroviário de Maputo vai disputar a divisão Nilo, pode ser a porta para chegar ao olimpo de África.

Recentemente, Pio Matos recebeu uma menção honrosa da equipa editorial da FIBA-África na distinção dos melhores basquetebolistas africanos da última década (2010-2020) divulgada em duas partes. Qual o seu sentimento pelo reconhecimento do seu trabalho?
Primeiro, dizer que esta menção honrosa não é apenas minha. Faz parte de um grupo de atletas e jogadores, nomeadamente o meu irmão Augusto Matos, David Canivete, Custódio Muchate, Octávio Magoliço, entre outros, portanto, que vieram comigo desde 2009 quando me estreei na selecção nacional da qual faço parte. Dizer que é um grupo que trabalhou muito. Lutamos em conjunto. Lutamos sempre. Este prémio também é deles.  Saiu o meu nome mas podia ter sido de outro colega.

A FIBA-África refere, no seu sítio, ter constado vários jogadores tão bons que poderiam aparecer nesta lista e, Pio Matos, é um deles que acabou por merecer menção honrosa. O que isso lhe diz?

Diz que, para um menino de Quelimane, é uma conquista enorme. É fruto de muito trabalho e sacrifício. Muitos dias de treinos. É abdicar de muitas coisas, muitas noites e festas. O mais importante é trabalhar com perseverança. O mais importante é querer e acreditar que podemos fazer mais e mais. Acima de tudo, é uma grande responsabilidade. Sabemos que o nosso país não investe tanto no desporto, no geral, e basquetebol, em particular. Mas, pouco a pouco, vamos melhorando as coisas.

Neste momento, as actividades desportivas, no geral, e o basquetebol, em particular, continuam suspensas devido à pandemia do novo coronavírus. O que podemos esperar de Pio Matos no novo normal, ou seja, pós pandemia da Covid-19?

Eu acredito que vamos continuar a ter o mesmo Pio Matos de sempre. Um Pio Matos sempre a trabalhar e lutar por todos os títulos possíveis. Não penso em prémios individuais porque os mesmos vem com tempo e trabalho de grupo. As escolhas são individuais, por exemplo, mas eu penso que o colectivo é mais importante. Eu tenho um sonho que passa por ganhar um título com a selecção nacional. Espero concretizar este sonho.

O Ferroviário de Maputo ficou integrado na Divisão Nilo da edicao de estreia da Liga Africana de Basquetebol (BAL), juntamente com Union Monastir da Tunísia,  Rivers Hoopers da Nigéria, Patriots do Ruanda, Zamalek do Egipto e FAP dos Camarões. Quais são as suas ambições nesta competição organizada conjuntamente pela FIBA e NBA?  
Ganhar. E também acho que o clube Ferroviário de Maputo não vai entrar para uma prova sem pensar em ganhar. Sabemos que é possível, sabemos que é complicado. Vem jogadores de outros países, mas nos também temos as nossas armas. Vamos trabalhar para isso. Estar no pódio seria muito bom.

Em 2011, Pio Matos disputou, pela primeira vez com os seus irmãos, o Campeonato Africano de Basquetebol no Madagáscar. No mesmo ano, conquistaram a medalha de prata nos Jogos Africanos de Maputo. Acredita ser possível voltar a ter os três irmãos na selecção nacional?
Eu acredito que não. O Amarildo Matos, o mais velho, está nesta altura com 38 anos. Com o Augusto Matos, penso que ainda podemos partilhar os balneários da selecção nacional. É só continuarmos a trabalhar bastante como o temos feito. E, acima de tudo, não termos lesões graves.

 

Matos entre os melhores

Para além de Pio “Lingras” Matos, a FIBA-África distinguiu com menção honrosa Armando Costa, base angolano que classifica como “um armador experiente que ajudou seu clube Primeiro D’Agosto a conquistar cinco títulos na Taça dos Clubes Campeões de África”, Omar Abada (Tunísia) que depois de brilhar no Mundial sub-19, em 2011, na Lituânia, e fazer sua estreia com a equipa sénior do “Afrobasket” 2015, transformou-se no armador principal do seu país e com um futuro brilhante pela frente. Mais: Jeremy Nzeulie (Camarões), um defensor agressivo e um jogador ofensivo sem medo. A FIBA diz que Nzeulie “tem sido o homem-chave dos Camarões. E se ele se juntasse a seus colegas camaroneses da NBA, Pascal Siakam e Joel Embiid, podem colocar o país num outro patamar na modalidade” e  Abdelhakim Zouita (Marrocos), um jogador  versátil e atlético,  que  tem sido fenomenal para  Association Sportive de Sale que conquistou o seu primeiro título continental em 2017, ano em que foi considerado MVP. Constam ainda da lista Maurice Ndour (Senegal), Mourad El Mabrouk (Tunísia), Placide Nakidjim (Chade), Max Kouguere (República Centro-Africana), Ivan Almeida (Cabo Verde), Ibrahim Djambo (Mali), Assem Marei e Ibrahim El Gammal (Egipto), Herve Kabasele (República Democrática do Congo), Pio Matos (Moçambique), Kenneth Gasana (Ruanda), Robinson Opong e Stanley Ocitti (ambos de Uganda) e Pieter Prinsloo (África do Sul).

