Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O seleccionador nacional de futebol, Horácio Gonçalves, divulga, esta sexta-feira, a convocatória dos Mambas, tendo em vista o jogo do próximo dia 10 de Outubro diante dos Camarões, inserido na 3ª jornada do grupo D das eliminatórias da zona africana para o Mundial Qatar 2022.

Os Mambas devem jogar com os “Leões Indomáveis” na cidade marroquina de Tanger, depois da Confederação Africana de Futebol (CAF) ter interdito o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), devido às péssimas condições do seu piso. Uma escolha bastante contestada, até porque havia, do lado dos amantes de futebol, a expectativa desta partida realizar-se na vizinha África do Sul.

A FMF justificou-se, dizendo que a sua congénere sul-africana tardou em dar uma resposta à solicitação feita por este órgão.

Mais: o elenco de Feizal Sidat, bastante pressionado, disse que Marrocos oferece melhores boas condições, nomeadamente o piso e a localização para o caso de jogadores que militam em campeonatos europeus.

Justificações à parte, o caldo já foi entornado. Na convocatória a ser anunciada esta sexta-feira, o seleccionador nacional deverá confirmar os regressos de Mexer (Rennes, França), Kambala (Baroka Swallows da África do Sul), Edmilson Dove (Cape Town City da África do Sul), jogadores preteridos nos duelos contra Costa do Marfim e Malawi.

Dominguez, jogador que actualmente evolui no Royal AM, não deverá constar, mais uma vez, das escolhas de Horácio Gonçalves para esta partida.

Gonçalves deverá apostar no mesmo leque de atletas escolhidos para a 1ª e 2ª jornadas desta fase de qualificação ao Mundial Qatar 2022.

O seleccionador nacional deixou de fora, nos jogos contra a Costa do Marfim e Malawi, jogadores co como Gildo Vilankulo (Amora FC), Ratifo (Pforzheim), Chico (TS Sporting), Jeitoso, Kamo –Kamo (V. Setúbal), Clésio Baúque (Marítimo), Reginaldo Faite (Akzhayik).

Desportivo Maputo e Costa do Sol abrem, esta sexta-feira, a disputa da 21ª jornada do Moçambola-2021. Sábado, na Machava, Ferroviários de Maputo e Beira travam um “despique” de “locomotivas” com os olhos postos na perseguição ao líder Associação Black Bulls.

Mesmo sensaborão de tempos outros, mormente a aguda crise de identidade e resultados que os “alvi-negros” atravessam e a fraca campanha do campeão em título, temos “derby”, esta sexta-feira, no transformado campo da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), antiga Afrin, na Liberdade.

Encostado às cordas, ou melhor, colocado nos lugares de despromoção, o Desportivo Maputo precisa de pontuar para não se afundar cada vez mais na tabela classificativa e ser forçado a disputar a liguilha.

Mesmo com a troca de treinadores, os resultados teimam em aparecer num conjunto que perdeu jogadores nucleares e tarda em sair do “coma profundo”.

Aliás, a última vitória do Desportivo Maputo foi no arranque da segunda volta do campeonato nacional, diante do também aflito Matchedje de Mocuba, por 2-0. Seguiram-se, num autêntico calvário, cinco derrotas e um empate. Muito pouco para um histórico, centenário e referência obrigatória quando se fala de formação no país.

Com apenas triunfos vitórias na prova, os “alvi-negros” vão bater-se com um Costa do Sol que parte para o “derby” mais fresco, uma vez ter sido adiado o embate que devia disputar com a União Desportiva do Songo.

A 21 pontos, pasme-se, do líder Associação Black Bulls, o Costa do Sol quer pontuar para melhorar a sua classificação na prova. As contas do título, ainda que matematicamente possa lá chegar, estão complicadíssimas para a equipa de Artur José Semedo.

O Costa do Sol tem alternado entre as boas e medianas exibições, razão pela qual está muito longe daquele conjunto que campeou há dois anos numa disputa acérrima e animadíssima com União Desportiva do Songo. Artur procura ainda montar a sua filosofia para a equipa jogar à sua maneira e sem…medo.

