Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Moçambique fez história, esta noite, após qualificar-se para o Mundial de futebol de praia.

A selecção nacional venceu o Uganda, por 6 a 3, no jogo das meias-finais do CAN de Futebol de Praia, que decorre no Senegal.
Na final, este sábado, Moçambique defronta o Senegal, às 19h30.

É a primeira vez que uma selecção da modalidade alcança este feito.

De regresso ao país, depois da conquista histórica do Campeonato Francês da primeira divisão, Reinildo pediu, hoje, ao Governo de Filipe Nyusi que aposte na formação para que emerjam mais talentos no futebol moçambicano.

Foi de Chiveve que partiu para a Europa, onde chegou, convenceu e venceu. Hoje, o miúdo da Munhava, que conquistou França e o mundo, foi recebido pelo Presidente da República, na Ponta Vermelha.

Reinildo era um jovem feliz e reconheceu que não esperava tanto. “Tudo começou com os meus colegas que diziam, no balneário, que eu era o melhor lateral esquerdo do campeonato. Eu levava isso como brincadeira e dizia a mim mesmo, que era impossível chegar a esse patamar, pois há muitos jogadores valiosos no campeonato”, iniciou o internacional para depois avançar que, “mesmo não acreditando que poderia ser eleito um dos melhores da prova, fui trabalhando, fui dando o meu melhor. Eis que, faltando um jogo para o fim da Ligue 1, recebi a informação do homem da comunicação do clube que havia sido eleito melhor lateral esquerdo da prova, pelo que fiquei admirado”, descreveu o jogador ao Chefe de Estado.

O internacional moçambicano explicou que a satisfação era tanta que, mesmo no dia em que foi lhe entregue o troféu, não quis acreditar. “Cheguei atrasado à sede da União de Jogadores Profissionais Franceses (UNFP, na sigla francesa), porque não sabia que roupa deveria usar, estava nervoso. Quando lá cheguei, já estavam presentes as pessoas que fizeram parte do júri. Eles nem me deixaram digerir a conquista, só me entregaram o troféu e tirei uma fotografia. Em seguida, tive que devolver o troféu. De tão nervoso que estava nem deu para olhar o troféu”, lembrou com sorriso no rosto.

Graças a essa premiação, o atleta consta do 11 do ano da principal prova de França. Reinildo disse ser um orgulho e explicou o significado de ter carregado a bandeira de Moçambique às costas no dia da consagração.

“Eu senti que era aquele o momento de fazer com que o povo moçambicano pudesse esquecer, por alguns instantes, o sofrimento por que está a passar. Senti-me orgulhoso por estar ali com a bandeira do meu país e saber que estou a carregar milhões de moçambicanos”, revelou o atleta.

Orgulhoso e feliz também ficou Filipe Nyusi que abriu espaço para o craque pudesse fazer pedidos ao seu Governo. “Temos que continuar a trabalhar na formação, foi a partir daí que apareceu Reinildo, apareceu Mexer, Zainadine e outros talentos do país. Tenho certeza de que existem mais Reinildos, mas não têm oportunidade de aparecer, porque nem todas as equipas apostam na formação”, introduziu para acrescentar que “para render o jogador precisa de condições de trabalho. Precisa de estar alegre, isso significa ter um bom local de hospedagem, um bom campo de futebol, boa alimentação”, defendeu.

REINILDO SEMPRE SERÁ REINILDO, PROMETE!

Na mira da imprensa quer francesa, quer moçambicana, Reinildo, que chega hoje à cidade da Beira, garante que não mudou e que continua humilde. “Reinildo sempre será Reinildo. Já tive situações de descer de divisão, mas foi sempre de cabeça erguida. Não é por ser campeão que vou mudar a minha forma de ser. Continuarei amigo de todos, conversador, brincalhão e a mensagem que quero deixar para os jovens que estão a começar: tudo é possível no futebol, como tudo é possível na vida. Não é por sermos moçambicanos que não podemos sonhar, só não sonha quem não vive”, aconselhou tendo depois agradecido ao técnico Mussá Osman por ter apostado nele logo que foi promovido aos seniores no Ferroviário da Beira.

Na ocasião, Filipe Nyusi explicou que mesmo que Reinildo não vencesse o campeonato, o país estaria feliz com o seu desempenho. “Foi um orgulho para todos nós, mesmo que ele não ganhasse, a bandeira seria destacada, porque, antes de vencer o campeonato, já havia sido eleito melhor lateral esquerdo da prova”, regozijou o Chefe de Estado.

