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O País – A verdade como notícia

O piloto moçambicano Pedro Perino garantiu, fim-de-semana, no circuíto internacional de Nápoles, em Itália, a presença na final da categoria internacional OK (Sénior) no Campeonato da Europa de Karting.

Perino esteve muito bem nas mangas de qualificação e viu o seu esforço ser compensado ao ocupar o 26.º lugar na classificação geral, entre 58 pilotos. Esta, de resto, foi a segunda prova do piloto ‘rookie’ na categoria OK (Sénior).

Na segunda jornada do Campeonato da Europa de Karting FIA, na qual se bateu pilotos bastante experientes, Pedro Perin tinha como principal objectivo prosseguir o seu processo de aprendizagem numa categoria muito exigente.

Diante de pilotos talentosos de quase todo mundo, o piloto moçambicano teve a particularidade de iniciar como o 10.º mais rápido do seu grupo, na sessão única de treinos cronometrados.

Para assegurar a passagem à final, o “rookie” tinha que alcançar bons resultados durante as habituais quatro mangas de qualificação e, logo na primeira, garantiu um quinto lugar, sendo uma excelente classificação, já que recuperou 11 lugares. Depois, o piloto moçambicano terminou num 13.º lugar e na corrida seguinte foi forçado a abandonar devido a problemas mecânicos no motor.

Sem baixar os braços, na última manga de qualificação, Pedro Perino cruzou a meta na 12.ª posição, sendo suficiente para garantir a tão almejada presença na Final, em que venceu o experiente piloto britânico Taylor Barnard.

“Podia ter conseguido um resultado melhor, se não fosse um problema mecânico que me obrigou a desistir na terceira manga. Mas estou muito contente com esta prestação, pois não é fácil conseguir o apuramento para a Final nesta categoria cheia de talentos e o onde corri pela segunda vez na minha carreira”, sublinhou o jovem piloto moçambicano, Pedro Perino, que tem apenas 15 anos de idade e corre aos comandos do seu kart equipado com Chassis Kart Republic e motor Iame, sendo os pneus da marca LeCont obrigatórios para todos os concorrentes.

O Costa do Sol realizou esta segunda-feira os testes da COVID-19 aos seus jogadores, equipa técnica e todo staff do plantel, o que fez com que esta terça-feira não estivessem a treinar.

A direcção “canarinha” diz que teve que testar o plantel para melhor controlar a saúde dos jogadores, mesmo não sendo uma obrigatoriedade do protocolo sanitário.

Os treinos no ninho do canário começaram há uma semana, no âmbito do relaxamento das medidas de prevenção, para permitir uma preparação condigna da equipa, tendo em conta a sua participação nas afrotaças, edição 2020/21, mas levados pelo slogan do Ministério da Saúde “o nosso maior valor é a vida”, a direcção decidiu por realizar testes da COVID-19 a todos jogadores, equipa técnica e pessoal de apoio, para melhor controlo da sua saúde.

Ou seja, para prevenir suposta propagação da COVID-19, a direcção canarinha quer saber se todos estão em condições de prosseguir com os trabalhos sem colocar em causa todo um clube e suas aspirações para a presente temporada.

A testagem aconteceu esta segunda-feira, medida que obrigou a interrupção dos treinos por quatro dias, até a saída dos resultados dos testes da COVID-19.

João Nhabanga, secretário-geral do Costa do Sol foi quem confirmou esta paragem, o que faz com que a equipe só regresse aos treinos na próxima quinta-feira.

Aliás, esta testagem não é um acto obrigatório que esteja plasmado no protocolo sanitário aprovado para retoma a actividade desportiva colectiva, mas Nhabanga diz que “como privilegiamos dos jogadores”, em primeiro lugar, “a direcção do clube achou melhor testar os atletas para que trabalhemos a vontade”.

Até porque esta testagem tem os seus custos de realização, algo que não entrou nas contas do campeão nacional, preocupado apenas com a saúde dos seus jogadores.

“Foi custo do clube”, disse o secretário-geral do Costa do Sol, para esclarecer ainda que os mesmos foram feitos na província de Maputo, mais concretamente no Hospital Provincial da Matola. “Nós podíamos ter feito a nível da cidade, mas o custo é caro para um teste. Só para ter uma ideia, na cidade de Maputo cada teste ronda os 3.500 (três mil e quinhentos meticais) a 5.000 (cinco mil meticais), então recorremos a província onde os custos são mais reduzidos”, mesmo sem especificar os valores e o orçamento desembolsado para esta operação.

Isolamento em caso de positivo

João Nhaganba falou ainda dos procedimentos a serem tomados em caso de teste positivo em qualquer membro do plantel “canarinho”. Diz que nada será inventado porque a roda, essa, já foi inventada. “Faremos o mesmo que o Ministério da Saúde recomenda: que é fechar, isolar, testar de novo, até termos certeza de que a situação está controlada”, sem no entanto paralisar as actividades. Ou seja, nessa altura vão continuar a treinar os que acusarem negativo para o novo coronavírus.

Balanço dos treinos da primeira semana é positivo
Num outra abordagem, o dirigente canarinho fez uma radiografia da primeira semana de treinos dos “canarinhos”, que contou com a presença de 21 jogadores, divididos em três turnos de sete jogadores cada. Para o secretário-geral, o balanço dos trabalhos é positivo.

“Deu para perceber a vontade e a satisfação no semblante dos atletas e de toda equipa de trabalho, porque, mais do que voltarem a treinar, voltaram a fazer aquilo que mais gostam, que é jogar futebol”, disse João Nhabanga.

O Costa do Sol aguarda pela chegada do treinador principal, Horácio Gonçalves, bem como de dois jogadores tanzanianos, que deverão se juntar ao conjunto até início de Setembro próximo, estando neste momento o processo burocrático para que os mesmos entrem ao país sem problemas.

Para já quem está de regresso é o Director Desportivo da colectividade, Artur Faria, que esteve de férias em Portugal. Este vai cumprir todos procedimentos das medidas de prevenção e propagação da COVID-19, à sua chegada, nomeadamente a realização de um teste, a quarentena e só depois vai se juntar ao grupo de trabalho.

Num anúncio feito quinta-feira, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) disse que vai alocar 485.714 dólares, perto de 34 milhões de meticais, para o pagamento das dívidas do organismo que gere o desporto rei no país, sem, no entanto, especificar as referidas dívidas.

Por outro lado, a FMF deu a conhecer que a selecção nacional de futebol, os Mambas, não está contemplada na distribuição dos fundos, pelo facto de receber apoio directo do Governo para a sua movimentação, através de um contrato-programa assinado anualmente.

Além disso, a Liga Moçambicana de Futebol foi excluída da lista dos beneficiários do Fundo Solidário da FIFA. O vice-presidente da Federação, Jorge Bambo, afirma que o organismo de gestão do campeonato nacional de futebol, o Moçambola, “é uma contratada da FMF e as Associações provinciais, membros da FMF, daí que demos primazia aos sócios ordinários da Federação”.

Geny Catamo já começa a dar nas vistas no Sporting de Rubem Amorim. O treinador do Sporting Clube de Portugal mostra-se encantado com a prestação da nova pérola do Índico, que tem estado a brilhar nas equipas secundárias e de formação dos “leões”.

Segundo escreve o jornal electrónico Lance, o internacional moçambicano vai fazer parte dos 28 jogadores chamados pelo treinador do Sporting, Ruben Amorim, que compõem o plantel dos “leões” no estágio de uma semana, de pré-época, que inicia esta segunda-feira, no Algarve, onde vão permanecer até próximo dia 30, naquela que é a segunda fase dos trabalhos, depois de uma primeira fase feita toda em Alcochete, centro de estágios.

Rubem Amorim não ficou indiferente à actuação do jovem jogador moçambicano, formado na Associação Black Bulls, no jogo de controlo que envolveu a equipa principal e a equipa B do Sporting, na passada semana. Na referida partida, Geny Catamo apontou um dos dois golos com que a equipa B venceu a equipa principal dos sportinguistas, por 2-0.

Esta não é a primeira vez que o internacional moçambicano se junta à equipa principal do Sporting, tendo já estado com o plantel na fase final do temporada passada, quando foi convocado para fazer parte dos treinos da equipa A, que se apresentava desfalcada, depois de um jogo da Liga NOS.

Em Julho de 2019, o médio de 19 anos chegou ao Sporting ido do Amora que cedeu o futebolista aos leões por duas temporadas e está mais próximo de fazer parte do plantel da equipa principal dos “leoes”, que se prepara para disputar as eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga Europa, na temporada 2020/21.