Na primeira volta, precisamente na jornada 8, o Costa do Sol venceu o Desportivo Maputo por 2-0, com golos de Raimon e Telinho.

Sábado, temos os holofotes virados para o Vale de Infulene. É que, sintético da Machava, temos o electrizante Ferroviário de Maputo vs Ferroviário da Beira, duelo entre o terceiro e segundo classificados.

Ganha particular interesse este duelo, diga-se, pelo facto de estarmos perante dois conjuntos que não desarmam na perseguição aos “touros”.

Mais próximo, claro está o Ferroviário da Beira, cuja diferença com o líder é de cinco pontos. E os dois conjuntos têm contas por acertar na penúltima jornada, caso a disputa pelo canecão seja até ao limite.

Mas essas são contas outras. Facto, facto mesmo, é que, com a entrada de Carlos Baúte, o Ferroviário de Maputo transfigurou-se. Pois é: no sentido de ter dado um salto em termos de exibições, assim como no alcance de resultados positivos. Espera-se, por estes e mais factores, que este duelo seja muito bem disputado. Há a registar a vitória à tangente (1-0, com golo solitário de Kido) do Ferroviário de Maputo no encontro da primeira volta, no Caldeirão do Chiveve.

No Alto Makhassa, a Associação Desportiva de Vilankulo faz “sala” ao Ferroviário de Nampula, partida que irá envolver o sexto e décimo classificados do Moçambola com 28 e 22 pontos, respectivamente.

A sete pontos da linha de água, os “axinenes” não se podem acomodar, ou seja, cada ponto é fundamental para atingir o objectivo que passou da luta pelo título para uma manutenção tranquila.

Mas atenção que o conjunto de Nelson Santos vai jogar num terreno hostil, pelo que terá que se apresentar coeso para sair “vivo”! No Estádio 25 de Junho, “locomotivas” de Nampula e “hidrocarbonetos” anularam-se na primeira volta.

Domingo, na conclusão da jornada 21, a Liga Desportiva de Maputo recebe a Associação Black Bulls. Tranquila, na sétima posição com 28 pontos, a equipa de Dário Monteiro espreita, sem grande pressão, a sétima vitória no Moçambola nesta etapa de definições na prova.

Em período de grande pressão, perder pontos não está nas contas da Associação Black Bulls. Há que, na corrida ao título, aumentar o fosso em relação aos seus oponentes directos. Uma coisa é certa: há que saber sofrer, ter raça e mesmo em situações de desvantagem, tal como aconteceu no último duelo em que a ABB venceu ao Ferroviário de Nacala, por 2-1. No último suspiro, Ejaita, o suspeito do costume, colocou ordem no Complexo Desportivo de Tchumeme. “Ele há”… avançados com engodo a baliza.

A 29 de Maio, a Associação Black Bulls recebeu e venceu a Liga Desportiva de Maputo (2-1) com os tentos dos touros a serem apontados por Kadre e Ejaita. Gildo, defesa central, marcou para a Liga Desportiva de Maputo.

Em Nacala, o Ferroviário local bate-se com o Textáfrica de Chimoio que “luta pela vida”. A vitória na ronda anterior diante do Desportivo Maputo (2-0) no duelo de aflito pode galvanizar o primeiro campeão nacional, lanterna vermelha com pontos. A ponta final do Moçambola vai reservar, certamente, autênticas finais para os “fabris do planalto”.

Na luta por uma manutenção tranquila, o Ferroviário de Nacala aponta para a sua sétima vitória no campeonato nacional de futebol. Os dois conjuntos empataram sem abertura de contagem, na primeira volta, num jogo incaracterístico havido no campo da Soalpo.

Equipa sensação da prova, o Ferroviário de Lichinga vai jogar no terreno da União Desportiva do Songo.

A fazer uma excelente campanha (quarto classificado com 35 pontos), o conjunto de Antoninho Muchanga tem a sua manutenção garantida, primeiro objectivo traçado no regresso à elite do futebol indígena.

