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O País – A verdade como notícia

Estalou o verniz no movimento olímpico nacional! Velejadoras moçambicanas qualificadas aos Jogos Olímpicos de Tóquio estão agastadas com as autoridades desportivas por falta de condições para a sua preparação. Os atletas reclamam o facto de recorrerem ao transporte público de passageiros na deslocação ao Clube Marítimo, local de treinos, situação que os expõe à contaminação do novo coronavírus.

 

Em Outubro de 2019, na Argélia, e Janeiro deste ano, em Angola, fizeram história ao colocar Moçambique na rota dos Jogos Olímpicos de Tóquio, evento adiado para 2020 devido à pandemia do Covid-19. O país desportivo jubilou. O seu feito foi exultado em folhas descritivas das glórias alcançadas pelos atletas nacionais no informe sobre o Estado da Nação.

Ensaiaram à sua preparação, em meio a falta de estágios pré-competitivo fora do país e sem acesso ao treinador identificado para liderar o processo de preparação para as olimpíadas de verão, mas o novo coronavírus travou o seu engajamento. Recuaram!

Mas uma “resolução” que autorizava excepcionalmente os atletas de alta competição a retomarem aos treinos, sobretudo os que se qualificaram ou estão na corrida ao maior evento desportivo planetário, permitiu que se fizessem novamente ao mar. Depois, claro, de concertações entre as federações, Comité Olímpico de Moçambique (COM) e Secretaria de Estado de Desporto e Ministério da Saúde no quadro de um protocolo sanitário.  Sem, diga-se de passagem, que se avançasse para o “plano A” que previa a acomodação, na vila Olímpica, dos atletas abrangidos pelo relaxamento de medidas de restrição, até porque o Comité Olímpico de Moçambique clarificou, em devido momento, que “não há condições para o efeito”. Entre concertações e atribuição de uma bolsa aos atletas que contempla USD 750 mensais, de quatro em quatro meses, abriu-se um novo capítulo no ciclo de preparação.

Um regresso sem a observação rigorosa das medidas de prevenção. Aliás, a velejadora Deisy Nhaquile, que reside em Khongolote, na Matola, recorre ao transporte público para se deslocarem ao local de treinos, numa fase em que a cidade de Maputo passou para a transmissão comunitária da Covid-19. “É uma situação muito triste ter que enviar mensagens aos meu treinador, logo cedo, a dizer que não sei se irei chegar cedo aos treinos devido à situação actual. Nos transportes, os motoristas e cobradores exigem que todos estejam sentados. Estamos numa situação crítica onde, de facto, o cobrador não aceita levar passageiros quando estes vão para destinos muito distantes”, disparou Deisy Nhaquile, velejadora em que Outubro de 2010 qualificou-se aos Jogos Olímpicos após conquistar o “Africano” de vela, na classe Laser Radial, prova realizada na Argélia.

A atleta questiona ainda: “São cinco atletas que se qualificaram para os Jogos Olímpicos e não conseguem transporte?”, indagou. E acrescentou: “Eu tenho colegas que vivem aqui perto. Mas se eu vivo distante e venho de transporte público ao local de treino fico 100% exposta ao vírus. Eu não vou conseguir salvaguardar a saúde das minhas colegas”, explicou a hexacampeã africana e com uma folha de serviço gloriosa no mar.

Denise Parruque, 17 anos, e Maria Machava, 15, são outras joias do mar! Ou seja, são atletas que ajudaram Moçambique a entrar para a história da vela e canoagem ao se tornar no primeiro país a colocar atletas com idades compreendidas entre os 15 e 20 anos nos Jogos Olímpicos. Deram tudo pela pátria, ficaram agora expostas ao novo coronavírus.

“Estamos a treinar para conseguir alcançar um bom resultado, mas está a ser complicado chegar ao local de treinos. Temos a colega Deisy Nhaquile que é uma atleta que vive longe e, por isso, para poder chegar aqui tem que tomar o transporte público de passageiros. Nós não temos carro para transportar os atletas no trajecto casa/local de treinos e vice-versa”, lamentou Denise Parruque, velejadora que em Janeiro último vencer a última do torneio de apuramento na classe 470, na contra costa da Ilha de Luanda, em Angola.

E foi secunda por Maria Machava, outra atleta que entrou para o grupo de elite ao se qualificar para os Jogos Olímpicos na prova de qualificação realizada na capital angolana.

“Há colegas a se fazerem aos treinos de transporte público de passageiros. Isso não é bom porque nós não sabemos com quem ela fala durante este percurso de casa ao local de treinos”, observou.

 

OS VALORES DA DISCÓRDIA

“Felizmente, as atletas têm vindo treinar. Infelizmente, ainda não tem nenhum apoio vindo do Estado. Elas estão a usar o valor da bolsa cedida pelo Comité Olímpico de Moçambique, que é de quatro em quatro meses. Isso tem criado alguns constrangimentos naquilo que é o processo de preparação, tendo em conta que treinam todo dia. Precisam alimentar-se e deslocar-se de casa para o local de treinos”, começou por dizer Hélio da Rosa, presidente da Federação Moçambicana de Vela e Canoagem.

Não há, igualmente, asseverou da Rosa, uma resposta à falta de um barco adequado (ndr: 470 é o que as atletas irão usar nos Jogos Olímpicos)  para a categoria na qual as atletas irão competir em Tóquio.

Sem acesso a fundos dos contratos-programa assinados anualmente com o Estado, a Federação Moçambicana de Vela e Canoagem tem, por si só, capacidade para suprir as necessidades das atletas olímpicas.

“Nós, como federação, acabamos por criar um protocolo junto ao Clube Marítimo no qual esta colectividade adianta aquilo que são os valores para cobrir as necessidades das atletas. E, depois, levamos o valor da bolsa para reembolsar o clube. Achamos que, para as atletas treinarem, devemos sanar estes problemas”, ressalvou.

Mas a questão do transporte continua a dar volta à cabeça das atletas:  “O facto dos atletas serem transportados em chapas representa um grande perigo e risco para nós, tendo em conta que o transporte público pode fazer com que, durante a viagem, a atleta seja contaminada pelo coronavírus.

Após cinco meses de confinamento, os principais pontos turísticos do Rio de Janeiro reabriram ao público este sábado.

Os locais mais visitados da cidade juntaram-se para adoptar um protocolo de segurança comum e atrair o turismo interno. Mas para isso, foi lançada a campanha “Redescubra o Rio”, que promove visitas com preços especiais e descontos que variam entre 30% e até 50%.

Uma das reaberturas mais esperadas pelos turistas foi a do Cristo Redentor, que segundo o ministro do Meio Ambiente brasileiro significa “a reabertura do Brasil ao turismo”.

Durante a visita, os turistas têm de usar máscara, manter uma distância mínima de dois metros e não podem deitar-se no chão como era costume, para conseguir a melhor fotografia.

O local suspendeu as visitas em Março, quando foram impostas as medidas para travar a contaminação do novo coronavírus.

Durante os últimos meses continuou a funcionar como santuário religioso, com missas e sem público.

A Federação Internacional de Futebol, FIFA, tem vindo a desembolsar fundos às suas associações membros, no âmbito das medidas de mitigação e prevenção da COVID-19 no futebol. Os valores desembolsados devem servir para ajudar as federações nacionais a minimizar as dificuldades financeiras porque passam, numa altura em que as provas de futebol estão paradas devido a pandemia do novo coronavírus.

E é no seguimento dessa mitigação e no âmbito de dar destino aos fundos que a Federação Moçambicana de Futebol vai canalizar os valores às associações provinciais de futebol, ligas que gerem os campeonatos nacionais de futebol e clubes que vão disputar os campeonatos nacionais de futebol, nomeadamente o Moçambola e a segunda divisão.

De acordo com Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, em entrevista ao jornal electrónico Olho Clinico, garantiu que os clubes que vão disputar o Moçambola 2020 e os Campeonatos Provinciais e agremiações de futebol.

“Temos de primeiro estabelecer os critérios para a canalização do dinheiro aos clubes do Moçambola e dos Campeonatos Provinciais, às Associações Provinciais e outras associações com o Sindicato dos Jogadores e a Associação de Treinadores. Será depois disponibilizado um formulário a ser preenchido por todos estes beneficiários”, explicou Feizal Sidat.

Para o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, falando para Olho Clínico,  os 14 clubes do Moçambola são uma prioridade, tendo em conta que serão os primeiros a iniciar a actividade futebolística no país, no pós-pandemia, devendo seguir-se os emblemas que militam nos Campeonatos Provinciais, as onze Associações Provinciais de Futebol e as Associações Profissionais do Futebol, desde que estejam legalizadas, dentre elas o Sindicato Nacional de Jogadores de Futebol e da Associação Nacional de Treinadores de Futebol.

