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O País – A verdade como notícia

A segunda jornada do grupo D da fase de qualificação ao Campeonato do Mundo de 2022 começa a ser disputada esta noite, com Costa do Marfim a receber Camarões, em Abidjan.

Depois do nulo conseguido no Estádio Nacional do Zimpeto diante de Moçambique, a Costa do Marfim tem a dura missão de enfrentar outro candidato à passagem para a fase do play-off, os Camarões, esta segunda-feira, a partir das 21h00.

Mas, os “elefantes” já poderão contar com três das suas estrelas impedidas de vir a Maputo defrontar os Mambas, em face das restrições impostas pela COVID-19, nomeadamente Eric Bailly, Serge Aurier e Willy Boly, ambos a actuarem na Inglaterra.

É que Moçambique está na lista negra do Governo britânico no que diz respeito à prevenção da COVID-19, resultando nisso a obrigatoriedade de permanecer em quarentena de 10 dias a todos aqueles que estiverem em Moçambique, quando chegarem àquele país europeu.

Por via disso, os respectivos clubes dos três atletas não autorizaram a dispensa dos jogadores para o jogo de Maputo, sendo que já se juntaram ao conjunto, em Abidjan, para preparar o embate da noite desta segunda-feira, diante dos Camarões.

Enquanto a Costa do Marfim procura não se atrasar na corrida à fase seguinte, os Camarões procuram a segunda vitória, depois da vitória alcançada diante do Malawi, na passada sexta-feira, em Yaoundé, para a primeira jornada, por duas bolas sem resposta.

Os tentos que fizeram a história do jogo foram apontados ainda na primeira metade, com Vincent Aboubakar a abrir as hostilidades quando estavam decorridos apenas nove minutos, antes de, aos 23, o central Michael Ngadeu estabelecer o resultado que durou até ao apito final.

Com o triunfo, os Camarões lideram o grupo D com três pontos, seguidos por Moçambique e Costa do Marfim com um, após empate no Zimpeto. Os malawianos são os últimos sem nenhum ponto.

O internacional moçambicano é um dos 23 atletas inscritos pelo Sporting Clube de Portugal para a Liga dos Campeões europeus, na qualidade de campeão português.

Geny Catamo, de 20 anos de idade, está, assim, nas opções do técnico leonino para os embates do grupo C da fase de grupos, em que o Sporting terá pela frente os alemães do Borussia Dortmund, os holandeses do Ajax e os turcos do Besiktas.

O jogador moçambicano recebeu a notícia no grupo da selecção nacional, onde se encontra em estágio para os embates da fase de qualificação ao Mundial de 2022, tendo sido suplente utilizado no empate sem abertura de contagem, diante da Costa do Marfim. Geny poderá ser opção no embate desta terça-feira, diante do Malawi, em Joanesburgo, para o jogo da segunda jornada do grupo D.

A par do internacional moçambicano, outras novidades nos 23 eleitos por Rúben Amorim para a participação na fase de grupos da Liga dos Campeões é o espanhol Pablo Sarabia, o mais recente reforço, para além do lateral-direito português Gonçalo Esteves, de 17 anos, e do central espanhol José Marsà, de 19 anos.

As ausências mais notadas desta lista principal são mesmo as do central Gonçalo Inácio e do avançado Tiago Tomás, que deverão entrar na lista B.

Recorde-se que a lista A nunca pode ter mais de 25 jogadores e dois deles têm sempre de ser, no mínimo, guarda-redes.

 

EIS A LISTA A DO SPORTING PARA A CHAMPIONS:

Guarda-redes: Antonio Adán, André Paulo, João Virgínia;

Defesas: Matheus Reis, Feddal, Coates, Luís Neto, Rúben Vinagre, Pedro Porro, Ricardo Esgaio, José Marsà, Gonçalo Esteves;

Médios: João Palhinha, Bruno Tabata, Matheus Nunes, Manuel Ugarte, Pedro Gonçalves, Daniel Bragança;

Avançados: Jovane Cabral, Nuno Santos, Pablo Sarabia, Paulinho, Geny Catamo.

Há ainda a lista B, ainda não conhecida e que pode ser alterada constantemente e ter um número ilimitado de jogadores, podendo ser enviada pelos clubes à UEFA até às 23 horas (de Portugal Continental), meia-noite de Maputo, do dia anterior a um jogo. Esta lista pode ter jogadores nascidos a partir de 1 de Janeiro de 2000.

Desta forma, Geny Catamo torna-se no segundo jogador moçambicano a ser inscrito para a Liga dos Campeões da Europa, depois do lateral esquerdo Reinildo Mandava, do Lille LOSC, campeão francês, que vai ter pela frente, no grupo G, o Salzsburg da Áustria, Wolfsburg da Alemanha e Sevilha da Espanha.

Os Mambas realizaram o seu último treino em solo pátrio, este domingo, antes da viagem para Joanesburgo, onde terça-feira vão defrontar o Malawi, em jogo da segunda jornada do grupo D de qualificação ao Mundial do Qatar, em 2022. O seleccionador nacional conta com todos os convocados para este jogo, à excepção dos que foram expulsos da concentração dos Mambas.

Para trás, fica o nulo conseguido diante da Costa do Marfim, no arranque da campanha de qualificação ao Mundial do Qatar, próximo ano. Um empate que não tranquiliza a equipa técnica, que realizou dois treinos na capital do país, nomeadamente, no sábado e domingo, em que os aspectos técnico-tácticos e a finalização foram o principal foco, antes da partida para Joanesburgo.

Até porque é pretensão dos Mambas vencer o Malawi, para continuar a acalentar possibilidades de qualificação à fase seguinte deste apuramento a Qatar.

Horácio Gonçalves conta com todos os jogadores convocados, depois da alteração feita nas vésperas do jogo com os “Elefantes”, nomeadamente a integração de Ivan, Abu e Danilo, que entraram para os lugares de César Machava, Agenor e Witi, para além da exclusão de Amâncio e Abel Joshua, por indisciplina.

O combinado nacional partiu ainda este domingo para África do Sul, onde esta segunda-feira realiza o treino de adaptação ao relvado do Orlando Stadium, para o jogo de terça-feira, quando forem 15h00, diante do Malawi.

RESPONSABILIDADE, DETERMINAÇÃO E FOCO

No último treino em solo pátrio, antes da partida para Joanesburgo, Horácio Gonçalves, Betão e Cigano expressaram o seu sentimento de muita determinação, responsabilidade e foco na vitória, no jogo desta terça-feira, diante do Malawi.

Para Horácio Gonçalves, seleccionador nacional, o grupo está ciente de que não será um jogo fácil, mas o foco é sair com a vitória. “Sabemos que já vencemos o Malawi no Cosafa, porém estamos cientes de que cada jogo é um jogo e cada jogo tem a sua história, por isso sabemos que vamos enfrentar muitas dificuldades, mas o que nós queremos é vencer”, disse, frisando que os jogadores devem demonstrar dedicação nas quatro linhas “pois sem empenho nada se consegue alcançar”.

Ademais, Gonçalves diz que sabe que os Mambas têm tido dificuldades diante do Malawi, contudo os jogadores estão determinados a trilhar um bom caminho, e que isso será demonstrando dentro do campo.

O seleccionador nacional conta com os jogadores convocados para enfrentar o Malawi, esta terça-feira.

Já o central moçambicano Betão diz que a expectativa é maior no seio do combinado nacional, sendo que todos os jogadores estão motivados no trabalho que estão a desenvolver. “Estamos a fazer um bom trabalho e vamos à África do Sul com o intuito de ganhar o jogo e estamos convictos de que vamos ganhar o jogo”, começou por dizer Betão.

O jogador, que esteve na equipa principal diante da Costa do Marfim, pede aos moçambicanos que apoiem os Mambas neste jogo, mesmo à distância, reiterando que o facto de já ter defrontado o Malawi no Cosafa pode ser uma vantagem para o embate de terça-feira.

Por seu turno, Cigano garante que os jogadores vão dar tudo o que estiver ao seu alcance para sair com os três pontos. “Estamos confiantes e vamos dar tudo para vencer o jogo”, disse para depois acrescentar, em jeito de pedido, que “os adeptos devem sempre apoiar-nos, para que possamos sentir-nos mais confiantes e podermos sair com a vitória. Por isso, acreditem em nós e apoiem-nos”.

Clinicamente, todos os 23 jogadores estão aptos para o jogo e partiram para África do Sul, tanto em termos de lesão, bem como no que diz respeito à situação sanitária da COVID-19, segundo garantias de Alberto Solomone, médico da selecção nacional.