Agora, e mesmo sem elevar a fasquia, pode até chegar aos lugares de pódio! De resto, na primeira volta, o Ferroviário de Lichinga venceu os “hidroeléctricos” por um a zero com golo solitário de Djei.

Vencer no Songo pode ser mais um passo para espevitar uma equipa que tem em Djei uma referência no ataque. Afastada das competições africanas, e única e exclusivamente concentrado nas provas internas, a União Desportiva do Songo quer fazer por merecer. E fazer por merecer é jogar todas as fichas para se aproximar dos conjuntos na linha da frente.

Ainda a contar para esta jornada, o Matchedje de Mocuba bate-se com o também desencontrando Incomáti de Xinavane. Enquanto houver vida, há esperança. E a esperança de se manter no Moçambola ainda reside nas hostes “militares”.

Na primeira volta, no canavial, o Incomáti de Xinavane e Matchedeje de Mocuba empataram a uma bola.

Um arranque bem conseguido na Bundesliga, versão 2021-2022, coloca o Borussia Dortmund na 3ª posição com 12 pontos, menos um que o Bayern Munique e Wolfsburg. O excelente momento de forma deve, de resto, ser capitalizado sábado quando o Dortmund receber, no Borussia Park, o Borussia M’gladbach, em desafio inserido na 6ª jornada da Liga Alemã.

O Borussia Dortmund conquistou uma vitória (4-2) sobre o Union Berlin, em casa, na sua última partida pelo campeonato, a terceira vitória consecutiva.

M’gladbach é 16º classificado com quatro pontos em cinco partidas. O M’gladbach saiu derrotado (1-0) na última partida da Bundesliga diante do Augsburg, em desafio realizado no WWK Arena.

No último jogo da Bundesliga entre as duas formações, o M’gladbach derrotou o Dortmund (4-2) no Borrusia-Park na temporada passada. Nico Elvedi liderou o “Gladbach” com dois golos, marcando aos 11 e 32 minutos. Ramy Bensebaini e Marcus Thuram também facturaram nesta partida. Erling Haaland liderou o Dortmund com golos aos 22 e 28 minutos. Olhando para os jogadores que fizeram a diferença em 2021/2022, o destaque vai claramente para Haaland, que marcou sete golos. Lars Stindl chamou a atenção no M’gladbach esta temporada, tendo anotado dois tentos.

Nas duas partidas anteriores da Bundesliga em casa, o M’gladbach tem registo de uma vitória e um empate. O Dortmund apresenta um registo de uma vitória e uma derrota fora de casa em duas partidas do campeonato. Em cinco jogos do campeonato esta época, M’gladbach venceu um jogo, empatou outro e perdeu três. Já o Dortmund tem quatro vitórias e uma derrota.

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, estreou-se pelo Al-Alhy do Egipto, esta terça-feira, em partida da Supertaça daquele país do norte de África. Ainda assim não foi uma estreia de grande nível, tendo em conta que a sua equipa perdeu, diante do Talaea El Geish, na marcação das grandes penalidades por 2-3, depois do nulo que se verificou ao longo do tempo regulamentar.

O génio de Angónia marcou a sua estreia oficial com a camisola dos campeões africanos de clubes ao entrar em campo aos 61 minutos, para disputar os últimos 29 minutos, para o lugar do egípcio Taher Mohamed Taher.

Numa partida em que o Al Ahly teve quase total domínio do jogo, tanto ao nível da posse de bola, bem como nos remates à baliza adversária, a sorte acabou não sorrindo para si e Luís Miquissone não conseguiu seu primeiro objectivo na colectividade egípcia, a conquista de títulos.

Se ao longo do tempo regulamentar as duas equipas terminaram empatadas sem abertura de contagem, nas grandes penalidades o Al Ahly não teve eficácia necessária e acabou falhando três castigos máximos, contra apenas dois não convertidos pelo adversário, que acabou levantando a Supertaça do Egipto, por 3-2.

Entretanto, o internacional moçambicano já tinha vestido a camisola do Al Ahly do Egipto numa partida amigável, na semana passada, em que, também, entrou a substituir.

Recorde-se que Luís Miquissone transferiu-se do Simba da Tanzania ao Al Ahly do Egipto a troco de 900 mil dólares, equivalente a 58 milhões de meticais.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino defronta, esta quinta-feira, às 15h00, o Senegal em jogo dos quartos-de-final do “Afrobasket”-2021. Esta quarta-feira, o conjunto de Nasir “Nelito” Salé derrotou o Quénia por 72-50 no “play-off” de acesso aos “quartos”.

Ora viva, quartos-de-final. Pela sexta vez consecutiva (ndr: o país qualificou-se para os quartos-de-final dos “Afrobasket’s 2011,  2013, 2015, 2017, 2019 e 2021) Moçambique vai marcar presença nos quartos-de-final do Campeonato Africano de basquetebol sénior feminino. No acesso aos “quartos”, diante das quenianas, as meninas mostraram como se faz! A sua bravura! Grandeza! Voltaram a mostrar que elas são mais grandes que toda a pequenez e tacanhez que se lhes rodeia e faz escola no desporto moçambicano, no geral, e basquetebol, em particular. Controlaram o primeiro quarto, vencendo pelo parcial de 24-12. Mais do mesmo no segundo quarto: condicionaram o adversário, saíram a vencer por 17-11.

Baixaram a pontuação no terceiro quarto, etapa em que venceram por um parcial de 16-10. O quarto e derradeiro quarto foi de gestão. Pudera, amanhã há o colosso Senegal.

Mas vamos lá aos “targets” que nos levaram aos quartos: Ingvild “Inga” Mucauro esteve perto de um duplo-duplo ao contabilizar 21 pontos e sete assistências em 32:52 minutos na quadra.

Mucauro foi secundada por Odélia “Mafa” Mafanela que contabilizou 12 pontos e cinco ressaltos em 24:23 minutos na quadra.

 

SENEGAL, O TODO PODEROSO

Este ano, quem será o adversário? Nada mais nada menos que o Senegal, colosso da modalidade da bola ao cesto que frustrou, em 2019, o sonho de Moçambique disputar pela quarta vez na sua história uma final do “Afrobasket”, feitos alcançados em 1985, 2003 e 2013.  A 16 de Agosto de 2019, o Senegal suou às estopinhas para derrotar Moçambique (60-57) nas meias-finais do “Afrobasket”. As senegalesas, lideradas por Austou Traoure (contabilizou 16 pontos e nove ressaltos), controlaram o primeiro quarto com parcial de 18-8. O segundo quarto voltou a ser dominado pelo Senegal que venceu por 11-18, saindo ao intervalo com uma vantagem de 35-19.

Com melhor pontuação no jogo, o Senegal voltou a condicionar as moçambicanas controlando o terceiro quarto com parcial de 22-9. Moçambique melhorou a sua pontuação no terceiro quarto, mas perdeu por 19-13.

Com um duplo-duplo (18 pontos e 14 ressaltos dos quais oito ofensivos e seis defensivos), Tamara Seda foi a melhor unidade da selecção nacional nos 37:46 minutos em que esteve na quadra. Quem, para nãp variar, também esteve em grande ao arrancar um duplo-duplo (17 pontose e dez ressaltos dos quais quatro ofensivos e seis defensivos) foi  Leia “Tanucha” Dongue, ausente na prova deste ano por motivos devidamente justificados.

O mesmo Senegal esteve no trilho de Moçambique no acesso à final do “Afrobasket” 2017, em Bamako, Mali. As senegalesas bateram as moçambicanas por 72-57, em desafio no qual lideram o primeiro quarto com parcial 20-19.  Voltaram a estar melhor no segundo quarto (as senegalesas) com parcial de 24-11. No terceiro quarto, as duas equipas baixaram a sua pontuação sendo que o parcial foi de 10-12, vantagem para as actuais vice-campeãs africanas. Já no terceiro quarto, mais do mesmo: parcial de 16-12, maior para o Senegal.

Tamara Seda, “rookie” na competição, arrancou um duplo-duplo na prova contabilizando 20 pontos e 14 ressaltos em 38:05 minutos na quadra. Outrossim, Leia “Tanucha” Dongue brilhou com 18 pontos e seis ressaltos em 34:31 minutos.

Astou Traoure foi a melhor cestinha do Senegal com 18 pontos os quais juntou quatro ressaltos em 37:27 minutos na quadra.

Nesta competição, Moçambique afastara Angola nos quartos-de-final com vitóruia saborosa por 61-47, num duelo em que Leia “Tanucha” Dongue arrancou um duplo-duplo: 24 pontos e 14 ressaltos em 38:43 minutos na quadra.

Dois anos antes, ou melhor, em 2015, Moçambique perdeu nos quartos-de-final do “Afrobasket” com a Nigéria, por 71-66, jogo disputado a 16 de Outubro. As nigerianas vingavam-se, desta forma, da derrota sofrida dois anos antes (2013) nos quartos-de-final justamente diante de Moçambique, por 77-74.

A 30 de Setembro de 2011, a selecção nacional perdeu nos quartos-de-final do “Afrobasket” de Bamako, Mali, diante da Nigéria por 77-49. Deolinda Gimo foi a melhor cestinha de Moçambique.

A equipa sénior feminina de basquetebol  do Ferroviário de Maputo está isenta de disputar o apuramento à fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos da modalidade. O feito foi graças a conquista da prova em 2019, em Cairo, Egipto, ao vencerem na final o Inter Clube de Luanda, de Angola, 91-90.

Uma conquista que, não só valeu ao Ferroviário de Maputo o segundo título de clubes, – o primeiro foi conquistado também às custas do InterClube de Luanda, em 2018, em Maputo – como também a qualificação directa para a próxima edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, prova a realizar-se num país ainda por indicar, este ano. As eliminatórias da zona VI de acesso à fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos terão lugar em finais de Outubro, em Luanda, Angola.

Carlos Ibrahimo Aik, homem que regressou ao activo depois de vários anos fora do basquetebol, conduziu as “locomotivas” à conquista do bicampeonato africano de clubes, mas também a conquistar o seu segundo título africano, 28 anos depois, depois de ter conquistado também ao serviço do Maxaquene.

Assim sendo,  a mesma deverá contar ainda com o D’Agosto, actual campeão angolano que se reforçou com a base do Ferroviário de Maputo, Onélia Mutombene, e Costa do Sol, conjuntos que já confirmaram presença.

O Ferroviário de Maputo esteve na final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de 2006,em Libreville,  no Gabão, tendo perdido na final com o D’Agosto. Ano seguinte, em Maputo, ficou na terceira posição com os reforços das americanas Stephanie Faulkner, de 30 anos, e Mónica Naltner, 23. Faziam parte deste conjunto as atletas Zinóbia Machanguana, Júlia Machalela, Janete Monteiro, Nádia Zucule, Rute Muianga, Carla da Silva, Tatiana Ismael, Ondina Nhampossa e Deolinda Gimo.

Já em 2015, a equipa verde-e-branca esteve novamente no pódio ao ocupar o terceiro lugar numa prova realizada em Luanda, Angola. Ndidi Madu, nigeriana, reforçou as “locomotivas” que fizeram uma boa campanha.

No ano seguinte, em Maputo, o Ferroviário de Maputo voltou a marcar presença numa final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, perdendo com o Inter Clube, por 67-49.   Anabela Cossa foi a melhor triplista da prova com 58.3% de aproveitamento.

Com um percurso interessante, o Ferroviário de Maputo disputou a final de 2017, em Luanda, Angola, perdendo com o D’Agosto por 65-51. Gizela Vega, reforço do Ferroviário de Maputo, foi indicada para o cinco ideal da prova.

O treinador Antero Cambaco é o homem que se segue no comando técnico do Desportivo Maputo. O técnico e a direcção “alvi-negra” chegaram a um entendimento verbal para que Cambaco assuma os destinos da equipa nas últimas seis jornadas.

Trata-se de uma nova era no Desportivo Maputo para o que resta do Campeonato Nacional de futebol, o Moçambola 2021. Antero Cambaco, que estava desde Junho sem clube depois de ter sido chicoteado pelo Ferroviário de Nacala, vai agora assumir os “alvi-negros” até ao final da época.

De acordo com uma fonte do Desportivo Maputo, o acordo verbal foi alcançado semana passada, mas somente esta quarta-feira é que o técnico começou a trabalhar com os jogadores, para preparar o embate do próximo final semana, diante do Costa do Sol, marcado para sexta-feira, no campo da Federação Moçambicana de Futebol.

Antero Cambaco é homem do ninho da águia negra e já passou pelo Desportivo Maputo por diversas ocasiões, sem sucessos, voltando nesta etapa final com um objectivo: assegurar a manutenção no Moçambola.

O técnico encontra o Desportivo Maputo na zona da despromoção, na 12ª posição, com 15 pontos, alcançados depois de três vitórias, cinco empates e 11 derrotas, há três pontos do Incomáti de Xinavane, último no grupo das equipas que se mantêm na prova.

Nas próximas seis jornadas que faltam por disputar no Moçambola-2021, o Desportivo Maputo vai defrontar, sucessivamente o Costa do Sol e Ferroviário da Beira, em casa, o Incomáti de Xinavane, no canavial, o Ferroviário de Nampula, em casa, terminando a prova no Alto Macassa, diante da Associação Desportiva de Vilankulo.

Antero Cambaco é o terceiro treinador do Desportivo Maputo esta temporada, depois de Rogério Marrianni, que perdeu a vida em Abril passado, e Satar Salvado, que deixou a equipa devido a interferência de terceiros.

O patinador moçambicano, Donaldo Salvador, vai participar na maior maratona do mundo de patinagem em linha, pela segunda vez consecutiva, este sábado, 25 de Setembro, em Berlim, Alemanha. A primeira vez em que o patinador moçambicano participou nesta competição foi em Outubro de 2019.

Depois de ter feito cerca de 1600km entre Quelimane e Maputo, naquele que foi o maior percurso de patinagem em linha dos patinadores africanos, em Junho passado, Donaldo Salvador volta à estrada, desta feita da Alemanha, para percorrer 42km, atravessando a cidade de Berlin de um lado para outro. Esta corrida terá lugar quando forem 15:30h de Maputo, à mesma hora da Alemanha, deste sábado.

Falando para o Olho Clínico, um dos jornais electrónicos da praça moçambicana, o patinador adiantou estar preparado para içar a bandeira das cinco cores no pódio deste evento mundial, numa maratona que vai juntar perto de 6000 patinadores de vários cantos do mundo.

A BMW Berlin Marathon é uma competição que começa a ser tradicional naquele país e conta com um grande apoio da Federação Internacional de Patinagem, que implementou esta corrida, inclusive, nos Campeonatos Mundiais de Hóquei em Patins.

Antes de seguir viagem à Berlim, onde sábado participa na maior maratona de patinagem em linha, Donaldo Salvador percorreu uma distância de cerca de 70km, a ligar a cidade de Maputo e a Reserva Especial de Maputo, em Matutuíne, como forma de preparar a sua condição física.

Donaldo Salvador, que vem representando o país em várias provas internacionais de patinagem, foi galardoado no passado mês de Junho, pelo Presidente da República, com medalha de Mérito Desportivo, a par de outra desportistas, casos de Reinildo Mandava, Edmilsa Governo e Marcelino Macome. Na ocasião, manifestou o desejo de ver a modalidade ser a especialidade massificada no país.

Vencedor do Torneio de Apuramento à BAL, o Ferroviário da Beira discute o acesso à segunda edição da Basketball Africa League com adversários da África do Sul, Malawi, Botswana e Zimbabwe, em Outubro.

O caminho do Ferroviário da Beira para a almejada presença na ambiciosa e prestigiante Liga Africana de Basquetebol, prova conjuntamente organizada pela FIBA e NBA,  será traçado entre os dias 23 e 31 de Outubro, em Cape Town, na África, onde irão enfrentar Police Academy (Botswana), Bravehearts (Malawi), Matero Magic (Zâmbia), Cape Town Tigers (África do Sul) e Mercenaries (Zimbabwe).

A indicação de Cape Town para acolher esta competição, inicialmente agendada para Joanesburgo, prende-se com o facto do Cape Town Tigers, baseado na cidade do Cabo, ter vencido pela primeira vez o Campeonato de Basquetebol da África com vitórias sobre Kwadu-Dukuza Kings (78-44), Joby Knights (99-40) e Jozi Nuggets (70-64) no jogo da final.

O nigeriano Benjamin Uzoh liderou os “tigres” com 22 pontos, cinco ressaltos e igual número de assistências no duelo que ditou a conquista da liga sul-africana de basquetebol.

Nas eliminatórias de acesso à BAL, em 2019, a África do Sul foi representada por Jozi Nuggets, conjunto que teve um saldo de uma vitória e quatro derrotas (quedou-se na 5ª posição).

Já o Mercenaries do Zimbabwe, outro adversário do Ferroviário da Beira nas eliminatórias de acesso à BAL, fez parte em Outubro de 2019 do grupo E da divisão Oeste das eliminatórias de acesso à BAL, juntamente com o homónimo de Maputo.

Os zimbwabweanos terminaram a prova em 3º lugar com um saldo de três vitórias e duas derrotas.

A 24 de Outubro de 2019, perderam, numa partida disputada em Joanesburgo, com o Ferroviário de Maputo por 100-72.

Já o Matero Magic sucede ao UNZA Pacers, formação que há dois anos representou a Zâmbia nas eliminatórias de acesso à BAL, tendo registado quatro vitórias e uma derrota, resultado que colocou os zambianos na segunda posição, atrás do Ferroviário de Maputo.

Destaque, na equipa do Matero Magic, para os internacionais zambianos Germain Mauwe, Douglas Kandulu,  Spoican Ngoma e  Chongo Chona.

Na corrida à BAL, o conjunto de Luiz Lopes vai medir forças ainda com o Police Academy (Botswana), formação que vai procurar fazer melhor que o Dolphins, representante “twsana” nas eliminatórias de 2019, apresentando um fraco desempenho com quatro derrotas e uma vitória. Números, de resto, que valeram a última posição.

O Ferroviário da Beira ganhou o direito de representar Moçambique nas eliminatórias da zona VI de acesso à BAL depois de ter conquistado o Torneio de Apuramento, vencendo ao seu homónimo de Maputo por 2-0 no “play-off” da final a melhor de três jogos. No jogo 1, os “locomotivas” da Beira bateram o primeiro representante do país na BAL por 93-66.

Mais equilibrado, o jogo 2 já trouxe um Ferroviário de Maputo disposto a levar a decisão “à negra”. Mas, na quadra do pavilhão do Maxaquene, o Ferroviário da Beira condicionou o seu adversário e venceu por 99-88, fechando, desta forma, com chave de ouro a sua participação na prova.

Forte e com soluções, Luiz Lopez reforçou-se com dois americanos que deram consistência à equipa: Wiliam Pery e Michael Murray. Resultado?

Positivamente, o Ferroviário da Beira “descarregou” sobre os seus oponentes: seis vitórias em igual número de jogos!

Feito assinalável, diga-se, o Ferroviário da Beira ficou na 6ª posição na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol, em 2017, em Radés, na Tunísia.

No jogo das classificativas do sexto e sétimo lugar, a equipa então orientada por Nasir “Nelito” Salé bateu o City Orlays do Uganda, por 82-70.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE