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O País – A verdade como notícia

A Black Bulls é virtual campeã da primeira volta do Moçambola 2021 mesmo faltando uma jornada para o término da primeira metade da prova. O empate diante do directo perseguidor, Ferroviário da Beira, contribuiu. Já o Matchedje de Mocuba alcançou a primeira vitória na prova às custas do Ferroviário de Maputo.

No embate mais importante da 12ª jornada do Moçambola 2021, a penúltima da primeira volta, os “touros” foram a Chiveve roubar dois pontos aos “locomotivas”, e na sequência tiveram três conquistas: mantem a invencibilidade na competição, conquistam o campeonato de inverno, de forma virtual, e é a única equipa com mais de 20 golos apontados.

Na sua estreia na maior competição futebolística do país, a Associação Black Bulls tem estado a fazer um campeonato invejável e, para além de estar invencível, ao cabo de 12 jornadas, consentiu apenas três empates, com os colossos do futebol moçambicano, nomeadamente Ferroviário de Maputo, Costa do Sol, e agora, Ferroviário da Beira.

O nulo coloca a equipa de Hélder Duarte na liderança isolada, agora com 30 pontos, deixando para trás o seu adversário deste domingo, e directo perseguidor, Ferroviário da Beira, a 4 pontos, garantindo a conquista do campeonato de inverno, ou seja, da primeira volta, do Moçambola 2021.

Os “locomotivas” do Chiveve também garantiram a segunda posição da primeira volta, já que somam, actualmente, 26 pontos, mais quatro que a dupla Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo, que contabilizam 22 pontos cada uma delas.

 

MAIS DOIS EMPATES NA JORNADA

Na jornada 12 ouve ainda registo de dois empates, um deles na outra partida mais importante, que envolveu o Costa do Sol e a Liga Desportiva de Maputo. Desta vez o voo do canário foi desligado e nem o Comboio do Artur conseguiu sair da estação.

Um nulo que castiga a turma “canarinha”, que teve muitas oportunidades de marcar, mas deixou que o empate se verificasse até ao final da partida.

Aliás, se para o Costa do Sol este empate tem sabor de derrota, para a Liga Desportiva de Maputo tem, de certeza, sabor de vitória, já que não foi ultrapassada pelo seu adversário na tabela classificativa, somando cada um 16 pontos.

Já no “canavial” de Xinavane houve lamentos quando a “locomotiva” de Nacala chegou e roubou todo açúcar, numa altura em que se esperava pela água quente para o chá. É que Tiago abriu o marcador para os “açucareiros” aos sete minutos, mas o Incomáti acabou cedendo o empate faltando sete minutos para o fim, permitindo golo de Artur, de grande penalidade.

 

“MILITARES” ABATEM “LOCOMOTIVA” DA CAPITAL

Em Quelimane houve festa. Sim, porque o Matchedje alcançou a sua primeira vitória na competição, às custas do Ferroviário de Maputo.

Os “militares” serviram um bom prato na “locomotiva”, mas Limão acabou azedando e marcou o único golo aos 75 minutos.

Uma vitória que, ainda assim, não tira o Matchedje de Mocuba da última posição, embora tenha alcançado já o Textáfrica de Chimoio, cada uma delas com sete pontos na tabela classificativa.

Ao Ferroviário de Maputo a derrota acabou por comprometer as aspirações para esta ponta final da primeira volta, uma vez que não conseguiu aproximar-se da frente da tabela e ainda deixou-se alcançar pelos “hidroeléctricos” de Songo, na terceira posição, com 22 pontos, ficando a oito pontos da liderança.

 

MAIS TRÊS JOGOS COM VITÓRIA À TANGENTE

As restantes partidas desta jornada terminaram com vitórias à tangente, nomeadamente em Vilankulo, Nampula e Lichinga.

Na capital de Niassa a festa continua, pela quinta vez consecutiva. Os “locomotivas” de Lichinga conquistaram a quinta vitória consecutiva em casa, ou seja, apenas perderam no primeiro jogo caseiro diante do Ferroviário da Beira. De lá para cá, apenas vitórias e nesta jornada a vítima foi o Textáfrica.

Mesmo com Artur Semedo a assistir ao jogo da sua nova equipa, os “fabris” do planalto vergaram e mostraram que há muito trabalho a ser feito pelo treinador, a começar pela “recauchutagem”, para permitir que a equipa comece a carburar como deve ser.

O Ferroviário de Lichinga, por seu turno, vai fazendo o seu campeonato e tem estado a ultrapassar os chamados grandes do futebol moçambicano, casos da Liga Desportiva de Maputo, Costa do Sol e Ferroviário de Nampula, estando acima deles na tabela classificativa.

Em Nampula e em Vilankulo as vitórias tangenciais foram para os forasteiros.

O Ferroviário de Nampula continua a não conseguir sair da zona perigosa e acabou mesmo por ser enviado à zona da despromoção pelo homónimo de Nacala e pelo Desportivo Maputo, que venceram os seus jogos.

Aliás, os “alvi-negros” foram mesmo a Nampula e venceram graças ao golo de Orlando, aos 81 minutos, enquanto em Vilankulo foi Maxwell a dar vitória e algum alento a União Desportiva de Songo.

Os “hidroeléctricos”, mesmo não contando ainda com o treinador sérvio, Sérgio, garantiu uma importante vitória, perante uma Associação Desportiva de Vilankulo que parece estar em crise de resultados, não conhecendo o sabor da vitória há sete jogos.

A jornada produziu apenas seis golos.

A Selecção Nacional de Futsal perdeu diante da similar da Tailândia por 6-4 na estreia no Campeonato Continental da modalidade, que decorre em Bangkok, mas deixou boas indicações do que pode vir a fazer nos próximos jogos.

Este domingo, na estreia na competição, o combinado nacional entrou com um cinco composto por Nelson Luvala, Ziraldo Daniel, Vasco Mahesse, José Silva e Amin Dala, mas não teve uma primeira parte bem conseguida. Aliás, os jogadores escolhidos por Faruk “Faruquito” Ismael Turrito entraram mal, abrindo muitos espaços para o seu adversário, que num ápice fez muitos golos, quase que de rajada, consentindo seis golos, marcando apenas um, resultado que se fez prevalecido até ao final da primeira parte.

Com o 6-1 da primeira parte, Faruquito percebeu que o nervosismo tomou conta dos seus jogadores e foi fazendo alterações frequentes na sua equipa, que resultaram e a selecção nacional foi crescendo enquanto o jogo decorria.

A sua recuperação acabou sendo coroada com a vitória na segunda parte do jogo por 0-3, mas insuficiente para evitar a derrota nesta partida, que acabou terminando com 6-4 a favor dos anfitriões.

O próximo adversário da selecção de Moçambique é o Uzbequistão, enquanto a Tailândia mede forcas com Kosovo, último adversário de Moçambique na primeira fase desta competição.

O presidente do Comité Olímpico de Moçambique (COM), Aníbal Aurélio Manave, reconhece que a preparação dos atletas moçambicanos aos Jogos Olímpicos não foi a mais desejada, até porque havia necessidade de ser complementada com estágios fora do país.

Manave justifica que a não realização de estágios, tal como programado, ficou a dever-se a não abertura de certos países para receber atletas estrangeiros por conta da COVID-19.

“Este ano, tivemos um agravante por não termos conseguido colocá-las em estágio. Como sabe, o mundo estava muito fechado. As pessoas não quiseram receber atletas de outros países para estagiar. Por causa da COVID-19, não tivemos esta possibilidade, pois ninguém queria ficar infectado. Mas, o desporto é assim mesmo. Nós temos que superar todas as adversidades”, explicou Manave.

Igor Mogne foi o primeiro atleta moçambicano a entrar em cena nas olimpíadas de verão, tendo falhado o apuramento às meias-finais, assim como a melhoria do tempo com o qual partiu para esta competição: 3:54,90 minutos, registado no Mundial da Coreia do Sul.

Nada que o Comité Olímpico de Moçambique não estivesse à espera. “O desempenho não é satisfatório, não porque não atingimos a final, mas porque o atleta não superou a si próprio. Não melhorou as suas marcas. Como sabe, esta é uma daquelas modalidades a que não qualificou. Não teve os critérios para participar, como o de universalidade. Portanto, estava claro que muito dificilmente chegaria às meias-finais”, notou.

De resto, aponta o COM, a melhoria dos tempos é sempre algo a ter em conta quando se fala da participação dos atletas em eventos internacionais: “aquilo que nós esperávamos do atleta e de todos é que superem a si próprios. Batam os seus recordes nacionais e, sobretudo, consigam passar para etapa seguinte”.

O Comité Olímpico de Moçambique está, no entanto, ciente que, sem um centro de excelência em treinamento, à semelhança do que acontece em várias partes do mundo, dificilmente os atletas moçambicanos poderão atingir outros patamares.

“Teremos mesmo que ultrapassar esta situação. Aliás, estamos aqui e já há muitos contactos. Estamos a trabalhar para a criação de um centro de rendimento”, assegurou. E acrescentou: “já estamos a dar mais apoio àqueles que poderão atingir medalhas. É neste sentido que estamos a trabalhar e vamos continuar a apostar na melhoria das condições dos atletas. Estamos em contacto com os colegas. Estamos em contacto com as federações internacionais.”

Aliás, explicou Manave: “há coisas que nós temos, de facto, que ultrapassar. Eu acredito que, com melhores condições de treinamento no país, podemos dar o salto de que precisamos no desporto de alta competição. Nós, como país, ainda carecemos de condições de treinamento”.

Isto passa, segundo Manave, por “classificar mais atletas” assim como “definirmos e darmos apoio para poderem atingir as medalhas. É para isto que nós temos que trabalhar e vamos trabalhar para que as coisas não continuem como estão. Há bases que estão criadas”.

A segunda não foi de vez. Nem tão pouco! Caiu por terra, este sábado, o sonho de Igor Mogne fazer diferente na sua segunda aparição nos Jogos Olímpicos.

O nadador moçambicano ficou em segundo lugar da primeira série dos 400 metros livres com a marca de 3:56:56 minutos, numa prova que teve como grande vencedor o chileno Eduardo Cisternas com o tempo de 3:54:10 minutos.

Irakli Revishvili, da Geórgia, terminou a prova em terceiro lugar com o tempo de 3:57:49 minutos, seguido de Filip Derskoski, da Macedónia, com a marca de 4:03:34.

Qual torpedo, o nadador do Sporting de Portugal até esteve bem nos primeiros 100 metros da prova em que esteve em frente, mas depois não teve capacidade para evitar a aproximação de Eduardo Cisternas.

Com a marca registada, Igor Mogne não só falhou o acesso às meias-finais como também não conseguiu melhorar o tempo com o qual partiu para as olimpíadas de Tóquio: 3:54,90 minutos.

Aliás, na segunda série dos 400 metros livres, os três primeiros classificados superam o tempo apresentado por Igor Mogne: Alfonso Vene (3:47:14), Martin Slo (3:52: 56) e Joaquim Per (3:52:94).

Ainda no domingo, Deise Nhaquile estreia-se na classe radial na prova de vela, sendo que a expectativa é enorme depois de se ter sagrado campeã africana. Já no dia 28, será a vez da dupla Maria Machava e Denise Parruque, na classe 470 radial, entrarem em cena para a categoria dos 64-66 Kg.

No mesmo dia, o boxe inicia a sua participação no maior evento desportivo do planeta com a pugilista Rady Gramane, na categoria dos 69-75 Kg, a travar argumentos com a equatoriana Etika Stefania Pachito.

Um dia antes, ou seja, 27, Alcinda Panguana, na categoria 64-66 kg, “bate-se” com a queniana Akinyi Elizabeth.

No dia 30 de Julho, o barreirista Creve Machava, que parte para esta competição com a marca de 49:54 segundos, disputa uma das séries de apuramento para a segunda etapa. No mesmo dia, Alícia Mateus compete nos 50 metros livres.

Joaquim Lobo, canoísta, disputa a classe C1 e C2 na distância de 1000 metros no próximo dia 2 de Agosto.

A Federação Moçambicana de Futebol foi multada pela CAF em 256 mil meticais, devido ao mau estado da relva do Estádio Nacional do Zimpeto. A FMF  diz que a substituição do tapete verde somente será possível em Novembro próximo.

Implantada em 2010, aquando da construção do ENZ, a relva natural foi sofrendo desgaste com o tempo  dado o seu ciclo e, em parte, devido a má utilização.

Em bom rigor, e depois de algumas intervenções por recomendação da CAF para acolher jogos internacionais, a relva devia ter sido removida totalmente e substituída em Dezembro de 2020.

O Fundo de Promoção Desportiva (FPD) celebrou um contrato com a empresa que faz o tratamento e manutenção da relva do ENZ para substituir a relva do campo de futebol.

Mas o processo não avançou porque, entre a segunda quinzena de 2020 e primeira de 2021, as empresas sul-africanas fornecedoras do produto para a importação da relva natural  estavam encerradas por causa da quadra festiva.

Face a este condicionalismo, os gestores do Complexo Desportivo do Zimpeto calendarizaram para a segunda quinzena der Janeiro o processo de remoção e colocação do novo “tapete verde”, processo que levaria cerca de quatro meses.

Ou seja, para que a nova relva implantada atingisse o padrão de qualidade recomendável para que se possa realizar jogos de futebol de craveira  internacional naquele recinto.

Num contexto em que os Mambas tinham compromissos  internacionais, ou melhor, jogo com Cabo Verde agendado para  31 de Março não seria possível o Estádio Nacional do Zimpeto acolher este evento.

Pior: num cenário em que somente o ENZ está classificado pela para acolher jogos internacionais, foi adiada a remoção e colocação  da relva para depois de jogo de Março e Junho.

O início da fase de apuramento para o próximo Mundial estava marcado para 5 de Junho, mas terá agora apenas início em Setembro, com jogos a decorrerem também em Outubro e em Novembro.

Este adiamento, com impacto no plano dos gestores do ENZ,  foi forçado pelo aumento de casos da COVID-19 no mundo, sendo que a FIFA e CAF justificaram que alguns países participantes não tinham  condições para competir em segurança em Junho.

E, porque a substituição da relva deve ser feita no verão, etapa em que esta desenvolve facilmente comparativamente ao inverno e conjugado com o calendário dos Mambas, o Fundo de Promoção Desportiva projecta para Novembro o inicio do processo.

Os Mambas recebem, a 4 de Setembro, a Costa do Marfim em jogo da fase de qualificação para o Mundial Qatar 2022.  Moçambique esta inserido no grupo ”D”, com as selecções do Camarões, Costa do Marfim e Malawi.

 

FMF MULTADA PELA CAF

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) foi multada pela CAF devido ao mau estado do relvado do Estádio Nacional de Zimpeto depois do embate com Cabo Verde, em Março, que ditou o afastamento dos Mambas do CAN-2021.

Mesmo com pequenas intervenções na relva para poder acolher os jogos da fase de apuramento ao CAN, o mau estado do tapete não passou despercebido aos olhos do  organismo que rege o futebol no continente africano, segundo Feizal Sidat, presidente da FMF.

“Nós fomos notificados pela CAF e, depois, multados. Se continuarmos com o relvado em mau estado, vamos ser novamente multados e com agravante”, explicou Feizal Sidat.

Sidat assegurou que o organismo que dirige está a “trabalhar junto do Fundo de Promoção Desportiva para que, a partir de Novembro, possamos dar início ao processo de remoção da relva sintética”.

O passo que se segue, tendo em conta que os Mambas jogam já no dia 4 de Setembro no ENZ diante da Costa do Marfim nas eliminatórias para o Mundial, é “criar condições para que a relva esteja minimamente praticável”.  E, como quem dá a mão a palmatória, disparou: “Reconhecemos que o estado da relva prejudica os atletas. Mas vamos melhorar para que possa melhorar”.

 

As internacionais basquetebolistas moçambicanas Onélia Pérola Mutombene e Tamara Seda qualificaram-se, esta quinta-feira, para a final da 36.ª edição do Campeonato Angolano de basquetebol sénior feminino após o 1º de Agosto vencer o Inter Clube de Benguela, por 81-45, no jogo dois dos “play-offs” das meias-finais.

As “agostinas” fizeram o 2-0 na série depois de, na quarta-feira, terem derrotado o Inter Clube de Benguela, por 93-45. Na final, o “Priii” vai medir forças com o Inter, campeão em título. Depois de terem conquistado a Taça de Angola, domingo, Tamara e Onélia procuram agora fechar com beleza a sua aventura pelo basquetebol angolano diante das “polícias” orientadas por Apolinário Paquete.

O clube do Ministério do Interior assegurou a presença na final ao derrotar a sua equipa “B” por 72-53 no segundo jogo das “meias”.

A final, a melhor de cinco jogos, começa a ser disputada domingo, 25 de Julho, no pavilhão da Cidadela, em Luanda.

Arrancam, oficialmente, esta sexta-feira, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 com a realização da cerimónia de abertura do evento no novo Estádio Olímpico. Moçambique faz-se representar, nas olimpíadas, por dez atletas, a maior delegação de sempre desde a estreia em Moscovo, Rússia, em 1980.

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos estão associadas a grandes coreografias, imensos adereços e a abundância de dançarinos, actores e luzes. Não será o caso da abertura dos Jogos de Tóquio, esta sexta-feira.

Será uma cerimónia muito mais sóbria. Mesmo assim, com uma bela estética japonesa. Muito japonesa, mas também em sincronia com o sentimento de hoje, a realidade da pandemia da COVID-19. Os discursos de boas vindas, içamento das bandeiras e a parada das nações deverão marcar o momento.

Os líderes de pelo menos 15 países e organizações internacionais confirmaram a sua presença na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que decorrerá na sexta-feira, informou esta quarta-feira o governo japonês.

O número de líderes que estarão presentes na cerimónia de abertura foi bastante reduzido em relação aos 40 líderes que participaram na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, devido à pandemia e às fortes restrições sanitárias impostas pelo Japão.

Até agora, entre os que confirmaram presença no novo estádio olímpico de Tóquio estão o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Mongólia, Luvsannamsrai Oyun-Erdene, além da primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden.

 

CONHEÇA A MISSÃO MOÇAMBIQUE A TÓQUIO 2020

Moçambique irá participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, com um total de dez atletas em seis modalidades. Esta é a maior delegação de sempre nas olimpíadas de verão, desde a estreia em 1980, em Moscovo, na Rússia. Numa competição sem público, os moçambicanos poderão acompanhar a evolução dos seus compatriotas, ao longo dos 17 dias, nos canais SuperSport da DSTV e Gotv, segundo uma nota enviada e com comentários em português. Os atletas, inspirados em Maria de Lurdes Mutola, única campeã olímpica moçambicana (conquistou a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Sidnei 2000, a 25 de Setembro), prometem lutar para alcançar excelentes resultados no maior evento desportivo do planeta.

DEIZY NHAQUILA: foi a primeira atleta moçambicana a conseguir a qualificação aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, concretamente a 12 de Outubro de 2019, ao conquistar o primeiro lugar no Campeonato Africano de Vela, na classe Laser Radia, decorrido na Argélia. Vai marcar a sua primeira presença em Jogos Olímpicos. Velejadora de 21 anos (nasceu a 30 de Julho de 2000), natural de Maputo, vai disputar a prova da classe de Radial. E pertence ao Clube Marítimo.

DUPLA MARIA MACHAVA E DENISE PARRUQE: A dupla Maria Machava e Denise Parruque, na modalidade de vela Classe 470 Laser Radial, conseguiu o apuramento aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 em Angola, ao conquistar a primeira posição na prova africana. Maria Machava nasceu na cidade de Maputo a 09 de Maio de 2004 e conta, actualmente, com 17 anos de idade. E é atleta do Clube Marítimo.  Denise Parruque, natural de Maputo, tem 18 anos de idade (nasceu a 05 de Fevereiro de 2003) e é atleta do Clube Marítimo de Maputo

RADY GRAMANE: é natural de Maputo e tem 26 anos (nasceu a 11 de Novembro de 1995). Apurou-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em Fevereiro de 2020, em Dakar, no Senegal, no Torneio Africano de Qualificação Olímpica Combate na classe dos 75 kg. É pugilista da Academia Lucas Sinóia. Em Março de 2021, conquistou a primeira posição no Campeonato Africano de Boxe da Região III, em preparação da presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

ALCINDA PANGUANA: de 27 anos (nasceu a 27 de Fevereiro de 1994), natural de Maputo, é pugilista do clube Academia Lucas Sinóia. Conquistou o direito de participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 em Dakar, no Senegal, no Torneio Africano de Qualificação Olímpica, na categoria dos 69kg. Em Março de 2021, conquistou a primeira posição no Campeonato Africano de Boxe da Região III, em preparação da presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

ALÍCIA MATEUS:  foi a última atleta a integrar a Missão Olímpica de Moçambique na sequência do convite da organização no mecanismo da universalidade dos jogos. Nasceu na cidade de Maputo a 9 de Maio de 2004, tem 17 anos de idade, é especialista nos 50 metros livres (com o seu melhor tempo fixado em 29.42 segundos). É nadadora do Clube Golfinhos de Maputo.

IGOR MOGNE: de 25 anos de idade (nasceu a 01 de Agosto de 1996), natural de Maputo, vai registar a sua segunda presença em Jogos Olímpicos, depois de ter estado em Londres 2012.  É filho de Ana Carolina Araújo, nadadora que integrou a Missão Olímpica de Moçambique aos Jogos de Seul 1988, também na modalidade de natação, mas nos 100 metros costas. É bolseiro olímpico e pertence ao Sporting Clube de Portugal. É especialista nos 400 metros livres (e o seu melhor tempo está fixado em 1.52.48 minuto).

CREVE MACHAVA: O barreirista moçambicano compete nos 400 metros barreiras (com a marca de 49.54 segundos com o seu melhor tempo), é bolsista olímpico e está radicado na Alemanha. Com 25 anos de idade (nasceu a 8 de Fevereiro de 1996), não conseguiu os mínimos de qualificação para a olimpíada, mas beneficiou-se do convite, também designado “Wild Card” (convite) da Solidariedade Olímpica, e será o único na modalidade de atletismo, na qual o país já conquistou uma medalha de ouro, através de Maria de Lurdes Mutola.

KEVIN LOFORTE: judoca da categoria dos 66kg, de 24 anos (nasceu a 27 de Fevereiro de 1997), natural de Maputo, qualificou-se aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, graças à pontuação alcançada na sequência do terceiro lugar no Campeonato Africano de Dakar, que decorreu em 2021, passando a ocupar 67.ª posição mundial com 809 pontos, beneficiando-se da Cota Continental da Federação Internacional de Judo.

JOAQUIM LOBO: O canoísta especialista na classe C1 e C2 na distância de 1000 metros beneficiou-se do critério tripartido, estabelecido pelo Comité Olímpico Internacional (COI) para marcar presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Com 26 anos de idade (nasceu a 06 de Janeiro de 1995), Lobo é natural de Maputo, vai marcar a sua segunda presença numa olimpíada, pois esteve em 2016 nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Desde então, tem participado em várias competições internacionais e ocupou o 3º lugar Copa do Mundo da Hungria – 2020

O Ferroviário da Beira e a Associação Black Bulls defrontam-se, domingo, às 14h:30, no Caldeirão do Chiveve, no jogo de destaque da 12ª jornada do Moçambola-2021. A ronda abre esta sexta-feira com dois jogos: Associação Desportiva de Vilankulo vs União Desportiva do Songo e Ferroviário de Lichinga vs Textáfrica de Chimoio.

Dezembro de 2018. Caldeirão do Chiveve. Final do Campeonato Nacional de Juniores. Black Bulls varreu a Papeline da Maforga (9-1). Nas meias-finais, a ABB bateu, curiosamente, o Ferroviário da Beira por 4-1. Cinco atletas daquela promissora quanto talentosa equipa evoluem, hoje, nos seniores: Martinho, Pepo, Fidel, Jesus e Kimiss Zavala.

São estes e tantos outros artistas que, domingo, sobem ao relvado do sempre difícil Caldeirão do Chiveve para manterem a sua invencibilidade na prova. Voltará o Caldeirão do Chiveve a ser talismã para os “touros”? A ver vamos. Uma coisa é certa: independentemente do resultado, a liderança da prova não está ameaçada. Mas, nem por isso a Associação Black Bulls vai deixar de entrar com todas as suas armas para alcançar a décima vitória na prova.

O certo é que, nesta deslocação, o Ferroviário da Beira quer evitar que seja de um “total passeio” do líder do campeonato. Aliás, já não perde há três jornadas no campeonato, tendo goleado antes mesmo da interrupção o seu homónimo de Nacala por 3-0, em pleno Estádio 25 de Junho.

Feitas as contas, a Associação Black Bulls tem um saldo positivo em termos de resultados fora de portas com quatro vitórias e um empate. Já o Ferroviário da Beira venceu três jogos e perdeu dois em casa.

A bola começa, no entanto, a rolar esta sexta-feira com a realização de dois jogos. Em Lichinga, o Textáfrica de Chimoio, penúltimo classificado com sete pontos, procura exorcizar o fantasma dos maus resultados no campeonato. Para os “fabris do planalto”, é ganhar ou ganhar! Mas os números são sempre números, tem a seu valor e não jogam a seu favor: quinto classificado na prova, com 18 pontos, o Ferroviário de Lichinga tem feito bons resultados em casa com quatro vitórias. Um arranque em falso, com três derrotas consecutivas, foi depois ofuscado com o acerto do passo que coloca a equipa de Antoninho Muchanga no “top 5” na tabela classificativa.

No alto Massaca, a Associação Desportiva de Vilankulo (ADV) “faz” sala a União Desportiva do Songo, num duelo entre o sexto e quarto classificado da prova, respectivamente.

A ADV não perde como também não vence há cinco jogos, tendo registado igual número de empates nas últimas rondas. A última vitória foi justamente na 5ª jornada diante do Ferroviário de Lichinga, por 2-1. A União Desportiva do Songo, essa, arrancou uma vitória apertada na última ronda frente ao Ferroviário de Nampula, por 1-0, mas a sua campanha tem alternado entre os bons e maus resultados na prova. Os números dizem muito da sua campanha: cinco vitórias, quatro derrotas e dois empates.

Com uma campanha pobre (apenas uma vitória), que empurrou a equipa para a zona de despromoção (12ª posição com apenas oito pontos), o Desportivo Maputo tem uma deslocação dificílima ao Estádio 25 de Junho, onde se lhe espera um Ferroviário de Nampula em franca “recuperação” na tabela classificativa. É verdade que perdeu, no último jogo, com a UD Songo (0-1), mas é também verdade que, com a chegada de Nelson Santos, os “axinenes” arrancaram duas preciosas vitórias que permitiram sair da zona de sufoco.

Terceiro classificado com 22 pontos, e proibido de perder pontos sob o risco de ver os concorrentes na luta pelo título dispararem, o Ferroviário de Maputo vai a Quelimane bater-se com o lanterna vermelha da prova. Aos “militares”, somente um resultado interessa: vitória. É que, em caso de mais um desaire, as contas da manutenção complicam-se cada vez mais.

A meio da tabela classificativa, Incomáti de Xinavane recebe um Ferroviário de Nacala carente de vitórias na prova: venceu apenas dois, e a última vez foi precisamente a 16 de Maio diante da Liga Desportiva, por 1-0.

Campeão em título, o Costa do Sol joga domingo com a Liga Desportiva de Maputo, num duelo interessante de seguir. Os números dos “canarinhos”, em casa, não são tão famosos: duas vitórias, igual número de derrotas e um empate.

Há, por isso, que apitar para que o Comboio tenha uma marcha progressiva! A Liga Desportiva de Maputo, na 7ª posição, e sem pressão, quer impor a terceira derrota aos “canarinhos” no seu terreno e manter-se em lugares confortáveis.

 

EJAITA, O MATADOR

Ejaita Efoni tem sido, por estas bandas, o marcador em serviço. Definitivamente, o avançado nigeriano é o “cara” da Associação Black Bulls (ABB) com um total de 10 golos em 11 jornadas disputadas. O “stricker”, de 21 anos, é responsável por 10 dos 29 golos marcados pelo actual líder do Moçambola-2021.

Logo na primeira jornada, na primeira vez dos “touros” no campeonato nacional da primeira divisão, fez o gosto ao pé ao marcar, aos 26 minutos, no duelo entre o Ferroviário de Nampula e a sua equipa. O jogo terminou com a vitória da ABB por 2-1.

O engodo pela baliza voltou a estar em evidência na segunda jornada, no Complexo Desportivo do Tchumene, quando bisou (marcou aos 42 e 58 minutos) na vitória dos “touros” na recepção da Associação Desportiva de Vilankulo (ADV).

Ficou em branco na 3ª jornada, ronda na qual a ABB arrancou uma vitória em Quelimane sobre o Matchedje de Mocuba, por 1-2.

Voltou a carga na ronda seguinte, ou seja, 4ª, marcando no empate entre a Black Bulls e Ferroviário de Maputo a uma bola. “Onfire” assinou o segundo “bis” no Moçambola na goleada imposta pelos “touros” à União Desportiva de Songo, por 1-4.

Sem, quiçá, a pressão e a dúvida se a sua estrela voltaria a fazer a diferença, a ABB bateu na 8ª jornada a Liga Desportiva de Maputo, por 2-1, por sinal, com um “bis” do nigeriano.

Mais um “bis”, na jornada 9, a reforçar o estatuto de melhor artilheiro da prova-mor do futebol indígena. Na 11ª jornada, marcou um dos tentos que ditaram o triunfo dos “touros” na recepção ao FC Lichinga, por 4-1.

Segue-se-lhe Dayo, avançado do Ferroviário da Beira que fez balançar a baliza dos guarda-redes adversários em oito ocasiões.

Melque, avançado da Associação Black Bulls, e Dje, do Ferroviário de Lichinga, contabilizam sete golos.

Hernani (Ferroviário de Maputo) e Dany (Ferroviário de Lichinga), com três golos sofridos, são os guarda-redes menos batidos da prova.

Afinal, apenas quatro das 43 pessoas que acusaram positivo à COVID-19 nos testes rápidos, feitos a 88 elementos intervenientes nos últimos dois jogos do Torneio Nutrição, são efectivamente casos positivos. A positividade foi confirmada após a realização dos testes PCR.

Os resultados partiram do teste de anticorpos, com margem de erro quando feitos a indivíduos que tomaram a vacina, realizados pela Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto a um universo de 88 pessoas envolvidas na final e jogo do terceiro lugar do Torneio Nutrição.

Os casos positivos foram alarmantes, tendo roçado a metade, 43, o que forçou o adiamento da final (Ferroviário de Maputo vs Costa do Sol) e do jogo de atribuição do terceiro lugar (Maxaquene vs A Politécnica).

O cenário foi descrito como assustador, tendo criado pânico no meio desportivo, mas, porque há sempre uma margem de erro, recomendaram-se os testes PCR, com maior fiabilidade, que vieram provar que, afinal, das 43 pessoas com resultado positivo apenas quatro estavam contaminadas pelo Coronavírus.

“De todos aqueles que foram submetidos ao teste PCR, só quatro acusaram positivo. Destes, três tinham acusado positivo nos testes rápidos feitos no sábado”, clarificou Adélia Ndeve, chefe da Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto.

Os casos positivos resultaram de testes de anticorpos, ou melhor, recolha de sangue em detrimento do recomendável, o antígeno (recolha de gotículas através da boca e narinas).

Assim, um erro evitável conduziu a comissão de monitoria e controlo da COVID-19 no desporto a resultados “desastrosos”.

“A situação, na qual estávamos, deu-nos a ideia de que o grupo de basquetebol estava exposto à COVID-19. Fizemos o teste rápido e, depois dos resultados, fomos ao PCR. No entanto, o que está autorizado para aquela situação é o antígeno”, explica Ndeve, descartando o erro clamoroso.

“Não houve erro como tal ao fazer-se o teste de anticorpos. Foi o que nós tínhamos no momento e podia ser usado”, observou a médica.

Assim, está desfeito o equívoco. Está, portanto, autorizada a realização da final do Torneio Nutrição de basquetebol em seniores masculinos e jogo de atribuição do terceiro lugar num espaço de 14 dias após a testagem.

 

MOÇAMBOLA EM XEQUE

A divulgação dos resultados dos testes da COVID-19 nos clubes do Moçambola tem deixado a desejar. Como prova disso, o Presidente da República foi forçado a suspender a prova em Fevereiro, decorridas apenas quatro jornadas. O Chefe de Estado justificou a sua decisão, afirmando que os intervenientes da prova máxima do futebol nacional não observavam as medidas de prevenção da COVID-19.

Filipe Nyusi disse mais: “o futebol precisava de se organizar e, só assim, podia-se retomar o campeonato nacional”.

E não mesmo estava organizado! Aliás, após a suspensão, a Federação Moçambicana de Futebol retratou-se em público que os testes existentes na época haviam esgotado em apenas duas doses realizadas.

Como quem corre contra prejuízo, a Federação Moçambicana de Futebol, a Secretaria do Estado de Desporto e a Liga Moçambicana de Futebol foram à carga. Num encontro que tiveram com o Chefe de Estado, as três entidades, de viva voz, comprometeram-se a envidar esforços para a realização regular dos testes.

Sucede, porém, que o assunto dos testes não tem sido tão transparente pelo menos sob ponto de vista de divulgação de informação, de tal forma que Nyusi manifestou a sua inquietação sobre a situação na penúltima comunicação à Nação. Este cenário parece ter dias contados, segundo a responsável pela Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto, Adélia Ndeve.

“Em relação ao Moçambola e tantas outras provas, é obrigatório que nos passem os resultados dos testes feitos por cada equipa 48 horas antes da realização do jogo. Se a comissão não tiver o resultado da pré-testagem, tem o poder de interditar a realização dos jogos”, atirou.

Ndeve disse, ainda, que cabe aos clubes procederem à testagem e, à Liga Moçambicana de Futebol, divulgá-los. Se tal não acontecer, advertiu, a Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 poderá fazer testes aleatórios.

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