Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A equipa sénior masculina de basquetebol do Ferroviário de Maputo pode voltar aos treinos, à luz do Decreto nº 51/2020 de 1 de Julho, que autoriza a retoma das actividades desportivas para as modalidades que participam nas competições internacionais em representação  do país.

Ferroviário de Maputo está qualificado para a fase final da Liga Africana de Basquetebol, BAL, competição organizada conjuntamente pela FIBA e NBA, cujo investimento inicial é de um milhão de dólares com possibilidade gradual de se subir os valores para dois e três milhões nos próximos anos.

Com compromissos já firmados, à luz do regulamento da BAL que impõe a contratação de jogadores estrangeiros para conferir maior qualidade a prova, o Ferroviário de Maputo foi abrangido no leque de equipas autorizadas a treinar mediante o cumprimento de todas medidas de prevenção e combate ao novo coronavírus.

Em nota enviada às federações desportivas de modalidades individuais e outras que irão representar Moçambique em eventos internacionais, a Direcção Nacional de Desporto de Alto Rendimento refere que a autorização de retoma enquadra-se no Decreto nº 51/2020 de 1 de Julho, que autoriza as actividades desportivas para as modalidades que participam nas competições internacionais em representação  do país.
Mas há aspectos que devem ser salvaguardados para que os atletas não estejam expostos ao risco de contaminação da Covid-19.

É, aliás, tendo em conta o cumprimento rigoroso das medidas preventivas que a Direcção Nacional de Desporto de Alto Rendimento enviou para as federações abrangidas neste processo de retoma dos treinos uma proposta de protocolo sanitário que deverá ser harmonizada com o protocolo definido pelas respectivas federações internacionais.

Os campeões nacionais estão inseridos na divisão Nilo, juntamente com Union Monastir da Tunísia,  Zamalek do Egipto, Rivers Hoopers da Nigéria, Patriots do Ruanda e FAP dos Camarões. O conjunto orientado por Milagre “Mila” Macome, lembre-se, encaixou cerca de quatro milhões de meticais com a qualificação para a fase final da Liga Africana de Basquetebol. Os “locomotivas” deverão, na divisão Nilo, vestir a marca Jordan, um dos principais patrocinadores da BAL.

 

Nascido em Magude a 6 de Agosto de 1936, Mário Coluna teria feito agora 85 anos. Trata-se de uma legenda que nos deixou há 6 anos. Mas porque as legendas não levam ponto final, importa recordar momentos de uma história de vida multifacetada, que vai muito além do grande futebolista que (e)levou o país além-fronteiras.

Querido e idolatrado na Europa, Mário Coluna cruzou os céus de Portugal para Moçambique, em 1976, em sentido contrário à debandada que então acontecia. Para o Monstro Sagrado, a Independência Nacional era a realização de um sonho e, como tal, a oportunidade de servir e ajudar no crescimento do país que o viu nascer. O Monstro Sagrado, que em mais de duas décadas actuou ao mais alto nível na Europa e no Mundo, tendo o nome gravado nos anais da FIFA, deixou para trás a certeza do conforto e assinou um contrato com o Textáfrica do Chimoio, como técnico, tendo conquistando o primeiro título de campeão nacional. Depois orientou os Mambas e foi Presidente da FMF.

 

A MONTANHA SAGRADA

Depois de (per)correr o planeta… a correr, registando com letras de ouro, a sua imagem de marca, na Europa e no Mundo, graças aos pés, mas sobretudo à cabeça que ditava a liderança por onde passava, finalmente, a oportunidade de regressar e servir a sua Pátria.

Numa entrevista em Portugal, o Monstro revelou uma mágoa: a de não ter podido vestir, como jogador, a camisola da Selecção de Moçambique. Mas acabou por ter o privilégio de ser internacional pela terra que o fez nascer, como seleccionador e Presidente da FMF.

 

UM ESTILO EM EXTIÇÃO

Da mistura do sangue beirão do senhor José Maria Coluna, com o sangue machangana da senhora Lúcia Chibure, nasceu Mário Coluna. Pontual. Irritantemente pontual. Disciplinado e disciplinador. Tudo nele era solene. O andar, o falar e até o comemorar. Ritmo morno, fala suave e lenta, mas incisiva.
No interior das quatro linhas, funcionava como um GPS, uma placa giratória por onde o jogo passava, para ser pensado quanto à alternância para os flancos e aproveitamento dos espaços vazios.

