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O País – A verdade como notícia

O Ferroviário de Maputo e Costa do Sol batem-se, sábado, às 16h:00, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, na final do Torneio Nutrição de basquetebol em seniores masculinos. Duas horas antes, ou seja, às 14h:00, Maxaquene e A Politécnica medem forças no jogo de atribuição do terceiro lugar.

Cerca de duas semanas depois de terem sido cancelados por diagnóstico de 43 casos positivos nos testes rápidos a 88 elementos envolvidos nos dois últimos jogos do Torneio Nutrição, e a testagem PCR ter resultado apenas em quatro positivos, a final e o jogo de atribuição do terceiro lugar da prova serão realizados no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane.

Com efeito, às 16h:00, no jogo de decisão do título, Costa do Sol e Ferroviário de Maputo travam argumentos num duelo entre as melhores formações da competição.

Na fase regular, os dois conjuntos repartiram o protagonismo com os “locomotivas” a vencerem na primeira volta e, depois, os “canarinhos” a saírem-se melhor na segunda.

Este sábado, na final, as duas formações irão dar o seu melhor para saírem vitoriosas, até porque apresentam-se com jogadores habituados a lutarem pelos lugares cimeiros nas provas em que participam.

Um dos factores atractivos nesta partida é o facto do Ferroviário de Maputo ter tido uma boa campanha na Liga Africana de Basquetebol, prova na qual ficou na 5ª posição, e pretende defender o estatuto de campeão nacional em título.

Os “locomotivas” sofreram uma razia com a saída de vários atletas determinantes, mas não deixam de ambicionar a conquista de troféus nas provas em que participam.

Nesta fase, Milagre “Mila” Macome procura igualmente entrosar novos valores que são chamados campeões nacionais com uma perspectiva de futuro.

Com um investimento notável na contratação de atletas internacionais, o Costa do Sol não só quer contrariar o seu oponente como também “instalar uma nova ordem” no basquetebol nacional.

Os “canarinhos” apresentam-se já com mais opções, pelo que tudo farão para fechar esta participação no Torneio Nutrição com vitória.   Aliás, conquistar este troféu pode ser um factor motivacional para as competições que se seguem, com particular enfoque para o Campeonato da Cidade e Torneio de Apuramento à Liga Africana de Basquetebol.

A anteceder esta partida, Maxaquene e A Politécnica defrontam-se no duelo de atribuição do terceiro lugar. É um jogo entre duas equipas rejuvenescidas que, à partida, encaixam-se e podem proporcionar uma partida equilibrada.

 

APURAMENTO À BAL EM SETEMBRO

O Torneio de Apuramento do representante moçambicano às eliminatórias da Liga Africana de Basquetebol realiza-se entre os dias 4 e 12 de Setembro próximo. A competição contará com a participação de quatro equipas, nomeadamente Ferroviário de Maputo, campeão nacional; Costa do Sol, vice-campeão; Ferroviário da Beira, terceiro classificado, e Desportivo Maputo.

De acordo com uma nota enviada ao “O País”, os clubes deverão responsabilizar-se pelo pagamento de todas as despesas inerentes à sua participação na competição, designadamente alojamento, transporte interno e alimentação.

As quatro equipas devem assegurar o confinamento de todos elementos ligados às mesmas, sendo que estão proibidos de ter contactos com terceiros fora da competição, para além de garantirem os testes PCR até 48 horas antes do arranque da prova.

Ainda de acordo com o cumprimento do protocolo sanitário, a organização irá fazer testes rápidos aleatórios durante todas as jornadas, pelo menos uma hora antes dos jogos. Mais: garante o confinamento dos árbitros, oficiais de mesa, comissários e o delegado da Liga Moçambicana de Basquetebol.

A Liga Moçambicana de Basquetebol adverte que, em caso de desistência da prova após confirmação por escrito em impresso próprio, como definido no acto de inscrição e independentemente da antecedência do arranque da prova, implicará a suspensão da equipa por um período de dois anos de quaisquer actividades da agremiação e pagamento de uma multa graduada em 30 salários mínimos.

A prova será lançada no próximo dia 2 de Setembro, data em que se realizará o sorteio, e uma reunião técnica em local ainda por indicar.

As quatro equipas têm até o dia 2 de Setembro para fazerem a inscrição mediante o pagamento de 35. 000 mt (trinta e cinco mil meticais).

As mesmas têm a prerrogativa de inscrever 15 jogadores sem limite de estrangeiros, sendo que somente  dois podem estar na ficha de jogo.

A Liga Moçambicana de Basquetebol garante a abertura de uma janela excepcional de inscrição a partir do dia 2 de Agosto e com fecho a 2 de Setembro.

O Torneio de Apuramento será disputado num sistema de todos contra todos numa única volta, seguindo-se o cruzamento entre o primeiro e o quarto e segundo e terceiro. A final será disputada num “play-off” a melhor de três jogos a partir do dia 7 de Setembro.

Artur Semedo é o novo treinador do Textáfrica de Chimoio. O técnico assinou um contrato válido até ao fim da época e tem a missão de manter os “fabris do planalto” no Moçambola.

É o regresso de um treinador conhecedor do futebol nacional depois de dois anos fora do activo. Para não variar, volta com o seu homem de confiança, Tiago Machaisse, como adjunto.

O técnico assinou um contrato válido até ao fim da época e tem a missão de tirar o Textáfrica da complicada 14ª posição no Moçambola, com apenas sete pontinhos, volvidas 12 jornadas.

Semedo terá de coser com as linhas existentes do falido Textáfrica, que em menos de um ano teve dois presidentes, Quinito Jr. e Acácio Gonçalves, tendo todo saíram em piores cenários.

Quinito foi contestado, tendo arrumado as suas malas e regressar a Maputo. Contestado também foi Amide Tarmamade, técnico por si contratado. Meses depois da saída do Quinito, também seguiu pela mesma porta e disse, na altura, que foi até ameaçado de morte caso não deixasse os fabris do planalto. Custódio Parruque foi a alternativa encontrada.

Depois da saída do Quinito, Acácio Gonçalves foi o homem que se seguiu, mas meses depois, bateu com a porta, alegando que não estava a ter apoio necessário. A saída foi a melhor solução.

Num ar de entradas e saídas de pouca dura, o Textáfrica esmerou-se e foi ao mercado buscar um dos treinadores mais caros e intolerantes da praça, quando as coisas não correm de feição.

Será Semedo o homem que vai aguentar a situação do Textáfrica? O tempo será mestre e aguardemos até ao fim da época.

A maior estrela de ginástica da actualidade, Simone Biles, está fora da final do “all-around” dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A má notícia chegou pelo canal oficial da Federação Norte-americana de Ginástica, que afirmou “apoiar a decisão” da atleta.

Os gigantes não se medem aos palmos. Podem ter até 1,42 metros. Porque só mesmo um gigante com um corpo tão delicado e franzino conseguia mostrar a força de terminar uma era quando podia ser sua para dar início a uma era que será garantidamente de todos e todas.

Simone Biles anunciou esta quarta-feira a desistência da final do concurso de all-around, onde era de longe a grande favorita à vitória, deixando em aberto a possibilidade de ir ainda a alguma das decisões nos aparelhos.

Mais do que isso, fez ecoar de forma mais latente o que as palavras marcantes que teve na véspera queriam dizer. Tudo tem um limite e quando o limite da maior campeã de sempre é abdicar do seu título pela sua saúde física e mental, há limites que começam a ser discutidos.

“Após mais avaliações médicas, Simone Biles retirou-se da final do all-around dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a fim de se concentrar na sua saúde mental. Simone continuará a ser avaliada diariamente para determinar se vai ou não participar nas finais dos aparelhos individuais da próxima semana”, informou esta entidade, em comunicado.

Depois de uma avaliação médica mais exaustiva, Simone Biles foi colocada de fora da final individual do all-around. Apoiamos de coração cheio a decisão da Simone e aplaudimos a sua coragem em colocar a prioridade no seu bem-estar. A sua coragem mostra, mais uma vez, o porquê de ser um modelo para tantos”, anunciou através de um comunicado oficial a USA Gymnastics, dando início a um sem número de reacções que nesta altura estão apenas circunscritas ao apoio manifestado à atleta, como tinha acontecido na véspera com grandes nomes do desporto dos EUA como Michael Phelps, também ele um campeão que se debateu com os mesmos problemas.

“Os Jogos Olímpicos são avassaladores, existem demasiadas emoções envolvidas. Isto partiu-me o coração. Mas, se virmos bem, a questão da saúde mental é algo que toda a gente fala nos últimos 18 meses. Nós todos somos humanos, certo? Nós somos seres humanos. Ninguém é perfeito e por isso sim, é OK alguém não estar OK. É OK passar por autênticas montanhas russas de emoções. Mas continuo a achar que o aspecto principal aqui é que às vezes temos de pedir ajuda a alguém quando atravessamos essas fases. Para mim, posso dizer pessoalmente que foi um grande desafio. É difícil pedir ajuda. Senti, como disse a Simone, que estava a carregar o peso do mundo nos meus ombros. É uma situação complicada”, comentou o antigo nadador em declarações à NBC.

Mais um dia de êxito em Tóquio! Vinte e quatro horas depois de Alcinda Panguana ter feito história ao se qualificar para os quartos-de-final do maior acontecimento desportivo do planeta,  Rady Gramane, na categoria 69-75 kg, imitou a compatriota.

Gramane puxou dos galões de uma das melhores pugilistas do continente para derrotar Erika Stefania Pachito, do Equador, por 4-1, no combate realizado esta quarta-feira.

A moçambicana foi mais forte diante da equatoriana, tendo apenas sido derrotada no segundo assalto, mas depois evidenciou toda a sua qualidade.

No próximo sábado, 31 de Julho, Rady Gramane terá como adversária Zenfira Magomedalieva do Comité Olímpico Russo, às 11h:51 de Maputo.

Zenfira Magomedalieva derrotou, nas preliminares, a americana Naomi Graham igualmente por 4-1.

Lembre-se que Alcinda Panguana, de 27 anos, vai discutir o acesso às meias-finais na sexta-feira, 30 de Julho, às 11h:18 de Maputo, com a chinesa Hong Gu.

Enquanto isso, as velejadoras Maria Machava e Denise Parruque falharam, esta quarta-feira, em Enoshima, as duas primeiras regatas da prova de 470 Radial que contou com a participação de 20 duplas.

O Chefe da Missão de Moçambique a Tóquio 2020, Francisco Mabjaia, justificou a não comparência das atletas nacionais na área de partida com o mau tempo que se fez sentir pouco antes da realização da regata.

“As condições meteorológicas não foram boas para as nossas atletas, pois a hora da partida estava muito vento com velocidades na casa dos 16 kts, que inclusive partiram alguns instrumentos na área da prova”, disse Francisco Mabjaia, citado pelo “Lance Moz”.

Seja como for, segundo a fonte, Maria Machava e Denise Parruque voltam a disputar regatas esta quinta-feira, às 5h: 05 e 6h:05 de Maputo, sendo que as mesmas irão procurar dar o seu melhor para saírem da última posição por força da ausência na área de partida naquela que seria a sua estreia no maior evento desportivo do planeta.

 

PRESTAÇÃO DOS MOÇAMBICANOS

Até aqui, quatro atletas moçambicanos já se exibiram nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, com o nadador Igor Mogne a ser o primeiro a não passar da primeira eliminatória, ao fazer os 400 metros livres fazendo a marca de 3:56.56 minutos, ficando longe do tempo de 3:54,90 minutos como a sua melhor marca na distância feita em Gwangiu, na Coreia do Sul. O segundo a entrar em prova nesta olimpíada foi o judoca Kevin Loforte que saiu derrotado por Ippon diante de Baruch Shmailov, de Israel, para a categoria dos menos de 66 Kg, terminando deste modo de forma precoce a sua participação nesta competição planetária.

A velejadora Deizy Nhaquile já participou em oito regatas da classe Laser Radial, ocupando actualmente a 40.ª posição com um total de 195 pontos.

A próxima etapa está marcada para quinta-feira, 29 de Julho, sendo que o seu desempenho poderá ser acompanhado nos canais SuperSport da DStv e GOtv.

Aliás, o evoluir das estrelas moçambicanas e outras mundiais nesta competição planetária, que vai decorrer até o próximo dia 8 de Agosto de 2021, tem sido acompanhada nestas plataformas.

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 decorrem dentro de protocolo imposto pela pandemia da COVID-19, um novo normal que tem sido seguido à risca pelos participantes ao evento.

A pugilista moçambicana, Alcinda Panguana, derrotou, na tarde desta terça-feira, a queniana Akinyi Elizabeth, na categoria dos 64-69 kg, na sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

A atleta de 27 anos de idade derrotou a sua adversária em todo o combate, tendo sido atribuída pelo júri a pontuação máxima de 10 pontos, apurando-se, assim, aos quartos-de-final.

O próximo combate de Alcinda Panguana está agendado para sexta-feira e terá uma adversária chinesa, Hong Gu, tida como uma das melhores pugilistas do mundo.

Esta quarta-feira, entra em cena a outra representante moçambicana, Rady Gramane, inserida na categoria dos 69-75 kg, devendo defrontar Etika Pachito, do Equador.

Os rumores em torno da possível ida do internacional moçambicano, Luís Miquissone, ao Al Ahly do Egipto, começam a ganhar forma nas terras do faraó.

Esta segunda-feira, os corredores do jornalismo egípcio avançam que o jogador moçambicano, ao serviço do Simba da Tanzânia, terá dito “sim” ao clube do Magrebe, rejeitando a proposta dos sul-africanos do Kaizer Cheifs e do Mamelodi Sundows.

Caso se confirme a notícia, Luís Miquissone terá feito o seu último jogo ao serviço do Simba da Tanzânia este domingo, na final da Taça local.

Recorde-se que Luís Miquissone chegou à Tanzânia em Janeiro de 2020, vindo da União Desportiva de Songo, depois de uma época inglória na África do Sul, onde representou o Mamelodi Sundows e o Chippa United.

Ao serviço dos tanzanianos do Simba, o génio de Angónia conquistou cinco títulos, nomeadamente, dois campeonatos e duas Taças, para além de uma Supertaça, em 18 meses.

Para já, o momento do internacional moçambicano é festejar o segundo troféu consecutivo da Taça da Tanzânia, depois de o Simba ter vencido o Yanga por uma bola sem resposta.

Os melhores marcadores do Moçambola 2021 estiveram de folga nesta jornada da retoma, depois de três semanas parados devido à participação de Moçambique no torneio regional da Cosafa. Ejaita continua a liderar com 10 golos apontados, seguido de Dayo, com oito, e Melque e Djei com sete.

A 12ª jornada do Moçambola, que se disputou este final de semana, produziu apenas seis golos, quatro dos quais apontados em vitórias à tangente, em Vilankulo, Lichinga, Quelimane e Nampula, enquanto dois foram no empate a um golo que houve no “canavial”.

Vale dizer que apenas seis jogadores conseguiram balançar as balizas adversárias neste final de semana e nenhum deles faz parte do grupo da frente da lista dos melhores marcadores.

Em Lichinga, foi Nico a apontar o único golo que deu a vitória ao Ferroviário local, diante do Textáfrica do Chimoio, enquanto Orlando deu motivos ao Desportivo Maputo para voltar a sorrir, depois da razia que sofreu no seu plantel, no mercado de transferências de inverno.

Já no centro do país, o “militar” Limão azedou a “locomotiva” de Maputo aos 75 minutos e, mais para a zona sul, foi Maxwell, o camaronês recém-contratado pela União Desportiva de Songo, a aproveitar um brinde de Jonas para marcar o único golo no Alto Macassa, diante da Associação Desportiva de Vilankulo.

Onde houve dois golos foi no “canavial”, onde Tiago, do lado do Incomáti, e Artur, para o Ferroviário de Nacala, apontaram os golos que totalizaram os seis desta jornada.

À excepção de Limão, que apontou o seu segundo golo na presente edição do Moçambola 2021, os restantes estrearam-se a marcar.

 

MELHORES MARCADORES CONTINUAM DE FÉRIAS

Sem os potenciais marcadores a festejarem golos, a parecer que continuam de férias, Ejaita, ponta de lança da Associação Black Bulls, continua a liderar, com os mesmos 10 golos com quais saiu para o descanso, antes da paragem do Moçambola.

Em perseguição ao nigeriano quase moçambicano, estão o “locomotiva” de Chiveve Dayo, que acertou oito vezes nas redes adversárias e a fechar o pódio dos artilheiros estão o “touro” Melque e o “maquinista” de Lichinga Djei.

As grandes novidades na lista dos melhores marcadores é o facto de a Black Bulls contar com dois jogadores do top-3, nomeadamente, Ejaita e Melque, que juntos fizeram 60% dos golos apontados pela sua equipa, ou seja, 17 dos 30. Mas também, o facto de o pódio contar um com jogador do primodivisionário Ferroviário de Lichinga.

 

POTENCIAIS MARCADORES LONGE DO PÓDIO

Para já, os potenciais melhores marcadores e alguns suspeitos estão longe dos lugares cimeiros. São os casos de Telinho, do Costa do Sol, que marcou apenas cinco golos, justificados apenas pelo facto de ter ficado alguns jogos de fora devido a uma lesão grave que o afastou dos relvados durante cerca de dois meses. Outrossim, é o caso de Lau King, ponta de lança da União Desportiva de Songo, que fez seis remates certeiros, que também se encontra longe do pódio.

Certamente que a última jornada da primeira volta poderá trazer algumas surpresas em termos de golos, depois de os jogadores terem aquecido na jornada anterior.

 

TRÊS CLUBES SEM JOGADORES NO TOP-20 DOS ARTILHEIROS

Entretanto, a lista dos melhores marcadores, pelo menos no top-20, não conta com os jogadores de três clubes que disputam o Moçambola 2021. Trata-se do Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e Incomáti de Xinavane que não têm jogadores nos primeiros 20, embora tenham marcado golos suficientes para tal.

O Incomáti, com três jogadores que apontaram seis golos e outros seis que têm apenas um golo, tem 12 remates certeiros. Já o Matchedje de Mocuba conta com oito golos apontados, dos quais dois jogadores fizeram dois cada e os restantes quatro apontados por jogadores diferentes, tal como acontece no Textáfrica do Chimoio, onde os quatro golos, até aqui apontados, foram de jogadores diferentes.

As equipas dos internacionais moçambicanos Zainadine Jr. e Witiness Quembo foram afastadas da Taça da Liga de Portugal, após ficarem pelo caminho ainda na primeira eliminatória da prova.

O Marítimo, com Zainadine Jr. a titular, perdeu na Madeira, diante do Boavista, por uma bola sem resposta e o internacional moçambicano viu um cartão amarelo aos 29 minutos. Doze minutos depois, a sua equipa sofria o único golo da partida, apontado por Santos, que afasta dois insulares da fase seguinte da terceira maior competição futebolística de Portugal.

Por seu turno, o Nacional, também da Madeira, teve a mesma sorte, ou azar, ao sucumbir, também na ilha, diante do Estoril de Praia, por 1-2. Witi, que jogou a titular na intermediária do lado esquerdo e disputou todo o jogo, viu a sua equipa a sair da primeira parte a vencer, graças ao golo apontado por Rochez.

Mas, na segunda parte, não conseguiu manter a vantagem e o empate chegou aos 56 minutos por Crespo, para o Estoril, e a reviravolta perto do apito final, aos 89 minutos, por João Carlos.

Assim, Marítimo e Nacional, esta última que volta a disputar a segunda divisão, concentram-se apenas nos respectivos campeonatos e na Taça de Portugal.

 

REINILDO MANDAVA POUPADO NA DERROTA DIANTE DO PORTO

Outro internacional moçambicano, que tem estado nos holofotes das notícias é Reinildo Mandava, que este final de semana foi poupado na derrota do Lille diante do FC Porto, no estágio que realiza em Portugal.

Depois de ter sido titular na outra derrota, diante do Benfica, desta vez o internacional moçambicano ficou de fora e o Lille perdeu por duas bolas sem resposta.

De acordo com notícias que circulam, Reinildo terá sido poupado para que não seja avaliado pelos dirigentes e equipa técnica do FC Porto, que colocaram o nome do jogador na mesa de possíveis contratações para reforçar a equipa.

É que o FC Porto está activo no mercado de transferências de verão em busca de uma alternativa para o lado esquerdo da defesa, após uma temporada em que Zaidu Sanusi foi “dono e senhor” da posição.

E o nome de Reinildo Mandava, peça importante da caminhada do Lille rumo ao título de campeão francês na temporada passada, com quem Rui Pataca trabalhou de perto, e que, acredita-se, seria uma “mais-valia” para os dragões, é o que ganha mais força.

“Tem vindo a crescer tanto a nível físico como tático, é um jogador muito interessante, que participa activamente no jogo ofensivo e tem qualidade no cruzamento. Mete a bola tanto com o pé esquerdo, de primeira, em zonas de finalização, como também pode entrar por dentro e cruzar com o pé direito”, afirmou Rui Pataca, agora no FC Porto.

“Tem uma rotação acima da média, poucas vezes lesiona-se e terminou a última época com 42 jogos, entre clube e selecção, o que é bom para quem, como ele, sobe frequentemente ao ataque. Tem muita velocidade e, em situações defensivas, vai buscá-los com alguma facilidade”, acrescentou Pataca, em entrevista ao jornal O Jogo.

Entretanto, Reinildo continua a representar o Lille no estágio que o campeão francês realiza em Portugal, quando faltam pouco mais de duas semanas para o arranque dos campeonatos europeus.

Moçambique voltou a vergar no Torneio Continental de Futsal que decorre na Tailândia desde domingo e, desta vez, por números avassaladores. O combinado moçambicano foi cilindrado pelo Uzbequistão por 10-0, em jogo da segunda jornada da competição.

O seleccionador nacional, Faruk Ismael, apresentou um cinco diferente do apresentado no jogo inaugural, apostando, agora, em André Anders, José Silva, Ricardo Ferreira, Idelson Francisco e Vasco Mateus, e voltou a denotar problemas de coordenação e falta de entendimento.

Aliás, a selecção voltou a não ter pernas para correr diante do Uzbequistão que, logo cedo, demonstrou vontade para vencer. Sem argumentos e muito apático defensivamente, mesmo tendo procurado acertar na primeira parte, onde viu o Uzbequistão a fazer apenas dois golos.

Se perante a Tailândia, a segunda parte foi o melhor período de Moçambique, no jogo desta segunda-feira, as coisas mudaram de figura, a etapa complementar foi a pior.

Sem fazer muito e tudo por culpa de Moçambique que até perdia as bolas à saída do sector defensivo, Uzbequistão fez um festival de golos de rajada, ao fuzilar as redes nacionais por oito vezes. E só não entraram mais golos, porque o guarda-redes acabou por ser o herói.

É a segunda derrota do combinado nacional depois de, no domingo, ter perdido para a Tailândia por 4-6.

Moçambique volta a entrar em cena esta terça-feira, frente ao Kosovo, naquele que pode ser o jogo de consolação e a fechar a fase de grupos.

Recorde-se que a selecção nacional está nesta competição para preparar a sua participação no Campeonato Mundial, que terá lugar em Setembro, bem como preparar o torneio regional Cosafa que o país vai acolher em Outubro e Novembro, na cidade de Maputo.

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