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O País – A verdade como notícia

Vinte e duas jogadoras foram convocadas esta terça-feira para a selecção angolana sénior feminina de basquetebol, que representará o país no Afrobasket 2021, em Setembro, nos Camarões, com destaque para a base Sara Caetano, do Lyon da França, escreve a agência Angop.

Sara evidenciou-se nos escalões de formação, sobretudo no campeonato africano em sub-16, em Kigali (Ruanda), onde foi a melhor marcadora com 165 pontos, e agora mereceu a confiança do seleccionador sénior, Walter Costa, numa lista em que se estreiam duas outras internacionais a evoluírem no exterior do país.

Trata-se de Nazaré Lopes e Márcia Carvalho, ambas do Imortal Basket de Portugal. Pela primeira vez foram também chamadas Cácia António (Interclube B), Denise Pascoal (1º de Agosto) e Edvânia Pascoal (Interclube).

No entanto, o grosso da equipa é constituído pelas experientes bases Fineza Aguiar (1º de Agosto), Italee Lucas (Interclube), Regina Pequeno (Interclube) e Clarice Mpaka, a jogar em França, cujo nome da equipa a federação angolana não avança no documento a que Angop teve hoje acesso.

Integram ainda as extremos Rosa Gala, Rosemira Daniel, Elizabeth Mateus, Ana Gonçalves, Avelina Peso (1º de Agosto), as extremo-postes Joana António, Eduarda Gabriel, Nadir Manuel e Jéssica Malage (Interclube).

As postes Cristina Matiquite (1º de Agosto), Angelina Goleme (Interclube) e Whitney Miguel (França) completam a lista.

A equipa concentra-se quarta-feira, às 16 horas, na sede da federação e os trabalhos  iniciam na sexta-feira, devendo participar do torneio de apuramento que Angola vai acolher de 16 a 23 deste mês.

No último Afrobasket 2019, em Dakar (Senegal), Angola ocupou a sexta posição.

Angola conquistou os campeonatos africanos em 2011, em Bamako (Mali), e 2013 em Maputo (Moçambique).

A primeira volta do Moçambola 2021 já levou a substituição de 11 treinadores nos 14 clubes que disputam a prova. Alguns por chicotadas psicológicas e outros por motivos de força maior, casos de perda de vida e chamada para outros desafios. Mas as chicotadas psicológicas fizeram cair cinco treinadores, com o Costa do Sol e o Textáfrica do Chimoio a serem os clubes que mais contribuíram para essas substituições.

 

TROCAS POR MOTIVOS COMPREENDIDOS

Ao início do campeonato nacional de futebol, edição 2021, em Janeiro último, os clubes tinham os seguintes treinadores: Victor Mayamba (AD de Vilankulo), Hélder Duarte (Associação Black Bulls), Horácio Gonçalves (Costa do Sol), Rogério Marianni (Desportivo de Maputo, Akil Marcelino (Ferroviário da Beira), Antoninho Muchanga (Ferroviário de Lichinga), Daúde Razaque (Ferroviário de Maputo), Antero Cambaco (Ferroviário de Nacala), Chaquil Bemat (Ferroviário de Nampula), Artur Comboio (Incomáti de Xinavane), Aly Hassan (Liga Desp. de Maputo), Victor Muchenga (Matchedje de Mocuba), Amid Tarmamade (Textáfrica) e Nacir Armando (UD de Songo).

Mas, devido a motivos compreensivos, o Costa do Sol foi obrigado a trocar de treinador. Horácio Gonçalves foi chamado a assumir o comando da selecção nacional de futebol, os Mambas, e, por isso, teve de deixar o ninho do canário, para onde foi chamado Artur Comboio, que, por seu turno, teve que abandonar o Incomáti de Xinavane.

Os “açucareiros”, depois de perderem Comboio, foram buscar Danito Nhamposse para comandar a equipa até ao final da presente temporada.

Por más notícias foi o Desportivo Maputo obrigado a trocar de treinador, quando Rogério Marianni perdeu a vida devido à doença. Os “alvi-negros” foram obrigados a chamar Satar Salvado para navegar a águia, que, até então, estava em voo rasante e assim continua.

Já nos “fabris” do Planalto foi Amid Tarmamade obrigado a afastar-se do comando técnico ameaçado pelos adeptos, que não concordavam com a sua continuidade, depois do afastamento do então presidente da colectividade, Quinito Todo Jr.

Destes, apenas o Desportivo continua com o seu treinador até ao fecho da primeira volta do Moçambola.

 

SEIS TREINADORES CHICOTEADOS DO MOÇAMBOLA

Entretanto, ao longo da competição algumas equipas começaram a ter chicotadas psicológicas. Aly Hassan foi dos primeiros a deixar o comando da Liga Desportiva de Maputo, por maus resultados e, para o seu lugar, foi chamado Dário Monteiro, que tinha feito um brilharete com a selecção nacional sub-20, no torneio Cosafa e no CAN da categoria.

Também por maus resultados, seguiu-se Chaquil Bemat, no Ferroviário de Nampula, que não conseguia sair da zona da despromoção, tendo sido chamado Nelson Santos, técnico que conhece muito bem o futebol moçambicano, depois das passagens pelo Costa do Sol e Ferroviário de Maputo.

No Songo, Nacir Armando não aguentou o fracasso e foi convidado pela direcção a deixar o lugar, sendo este ocupado actualmente por Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, que terá auxílio de um sérvio nas suas funções no comando dos “hidroeléctricos”, que vão representar o país nas competições africanas.

Nacir Armando acabou por ser chamado ao Matchedje de Mocuba, para substituir Victor Muchenga, que, também por maus resultados, não conseguia tirar os “militares” do fundo da tabela classificativa. Muchenga acabou por ser colocado como adjunto de Nacir Armando.

No Textáfrica do Chimoio, se Amid Tarmamade foi escorraçado pelos adeptos, Custódio Paruque, que assumiu logo de seguida, não fez muito pela equipa e a direcção acabou por optar por o chicotear do cargo, mas mantendo-o na equipa técnica, agora liderada por Artur Comboio.

O último a receber uma chicotada foi Artur Comboio, no Costa do Sol, algo que precipitou uma greve dos adeptos que não concordaram com a decisão da direcção e exigem que seja afastado da equipa o outro Artur, Faria, que é director desportivo, para que seja devolvido o cargo a Comboio, quando já se falava de Jossias Macamo a seguir.

Nesta saga de troca de treinadores, apenas a Associação Desportiva de Vilankulo, Associação Black Bulls, os Ferroviários da Beira, de Maputo e de Lichinga mantêm os seus treinadores.

A segunda volta arranca esta quinta-feira com alguns treinadores com as calças nas mãos, casos de Victor Mayamba, Daúde Razaque e Satar Salvado.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) aprovou o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) para acolher os jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo do Qatar-2022, cuja primeira fase começa a ser disputada a 01 de Setembro próximo.

A informação da aprovação temporária do Estádio Nacional do Zimpeto foi dada a conhecer pela CAF através de uma carta enviada à Federação Moçambicana de Futebol (FMF), na qual informa que, após a realização do processo de avaliação e verificação do Estádio Nacional do Zimpeto, o órgão-reitor do futebol africano decidiu em manter a aprovação temporária do ENZ, na sequência da apreciação feita ao relatório enviado pela FMF.

Deste modo, o maior campo de futebol do país poderá acolher os jogos de Qualificação para o Mundial entre Setembro e Novembro diante da Costa do Marfim, Camarões e Malawi, países inseridos no grupo D.  Contudo, a CAF alerta que a aprovação permanente do estádio será concedida mediante cumprimento das recomendações compartilhadas anteriormente dentro do próximo período e uma nova fiscalização CAF a ser realizada.

Na mesma carta, a CAF incentivou as autoridades do estádio para continuar e concluir o programa de renovação e a confirmar a aquisição de todos os equipamentos necessários, especificamente para o relvado de jogo, torniquetes, perímetro externo do estádio e instalações sanitárias para o público.

Por fim, a CAF informou à FMF que o ENZ será avaliado durante os referidos jogos, através do Centro de Comando de Jogos da CAF (MCC) e também pelos oficiais de jogo designados pela CAF, sendo que, no caso de se verificarem infracções técnicas do estádio, sanções financeiras serão impostas à FMF.

O Incomáti de Xinavane está em processo de desistência do Moçambola 2021 por considerar estar a ser prejudicado pela arbitragem moçambicana. A decisão, que será comunicada às instâncias desportivas nos próximos dias, foi tomada no final do jogo diante da Black Bulls, em que a equipa perdeu por uma bola sem resposta.

Um lance de grande penalidade que deixa muitas dúvidas, com o árbitro a considerar que houve infracção do defesa “açucareiro” e, por isso o castigo máximo. Os jogadores e treinadores do Incomáti, bem como alguns jornalistas presentes, não concordaram com a grande penalidade, que foi superiormente cobrada por Ejaita, e deu a vitória e a invencibilidade dos “touros” ao fim da primeira volta.

A direcçao do clube do canavial considera que não é a primeira vez que o clube é prejudicado pela equipa de arbitragem e a solução encontrada foi desistir de disputar o Moçambola 2021, como forma de alertar a situações similares.

Esta informação foi dada a conhecer pelo porta-voz da colectividade, Arnaldo Cumbe. “Confirmo que o Incomáti de Xinavane tem a pretensão de desistir do Moçambola e a razão principal para esta decisão são as inúmeras vezes que a equipa tem sido prejudicada pelos juízes”, começou por dizer Arnaldo Cumbe, salientado que no início da prova traçaram os objectivos que não estão a ser alcançados pela acção dos árbitros.

Sentindo-se constantemente prejudicados, segundo Cumbe, “achamos que a solução é desistir do Moçambola, não porque os resultados não estão a aparecer e nem porque não estamos a criar condições para que apareçam, mas porque estamos a ser prejudicados por pessoas com suas agendas privadas e acabam criando esta situação toda”, esclareceu os motivos da decisão.

 

PESSOAS COM “SUAS AGENDAS” OBRIGARAM A TOMADA DESTA DECISÃO

Aliás, de acordo com Arnaldo Cumbe “estamos a jogar onde existem tantas pessoas com as suas agendas e que não vão de encontro com o melhoramento do futebol moçambicano”, daí a decisão da desistência no Moçambola.

Ciente das consequências que virão desta decisão, a colectividade diz que vai continuar a trabalhar para o jogo de sábado, na Soalpo, diante do Textáfrica, enquanto termina o processo de desistência.

Arnaldo Cumbe diz que “esta é uma situação que nos está sendo obrigada a tomar”, tendo em conta que é uma situação que prevalece. “Já fizemos várias reclamações, ainda que nem todas por escrito, mas a situação é tão desgastante que tomamos a decisão e vamos assumir a responsabilidade e vamos avante”, garantiu o porta-voz dos “açucareiros” de Xinavane.

Relativamente aos contratos dos técnicos e jogadores dos “açucareiros”, todo processo será tratado internamente, para que nenhuma das partes saia prejudicada. A garantia é do próprio Arnaldo Cumbe que diz que “da mesma maneira que tivemos os contratos com eles, eles também sentem essa pressão, sentem essa imparcialidade que estão a sofrer e também concordam com a nossa decisão. Por isso vamos sentar com eles e vamos tomar a decisão que não prejudica nem a eles e nem a nós”, ou seja, será uma decisão a ser tomada ao nível do clube.

 

“AÇUCAREIROS” AINDA VÃO JOGAR ATÉ A DECISÃO FINAL

Entretanto, esta pretensão do Incomáti de Xinavane não significa que a desistência é imediata, até porque “nós ainda estamos a tomar as devidas decisões internas. Temos o nosso patrocinador que temos que auscultar e há um longo processo que temos que seguir para a conclusão do processo”, reconhece Arnaldo Cumba que acrescenta que “por isso não posso dizer que não iremos jogar no sábado porque também conhecemos as regras, as políticas e os procedimentos”

Antes de parar de jogar, a direcção vai se reunir novamente para a decisão final que vai culminar com a desistência no campeonato nacional de futebol. “Depois da reunião da direcção vamos comunicar o que se terá decidido. É que nós não estamos a dizer que já desistimos, estamos a dizer que temos essa pretensão, por enquanto, porque este é um processo que envolve muitas entidades, como a Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, a Liga Moçambicana de Futebol, a Federação Moçambicana de Futebol e os nossos patrocinadores”, esclarece o porta-voz da colectividade que representa a província de Maputo no Moçambola 2021.

Arnaldo Cumbe diz que a decisão é mesmo para reverter o actual cenário do futebol moçambicano, que considera medíocre e de baixo nível. “Não podemos continuar a praticar um futebol que prejudica muitas pessoas e que vai prejudicar incluindo o país todo, porque depois vamos as competições internacionais e não conseguimos bons resultados por causa disto mesmo, porque estamos a praticar um futebol medíocre e o estamos a fomentar um nível de futebol muito baixo em Moçambique onde existe um grupo de elite que decide como o futebol deve ser. Por isso dizemos basta!”, sentencia Cumbe que termina dizendo que “o nosso futebol precisa de uma reinvenção”.

A procissão ainda vai ao adro e muita água ainda vai rolar debaixo da ponte do canavial. O Incomáti de Xinavane ocupa, ao fecho da primeira volta, a 9ª posição, com 13 pontos, frutos de três vitórias, quatro empates e seis derrotas.

Moçambique está inserido no grupo “B” do Campeonato Africano de Basquetebol sénior Feminino juntamente com a Nigéria, o vencedor das eliminatórias da zona 6, a ser encontrado entre os dias 8 a 23 de Agosto, em Luanda, Angola. O “Afrobasket 2021” irá realizar-se de 16 a 27 de Setembro, em Yaoundé, Camarões.

É, seguramente, o “grupo da morte”. Não fosse a Nigéria a melhor equipa africana da actualidade, tendo, de resto, assegurado a qualificação aos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 à custa de Moçambique.

Estes são os números com os quais as nigerianas superaram as “samurais” no torneio pré-olímpico da Sérvia (85-51), tornando-se no único representante de África no torneio feminino de basquetebol do maior evento desportivo do planeta.

As  “D’ Tigress” somaram três derrotas em igual número de jogos nas olimpíadas diante dos EUA (81-72), França (87-62) e Japão (102-83)

Mas esta não foi a única vez que as nigerianas colocaram Moçambique fora da rota dos Jogos Olímpicos, até porque em 2003, no pavilhão do Maxaquene, venceram as moçambicanas na final do “Afrobasket” e qualificaram-se para as olimpíadas de Atenas 2004.

O segundo adversário de Moçambique no grupo “B” vai sair das eliminatórias da zona 6 a realizarem-se em Agosto, em Luanda. Fazem parte desta fase de grupos as selecções nacionais de Angola, Botswana e Zimbabwe

E, olhando para o seu historial, Angola (que conquistou a prova em 2011 e 2013) é claramente favorita a vencer esta fase de apuramento e completar o quadro do grupo mais forte do Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino.

Quarta classificada no “Afrobasket” 2019, em Dakar, Senegal, Moçambique assegurou o apuramento directo para a edição deste ano, em Setembro, nos Camarões.

Os primeiros classificados dos quatro grupos asseguram a qualificação para os quartos-de-final, enquanto os conjuntos que ocuparem o segundo e terceiro lugares disputam o apuramento para esta a eliminar.

Os vencedores dos quartos-de-final apuram-se para às “meias”, enquanto as formações que caírem nesta fase defrontam-se nas classificativas do 5.º ao 8.º lugar.

Os jogos de atribuição do terceiro lugar e a final realizam-se no último dia de competição (26 de Setembro).

Os jogos do “Afrobasket” feminino 2021 serão realizados no Complexo Multiesportivo Yaoundé, na capital de Camarões, de 17 a 26 de Setembro

Edmilson Dove está de volta aos relvados. O internacional moçambicano que ficou afastado dos relvados desde o início da época passada, devido à uma lesão no joelho, regressou este final de semana na vitória da sua equipa, o Cape Town City, por 5-1 na recepção ao Chippa United.

O lateral esquerdo foi submetido à uma intervenção cirúrgica no joelho direito após lesão sofrida no início da época passada e ficou sem dar seu contributo à equipa, tendo já, no final da época, iniciado com os trabalhos de recuperação física.

Nesta pré-época do Cape Town, o internacional moçambicano experimenta o regresso aos palcos e já disputou a primeira partida, antes do arranque da PSL da África do Sul, a 20 de Agosto corrente.

Já Nené, meio campista do Costa do Sol, está no Chippa United para realizar testes médicos por forma a se transferir para o futebol sul-africano. Nené é uma das apostas do Chippa United, equipa que ascendeu esta época para a Premier Soccer League da África do Sul e caso se concretize esta transferência, poderá se juntar ao capitão dos Mambas, Domingues, que tem já assegurado o seu contrato com o clube sul-africano.

Recorde-se que Domingues esteve a representar o Polokwane City na segunda metade da época passada, mas não conseguiu ajudar a equipa a ascender à primeira divisão do futebol daquele país vizinho, tendo rescindido seu contrato para se juntar ao Chippa United.

Nené será o quarto jogador moçambicano a disputar o futebol sul-africano, depois de Edmilson Dove no Cape Town, Domingues e Chico, que representa o TS Sporting da segunda divisão local.

 

REGINALDO FAITE NO CAZAQUISTÃO ATÉ FINAL DO ANO

Depois de seis meses no futebol macedónio, em representação do FC Shkupi, o internacional moçambicano Reginaldo Faite regressa ao futebol cazaque para representar o Akzhayik até ao final do presente ano, com contrato válido de 30 de Julho a 31 de Dezembro.

O jogador, nascido em Quelimane a 4 de Junho de 1990, regressa ao país onde já representou o Shakhter e o Kaysar, devendo, agora, representar o terceiro clube daquele país asiático.

A nova equipa de Reginaldo Faite ocupa a esta altura a 4ª posição, com 28 pontos em 19 partidas disputadas, ocupando os lugares da Europa, nomeadamente para a Liga Conferência, muito longe da liderança, por ora ocupada pelo Tobol, com 42 pontos, seguido do Astana, com 41 e Almaty, com 37 pontos.

Na última jornada, o Akzhayik perdeu no terreno do Aktobe por 2-1, devendo receber, na 20ª jornada, a 12 de Agosto, o Astana, equipa que venceu para a Copa do Cazaquistão, este domingo, por 3-0.

Entretanto, Reginaldo poderá fazer a sua estreia no Akzhayik, caso o treinador assim o entenda, este sábado, na recepção ao Atkobe, para a 5ª jornada da Copa local, pelo grupo C, liderado pelo Kaisar, com 8 pontos, seguido da equipa do internacional moçambicano, com 7 pontos, os mesmos do Astana.

Os sócios e a direcção do Costa do Sol estão de costas voltadas! Os Sócios exigem saída imediata do director desportivo do clube, Artur Faria, que é acusado de vários desmandos desde a contratação dos jogadores sem o consentimento dos técnicos e sobrefacturação dos salários dos atletas. A novela só agora começou.

A crise está instalada no ninho do canário! A novela ainda agora começou, mas promete muitos capítulos até ao seu final. Sócios da colectividade canarinha não estão satisfeitos com o desenrolar dos acontecimentos e, contrariamente ao que a direcção pensa, eles têm um culpado: Artur Faria.

Esta segunda-feira, em pleno primeiro dia de treinos, o copo quebrou-se e entornou toda água.

Mas a história assim começa: dia normal de treino, tudo tranquilo: equipamento ajeitado no relvado, material do treino todo posicionado, jogadores começavam a chegar para o primeiro treino da semana, depois do empate diante do Ferroviário de Lichinga.

Seria o primeiro treino sem Artur Comboio, por isso os membros da direcção esmeravam-se de um ponto para o outro, procurando encontrar uma solução imediata para a falta de um timoneiro. O que não sabiam é que Artur Faria era o homem mais procurado da tarde.

Os exigentes e sempre difíceis sócios canarinhos de canto a canto iam girando e tomaram de assalto o campo esperando pelo homem do dia: Artur Faria. De tanto esperar, decidiram ir ao seu encontro, no seu gabinete de trabalho.

Encontrado o director desportivo, a guerra ficou declarada. E a demissão de Comboio foi a gota da água que fez transbordar o copo que andava cheio, segundo um dos sócios, que aos berros e apontando dedo a Artur Faria, disse: “No jogo diante do Desportivo Maputo, você chegou a dizer que Artur Comboio não podia ganhar o jogo, porque você tem um treinador que vem de Portugal, de Casa Pia, que vai dar cinco mil dólares”, começou por dizer antes de dizer que “conhecemos todos os seus podres nós!”, em jeito de ameaça.

Outra das questões que atormenta os sócios do clube é o contrato de Artur Faria, que consideram ser o homem que “manda e desmanda” sem o consentimento, até, da própria direcção. “Sabemos que o senhor tem um contrato indeterminado com o clube. Quem é você para ter um contrato indeterminado no clube?” questionava o referido sócio que não queria deixar Artur Faria tomar as suas actividades.

Outra sócia da colectividade presente na manifestação questiona as decisões de Artur Faria e da própria direcção: “por duas vezes tivemos reunião com o director desportivo e o presidente para questionar o que se está a passar no clube e disseram que em um mês teríamos a resposta e não tivemos essa resposta. Tivemos uma outra reunião com o presidente que prometeu dar-nos a resposta depois do jogo com a Black Bulls e mesmo assim nada disseram. Agora Artur Faria manda embora o Artur Comboio sem motivos. Agora queremos que ele mesmo vá embora!”, disse, visivelmente triste.

 

ARTUR FARIA, O HOMEM DAS COMISSÕES (?)

Aliás, os sócios falam de uma sucessão de desmandos perpetrados por Artur Faria, desde a contratação e afastamento de jogadores sem consentimento dos técnicos, as supostas comissões nos salários dos atletas e gestão danosa.

Um dos sócios, falando em tom de propriedade, apresentou os seus argumentos em relação ao que chamou de gestão danosa. “A Federação Moçambicana de Futebol aboliu o pagamento de luvas, aquilo que se chama de contratos. E o senhor está a dar contratos aos jogadores. Porquê?” questiona.

Mais além fala de desmandos no plantel. “Você se assume como treinador do Costa do Sol e trouxe o Elmo Kambindu aqui no clube. Quem faz as contratações afinal de contas?”, voltou a questionar sem sequer dar espaço para reacção ao Artur Faria.

Perante ao arrolado, os sócios dizem não haver muito a fazer e o que se tem de fazer é urgente, nomeadamente o afastamento do director desportivo da colectividade.

Faria é ainda acusado de ter sido quem influenciou a demissão de Artur Comboio, para além de ser o homem que coordena as actividades do clube, orientando a direcção para o que ele mesmo quer no clube.

 

“SÓCIOS DEVEM PROVAR AS ACUSAÇÕES”, DEFENDE-SE FARIA

 Entretanto, a meio aos impropérios da massa associativa canarinha, Artur Faria ouviu e registou todas acusações, mas diz não saber do que se trata. E mais, desafia os sócios a provarem tudo o que disseram.

Já com a imprensa presente no local, o director desportivo do Costa do Sol começou por dizer que “as coisas devem ser clarificadas e comprovadas”.

As vozes acusadoras foram de muitos sócios, representados por 21, mas uma e apenas uma é que pode decidir. Ou seja, Artur Faria diz que a única voz que pode decidir é a sua. “A voz que manda é minha e não é voz de mais ninguém. Eu não trabalho por influência, não trabalho por gritaria, eu trabalho por consciência e a minha voz será sempre a voz que manda”, disse, seguro de si.

Enquanto Artur Faria se mostra confiante, a novela continua, porque os sócios prometem outro capítulo, no qual vão solicitar reunião com os patrocinadores do clube e auditoria porque tem conhecimento de que há no Matchiki Tchiki desvio de fundos. Até porque, segundo os próprios, o próximo será Jeremias da Costa, considerado cúmplice de Artur Faria.

A novela só agora começou, mas promete ter muitos capítulos até ao seu final.

O mundo desportivo está, actualmente, concentrado nos Jogos Olímpicos de Tóquio em curso, à medida que diferentes atletas lutam pela glória. No entanto, à medida que os atletas se empenham pelo sucesso olímpico, nem todos os participantes que terminam no pódio levam para casa a mesma recompensa em dinheiro.

De acordo com os dados adquiridos por Finbold, os atletas de Singapura ganham USD 744.000 por cada medalha de ouro, USD 372.000 pela medalha de prata e USD 286.000 pela medalha de bronze. O dinheiro do prémio de ouro é pelo menos 20 vezes mais do que os USD 37.500 ganhos pelos atletas dos Estados Unidos. Para as medalhas de prata e bronze, os atletas americanos ganham USD 22.500 e USD 15.000, respectivamente.

Entre 12 países seleccionados, os atletas de Singapura ganham o primeiro lugar enquanto os EUA estão na 11ª posição. Noutros lugares, Hong Kong ocupa o segundo lugar, com os atletas a levarem para casa USD 644.000, USD 322.000, e USD 161.000 pelas medalhas de ouro, prata, e bronze, respectivamente.

Os atletas anfitriões no Japão ganham USD 45.200, USD 18.100, e USD 9.045 pelas medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente. A Austrália ocupa o 12º lugar, com os participantes olímpicos do país a levarem para casa USD 15.100 por medalhas de ouro. Os dados sobre os ganhos dos atletas olímpicos são fornecidos por dinheiro com menos de 30.

 

Explicando a diferença nos ganhos em dinheiro dos prémios olímpicos

Apesar de o Comité Olímpico Internacional (COI) gerir os jogos, a organização não paga prémios em dinheiro aos vencedores. Por conseguinte, muitos atletas recebem pagamentos dos seus países, o que explica a grande diferença entre o prémio em dinheiro. No entanto, nem todos os países oferecem um prémio por uma medalha ganha nos Jogos Olímpicos. Por exemplo, a Grã-Bretanha não paga dinheiro adicional por medalhas.

Vale a pena notar que atletas de países competitivos como os Estados Unidos estão a ganhar menos dinheiro do que outros países menos competitivos como Singapura. A variação entre os países competitivos e menos competitivos é demonstrada pela posição actual das medalhas. Por exemplo, ao escrever, Singapura não estava entre os países que tinham ganhado uma medalha nos jogos. Por outro lado, os EUA ocupam o segundo lugar com 61 medalhas, incluindo 21 de ouro.

Além disso, os países que pagam uma elevada quantia de dinheiro ainda estão a tentar estabelecer-se nos Jogos Olímpicos. Portanto, o considerável prémio monetário actua como um factor crítico de motivação para os atletas.

Para os países competitivos, os ganhos dos atletas são substituídos por outras fontes de receita como os endossos das empresas. Além disso, estes atletas têm ganhos monetários e não monetários dos países anfitriões para terem um lugar no pódio. As respectivas associações desportivas pagam bolsas de formação, seguro de saúde e bolsas de estudo universitárias.

Tal apoio financeiro permite aos atletas concentrarem-se no seu treino e desempenho e não serem distraídos por pressões financeiras. Vale a pena notar que as Olimpíadas ocorrem normalmente após quatro anos, o que significa que muito poucos competidores acabam por ganhar dinheiro de patrocínio suficiente para garantir toda a sua carreira.

Com um número limitado de medalhas nas Olimpíadas, muitos atletas não têm a sorte de conseguir patrocínios, endossos e prémios de medalhas. Portanto, em alguns países, os atletas que planeiam participar nos Jogos Olímpicos são patrocinados pelos seus governos, família, amigos, e comunidades locais.

O nigeriano, quase moçambicano, garantiu a liderança isolada da lista dos melhores marcadores, no final da primeira volta, ao apontar o seu 11º golo na vitória da sua equipa, a Black Bulls, diante do Incomáti de Xinavane. A jornada de fecho da primeira volta produziu 12 golos.

A primeira volta do Moçambola 2021 encerrou este final de semana com a disputa da 13ª jornada, que ao todo produziu 12 golos. Ejaita fechou em grande, ainda que pela porta pequena, ao marcar a grande penalidade, inexistente, que deu a vitória dos “touros” diante dos “açucareiros” de Xinavane.

Foi o seu 11º golo apontado na presente edição do Moçambola, aliás, na estreia da sua equipa na principal prova futebolística do país. O jogador tinha antes representado o Clube de Chibuto, em 2018, ano em que apontou apenas um golo, transferindo-se mais tarde para os “touros”. Chegou a ser contratado pelo Costa do Sol, em finais de 2019, mas não chegou a representar a colectividade devido a suspensão das provas nacionais por causa da pandemia do novo Coronavírus.

Este ano, Ejaita tem sido o El-Matador da Black Bulls, ao lado do companheiro Melque, tendo ambos apontado 18 dos 30 golos dos “touros” no Moçambola 2021, ou seja, mais que a metade dos golos.

Ejaita deu o gosto ao pé, e a cabeça, diga-se, nas vitórias diante do Ferroviário de Nampula, AD Vilankulo (onde apontou dois golos), UD Songo (no primeiro hat-trick da prova), Liga Desportiva de Maputo, Textáfrica de Chimoio (onde voltou a bisar) e Ferroviário de Lichinga, a fechar a primeira volta.

Foram 11 golos que dão a liderança isolada do jovem jogador de 21 anos de idade, que procura a nacionalidade moçambicana, por via da Federação Moçambicana de Futebol, por forma a representar a selecção nacional, os Mambas.

 

LAU KING E TELINHO TAMBÉM REGRESSAM DAS FÉRIAS

Quem também regressou aos golos depois de duas jornadas sem marcar é Lau King, avançado da União Desportiva de Songo. A última vez que o jogador tinha dado gosto ao pé, fora na 10ª jornada, na vitória dos “hidroeléctricos” diante do Incomáti de Xinavane, no canavial, por duas bolas a uma.

Assim, o internacional moçambicano fez o seu sétimo golo, alcança Melque, da Black Bulls, e Dje, do Ferroviário de Lichinga, que ficaram em branco nesta jornada, e entra na perseguição a Dayo, do Ferroviário da Beira, que não marcou e continua com oito golos.

Já Telinho, avançado do Costa do Sol, que não marcou nas últimas três jornadas, voltou a facturar na tarde de sexta-feira, no empate dos “canarinhos” diante do Ferroviário de Lichinga. Telinho apontou o seu sexto golo e é um dos três jogadores dos que fazem parte do top-10 a marcar.

Assim, o top-4 dos melhores marcadores da primeira volta fica fechado com Ejaita a liderar com 11 golos, seguido de Dayo com oito, Melque, Dje e Lau King, com sete, Henriques e Telinho, com seis.

 

CINCO JOGADORES EM ALTA NESTA JORNADA

Para além dos três jogadores referenciados acima, a jornada 13 teve outros cinco jogadores que voltaram a festejar um golo, pela segunda vez na presente edição do Moçambola.

Valter e Jafete, ambos da Associação Desportiva de Vilankulo, tinham marcado no jogo da 3ª jornada diante do Textáfrica do Chimoio e voltaram a festejar este domingo, na vitória diante do Desportivo Maputo. Ambos fizeram o seu segundo golo na prova.

O mesmo aconteceu com Luís, do Matchedje de Mocuba, que depois de ter marcado à Liga Desportiva de Maputo na 11ª jornada, voltou a facturar em Songo, apontando o primeiro golo da derrota da sua equipa perante os “hidroeléctricos”.

Aliás, nesse mesmo jogo Sidique fez o segundo golo da partida, o seu segundo na temporada, que deu, na altura, o empate da UD Songo, antes de Lau King dar a vitória aos 92 minutos. Sidique havia marcado ao Incomáti de Xinavane na 10ª jornada.

Também Danilo apontou o segundo golo na temporada após marcar o golo de empate da sua equipa na recepção ao Ferroviário da Beira. O jogador do Textáfrica do Chimoio tinham feito o seu primeiro golo na 10ª jornada, também a fazer o empate na recepção a Liga Desportiva de Maputo.

A fazerem estreia na lista dos melhores marcadores estiveram Maricoa, do Ferroviário de Lichinga, Soares, do Ferroviário de Nacala, Cley, do Ferroviário de Nampula e Fabrice, do Ferroviário da Beira.

 

193 GOLOS APONTADOS NA PRIMEIRA VOLTA

Ao fim das 13 jornadas do Moçambola 2021, 193 golos foram apontados pelas 14 equipas que disputam a prova, com a Black Bulls a contribuir com maior número de golos: 30.

Os “touros” venceram em quase todas categorias da primeira volta, nomeadamente a conquista do título de inverno, com maior número de pontos (33), tem o melhor ataque (30), tem o melhor marcador (Ejaita com 11 golos) e é a segunda melhor defesa, a par do Ferroviário da Beira (ambos sofreram oito golos). Neste item só perdem para o Ferroviário de Maputo que em 13 jornadas sofreu apenas cinco golos.

Depois dos “touros”, os “locomotivas” de Chiveve seguem com 20 golos apontados, fechando o top-3 o Ferroviário de Lichinga e a Associação Desportiva de Vilankulo, com 18 golos cada uma.

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