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O País – A verdade como notícia

A União Desportiva de Songo defronta neste sábado, o AS Otohô da República do Congo, em partida da primeira mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos. Em caso de passagem desta eliminatória, os “hidroeléctricos” podem cruzar caminho do Petro Atlético de Luanda, de Angola, que defronta o Fovu de Baham dos Camarões.

É o arranque da edição 2021/2022 das competições africanas e o nosso país estará representado apenas pela União Desportiva de Songo, que vai disputar as eliminatórias de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos.

Mesmo se tendo disponibilizado para disputar a Taça CAF, a segunda maior prova continental de clubes, em virtude de ter vencido a Taça de Moçambique, em 2019, a União Desportiva de Songo foi convidada a participar na Liga dos Campeões para colmatar a desistência do Costa do Sol, campeão nacional em título, conquistado em 2019.

Para esta nova aventura, a quinta na história do clube, depois de 2017, 2018, 2019 e 2020, os “hidroeléctricos” procuram voltar à glória, disputando a fase de grupos da maior prova de clubes do continente. Nas duas primeiras participações, a União Desportiva de Songo disputou a Taça CAF, na qualidade de vencedor da Taça de Moçambique, enquanto na terceira foi para a Liga dos Campeões, na qualidade de campeão nacional de 2018, sendo que, em 2020, foi para a Taça CAF, novamente como vencedor da Taça de Moçambique.

 

MORAL EM ALTA NA ESTAÇÃO ELÉCTRICA

Os “hidroeléctricos” de Songo estão em Maputo, desde a passada quarta-feira, onde efectuan um estágio para o jogo deste sábado, uma vez que a partida terá lugar no Estádio Nacional do Zimpeto.

A equipa técnica e os jogadores mostram-se confiantes num bom resultado, até porque têm estado a recuperar significativamente os índices de confiança na prova interna.

Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, reconhece que não será tarefa fácil, mas garante que a equipa está preparada para o jogo. Aliás, de acordo com o técnico, o facto de os jogadores já terem ritmo competitivo abre boas perspectivas para um bom resultado.

Nas últimas cinco partidas para o Moçambola 2021, a União Desportiva de Songo venceu dois, empatou dois e perdeu apenas um, sendo que o último jogo foi diante da líder, Black Bulls, que terminou com empate a um golo.

Por outro lado, Caló vê esta como uma oportunidade para a equipa se mostrar, mais uma vez, no continente, numa prova que tem muitos aspectos aliciantes, desde a projecção de jogadores, sendo esta uma montra para que os atletas se exibam, mas também para ter ganhos financeiros, afinal trata-se de uma prova milionária, para quem chega à fase de grupos.

 

ADVERSÁRIO PARA RESPEITAR E NÃO TEMER

Relativamente ao adversário, o AS Otohô da República do Congo, Carlos Manuel, diz já ter conhecimento sobre si, nomeadamente o facto de, não sendo uma equipa tradicional, ser assíduo nas competições africanas, uma vez que vem dominando o futebol do Congo.

Mas, assegura que é um adversário à altura, não por temer, mas para respeitar dentro das quatro linhas, procurando sempre a vitória.

O técnico “hidroeléctrico” diz mesmo que, para o jogo de sábado, a palavra de ordem é jogar para o ataque, por isso os aspectos técnico-tácticos, com incidência para os ofensivos, são os que estão a ser mais trabalhados, para se marcarem muitos golos que permitam um resultado mais tranquilizador para o jogo da segunda mão.

O AS Otohô da República do Congo chegou a Maputo em duas delegações, sendo que a primeira aterrou na passada terça-feira e a outra parte na quarta-feira.

Esta sexta-feira, a União Desportiva de Songo realiza o seu treino matinal no Estádio Nacional do Zimpeto, deixando o período da tarde para treino de adaptação ao relvado, para os forasteiros.

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, convidou a direcção da Federação Moçambicana de Futebol, encabeçada por Feizal Sidat, para debater sobre questões inerentes à fase de qualificação ao Campeonato do Mundo, do Qatar, nomeadamente o balanço das duas primeiras jornadas do grupo D.

Gilberto Mendes não terá gostado da prestação dos Mambas nessas duas partidas – o empate diante da Costa do Marfim, em Maputo, e derrota frente ao Malawi, na vizinha África do Sul, casa emprestada dos Flames.

O encontro, que terá lugar na Secretaria de Estado do Desporto, vai debater, para além do balanço das duas primeiras jornadas, o futuro da selecção nacional, que está em fase de renovação, segundo o discurso do seleccionador nacional, Horácio Gonçalves.