“É neste sentido que estamos a trabalhar a nível da federação, desde há semanas”, garantiu Feizal Sidat.

Para que os clubes, associações e agremiações possam se beneficiar desses fundos, avaliados em quase 1.5 milhão de dólares, a Federação Moçambicana de Futebol está na fase de elaboração de um regulamento interno, usando como documento orientador o Plano de Assistência FIFA COVID-19, sendo que os beneficiários deverão cumprir o que estiver preceituado nesse regulamento, ou seja, através do formulário a ser preenchido, os clubes e as associações deverão minuciosamente informar que despesas têm por pagar através dos fundos desembolsados pela FMF.

Feizal Sidat, ainda ao Olho Clinico, recordou os pressupostos dos valores que são desembolsados pela FIFA às associações membros. “Os clubes e as associações devem ter sempre em conta que o valor é para reduzir as perdas e/ou cobrir as necessidades causadas pela pandemia do novo coronavírus”, lembrou.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol alertou ainda aos beneficiários, nomeadamente os clubes e as associações, para serem exemplares e transparentes na aplicação dos valores que vão receber, no sentido de direcionar a questões para as quais terão pedido e preenchido no formulário, tendo em conta que no final das contas serão auditados. “Ou seja, depois de preencherem o formulário e beneficiarem dos valores, os clubes e as associações devem enviar-nos um relatório detalhado sobre a sua aplicação, permitindo, igualmente, que a mesma seja auditada”, explicou Sidat ao jornal electrónico citado.

Aliás, Sidat diz que a cultura de prestação de contas deverá ser transversal por todos os beneficiários, até porque a FIFA assim o exige. Entretanto, o titular da Casa do Futebol não adiantou os valores a serem alocados aos beneficiários, prometendo facultar a informação na próxima semana.

Neste momento, o presidente da FMF efectua uma visita de trabalho a província de Inhambane, na delegação do Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, devendo visitar os clubes daquela província e reunir-se com os dirigentes locais.

O Director Nacional do Desporto de Rendimento, Francisco da Conceição, diz que os treinos das equipas que vão disputar o Moçambola vai arrancar a qualquer momento, ou seja, assim que as condições sanitárias dos clubes e planteis forem resolvidas. Da Conceição confirmou ainda que na fase da retoma não haverá testagem dos jogadores.

 

Já há muita expectativa em torno do regresso aos treinos das equipas que vão disputar o campeonato nacional de futebol, o Moçambola, na sua edição deste ano, que continua no horizonte da Liga Moçambicana de Futebol, da Federação Moçambicana de Futebol e da própria Secretaria de Estado do Desporto, apesar da situação da pandemia não estar ainda normalizada.

E os clubes, jogadores e todos desportistas estão ansiosos com a retoma dos treinos e, quiçá, das competições no país. Para o caso do futebol, em particular o Moçambola, a Secretaria de Estado do Desporto confirma que a qualquer momento haverá autorização para o início dos treinos.

Francisco da Conceição explica que a comunicação do Presidente da República a nação é clara quando diz que “as modalidades colectivas só retornarão se se verificar que as condições objectivas que favoreçam esse retorno, no terreno, estiverem criadas”. E para o efeito de validação dessa retoma, segundo o Director Nacional do Desporto de Rendimento, “é válida a informação que vem das inspecções”.

Ou seja, a ferramenta do processo decisório que será feita pelo presidente da República passa pelos relatórios que serão apresentados pelas equipas de inspecção, onde irão dar a conhecer como as equipas estão a se preparar e que condições estão a ser criadas para esse retorno e só depois é que se pode abrir a porta para a retoma.

Aliás, Francisco da Conceição reconhece a ansiedade dos desportistas e amantes do futebol, mas apela a paciência e garante que “retornaremos muito brevemente, com saúde e segurança”.

Essa retoma aos trabalhos das equipas não será antecedida pela realização dos testes da COVID-19 e Francisco da Conceição diz que a decisão foi tomada a partir do pressuposto no Protocolo Sanitário. “Partimos do pressuposto de que os testes são feitos em pessoas que se apresentam sintomáticas, e aquelas que são assintomáticas normalmente não são testes. E o que nos estamos a sugerir (dentro do que está plasmado no protocolo sanitário) é que se cumpra com rigor todas as medidas que foram arroladas à luz do protocolo sanitário”, segundo disse o Director Nacional do Desporto de Rendimento.

Aliás, esta foi a justificativa apresentada por Francisco da Conceição para justificar os motivos pelos quais se fez a inspecção aos campos, um processo que, segundo o próprio disse, está satisfatório.

 

Costa do Sol pronto para retomar aos treinos

Francisco da Conceição confirmou ainda que as inspecções continuam em todo país, o que vai possibilitar essa autorização. Mas o Costa do Sol, que tinha sido reprovado na primeira inspecção, garante ter já criado todas condições recomendadas pela equipa de inspecção e assume estar pronto para iniciar com os treinos.

De acordo com o Secretário geral dos “canarinhos”, João Nhabanga, a inspecção não avisou a visita antepadamente, o que propiciou que não encontrasse todo material necessário de combate a COVID-19 nos devidos lugares. “Não sei se era inspecção ou queriam saber como está o Costa do Sol e deixar recomendações, porque foi o que nós entendemos”, começou por dizer João Nhabanga, para depois acrescentar que “o protocolo sanitário foi dirigido aos clubes para que se preparassem para a inspecção”, mas que não foi nada disso que aconteceu.

Entretanto, Nhabanga garante que o material já tinha sido comprado, mas “como não tínhamos sido notificados, os materiais continuavam armazenados no armazém”. Depois das recomendações feitas pela inspecção, “todos os equipamentos foram colocados nos seus devidos lugares”, garantiu o Secretário geral do Costa do Sol.

Vale isto dizer que “se os treinos começassem esta semana, seriam no campo do Costa do Sol”, garantiu João Nhabanga, que disse ainda esperar pela segunda visita da equipa de inspecção composta pelos técnicos do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado do Desporto e da Liga Moçambicana de Futebol, para avaliar a aprovar as condições no campo do Costa do Sol.

Para já ainda não se sabe quando será o início dos treinos e nem a data para o arranque do campeonato nacional. Aliás, nem o modelo do Moçambola 2020 ainda foi definido, estando em cima da mesa diversas propostas, apresentadas pela Federação Moçambicana de Futebol, através do seu gabinete técnico.

Mas a Liga Moçambicana de Futebol reitera estar preparada para disputar o Moçambola no modelo tradicional de 14 equipas, disputadas em duas voltas.

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) cancelou, esta quarta-feira, a Liga Moçambicana de Basquetebol e os campeonatos nacionais da modalidade de todos os escalões, devido à pandemia da Covid-19.

 

Inicialmente prevista para Setembro, depois da disputa dos Campeonatos Provinciais- uma das etapas de qualificação-, a Liga Moçambicana de Basquetebol viu o seu calendário comprometido este ano uma vez que estava nas previsões da organização realizar uma prova mais longa e com muitos jogos. Acontece, porém, que a interrupção das actividades desportivas no país, em face do Estado de Emergência decretado pelo presidente da Republica, Filipe Nyusi, colocou a Liga Moçambicana de Basquetebol condicionada em termos de “timings” para entrega dos campeões provinciais assim como a concretização do plano de disputa do nacional masculino.

Neste momento, refere a nota, a Federação Moçambicana de Basquetebol e a Secretaria de Estado de Desporto estão a preparar o protocolo sanitário para a retoma da actividade.

Em comunicado enviado ao “O País”, a Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) refere que, dentro dos limites a serem devidamente comunicados, as Associações Provinciais deverão reiniciar as actividades obedecendo ao protocolo sanitário a ser estabelecido pela Secretaria de Estado de Desporto (SED) e agremiação que tutela a modalidade da bola ao cesto no país.

Mais: as Associações Provinciais de Basquetebol devem, dentro do plano de competições, “programar o tempo disponível até a data de 31 de Dezembro, finalizando os seus campeonatos ou realizando provas de curta duração para que as equipas possam ganhar ritmo competitivo tendo em vista a próxima temporada”.

Na mesma nota, a FMB aponta 1 de Fevereiro de 2021 como a data para o arranque da próxima temporada, devendo a mesma se estender até 31 do mesmo ano em todos os escalões. Para o efeito, as inscrições irão decorrer de 20 de Dezembro deste ano até 28 de Fevereiro de 2021, sendo que as mesmas passam a ser válidas depois da homologação e emissão da respectiva licensa.

O organismo dirigido por Roque Sebastião diz ainda que os contratos de trabalho que obriguem os clubes e agentes desportivos, neste caso atletas, treinadores, técnicos de saúde, entre outros, serão cumpridos de acordo com a lei vigente.

A Federação Moçambicana de Futebol assinou três acordos e um memorando de entendimento com diversas instituições que querem garantir um retorno seguro e uma preparação sem sobressaltos dos Mambas, nos compromissos que terá pela frente.

 

O regresso aos treinos dos Mambas está marcado para Setembro, mas a Federação Moçambicana de Futebol já se desdobra para garantir que o mesmo seja seguro e rodeado de melhores condições para os jogadores.

Foi assim que esta terça-feira assinou acordos com quatro instituições, nomeadamente uma que vai garantir assistência tecnológica na casa do futebol e no Estádio Nacional do Zimpeto, outra que vai disponibilizar água e outros materiais, uma que vai deslocar os jogadores nas viagens que tiver e mais uma clínica que vai garantir assistência médica a jogadores, equipa técnica e todo staff da selecção nacional.

Mas o maior destaque destes memorandos assinados vai para uma clinica que vai garantir assistência médica a jogadores, equipa técnica e todo “staff” da selecção nacional. Representado no acto da assinatura por João Monteiro, foi Aurélio Zilhão quem falou, destacando a prestação da assistência diversificada na área médica e psíquica a vários níveis da FMF, com destaque para as selecções nacionais, nomeadamente 12 sessões terapêuticas e médicas aos jogadores das selecções nacionais seniores masculina e feminina. Mas também confirmou que vai colocar à disposição uma ambulância em todos os jogos das seleções nacionais para atendimento em primeiros socorros.

Para acabar com o sofrimento dos jogadores, que tem sido sujeitos a viagens desgastantes para alguns pontos de África com problemas de ligação de voos, a Federação Moçambicana de Futebol fechou contrato com uma instituição que facilitar as deslocações da selecção nacional.

Noor Momad, que representava a Cotur, assegurou que vai garantir a deslocação das selecções nacionais via aérea. Momade referiu ainda que a sua instituição acredita no futebol e que era preciso todos acreditarem, porque apesar da actual conjuntura “o futuro reserva-nos bons momentos”. Ressalvou que o ouro da Lurdes Mutola serviu para mostrar o caminho das vitórias, o que fez com que se juntasse a esta causa, acreditando nas várias vitórias dos Mambas no futuro.

Mas há ainda outros serviços básicos já garantidos para os Mambas.

A Eyazs Imperium, instituição com a qual a FMF rubricou um memorando de entendimento para prestar serviços na área de tecnologia de comunicação através de fornecimento de internet, quer na FMF como nos jogos das selecções nacionais, nos padrões da FIFA e CAF, prometeu aproximar o organismo que gere o futebol moçambicano e os jogadores das selecções nacionais aos seus adeptos.

Por fim, a águas Crytalina representada no acto pelo seu director geral, Mahomed Rafik, manifestou a sua satisfação por poder servir a família do futebol e assumiu que vai cumprir o seu compromisso no espírito e na letra.

A FMF diz que este apoio destas instituições vai ajudar os Mambas a manterem bons resultados. Feizal Sidat enalteceu a prontidão das instituições convidadas e espera seguramente que o futebol venha vincar. Sidat reconheceu que cada uma das instituições, na sua área de actuação, vai contribuir para os resultados cheguem e prometeu fazer melhor uso destes serviços disponibilizados pelos parceiros com os quais firmou acordos.

O retorno aos treinos dos Mambas, em Setembro próximo, tem em vista o confronto diante dos Camarões, em Novembro próximo, de apuramento ao CAN-2021.

Chegou ao fim a “novela Paulo Sousa”, treinador português que mantinha um diferendo com o Bordéus, clube onde evolui Mexer. Paulo Sousa rescindiu o contrato que o ligava ao Bordéus, 12.º classificado da Liga francesa quando a competição foi cancelada devido à pandemia de covid-19, dando lugar a Jean-Louis Gasset.

O novo treinador do internacional moçambicano passou as duas últimas temporadas ao comando do Saint-Étienne, conquistando 31 vitórias em 63 partidas. Jean-Louis Gasset, de 66 anos, trabalhou na equipa francesa como auxiliar de Laurent Blanc entre 2007 e 2010.

Nesses três anos, a dupla teve tempo de conquistar um Campeonato Francês, uma Copa da Liga e chegou às quartas de final da Liga dos Campeões.

Num comunicado divulgado na página oficial na internet, e já depois de ter rescindido com o técnico português, os ‘girondinos’ indicaram também Alain Roche como novo diretor desportivo.

“Com estes dois técnicos de renome, que também têm laços de longa data com os Girondinos de Bordéus, o clube dá as melhores oportunidades para concretizar as suas ambições ao desenvolver uma formação destinada a alimentá-los”, pode ler-se na nota.

Gasset, de 66 anos, foi treinador-adjunto do Bordéus durante três épocas, entre 2007 e 2010, e estava sem treinar desde 2018/19, quando deixou o Saint-Étienne.

“A perspetiva de voltar a um clube no qual vivi tantos e grandes bons momentos deixa-me muito feliz. Só os girondinos e este ambicioso desafio proposto por Frédéric [presidente do clube] me convenceram a assumir tão rapidamente o cargo de um clube tão prestigioso”, disse Jean-Louis Gasset, citado no sítio do 12.º classificado da última edição de ‘Ligue 1’, quando foi cancelada face à pandemia de covid-19.

O Nacional da Madeira, clube onde evolui o internacional moçambicano Witi Quembo, regressou no passado dia 29 de Julho aos trabalhos – com os habituais exames médicos e físicos – para preparar o retorno à I Liga portuguesa de futebol. Witi mostra-se optimista quanto ao sucesso da equipa insular na temporada que arranca a 20 de Setembro.

 

Trabalhar, trabalhar e trabalhar cada vez mais para manter ou mesmo elevar o nível competitivo apresentado nas últimas temporadas, com realce para a 2019-2020 na qual foi indicado pela plataforma “Transfermaket” como um dos 11 jogadores mais valiosos da Liga Pro.

Este é o objectivo de Witi Quembo, internacional moçambicano que já se afirmou no Nacional da Madeira, chegando mesmo a ser associado no passado ao Alavés da Espanha.

Com 21 jogos contabilizados numa época atípica, interrompida abruptamente devido à pandemia da Covid-19, Witi apresenta-se como um dos grandes valores de uma equipa que quer fazer uma temporada tranquila no regresso à Liga Nos.

“Podem esperar o mesmo Witi de sempre que dá o seu melhor em campo para poder ajudar o clube a fazer uma boa época. O meu objectivo é definido consoante o foco do clube. E, ao nível individual, irei claramente dar o meu melhor para estar a um bom nível e ajudar os meus colegas e o clube a alcançar os seus objectivos”, notou o esquerdino.

Familiarizado com a filosofia de trabalho de Luís Freire, treinador que em Maio sucedeu a Costinha no clube insular, Witi aponta para o sucesso. Aliás, Witi refere que o grupo de trabalho conhece muito bem a filosofia do jovem técnico português de 33 anos.

“Esta fase tem sido bom para nós porque já conhecemos o treinador. Já sabemos como ele trabalha. Sentimo-nos confortáveis com a sua cultura e filosofia de trabalho. Isso vai ajudar bastante os jogadores.  Vai ajudar igualmente aos novos colegas para que tenhamos um grupo mais unido e coeso”, ajuntou o internacional moçambicano.

O esquerdino, que em Maio último renovou o seu contrato com o Nacional por mais quatro anos, ou seja, até 2024, diz que os atletas estão bastantes motivados para colocar o clube insular na rota das vitórias.

A primeira de preparação do conjunto de Witi fase decorrerá no complexo desportivo do clube. Posteriormente, está prevista a realização de um estágio, que decorrerá em Portugal continental.

“Para ja, a preparação da temporada está a correr bem. Temos tido treinos bidiários e estamos muito motivados por regressarmos à Liga Nos. Estamos todos a dar o nosso máximo nos treinos, pois queremos entrar bem. Estamos focados nos nossos objectivos”.

Entretanto, o  Nacional anunciou a contratação de Larry Azouni, médio tunisino, de 26 anos, que assinou com o clube insular um contrato válido por três temporadas.

Formado no Marselha, Azouni passou ainda pelo Lorient e pelo Nimes antes de ingressar no Kortrijk, clube belga que representou nas três últimas temporadas. Conta com dez jogos disputados pela seleção da Tunísia.

 

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, diz que a conquista do Campeonato (Premier League) e Taça da Tanzânia foi resultado de muito trabalho. Miquissone diz que a humildade e espirito de sacrifício foram determinantes para o seu sucesso no Simba SC.

Foi chegar, ver e vencer. Pouco menos de um ano depois de se instalado em Dar es Salaam, Luís Miquissone impôs-se, ajudando o Simba SC a conquistar o 21º título de campeão da Tanzânia e 4º da Taça, competição na qual foi considerado homem do jogo na final.

Mais: no final da época, o “Konde Boy”, tal como é tratado carinhosamente t pelos adeptos do Simba SC, foi indicado para o melhor onze do campeonato juntamente com os colegas de equipa John Bocco (capitão e autor do segundo golo na final da Taça), Manula, Clatous Chama, Sergipe Wawa e Meddie Kagere para além de Nico Wadada, Lucas Kukoti, Zawadi Mauya, David Luhende e Kagera Sugar.

Esforço compensado para um “pequeno-grande” jogador que junta talento, raça e personalidade. Boa capacidade de elevação. Aliás, estas qualidades foram preponderantes para que se afirmasse instantaneamente na época de estreia na Tanzânia.

“Sinto-me lisonjeado e orgulhoso por ter tido sucesso numa equipa na qual me integrei a meio a temporada. A equipa do Simba SC já tinha as suas bases quando cheguei. Lutei bastante para merecer confiança do treinador e, graças a Deus, consegui e conquistei o que conquistei. Isso é muito bom”, começou por dizer Luís Miquissone com sentimento de missão cumprida.

Mas nem tudo foi um mar de rosas. À sua chegada, o craque viu-se impedido de jogar durante dois meses devido a questões burocratas, ou seja, falta de documentação completa. Isso não o diminuiu psicologicamente, até porque teve igualmente apoio dos colegas no processo de integração nos campeões tanzanianos.

“Quando cheguei, os colegas conseguiram transmitir-me confiança. Eu treinava com a equipa, mas infelizmente não podia jogar. Nos treinos, consegui ter uma ideia do que devia fazer para melhor integração na equipa. Os colegas já me conheciam porque, quando estava na União Desportiva do Songo, defrontámos o Simba SC. O treinador do Simba também me conhecia”, explicou.

Agora, ainda que de férias do país, há que projectar a nova temporada. Com a mesma determinação e superação demostradas mesmo depois de uma passagem pouco conseguida pelo Mamelodi Sundonws da África do Sul.

“Vou continuar a trabalhar arduamente. Trabalho duro para alcançar o sucesso. Terei um tempo curto de férias, falo de duas semanas por aí. Praticamente não teremos a pré-época, até porque temos uma prova comemorativa dentro de alguns dias. O meu objectivo passa, naturalmente, por manter o mesmo nível ou até mesmo melhorar”, vincou.

Miquissone diz que o grande objectivo passa por ajudar o Simba SC a revalidar o título nacional e a fazer uma grande campanha na Liga dos Campeões Africanos, competição na qual a sua equipa atingiu a fase de grupos em 2003. Inserido no grupo “A” com o Enyimba (Nigéria), Ismaily (Egipto) e Asec Mimosas (Costa do Marfim), o Simba SC terminou na terceira posição com sete pontos (duas vitórias, um empate e três derrotas).

“O meu objectivo passa por fazer uma boa campanha na Liga dos Campeões. Vou lutar e continuar a dar o melhor para ajudar o clube a chegar a fase de grupos. Seria muito bom para a equipa e para os jogadores terem maior exposição”, notou.

Em pouco tempo da Tanzânia, Miquissone conquistou a simpatia dos adeptos que o têm acarinhado bastante. O jogador, que antes de desembarcar em Dar es Salaam tinha cerca de 1200 seguires na rede social “Instagram”, conta hoje com mais de um milhão.

“Quero agradecer os adeptos pelo apoio que me tem dispensado. É fantástico o que tem acontecido, pois, na verdade, os adeptos não medem esforços para demostrar o quão somos especiais para eles. Estou, sinceramente, agradecido pelo gesto”, disse.

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