Actuando pelo Benfica ou pela Selecção de Portugal, como meio-campista, passou a fazer parte de uma galeria de estrelas muito restrita, cabendo nela apenas jogadores como Didi, Beckenbauer e Platini. Uma espécie em extinção. A sua importância para o desenvolvimento do desporto-rei, foi reconhecida pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, um departamento da FIFA que incluiu o seu nome como um dos 100 melhores jogadores do Século!

O que é que tornou este Monstro Sagrado tão carismático? Os 126 golos em 525 jogos oficiais com a camisola do Benfica? O facto de ser o jogador com mais jogos realizados com a braçadeira de capitão, de 1963 a 1970? Nos dias que correm, a maioria das equipas queixa-se da falta de jogadores/patrões… “à Coluna”. Era um falso-lento, com uma resistência a toda à prova, que dispunha de uma apurada intuição para se movimentar junto à área adversária, juntando a isso um forte remate à meia distância.

Como capitão, era um líder protector, que não admitia que ninguém crescesse para um seu colega. Nessas alturas, usava uma frase que intimidava os adversários: “Se tocas mais no miúdo, sais daqui com uma perna a lamber a outra”.
Um episódio inédito. Coluna reconhece que perdeu a cabeça e optou pela agressão, mesmo assim não sendo expulso. Mais uma vez, ao papel de grande capitão juntou o de justiceiro.
O seu depoimento:
– Tudo aconteceu na Roménia, num jogo difícil, em que Eusébio estava a “partir a loiça” sendo alvo de uma marcação dura por parte de um latagão que não lhe dava tréguas, batendo forte e feio. A certa altura, o romeno pisou a Pantera Negra, que caiu e uma bota saiu-lhe do pé. O romeno pegou na bota para atirá-la para lá da vedação. Eu estava perto e segurei-a. Travámos uma pequena luta pela posse da bota e eu consegui arrancá-la. Ele preparou um escarro e cuspiu-me no rosto. Confesso que foi uma das poucas vezes em que perdi completamente a cabeça. Bati-lhe repetidas vezes na testa, com a bota que tinha na mão. O árbitro, um inglês, correu para o local, já preparado para me expulsar. Mostrei-lhe o meu rosto cheio de ranho, misturado com saliva. O juiz raciocinou rapidamente, viu que a justiça estava feita, pois ninguém com uma bota na mão resistiria à tentação de tirar desforço após uma baixeza daquelas. Retirou do bolso de trás um lenço, limpou-me a cara, e… mandou prosseguir o jogo sem me expulsar.

 

ESCAPOU À PIDE

Praga, 1966. Eliminatórias da selecção portuguesa, para aquilo que viria a ser uma grande epopeia lusa, com a conquista do terceiro posto no “Mundial”. Comunismo lá. Fascismo em Portugal. A desconfiança entre tudo e todos era total. “Por isso é que Salazar governou até á morte”. O Monstro esteve a milímetros de sentir na pele aquilo que já havia acontecido ao seu colega Santana e a Daniel Chipenda: a estada nas masmorras da PIDE. Uma circunstância feliz salvou-o:
Essa história da PIDE tem a ver com uma viagem à Checoslováquia. Jogo difícil, em que alinhámos muito tempo com menos um jogador e rendemos até aos limites. Mas antes, apareceram-nos no hotel alguns estudantes angolanos, pediram convites, pois a ideia era apoiarem-nos.

Coluna, como capitão, reuniu os ingressos que os colegas não precisavam e ofereceu-lhes. Nada mais do que isso. A vitória por 1-0, com golo de Eusébio foi memorável. E deu direito a festa, em pleno cenário comunista numa casa alheia, episódio inofensivo e fugaz, rapidamente esquecido. Só a PIDE não estava de acordo e viu nisso um pactuar com os terroristas.

Chegados à Lisboa, dias depois, o Monstro recebia uma convocatória para ir à PIDE. Algum engano? Não fazia a mínima ideia do que se tratava, mas a verdade é que os seus pés já não se deslocavam com a segurança com que o faziam na relva.
Num “terreno” desconhecido e hostil, de pergunta em pergunta, lá chegou a um gabinete guardado à porta por dois “caras-de-pau”, dirigindo um ar de poucos amigos ao recém-chegado.