Os Mambas voltam a entrar em cena em Outubro, para o duplo confronto diante dos Camarões, no dia 4, em Yaoundé, e dia 10, em Maputo, para a 3ª e 4ª jornadas de apuramento ao Mundial do Qatar, que terá lugar em Novembro e Dezembro de 2022.

 

FMB TAMBÉM CHAMADO PELA SED

Entretanto, antes do encontro com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol, Carlos Gilberto Mendes vai reunir-se com a direcção da Federação Moçambicana de Basquetebol, encabeçada por Roque Sebastião, para também debater assuntos relacionadas à bola ao cesto.

No caso concreto, a desistência de Moçambique de disputar o Afrobasket deste ano é o ponto fulcral em cima da mesa, uma vez que esta será a primeira vez em que o país vai à fina-flor do basquetebol africano por falta de condições, ainda mais em femininos.

Recorde-se que Moçambique terminou a edição passada do Afrobasket na quarta posição.

A selecção nacional de basquetebol em seniores femininos desiste da sua participação no Afrobasket, evento que terá lugar de 17 a 26 do mês em curso, na capital camaronesa, Yaoundé. A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) diz que necessita de 10 milhões de meticais para viabilizar a participação das “Samurais” nesta prova, valor que, no entanto, não tem.

Para além da falta de fundos, a FMB alega não haver condições em termos organizacionais para que a selecção se faça presente neste evento. O organismo que superintende o basquetebol moçambicano alega ainda a indisponibilidade de pavilhões para a preparação das “Samurais”. Em relação à indisponibilidade dos pavilhões, Sebastião excusou-se a aprofundar o assunto.

O presidente da FMB, Roque Sebastião explicou que, muitos parceiros mostraram a sua indisponibilidade em abraçar este projecto, razão pela qual o organismo que dirige não conseguiu os cerca de 10 milhões de meticais necessários. Por isso, Sebastião apela à sociedade para que se engaje cada vez mais em assuntos que dizem respeito à modalidade da “bola ao cesto”.

Moçambique poderá ser penalizado pela não participação neste evento, podendo pagar multa ou então ser suspenso desta prova durante um certo período. Roque Sebastião afirma que a FMB está consciente disso, mas não havia outra saída senão a que foi tomada.

A Federação Moçambicana de Basquetebol diz ter comunicado à Secretaria do Estado do Desporto (SED) sobre a não participação da selecção nacional sénior feminina no afrobasket. Todavia, diz que este órgão ainda não se pronunciou, o que poderá acontecer nos próximos dias.

O seleccionador nacional, Nasir Salé, lamenta a situação, mas mostra-se disponível a abraçar outros projectos da FMB. Para Nasir Salé é necessário que, a partir de já, se faça um trabalho aturado, ao nível das camadas de formação.

Moçambique é a quarta melhor selecção de África e finalista vencido por duas vezes, em 2003 e 2005, respectivamente contra Nigéria e Angola, em Maputo. Aliás, não só em áfrica que as “Samurais” têm a sua marca registada, mas também no mundo, pois em 2014, pela primeira vez, disputaram o campeonato do mundo, na Turquia.

Esta é, por sinal, a primeira vez que, por desistência, a selecção sénior feminina falha um afrobasqueket. Nas últimas duas edições, 2017 e 2019, que tiveram lugar no Mali e Senegal, a selecção feminina de basquetebol ocupou a quarta posição.

Os Flames (chamas), nome de guerra da selecção do Malawi, venceram Moçambique por uma bola sem resposta, em partida da segunda jornada do grupo D de qualificação ao Mundial do Qatar, próximo ano, deixando, assim, os Mambas em chamas e na última posição do grupo, com apenas um ponto. Costa do Marfim derrotou Camarões e lidera o grupo com quatro pontos

Quando os Mambas desceram para o Orlando Stadium, em Joanesburgo, na África do Sul, casa emprestada do Malawi, tinham ambição de vencer, dar de presente aos moçambicanos nas celebrações do Dia da Vitória e ascender à liderança do grupo, em igualdade pontual com a Costa do Marfim, que vencera, no dia anterior, os Camarões, por duas bolas a uma.

Daí que se exigia mais determinação, foco e resistência aos Mambas, perante uns malawianos que entraram com a lição bem estudada, até porque já conheciam o estilo de jogo de Horácio Gonçalves, não fosse o jogo disputado entre ambos a 11 de Junho, para o torneio Cosafa, em que o combinado nacional venceu por duas bolas sem resposta.

E o seleccionador nacional, Horácio Gonçalves, fez algumas alterações na equipa inicial que empatou com Costa do Marfim, nomeadamente, as saídas de Melque e Candinho, para as entradas de Nené e Estevão.

Assim, o “onze” moçambicano que entrou de início estava com um sistema táctico de 4x4x2, claramente ofensivo, a evidenciar algum medo do adversário.

Horácio Gonçalves voltou a deixar no banco de suplentes Geny Catamo e Nilton, duas unidades que deram outro ritmo aos Mambas no jogo diante da Costa do Marfim, após a sua entrada na segunda parte.

 

GOLO MADRUGADOR DÁ VITÓRIA AOS FLAMES

Mas, o início da partida não podia ser pior para os Mambas. É que, enquanto as duas equipas procuravam conhecer-se, o combinado nacional já denotava alguma falta de entrosamento entre os sectores, com o defensivo a ser o pior, já que, à semelhança do que aconteceu diante dos Elefantes, Betão, Zainadine e Martinho não combinavam perfeitamente.

E foi dessa falta de entrosamento e dos erros defensivos de que surgiu o golo do Malawi, quando Zainadine Jr. fez um atraso comprometedor a Ernan, que, na tentativa de evitar que a bola entrasse, fez um corte defeituoso, embateu com o poste, ficou contundido e deixou a bola à mercê de Richard Mbulu, que, sem oposição, abriu o activo.

Daí para frente, a selecção de Moçambique ficou desconcentrada e os erros eram mais frequentes, mas sorte nossa que o Malawi também tinha problemas de finalização.

Nessa altura, eram Mbulu, antigo jogador do Costa do Sol, e Myaba, os jogadores mais perigosos, já que eram bem servidos por John Banda, jogador da UD Songo, Peter Banda, antigo jogador dos “hidroeléctricos” e Gabadinho Mhambo, sua maior estrela.

Aliás, a estratégia era fazer remates de longe, aproveitar o facto de Ernan estar lesionado e a demonstrar que não estava em condições de continuar, mas Horácio Gonçalves a preferir aguentar com o jogador até ao intervalo.

Do lado de Moçambique, nenhum rasgo, já que Luís Miquissone era obrigado a recuar para ter bola, enquanto Estevão estava perdido no meio dos centrais malawianos. O meio campo não funcionava, já que Nené e Shaquile pareciam mais defensivos e menos ofensivos.

 

SUBSTITUIÇÕES PARA DAR OUTRA DINÂMICA (FALSA)

A segunda parte começa com Horácio Gonçalves a refrescar a equipa, fazendo descansar o lesionado Ernan, Bruno Langa e Shaquile, e para o seu lugar a entrarem Victor Guambe, Nilton e Melque. Continuava Geny Catamo sentado no banco de suplentes.

Mas, era o Malawi a selecção mais esclarecida e com maiores oportunidades de marcar, quando se esperava que Moçambique corresse atrás do prejuízo. Não havia clarividência na selecção nacional, os jogadores andavam perdidos e Horácio Gonçalves não tinha argumentos para dar outro rumo aos Mambas.

As chamas (os Flames) estavam evidentes em campo e, gradualmente,  o resultado começava a ficar claro.

Mais tarde, Horácio Gonçalves ainda fez entrar Geny Catamo e Victor Jr, autor de um dos golos dos Mambas no torneio Cosafa, diante do Malawi, mas debalde, nem água foi, nem água veio. As chamas estavam em ebulição e carbonizaram os Mambas.

A vitória do Malawi, fora de portas, acabou por ser celebrada efusivamente, afinal, tira a selecção da cauda e coloca-a na terceira posição, em igualdade pontual com os Camarões, com três pontos cada uma, remetendo os Mambas à posição de lanterna vermelha, com apenas um ponto.

Costa do Marfim, que recebeu e venceu os Camarões na noite de segunda-feira, lidera com quatro pontos.

Próxima jornada está marcada para Outubro, com dupla jornada da “Operação Camarões”, com jogos em Yaoundé e Maputo, para a terceira e quarta jornadas do Grupo D

 

LEÕES (IN)DOMÁVEIS PELOS ELEFANTES

Na noite da passada segunda-feira, no Estádio Alassane Wattara, em Abidjan, os Leões Indomáveis entraram com estatutos de líderes, diante dos Elefantes, que vinham de um empate em Maputo. Mas, já contavam com grande parte de jogadores que actuam na Inglaterra e que foram impedidos de vir a Maputo por conta das restrições impostas pela pandemia da COVID-19.

