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O País – A verdade como notícia

Quarenta e três pessoas testaram positivo para a COVID-19 e 80 elementos intervientes da final e do jogo de atribuição do terceiro lugar no  Torneio Nutrição de basquetebol em seniores masculinos. Os jogos foram adiados e os  elementos cujos resultados foram positivo deverão sujeitar-se, nos próximos dias, a realização de testes PCR para aferir a sua positividade.

Assustador e preocupante! É assim como se pode descrever os resultados dos testes rápidos realizados pouco antes da final do Torneio Nutrição e jogo de atribuição do terceiro lugar, liderados por Adélia Ndeve, responsável pela Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto moçambicano.

Dos 40 elementos testados para o jogo da final entre o Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, 14 ligados aos “canarinhos”, sendo doze atletas, um roupeiro e outro treinador acusaram positivo para o novo Coronavírus. Os resultados Ferroviário de Maputo foram todos negativos! Aqui, fala-se de uma taxa de 35%.

O cenário mais grave foi registado nos intervientes do jogo A Politécnica e Maxaquene, com 29 pessoas das 48 testadas a acusarem positivo para o novo Coronavírus. Ou seja, 60.4% destes elementos, incluindo os árbitros, tiveram resultado positivo.

Na A Politécnica, segundo os dados divulgados por Adélia Ndeve, registaram-se 11 casos positivos dos quais nove atletas

Já o Maxaquene teve 11 casos positivos, a saber: oito atletas, um massagista, um roupeiro e seccionista.

Agora, e observando o protocolo sanitário definido pelas autoridades de saúde, todos elementos que testaram positivo serão submetidos ao teste PCR.

Aliás, os testes realizados “não dão toda a garantia de que, realmente, estamos infectados pela COVID-19” porque, explicou Ndeve, “temos os antigénios que pode resultar de uma infecção antes, recente e estar a dar positividade”.

Preocupante, e motivo para se repensar a forma como se deve abordar o desporto num contexto de pandemia, é a vulnerabilidade a que os atletas estão expostos. Uma bolha, ou seja, isolamento dos atletas pode ser a solução, mas a Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 reiteira que “o que mais conta  para nós são todas aquelas medidas que têm que ser cumpridas”.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou o futebolista Luís Miquissone pela conquista, no passado domingo, do campeonato tanzaniano. Nyusi diz que o desempenho do jogador “enche de orgulho o povo moçambicano”.

Para não variar, “Konde Boy”, ou melhor, Luís Miquissone maravilhou com exibições de gala na liga tanzaniana de futebol, tendo sido determinante para que o Simba SC se sagrasse bicampeão.

O seu talento ultrapassou fronteiras, com notas artísticas na Liga dos Campeões Africanos, prova na qual atingiu os quartos-de-final.

Os seus feitos não passaram ao lado do Presidente da Republica, Filipe Nyusi, que enalteceu o desempenho do internacional moçambicano.

“Foi uma das peças-chave durante o campeonato, com exibições dignas de realce, para além de ter marcado golos decisivos ao longo do campeonato”, lê-se na mensagem publicada na rede social “Facebook”.

Nyusi deixou, ainda, ficar uma mensagem de encorajamento ao atleta para que continue a inspirar os moçambicanos.

“Para nós, a conquista do campeonato da I Liga da Tanzânia pela equipa que conta com a presença incontornável de um moçambicano nos enche de orgulho como um povo, pois só com profissionais do seu gabarito podemos atingir a vitória colectiva que tanto almejamos. Desejo felicidades a si, Miquissone, compatriota que representa todos os moçambicanos, e almejamos que tantos outros nossos atletas do solo pátrio demonstrem a fibra e o espírito vencedor dos filhos desta pátria. Parabéns, Luís Miquissone”, felicitou o Chefe de Estado.

Miquissone terminou a fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos com três golos.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, perdeu diante da África do Sul por 0-3, em jogo das meias-finais do torneio Cosafa. O combinado nacional é afastado da final da competição e vai disputar o jogo de consolação diante da eSwatini, domingo, a anteceder a final entre África do Sul e Senegal.

O facto é que, para este jogo, o seleccionador nacional, Horácio Gonçalves, voltou a fazer alterações no onze inicial, desta vez apostando num conjunto quase defensivo, até porque não contava com duas das maiores unidades, nomeadamente Bonera e Candinho, ambos por lesão. Por isso mesmo, a aposta recaiu em Ernan, na baliza, um quarteto defensivo composto por Cigano, Macaime, Martinho e Danilo, um trio do meio campo de Mapangane, Pelembe e o regressado Shaquile, e trio de ataque constituído por Nilton, que foi o capitão neste jogo, Melque e Vitinho.

A selecção nacional até entrou bem no jogo, a criar a primeira grande situação de golo, mas o guarda-redes sul-africano antecipou-se a Vitinho para aliviar o perigo.

Depois, foram os Bafana Bafana que encurralaram os Mambas na sua zona recuada, chegando a obrigar Ernan a duas grandes intervenções, de bola parada, para evitar males maiores na sua baliza.

Mas, a terceira foi de vez. Livre da esquerda, cobrado com conta, peso e medida para a cabeça de Njabulu, que de cabeça abriu o marcador, sem hipóteses para Ernan, que ainda ficou furioso com a sua defensiva.

Horácio Gonçalves voltou a fazer substituições antes da meia hora, ao tirar Melque e para o seu lugar fez entrar Estevão.

Aos 35 minutos, os Bafana Bafana podiam ter feito o segundo, mas o cabeceamento do sul-africano encontrou Ernan atento para o corte.

Os Mambas ainda esboçaram alguma reacção, mas não chegaram a incomodar o guarda-redes sul-africano, que praticamente não foi chamado a nenhuma intervenção de vulto, até que o intervalo chegasse com vantagem dos donos da casa à tangente.

Na segunda parte, voltou a entrar melhor a selecção moçambicana e, aos 49 minutos, esteve perto do golo, num cruzamento traiçoeiro de Macaime, a encontrar atento Mothwa, que defendeu para fora. Do canto, não houve perigo.

Quatro minutos depois, os Mambas beneficiaram-se de um livre frontal e Martinho experimentou o seu forte remate, mas a bola não levou a direcção certa.

Parecia que os Mambas tinham acordado, porque aos 55 minutos foi Estevão a testar a atenção e os reflexos de Mothwa.

Mas, os Bafana Bafana responderam de forma fatal. Numa primeira acção foi Ernan a salvar o convento, mas, na recarga, foi Maart a colocar a bola no ângulo superior esquerdo, a ampliar o marcador. 2-0 para os sul-africanos, aos 60 minutos.

O tempo passava e ficava cada vez mais complicado para os Mambas reagirem à desvantagem de duas bolas. Mas, Estevão mostrava-se o mais inconformado e por duas vezes incomodou o guarda-redes sul-africano, que se mostrava atento e a provar o porquê de não ter sofrido um único golo na competição.

Porém, os Bafana Bafana sempre que subiam no terreno criavam perigo junto à baliza de Ernan, até porque, a dada altura, os jogadores estavam todos no ataque, a busca do golo que relançasse a partida. Afinal, perder por dois ou mais não mudava muita coisa, todavia era preciso tentar.

Aos 72 minutos, numa das acções ofensivas dos sul-africanos, e já dentro da área, na tentativa de fazer o corte, Mapangane rasteira um adversário e o árbitro não teve dúvidas e apontou para a marca da grande penalidade. Motsoalo, chamado a converter, enganou Ernan e fez o 3-0, resultado bastante pesado para aquilo que os Mambas fizeram ao longo do jogo.

Nada mais havia a fazer por parte dos Mambas que apenas cumpriram o que restava do tempo, procurando não sofrer mais golos, enquanto os Bafana Bafana só não marcaram mais, porque a vitória já era segura e o resultado não mais se alterou.

Os Mambas caíam de pé, perante a melhor selecção deste torneio, que, mesmo não sendo a primeira ou segunda selecção da África do Sul, provou que merece conquistar esta competição.

Aos moçambicanos, o contentamento de poder disputar o jogo da consolação, domingo, diante da eSwatini, que perdeu nas grandes penalidades diante do Senegal, após empate a dois golos no final do tempo regulamentar.

Quem investe quer e pensa, claramente, no retorno. E no basquetebol, precisamente, o Costa do Sol “abriu os cordões à bolsa” para montar uma equipa competitiva com a contratação de internacionais basquetebolistas moçambicanos, a saber: David “Mano” Canivete, Octávio Gregório Magoliço, Ivan Machava, Klaus Bunguele (a contas com uma lesão) e Luís “Lulu” de Barros que se juntam a um leque de atletas que, em 2019, colocaram o clube na final do “nacional”: Francisco Braga, Daniel Maveure, Egídio Zandamela, Asmilton Ribeiro, entre outros.

E, em termos de retorno e no final de um ciclo de quatro anos, os “canarinhos” não só querem campear em todas as competições em que participam, como também estabelecer uma “nova ordem” na modalidade da bola ao cesto no país.

E, depois de terem realizado uma fase regular aceitável, os “canarinhos” sonham com a conquista do Torneio Nutrição, sábado, diante do Ferroviário de Maputo.

“As finais são para ser ganhas. Nós estamos a trabalhar, ao longo deste período, para chegarmos a esta fase e podermos vencer. É um adversário com o qual tivemos vários confrontos, alguns dos quais positivos e outros negativos”, recordou Nilton Seifane, capitão do Costa do Sol.

Boa pontuação (94-77 a favor dos “canarinhos”) para quem esteve muito tempo parado devido à COVID-19, boa propaganda para a modalidade da bola ao cesto.

Assim, foi o segundo jogo da fase regular do Torneio Nutrição entre o campeão e vice-campeão nacional, com fortes ambições e com os olhos colocados aos “troféus”.

“Na fase regular, perdemos um jogo com o nosso adversário da final e ganhámos o outro depois de termos tido mais embates que nos permitiram melhorar os nossos processos. Eu acredito que vai ser um bom jogo, porque as duas equipas têm bons valores. Reforçámos a nossa equipa com jogadores que emprestam muita experiência e queremos capitalizar esta situação”, palavras do base armador do Costa do Sol, ele que se mostra confiante num bom resultado.

Com um investimento notável na contratação de atletas experientes, o Costa do Sol eleva a fasquia para as provas em que estará envolvido. E outra coisa não seria de exigir dado o plantel equilibrado.

“Estamos, exactamente, a acabar um ciclo de quatro anos. É altura de termos que dar um salto qualitativo. Esta prova que vai terminar sábado tem a sua importância, mas a maior é continuarmos a ganhar mais confiança para as competições mais importantes”, precisou Miguel Guambe, treinador do Costa do Sol.

Sem deslumbramentos! Sem euforia de quem “faz o jogo da vida”.  Ciente de que, com a razia sofrida esta temporada com saída de “internacionais” que ajudaram o clube a manter-se no topo do basquetebol indígena, e que a sua substituição leva tempo, Milagre “Mila” Macome não olha para a final do Torneio Nutrição de Basquetebol em seniores masculinos como um jogo de capital importância para as perspectivas dos bicampeões nacionais, isto em função da estrutura que a equipa apresenta actualmente.

De resto, Milagre Macome, que conduziu a equipa verde-e-branca a uma excelente campanha na Liga Africana de Basquetebol (BAL), não se vai endiabrar se a equipa vencer o Costa do Sol. E muito menos ficar triste se perder, tal como deixou claro na antevisão desta finalíssima.

“É mais um jogo como outro. Em função da estrutura que temos neste momento, o nosso foco não é esta competição. É a estrutura que estamos a montar com objectivos mais para frente”, começou por dizer Macome.   E não deixa de olhar para uma equipa que, nesta altura, integrou jovens que fizeram parte das camadas de formação, claramente em processo de assimilação da sua filosofia de jogo e critérios de abordagem.

“Nós vamos entrar cientes de que temos que fazer o nosso jogo. Teremos, pela frente, uma equipa bastante motivada. O Costa do Sol reforçou-se e quer conquistar todas as provas a nível nacional. Acredito que vai ser um jogo difícil. Vamos jogar contra uma equipa forte que tem uma palavra a dizer nas competições nacionais”, observou.

Macome é ganhador, rigoroso e ambicioso. Não deixa, no entanto, de analisar todo um processo que passa por potenciar novos valores, dotá-los de capacidades técnicas e integrá-los num grupo “habitué” a chegar ao pódio.

“Acredito que temos uma palavra a dizer, mas com os pés bem assentes na terra. Não vamos ficar deslumbrados, porque ganhamos ou ficarmos tristes porque perdemos”.

No último duelo com o Costa do Sol, o Ferroviário de Maputo perdeu por 94-77, numa partida em que esteve muito bem no terceiro e quarto quartos, procurando buscar o resultado.

Os “locomotivas” venceram a final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal por 3-0 num “play-off” a melhor de cinco jogos.

As selecções de Moçambique e da África do Sul disputam esta sexta-feira, no Nelson Mandela Bay Stadium, as meias-finais do torneio Taça Cosafa, quando forem 17H00, mesmo local que, 3 horas antes, recebe o embate entre Senegal e Eswatini, outro jogo das meias-finais

Um jogo de duas alas, tal Golias e David, que se vai efectivar no Nelson Mandela Bay Stadium, esta sexta-feira, quando forem 17h00. Moçambique e África do Sul medem forças em jogo das meias-finais do torneio Cosafa, com o resultado a pender, favoravelmente aos donos da casa, que são a equipa mais equilibrada e invicta desta edição da competição regional.

Trata-se de um embate entre o 75º colocado do ranking da FIFA, a África do Sul, e o 117º colocado, Moçambique, que disputam o acesso à final da competição, com as mesmas ambições, mas perspectivas contrárias.

É que os Bafana Bafana, para além de serem os anfitriões, já conquistaram a competição por quatro ocasiões, nomeadamente em 2002, 2007, 2008 e 2016, enquanto os Mambas nunca lograram levantar o troféu, tendo sido apenas finalistas vencidos em 2008, precisamente para o adversário desta sexta-feira e, em 2015, quando perderam para a Namíbia, equipa que venceram e afastaram na última jornada do grupo B.

Mas há mais detalhes neste confronto e na disputa para a próxima fase, a final. É que a África do Sul, sempre que chegou à final, conquistou a prova e, nas quatro vezes em que foi eliminado nas meias-finais e teve que disputar o jogo de atribuição do terceiro lugar, venceu três jogos e perdeu apenas um, justamente diante dos Mambas, em 2009, por uma bola sem resposta, com golo apontado por António Hagi, numa prova disputada no Zimbabwe.

Por seu turno os Mambas fizeram o mesmo trajecto sempre que tivessem que chegar ao jogo de atribuição, terminando no pódio em três ocasiões e perdendo apenas um jogo, diante do Botswana, em 2007.

No confronto directo entre as duas equipas, em sete jogos disputados, os Bafana Bafana levam grande vantagem, pois venceram cinco jogos, enquanto os Mambas venceram apenas um, e houve registo de apenas um empate, o que dá ligeira vantagem aos sul-africanos nesta partida.

Para chegarem a esta fase, os “Mambas” suplantaram, na quarta-feira, a sua congénere da Namíbia (1-0), na última jornada da fase de grupos (B), graças ao golo solitário de Melque, apontado a passagem do minuto 80. Apesar de as duas equipas terem terminado com os mesmos pontos (7), Moçambique ficou em vantagem no confronto directo sobre os namibianos, sendo que o Senegal terminou como líder do grupo com nove (9) pontos, após vencer o Malawi por 2-1.

Já a África do Sul entrou para esta jornada com a qualificação já garantida e na última jornada ficou pelo nulo diante da já afastada Zâmbia.

Entretanto, o Eswatini carimbou o passaporte para a fase depois de empatar diante do Botswana por 1-1, terminando a fase de grupos como o segundo melhor classificado do Grupo “A”, com sete pontos, e os anfitriões lideraram o grupo com 10 pontos.

De acordo com o regulamento da prova, apenas os primeiros classificados de cada grupo se apuram às meias-finais e o segundo melhor classificado de todos os grupos. Este cenário permite com que  cada selecção realize três jogos até um máximo de cinco, o que proporcionará uma preparação importante para as selecções envolvidas nas eliminatórias para o Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar, com início previsto para Setembro próximo.

Das 19 edições até então disputadas, o Zimbabwe é a nação mais bem-sucedida na história da COSAFA tendo conquistado o seu sexto título em 2018, seguido da Zâmbia, com cinco conquistas e a África do Sul com quatro. Angola com 3 conquistas e Namíbia com apenas um título são outras das selecções que venceram a competição regional.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol protagonizam, sábado, às 16h00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, a final do Torneio Nutrição de basquetebol em seniores masculinos. A anteceder esta partida, A Politécnica e Costa do Sol batem-se no duelo de atribuição do terceiro lugar da competição.

É a final desejada, afinal estamos em presença de dois dos clubes mais “musculados” desportiva e financeiramente na capital do país.

Com a concentração de alguns dos destaques do basquetebol da actualidade, Ferroviário de Maputo vs Costa do Sol é sempre um duelo a seguir com atenção, até pela “luta acérrima” pelo pelos lugares de pódio nas competições internas. Aliás, “canarinhos” e “locomotivas” foram protagonistas da final da edição 2019 da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, com o conjunto verde-e-branco a superiorizar-se na final com um 3-0 num “play-off” a melhor de cinco jogos.

Depois de perder a final, mesmo num ano em que as provas viriam a ser interrompidas por força da COVID-19, o Costa do Sol foi buscar atletas internacionais com claro objectivo de construir um plantel equilibrado.

E, esta temporada, a fasquia é claramente elevada dado leque de opções que Miguel Guambe apresenta, acrescentando-se alguma experiência por parte de jogadores com passagem pela selecção nacional.

De resto, e o objectivo passa claramente por voltar a estar na mó de cima, o Costa do Sol derrotou os campeões nacionais por 94-77, num jogo, diga-se, com uma boa pontuação. De olhos no título, o Ferroviário de Maputo parte para este confronto com objectivo de se redimir deste desaire. Mesmo com uma equipa renovada, Milagre “Mila” Macome, aliás, o Ferroviário de Maputo continua a ambicionar conquistar todos troféus que disputa.

Depois da excelente prestação na edição de estreia da Liga Africana de Basquetebol, prova na qual ocuparam a quinta posição, os “locomotivas” querem manter o respeito a grandeza na modalidade da bola ao cesto ao nível interno.

Às 14h00, no mesmo recinto, teremos o jogo de atribuição do terceiro lugar no Torneio Nutrição. Campeã da cidade, a A Politécnica mede forças com o Maxaquene, conjunto mais titulado do país.

É um jogo entre duas formações remodeladas devido a razia que sofreram nos últimos anos com a saída as suas principais unidades.

 

COVID-19 FORÇA ADIAMENTO DA FINAL EM FEMININOS

O Ferroviário de Maputo comunicou, há dias, a Associação de Basquetebol da cidade de Maputo a existência de alguns casos de COVID-19 no plantel da equipa sénior feminina de basquetebol, cenário que forçou quarentena por parte do plantel. Analisados os factos, e em defesa da saúde e verdade desportiva, a Associação de Basquetebol da cidade de Maputo decidiu adiar esta partida para uma data a anunciar. Esta é igualmente uma das partidas aguardadas com inusitada expectativa, até porque os dois conjuntos têm assumido o protagonismo na modalidade. O Ferroviário de Maputo pretende manter a sua hegemonia, enquanto o Costa do Sol, que se reforçou em várias posições, quer abrir uma nova página no basquetebol.

Entretanto, esta sexta-feira, A Politécnica e Maxaquene batem-se pelo terceiro lugar ao nível dos seniores femininos. Com plantéis modestos e, acima de tudo, compostos por atletas com grande ambição de se projectarem no basquetebol moçambicano daí que tudo darão na quadra para proporcionarem um bom espectáculo. São, acima de tudo, plantéis que se equivalem os da A Politécnica e Maxaquene.

A delegação olímpica de Moçambique registou três casos de infecção pelo novo Coronavírus, anunciou esta quarta-feira o Comité Olímpico de Moçambique (COM).

De acordo com o COM, os três casos positivos detectados são assintomáticos e foram identificados no âmbito da testagem diária, processo ao qual são submetidos os membros da delegação moçambicana.

“Lamentavelmente, temos a informar à comunidade desportiva e ao público em geral, que do processo, resultaram três casos positivos para o Coronavírus -COVID-19, apresentando-se todos assintomáticos”, informou o COM.

De acordo com o mesmo comunicado, os elementos que acusaram positivo à COVID-19 estão a merecer o devido acompanhamento da equipa médica que assiste a delegação, estando, igualmente, a ser tomadas todas as medidas médico-sanitárias recomendadas contra o novo Coronavírus.

O Comité Olímpico conclui, sem nunca avançar os nomes dos contaminadas, dizendo que a situação ainda não põe em causa a participação destes elementos nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, por considerar o tempo médio de isolamento e retestagem definido pelas autoridades sanitárias, suficiente para que os indivíduos infectados possam obter resultado negativo, permitindo a sua participação nas provas e actividades agendadas.

A comitiva moçambicana que vai participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, entre 23 de Julho e 08 de Agosto, composta por atletas, treinadores, presidentes de federações, médicos, um chefe de missão, um membro do COM e um jornalista, está confinada na Casa Militar da Presidência da República, na capital do país.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, garantiu presença nas meias-finais do torneio Cosafa, mercê da vitória, à tangente, diante da Namíbia, esta quarta-feira, em partida da quinta jornada do grupo B da competição. Na tabela classificativa, os Mambas terminam na segunda posição, com os mesmos sete pontos da Namíbia, que terminam em terceiro, mas o combinado nacional leva vantagem no primeiro critério de desempate, nomeadamente do confronto directo entre os empatados

Um golo de Melque, aos 80 minutos, deu vantagem aos Mambas, não só no jogo, mas também na tabela classificativa, diante da Namíbia, que qualifica o combinado nacional às meias-finais. Com as duas equipas a terminarem empatadas na tabela classificativa, ambas com sete pontos, houve necessidade de se seguir com os critérios de desempate.

Na mesa, havia dois critérios que criavam alguma confusão: uma que dizia que o primeiro deles eram os golos apontados e o outro que falava do confronto directo. É que, nos golos marcados, os namibianos levavam vantagem por terem apontado cinco golos, contra três dos moçambicanos e ai os Mambas terminariam na terceira posição.

Mas depois de muitas concertações, o esclarecimento chegou e, com ele, a festa dos Mambas pela qualificação, já que o confronto directo, imperou no final das contas.

Os Mambas venceram Namíbia e estão nas meias-finais, nas quais vão cruzar caminho da poderosa selecção anfitriã, a África do Sul.

 

SHAQUILE AUSENTE E MACAIME NO “ONZE”

Os Mambas voltaram a entrar para o campo com remodelados, desta feita com uma alteração feita em relação ao jogo diante do Malawi, em que saiu a vencer por duas bolas sem resposta.

Desta vez, o seleccionador optou por um onze inicial constituído por Ernan, na baliza, um quarteto defensivo composto por Cigano, Bonera, Martinho e Danilo, um trio do meio campo de Candinho, Pelembe e Macaime, e trio de ataque constituído por Nilton, Estevão e Vitinho, deixando de fora Shaquile, que foi substituído por Macaime.

Mas parece que, mesmo assim, Horácio Gonçalves não terá gostado da prestação de Macaime e, ainda na primeira parte, tirou o jogador e, para o seu lugar, colocou Melque, voltando a fazer mais uma substituição, forçada, devido à lesão de Bonera, fazendo entrar Mapangane e reestruturando as pedras dentro das quatro linhas.

Na segunda parte, houve mais uma alteração, nomeadamente a saída de Nilton e a entrada de Salas, a provar a tendência de Horácio Gonçalves em fazer apenas três alterações e não cinco que são autorizadas nesta competição.

 

QUANTO AO JOGO

Os Mambas entraram aguerridos e determinados a saírem com os três pontos que garantiam a vitória e a qualificação, a contrastar com a entrada recuada dos namibianos, desde cedo apostados num empate.

Aliás, a Namíbia levou para esta competição uma selecção de jogadores que actuam internamente, já a preparar as qualificações para o CHAN e para o mundial, enquanto os Mambas contam com uma selecção sub-23.

Ainda assim, o adversário dos Mambas foi incomodando o meio campo nacional, com Macaime, que era o homem que devia parar as primeiras acções a ser sempre batido, o que obrigou a que o seleccionador optasse pela sua substituição, por Melque, uma boa aposta para a zona do meio campo para frente.

Por diversas vezes, os dois guarda-redes foram chamados a mostrar-se, mas a primeira parte terminou com o nulo.

Na etapa complementar, os Mambas sentiam o peso de poder regressar cedo à casa e deram mais litro em campo, mas sempre pecavam no capítulo da finalização.

Foi preciso esperar pelo minuto 80 para desfazer o nó, quando Candinho fez um passe magistral para o coração namibiana, onde apareceu Melque, num belo gesto, de se lhe tirar chapéu, diga-se, fez um golo que deu vantagem aos Mambas. Depois foi só controlar o resultado, o tempo, a pressão e a emoção, até ao apito final do árbitro e, depois de tudo, a festa que se prolongou até aos balneários.

O técnico da Namíbia ainda acabou expulso devido a protestos.

 

CANDINHO, O TERCEIRO MAMBA MELHOR EM CAMPO

Depois de Shaquile, no nulo diante do Zimbabwe e Danilo, na saborosa vitória frente ao Malawi, desta vez foi Candinho a levar para casa o troféu de melhor jogador em campo.

O internacional moçambicano teve uma exibição de encher os olhos e conseguiu convencer os organizadores a elegerem o homem que fez o passe para o único golo como o man of the match.

Os três jogadores fazem parte do leque de primeiras apostas de Horácio Gonçalves, a excepção de Shaquile que, neste jogo, esteve fora devido à lesão.

Shaquile actua no Ferroviário de Maputo, Danilo no Costa do Sol e Candinho no Maxaquene, sendo que os dois últimos já representaram ainda o Maxaquene.

 

“MIQUISSONE MERECE JOGAR NA EUROPA”, DIZ LUÍS GONÇALVES

O ex-seleccionador nacional de futebol, os Mambas, Luís Gonçalves, mostra-se bastante satisfeito pelo facto de Luís Miquissone ter conquistado o título de campeão da Tanzânia pela segunda vez consecutiva.

Para Luís Gonçalves, há que enaltecer o desempenho do jogador moçambicano que tem estado em alta no Simba da Tanzânia. “Quero enaltecer e felicitar Luís Miquissone por mais um campeonato conquistado de forma brilhante”, disse o treinador na sua página de internet.

Com as exibições que o internacional moçambicano tem estado a fazer ao serviço do Simba, principalmente demostradas durante os jogos da Liga dos Campeões, Luís Gonçalves assume que Luís Miquissone tem capacidades para dar o “salto” rumo ao Velho Continente: “merece jogar na Europa”, conclui.

Miquissone conseguiu o troféu depois de o Simba FC ter derrotado, na 32ª jornada, o Coastal Union por 2-0 e espera ainda pela final da Taça da Tanzânia para tentar a segunda dobradinha consecutiva.

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