Mandaram o Monstro entrar para as formalidades que o conduziriam à cela PIDESCA. O inspector que o atendeu era benfiquista e seu admirador. “Olha o Mário, meu grande capitão. O que o traz por cá?” Com a habitual calma, mas com o coração aos pulos mostrou o impresso que o convocava. Finalmente, fez-se luz e safou-se, pelo facto de o comandante Pidesco ser seu admirador…

 

CHORO NA FESTA DOS 70 ANOS

Fazia 70 anos e um grupo de bons amigos, decidiu juntar forças e homenageá-lo. A noite do dia 7 de Agosto de 2005, foi “dura” para Coluna. Os pés firmes, a voz grossa de comando, já não eram os mesmos de outrora. Uma homenagem, lindíssima, fez-lhe  chegar as lágrimas aos olhos. A emoção foi grande, de tal forma que houve quem receasse pelo coração do Monstro, perante tantas surpresas.
No final da noite, foram poucas mas elucidativas as suas palavras:
– Estou limpo. Vocês sabem que sempre fui um patriota, sempre pensei em viver no meu país e algumas coisas não iam correndo bem. Agora, esta homenagem superou todas as expectativas. Não tenho palavras para descrever a minha gratidão. Só posso dizer que, em relação às mágoas que vinha referindo, estou limpo. Esta festa de reconhecimento limpou tudo. Estou feliz por ver toda esta nova família, unida à minha família mais chegada!
No seu discurso, o seu forte Khanimambo provocou aplausos.
Óscar Monteiro, Presidente da Comissão Coluna 70, sintetizou desta forma, a razão da homenagem: “Os grandes homens devem ser reconhecidos em vida, devem sentir o reconhecimento pelo que fizeram por todos nós”.
A 25 de Fevereiro de 2014, com 78 anos, o Monstro Sagrado perdeu a vida, em consequência de complicações decorrentes de uma infecção pulmonar.

 

Os clubes Ferroviário, Liga Desportiva e Associação Black Bulls, todos da capital do país, reúnem quase todos os requisitos para o regresso aos treinos no contexto da COVID-19, depois da inspecção feita aos respectivos campos, esta semana. A Secretaria de Estado do Desporto está satisfeita com esta primeira fase de inspecção, e pede aos clubes para seguirem as recomendações

A inspecção sanitária aos locais de prática desportiva para averiguar as condições de retoma da actividade desportiva iniciou na semana passada e esta segunda-feira foi a vez do arranque da inspecção aos campos de futebol, numa acção feita conjuntamente pela Secretaria de Estado do Desporto, o Ministério da Saúde e a Liga Moçambicana de Futebol.

Dos campos já inspeccionados, o do Costa do Sol foi que o mereceu maior atenção e que mais recomendações recebeu, não tendo por isso sido autorizado a iniciar com os treinos, caso seja autorizada a retoma das actividades.

Os restantes campos já inspecionados, nomeadamente o Estádio da Machava, o campo da Afrin, de Hanyane, do Ferroviário da Beira e o 25 de Junho, em Nampula, todos receberam aval para iniciar com os treinos, ainda que a espera da autorização do governo.

Mas mesmo nesses campos, houve muitas recomendações deixadas, dentre elas as indicações dos locais que devem ser usados e os que não devem ser usados, nomeadamente as salas interditas, que servirão de locais de isolamento para casos de suspeitos de jogadores que estejam infectados, para além dos cartazes de prevenção, que são obrigatórios em vários locais dos campos.

Face a isto, o Inspector Geral do Desporto, que representa a Secretaria de Estado do Desporto nestas visitas, Sidónio Chavisse, diz estar satisfeito com esta fase e apela aos clubes para que regularizem as recomendações deixadas, por forma que possam estar preparados para quando a actividade desportiva for autorizada a retomar.

“Comparativamente ao que vimos no campo do Costa do Sol, depois das visitas que efectuamos aos três campos ontem, estamos muito satisfeito pelo que vimos, e acreditamos que é um processo que está sendo trabalhado já há bastante tempo que culminou com estas visitas. Por isso só queremos apelar para que os clubes sigam as recomendações que foram deixadas pelo Ministério da Saúde”, disse Sidóneo Chovisse Inspector Geral do Desporto na Secretaria de Estado do Desporto.

Entretanto, ainda não há data para inspecção no Estádio Nacional do Zimpeto, local que será utilizado pelo Desportivo Maputo, estando a Secretaria de Estado do Desporto a espera de uma solicitação dos “alvi-negros” para que a inspecção seja feita.

Clubes satisfeitos com a inspecção

Depois da visita feita nos campos do Ferroviário de Maputo (Estádio da Machava), Liga Desportiva de Maputo (Hanyane) e Associação Black Bulls (Afrin), os respectivos representantes mostram-se satisfeitos com a avaliação que foi feita pelo Ministério da Saúde, entidade que dá aval ou rejeita a infraestrutura desportiva para retoma do desporto.

Palma Pinto, Director Executivo do Ferroviário de Maputo, diz que as recomendações deixadas serão seguidas na íntegra, com destaque para a não utilização do túnel que dá acesso ao balneário. “É verdade que nós já tínhamos feito o nosso TPC em relação às condições básicas. Nem tudo estava a mil maravilhas, mas as grandes recomendações que foram deixadas são o uso do túnel que eles desaconselham por ser um túnel fechado sem ventilação”, disse Pinto, para depois prometer que “logo na entrada eles serão testados, e 14 dias depois eles devem fazer o segundo teste para a certificação e daí é que se começam os treinos colectivos”.

O dirigentes “locomotiva” fez menção ainda as recomendações antes dos testes dos jogadores, confirmando que “vamos fazer os treinos em grupos pequenos, e serão sem contacto, só depois do segundo teste é que se podem fazer os treinos conjuntos”.

Por seu turno, Dino Dulá, Director Desportivo da Associação Black Bulls, assegurou que o clube já está a implementar quase todas regras emanadas para um eventual regresso aos treinos, realçando alguns espectos que precisam ser melhorados, apesar do aval que o camp o da Afrin recebeu. “Vamos reforçar a parte em que se desinfectam os pés, a sala de emergência no caso de algum atleta acusar algum sintoma da COVID-19” disse Dino Dulá.

Para este dirigente, a Associação Blacl Bulls conta com dois campos e ambos estão preparados para o regresso aos treinos. “ABB está pronta porque nós temos dois recintos para treinos, temos aqui no Afrim e no Tchumene que também obedecem o mesmo padrão. E posso assegurar que estão reunidos os requisitos e pode-se regressar os treinos”, confirmou e garantiu o Director Desportivo da Black Bulls.

Já na Liga Desportiva de Maputo foi David Nhassengo a deixar ficar a sua satisfação com a avaliação feita pelo MISAU e SED, mesmo reconhecendo que ainda faltam terminar algumas recomendações deixadas. “Podemos dizer que estamos a 80% do cumprimento das medidas. Devemos melhorar alguns aspectos como a colocação de panfletos que ajudem a massificar a informação sobre a COVID-19, no seio do clube”, disse o Director Desportivo da Liga Desportiva de Maputo.

Vale isto dizer que caso haja deliberação por parte do governo para a retoma do desporto concretamente o futebol,  os campos do Ferroviário de Maputo (Estádio da Machava), Associação Black Bulls (Afrin) e da Liga Desportiva de Maputo (Hanyane) estão em condições para a realização dos treinos e jogos do campeonato nacional.

Para já, a próxima acção da Secretaria de Estado do Desporto e do Ministério da Saúde será atacar os ginásios, que também clamam por uma abertura das suas actividades, devendo cumprir escrupulosamente com todas recomendações emanadas no protocolo sanitário para a sua reabertura.

A Liga Portugal anunciou, em forma de comunicado emitido nas plataformas oficiais ao início da tarde desta terça-feira, que já há acordo quanto às datas relativas ao ‘pontapé de saída na nova temporada dos principais escalões do futebol nacional.

Assim sendo, a nova campanha da I Liga irá arrancar no próximo dia 20 de Setembro, ao passo que a II Liga começa, precisamente, uma semana antes, no dia 13 do mesmo mês.

O organismo liderado por Pedro Proença sublinha, no entanto, que “estas datas carecem, ainda, de ratificação por parte da direção da Federação Portuguesa de Futebol”.
O sorteio da prova.

Quanto ao sorteio, recorde-se, estava agendado para o próximo dia 9 de Aosto, mas acabou por ser adiado para 28 do mesmo mês, devido ao vários processos que decorrem neste momento.

“A Liga Portugal informa que já são conhecidas as datas de arranque das edições 2020-21 da Liga NOS e da LigaPro. O pontapé de saída das competições profissionais está, assim, agendado para o fim-de-semana de 13 de setembro, com o arranque da LigaPro, enquanto que as emoções da Liga NOS regressam no fim-de-semana seguinte, de 20 de setembro. De referir que estas datas carecem, ainda, de ratificação por parte da Direção da Federação Portuguesa de Futebol “, escreve a Liga Portuguesa em comunicado.

 

 

O internacional basquetebolista moçambicano, Nelson “Snoop” Jossias, assinou contrato válido por uma temporada com Oliveirense, campeão de Portugal. Jossias diz que vai lutar, primeiro, para se (a)firmar no clube e depois ajudar a revalidar o título.

À quarta época em Portugal, o salto para uma referência do basquetebol: Oliveirense. Três temporadas depois de se ter destacado no Imortal Basket, clube com o qual se sagrou campeão da 1.ª divisão masculina (ndr: juntamente com o compatriota Milton Caifaz) após vitória sobre a Académica de Coimbra, por 73-64, Nelson Jossias vai jogar na Placard.

É o início de uma nova etapa para o melhor ressaltador da Liga Moçambicana de Basquetebol de 2015, num clube ambicioso que conta no seu palmarés com vários títulos dos quais se destacam o de campeão nas temporadas 2017-18 e 2018-19 e vencedor da Taça de Portugal em 2003, para além de ter sido finalista em 1996, 2002 e 2019).

Ano passado, a nova equipa de Nelson Jossias conquistou o campeonato ao bater o Benfica, por 72-97, na final.

Em Oliveira de Azeméis, Jossias não só quer triunfar como também deixar a sua marca depois de três épocas brilhantes no Olivais de Coimbra. Com 1,96 metros, “Snoop” terá a concorrência de Thomas De Thaey, Feliciano Pérez e João Guerreiro.

“As minhas expectativas passam por ajudar a equipa a ganhar mais um título nacional. Pretendo, neste novo desafio que vou abraçar, melhorar como jogador. Por outro lado, porque tenho um excelente treinador, alias, que para mim é um dos melhores de Portugal, irei procurar aproveitar para aprender cada vez mais”, começou por dizer Nelson “Snoop” Jossias.

O céu é o limite. Há que acreditar sempre. Trabalhar arduamente e manter a humildade. O esforço, de resto, compensa. E foi o que Nelson Jossias sempre mentalizou: com trabalho é possível atingir os objectivos traçados. Foi assim nas três temporadas em que evolui no Olivais de Coimbra. Foi assim nos clubes pelos quais passou, inclusive em Moçambique.

“Estou feliz por jogar na Liga Placard. Sinto-me bastante feliz. O meu sentimento é de felicidade porque sempre lutei muito. Mesmo com dificuldades pelas quais passei, nunca desisti. Sempre lutei. Fui paciente e persistente. Na minha carreira, sempre almejei dar grandes voos. Agradeço muito a Deus”, notou Jossias.

Na passada temporada, Nelson Jossias disputou 21 jogos pela equipa do distrito de Coimbra, registando 429 pontos, 198 ressaltos e 14 desarmes de lançamento. O poste não esquece, por isso, os caminhos pelos quais trilhou desde a sua chegada ao basquetebol português pela porta do Imortal Basket. Recua, por alguns minutos, no tempo e mostra-se agradecido pelo carinho que sempre recebeu em Coimbra.

“Faço uma avaliação positiva destes anos que estou a a jogar em Portugal. Melhorei muito como atleta e treinador. Tive o privilégio de trabalhar com pessoas fabulosas. Cresci muito porque sempre tive o apoio dos colegas e treinadores”, frisou Nelson Jossias.

Jossias não foi opção, em 2018, na segunda janela de apuramento para o Mundial de Basquetebol, assim como na caminhada triunfal ano passado para a primeira edição do Afro-CAN. Lembre-se que o jogador fora convocado para a selecção nacional que disputou a primeira fase em Maputo, mas a lesão contraída no joelho acabou o afastando da prova Ainda assim, o internacional basquetebolista não fecha as portas para a selecção.

“Sempre estarei disponível para representar a selecção nacional de basquetebol. Claramente, porque é o meu país que me viu nascer e crescer”.