Afinal, esses jogadores teriam que cumprir 10 dias de quarentena no seu regresso à Inglaterra e, para não correrem o risco de perder lugares nas respectivas equipas, optaram por não vir a Maputo, porém jogarem em Abidjan.

Ao minuto 18, a Costa do Marfim beneficiou-se de uma grande penalidade, por mão na bola de um jogador dos Camarões e, da marca dos 11 metros, Halla não tremeu e abriu o activo. O mesmo Halla, que até esteve em Maputo, mas meio apagado, voltou a marcar, dez minutos depois, a fazer o 2-0 para a Costa do Marfim.

Só na segunda parte é que os Camarões reduziram, também de grande penalidade, por Ngamaleu, aos 61 minutos, a reduzir a desvantagem com que terminou o jogo.

Com o triunfo, a Costa do Marfim soma quatro pontos, na liderança do Grupo D, já os Camaroneses, que derrotaram o Malawi na ronda inaugural, se mantêm com os três pontos, na segunda posição.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol protagonizam, amanhã, às 17horas, o jogo de destaque das meias-finais do Torneio de Apuramento à Liga Africana de Basquetebol. Às 14h30, o Desportivo joga com o Ferroviário da Beira.

O acesso à final do torneio de apuramento à Liga Africana de Basquetebol disputa-se esta quarta-feira, com o cruzamento das quatro equipas que disputam a prova, desde o passado sábado, nomeadamente, Ferroviário da Beira, Costa do Sol, Ferroviário de Maputo e Desportivo Maputo, pela ordem de classificação da fase regular.

Primeiro e digno representante de Moçambique na edição de estreia da Liga Africana de Basquetebol, prova na qual ocupou o quinto lugar num total de 12 equipas, o Ferroviário de Maputo parte para o cruzamento mais pressionado.

É que, além de contrariar o histórico dos últimos quatro jogos com os canarinhos nos quais perdeu três e venceu apenas um este ano, nomeadamente, no Torneio Nutrição e, agora nesta fase de apuramento, há ambição de manter o sonho de voltar a estar na maior competição de basquetebol continental da actualidade. Mesmo com um plantel curto, resultante da razia sofrida.

E há números que jogam a seu favor nos confrontos das meias-finais com o Costa do Sol. Em 2016, 2017 e 2018, venceu por 2-0 na série dos play-offs a melhor de três.

Mas, depois de ter participado na fase final da Basket Africa League, o Ferroviário de Maputo não tem estado ao seu nível elevado, tendo perdido dois jogos nesta competição, diante do seu homónimo, por 87-82, no jogo de segunda-feira, e Costa do Sol (87-75), no jogo inaugural, tendo ganhado apenas o Desportivo Maputo no segundo jogo, por 109-72.

Por seu turno, reforçadíssimo e com estatuto de detentor do Torneio Nutrição, o Costa do Sol tem a obrigação de fazer mais neste jogo. De resto, mesmo tendo apostado em jogadores locais, alguns deles vindo do próprio Ferroviário de Maputo, apresenta soluções para voltar a fazer história, tal como o fez em 2001, na Beira, quando conquistou o único campeonato nacional no seu palmarés.

Aliás, os “canarinhos” sempre assumiram o desejo de vencer esta competição e representar o país na fase final da Liga Africana de Basquetebol e, por isso, este será, de certeza, o jogo mais importante rumo ao seu objectivo.

 

SÓ UM MILAGRE PARA TIRAR FERROVIÁRIO DA BEIRA DA FINAL

Claramente favorito, o Ferroviário da Beira joga com um Desportivo de Maputo que não tem, nem tão pouco, estrutura para lhe fazer frente. Os “locomotivas” do Chiveve têm, ainda, a vantagem de terem vencido o Desportivo de Maputo nos duelos das meias-finais, entre os dois conjuntos em 2014 e 2016.

Ademais, as duas “chapas-100” infligidas pela equipa da Beira ao Desportivo e Costa do Sol, e o facto de, diante do seu homónimo de Maputo, ter baixado a velocidade e pressão, como forma de poupar esforços para os jogos que se seguem, fazem com que seja a equipa mais esclarecida e, evidentemente, favorita a vencer os “alvi-negros”.

Só mesmo um milagre, um dia não para os “locomotivas” de Chiveve, para permitir ao Desportivo Maputo vencer a partida e chegar à final da prova.

O jogo Costa do Sol vs Desportivo de Maputo está marcado para às 17 horas. Já o duelo Desportivo vs Ferroviário da Beira será às 14h30.

A equipa técnica da selecção do Malawi chamou todos os jogadores que actuam na vizinha África do Sul, para os embates, diante dos Camarões e Moçambique, respectivamente, da primeira e segunda jornadas do grupo D de qualificação ao Mundial do Qatar.

É uma constelação de jogadores que o técnico do Malawi, Meke Mwase, chamou para estes dois jogos de arranque da fase de qualificação ao Campeonato do Mundo do Qatar, próximo ano, diante dos Camarões e Moçambique, respectivamente.

Dos 25 jogadores chamados, quase a metade actuam em clubes da primeira e segunda divisão da África do Sul, para além de equipas de Moçambique e Tanzania.

Assim, são sete os jogadores que actuam na PSL, principal liga sul-africana, nomeadamente no AmaZulu, Baroka FC, Polokwana e Orlando Pirates. A sua maior estrela, Richard Mbulu, que já passou pelo Costa do Sol, actua no Baroka FC e é colega de Manuel Kambala, internacional moçambicano que foi preterido por Horácio Gonçalves para estes dois embates.

Por outro lado, conta com John Banda, jogador da União Desportiva de Songo, que está na colectividade moçambicana desde o ano 2017, para além de Peter Banda, que joga no Simba da Tanzania e partilhou o balneário com Luís Miquissone.

De fora de África, mais quatro jogadores: Charles Petro, no Sheriff Tiraspol da Moldávia, Kieran Ngwenya, do Aberdeen da Escócia, Tawonga Chimodzi, do Omon Aradippou do Chipre, e Francisco Madinga, do FC Dila Gori da Georgia.

Os restantes jogadores actuam internamente, com o Be Forward Wanderers a contribuir com quatro jogadores.

Na partida diante dos Camarões, o técnico usou o sistema ofensivo de 4x5x1, constituído por Ernest Kakhobwe; Dennis Chembezi, Limbikani Mzava, Charles Petro, Stanley Sanudi; Yamikani Chester, John Banda, Tawonga Chimodzi, Gerald Phiri Jnr, Peter Banda; Richard Mbulu, sem conseguir conter o pendor dos “leões indomáveis”, que acabaram vencendo por duas bolas sem resposta.

 

EIS OS CONVOCADOS PARA OS COMPROMISSOS DOS MAMBAS:

Guarda-redes: Brighton Munthali (Silver Strikers), Richard Chipuwa (Be Forward Wanderers), Ernest Kakhobwe (Nyasa Big Bullets)

Defesas: Stanley Sanudi (Be Forward Wanderers), Peter Cholopi (Be Forward Wanderers), Nickson Mwase (Silver Strikers), Limbikani Mzava (AmaZulu), Dennis Chembezi (Polokwane City), Charles Petro (Sheriff Tiraspol da Moldávia), Kieran Ngwenya (Aberdeen da Escócia), Gomezgani Chirwa (Nyasa Big Bullets).

Médios: Chikoti Chirwa (Red Lions), Peter Banda (Simba SC), Chimwemwe Idana (Nyasa Big Bullets), Micium Mhone (Blue Eagles), John Banda (UD Songo) Yamikani Chester (Be Forward Wanderers), Gerald Phiri Jnr (Baroka FC), Tawonga Chimodzi (Omon Aradippou do Chipre), Mike Mkwate (Polokwane FC), Francisco Madinga (FC Dila Gori da Georgia)

Avançados: Vincent Nyangulu (Be Forward Wanderers) Richard Mbulu (Baroka FC), Gabadinho Mhango (Orlando Pirates), Khuda Muyaba (Polokwane FC).

Os Mambas defrontam os Flames (nome de guerra do Malawi que, traduzido, significa “chamas”), esta terça-feira, quando forem 15h00, no Orlando Stadium, em Joanesburgo, África do Sul. A partida conta para a segunda jornada do grupo D de fase de qualificação ao Mundial 2022 e Horácio Gonçalves fará alterações no “onze”.

Esta será a 30ª vez em que Moçambique e Malawi se defrontam em todas as provas, desde amigáveis, fases de qualificação ao Campeonato Africano das Nações e Torneio Cosafa, mas é a primeira vez numa fase de grupos de apuramento ao Mundial de futebol.

Nas 29 partidas disputadas entre ambos, o equilíbrio, em termos estatísticos, é a nota dominante, com uma ligeira vantagem aos Mambas, no que diz respeito às vitórias, já que venceu 11 jogos e o Malawi ganhou nove. Os restantes nove jogos terminaram empatados.

Outro detalhe importante é o facto de, nas duas campanhas de qualificação à fase final de um CAN, nomeadamente para Egipto, em 1986, e para Burquina Faso, em 1998, os Mambas terem levado sempre a melhor e garantido a qualificação em detrimento dos Flames.

Na campanha para o CAN do Egipto, as duas equipas empataram a um golo, tanto em Maputo como em Lilongwe, sendo que os Mambas terminaram em segundo lugar no seu grupo, atrás dos Camarões.

Já para a qualificação ao CAN de 1998, o Malawi venceu em Lilongwe e, já em Maputo, num dos jogos mais épicos de Moçambique, o combinado moçambicano venceu por 2-1, com Tico-Tico a ser o herói, ao apontar o golo da vitória, aos 92 minutos, que deu a qualificação aos Mambas, terminando atrás da Zâmbia.

Na última década, em jogos entre ambos, Moçambique leva vantagem em relação ao Malawi, já que, de 15 de Abril de 2000 a 11 de Julho de 2021, se defrontaram por nove ocasiões, dos quais os Mambas venceram cinco jogos, o último deles no Cosafa deste ano, na África do Sul, por duas bolas sem respostas, que garantiu a passagem às meias-finais da prova regional. Os Flames venceram, por seu turno, dois jogos, nomeadamente, em Abril de 2000 (por 2-1), para o torneio Cosafa, e em Dezembro de 2009, num amigável disputado no Estádio da Machava.

 

JOGO DE MUITAS AMIZADES

O embate desta terça-feira, entre Malawi e Moçambique, estará envolto de muitas amizades, tendo em conta os contendores dentro das quatro linhas.

É que, do lado do Malawi, há jogadores muito bem conhecidos dos moçambicanos, com destaque para John Banda, jogador da União Desportiva de Songo e que milita no Moçambola 2021, para além de Richard Mbulu, jogador que em 2019 esteve a representar o Costa do Sol, clube que representou entre 2017 e 2019, com alguma passagem pelo Sanjoanense de Portugal, enquanto jogador “canarinho”.

E foi do ninho do Canário que Mbulu levantou voo para o Baroka da África do Sul, onde é colega de Manuel Kambala, Mamba, que não foi convocado.

Entretanto, amizades à parte, os Mambas entram para este jogo com ambições de vencer e somar os três pontos, para que esteja nos primeiros dois classificados quando estiver a defrontar os Camarões, na dupla jornada de Outubro.

A Federação Moçambicana de Futebol garantiu que foram criadas todas as condições para um jogo sem sobressaltos, para que a vitória, a 12ª diante dos Flames, seja efectiva esta terça-feira.

 

HORÁCIO GONÇALVES PODE FAZER ALTERAÇÕES NO SEU “ONZE”

Para este jogo diante do Malawi, o seleccionador nacional poderá fazer alterações na sua equipa inicial, comparativamente ao jogo diante da Costa do Marfim.

Uma das unidades que poderá não ser primeira opção de Horácio Gonçalves é Candinho, que poderá ser substituído por Geny Catamo, que se mostrou bastante importante aos Mambas, principalmente nos minutos em que esteve em campo na passada sexta-feira.

Também Melque pode não ser primeira opção, sendo que Nilton é o homem que parece estar em condições de entrar de início.

Martinho ou Betão, um dos dois poderá ceder o seu lugar a Abu, chamado nas vésperas do jogo diante dos “Elefantes”, daí perspectivar-se um sistema táctico de 3x5x2, com Ernan a continuar a ser o homem confiado para a baliza.

O sector defensivo poderá ser confiado a Zainadine Jr, acompanhado por Abu e Betão ou Martinho, sendo que a zona intermediária poderá ser entregue a Reinildo, na esquerda, Nené, Shaquile e Geny Catamo, no centro, e Brunho Langa, na direita, enquanto Luís Miquissone e Nilton.

Outras opções de Horácio Gonçalves para a equipa inicial são Estêvao, para a frente do ataque, Bonera, para a defesa, e Candinho para o meio campo.

Facto mesmo é que os Mambas buscam a vitória nesta partida, que inicia quando forem 15H00 de Maputo, no Orlando Stadium, na vizinha África do Sul.

O jovem treinador, Satar Salvado, já não faz parte da equipa técnica do Desportivo Maputo, após ter rescindido, hoje, o contrato com o emblema “alvi-negro”. Segundo Salvado, que confirmou a informação ao “O País”, o rompimento do contrato foi amigável, visto que as duas partes chegaram à conclusão de que já não havia condições para continuarem com o enlace.

Ainda de acordo com o técnico, a ingerência dos adeptos e de alguns membros da direcção cessante encabeçada por Inácio Bernardo terá precipitado a sua decisão, pois interferia no seu trabalho. Aliás, várias vezes Satar Salvado veio a terreiro queixar-se sobre a pressão de que era alvo, deixando a nu que não havia um bom ambiente de trabalho.

Durante os cinco meses em que Satar Salvado assumiu o comando técnico dos “alvi-negros”, em substituição de Rogério Marianni, que perdera a vida por motivos de doença, o jovem técnico afirma que não chegou a auferir o seu salário, facto que, segundo disse, criou um certo desconforto. Ainda assim, sendo profissional, em nenhum dia deixou de cumprir exemplarmente os seus deveres.

Salvado afirma ainda que, durante o período em que esteve ligado ao Desportivo, fez o seu máximo, tendo em vista tirar os “alvi-negros” da posição incómoda em que se encontram, mas, devido à “mão externa”, as coisas não saíram a contento.

Lembre-se que o último jogo em que Satar Salvado se sentou ao banco foi contra o Ferroviário de Nacala, em partida referente à 18.ª jornada, em que o Desportivo perdeu por 0-3.

Arnaldo Comé, treinador-adjunto de Satar Salvado, irá assumir interinamente o comando técnico do Desportivo Maputo. Satar Salvado deixa os “alvi-negros” na 12.ª posição com 15 pontos, frutos de três vitórias, seis empates e nove derrotas.

Os “alvi-negros” defrontam, na retoma do Moçambola-2021, após paragem para jogos da selecçao nacional, na 19º jornada, a Black Bulls, líder da prova, com 41 pontos, domingo no campo da FMF.

Ferroviário de Maputo vs Costa do Sol (17h00) e Desportivo Maputo vs Ferroviário da Beira (14h30) são os jogos das meias-finais do Torneio de Apuramento às eliminatórias da Liga Africana de Basquetebol (BAL). Os embates estão agendados para quarta-feira no pavilhão do Maxaquene.

“Caixinha de fósforos”, ou melhor, pavilhão dos Desportos da Beira. Milagre “Mila” Macome, então treinador do Costa do Sol, procurava levar os “canarinhos” ao primeiro título de campeão, mesmo com uma equipa considerada “outsider”. Miguel Guambe, “coach” da galáctica equipa da Académica, tinha claramente a obrigação de conquistar o título. Ganhou o Costa do Sol, que condicionou os “estudantes”, para a surpresa de muitos! Este foi um dos mais importantíssimos e inesquecíveis duelos decisivos entre Milagre Macome e Miguel Guambe entanto que adversários.

É verdade que travaram tantos outros despiques, tais como as finais da Liga Moçambicana de Basquetebol, em 2019, e Engen Maputo Basket, em 2018, mas há 21 anos a adrenalina era outra!  Vem este introito a propósito destes voltarem a disputar um jogo decisivo nas contas da luta pelo acesso à única vaga de acesso às eliminatórias da Liga Basketball Africa League.

Esta quarta-feira, no pavilhão do Maxaquene, é vencer ou vencer. Primeiro e digno representante moçambicano na edição de estreia da Liga Africana de Basquetebol, havida na monstruosa Arena de Kigali, Ruanda, Ferroviário de Maputo persegue o sonho de voltar a marcar presença na agora considerada melhor prova continental da modalidade da bola ao cesto!

Não iniciaram bem, diga-se, a corrida à BAL porquanto perderam com o Costa do Sol por 87-75, mas não perderam foco! Os “locomotivas” têm mesmo que se apresentar, neste jogo decisivo, mais agressivos a defender, condicionando o seu adversário. Mais: esclarecidos ofensivamente, fazendo melhor interpretação do dispositivo defensivo do Costa do Sol que optou por uma zona pressing quer na primeira jornada do Torneio de Apuramento à Bal quer na final do “Nutrição”.

Há que, na posição 1, apostar num jogador mais sereno, lúcido e capacidade de acelerar e pausar o jogo quando necessário. De resto, foi notórias as limitações nesta posição no duelo com o Costa do Sol, tendo em algumas ocasiões sido Hugo Martins a transportar a bola. Não sendo propiamente um base de raíz, Demarcus Holland pode ser fundamental na zona dos 6, 75 metros!

O jogo exterior, onde Alvaro Masa não esteve nos seus melhores dias, pode igualmente ser uma arma para melhor interpretação da zona 2-3. Caso, evidentemente, seja esta a aposta dos “canarinhos”.

Na tabela, Adejhi Baru pode ser a figura determinante no jogo interior assim como para desgastar os seus adversários. Mas lá está: somente dois jogadores estrangeiros podem ser inscritos na ficha de jogo!

Há um investimento, há um historial de confrontos este ano que dão vantagem ao Costa do Sol. Sim, até porque os “canarinhos” venceram na segunda volta da fase regular do Torneio Nutrição (94-77) e final da mesma competição (82-67).

Os “canarinhos” condicionaram o seu adversário com zona pressing que culmina com 2-3, assim como estiveram muito fortes no jogo exterior com destaque para Ivan Machava e Francisco “Tchesco” Braga que se evidenciaram na zona dos 6, 75 metros!

O Costa do Sol soube, e bem, fazer melhor leitura quer da defesa à zona 2-3 montada pelos “locomotivas”. Na tabela, dominaram e ganharam as segundas bolas!

Este não é o primeiro duelo das meias-finais de uma prova local entre estas duas formações!  Em 2017, Ferroviário de Maputo e Costa do Sol defrontaram-se nas meias-finais da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

Num “play-off” a melhor de 3 jogos, os “locomotivas” da capital fizeram o 2-0 com vitórias por 99-56 (jogo 1) e 93-60 (jogo 2). Dominador, o Ferroviário de Maputo fugiu no marcador e não permitiu que o seu adversário fosse buscar o resultado.

A história voltou a repetir-se em 2018, numa prova disputada entre as cidades de Maputo e Beira. Mais uma vez, Milagre “Mila” Macome superiorizou-se a Miguel Guambe com um 2-0 na série dos “play-offs”.

A 14 de Agosto, o Ferroviário de Maputo venceu por sete pontos: 79-72. O jogo 2 teve melhor pontuação, com o marcador a indicar 101-88 a favor dos bicampeões nacionais de basquetebol.

Recuando três anos, ou seja, em 2014, e na altura ainda treinado por Milagre Macome (ndr: trocou o Costa do Sol pelo Ferroviário de Maputo em 2016), o Costa do Sol caiu nas meias-finais da Liga Moçambicana de Basquetebol justamente aos pés do Ferroviário. Vitórias por 71-66 (jogo 1) e 81-72 (jogo 2) garantiram o passaporte à final por parte do clube que mais nacionais conquistou nos últimos quatro anos: Ferroviário de Maputo.

 

DESPORTIVO VS FERROVIÁRIO A BEIRA

Não há vencedores antecipados, facto! Mas é inegável que o Ferroviário da Beira, ou melhor, o seu plantel é de longe mais valoroso que o do Desportivo Maputo. É sim: os William Perry e Michael Murray (28 pontos no jogo com o Costa do Sol) emprestam qualidade às posições 1 e 2, para além de serem jogadores que atiram bem. Defensivamente, o Ferroviário da Beira ganha com Elves “Stam” Honwana, Orlando e Ermelindo Novela, jogadores muito fortes neste quesito!

Ao nível do tiro exterior, nas penetrações e tiros curtos, Ismael “Timo” Nurmamad, quando inspirado, desequilibra!  Elton Ubisse faz a diferença na zona restrita, desgastando os seus adversários, ganhando a luta pelos ressaltos e também com boa percentagem de tiros curtos!   No duelo com o Costa do Sol, arrancou um duplo-duplo: 16 pontos e 10 ressaltos (dos quais 3 ofensivos e 7 defensivos). A equipa tem soluções por demais quando comparado ao Desportivo Maputo.

2014 reservou-nos, no pavilhão do Maxaquene,  um duelo nas meias-finais entre o Ferroviário da Beira e Desportivo Maputo, com os “locomotivas” da Beira a condicionarem o seu adversário e qualificarem-se para a final.

Em 2016, um ano depois de ter conquistado o título de campeão nacional, o Desportivo Maputo bateu-se com o Ferroviário da Beira nas meias-finais da Liga Moçambicana de Basquetebol.

Melhor estruturados, os “locomotivas”, então orientados pelo “coach” Nasir “Nelito” Salé venceram o “play-off” das meias-finais por 2-0.

No primeiro jogo, realizado a 3 de Agosto, o Ferroviário da Beira venceu por 24 pontos: 94-70. Um dia depois, nova vitória dos “locomotivas” desta feita por 13 pontos: 87-74.

Seguia, desta forma, o conjunto de Nelito para a final da Liga Moçambicana de Basquetebol perdida para o Ferroviário de Maputo.

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