FMF GARANTE TODA LOGÍSTICA NA VIZINHA ÁFRICA DO SUL

Para já, a Federação Moçambicana de Futebol garante que todas as condições estão criadas para que os Mambas tenham um bom resultado diante do Malawi. Feizal Sidat assume mesmo que todos os aspectos foram tomados em conta para que não haja sobressaltos no seio dos Mambas.

“Todas as condições foram criadas na África do Sul, nomeadamente a logística, com os jogadores a instalarem-se num hotel com boas condições e julgamos que estão criadas as condições para sairmos com a vitória diante do Malawi e somarmos quatro pontos, antes de termos os dois jogos com os Camarões”, referiu o presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

Aliás, Sidat diz que o objectivo desta campanha já foi traçado, mas a esperança é a última a morrer. Afinal, num grupo em que estão Costa do Marfim e Camarões não é fácil pensar numa qualificação. “Todos sabemos que somos os outsiders do grupo, olhando para os adversários que nos calharam”, disse referindo-se aos “elefantes” e “leões indomáveis”.

No entanto, assume que, depois do empate caseiro e, conhecendo a forma de jogar dos Camarões, com quem os Mambas jogaram duas vezes no ano passado, isso dá alguma esperança. “Sabemos que não será fácil, mas isso não quer dizer que não devemos sonhar em ir ao Mundial, pois todos entramos em igualdade de circunstâncias, com zero ponto, e agora temos um ponto e, se vencermos, passamos a ter quatro pontos, mas julgamos que é possível sonharmos um pouco alto”, garante Feizal Sidat.

Camarões lideram o grupo D, com três pontos, depois da vitória diante do Malawi, por duas bolas sem resposta, enquanto Moçambique e Costa do Marfim somam um ponto.

A Federação Moçambicana de Futebol decidiu expulsar os jogadores Abel “Maestro” Joshua e Amâncio “Neymar” Canhemba da concentração dos Mambas e, consequentemente, da viagem à África do Sul, onde a selecção nacional defronta o Malawi, na próxima terça-feira, em partida da segunda jornada do grupo D de qualificação ao Mundial de 2022.

A decisão de exclusão destes jogadores do grupo do trabalho prende-se com o facto de terem violado o código de conduta interno, depois de terem recebido visitas nos seus quartos de uma estância hoteleira da capital do país, onde os Mambas estiveram confinados em trânsito, após terem saído da Casa Militar, onde passaram os primeiros dias do estágio para os dois primeiros jogos do grupo D.

De acordo com o comunicado da Federação Moçambicana de Futebol emitido este domingo, “esta medida deve-se à violação dos mais elementares princípios de conduta e, consequentemente, dos regulamentos internos da FMF durante a concentração dos Mambas por parte dos atletas supramencionados”. E face à situação, “a equipa técnica decidiu dispensar os atletas dos treinos desta manhã (domingo) e retirá-los da convocatória, pelo que não farão parte da delegação que segue viagem a Joanesburgo para o jogo da segunda jornada de qualificação ao Campeonato do Mundo de Futebol FIFA Qatar 2022, diante do Malawi, no próximo dia 07 de Setembro, em Joanesburgo”, ainda de acordo com o comunicado da FMF.

Abel “Maestro” Joshua milita no Vitória de Guimarães, enquanto Amâncio “Neymar” Canhemba joga no Marítimo, ambos de Portugal e ambos nas respectivas equipas B.

O comunicado da Federação Moçambicana de Futebol refere, a terminar, que “os referidos atletas foram devidamente informados sobre a decisão tomada e solicitados a deixar o estágio da selecção nacional”, antes da partida para África do Sul.

Tal como se esperava, o Ferroviário da Beira não teve dificuldades para ultrapassar o Desportivo Maputo no jogo  que marcou o arranque do Torneio de Apuramento de acesso às eliminatórias da Basketball Africa League. O conjunto de Luiz Lopes bateu os “alvi-negros” por 110-67 no jogo inaugural desta competição.

Este sábado, no pavilhão do Maxaquene, os “locomotivas” da Beira controlaram todos os quartos, saindo do primeiro com um parcial de 40-17.
No segundo quarto, o conjunto de Luiz Lopes baixou a pressão contabilizando 24 pontos contra dez dos “alvi-negros”, sendo que ao cabo da primeira parte vencia por 64-27.

O Desportivo Maputo entrou melhor no terceiro quarto, mas o Ferroviário da Beira soube controlar o jogo, vencendo por 83-54.
O espanhol Luiz Lopes aproveitou para fazer a rotação da equipa, lançando para o jogo atletas menos utilizados.

No derradeiro quarto, foi só fazer a gestão de esforços a pensar claramente no embate deste domingo diante do Costa do Sol.

Moçambique empatou, na tarde desta sexta-feira, diante da Costa do Marfim, sem abertura de contagem, em jogo que contava para a primeira jornada do grupo D de qualificação ao Mundial do Qatar, em 2022.

Na partida desta sexta-feira, foram muitas as alterações feitas na selecção nacional, relativamente ao que tem sido habitual, com a integração de Betão, Martinho, Shaquile e Melque no onze inicial.

Mas pareceu que estas novidades não conseguiam enquadrar-se com os seus pares em campo, caso de Betão, que, no início, não se entendeu com Zainadine e quase vendia a pátria, ao perder a bola na zona perigosa e permitir ao avançado costa-marfinense um remate rasteiro, com Ernan a controlar com os olhos.

Os “elefantes” eram mais perigosos nos primeiros minutos, aproveitando o respeito acima da média que era mostrado pelos Mambas. Num contra-ataque rápido, estiveram perto de marcar, mas Sebastien, já acossado por Zainadine Jr, rematou para defesa apertada de Ernan, que, de alguma forma, procurava dar segurança aos seus colegas.

Com pouca acção ofensiva, já que Luís Miquissone sempre descia para procurar a bola e, na frente, Melque não conseguia desfazer-se dos latagões adversários, os Mambas procuravam sacudir a pressão da Costa do Marfim e, pouco a pouco, tentavam chegar à baliza adversária.

No entanto, só ao minuto 40 é que os Mambas tiveram o primeiro pontapé de canto e, na sequência, o primeiro remate, de Bruno Langa, com a bola a passar muito longe da baliza adversária.

O nulo prevaleceu até ao descanso.

A segunda parte começou com a Costa do Marfim a procurar desfazer o empate e, por isso, a pressionar os Mambas no seu reduto recuado, e, por diversas vezes, fez remates à baliza de Ernan, mas ou não tomavam a direcção certa, ou o guarda-redes moçambicano se mostrava seguro.

Ao minuto 59, Sangaré cobra um livre com perigo a permitir o guardião moçambicano brilhar, com uma defesa espectacular para fora.

Depois, foi Gradel, de longe, também a tentar a sua sorte, num remate forte, mas a bola a passar ao lado da baliza de Ernan.

Foi uma provocação para acordar a cobra Mamba, até porque, com as entradas de Geny Catamo, Amâncio, Nilton e Estêvão, houve uma revolução no relvado. Coube ao jogador do Sporting de Portugal testar a atenção de Sylvain, num canto quase olimpo, para defesa atenta do guarda-redes costa-marfinense.

Perto do final do jogo, mais dois lances de registo de parte a parte. Primeiro para os “elefantes”, com a bola a passar ao lado e, depois, por Amâncio Neymar, que, em boa posição, rematou por cima.

Nulo a abrir a caminhada dos Mambas na qualificação ao Mundial do Qatar, a dar o primeiro ponto ao país, perante um gigante africano.

Um resultado que agradou ao seleccionador nacional, Horácio Gonçalves, que o considerou como justo, olhando para a entrega dos jogadores dentro das quatro linhas, destacando a segunda parte de luxo dos Mambas, principalmente após as substituições feitas.

Terça-feira, à mesma hora, será diante do Malawi, em Joanesburgo, para a segunda jornada do grupo D, de qualificação ao Mundial do Qatar, em Novembro e Dezembro de 2022.

O seleccionador nacional, Horácio Gonçalves, já divulgou a equipa inicial dos Mambas, para o jogo desta tarde diante da Costa do Marfim, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Assim, Ernan (Fer. Maputo), é o confiado para defender as redes nacionais, tendo à sua frente um quarteto defensivo composto por Cigano (LD Maputo), na esquerda, Martinho (Black Bulls), na direita, e a dupla de centrais composto por Betão (AD Vilankulo), e Zainadine Jr. (Marítimo de Portugal).

Para o sector intermediário, Horácio Gonçalves aposta em Reinildo Mandava (Lille da França), para o lado esquerdo, Bruno Langa (Chaves de Portugal), na direita, Candinho (UD Songo) e Shaquile (Fer. Maputo) na zona central.

Num sistema de 4x4x2, os dois homens do ataque são Luís Miquissone (Al Ahly do Egipto) e Melque (Black Bulls), que têm a responsabilidade de apontar suas setas para a baliza da Costa do Marfim.

No banco de suplentes, e com possibilidades de entrar durante o jogo, Horácio Gonçalves conta com Victor (guarda-redes do Costa do Sol), Amâncio “Neymar” (Marítimo de Portugal), Danilo (Costa do Sol), Estêvão (LD Maputo), Nené (Costa do Sol), Fidel (Black Bulls), Bonera (Marítimo de Portugal), Geny Catamo (Sporting de Portugal), Nilton (Costa do Sol), Victor (Black Bulls) e Maestro (Vitória de Guimarães de Portugal).

As grandes novidades desta equipa principal é o facto de Horácio Gonçalves dar a primeira internacionalização a titular para Betão, para além de adiantar Reinildo Mandava na ala esquerda, em relação à sua posição inicial, bem como Bruno Langa, do lado direito.

Outro facto curioso é a colocação de dois jovens jogadores, ambos com 23 anos, que estiveram juntos no torneio Cosafa, para a zona central do meio campo, nomeadamente Candinho e Shaquile, que inclusive foram coroados como melhores em campo em jogos dos Mambas no torneio regional.

Surpresa mesmo poderá ser a aposta em Melque para o sector mais adiantado dos Mambas, bem como o facto de jogadores como Geny Catamo, Amâncio “Neymar” e Nilton iniciarem no banco de suplentes o jogo.

Recorde-se que depois desta jogo, os Mambas voltam a entrar em campo na próxima terça-feira, à mesma hora, para defrontar o Malawi, na vizinha África do Sul.

Camarões e Malawi também jogam esta sexta-feira, mas as 21H00, para a primeira jornada do grupo D de qualificação ao Campeonato do Mundo do Qatar, em Novembro e Dezembro de 2022.

A Rússia sagrou-se campeã Mundial de Futebol de praia FIFA 2021, ao derrotar o Japão por 5 a 2, na final disputada no Complexo Luznik, em Moscovo, capital russa.

Com este triunfo, a Rússia ergueu o cobiçado troféu pela terceira vez na sua história, na sequência dos seus triunfos anteriores em 2011 e 2013.

Os anfitriões lideraram a partida decisiva do início ao fim, mais uma vez usando a sua habilidade física e experiência colectiva. Do ponto de vista individual, Yury Krasheninnikov, que marcou dois golos, Artur Paporotnyi, o vencedor da Bola de Prata, e os dois guarda-redes Maksim Chuzhkov e Stanislav Kosharnyi, que fizeram algumas defesas importantes, tiveram todos excelentes exibições na final e essenciais para a vitória sobre a selecção nipónica.

Foi a primeira vez em que o Japão chegou a uma final do Campeonato do Mundo, que é organizada pela FIFA. Os russos, competindo sob o nome de União Russa de Futebol, ainda por causa da suspensão de dois anos,  demonstraram ser uma potência no futebol de areia, actualmente, inclusive com uma das principais ligas do mundo.

A Suíça venceu Senegal por 9 a 7 e conquistou o terceiro lugar. Os campeões africanos tiveram uma prestação assinalável nesta competição, ao conseguirem chegar à fase final da competição. Os senegaleses venceram o Brasil, hexacampeão mundial, nos quartos-de-final, mas foram derrotados pelos japoneses nas meias-finais.

Já a selecção de Moçambique não passou da primeira fase da prova, ou seja, a fase de grupo, com um saldo de uma vitória e duas derrotas, na sua estreia num Campeonato do Mundo de Futebol de Praia, organizado pela FIFA. Fazendo uma avaliação desta participação, o seleccionador nacional, Abineiro Ussaca, considerou-a positiva para a dinamizar a prática da modalidade no país.

“O sentimento é de felicidade, pois fizemos a nossa parte e provámos ao país e ao mundo que temos potencial, bastando fazer o trabalho de casa que passa por organizar campeonatos Províncias e Nacional, assim como selecções provinciais de forma regular, lembrar que temos nove  meses de calor intenso e podemos aproveitar no mínimo sete meses de competição e, por fim, felicitar os miúdos pelo desempenho espetacular no CAN e agora no Mundial, provando que têm muito valor e merecem uma boa homenagem e serem valorizados por todos”, disse Abineiro Ussaca.

Os moçambicanos puderam acompanhar as grandes emoções da prova nos canais SuperSport, da DStv e GOtv.

Para além da medalha de bronze, a Suíça conquistou prémios individuais nesta competição. Com um total de 12 golos, Glenn Hodel (Bola de Ouro) foi o melhor marcador da competição, sendo que o melhor jogador do Mundial de Futebol de Praia foi o suíço Noel Ott. O Bola de Prata foi o jogador russo Artur Paporotnyi, enquanto o prémio de Bola de Bronze ficou para o senegalês Raoul Mendy.

 

MUNDIAL DE 2022: 40 SELECÇÕES AFRICANAS DISPUTAM ELIMINATÓRIAS

Quarenta selecções nacionais de futebol começam a segunda fase de qualificação para o Mundial “Qatar 2022” nesta quarta-feira.

Uma primeira volta de selecção entre as 28  menos bem classificadas no ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA) já foi disputada em Setembro de 2029, o que permitiu às 26 equipas isentas iniciarem a segunda parte do percurso nesta quarta-feira.

As 40 equipas foram divididas em 10 grupos de quatro cada, que se enfrentarão até 21 de Novembro próximo, à razão de dois jogos por mês para cada equipa.

No término desta segunda fase, as 10 selecções, que terminarem na liderança do seu grupo, disputarão os jogos de qualificação em Março de 2022, sendo que os cinco vencedores dos duplos confrontos representarão África no Mundial do Qatar.

Esta primeira jornada estender-se-á por três dias, ao passo que a segunda começará no próximo domingo.

Eis o programa da 1.ª jornada:

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2021: República Centro-Africana – Cabo Verde (Grupo C); Guiné-Bissau – Guiné Conakry (Grupo I); Senegal – Togo (Grupo H); Líbia – Gabão (Grupo F); Mali – Rwanda (Grupo E)

Quinta-feira, 2 de Setembro de 2021: RD Congo – Tanzânia (Grupo J); Quénia – Uganda (Grupo E); Namíbia – Congo (Grupo H); Madágascar – Benin; Níger Namíbia (Grupo A); Marrocos – Sudão (Grupo I); Argélia – Djibuti (Grupo A); Egito – Angola (Grupo F)

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2021: Zimbabwe – África do Sul (Grupo G); Namíbia – Côte d´Ivoire (Grupo D); Mauritânia – Zâmbia (Grupo B); Nigéria – Libéria (Grupo C); Gana – Etiópia (Gr. G); Tunísia – Guiné Equatorial; Camarões – Malawi (Grupo D).

 

RONALDO SAGRA-SE O MELHOR MARCADOR DA HISTÓRIA POR SELECÇÕES

Cristiano Ronaldo tornou-se, esta quarta-feira, no melhor marcador da história por selecções, graças aos dois golos marcados por Portugal à beira do apito final para o encontro de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2022, diante da República da Irlanda.

O avançado de 36 anos só precisava de fazer o gosto ao pé por uma vez para marcar o histórico recorde de Ali Daei, mas não se deu por satisfeito, bisou e selou a vitória da equipa das quinas, por 2-1, e chegou aos 111 tentos.

Um feito histórico para o reforço de verão do Manchester United… e logo contra um adversário ao qual nunca antes tinha marcado, apesar de já o ter defrontado em duas ocasiões distintas, em 2005 e 2004, em partidas de cariz particular.

Com este (precioso) triunfo, Portugal passa a somar dez pontos e isola-se, provisoriamente, na liderança do Grupo A, com três pontos de vantagem sobre a Sérvia e quatro sobre o Luxemburgo (que têm, ambos, uma partida a menos).

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol protagonizam, sábado, às 17h00, no pavilhão do Maxaquene, o jogo de destaque da jornada 1 do Torneio de Apuramento às eliminatórias da Liga Africana de Basquetebol. Às 14h30, o Desportivo Maputo mede forças com o Ferroviário da Beira.

Bola ao ar!  Show time! Vai começar a corrida à prestigiante e embrionária Liga Africana de Basquetebol, prova afiliada à NBA, suprassumo da modalidade da bola ao cesto mundial.  São quatro equipas, certo, mas é evidente que três entram à partida na luta acérrima pela única vaga de acesso às eliminatórias, a realizarem-se em Outubro próximo em Joanesburgo, África do Sul.

A sua musculatura financeira, o protagonismo no actual cenário do basquetebol moçambicano e ginástica para contratação de referências da modalidade colocam, claramente, o Ferroviário de Maputo, Ferroviário da Beira e Costa do Sol na “pole position”, para se qualificarem para a fase seguinte de uma prova desenhada em 2018, em Pretória, na África do Sul, após um jogo da NBA naquele país.

Chama atenção, gera expectativas e deixa todos os amantes do basquetebol ávidos pelo Torneio de Apuramento à BAL a constelação de estrelas que irá desfilar na sala de visitas do basquetebol moçambicano.

Esmerou-se quem pode com a contratação de estrangeiros que valorizam ainda mais a competição. Para não variar, os americanos voltam a ser a principal opção das equipas para ganharem tarimba.

O Ferroviário da Beira foi buscar  William Perry e Michael Murray para dimensionar o sonho africano.  O  homónimo de Maputo, que conta voltar a marcar presença na fase final, depois de uma excelente participação na estreia que se saldou no quinto lugar, num universo de 12 equipas, aposta em três dos quatro atletas que reforçaram a equipa na majestosa  Arena de Kigali, no Ruanda. São eles  Álvaro Maso (média de 19.8 pontos, 2.5 assistências, 9.8 ressaltos e 29.3 % de aproveitamento nos tiros exteriores na Liga Africana de Basquetebol), Adehji Baru (13.3 pontos, 62.5% de aproveitamento na linha de lances livres e 8.7 ressaltos por jogo) e  Da Marcus Holland  (13.8 pontos, 5.5 assistências, 75% aproveitamento na linha de lances livres).

O Costa do Sol vai à faca com a prata da casa, que já rendeu o primeiro milho esta temporada: a conquista, no último dia do mês de Julho, do Torneio Nutrição.

O Desportivo Maputo fica-se igualmente pelos atletas locais. Certo, certo mesmo é que, já no sábado, no pavilhão do Maxaquene, os “alvi-negros” terão, às 14h30, um teste de fogo diante do Ferroviário da Beira, conjunto que, em 2017, ficou em sexto lugar na Taça dos Clubes Campeões Africanos, em Radès, na Tunísia.  Uma derrota diante do  City Orlays do Uganda, por 82-70, ditou esta posição!

Longe daquele “team” que maravilhou em 2015, ano em que conquistou a Liga Moçambicana de Basquetebol após bater  na final  o Ferroviário de Maputo e ver Pio “Lingras” Matos ser consagrado MVP, o Desportivo Maputo parte ciente das suas limitações.
Horácio Joaquim Martins, antiga glória do clube e hoje por hoje “coach”, tem em Stanley Mucauro, Malik Conceição, Jorge Tomé, Yuri Chambale e Igor Matavele as armas para contrariar o favoritismo dos beirenses.

Ambicioso, o Ferroviário da Beira não só contratou no estrangeiro como também manteve as suas jóias: Ismael “Timo” Nurmamad, Elton Ubisse, Elves “Stam” Honwana.
No rival de Maputo, veio buscar os valorosos Orlando “Nando” Novela e Ermelindo “Mindo” Novela, campeões nas últimas duas edições da Liga Moçambicana de Basquetebol.

Mais: a reserva moral, Armando “Nino” Baptista, para  outros Macurungo, desempenha um  papel agregador e moralizador num conjunto que conta ainda com jovens da “cantera” Célio Chirundo,  Hilário Malale e Jorge Nicolas.

O momento mais esperado da jornada de estreia está marcado para às 17h00. Campeão e vice-campeão nacional travam argumentos, cerca de dois meses depois de terem protagonizado a final do Torneio Nutrição. Saiu-se melhor o Costa do Sol que ganhou por 82-67. Vencera também na fase regular por 94-77, jogo que marcou a retoma da modalidade da bola ao cesto na capital.

Quer mandar,  nesta competição a doer,  o Ferroviário de Maputo que se reforçou com atletas que deram nas vistas na Basketball Africa League, em Maio do ano passado. Álvaro Maso é da casa. Chegou, viu e venceu nos “locomotivas” da capital: foi MVP da Liga Moçambicana de Basquetebol em 2018 e 2019.

Na posição 1, o Ferroviário de Maputo vai contar, nesta prova, com Pio “Lingras” Matos, que, recentemente, voltou a juntar-se ao grupo de trabalho.
O jogo exterior pode ser a arma, onde se destacam, neste capítulo, Álvaro Maso, Francisco “Chiquinho” Macarringue, Stélio Rodrigues e Manuel “Mango” Uamusse, estes dois últimos que podem ser letais quando inspirados na zona dos 6.75 metros.

 

Órfão de parte da estrutura que, em Dezembro de 2019, assegurou a qualificação para a prova e permitiu o encaixe de 4.3 milhões de meticais (70 mil dólares norte-americanos) nas eliminatórias havidas em Kigali, Ruanda, Macome parte para esta partida, com claro objectivo de mostrar que as derrotas frente aos canarinhos “não passaram de um acidente de percurso”.

Na reedição da final de 2019, na qual o Ferroviário de Maputo se superiorizou com 3-0 no play-off, os campeões nacionais querem apresentar-se com maior esclarecimento ofensivo e agressividade defensiva.

Moralizado, claramente, pelo bom momento que atravessa e com mais unidades de treino realizadas antes mesmo da prova, o Costa do Sol de Guambe tem de fazer acontecer, finalmente. Em final de um ciclo, os “canarinhos” apontam mesmo para a justificação de todo um investimento realizado nos últimos anos com a reestruturação do seu plantel.

 

HÁ TESTES DA COVID-19
Uma das premissas para a viabilização e realização da prova é o protocolo sanitário a ser cumprido rigorosamente por todos os elementos envolvidos no Torneio de Apuramento às eliminatórias da Liga Africana de Basquetebol. É neste sentido que, esta sexta-feira, os jogadores, treinadores, pessoal de apoio, árbitros e comissários serão submetidos aos testes rápidos da COVID-19.
Eles deverão, seguidamente, entrar em confinamento para evitar contacto com elementos estranhos ao Torneio de Apuramento à Liga Africana de Basquetebol.

 

BANDEIRA COMANDA “TROUPE” DE ÁRBITROS
Para grandes momentos, as maiores referências! Artur Cesár de Castro Bandeira irá liderar a “legião” de árbitros indigitados para apitar os jogos do Torneio de Apuramento às eliminatórias de acesso à Liga Africana de Basquetebol.

Antigo árbitro internacional, Bandeira  conta com participações em competições internacionais, tais como os Jogos das Commonwealth (Gold Coast, em 2018), Universidades de Belgrado (2009), Campeonato Africano de Basquetebol (masculino e feminino), Taça dos Clubes Campeões Africanos (masculinos e femininos).

Com uma vasta experiência, Artur César de Castro Bandeira apitou, igualmente, partidas do grupo “D” da Afro Liga de Basquetebol que era composto pelo Petro de Luanda (Angola), Smouha S.C (Egipto), ASDB Mazembe (República Democrática do Congo) e Club Omnisports Police Nationale (Madagáscar).

Outrossim, apitou, por indicação da FIBA,   jogos do grupo “F” da quarta janela de qualificação da zona africana para o Campeonato do Mundo da China-2019, em Lagos, Nigéria.

Há, ainda, a destacar a presença, no Cairo, Egipto,  na terceira janela das eliminatórias para o Mundial.
O Bandeira foi  um dos juízes acompanhantes designados pela FIBA-África para apitar o Campeonato de Africano de Basquetebol Feminino (Afrobasket-2017).

Bandeira  desfilou, em 2015, no “Afrobasket” de Yaoundé, nos Camarões, prova na qual a selecção nacional de basquetebol sénior feminino ocupou a sexta posição. O árbitro internacional apitou ainda jogos do “Afrobasket” de Antananarivo, no Madagáscar, em 2009; Mali, em 2011; e Maputo, em 2013.

Para além de Bandeira, a Comissão Nacional de Árbitros de Basquetebol indicou os internacionais António Sitoe, Edmilson Lopes, Nilton Macamo, Carlota Churrana e Maria Bagnath. Completa ainda a lista de árbitros Guilherme Júnior, presença assídua em campeonatos nacionais e da cidade de Maputo.

Foram nomeados dois comissários, a saber Guidion Matsinhe e Carla Pene, assim como os oficiais de mesa Kátia Sábado, Luísa Maiwana, Hermenegildo Mandevo e Jaime Mazuze. A estatística será entregue a Beatriz Marques, Hamina Matsinhe e Valentina Mandlate.

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