Dados
Nome: Nelson Jossias
Data de nascimento: 21 de Janeiro de 1989
Idade: 30 anos
Altura: 1.96 metros
Clube actual: Oliveirense
Clubes anteriores
Olivais de Coimbra
Imortal Basket
Ferroviário de Maputo
Ferroviário da Beira
Desportivo Maputo

 

O internacional moçambicano ao serviço do Lokomotiv Plovdiv, David Malembane, continua a colecionar títulos na Bulgária. Na noite do último domingo, Malembane ajudou a sua equipa a conquistar a Supertaça da Bulgária, num encontro que marcou o arranque da época futebolística naquele país europeu.

Na condição de vencedor da Taça da Bulgária, o Lokomotiv Plovdiv tiveram que suar as estopinhas para levar de vencida o campeão da época passada, o Ludogorets Razgrad, por uma bola sem resposta, para iniciar a nova temporada tal como terminou a anterior, em festa.

O golo solitário e que deu o título ao Lokomotiv Plovdiv foi apontado a um minuto dos 90, por intermédio de Dimitar Iliev.

O defesa central moçambicano, que espera pela sua estreia em jogos oficiais pela selecção nacional, iniciou a partida no banco, mas graças a uma lesão de Petar Vitanov, aos 15 minutos, Malembane foi chamado para os 75 minutos restantes e ainda viu a sua equipa reduzida a dez jogadores com a expulsão, por vermelho directo, do congolês Jordan Ikoko, aos 64 minutos. Ainda assim a vitória veio no último minuto do tempo regulamentar.

O ex-avançado Didier Drogba apresentou oficialmente, sábado último, a sua candidatura à presidência da federação de futebol da Costa do Marfim (FIF), com a promessa de relançar esse desporto no país, numa altura em que “está a passar uma má fase”.

“Não é tanto ser presidente da FIF que me interessa, mas a missão que esse cargo tem. O nosso futebol está a passar uma má fase. Estou comprometido em contribuir para o renascimento do futebol marfinense. Estou de volta e determinado em retribuir ao futebol do meu país tudo aquilo que me deu”, afirmou Drogba na apresentação da sua candidatura, em Abidjan.

O ex-capitão da Costa do Marfim esteve perto de não entrar na corrida à presidência da FIF quando em Julho a associação de futebolistas do país lhe retirou inesperadamente o apoio, mas mesmo assim o antigo avançado arranjou condições para poder avançar.

No acto da sua candidatura, Drobga fez-se acompanhar dos seus apoiantes na sede da Comissão Eleitoral da FIF, e na ocasião agradeceu aos actores do mundo desportivo ivoiriense que acreditam nele e o apoiam para esta eleição.

Nas eleições, Drogba, de 42 anos, vai ter a concorrência de Idriss Diallo, antigo dirigente da FIF, e de Sory Dianaté, actual vice-presidente do organismo.

Formado no Le Mans, Drogba deu primeiro nas vistas no Marselha e depois no Chelsea, clube que representou durante oito temporadas, tendo conquistado vários títulos, incluindo quatro ligas inglesas e uma Liga dos Campeões.

Considerado um dos melhores jogadores de sempre da Costa do Marfim, o antigo avançado passou também pela China e pelo Galatasaray, antes de terminar a sua carreira no futebol norte-americano.

Para já, a Comissão Eleitoral tem cinco dias para decidir sobre a admissibilidade ou não dos processos de candidatura.

 

Os trabalhos de inspecção aos locais desportivos que vão acolher a actividade desportiva assim que forem relaxadas as medidas de prevenção iniciou e esta segunda-feira foi a vez dos recintos de futebol, com o campo do Costa do Sol a ser o ponto de partida. Das constatações verificadas naquele recinto, caso os treinos retomassem hoje, o Costa do Sol não seria autorizado a arrancar. O campo do Ferroviário de Nampula foi outro recinto inspecionado esta segunda-feira.

A inspecção do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado do Desporto, acompanhado pela Liga Moçambicana de Futebol, escalou o campo do Costa do Sol como ponto de partida para averiguar as condições dos recintos desportivos que vão acolher o futebol, caso seja autorizada a sua retoma. E no local constatou-se anomalias que devem ser sanadas para que o recinto esteja apto para treinos.

De acordo com o Inspector-geral do Desporto, Sidónio Chavisse, este é um trabalho que vem sendo feito de há um tempo a esta parte, tendo sido feito já inspecção em outros locais, como o Couts do jardim Tunduro e outros locais.

Para o futebol, o trabalho é feito por uma comissão que inclui pessoal da Secretaria de Estado do Desporto, do Ministério da Saúde e da Liga Moçambicana de Futebol, para preparar a retoma do desporto em caso de autorização.

“Estamos a observar o protocolo e olhar como está a ser preparação dos clubes que vão ao Moçambola, assim como os ginásios. O campo do Costa do Sol foi o ponto de partida e depois vamos seguir para outros locais da cidade e província. É um processo estarmos a verificar aquilo que foi a nossa proposta, e a proposta do Ministério da Saúde e as orientações da Organização Mundial da Saúde”, clarificou Sidónio Chavisse o trabalho que está a ser feito.

Na ocasião, o Inspector-geral do Desporto felicitou a direcção do Costa do Sol pelo trabalho que está fazer e “vimos aqui aquilo que são as regras emanadas e os aspectos que notamos são sanáveis, nomeadamente o trabalho que está a ser feito ao nível do balneário”. Mas dessa visita houve recomendações deixadas, tendo em conta que haviam falhas, nomeadamente “os cacifos que serão usados, que devem estar nominados”.

Sidónio Chavisse espera voltar ainda esta semana para verificar se as recomendações que foram deixadas terão sido ultrapassadas antes da aprovação final do campo do Costa do Sol.

Relativamente aos testes que devem ser feitos aos atletas antes da retoma, Chavisse disse que “pelo que percebemos teremos uma retoma sem os atletas terem feito os testes e isso será controlado a partir dos sintomas que cada um for apresentando ao longo da fase inicial dos treinos e ai haverá a intervenção da saúde para os cuidados necessários”. E nesta primeira fase “o controlo vai ser feito através da medição da temperatura e em caso de suspeita o atleta vai ser isolado”, por isso teria se deixado a recomendação para que o Costa do Sol crie uma sala para isolamento enquanto contacta-se os serviços de saúde em caso de suspeitas.

 

Costa do Sol foi chumbado pelo MISAU

Já o representante do Ministério da Saúde que fez parte da delegação que inspecionou o campo do Costa do Sol falou das anomalias encontradas naquele campo e que impendem que os “canarinhos” retomem imediatamente com as actividades desportivas.

De acordo com Valdo Mega, “temos que ter em conta algumas particularidades que nós encontramos aqui, que é a falta de uma zona para desinfecção dos pés, para os sapatos, mas também temos a questão dos desifectadores que ainda não estão fixos nas paredes e a questão dos balneários, onde deve-se demarcar os indicadores do fluxo dos jogadores e a ordem que garanta que cada um vai ao seu cacifo e vai ao campo de treino ou para casa”, disse.

Outrossim é que o clube deve garantir que o atleta saia do carro directamente para o campo sem entrar em contacto com outra pessoa, tendo em conta que estarão todos sem máscaras, e o treinamento será sem máscara, por isso da pertinência de haver distanciamento de cinco a dez metros. “E como MISAU deixamos recomendações e a posterior voltaremos para fazer a avaliação para averiguar se foram sanadas essas recomendações, incluindo os cartazes de prevenção”, alertou Mega.

Especificamente, a recomendação deixada pelo MISAU é que o Costa do Sol deve indicar as áreas de acesso, tanto do campo como do local dos cacifos, as zonas de desifencção dos pés, fixar os desinfectadores automáticos nas paredes ou então garantir balde com sabão e garantir o fluxo. Também devem garantir que algumas salas estejam encerradas, como a sala do treinador, que é pequena e não reúne condições e devem encontrar outra sala.

E por falar em entradas e saídas, no relvado não poderão estar todos atletas ao mesmo tempo. De acordo com Ananias Couana, presidente da Liga Moçambicana de Futebol, que acompanha a comissão de inspecção da SED e do MISAU, “numa primeira fase os treinos serão sem público e mesmo os plantéis não serão todos treinar ao mesmo tempo. Numa primeira fase será um terço do plantel e depois vão se seguir outras fases até termos a certeza e a segurança de que estamos a cumprir com todos os aspectos e os próprios atletas estão saudáveis para podermos entrar na parte prática e efectiva do nosso campeonato nacional”, garantiu.

Aliás, o que realmente a Liga Moçambicana de Futebol está a fazer é garantir que o protocolo sanitário apresentado seja respeitado e “sabemos que nesta primeira fase sairão recomendações que os clubes deverão seguir e caso o clube ou o recinto desportivo não reunir as condições para a retoma, nesta primeira fase, para os treinos, significa que não haverá condições para o efeito”. Mas todos os clubes estão sensibilizados e estão a trabalhar nisso, segundo disse Ananias Couana.

Ananias Couana garantiu ainda que os clubes já tinham começado a preparar, tendo em conta que o protocolo foi divulgado a todos eles, esperando apenas que todos os clubes que se preparam para disputar o Moçambola possam completar aquilo que está em falta para que havendo condições, ou ao nível do Governo serem autorizados para o regresso, estarem preparados para a parte dos treinos.

“Caso o clube não reúna as condições, terá que fazer um esforço para que tenhamos aquilo que está no papel, como protocolo, fisicamente a se verificar com o clube a ter essas condições. Estamos convictos que os clubes todos que querem participar e retomar as suas actividades terão que fazer um esforço adicional para que se cumpra com aquilo que está estabelecido no protocolo sanitário”, disse convicto o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana.

 

Ferroviário de Nampula também inspecionado e teve aval para os treinos

O campo 25 de Junho, local que é usado pelo Ferroviário de Nampula para os jogos do Moçambola, também foi alvo de inspecção esta segunda-feira e da avaliação feita recebeu um OK para poder iniciar com os treinos. Ou seja, o campo 25 de Junho foi aprovado para o regresso aos treinos, mas ficou com algumas recomendações por cumprir como a marcação de assentos no banco técnico, a colocação de limpa-pés em todos acessos e também a disponibilidade do álcool-gel individual para todos atletas.
Outras recomendações deixadas pela equipa que realizou a inspecção ao Campo 25 de Junho, nomeadamente Técnicos do Departamento do Desporto, Inspectores de Desporto e Técnicos de Saúde Pública da Direcção Provincial de Saúde, englobam o fecho de todos pontos de acesso, com a excepção do principal; assegurar a existência de meios de lavagem de mãos; treinos sem espectadores; restringir o número de pessoas com acesso ao treino; medição de temperatura de todos envolvidos nos treinos; desinfecção de todos equipamentos de treinos; e o clube deve garantir que os atletas vão ao treino devidamente equipados para evitar o uso do balneário, segundo escreve o jornal electrónico Lance.

Para além do campo do Costa do Sol, em Maputo e do campo 25 de Junho, em Nampula, outros locais serão inspecionados pela Secretaria de Estado do Desporto e o Ministério da Saúde, tendo em conta que esse foi uma das condicionantes colocadas pelo executivo moçambicano para o relaxamento das medidas para a retoma da prática do desporto, em particular o futebol.

Época de sonho para Luís Miquissone. O craque moçambicano fez a dobradinha, este domingo, na Tanzânia, após o Simba SC vencer na final da Taça o Namungo FC por 2-1.

Como coroação- de mais uma grande exibição-, o internacional moçambicano foi considerado o “homem do jogo”.

Aliás, Luís Miquissone abriu caminho no Estádio Nelson Mandela para a conquista da Taça da Tanzânia pelo Simba ao assinalar um golo aos 27 minutos da partida.

Shomari Kapombe fez um cruzamento para a área. Bocco teve a oportunidade de atacar a baliza, concentrando os adversários e abrindo caminho para que Miquissone rematasse forte com o pé direito para o fundo das malhas.
O internacional moçambicano, escreve o sítio “Goal”, provou ser uma figura irredutível para o treinador Sven Vandenbroeck.

A sete minutos do intervalo, ou seja, aos 38, John Bocco, capitão do Simba SC, elevou a contagem para 2-0 após uma assistência de Miquissone com cabeça.

Na segunda metade, após um canto cobrado no lado direito do seu ataque, o Namugo reduziu por intermédio de Edward Charles Manyama.

Este foi o quarto troféu conquistado pelo Simba SC, depois de em 1984, 1995 e 2000.

Lembre-se que Miquissone estreou-se em Janeiro último pelo Simba, numa partida em que a sua formação derrotou o Zimamoto, por 3-1, em jogo do grupo B do torneio Mapinduzi Cup, em Zanzibar.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE