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O País – A verdade como notícia

A Associação Black Bulls perdeu, pela primeira vez, no Moçambola 2021, em casa, diante do Ferroviário de Nampula, por uma bola sem resposta e perdeu a invencibilidade que conquistou até ao fim da primeira volta da prova. Esta jornada produziu maus uma chicotada psicológica, no Ferroviário de Maputo, após derrota em Songo.

Foi, de resto, um resultado que não estava nas contas dos que acompanham o Moçambola 2021 e que sabem das valências da Black Bulls na competição.

Depois de uma primeira volta toda ela sem derrotas, onde somou apenas 3 empates em 13 jogos, os “touros” experimentaram o sabor amargo da derrota, justamente em casa, diante do Ferroviário de Nampula, com Loló, ex-jogador do Ferroviário de Maputo, a marcar o único golo (aliás, um golaço), de livre directo, quase na linha do fundo.

Uma derrota que vai, certamente, acordar a equipa de Tchumene, para o que resta do Moçambola, tendo em conta que foi a primeira, logo na primeira jornada da segunda volta. Ainda assim, nada que ameace a liderança dos “touros” na tabela classificativa. Jornada com quatro vitórias tangenciais. Para além da derrota da Black Bulls, em casa, diante do Ferroviário de Nampula, à tangente, mais três jogos tiveram resultado similar.

Em Lichinga, a equipa sensação continua em alta e sem perder em casa. Desta vez a vítima foi a Liga Desportiva de Maputo, com Dje a ser o herói e a manter perseguição a Ejaita na lista dos marcadores.

Os “locomotivas” de Lichinga seguem com 25 pontos, na quarta posição, e ainda tem muito a dizer nesta prova.

JORNADA COM QUATRO VITÓRIAS TANGENCIAIS

Para além da derrota da Black Bulls, em casa, diante do Ferroviário de Nampula, à tangente, mais três jogos tiveram resultado similar.

Em Lichinga, a equipa sensação continua em alta e sem perder em casa. Desta vez a vítima foi a Liga Desportiva de Maputo, com Dje a ser o herói e a manter perseguição a Ejaita na lista dos marcadores.

Os “locomotivas” de Lichinga seguem com 25 pontos, na quarta posição, e ainda tem muito a dizer nesta prova.

Já a Associação Desportiva de Vilankulo voltou a vergar, depois de ter vencido ao Desportivo Maputo na capital do país, na semana passada. Na sua deslocação a Nacala, os “hidrocarbonetos” sucumbiram a tangente e garantem pressão sobre Victor Mayamba, na partida desta quarta-feira, diante da Black Bulls.

Também à tangente venceu a União Desportiva de Songo ao Ferroviário de Maputo, num dos jogos mais importantes da jornada.

Uma vitória que recoloca os “hidroeléctricos” na perseguição da liderança, e provoca um auténtico tsunami na estação ferroviária de Maputo.

Daúde Razaque acabou por não aguentar com a senda de maus resultados e, a escassos 22 dias do fim do seu contrato, foi afastado pela direcção, chamando para o seu lugar Carlos Baúte, de forma interina.

TAMBÉM À TANGENTE, MAS COM MAIS GOLOS NA SOALPO

Já na Soalpo, o Incomáti de Xinavane pode ter amenizado a sua ameaça de abandonar o Moçambola, após vitória sofrida, diante do aflito Textáfrica do Chimoio.

A turma de Xinavane enfrentou dificuldades e aproveitou-se da fragilidade encontrada na turma de Chimoio, com a saída de Artur Semedo, que foi ao Costa do Sol por três anos. Semedo até tinha formado uma base para este jogo antes da sua saída, mas Custódio Paruque desfez a equipa de Semedo e deu-se mal.

Os “fabris” continuam a travessia no deserto, que tinha sido interrompido na jornada passada, com empate diante do Ferroviário da Beira, e na próxima jornada deslocam-se ao difícil terreno do outro Ferroviário, o galvanizado de Nampula.

