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O País – A verdade como notícia

Os Mambas cilindraram, na tarde de hoje, o Lesotho por 5-0. O jogo realizado no Estádio Nacional de Zimpeto (ENZ) era referente ao torneio triangular que, além de Moçambique e Lesotho, conta com a participação de Eswatini.

No relvado do Zimpeto, os Mambas ganharam inspiração e pretexto para maltratar os sothos. Mesmo sem o verde de esperança na relva, a esperança de boa tarde e bom futebol reinou no ENZ e cedo começou. Os Mambas precisaram apenas de 45 segundos, na era Horácio Gonçalves, para começar a chacina.

Melque recebe um passe de ruptura do meio campo e, na boca da baliza, de remate colocado do que propriamente em força, bate o guarda-redes.

Com o ataque entregue aos serviços de Melque e Estevão, os dois jogadores faziam “moça” à defesa indefesa dos sothos.

Aos 18 minutos, o rapaz da província da Zambézia galga o terreno pela direita, arrasa o lateral esquerdo, aguenta a carga e a entrada da área é travada com recurso à falta. Grande penalidade. Na cobrança, o capitão Bruno foi com raça, colocando o esférico no ângulo superior da baliza de Ramelafane que até conseguiu tocar no esférico, mas o remate era indefensável.

Era um Moçambique de Horácio Gonçalves transfigurado para um Lesotho incapaz. Aliás, a reação dos sothos viria a acontecer aos 24 minutos. Candinho perde a bola no meio campo e, em transição rápida, a bola chega aos pés de Sekoa que remata forte, mas Hernani foi gigante nos postes.

O campo do Zimpeto estava inclinado para o mercado grossista. A relva, ainda que não esverdeada, atiçava a vontade e o querer dos pupilos de Horácio Gonçalves. O Lesotho continuava a vacilar e não tardou para que Moçambique chegasse aos 3-0. Cobrança de canto pela esquerda, a defesa fica a comtemplar o Zimpeto, Estevão, conhecedor do ENZ que é, capitalizou a situação e fez 3-0.

Os Mambas, que vinham de um largo jejum, famintos que estavam, tiravam a barriga da miséria. Com 3-0, foi-se ao intervalo. Na volta, os Mambas continuaram abocanhadores. O veneno foi reactivado pelas alterações feitas. Foi só engolir até se fartarem e tal aconteceu por duas vezes.

Horácio Gonçalves lançou logo no recomeço Fidel e Maestro para os lugares de Ciganinho e Candinho. Aliás, este era o começo, porque, tempo depois, lançou o jovem de Ferroviário de Nampula, Salas. E foi uma aposta certa na lotaria.

Aos 74 minutos, o rapaz abanou as redes. Estevão arrasa o lateral esquerdo até quase no fim da linha, depois faz o que mandam as regras, cruzamento atrasado para a zona de penalty. O recém-entrado, simplesmente com o pé direito, “assinou” o quarto.

Estevão era um diabo à solta para os sothos que, uma vez mais, voltaram a provar a sua maldade. Aos 83 minutos, dá um show de acrobacia nas “barbas” de Ramalefane ao receber um cruzamento pela direita. Xeque-mate. 5-0, nem mais houve no Zimpeto. Moçambique volta a jogar na terça-feira diante do Eswatini.

A selecção nacional de futebol de praia foi, esta quarta-feira, recebida em festa no Aeroporto Internacional de Maputo, depois de, no passado sábado, se ter sagrado vice-campeã africana e assegurado a qualificação para o Mundial da categoria, em Agosto, na Rússia.

Entusiasmo, euforia, sentido de Pátria, orgulho da Nação. Este é o resumo perfeito do ambiente vivido no Aeroporto Internacional de Maputo na recepção aos mais recentes heróis do desporto moçambicano.

A comitiva moçambicana foi recebida por centenas de pessoas, que festejaram, entusiasticamente, o título de vice-campeão africano de futebol de praia e qualificação ao Mundial, feito inédito alcançado sábado, em Dakar, Senegal.

À sua chegada, e com as medalhas no peito, cada elemento da delegação recebeu um buquê de flores. O cansaço de uma viagem longa não ofuscava, nem tão pouco, a alegria de quem colocou Moçambique no mapa do futebol de praia mundial.

“O segredo para este sucesso foi muito trabalho. Trabalhámos arduamente para chegarmos aqui. Devo dizer que poucos acreditaram, mas nós sempre acreditamos que podíamos chegar longe”, disse Júlio Manjate, jogador da selecção nacional de futebol de praia.

Em rigor, o CAN de futebol de praia deixa boas recordações. O futuro é hoje. Há que projectar a participação no Mundial da Rússia, em Agosto próximo.

“O tempo de trabalho e os jogos que faremos no Mundial vão ditar a nossa posição. Não posso precipitar- me em falar de metas, mas posso dizer que vamos trabalhar muito”, acresceu.

Acreditar e deixar a pele em campo são, de resto, factores que determinaram que Moçambique saísse ainda mais valorizado do CAN de futebol de praia, com a consagração de Nelson Manuel como melhor jogador e marcador da prova com dez golos.

“Desde a saída de casa, sempre acreditámos numa boa prestação da selecção. Trabalhámos, a cada etapa, para que a equipa atingisse os níveis que desejávamos. Tivemos as eliminatórias, nas quais estivemos muito bem. Fizemos o estágio em Portugal que foi benéfico para a selecção. Penso que demos o nosso melhor para dignificar o país”, expressou Nelson Manuel.

Nelson diz mais sobre os troféus individuais que conquistou. “Primeiro, agradecer o grupo de trabalho, porque sem ele não seria possível ser nomeado melhor jogador. O mais importante é o grupo de trabalho. Estou satisfeito por ter sido melhor marcador”, gratifica Nelson Manuel.

Com os jogadores alinhados no espaço exterior do Aeroporto Internacional de Maputo, o Secretário Permanente da Secretaria de Estado e Desporto, Júlio Mendes, recordou que o estatuto de vice-campeões africanos e apuramento ao Mundial constituem motivo de orgulho para todos os moçambicanos.

Mendes referiu, ainda, que o SED continuará a acompanhar a par e passo a evolução da selecção nacional de futebol de praia que, em Agosto, irá disputar o Campeonato do Mundo na Rússia.

Disputar o Campeonato do Mundo de futebol de praia é algo inigualável e de grande responsabilidade, pelo que há que investir cada vez mais na modalidade mesmo depois de a euforia passar. É o mínimo que pedem os vice-campeões. “Há que se dar o devido respeito a esta modalidade, porque merece”, desafiou Júlio Manjate.

 

SELECÇÃO PODE ESTAGIAR EM PORTUGAL

A presença, em Lisboa, da delegação moçambicana ao Campeonato Africano de futebol de Praia, onde foi homenageada depois de se ter qualificado ao Mundial, não só serviu para os vice-campeões serem homenageados por este feito inédito, como também para começar a projectar a participação no Mundial, em Agosto próximo.

É neste sentido em que, durante um jantar oferecido pelo embaixador das selecções nacionais de Futebol na Europa, Cláudio Ventura, este manifestou a abertura para acolher os vice-campeões africanos em Nazaré antes de disputarem o Mundial.

Ventura mostrou esta abertura ao Secretário de Estado de Desporto, Carlos Gilberto Mendes, e ao Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat.

Lembre-se que, numa das etapas de preparação para o Campeonato Africano de futebol de praia, Moçambique cumpriu um estágio competitivo de 15 dias em Nazaré, Portugal.

Os próximos dias serão decisivos quanto à indicação do local de estágio da selecção nacional de futebol de praia.

A selecção nacional sénior masculina de basquetebol de Angola, versão Josep “Pep” Clarós, iniciou hoje, no Pavilhão Dream Space, em Luanda, os trabalhos de preparação visando a disputa do Torneio Pré-Olímpico, a decorrer de 29 de Junho a 4 de Julho, na cidade de Kaunas, Lituânia.

O torneio é selectivo aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a serem disputados de 23 de Julho a 8 de Agosto, no Japão. Sem um programa de treinos difundido oficialmente, o Jornal de Angola apurou, de fonte federativa, que a sessão de “baptismo” de Clarós à frente dos destinos do “cinco” nacional será dominada por trabalhos técnico-tácticos, com primazia para lançamentos livres, entre dois e três pontos, bem como alguns pormenores de posicionamento defensivo e ofensivo.

No treino desta manhã, o técnico de nacionalidade espanhola não deverá contar com a presença dos atletas do Petro de Luanda, que regressaram ontem ao país, com a medalha de bronze ao peito, relativa à conquista do terceiro lugar na primeira edição da Basketball. Africa League, BAL, que decorreu de 16 a 30 de Maio, em Kigali, capital do Rwanda.

Concentrados no Dream Space, estão há mais de uma semana, Eric Amândio (base), Selton Miguel, Joshua Kashila (extremos) e Rifen Miguel (extremo-poste), todos provenientes dos Estados Unidos.

A estes juntaram-se os jogadores do 1º de Agosto e Interclube, nomeadamente, Hermenegildo Santos, Juscelino Ricardo (bases), Pedro Bastos e Jacques Conceição, (extremos-bases), Edson Ndoniema, Mohamed Malick Cissé e Wilson Ambrósio (extremos), Jonatão Ndjungu, Alexandre Jungo, Glofate Buiamba (extremos-postes), Jilson Bango, Teotónio Dó e Fidel Cabita.

Melvyn da Silva e Abaoubakar Gakou, ambos os jogadores petrolíferos, mas ausentes da prova africana, também podem ter começado a treinar hoje.

Bruno Fernando, poste de 2,08 metros, da equipa dos Atlanta Hawks, da NBA, a Liga Profissional norte-americana mais mediática do Mundo, Yannick Moreira (AEK de Atenas, da Grécia), bem como Valdir Manuel (Atlético Lobos Novo México, Universidade dos Estados Unidos), são aguardados nos próximos dias.

Fora das contas, poderá estar o poste Sílvio Sousa (Kansas NCAA), porque responde a um processo judicial.  Do Petro, chegarão Gerson Domingos, Childe Dundão (bases), Carlos Morais, José António “ZT” e Gerson “Lukeny” Gonçalves (extremos), Leonel Paulo (extremo-poste), Valdelício Joaquim “Wander” e Jone Pedro (postes).

A 6 de Junho, prevê-se a partida para a cidade de Barcelona, Espanha, onde haverá um estágio de 20 dias, com a inclusão de jogos amistosos.

Ao longo da preparação, os jogadores do “cinco” nacional vão fazer vários testes da COVID-19.
Josep Clarós terá como adjuntos os angolanos Aníbal Moreira e Miguel Lutonda. Jorge Ângulo é médico, António Manuel Sousa e Alexandre Afonso (massagistas), Pova Francisco (estatístico), Luís Costa e Tony Sofrimento (coordenadores), Moniz Silva e Sílvio Lemos (chefes de delegação).

ANGOLA ABRE COM A POLÓNIA

O jogo de estreia de Angola frente à Polónia, pontuável para o Grupo B do Torneio, está marcado para 29 de Junho, no Pavilhão Zalgirio, em Kaunas.

No dia seguinte, os hendecampeões africanos defrontam a Eslovénia para o encerramento da fase preliminar. Por definir, pela área técnica e de competições da Federação Internacional de Basquetebol Associado (FIBA), estão os horários dos jogos.
Na Série A, com sede na mesma região, defrontam-se Lituânia, Venezuela e Coreia do Sul. Na primeira etapa, jogam todos contra todos a uma volta, devendo, na subsequente, reservada às meias-finais, no dia 3 de Julho, testarem aptidões às equipas melhor posicionadas.

Ou seja, a primeira classificada do Grupo A joga com a segunda do B e vice-versa e, na final, cruzam-se os vencedores, seguindo para os Jogos de Tóquio 2020, quem conquistar o torneio.

Nacir Armando é o novo treinador do Matchedje de Mocuba, conjunto que ocupa a última posição no Moçambola 2021, com apenas três pontos.

E…a escolha para resgatar, desportivamente, o Matchedje de Mocuba recaiu na “velha raposa” do futebol moçambicano – Nacir Armando.

Duas semanas depois de ter sido afastado do cargo de treinador da União Desportiva do Songo, por alegados maus resultados, o técnico de 58 anos volta a sentar-se no banco de uma das equipas do Moçambola.

Ao experimentado treinador foi posto, há dias, o desafio de colocar os “militares” da Zambézia na rota das vitórias e a lutarem pela manutenção tranquila no campeonato nacional.

Feitas as contas, o Matchedje de Mocuba contabiliza apenas três pontos, em oito jogos, resultantes de igual número de empates.

A estreia de Nacir Armando será na 9.ª jornada do Moçambola-2021, quando o Matchedje de Mocuba receber o Ferroviário de Nampula.

Nacir Armando foi campeão nacional, tendo levado, em 2018, a União Desportiva do Songo à conquista do campeonato nacional de futebol.

Na temporada seguinte, os hidroeléctricos falharam a renovação do título. Nesta temporada, à quinta jornada, foi afastado do comando técnico da União Desportiva do Songo, que ocupava a quinta posição com apenas 8 pontos.

 

PERCURSO SINUOSO

Pio Matos, Governador da província da Zambézia, lançou o repto em Janeiro: “vocês são capazes de ser campeões. Por que não sonhar como o Textáfrica, primeiro campeão nacional?” Galvanizados, mas cientes da existência de “tubarões” no futebol moçambicano, os “militares” iniciaram a marcha no Moçambola, a 17 de Janeiro passado, com um empate caseiro, a duas bolas diante do Desportivo Maputo.

Depois, na segunda jornada, a 24 de Janeiro, perdeu, no terreno emprestado do Ferroviário de Nacala (Estádio 25 de Junho), por um a zero com um golo de Mayunda, aos 9 minutos.

Na 3ª jornada, o conjunto militar perdeu com o líder Associação Black Bulls por 2-1. Xirasse e Meleque marcaram para os “touros”, enquanto Radine Siaka fez o golo dos “militares” de Quelimane.

Na 4ª jornada, o Matchedje de Mocuba perdeu na Soalpo com o Textáfrica de Chimoio por um a zero, com o tento solitário dos “fabris do planalto”, a ser da autoria de Henriques. Em casa, na 5ª jornada, o Matchedje de Mocuba empatou com o Costa do Sol sem abertura de contagem.

À 6ª jornada, ficaram em sentido em pleno Estádio Municipal de Lichinga. Os “militares” foram goleados pelo Ferroviário de Lichinga por 4-0, numa partida em que Djei esteve em destaque nos “locomotivas” ao assinar um “hatrick”.

Já na 7ª jornada, o Comissário, aos 64 minutos, marcou o golo solitário do Ferroviário da Beira na vitória sobre o Matchedje de Mocuba por 1-0, agudizando a crise dos resultados nesta colectividade.

O Grupo Desportivo Maputo (GDM) celebra, hoje, 100 anos desde a sua criação. No lançamento das comemorações do centenário, o presidente do clube, Paul Ratilal, garantiu que a sua direcção está a trabalhar para estabilizar a colectividade e recuperar a mística do passado. As celebrações do centenário vão estender-se por um ano.

São cem anos de muitas glórias, memórias e formação de algumas das maiores estrelas do desporto moçambicano que brilharam dentro e fora do país, revisitados e passados em revista numa cerimónia bastante concorrida por quem, desde cedo, se integrou num clube eclético.

Mas, mais do que o sucesso desportivo, o histórico destaca-se por ter ultrapassado as barreiras raciais, transformando-se num clube aglutinador que se impôs mesmo sem ter o patrocínio de empresas públicas.

Aliás, segundo Neves Correia, antigo presidente da Comissão de Directiva, não faz sentido afirmar que o Grupo Desportivo Maputo era um clube de famílias. Diz Correia que o GDM sempre se destacou como “um clube onde havia solidariedade”.

Para Correia, que falava no painel “GDM: 100 anos: passado, presente e futuro”, o Desportivo Maputo sempre viveu a custa do sacrifício dos nossos sócios. O clube sobreviveu à custa da calorice dos adeptos, ou seja, associativismo”.  Um por todos, todos por um. Este é o lema do Grupo Desportivo Maputo, uma colectividade que, mais do que almejar o sucesso desportivo, transmitia grandes valores aos seus activos.

“Nós servíamos ao Desportivo Maputo de alma e coração. Dávamos muito mais do que recebíamos. É esta imagem que gostaríamos de resgatar”, notou.

Decano do jornalismo desportivo moçambicano, Renato Caldeira foi uma das personalidades convidadas para deixar ficar o seu testemunho sobre o centenário da “Nação”.

Eloquente, e no bom sentido, Caldeira recordou que praticou atletismo no Grupo Desportivo Maputo e que sempre teve “inveja” de alguns atletas que brilhavam neste clube.

“É preciso valorizar o Desportivo Maputo. Foi um dos primeiros clubes a quebrar as barreiras raciais.

Em tempos de crise, que afecta a alta competição e desestabiliza os elencos directivos, há que profissionalizar cada vez mais a gestão, atrair mais parceiros e colocar as tecnologias de informação ao serviço do clube. É neste sentido que, durante o lançamento das comemorações do centenário que se vão estender por um período de 12 meses, foram apresentadas algumas linhas de acção que vão ajudar a estabilizar o GDM.

“Lançámos a imagem do centenário. Vamos lançar uma nova imagem que se vai traduzir em disponibilização de produtos com parceiros. Temos novos canais digitais do clube. Vamos ter um cartão de sócio em formato digital. Estamos a projectar uma loja digital para a venda de produtos do clube. Estamos a negociar com várias empresas para exporem as suas marcas nos nossos painéis publicitários”, explicou o presidente do Desportivo Maputo, Paulo Ratilal.

 

MOZA BANCO APOIA BASQUETEBOL

Para que, no futuro, o clube esteja estável, a direcção assinou alguns contratos de patrocínio com alguns parceiros estratégicos que se comprometem em dar o seu apoio para resgatar a mística apresentada no passado.

Trata-se do Moza Banco, instituição bancaria que vai apoiar o basquetebol, modalidade com tradição no clube,  com um investimento inicial  de 3 milhões, Playtech e LA Business.

Falando à imprensa sobre o patrocínio do Moza Banco ao basquetebol, Manuel Guimarães, administrador, disse que “é para nós gratificante estarmos aqui para apoiar o clube Desportivo Maputo. Este patrocínio tem como principal objectivo melhorar as condições das equipas de basquetebol sénior masculino e, em especial, a formação neste desporto tão querido de todos os moçambicanos”.

Manuel Guimarães acrescentou ainda que, “no quadro das nossas acções de responsabilidade social, enquadramos o desporto, cientes de que é uma actividade que reúne todos os moçambicanos, desde os mais pequenos até as pessoas de idade adulta, por isso mesmo, bem haja o desporto moçambicano e em particular o basquetebol”.

Adiante, a fonte explicou que o “o Moza Banco irá contribuir para o Grupo Desportivo Maputo, através da reabilitação e modernização de infra-estruturas do clube e dará uma atenção especial às equipas de basquetebol sénior masculino e feminino. Vamos adquirir equipamento novo que já se encontra em produção”.

E, porque o dia era mesmo de celebração do centenário, houve espaço para o corte de bolo, momento presenciado por Mexer, jogador que se fez no Grupo Desportivo Maputo e que, hoje, evolui no Bordéus da França.

Foram, durante a cerimónia, apresentadas a comissão de honra e organizadora das comemorações do centenário.

O Grupo Desportivo Maputo foi fundado em 1921, a 31 de Maio como Grupo Desportivo de Lourenço Marques; esta colectividade conta com vários títulos nas diversas modalidades que movimenta.

Ferroviário de Maputo terminou na 5ª posição a sua participação na Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova cujo pano caiu domingo com a consagração do Zamalek do Egipto como grande vencedor. Os campeões nacionais tiveram uma honrosa participação na prova organizada pela FIBA e NBA.

Partiram no anonimato (queixando-se, de resto, de falta de apoio e atenção) para uma “bolha” que dignifica (va) toda uma Nação até pela dimensão internacional que a mesma representa (va).

Patrocinada pela gigantesca e extraordinária NBA, a embrionária Liga Africana de Basquetebol é nada mais nada menos que uma janela de valorização e promoção da modalidade da bola ao cesto em África.

Na majestosa Arena de Kigali, que faz inveja a muitos pavilhões pelo mundo fora, o Ferroviário de Maputo assumia uma relação entre a responsabilidade e honra de fazer parte de uma restrita lista de 12 equipas qualificadas, meritoriamente, para a prova.

Mais: os campeões nacionais tinham, também, a particularidade de serem uma das duas equipas de expressão portuguesa, a par do gigante Angolano Petro de Luanda.

Órfão de parte da estrutura que, em Dezembro de 2019, assegurou a qualificação para a prova e permitiu o encaixe de 4.3 milhões de meticais (70 mil dólares norte americanos) nas eliminatórias havidas em Kigali, Ruanda, Macome precisava operar milagres para que o Ferroviário de Maputo representasse condignamente o país.

Sem Elton Ubisse (reforço cedido pelo Ferroviário da Beira), gémeos Orlando e Ermelindo Novela (transferidos para o Ferroviário da Beira), Pio “Lingras” Matos, David “Mano” Canivete e Octávio Gregório Moliço, havia que encontrar soluções interna e exteriormente para montar uma estrutura equilibrada.

Internamente, os bicampeões nacionais “roubaram” a joia e pérola d’ Politécnica Yuran Biosse, melhor marcador do Campeonato da Cidade, em 2019.

O polivalente foi uma das figuras determinantes, aliás, para que a Politécnica ficasse em terceiro lugar na Liga Moçambicana de Basquetebol, em 2016, e conquista do Campeonato da Cidade (2019) e Taça Maputo (2018).

Lá fora, porque familiarizado com os processos de Milagre “Mila” Macome, o espanhol Alvaro Maso foi uma das quatro escolhas para reforçar a equipa. Maso destacara-se nos “nacionais” de 2017, 2018 e 2019, tendo sido indicado MVP nos dois últimos.

Mais evoluídos, mais experientes, Demarcus Holland (poste alemão-americano),  Adejhi Baru (extremo-poste da Costa do Marfim ) e Miky Kabongo (base internacional pela República Democrática do Congo) completavam o “esquadrão estrangeiro” no ataque a Kigali.

 

REDENÇÃO ENTRE AS CINZAS

Diante do campeão africano de clubes de 1985, Zamalek do Egipto, o Ferroviário de Maputo estava avisado das dificuldades na luta nas tabelas e no “post up”, até porque os egípcios apresentam uma equipa com peso e altura.

Aliás, dominadores, os campeões da primeira edição da Liga Africana de Basquetebol contabilizaram 55 ressaltos contra 34 do Ferroviário de Maputo.

Com muitas trocas defensivas, o conjunto de Milagre “Mila” Macome forçou o Zamalek a cometer muitas perdas de bola (foram 28 “turnovers” no total).

O Ferroviário de Maputo apresentou-se melhor na linha de lances livres com média de 72.7% (oito em 11) contra 61.9% (13 em 21) do seu adversário.

A “boxe score” indica ainda um fraco aproveitamento de 20.1% nos tiros exteriores (cinco tiros certeiros em 24 tentados), sendo que os egípcios ficaram na média de 38.1% (oito concretizados em 21 tentados).

Nos dados estatísticos, há ainda a destacar 28 perdas de bola dos egípcios contra 16 do conjunto moçambicano.

Com um duplo-duplo (24 pontos e 11 ressaltos dos quais nove defensivos e dois ofensivos) Alvaro Maso destacou-se individualmente nos 37:42 minutos na quadra.

O MVP dos “nacionais” de 2018 e 2019 contabilizou ainda sete em três tiros exteriores (42.9% de aproveitamento), sete em cinco na linha de lances livres (71.4%), um roubo de bola e dois “turnovers”.

A segunda e terceira jornadas trouxeram a afirmação. Mais do que isso, trouxeram-nos um Ferroviário de Maputo mais agressivo e consistente defensivamente.

Comecemos do duelo do dia 19 de Maio. Para não variar, Alvaro Maso foi o melhor cestinha da equipa verde-e-branca na vitória diante do Association Sportives des Douanes do Senegal, por 88-74.

O extremo esteve perto de um duplo-duplo com 26 pontos e sete ressaltos durante os 37: 36 minutos em que esteve na quadra.

Os “targets” do Ferroviário de Maputo melhoraram comparativamente ao primeiro jogo, tendo a destacar o domínio na tabela com 46 ressaltos contra 41 dos senegaleses.

Mais: nos lançamentos de campo, o Ferroviário de Maputo apresentou-se, neste jogo, com 40.3% de aproveitamento (27 tiros concretizados em 67 tentados) contra a média de 38.2% (29 tiros concretizados em 79 tentados) do conjunto senegalês.

Mais certeiro na zona dos 6.75 metros, o Ferroviário de Maputo concretizou 13 em 32 tiros exteriores tentados (40.1%).

A Association Sportives des Douanes, essa, teve o seguinte registo: 10 em 32 tiros exteriores, perfazendo um aproveitamento de 31.3%. Cometeu mais “turnovers” (17) contra 14 do campeão senegalês.

A jornada 3 confirmou a presença na elite 8 da Liga Africana de Basquetebol. Orgulhosamente moçambicano, o Ferroviário de Maputo bateu o Groupement Sportif des Pétroliers da Argélia por 86-73.

Basquetebol moçambicano valorizado, colocado entre as oito melhores equipas de África. A diferença esteve na agressividade defensiva e clarividência ofensiva.

Na tabela, “mandou” a equipa moçambicana com 56 ressaltos, mais 17 que os argelinos: 39. 29 lançamentos em 41 tentados conferem, ao campeão moçambicano, uma boa percentagem de 70.7%. Neste quesito, estiveram muito abaixo dos argelinos com seis tiros convertidos em 14 tentados (42.9%).

Fraquinha, a percentagem de tiros exteriores situou-se nos 15.0 % (três tiros concretizados em 20 tentativas), notando-se, aqui, que o Groupement Sportif des Pétroliers esteve melhor: 29.2% (sete em 24 tentados).

Os quartos-de-final colocaram o Patriots Basketball Club (Ruanda) no trilho do Ferroviário de Maputo. O céu sempre foi o limite, pelo que havia claramente expectativas de se atingir as meias-finais na história participação na BAL.

Numa excelente propaganda para o basquetebol, o Ferroviário de Maputo foi eliminado, com honra, ao perder frente ao Patriots Basketball Club, por 71-73.

Sob o olhar atento de Paul Kagame, Presidente do Ruanda, e Emmanuel Macron, estadista francês, os campeões nacionais levaram a decisão do jogo até ao limite.

De resto, este foi um jogo impróprio para cardíacos com algumas decisões polémicas por parte da equipa de arbitragem. A marcha do marcador teve algumas alternâncias, com o campeão moçambicano a ter tudo para vencer com 13 segundos por se jogar, mas um tiro exterior não concretizado fez cair o sonho.

No global, o Ferroviário de Maputo apresentou-se neste duelo com uma excelente média de 85.0% na linha de lances livres (17 lançamentos concretizados em 20 tentados) contra um aproveitamento de 48.0% (13 tiros concretizados em 30 tentados) dos ruandeses.

Muita baixa. É assim como se descreve a prestação ao nível dos tiros exteriores com 20.7% (seis lançamentos convertidos em 29 tentados).

Patriots Basketball Club fez o melhor. Com 13 tiros exteriores certeiros em 30 concretizados, o conjunto ruandês apresentou-se com média de 43.3%.

Há outros elementos de análise na prestação do Ferroviário de Maputo: 22 perdas de bola (mesmos números que o Patriots).

O Ferroviário de Maputo teve domínio na tabela com 51 ressaltos contra 42 do Patriots, 21 assistências e nove roubos de bola.

A Associação Black Bulls reforçou, este domingo, a liderança do Moçambola-2021, agora com 22 pontos após vencer a Liga Desportiva de Maputo por 2-1, em jogo inserido na 8ª jornada da competição.

Já está. Não se assustem. À oitava jornada, sétima vitória no Moçambola-2021. 19 golos marcados e cinco sofridos. Liderança reforçada. Números consistentes que  revelam uma sensacional  Associação Black Bulls que, quando muitos se derem em conta, poderá já ter disparado para o título de campeão nacional.

Isto em ano de estreia na alta roda do futebol moçambicano. Este domingo, em mais um teste difícil diante da Liga Desportiva de Maputo, os “touros” ligaram o motor e venceram por 2-1.

Kadre, aos 9 minutos, abriu caminho para o triunfo dos donos da casa. Reagiu a Liga Desportiva com o defesa Gildo a empatar. Mas estava escrito que o suspeito do costume ia fazer das suas.

Ejaita, aos 72 minutos, anotou o seu sétimo golo no Moçambola 2021 e reforçou o estatuto de melhor artilheiro da prova.

Entretanto, mais do que manter a sua invencibilidade, a Associação Black Bulls mostrou-se uma vez mais uma estrutura equilibrada em campo.

No efervescente e dificílimo Caldeirão do Chiveve, o Ferroviário de Maputo “sobreviveu”. Os “locomotivas” da capital arrancaram uma vitória por um a zero com tento solitário de Kidou aos 71 minutos.  Quinta vitória na prova, a valer um salto na tabela classificativa para o segundo lugar com 18 pontos, os mesmos que o seu homónimo da Beira.

Primeira derrota do Ferroviário da Beira em casa, depois de ter derrotado o Costa do Sol (3-1), Incomáti de Xinavani (3-0) e Associação Desportiva de Vilankulo (3-1).

 CLÁSSICO FRACO

Clássico sensaborão no relvado sintético dos “canarinhos”, primeira vez de Artur Comboio! 450 cinquenta minutos depois (volvidas cinco partidas),  o Costa do Sol voltou a vencer no Campeonato Nacional de futebol.

A última vez dos “canarinhos” foi precisamente a 24 de Janeiro, quando receberam e derrotaram o Incomáti de Xinavani por 2-1.

Raimom, aos 30 minutos, e Telinho, à passagem do minuto 34, selaram a vitória do Costa do Sol  sobre o Desportivo Maputo por 2-0. Qual Fénix, o campeão renasceu das cinzas. Há, novamente, alguns sinais de tranquilidade depois de duas derrotas consecutivas. Esta vitoria coloca o Costa do Sol na 9ª posição com  10 pontos.

Nas vésperas de completar 100 de existência (ndr: o Grupo Desportivo Maputo celebra o seu centenário esta segunda-feira), mais um desaire que faz soar o alarme no histórico que está a fazer uma campanha trémula no Moçambola 2021.

À oitava jornada e com registo de apenas uma vitória, três derrotas e quatro empates, não é difícil dizer que o Desportivo Maputo atravessa uma crise de resultados. A “Nação” colou-se à zona de despromoção com sete pontos.

Próxima jornada, os “alvi-negros” recebem um Ferroviário de Lichinga motivadíssimo pelos 3 pontos conquistados em casa nesta ronda.

Em pleno Estádio Municipal, o Ferroviário de Lichinga arrancou uma vitória à tangente (1-0) diante da União Desportiva do Songo. Djei, avançado que assinara um “hatrick” na goleada do Ferroviário de Lichinga sobre o Matchedje de Mocuba, por 4-1, voltou a ser decisivo ao marcar o único golo do conjunto orientado por Antoninho Muchanga e Arnaldo Ouana.

Uma coisa é certa: continua o calvário do Ferroviário de Nampula no Moçambola. Este domingo, no Estádio 25 de Junho, os “axinenes” empataram a zero com a Associação Desportiva de Vilankulo,  resultado que os mantêm na zona de despromoção com apenas quatro pontos. Uma vitória e seis derrotas são os números fraquinhos desta formação que tarda em acertar o passo no campeonato. A AD Vilankulo continua na 4ª posição agora com 14 pontos.

Na Soalpo, mais do mesmo. O máximo que o Textáfrica de Chimoio conseguiu fazer foi empatar sem abertura de contagem com o Ferroviário de Nacala. Os primeiros campeões nacionais continuam a andar em contramão, mantendo-se na zona de despromoção (12º lugar) com cinco pontos, enquanto os nacalenses  no 10º lugar com 9 .

No “canavial”, e numa jornada pobre em golos, mais um empate. O Incomáti empatou o lanterna vermelha Matchedeje de Mocuba (1-1). Esta jornada do Moçambola produziu um total de nove golos contra 12 da ronda anterior.

A selecção moçambicana de futebol de praia perdeu na final do Campeonato Africano das Nações, que decorreu em Dakar, por quatro bolas a uma, diante do anfitrião Senegal.

Com a posição alcançada, lembre-se, Moçambique garantiu a vaga para representar o continente africano no Mundial da modalidade, em Agosto próximo, na Rússia.

Nas distinções individuais Nelson, jogador moçambicano, terminou como o melhor artilheiro e foi eleito melhor jogador do CAN de Futebol de Praia, 2021.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou a selecção nacional de futebol de praia pela qualificação ao Mundial da modalidade, prova a realizar-se em Agosto próximo, na Rússia e pelo apuramento para a final do CAN.

Numa mensagem na rede social “facebook”, o Chefe de Estado refere: “Estamos na final do Campeonato Africano de futebol de praia e apurados para o Mundial da modalidade que terá lugar em Agosto, na Rússia. Estas duas conquistas são resultado da vitória há momentos dos nossos briosos compatriotas que participam no CAN do Senegal, diante do Uganda, por 6-3, em jogo das meias-finais. Parabéns a selecção nacional de futebol de praia e votos de que ganhe também o jogo da final do CAN”.

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