Omar Abada (Tunísia) : Depois de estrelar a Copa do Mundo de Basquete FIBA Sub-19 2011 na Lituânia e fazer sua estréia com a equipe sênior do AfroBasket 2015 da FIBA, Abada se tornou o armador número um da Tunísia com um futuro brilhante pela frente.

Jeremy Nzeulie (Camarões): Defensor agressivo e um jogador ofensivo sem medo, Nzeulie tem sido o homem-chave dos Camarões. E se ele se juntasse a seus colegas camaroneses da NBA Pascal Siakam e Joel Embiid, essa é uma das perguntas mais respondidas no basquete africano.

Abdelhakim Zouita (Marrocos): Versátil e altamente atlético, Zouita tem sido fenomenal para Marrocos. Tanto que levou sua Association Sportive de Sale ao seu primeiro título continental em 2017, quando ele ganhou o prêmio de MVP.

Outros incluem Maurice Ndour (Senegal), Mourad El Mabrouk (Tunísia), Placide Nakidjim (Chade), Max Kouguere (República Centro-Africana), Ivan Almeida (Cabo Verde), Ibrahim Djambo (Mali), Assem Marei e Ibrahim El Gammal (ambos). do Egito), Herve Kabasele (República Democrática do Congo), Pio Matos (Moçambique), Kenneth Gasana (Ruanda), Robinson Opong e Stanley Ocitti (ambos de Uganda) e Pieter Prinsloo (África do Sul).

 

Pio “Lingras”  Matos  mereceu  menção honrosa da Federação Internacional de Basquetebol para África, FIBA-África, na distinção dos dez melhores basquetebolistas do continente africano da última década.

A 28 de Fevereiro de 2018, em pleno pavilhão do Maxaquene, Pio “Lingras” Matos lançou uma “bomba” do meio da quadra que fez vibrar os amantes da modalidade da bola ao cesto. “Catedral” da bola ao cesto em ebulição. Pudera, a jogada foi espectacular quanto arrepiante, diga-se.

Senegal, adversário que viria a vencer Moçambique por 60-52, rendido ao génio de um dos três “manos” Matos, que se estreara por uma selecção nacional em 2005, no decurso dos Jogos da CPLP, em Angola.

Uma “bomba” que consta das cinco melhores jogadas da primeira janela da fase africana de apuramento para o Campeonato do Mundo de basquetebol.

Mas não foi apenas por esta extraordinária jogada que Pio “Lingras” Matos foi citado pela Federação Internacional de Basquetebol para África como um atleta com capacidade para constar da lista dos 10 melhores do período compreendido entre 2010-2020, divulgada em duas partes.

O base armador, de resto, arrancou exibições notáveis nos campeonatos africanos -“Afrobaskets”- em que participou e os seu “targets” constam dos registos da FIBA-África.

Em 2015, em Abidjan, Costa do Marfim, Pio “Lingras” Matos terminou o “Afrobasket” com os seguintes targets: 69 pontos, média de 13.8 /jogo, 19 ressaltos (1 ofensivo e 18 defensivos), 19 assistências, 20 perdas de bola, 22 em 26 lançamentos na linha de lances livres (84, 6 %), 7 em 23 nos tiros exteriores (30, 4 %) e 20 em 53 (37, 7%) nos lançamentos de campo.

Recuando no tempo: em 2011, juntamente com Amarildo e Augusto (Gordo), Pio Matos fez parte da selecção nacional que conquistou a medalha de prata nos Jogos Africanos Maputo-2011, após perder na final com a Nigéria de má memória. No mesmo ano, integrou o “jersey” que ocupou a 10ª posição no “Afrobasket” de Madagáscar. Foi a primeira que os três irmãos jogaram juntos pela selecção nacional de basquetebol.

Matos não só armou com qualidade o jogo da selecção nacional como também mostrou o seu potencial. Ao nível interno, mesmo castigado pelas lesões, continua a mostrar a sua qualidade na quadra. Foi, nas duas últimas temporadas, campeão nacional pelo Ferroviário de Maputo nas duas últimas duas temporadas.

Mas 2015 foi, certamente, ao nível in um ano de ouro. Chamou a si o estatuto de melhor jogador, MVP, da Liga Moçambicana de Basquetebol, competição que conquistou pela primeira vez na sua carreira.É este percurso, na última década, que lhe valeu esta menção honrosa ao lado dos basquetebolistas Abdelhakim Zouita (Marrocos), Maurice Ndour (Senegal), Mourad El Mabrouk (Tunísia), Placide Nakidjim (Chade), Max Kouguere (República Centro-Africana, RCA), Ivan Almeida (Cabo Verde), Ibrahim Djambo (Mali), Assem Marei e Ibrahim El Gammal (Egipto), Herve Kabasele (RDC), Kenneth Gasana (Rwanda), Robinson Opong e Stanley Ocitti (Uganda) e Pieter Prinsloo (África do Sul).

O Manchester United venceu o Leicester por duas bolas sem resposta, este domingo, e garantiu um lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões na proxima edição. Bruno Fernandes e Lingard foram os autores dos golos dos red devils.

Era a última jornada e os foxes e os red devils procuram um lugar na Liga dos Campeões, com o Chelsea também a espreita no outro jogo diante do Wolves.

A primeira parte, disputada num auténtico equilíbrio, terminou sem golos, e os jogadores sabiam que deviam fazer melhor na etapa final, já que o Chelsea vencia o Wolves e tinha assegurado um lugar na champions.

O Leicester pressionava o seu adversário e criou algumas ocasiões de marcar, mas foi o Manchester a chegar ao primeiro golo, aos 71 minutos. Martial sofre falta de Evans na grande área e o árbitro não teve dúvidas e aponta a marca do penalte. Bruno Fernandes, chamado a cobra, fê-lo com êxito e colocou a equipa com pé e meio na Liga dos Campeões.

A equipa da casa, que nos últimos minutos do encontro lutou para chegar à igualdade, terminou o encontro com menos um jogador devido à expulsão de Jonny Evans, que viu o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho, por entrada dura sobre McTominay.

E foi já nos descontos que o Manchester carrimbou a presença na Liga dos Campeões, depois desta fífia de Schmeichel, que deixou a bola em Lingard que atirou de forma tranquila para o fundo das redes adversárias.

De notar a excelente recuperação dos red devils desde a chegada de Bruno Fernandes a Old Trafford no mês de janeiro, altura em que estavam a 14 pontos dos lugares de acesso à prova milionária. De lá para cá, o Manchester United recuperou esses pontos e segue numa série sem derrotas desde a chegada do português.

Com este resultado, o Manchester United fecha a época no terceiro lugar da tabela classificativa com 66 pontos, os mesmos que o quarto classificado Chelsea. Já o Leicester, que durante grande parte da época esteve na luta pelos lugares cimeiros, encerra a temporada na quinta posição com 62 pontos.

A Federação Internacional de Futebol anunciou o adiamento dos jogos de qualificação ao mundial de 2022, inicialmente agendados para este ano, e que terão lugar próximo ano, em 2021. Assim, os Mambas não tem nenhum jogo marcado para este ano.

O anúncio da alteração dos jogos da fase de qualificação ao Campeonato do mundo do Qatar, em 2022, foi feito pela FIFA e comunicado pela Confederação Africana de Futebol às federações nacionais.

Com dois jogos inicialmente agendados para este ano, nomeadamente da 1ª e 2ª jornadas, nomeadamente para Outubro e Novembro, a FIFA acaba de colocar as duas jornadas na mesma semana, de 31 de Maio a 8 de Junho de 2021, passando a dupla jornada do meio, ou seja a 3ª e 4ª, que seria em Março de 2021, para 30 de Agosto a 7 de setembro do próximo ano.

As duas últimas jornadas de qualificação ao mundial do Qatar, inicialmente marcadas para Agosto e Setembro de 2021, com a alteração do calendário passaram para a semana de 4 a 12 de Outubro de 2021.

Recentemente foi a CAF a adiar os jogos de qualificação ao CAN dos Camarões, cuja fase final passou de 2021 para 2022. A CAF não avançou novas datas, quando faltavam ainda por disputar quarto jogos da fase de grupos.

Vale isto dizer que os Mambas não tem nenhum jogo marcado para este ano, quer da qualificação ao Mundial 2022 e ao CAN, também do mesmo ano, e poderá realizar dez jogos em 2021, sendo quarto da fase de grupos de qualificação ao CAN dos Camarões e outros seis jogos de qualificação ao Mundial do Qatar.

Recorde-se que para a qualificação ao Mundial de 2022 os Mambas estão no mesmo grupo com Costa do Marfim, Camarões e Malawi, enquanto para o CAN 2022 disputam a prova com Camarões, Ruanda e Cabo Verde.

Para a qualificação ao mundial de 2022 apenas o primeiro classificado de cada um dos dez grupos da primeira etapa de apuramento segue em frente. Após o apuramento dos 10 primeiros classificados de cada um dos grupos irá realizar-se um sorteio para jogarem um play-off, a duas mãos, para apurar somente cinco Selecções que vão representar o continente africano no Mundial 2022 a realizar-se no Qatar.

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