“ALVI-NEGROS” SACODEM PRESSÃO E VENCEM LANTERNA VERMELHA

Num dos jogos transmitidos em directo pela Stv Notícias, o Desportivo Maputo suplantou o Matchedje de Mocuba por duas bolas sem resposta.

Foi um embate entre um novato e um experiente, ou seja, entre David e Golias, com a história a repetir-se, uma vez que o novato Satar Salvado conseguiu colocar em sentido o experiente Nacir Armando.

Danito e Litos, este ao apagar das luzes, fizeram os golos da turma de Maputo, que sacode a pressão, respira de alívio e sai da zona da despromoção. Mas agudiza a crise dos “militares” de Mocuba, que mantém-se na cauda da tabela classificativa.

SEMEDO AINDA NÃO SE SENTOU NO BANCO

Na outra partida mais importante desta 14ª jornada do Moçambola, o Costa do Sol, ainda sem a sua equipa técnica nova, liderada por Artur Semedo, que assistiu o jogo pela bancada, recebeu e venceu o Ferroviário da Beira e parece estar a acordar.

E foi Jossias Macamo a comandar a equipa para uma vitória importantíssima, na nova era, colocando a equipa com duas dezenas de pontos, a perspectivar uma segunda volta ainda mais emocionante, já ao leme de Artur Semedo e seus adjuntos.

Para já, em termos de tabela classificativa, os extremos continuam sem se mexer, com a Black Bulls a liderar e o Matchedje de Mocuba na cauda da tabela classificativa.

A próxima jornada, a 15, disputa-se a meio da semana, com Liga Desportiva de Maputo e União Desportiva de Songo a abrirem, amanhã, terça-feira.

Daúde Razak já não é treinador do Ferroviário de Maputo na sequência dos maus resultados que a equipa vem acumulando no Moçambola-2021. Carlos Baúte assume interinamente o comando técnico dos “locomotivas”.

Chegou ao fim a relação entre Daúde Razak e o Ferroviário de Maputo. Apresentado como treinador dos verde-e-brancos em Janeiro de 2019, Razak, qual maquinista, não conseguiu evitar o descarrilamento da “locomotiva” antes mesmo do fim da estação.

Razak, que tinha contrato com os “locomotivas” da capital até dia 31 de Agosto corrente, viu interrompido o vínculo por maus resultados da equipa no campeonato nacional de futebol.

A derrota, sexta-feira, diante da União Desportiva do Songo, por 1-0, foi a gota que fez transbordar o copo de água.

Esta foi, de resto, a sexta derrota dos “locomotivas” na competição que caíram agora para a quinta posição com 23 pontos.

De resto, e o que nunca foi, não é e nunca será visto como normal até pela pujança do clube, o Ferroviário de Maputo já não vence há cinco jogos no campeonato nacional de futsal, sendo que o último triunfo foi na 9ª jornada diante do Incomáti, por 2-0.

“A Direcção do Clube Ferroviário de Maputo, CFvM, comunica às entidades público-privadas, à Federação Moçambicana de Futebol, aos sócios, adeptos e simpatizantes, a não renovação do contrato de trabalho celebrado entre o clube e o treinador da equipa principal de futebol, Daúde Razaque, cujo término estava previsto para dia 31 de Agosto do ano em curso”, lê-se no comunicado publicado na página do CFvM.

Carlos Baúte, homem da casa, vai dirigir interinamente a equipa até a indicação do novo treinador nos próximos dias. A sua estreia está prevista para a próxima quarta-feira, 11 de Agosto, quando o Ferroviário de Maputo medir forças com o Desportivo de Maputo.

“As primeiras palavras são de agradecimento à Direcção do clube por esta indicação para o cargo, mas mais do que isso é ir logo ao trabalho. A equipa encontra-se numa posição não muito boa no Moçambola e por aquilo que ia acompanhando, é um conjunto com uma boa produção em termos de volume de jogo, mas faltava-lhe o poder ofensivo. Vamos trabalhar muito no aspecto da finalização de forma a mudar o rumo dos acontecimentos”, disse o treinador interino do CFvM.

Baúte quer dar o seu melhor no seu clube de coração. Mas não tem a varinha mágica para colocar, mediamente, o Ferroviário de Maputo no topo do Moçambola-2021.

“Temos que atacar naquilo que falta para as vitórias aparecerem. Como disse antes, que por causa do próprio tempo não é possível fazer mudanças profundas. Há um bom trabalho que estava a ser desenvolvido, mas de uma forma paulatina vamos melhorar um e outro aspecto para sairmos da posição que a equipa se encontra no Moçambola”, notou.

Dias antes do desaire no Songo, um grupo de sócios solicitou um encontro com a direcção do Clube Ferroviário de Maputo para perceber o que estaria por detrás dos maus resultados da equipa no Moçambola, mesmo com o investimento na contratação de jogadores. A reunião deverá acontecer esta segunda-feira, na sede social do Clube Ferroviário de Maputo

O piloto moçambicano, Rodrigo Almeida, esteve em destaque, sábado, ao terminar na segunda posição na segunda prova da BMW M2 CUP, prova realizada no circuito de Zolder, na Alemanha.

Jovens talentosos contra “velhos”: por muito tempo, parecia que Davit Kajaia assinaria o melhor tempo na BMW M2 Cup, em Zolder, na Alemanha. Mas no último segundo, o jovem piloto moçambicano Rodrigo Dias Almeida tirou do topo o veterano da Geórgia.

Até alguns segundos antes do final da prova, Davit Kajaia liderava com uma vantagem de mais de sete décimos sobre Immanuel Vinke.

Tudo apontava para uma primeira linha de Kajaia e Vinke, isto antes de Rodrigo Almeida “emergir subitamente das profundezas” e terminar na primeira posição nos treinos cronometrados.

O motivo da surpresa no final da sessão de treinos cronometrados? A ousada escolha de pneus do jovem piloto de 17 anos. Como a pista estava a secar, depois da chuva que se fez sentir na sexta-feira, o piloto moçambicano atreveu-se a mudar para “slicks”. E deu-se muito bem, partindo para a prova de sábado na “poule position”.

“A coragem foi recompensada e o resultado é uma merecida ‘pole position’. Agora estou animado para ver o que ele vai fazer na corrida ”, elogiou o director da prova, Jörg Michaelis.

Louis Henkefend terminou em quarto, seguido por Fabian Kreim e Theo Oeverhaus. Carrie Schreiner foi oitavo atrás de Nicolas Hancke. A ex-piloto do ADAC GT Masters foi a mulher mais rápida na pista. Jaqueline e Alesia Kreutzpointner ficaram atrás ocupando o nono e décimo lugar, respectivamente.

A experiência em mudar as circunstâncias era ainda mais importante. O ex-piloto da TCR Davit Kajaia tinha muito disso, o que demonstrou com uma volta fabulosa logo no início da qualificação.

Já no sábado, Rodrigo Almeida voltou a estar muito bem na corrida, terminando na honrosa segunda posição diante de pilotos mais experientes. Almeida não só fez ecoar o hino nacional num palco mundial como também valorizou as cores da multicolor bandeira nacional.

A frenética prova teve como grande vencedor o tricampeão alemão de rally, Fabian Kreim. Salme Owega, o mais jovem em campo, fez uma corrida fantástica para recuperar o atraso. Após problemas técnicos na qualificação, o jovem de 16 anos largou da última posição da grelha. Na corrida, o homem de Colônia subiu até a terceira posição e completou o pódio.

 

UM PILOTO EM ASCENSÃO

Mais internacionalizado piloto moçambicano da actualidade, Rodrigo Almeida foi anunciado este ano como piloto BMW.

Esta ligação é fruto do bom desempenho em competições internacionais, sendo de destacar o primeiro lugar alcançado em Agosto de 2020 na CR DSG Europe Series ao lado do italiano Gabriele Volpato ao volante de Volkswagen Golf GTI.

O talentoso piloto conta, igualmente, com presença na corrida das 24H Dubai, prova  inserida no campeonato das 24H serie, competição na qual terminou na 33ª posição.

Conta-se ainda um segundo lugar na prova de Touring Car Racing Series, TCR Ibérico, no circuito espanhol Jerez de La Frontera, província de Cádiz.

O desporto moçambicano, no geral, e futsal, em particular, estão de luto. Morreu, na manhã deste domingo, vítima de doença, o antigo seleccionador nacional de futsal, Inácio Sambo.

Sambo cedeu a uma doença que o levara há dias ao internamento numa das clínicas de Chimoio, província de Manica.

Conhecido como “senhor futsal”, Inácio Sambo foi um dos grandes impulsionadores da modalidade tendo sido determinante para que Moçambique participasse do Grand Prix do Brasil.

Mais: Inácio Sambo foi um dos responsáveis pelo quarto lugar alcançado pela Selecção Nacional de Futsal, em 2008.

Sambo foi ainda um dos responsáveis pela criação, em 2007, da Comissão Nacional de Futsal, processo que contou com o apoio da Federação Moçambicana de Futebol (FMF),

Sambo era instrutor de futsal da Confederação Africana de Futebol (CAF). Foi comentador desportivo da STV, estação televisiva na qual colaborou em vários programas desportivos desde a sua criação.

Alguns atletas e respectivos técnicos que estiveram na delegação moçambicana aos Jogos olímpicos de Tóquio já começaram a regressar ao país, depois de uma participação pálida, onde nenhum deles conseguiu chegar à final.

Assim, os primeiros atletas a chegarem ao país foram os atletas de Judo e Natação, nomeadamente Kevin Loforte, Igor Mogne e Alícia Mateus, eliminados na primeira série das suas provas.

O judoca moçambicano Kevin Loforte, de 24 anos, foi derrotado por ipon no combate que realizou diante de Baruch Shmailov, de Israel, para a categoria dos menos de 66 Kg, na sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e deu um adeus prematuro à competição, tendo resistido apenas dois minutos.

Já os nadadores Igor Mogne e Alícia Mateus terminaram em último lugar nas respectivas séries, não conseguindo seguir para a fase seguinte das olimpíadas de Tóquio. Estes três atletas chegaram na passada segunda-feira ao país.

Já Deyse Nhaquile, melhor velejadora do continente africano, encontrou dificuldades nas oito regatas que disputou, tendo terminado na 34ª posição, de um total de mais 100 velejadoras que estiveram em Tóquio. Deyse chegou ao país na manhã da última quarta-feira, tornando-se na quarta atleta a regressar.

Sorte igual não tiveram Maria Machava e Denise Parruque, que falharam a estreia na sua classe, tendo entrado em prova apenas nas regatas seguintes. Ainda assim conseguiram uma boa posição, terminando em 38º lugar, garantindo um posicionamento, numa prova que existiram muitas atletas desqualificadas.

Estas duas atletas chegam à capital do país esta sexta-feira, no mesmo voo em que chegam as pugilistas moçambicanas.

 

BOXE, A SALVADORA!

Entretanto, a delegação moçambicana teve uma participação pálida, apenas salva pelas vitórias das duas pugilistas, que conseguiram o feito nos oitavos-de-final, garantindo a qualificação aos quartos-de-final, onde quedaram-se perante adversárias de gabarito internacional.

A pugilista Alcinda Panguana foi a primeira a entrar em cena, vencendo a queniana Akinyi Elizabeth para a categoria dos 64-66 Kg. Mas nos “quartos” sucumbiu para a chinesa Hong Gu, uma das melhores pugilistas do mundo.

Por seu turno, Rady Gramane qualificou-se para os quartos-de-final na categoria dos 69-75kg, ao deixar para trás Erika Stefania Pachito, do Equador, por 4-1. Mas nos quartos-de-final da competição, não conseguiu superar a russa Zenfira Magomedalieva, tendo perdido depois de dar muita luta.

Para já, a esperança moçambicana está (va) depositada em Joaquim Lobo que competiu na madrugada desta sexta-feira, na prova de canoagem. É o último atleta a competir por Moçambique nos Jogos olímpicos de Tóquio, que terminam este domingo.

Artur José Semedo foi confirmado, na tarde desta quinta-feira, como novo treinador do Costa do Sol. O técnico, de 63 anos, assinou um contrato válido por três temporadas com os “canarinhos”.

O Costa do Sol, clube onde evoluiu antes de rumar a Portugal, era um dos grandes do país por onde Semedo ainda não havia passado como treinador.

Semedo já orientou o Desportivo Maputo, Ferroviário de Maputo, Maxaquene, Liga Desportiva, União Desportiva de Songo, Clube de Chibuto e teve uma passage curta pelo histórico Textáfrica do Chimoio.

O treinador da equipa sénior masculino de basquetebol do Ferroviário de Maputo, Milagre “Mila” Macome, diz estar em fase de renovação do conjunto “locomotiva” que perdeu sete jogadores na última temporada. Macome refere, ainda, que, mesmo com a razia, o Ferroviário de Maputo ambiciona sempre conquistar todas as competições em que está envolvido.

Vencer o Torneio Nutrição era objectivo, mas perder a final diante do Costa do Sol não significa, nem tão pouco, o fim da estação para uma “locomotiva” que, a uma velocidade impressionante, simplesmente tirou tudo e todos do seu caminho com três campeonatos nacionais ganhos nos últimos quatro anos.

Aliás, desde a chegada de Milagre “Mila” Macome, em 2016, o Ferroviário de Maputo não só recuperou o título que não conquistava havia cinco anos (2011, quando Ermelindo “Mindo” Novela foi considerado MVP da prova) como também se manteve no olimpo da modalidade da bola ao cesto.

Mais: os “locomotivas” assumiram-se como “donos do basquetebol” na capital do país, conquistando quase todas as provas internas.

Foram travados, é verdade, pela A Politécnica em duas ocasiões. Primeiro, a 24 de Abril de 2018, quando perderam na final da Taça Maputo, por 75-62, no pavilhão do Desportivo.

Paredes-meias com o pavilhão do Desportivo, a “catedral” do basquetebol moçambicano, o pavilhão do Maxaquene, testemunhou a 21 de Junho mais uma derrota do Ferroviário de Maputo.

Foi, precisamente, numa final diante do conjunto de José “Matilo” Macuácua. A Politécnica conquistou, na altura e pela primeira vez na sua história, o Campeonato da Cidade de basquetebol, ao derrotar o Ferroviário de Maputo (56-55) no jogo 4 dos “play-offs” da final, fazendo, desta forma, o 3-1 na série a melhor de cinco jogos.

Depois desta, vestiu-se o fato-macaco e veio ao de cima o poderio da equipa com a conquista, em Setembro, da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Este foi o último título da equipa verde-e-branca, até porque as provas viriam a ser interrompidas em 2020 por conta da COVID-19.

Este ano, o Ferroviário de Maputo perdeu sete atletas, mas, ainda assim, fez uma excelente campanha na Liga Africana de Basquetebol, ocupando a quinta posição com o reforço de quatro “estrangeiros”, tal como recomenda (-va) a organização.

Mas, nem por isso, nas avenidas Alberto Lithuli e 25 de Setembro (onde se encontra a sede social do Clube Ferroviário de Maputo) se deixou de olhar para uma estrutura que, internamente, deve ser reforçada. “Claramente, estamos a renovar. Nós temos enquadrados, na estrutura, três jogadores novos dos juniores. Estamos a fazer um novo projecto, entre aspas”, explicou Milagre “Mila” Macome, no final do jogo do passado sábado diante do Costa do Sol.

Segundo Macome, o projecto passa por manter a hegemonia dentro da esfera nacional e atacar África. Mas, primeiro, é cerrar os dentes e acelerar os processos para que, nas competições com elevado nível de exigência, a prestação não deixe a desejar.

“Mas, estando numa equipa como o Ferroviário de Maputo, claramente que os objectivos passam por nós ocuparmos os lugares cimeiros. Contudo, estamos num processo”, acresceu.

“Vamos encarar o Torneio de Apuramento com naturalidade. Vamos, jogo a jogo, fazer o nosso papel. Não estamos pressionados. Não queremos ganhar a todo o custo. Queremos trabalhar com os pés bem assentes no chão e tentarmos fazer o nosso melhor”. Finalizou o “coach” com a seguinte convicção: “Estamos a montar uma estrutura que achamos que, nas próximas competições, aquelas que definem alguma coisa, poderemos ter uma palavra a dizer”.

Na ressaca da derrota com os campeões mundiais, Portugal, por 8-3, os “heróis de pé descalço” reagiram muito ao teste com Nazarenos.

A selecção nacional de futebol de praia empatou, esta terça-feira, com Nazarenos (4-4) no segundo jogo de controlo inserido na sua preparação para o Campeonato do Mundo da modalidade, prova a realizar-se de 19 a 29 de Agosto corrente, na Rússia.

Uma entrada em falso dos moçambicanos, no Estádio Viveiro Jordan Santos, em Nazaré, foi…fatal. Os Nazarenos, que não são nem tão pouco ingénuos, aproveitaram para criar uma vantagem (3-0) ainda no primeiro período. Lúcio Carlos, Álvaro Moraça e Filipe Godinha (penaltie) foram os marcadores de serviço.

Reagiram, e muito bem, os orientados por Abineiro Ussaca que reduziram a desvantagem para 3-1 com um tento de Nelson Manuel, melhor jogador do Campeonato Africano do Senegal.

Já no último período, Moçambique melhorou a sua prestação e, em dia de inspiração, Nelson Manuel voltou a fazer das suas, bisando na partida.

Os vice-campeões africanos de futebol de praia imprimiram mais velocidade na partida e, como resultado do seu domínio, chegaram ao empate (4-4) com dois golos de Hermínio Marcelino.

Neste duelo, a selecção nacional alinhou com o seguinte cinco: Manuel; Gérson, Gabito, Ramossete e Yuran. Os suplentes foram: Nelson, Ângelo, Hermínio, Fadil, Barca, António, Zabula, Bachir, Eusébio, Moreira, Júlio Manjate e Anivaldo.  Já os “tugas” alinharam com: Nazarenos: Bruno Henrique; Ricardo Pombinha, Lúcio Carlos, João Oliveira, Bruno Oliveira. Suplentes: Evandro, Álvaro Moraça, João Moraça, Henrique Piló, António Santos e Filipe Godinha.

Este foi o segundo jogo da selecção nacional de futebol de praia no estágio pré-competitivo em Nazaré, depois de ter perdido com Portugal, campeã mundial, por 8-3.

Em terras lusas, a selecção nacional procura encontrar a melhor forma competitiva para atacar a 21ª edição do Campeonato do Mundo de futebol de praia, prova na qual está inserida no grupo “B” juntamente com a Espanha, Emirados Árabes Unidos e Tahiti.

Moçambique estreia-se no dia 19 de Agosto diante da Espanha, vice-campeã mundial em 2013 e tetracampeã europeia. Dois dias depois, será a vez de medir forças com os Emirados Árabes Unidos, bicampeões asiáticos que vão disputar o Mundial pela oitava vez.

No dia 23, o combinado nacional tem um encontro marcado com o Tahiti, outro conjunto com historial de presenças no mundial de futebol de praia: seis.

Último moçambicano a entrar em cena nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, Joaquim Lobo, compete, esta sexta-feira, às 3h00 de Maputo (10h00 locais), na primeira eliminatória da prova de canoagem C-1 sprint de 1000 metros.

No Sea Forest Waterway (Tokyo 2020), o especialista na classe C1 e C2 na distância de 1000 metros terá como adversários, na terceira série, Ramos Roque (São Tomé e Príncipe), Balaz Adolf (Hungria), Sebastian Brendel (Alemanha), Martin Fuska (República Checa) e Jamael Nascimento (Brasil).

Há quatro anos, ou melhor, em 2012, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Joaquim Lobo caiu ainda na primeira eliminatória na prova de canoagem dos 200 metros “sprint”, ao terminar na sexta e última posição.

Lobo, lembre-se, fez a distância com o tempo de 44,94 segundos e, na sua segunda aparição no maior evento desportivo do planeta, o canoísta pretende melhorar a sua prestação e, quiçá, chegar o mais longe possível.

Joaquim Lobo assegurou a presença no maior acontecimento desportivo do planeta por força do voto de confiança que recaiu sobre si pelo Comité Olímpico Internacional, depois de cortar a meta no Campeonato Africano da modalidade atrás um tunisino cujos tempos e “ranking” estão abaixo das suas marcas.

O Comité Olímpico, que recorreu ao critério tripartido por si estabelecido, entendeu que Joaquim Lobo esteve num dia mau na competição acima referida, pelo que devia disputar as olimpíadas de verão, em Tóquio.

Lobo, estudante de engenharia informática em Coimbra, Portugal, fez parte da sua preparação para os Jogos Olímpicos no Fluvial sob a orientação do treinador e vice-presidente do Clube, Sérgio Bento. O canoísta aproveitou este ciclo igualmente para preparar a participação na Taça do Mundo de Velocidade, em Barnaul, na Federação Russa.

 

FASE FINAL DOS JOGOS OLÍMPICOS AO RUBRO

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 continuam ao rubro. Com a contagem decrescente para o seu término a 8 de Agosto, cresce a disputa pelas medalhas e consequente hegemonia no desporto planetário. Atletas de Nações como a China, Estados Unidos da América e Japão esmeram-se para conquistar o pódio do medalheiro que a cada dia vai alterando no seu figurino.

Tal é o caso de Karsten Warholm venceu a final masculina nos 400m com barreiras, em atletismo, com um novo recorde mundial de 45,94 segundos. Rai Benjamin, dos EUA, ficou em segundo lugar com a prata (46,17 segundos), enquanto o brasileiro Alison dos Santos conquistou o bronze (46,72 segundos). Tanto Warholm quanto Benjamin ficaram abaixo do recorde mundial anterior, com o norueguês quase um segundo abaixo do antigo melhor mundial (46,70 segundos).

Esta quarta-feira o atletismo, a prova Rainha dos Jogos Olímpicos, continuará em destaque com a realização das finais dos 800 metros masculinos, triplo salto em masculinos, lançamento de peso masculino e o dia terminará com a aguardada final dos 200 metros masculinos.  No duplo hectómetro, a expectativa é ver se os finalistas conseguirão atingir o nível do Usain Bolt, que ostenta recorde do mundo (fixado em 19,19 segundos, em 2019, Berlim) e olímpico (de 19,30 segundos, de 2018, em Pequim).

Nas modalidades colectivas o destaque vai para a realização dos quartos-de-final. No basquetebol feminino, os EUA confirmaram o seu favoritismo diante da Austrália. Os Estados Unidos, que vencerem as últimas seis edições do torneio olímpico feminino, confirmaram o seu favoritismo frente à Austrália e venceram por 79-55, com Breanna Stewart a ser a melhor marcadora da partida com 23 jogos, a que juntou cinco ressaltos e três assistências.

Do lado das australianas, que já perderam a final olímpica para os Estados Unidos por três vezes, em Sidney2000, Atenas2004 e Pequim2008, a melhor marcadora foi Leilani Mitchell com 14 pontos, mais seis assistências e três ressaltos.

Os Estados Unidos vão defrontar na meia-final a Sérvia, que bateu a China por 77-70, com Jelena Brooks em destaque, com 18 pontos, enquanto do lado das asiáticas a melhor marcadora foi Ting Thao, com 17 pontos.

Já no andebol feminino o dia está também reservado para os quartos-de-final, com quatro jogos interessantes, a saber: Noruega – Hungria; Suécia – Coreia do Sul; França – Holanda; e Montenegro – Comité Olímpico da Rússia. Quatro jogos que reservam muita emoção, espetacularidade e resultados imprevisíveis. As grandes emoções dos Jogos Olímpicos, em época de pandemia e sem público nas bancadas, poderão ser acompanhadas nas plataformas da DStv e GOtv.

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