Na passada quinta-feira a Federação Moçambicana de Futebol anunciou os critérios e a divisão dos fundos alocados pela FIFA para fazer face a pandemia da COVID-19 no desporto. Na ocasião, a FMF distribuiu o Fundo Solidário, de um milhão de dólares, pelos clubes, associações provinciais e selecções nacionais das camadas inferiores, não tendo incluído a Liga moçambicana de Futebol, gestora do campeonato nacional. Em resposta, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, disse estar surpresa com a exclusão no processo de atribuição do apoio, para além de que não foi informada em nenhum momento sobre a sua ilegibilidade para beneficiar do apoio

A Federação Moçambicana de Futebol anunciou que vai disponibilizar 1 milhão e 200 mil meticais a cada um dos 14 clubes do Moçambola, totalizando 16 milhões e 800 mil, no âmbito do Fundo Solidário da FIFA, para fazer face a crise trazida pela pandemia do novo coronavírus no desporto, em particular no futebol.

Mas para os clubes beneficiarem desse fundo deverão cumprir alguns requisitos emanados no contrato-programa, nomeadamente o preenchimento de formulário disponível da FMF; conta bancária oficial do clube; processo de licenciamento de clubes concluído, registo de jogadores de todos escalões no sistema FIFA Connect, sendo que o clube que não cumprir todos requisitos não verá a “cor do dinheiro”.

O vice-presidente da Área de Administração e Finanças da FMF, Jorge Bambo, explicou que para os clubes do Moçambola, que não movimentam as camadas de formação, não haverá exclusão, mas em relação ao licenciamento de clubes “vamos considerar a adesão e depois vamos passar o certificado, pelo que está-se a trabalhar, mas tendo em conta aquilo que já foi feito até hoje que é para avançar com este processo e os que já aderiram a este processo ganham de imediato o direito de acesso aos fundos”.

Aliás, Bambo esclareceu ainda que “o financiamento distribuído pela FMF deverá incluir o processo de  verificação  e auditoria com relatórios específicos do uso dos fundos por parte dos beneficiários”, uma das premissas que a FIFA exige para que mais vezes as associações membros possam beneficiar dos seus fundos.

Aos clubes da segunda divisão, os que  estão inscritos para os campeonatos provinciais de seniores, a Federação Moçambicana de Futebol reservou 103.714 dólares, ou seja, 7.260.000 meticais que serão distribuídos em espécie. Ou seja, cada emblema deverá receber material desportivo no valor de 55.000 meticais. Entretanto, a FMF não explicou se, neste quesito de fornecimento de equipamento desportivo, será lançado um concurso público para o efeito.

Já as Associações Provinciais  irão  receber o valor de 250 mil meticais, cada uma das 11 associações do país, totalizando 2 milhões e 750 mil Meticais (cerca de 39.285 dólares americanos), devendo para tal possuir uma conta bancária em nome da instituição e preencher o formulário disponível na sede da Casa do Futebol.

A Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo congratula o piloto pelo bom desempenho na sua estreia no Campeonato da Europa FIA de Karting, disputado no Circuito Internacional de Zuera, em Espanha, e espera que continue a evoluir a cada dia.

O piloto Pedro Perino disputa, este fim-de-semana, no Circuito Internacional de Nápoles, em Itália, a segunda prova do Campeonato da Europa FIA de karting na categoria internacional “OK” (sénior).

Perino irá marcar a sua estreia esta época numa prova onde evoluem alguns dos mais destacados pilotos da especialidade.

Na prova, Pedro Perino irá procurar superar a concorrência de 85 pilotos experientes e, à partida, carrega algum optimismo pelo facto de ter assegurado o 9.º lugar numa das mangas de qualificação, na jornada de abertura em Espanha.

O piloto, que disputa esta competição no comando de um kart equipado com “chassis kart republic” e “motor lame”, sabe que o facto de ser estreante (rookie) nesta na categoria “OK” (sénior) não ira facilitar a sua vida. No entanto, coloca como objectivo melhorar a sua performance ao competir diante de pilotos experientes.

“Reconheço que o facto de ainda só ter disputado uma prova na categoria OK (Sénior) a contar para os ‘Champions of the Future’ e outra a contar para o Campeonato da Europa FIA, não posso, para já, ter grandes ambições quanto à obtenção de uma classificação de topo, até porque grande parte do pelotão já tem alguns anos de experiência na categoria OK (Sénior) e é realmente muito forte. Mas sei que tenho de passar por esta fase, para evoluir como piloto e assim preparar o futuro, não querendo dizer com isto que não estarei na pista de Nápoles focando em alcançar bons resultados. Esse também é o meu foco e darei o meu melhor para conseguir boas classificações”, frisou Pedro Perin.

Ainda assim, o piloto de 15 anos foi o 8.º mais rápido do seu grupo de qualificação para além de haver assegurado o 9.º lugar no arranque do Campeonato da Europa FIA de Karting, disputado no Circuito Internacional de Zuera, em Espanha.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, já conhece o calendário de jogos de qualificação ao CAN dos Camarões e ao mundial do Qatar. Assim, os Mambas tem já agendada a dupla jornada diante dos Camarões, em Novembro próximo e o seleccionador nacional, Luís Gonçalves diz que fará de tudo para chegar nessas datas em condições de ombrear com o colosso africano.

 

O que era ainda especulação, foi agora confirmado! A Confederação Africana de Futebol marcou já os jogos da terceira e quarta jornadas de qualificação ao Campeonato Africano das Nações para Novembro próximo. Será uma jornada em que os Mambas vão defrontar os Camarões, nomeadamente em Douala e Maputo, entre 9 e 17 de Novembro.

Mas também já estão marcados os restantes jogos da fase de qualificação ao CAN-2021 e mundial-2022. Assim, os Mambas vão seguir o seguinte calendário de jogos:

5 a 13 de Outubro – data Disponível para jogos amigáveis

9 a 17 de Outubro – Jornada 3 e 4, diante dos Camarões, de qualificação ao CAN

22 a 30 de Março de 2021 – jornada 5 e 6, diante do Ruanda e Cabo Verde de qualificação ao CAN

31 de Maio a 15 de Junho de 2021 – Jornada 1 e 2 de qualificação ao mundial 2022

30 de Agosto a 7 de Setembro de 2021 – Jornada 3 e 4 de qualificação ao mundial 2022

4 a 12 de Outubro de 2021 – Jornada 5 e 6 de qualificação ao mundial 2022

8 a 16 de Novembro de 2021 – eliminatórias dos play-off  de qualificação ao mundial 2022

O seleccionador nacional, Luís Gonçalves, diz estar satisfeito com o calendário apresentado e principalmente pela disponibilidade da data-FIFA de Outubro. “Este comunicado da CAF veio confirmar aquilo que eu previa e esperava, a marcação dos jogos de qualificação para o CAN para a Data-FIFA de Novembro deste ano e Março do próximo ano, os quatro jogos que faltam para a nossa qualificação serão feitas nessas datas o que significa que, ao contrário do que se falava por aí, os Mambas, neste ano, ainda vão jogar”, disse Luís Gonçalves, para depois acrescentar que “também fiquei satisfeito ao verificar que a Data-FIFA de Outubro também pode ser utilizada para nós realizarmos dois jogos de preparação e é isso que estamos a tentar concluir o acordo com duas equipas para nós nos prepararmos durante o mês de Outubro”.

Luís Gonçalves promete ainda fazer de tudo para chegar às datas dos jogos com Camarões em condições de ombrear de igual para igual com o gigante africano.

“Em Novembro teremos dois jogos muito importantes com os Camarões e estamos a fazer de tudo para realmente estarmos em condições de competir ao nosso melhor nível, dizer que seria também muito importante que o Moçambola arrancasse para colmatar este tempo de paragem dos jogadores moçambicanos, de qualquer das formas nós na selecção nacional estamos a cumprir o nosso plano para que os Mambas quando chegarem em Novembro e tiverem que disputar os três pontos em cada jogo estejam ao seu melhor nível, é isso que nós vamos fazer com certeza”, assegurou Luís Gonçalves, seleccionador nacional.

Os trabalhos de preparação dos Mambas começam em Setembro, apenas com jogadores que actuam internamente, segundo garantias do seleccionador nacional.

Refira-se que Moçambique partilha a liderança do grupo F de qualificação ao CAN com os Camarões, somando cada um quatro pontos.

O Costa do Sol tornou-se na primeira equipa a retomar aos treinos no âmbito do relaxamento das medidas do Estado de Emergência, com vista a preparação para as afrotaças. O plantel está dividido em três grupos que trabalham no ginásio e no relvado.

 

Cinco meses de espera e a esperança começa a se fazer sentir. O retorno gradual ao desporto colectivo, concretamente o futebol, já é uma realidade. Os “canarinhos” já correm, aliás, já esticam os músculos a pensar na participação nas competições africanas de clubes. Tornam-se assim no primeiro clube a retomar aos treinos, beneficiando do relaxamento das medidas de prevenção, no âmbito do Estado de Emergência.

E os treinos no ninho do canário são feitos de forma faseada, em turnos e com cumprimento das medidas de prevenção que não devem ser negligenciadas.

O  plantel do Costa do Sol foi dividido em três grupos de sete jogadores cada, com sessões as 09H00, 11H00 e 15H00, todos os dias. Na sessão desta quarta-feira, o primeiro, a primeira sessão foi para os defesas, mais um guarda-redes, a segunda sessão foi dos médios, mais um guarda-redes e a terceira sessão foi dos avançados, contando com um guarda-redes.

As sessões iniciam no ginásio, para aquecer os músculos e recuperar a condição física dos jogadores que ficaram muito tempo parados, e depois no campo, para uma corrida leve e uma peladinha.

Jossias Macamo, antigo jogador do clube e agora treinador adjunto de Horácio Gonçalves, diz que o momento é de recuperação física. “Depois de ter passado esta turbulência de termos ficado cerca de cinco meses parado, hoje estamos a retornar aos trabalhos naquilo que gostamos de fazer e a expectativa é enorme naquilo que pretendemos do nosso trabalho”, disse Jossias.

Aliás, o treinador adjunto do Costa do Sol, que orienta estas sessões iniciais, diz que os trabalhos vão ser progressivas, até mesmo porque os cinco meses de paragem devem ser compensados, por isso “vamos levar o trabalho de forma gradual, tendo em conta que não sabemos que não sabemos quando será o início do Moçambola e das afrotaças, e tempo a tempo vamos melhorando até chegarmos a nos enquadrar, depois da passagem da pandemia”.

Já o Secretário-Geral dos “canarinhos”, João Nhabanga, confirma que os treinos serão divididos em duas fases, sendo que na primeira fase, serão trabalhos no ginásio e a segunda fase será no campo. “A primeira vai servir para preparar o físico e a segunda para preparar o táctico” e divididos em três grupos, mas não tem previsão do tempo que esta fase inicial vai durar, estando dependente da “evolução daquilo que será feito nesta fase”.

 

Jogadores ansiosos pela retoma

Os jogadores já estavam ansiosos com este retorno aos treinos e esperam recuperar o tempo perdido. Isso notório na entrega aos trabalhos neste primeiro dia de treinos, tanto no ginásio como no campo de jogos.

Na conversa com Yannick e Bernardo, dois jogadores que reforçam o plantel canarinho para esta temporada, os mesmos dizem que já estavam a espera deste retorno. “Já estava a espera, tendo em conta que estivemos quase cinco meses parados e não via a hora de retomar e fazer questão de estar no convívio dos colegas e do próprio clube e fazer aquilo que mais gosto de fazer, que é jogar futebol”, disse Yannick, sendo secundado por Bernardo, que disse que “é muito bom regressar aos treinos e cá estamos nós para trabalharmos e ajudarmos o Costa do Sol a alcançar seus objectivos”.

Aliás, este retorno faseado que inicia com trabalhos de ginásio é bem visto pelos jogadores que assumem que “tudo começa com uma preparação física para depois conseguirmos fazer aquilo que é o trabalho dentro de campo”, segundo Yannick.

Até porque pos jogadores tem objectivos individuais no ninho do “canário”, que passam por convencer a equipa técnica a apostar em si na equipa base da colectividade.

 

Vencer tudo internamente e chegar à fase de grupos da “champions”

Ainda que se esteja no início dos trabalhos, com a primeira sessão a ter sido esta quarta-feira, os “canarinhos” já fazem prognósticos do futuro e apontam objectivos para a época.

Para Yannick, o principal objectivo passa por conseguir uma melhor campanha nas competições africanas, se não fosse esse o motivo porque iniciaram mais cedo com os trabalhos de preparação da época. “O objectivo é nos preparar melhor. Sabemos que é uma competição forte, com várias equipas e que são fortes, mas acredito que estaremos bem preparados para uma boa resposta na Liga dos Campeões”, facto que foi secundado pelo respectivo Secretário-Geral, João Nhabanga, que coloca a fasquia ainda mais alta: “chegar a fase de grupos”, e ao nível interno “conquistar todas as provas”.

Nesta primeira fase os “canarinhos” contam com 21 jogadores, entre nacionais e estrangeiros, faltando apenas dois que se encontram fora do país, para além do treinador principal, que ainda se encontra em Portugal.

Os trabalhos de preparação decorrem no cumprimento das medidas de prevenção, com destaque para uso de cestos individuais e lavagem das mãos.

O Comité Olímpico de Moçambique diz que criou todas condições, através das respectivas federações nacionais, para os atletas poderem ter um treinamento adequado com vista aos Jogos Olímpicos, nomeadamente transporte, alimentação e toda logística. Penalva Cesar diz que não entende porque as atletas bolseiras são as que mais reclamam, sendo que beneficiam de uma bolsa de solidariedade olímpica que garante um valor mensal de perto de 50 mil meticais para as suas despesas logísticas.

Aliás, o Secretário-Geral do Comité Olímpico de Moçambique assume que as múltiplas explicações que tem estado a dar aos envolvidos não tem surtido efeito desejado. “Devo reconhecer que parece que é necessário uma acção vigorosa em relação a esta situação para que isto fique esclarecido de uma vez por todas. Já tentei encontrar uma explicação e dar um ponto de situação em relação a isso, mas parece que o esclarecimento não tem sido suficiente”, disse Penalva César.

O facto é que, segundo Penalva César, não é recomendável que os atletas e todo staff envolvido nos treinos para os Jogos Olímpicos ou para as qualificações a essa competição, que beneficiaram do relaxamento das medidas de prevenção, se façam transportar nos transportes colectivos ou semi-colectivos, vulgo “chapas”, tendo em conta o protocolo sanitário.

Penalva César que houve todo tipo de esclarecimentos as federações nacionais que o “Comité Olímpico de Moçambique não tem transporte colectivo para transportar os atletas de casa aos treinos e vice-versa e que nós iríamos encontrar mecanismo da apoiar as pessoas das federações ou as federações, no sentido de encontrarmos formas de ajudar no transporte dos atletas” e essa solução, de acordo com o próprio Comité Olímpico de Moçambique, passava por subsidiar os dirigentes a usarem os seus transportes próprios para levar os atletas aos locais de treinos.

 

Atletas bolseiros reclamam sem razão

Ademais, Penalva César diz não entender porque são os atletas bolseiros os primeiros a reclamarem dessa situação, tendo em conta os apoios que recebem no âmbito da bolsa da solidariedade olímpica. “Os bolseiros recebem 750 dólares por mês (perto de 50 mil meticais) para garantirem condições de treinamento. Esse valor que eles recebem não é para guardarem para um dia comprarem um carro ou um terreno… Quero explicar que esse valor serve para os atletas terem condições de treino, nomeadamente terem alimentação, transporte, pagarem subsídio a um treinador (se necessário), comprar suplimentos e tudo que está a volta da realização de um bom treino”, disse o Secretário geral do Comité Olímpico de Moçambique, para quem essa bolsa não é para guardar no banco “e dizer que foi-me dado, não serve para isso”.

E porque há muita renitência nas explicações que tem sido dadas pelo Comité Olímpico de Moçambique, Penalva César deixa um recado às federações: “se a federação acha que não está em condições de cumprir com essas exigências, das duas uma: ou cancela o regresso aos treinos ou aproxima-se a quem acha que pode ajudar, neste caso pode ser o Comité Olímpico de Moçambique e, individualmente vamos procurar soluções, que neste momento não passa por o COM fornecer um meio de trasporte, que não tem, mas passa por encontrar formas alternativas para que os atletas sejam transportados em segurança e em carros privados para poderem treinar em condições”.

E para colmatar essa lacuna que cria desentendimento entre as federações e o Comité Olímpico de Moçambique, Penalva César propõe um encontro para esclarecer todos os aspectos. “Espero que depois desse encontro possamos nos entender e falarmos a mesma língua, porque o COM não pode estar a caminhar para um sentido e as federações para o sentido contrário, porque não é possível realizar nenhuma actividade se nós estivermos a parte um do outro”, concluiu o Secretário geral do Comité Olímpico de Moçambique.

“As federações tem que qualificar os atletas e depois dessa qualificação devem ser entregues ao Comité Olímpico de Moçambique para este levar os atletas aos Jogos Olímpicos, porque sentimos que as federações não terão arcaboiço para manter o treinamento dos atletas até aos Jogos Olímpicos, então nós fazemos todos os possíveis e impossíveis para que tenham condições de chegar a essa prova”

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