No final, Reinido ofereceu ao Presidente da República uma camisete autografada do Lile e um cascol. Assim foi a tarde de um campeão na Ponta Vermelha…Reinildo já não é apenas um jovem da Munhava, mas, agora, é um jovem do mundo…é um pedaço de Moçambique que brilha no velho continente.

O seleccionador nacional de futebol, Horácio Gonçalves, convocou 25 jogadores que vão representar os Mambas no torneio triangular que terá lugar em Junho próximo, no Estádio Nacional do Zimpeto. Lesotho e eSwathini serão os adversários dos Mambas na preparação ao torneio Cosafa.

Foi a primeira convocatória de Horácio Gonçalves na qualidade de seleccionador nacional de futebol. O português chamou 25 atletas da selecção olímpica, com destaque para os campeões regionais da Cosafa, em sub-20, nomeadamente Kimiss Zavala, Fidel e Martinho, todos da Black Bulls, para além de cinco jogadores que actuam em clubes portugueses, casos de Geny Catamo, do Sporting Clube de Portugal, Maestro, do Vit’oria de Guimarães, Bruno Langa, do Amora FC e os maritimistas Bonera e Neymar Canhemba.

 

DAR RODAGEM À SELECÇÃO OLÍMPICA QUE VAI A COSAFA

Horácio Gonçalves pretende dar rodagem e entrosamento à selecção olímpica que vai representar o país no torneio regional da Cosafa, que terá lugar em Julho, na vizinha África do Sul. Aliás, o seleccionador nacional pretende que esta selecçao possa começar a representar o país, tendo em conta que se trata de uma selecção olímpica e que se quer que venha disputar a próxima qualificação aos Jogos Olímpicos de 2024.

“A nossa intenção é colocar os jovens jogadores e talentosos numa posição que lhes permita conquistar um lugar na selecção AA. São jovens atletas e todos estão no activo e foi dentro desta perspectiva que nós tentamos criar esta selecção olímpica que participa no torneio Cosafa, sem que seja todo este grupo, pois poderá oscilar um ou outro jogador, mediante as observações que vamos fazendo, mas a intenção é uma e clara: vamos dar competição aos jovens”, disse Horácio Gonçalves na conferência de imprensa de anúncio dos convocados.

O seleccionador nacional considera que os jovens jogadores moçambicanos têm talento e não será a equipa técnica a cortar-lhes as pernas. “Durante estes anos todos, houve muitas situações desta natureza e nós queremos quebrar isso”, sentenciou Horácio Gonçalves.

Sobre os jogadores que actuam fora de portas, nomeadamente em Portugal, Horácio Gonçalves espera que sejam dispensados para representar a selecção nacional neste triangular, tendo em conta que se enquadra dentro da data-FIFA, até porque “estão dentro da idade de fazerem parte desta selecção olímpica e será bom para eles poderem participar”, mas em relação ao torneio Cosafa, não sendo uma data-FIFA, espera que haja bom senso por parte de todos os clubes.

 

TRIANGULAR PARA PREPARAR COSAFA E PROJECTAR JOGADORES DO FUTURO

Relativamente a esta possibilidade de disputar dois jogos amigáveis no Estádio Nacional do Zimpeto através do torneio triangular que vai integrar, ainda, o Lesotho e eSwathini, Horácio Gonçalves mostra-se feliz, já que espera tirar proveito disso.

“Quero que os jogadores, que são jovens e que estão naquele vazio de falta de competição tirem algo deste torneio, pois esta é uma oportunidade para eles se interligarem. Estes dois jogos, que vamos realizar, que serão de preparação para o Cosafa, são óptimos, porque vão interligar atletas que muitos deles nunca se encontraram na mesma equipa e outros que, provavelmente, se encontraram nas selecções de formação há dois ou três anos e que podem voltar a encontrar-se”, disse o seleccionador nacional.

No entanto, mais do que criar interligação e entrosamento entre os jogadores, esta é uma oportunidade que os jogadores têm de se lançar, por forma a tentar um lugar na selecção principal, os Mambas. Gonçalves não teme em assumir que “este torneio vai-nos servir para observação desses atletas, não só nestes dois jogos, mas também no Cosafa, porque eles vão querer conquistar a camisola da selecção AA”.

O seleccionador nacional assume, ainda, o desejo de ter mais jovens na selecção, mas reconhece que não é possível, porque “há muitos que não treinam, nem aqueles que estiveram na selecção sub-290 e os que foram integrados nos clubes ainda não começaram a jogar e não temos nenhum dado sobre eles e este espaço vai dar-lhes oportunidade para aparecerem”.

O técnico português reconhece as qualidades dos jogadores moçambicanos e, por isso, quer criar esta oportunidade para que façam a transição para a equipa principal. “Temos que ter certeza de que o jovem jogador moçambicano é talentoso e precisa de ter espaço e não podemos ser nós a cortar a formação do atleta. Temos que acreditar na formação do atleta e, nesta selecção olímpica, também compreende isso, que é o trampolim para o jogador chegar à selecção principal. Por isso, vamos participar pela primeira vez com uma selecção olímpica no Cosafa, porque é de todo interesse para o futuro do futebol moçambicano”, disse o seleccionador nacional.

O triangular, que terá lugar no Estádio Nacional do Zimpeto, arranca a 2 de Junho com os Mambas a defrontarem o Lesotho, seguindo-se o embate entre Lesotho e eSwathini, no dia 05, terminando com os Mambas a jogarem com eSwathini, a 8 de Junho.

Os Mambas iniciam o seu estágio para este triangular no dia 30 deste mês, na Casa Militar, já revisto pela Federação Moçambicana de Futebol para avaliar as condições actuais para o alojamento do combinado nacional. Já as selecções visitantes, nomeadamente Lesotho e eSwathini, chegam ao país entre sexta-feira e domingo, segundo o vice-presidente para as selecções nacionais, Martinho Mucuane, também conhecido como Paíto.

A selecção nacional de futebol de praia venceu no princípio da noite desta terça-feira o Marrocos por 2-1 e qualificou-se em primeiro lugar do grupo B, as meias-finais do Campeonato Africano das Nacoes de Futebol de Praia.

O combinado nacional, que precisava de vencer ou, pelo menos, empatar para garantir lugar nas “meias”, entrou a perder com o golo magrebino apontado ainda no primeiro período.

O segundo período foi ainda mais equilibrado e mesmo com as investidas das duas selecções o resultado teimava em beneficiar aos marroquinos, e deixava Moçambique com algumas dúvidas em relação a sua qualificação.

Mas o terceiro período foi bem conseguido pelo combinado nacional, que viu Nelson e Rachid virarem o resultado e carimbarem em definitivo a passagem às meias-finais da competição que decorre em Dakar, no Senegal.
Esta foi a terceira vitoria consecutiva do combinado nacional na prova depois de vencer Egipto, por 7-5, e Seychelles, por 7-3.

Mocambique vai conhecer o seu adversario das meias-finais esta quarta-feira.

Recorde-se que os finalistas da competição qualificam-se ao Mundial da modalidade, que se disputa na Rússia, em Agosto próximo.

O Ferroviário de Maputo vai defrontar o Patriots B.B.C. do Ruanda nos quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol. A eliminatória entre o representante moçambicano e os anfitriões da BAL será disputada na quinta-feira, às 21 horas.

O anúncio foi feito, esta segunda-feira, após a conclusão da fase de grupos, disputada por 12 equipas.

Qualificaram-se à fase da eliminatória o Ferroviário de Maputo, Petro de Luanda, AS Douanes do Senegal, AS Salé de Marrocos, F.A.P dos Camarões, Patriots B.B.C. do Ruanda, U.S. Monastir da Tunísia e o Zamalek do Egipto.

Os jogos dos quartos-de-final decorrem entre quarta e quinta, desta semana, opondo o F.A.P ao Zamalek, o Salé ao Petro de Luanda, na quarta-feira.

Já na quinta-feira, serão disputados os jogos entre o AS Douanes e o US Monastir e, às 21 horas, Ferroviário de Maputo e Patriots B.B.C.

As meias-finais serão jogadas no sábado e a final está marcada para domingo, dia 30 de Maio.

A selecção nacional de futebol de praia está a um pé de garantir a qualificação às meias-finais do Campeonato Africano das Nações de futebol de praia após somar a segunda vitória consecutiva na prova que decorre em Dakar, no Senegal.

Esta noite, o combinado nacional venceu as Seychelles por 7-3 e garantiu a liderança do grupo B e pode ter garantido ainda a presença nas meias-finais da competição africana.

Moçambique ainda teve um primeiro período demolidor, tendo saído a vencer por 4-0, mas acabou relaxando nós dois períodos seguintes, onde consentiu um empate a três golos, mas nada que tirasse a vitória final de 7-3, que garante o segundo triunfo consecutivo e histórico.

Esta terça-feira a selecção nacional encerra a primeira fase defrontando Marrocos, crónico candidato ao título africano e um empate já garante em definitivo presença nas “meias”.

Recorde-se que os finalistas deste CAN de futebol de praia qualificam-se ao campeonato do mundo da modalidade que terá lugar na Rússia, em Agosto próximo.

O internacional moçambicano, Reinildo Mandava, é campeão da França ao serviço do Lille, depois de a sua equipa ter vencido o Angers, por 1-2, na partida da última jornada do campeonato local. Esta foi a primeira conquista de Mandava e o quarto título do Lille.

Estava tudo deixado para a última jornada. Lille e PSG lutavam pelo título francês e as expectativas dos moçambicanos residiam na equipa do lateral esquerdo Reinildo Mandava.

Jogando a titular, pela 29ª vez esta temporada, o internacional moçambicano viu a sua equipa vencer o Angers por 1-2, e nem a vitória do PSG no terreno do Brestois impediu que os festejos fossem para o LOSC Lille.

No final do encontro, a festa dominou os jogadores, a equipa técnica e todos os elementos do Lille, com Reinildo Mandava carregando a bandeira e o orgulho moçambicano às costas.

O jogador dos Mambas e do Lille, Reinildo Mandava, festeja em dose dupla, pois foi eleito o melhor lateral esquerdo da ligue 1, na temporada 2020/2021.

Na sua terceira época nos franceses do LOSC, o internacional moçambicano já disputou 60 partidas pelo Lille, das quais 3 na época 2018/2019, ainda por empréstimo do Belenenses SAD, 22 na temporada 2019/2020 e 35 na presente época, entre ligue 1, Copa da França e Liga Europa.

Nascido na cidade da Beira, Sofala, em 1994, o jogador de 27 anos já vestiu as cores dos Mambas por 25 ocasiões e apontou dois golos.

 

FILIPE NYUSI ESPERA QUE TÍTULO DE REINILDO INSPIRE OS MOÇAMBICANOS

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recorreu às redes sociais para, em nome do povo, felicitar o jogador moçambicano pela conquista do título francês de futebol.

“Que esta vitória inspire outros atletas e todos nós a lutarmos sempre pelos nossos objectivos, mesmo quando parecem impossíveis de alcançar”, desejou Filipe Nyusi.

Nyusi destacou o facto de Reinildo Mandava ter ajudado o LOSC Lille a conquistar o troféu dez anos depois da sua última conquista. “Reinildo foi fundamental para esta conquista, facto que lhe valeu a distinção de melhor lateral esquerdo da prova”, escreve o Chefe do Estado moçambicano.

A Federação Moçambicana de Futebol também felicitou o jogador pela conquista do título e escreve, nas redes sociais, que se tratou de uma “brilhante conquista do título da França”.

Feizal Sidat realça, ainda, as qualidades do jogador, humildade e boa disposição: “o percurso desportivo de Reinildo é feito de muita luta, persistência e fé, que culminou com o título na ligue 1 da França”.

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol termina as suas felicitações, escrevendo que “esperemos que os nossos jovens futebolistas se inspirem no Reinildo e acreditem que, com humildade, trabalho e dedicação, podem, também, inspirar a ter sucesso no futebol mundial”.

O internacional moçambicano foi titular em 29 partidas nesta época na liga francesa e um total de 35 em todas as competições. Reinildo foi, assim, peça fundamental na conquista do quarto campeonato para o Lille.

Avaliado em 6 milhões de euros, Reinildo cumpre, assim, a sua terceira temporada no conjunto francês, tendo feito 60 aparições nos jogos da Taça de França e a Liga Europa. Chegou ao Lille por empréstimo do Belenenses SAD de Portugal.

 

MANINHO: “FAÇO VOTOS PARA QUE REINILDO CONTINUE A BRILHAR E A INSPIRAR”

“Reinildo ascendeu a equipa sénior do Ferroviário da Beira em 2012, vindo dos juniores e teve a sua fase de integração, por conta da sua simplicidade e da sua forma de ser e da sua humildade, porque era um jovem que gostava de ouvir e de aprender e gostava de estar no meio de pessoas crescidas para poder aprender, algo que o ajudasse a crescer.

Recordo-me de que, nesse mesmo ano, com muito empenho, acabou por conquistar a titularidade na equipa principal e, ano seguinte, conquistámos a Taça de Moçambique e, anos depois, foi a Portugal, mas, quando chegou, as coisas não corriam lá muito bem. No entanto, ele nunca desanimou, nunca deixou de acreditar em si, nunca atirou a toalha ao chão e, depois, foi à França.

Sempre acompanhei o percurso dele como jogador, na qualidade de amigo que sou. Hoje, como moçambicano e como amigo, quero manifestar a minha satisfação e meu orgulho por estes feitos todos que Reinildo conquistou. Sabemos que não é nada fácil e espero que, acima de tudo, isso possa servir de motivação para muitos jovens talentosos que temos espalhados no país e que, com trabalho, com foco e determinação, é possível se chegar longe. Ao Reinildo, faço votos para que continue a brilhar e continue a orgulhar os moçambicanos além-fronteiras. Força, Reinildo!”

 

VICTOR MATINE: “ESTÃO ABERTAS PORTAS PARA O SUCESSO DE MUITOS MOÇAMBICANOS NA EUROPA”

“É motivo de satisfação para todos os moçambicanos e dizer que fui acolhido com muita alegria, tendo em conta que é a primeira vez em que um jogador moçambicano conquista um título além-fronteiras, concretamente no continente europeu. Por isso, parabéns ao Reinildo, um jovem que o conheço desde a sua formação no Ferroviário da Beira, onde também trabalhei e fui coordenador de formação. Importa realçar que Reinildo passou por vários treinadores que acompanharam a sua formação, alguns dos quais já falecidos, mas acabou por ser lançado para os seniores por Mussá Osman, que teve a coragem de lançar o miúdo, quando eu era um dos adjuntos.

Há aqui uma componente de variações que trabalharam o miúdo. Reinildo começou a sua carreira no Bebec, numa equipa da Ponta-Gêa e que acabou por se revelar como um talento e com o trabalho feito no Ferroviário da Beira; ele despontou. Em 2011, começa a crescer este miúdo, que falha os nacionais de juvenis por causa da lesão, mas, em 2012, ascendeu a equipa principal e o seu talento mostrou-se quando fomos vice-campeões e, em 2013, ganhámos a Taça de Moçambique e, ainda com idade de júnior, já era peça fundamental na equipa de trabalho. Hoje, está aí o Reinildo a usufruir daquilo que aprendeu aqui, em Moçambique. Por isso, digo parabéns ao futebol moçambicano e a todos aqueles que trabalham com Reinildo Mandava e, hoje, está lá com o trabalho de continuidade e acho que estão abertas as portas para o sucesso de todos os jogadores moçambicanos na Europa.”

A Black Bulls e o Ferroviário da Beira venceram este domingo e continuam uma luta renhida pela liderança do Moçambola 2021. A Liga Desportiva de Maputo e o Desportivo Maputo foram outras das equipas que saíram felizes nesta jornada em que o Comboio dos “canarinhos” continua sem apitar.

Artur Comboio continua sem vencer desde que assumiu o comando técnico do Costa do Sol. Este fim-de-semana, em partida de cartaz da sétima jornada do Moçambola, o canário voltou a vergar e foi electrocutado em Songo, com Lau King a ser o electricista que lançou toda energia que culminou com mais um fracasso dos campeões nacionais.

O Costa do Sol ainda não conseguiu vencer desde a retoma do Moçambola e vai espreitando a zona da despromoção, ocupando, agora, a 10ª posição com apenas sete pontos, ao cabo de sete jornadas.

Os “hidroeléctricos”, por seu turno, conseguem alcançar a 5ª posição, depois de contar com Lau King para vencer à tangente o Costa do Sol e passar a somar 12 pontos.

Quem também não consegue vencer nesta competição é o Ferroviário de Nampula, que, este domingo, voltou a vergar na deslocação a Matola, onde perdeu diante da Liga Desportiva de Maputo por claros 3-0.

Uma partida que não sofreu qualquer contestação por parte dos “locomotivas” de Nampula, que nada fizeram para sair do campo de Hanhane com outro resultado. Aliás, o Ferroviário de Nampula até afastou o seu técnico, Chaquil Bemat, por alegados maus resultados, mas a situação continua na mesma e os bons resultados ainda não aparecem.

A Liga Desportiva de Maputo chega à 7ª posição, agora com 10 pontos, e em igualdade pontual com o Incomáti de Xinavane, que, este fim-de-semana, foi travar a Associação Desportiva de Vilankulo, em Alto Macassa, com um nulo.

Os “hidrocarbonetos” experimentaram o açúcar do canavial e ficaram desgostosos, já que o nulo fez a equipa cair para a quarta posição, agora com 13 pontos, menos três que os “açucareiros”, que, jornada a jornada, vão fazendo a sua prova a fugir da zona perigosa da tabela classificativa.

Aliás, o embate entre Associação Desportiva de Vilankulo e Incomáti de Xinavane foi o único que terminou sem golos nesta jornada, em que foram apontados, ao todo, 12 golos. Três embates contribuíram com três golos cada, enquanto outros três foram com resultados tangentes.

Black Bulls e Ferroviário da Beira mantêm perseguição sem tréguas

Na frente da tabela classificativa, o cenário continua igual. A Associação Black Bulls continua a liderar depois de mais uma vitória fácil nesta competição. Os “touros” foram ao terreno do Ferroviário de Nacala que continua a jogar em Nampula por ainda não estar em condições de receber jogos na “pedreira”. Hammed, Victor e Pepo foram os autores dos golos da Black Bulls que continua a liderar o Moçambola, agora com 16 pontos, relegando os “locomotivas” de Nacala à 9ª posição, com os mesmos oito pontos com que entraram nesta jornada.

No entanto, quem não desanda é o Ferroviário da Beira, que esperava por uma escorregadela da líder da prova, o que não aconteceu. Os “locomotivas” do Chiveve foram a Quelimane trucidar os “militares” de Mocuba que parecem não ter munições para esta competição.

O Matchedje de Mim continua sem vencer e sem sair da cauda da tabela classificativa, mantendo os dois pontos conquistados antes da paragem na prova. Já o Ferroviário da Beira continua a perseguir a Black Bulls e mantém o escasso ponto que separa as duas equipas na tabela classificativa.

“Locomotiva” de Maputo apita para o pódio

Quem soube aproveitar alguns dos maus resultados das equipas que estavam na frente, principalmente o deslize da Associação Desportiva de Vilankulo, que até à entrada desta jornada estava na terceira posição, foi o Ferroviário de Maputo.

Com serviços mínimos, a turma de Daúde Razaque recebeu e venceu o seu homónimo de Lichinga, graças a um autogolo de Atanásio na própria baliza a dar três preciosos pontos à equipa de Maputo, que escala a terceira posição, agora com menos quatro pontos que a líder e três que o vice-líder.

 

 

 

A selecção nacional de futebol de praia estreou-se com vitória no Campeonato Africano das Nações da modalidade que decorre em Dakar, no Senegal, ao vencer o Egipto por 7-5 na tarde deste domingo.

O combinado nacional esteve forte durante os três períodos e mesmo tendo enfrentado algumas dificuldades diante dos egípcios, que são crónicos candidatos a conquistar a prova, acabaram por sair com a vitória.

Nélson foi o melhor marcador da selecção nacional e do jogo com quatro golos apontados, enquanto Rachid marcou dois golos e Fadil fez o sétimo.

Moçambique faz uma estreia auspiciosa no CAN de futebol de praia e lidera o seu grupo, que conta ainda com as selecções de Marrocos e Seychelles, que também jogaram este domingo.

O combinado moçambicano volta a jogar esta segunda-feira diante das Seychelles, para a segunda jornada, quando forem 19h30. Na terça-feira, a selecção nacional de futebol de praia volta a entrar em cena, para a última jornada de grupos, diante do Marrocos, outro crónico candidato ao título.

Moçambique precisa de mais uma vitória para chegar às meias-finais desta competição que decorre em Dakar, Senegal, até ao dia 29 de Maio corrente.

Recorde-se que a prova é, agora, disputada por sete equipas, após a desistência da República Centro Africana, que colocou o grupo A com apenas três selecções, Senegal, Tanzânia e Uganda.

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE