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O País – A verdade como notícia

Os jogadores da Selecção Nacional de Futebol de Praia, António José Namape Júnior “Figo” e Nelson João Manuel, estão na lista de 100 candidatos a Melhor Jogador do Ano 2021 publicada na manhã desta terça-feira, pela Beach Soccer WorldWide, organismo que gere, com a FIFA, o futebol de praia ao nível internacional, escreve a página da Federação Moçambicana de Futebol.

Os dois jogadores moçambicanos mereceram esta nomeação depois da boa prestação que tiveram no Campeonato do Mundo, que teve lugar no mês passado na Rússia e conquistado pelo país anfitrião.

Para a nomeação do moçambicano Nelson Manuel, muito contribuiu a sua eleição como melhor jogador (MVP) e marcador no Campeonato Africano de Futebol de Praia, que teve lugar no Senegal, em Maio passado, bem como os quatro golos apontados no Campeonato do Mundo de Futebol de Praia da Rússia-2021.

Já para o caso de António José Júnior, também conhecido por Figo, muito contribuiu, para a sua nomeação, os sete golos que apontou no Campeonato do Mundo, onde fez um hat-trick e um pócker, em dois jogos.

Os candidatos foram indicados por um painel de especialistas em futebol de praia composto por  treinadores, capitães de selecções e clubes participantes em competições mundiais de futebol de praia.

Da lista figuram proeminentes nomes do futebol de praia mundial qual é o caso de Jordan Santos de Portugal e Glenn Hodel (melhor marcador do mundial) e Noël Ott (melhor jogador), ambos da Suíça.

A votação terá lugar na próxima semana e os três finalistas serão anunciados em finais de Outubro, na Beach Soccer Stars Gala na Intercontinental Beach Soccer Cup em Dubai.

 

ABINEIRO USSACA CANDIDATO A MELHOR TREINADOR DO MUNDO

Ainda nas nomeações a melhores do mundo de futebol de praia, Moçambique foi, também agraciado com a indicação do treinador da selecção nacional, Abineiro Adolfo Ussaca, na categoria dos técnicos.

Ussaca é o primeiro nome numa lista de 12 candidatos, publicada esta quarta-feira pela Beach Soccer WorldWide, organismo que gere o futebol de praia ao nível internacional, em coordenação com a FIFA.

O técnico moçambicano, recorde-se, conduziu a selecção nacional ao segundo lugar do Campeonato Africano das Nações, prova que teve lugar em Maio passado em Dakar, no Senegal, tendo por conseguinte qualificado o país, pela primeira vez na história, a disputar um Campeonato do Mundo da modalidade, na Rússia.

Abineiro Ussaca concorre com nomes sonantes no panorama do futebol de praia mundial, casos de Gilberto Sousa (Brasil), Mário Narciso (Portugal) e Mikhail Likhachev (Rússia), que conquistaram o prémio nas últimas edições.

Os candidatos foram indicados de acordo com um painel de especialistas em futebol de praia composto por treinadores, capitães de selecções e clubes participantes em competições mundiais de futebol de praia.

Aproxima-se a disputa do torneio regional de femininos, que terá lugar de 26 de Setembro corrente até 9 de Outubro, em Port Elizabeth, na África do Sul, e onde Moçambique terá pela frente, na primeira fase, Angola, Malawi e África do Sul.

O combinado nacional continua a trabalhar em Maputo, antes da partida, marcada para os próximos dias, sob comando da sua seleccionadora, Felizarda Lemos.

As jogadoras da selecção nacional dizem que estão preparadas para a prova, tendo em conta que já têm algum conhecimento das suas adversárias.

Inês Chinguelene diz que a equipa está motivada pelo trabalho que tem vindo a realizar desde o arranque dos trabalhos. “Estamos a trabalhar para enfrentar o torneio e já conhecemos as nossas adversárias. Já jogamos com Angola e África do Sul e a sorte que tivemos no sorteio foi de iniciarmos com Angola, que é o nosso principal adversário. Por isso estamos a trabalhar para alcançar a vitória no primeiro jogo, o que irá motivar ainda mais um grupo já motivado”, disse Inês Chinguelene.

Segundo a jogadora da selecção nacional, o combinado não vai ao torneio Cosafa apenas para competir, mas também “para limpar a imagem do futebol feminino moçambicano que não está a ser visto”. Por isso, pede aos moçambicanos para que apoiem a equipa nesta empreitada.

Quem também pediu apoio dos moçambicanos é Ermelinda Guinda que assegura que a expectativa e a moral estão em alta. “A expectativa é grande e estamos a trabalhar para vencer os jogos e os adversários que vamos ter. Pedir para que confiem em nós porque o passado é passado e queremos mudar o rumo do futebol feminino nacional”, disse.

Para esta competição, Felizarda Lemos, selecionadora nacional, escolheu 20 atletas que considera as que garantem uma boa prestação, tendo para tal que contar com jogadoras experientes casos de Inês Chingueleze e Lónica Tsaneane, ambas a jogar no Young Buffalos do eSwatini, e ainda Amélia Banze, Albertina Ponja e Cidália Cuta, filha de Danito Cuta, antigo jogador do Ferroviário de Maputo e dos Mambas. Por outro lado, há também no grupo muita juventude com energia para dar, sendo de destacar Cina Manuel e Amida Ali Namal.

Na primeira jornada, no dia 28, o colectivo nacional defronta Angola, três dias depois mede forças com o Malawi e a 4 de Outubro termina a fase de grupos com a anfitriã, África do Sul.

No Grupo “B” figuram as selecções do Botswana, Tanzânia, Zimbabwe e Sudão do Sul e no Grupo “C” estão a Zâmbia, Namíbia, eSwatini e Uganda. São convidadas para este torneio as selecções do Uganda e do Sudão do Sul.

 

EIS A LISTA DAS JOGADORAS CONVOCADAS:

Guarda-redes: Eva Costa e Esperança Matsinhe.

Defesa: Rosa Manqué, Lúcia Moçambique, Cainara Jamal, Virgínia Fernando, Amida Namal, Aurora Ngale, Leonilde Matola.

Meio-campo: Albertina Pondja, Deolinda Gove, Amélia Banze, Inês Chingueleze, Marlene Janeiro, Emília Cazembe, Lónica Tsanwane

Ataque: Neide Maconho, Cina Manuel, Ermelinda Guinda, Cidália Cuta.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino defronta, esta quarta-feira, às 21h00, hora de Maputo, Quénia, em jogo de acess o aos quartos-de-final do “Afrobasket”-2021, prova que decorre em Yaoundé, Camarões.

Duas derrotas na fase primeira do “Afrobasket” 2021 diante das campeãs africanas Nigéria (67-50) e Angola (61-70) colocam Moçambique no terceiro lugar do grupo “B”, cenário que faz com que tenha que disputar (tal como outras sete selecções) um “play-off” de acesso aos quartos-de-final.

E, nesta fase do “mata-mata”, o adversário será precisamente o Quénia, adversário que curiosamente marcou a sua estreia nas fases finais do “Afrobasket” em 1985, prova realizada na capital do país!

Segundo classificado do grupo “A”, o Quénia perdeu com os anfitriões Camarões por 70-54, e venceu Cabo Verde por três pontos: 61-58.

79ª classificada no ranking da FIBA e 8ª em África, a selecção do Quénia assegurou a presença no “Afrobasket” 2021 depois de vencer as eliminatórias da zona V com um saldo de duas vitórias em quatro jogos. Disputada em Kigali, Ruanda, esta fase de acesso ao “Afrobasket” contou com a presença do Egipto, Ruanda e a móvel formação do Sudão do Sul.

Mas, de onde vem esta formação do Quénia? De longe, meus caros! As quenianas têm a particularidade de terem participado, em 1994, no Campeonato Mundial de Basquetebol, prova realizada em Adelaide, na Austrália. Nesta competição, Quénia somou por derrota todos os jogos realizados, porém deixou ficar boa impressão, sobretudo, diante da superpotência EUA. De resto, as exibições seguras abriram as portas a algumas das suas atletas que rumaram para a terra do “Tio Sam”.

Rezam as crónicas que a primeira aparição do Quénia no “Afrobasket” feminino foi, curiosamente, em 1985 em Maputo, numa prova em que terminou em quinto e último lugar. “Apanhou” duas “chapa 100” frente à República Democrática do Congo (150-45) e Camarões (103-69).

Em 1993, grandes exibições no “Afrobasket” de Dakar, Senegal, redundaram num segundo lugar e consequente qualificação inédita para o Campeonato Mundial, na Austrália, em 1994.

As quenianas caíram na final diante do anfitrião Senegal por 89-43. Quatro anos depois, ou seja, em 1997, Quénia quedou-se em quarto lugar após perder diante da Nigéria (90-62) no jogo de atribuição do terceiro lugar.

Era a queda das “leoas” que se revelavam um adversário a ter em conta! Aliás, em 2007, Dakar testemunhou uma prestação pálida do Quénia que não só ficou em último como também chegou mesmo a perder diante de um desconhecido Madagáscar, por 69-58.

Já em Maputo, em 2013, não foi para além do 10º lugar numa prova em que Moçambique conquistou a medalha de prata. Na sua última aparição no “Afrobasket”, em 2019, as quenianas perderam todos os jogos disputados.

Quem são as jogadoras-chave? Simples de responder à questão: Felmas Koranga e Victora Reynolds, a evoluírem na África do Sul, e  Rose Ouma, capitã que joga no Dubai. Melissa Akinyi, Natalie Akinyi e Christine Akinyi são, igualmente, jogadoras preponderantes que fazem a diferença na quadra.

Quando Victoria Reynolds chegou a Nairobi dos EUA para se juntar à selecção do Quénia, a valorosa jogadora estava muito longe de imaginar o que lhe esperava na sua estreia.

Chegou, viu e venceu. Foi nomeada a jogadora mais valiosa (MVP) e também para o cinco ideal das eliminatórias da zona V para o “Afrobasket”.

 

HÁ QUE ARREPIAR CAMINHO

Não tiveram uma preparação desejada. Nem tão. Tudo improvisado, em cima do joelho. Mas, chegadas ao palco do “Afrobasket”, as meninas mostraram raça! Não tremeram diante das bicampeãs africanas e representante de África nos Jogos Olímpicos – Nigéria.

De resto, controlaram os dois primeiros quartos do jogo com parciais de 12-11 e 21-18. Houve quebra física, tal como seria de esperar no terceiro quarto e as nigerianas agigantaram-se.

Esta quarta-feira, diante do Quénia, Moçambique é claramente favorito. O seu historial não mente. Já foi três vezes vice-campeã africana, neste caso em 1985, 2003 e 2013, todas as edições havidas em Maputo. Há ainda o registo do terceiro lugar alcançado em 2005 (Nigéria), 1990 (Tunísia) e 1993 (Senegal).

Moçambique já marcou presença no Mundial de 2014, na Turquia, para além de ter conquistado a medalha de ouro nos Jogos da Lusofonia, em 2018, em Doha.

 

STEFÂNIA LIDERA PONTUAÇÃO

A “rookie” Stefânia “Papelão” Chiziane lidera a selecção nacional de basquetebol, com média de 11, 5 pontos/jogo.

Na sua estreia no Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino, Papelão esteve em destaque diante da Nigéria, com 11 pontos e três ressaltos em 20:04 minutos na quadra.

Seguem-se-lhe Ingvild Mucauro, extremo que apresenta uma média de 11.0 pontos e Tamara Seda, poste que tem registo de 10.5 pontos/jogo.

Melhor ressaltadora da edição 2019 do “Afrobasket”, prova realizada em Dakar, Senegal, Tamara Seda tem registo de 7.5 ressaltos, contra 5.5 e 5.0 de Odélia Mafanela  e Ingvild Mucauro, respectivamente.

Anabela Adriano Cossa e Ingvild Mucauro apresentam 3.0 assistências por jogo.

Em termos globais, Moçambique tem uma média de 55.5 pontos/jogo, 30.8 % de aproveitamento nos lançamentos de campo (20.5 em 66.5), 16.2 nos tiros exteriores (3.0 em 18.5) e 59.0% na linha de lances livres (11.5 em 19.5).

O AC Milan empatou hoje a um golo com a Juventus, na deslocação a Turim, em jogo da quarta jornada, e desperdiçou a oportunidade de se isolar provisoriamente no comando da Liga italiana.

O avançado espanhol Álvaro Morata abriu o activo no Juventus Stadium, aos quatro minutos, após ser lançado pelo argentino Paulo Dybala, mas, na segunda parte, o canto cobrado por Sandro Tonali foi ‘direitinho’ à cabeça do croata Ante Rebic, aos 76.

Após três triunfos consecutivos, os milanses, adversários do FC Porto na Liga dos Campeões, e que hoje tiveram o luso Rafael Leão de início, seguem em segundo lugar, com os mesmos pontos do rival Inter, mas podem ambos ser ultrapassados pelo Nápoles, terceiro, com nove, caso vença na segunda-feira em Udine.

Já a Juventus, continua sem triunfar na Série A, registando dois empates e outras tantas derrotas, no 18.º posto, com apenas dois pontos.

A Roma, treinada pelo português José Mourinho, sofreu hoje a primeira derrota na temporada, ao perder por 3-2 no reduto do Verona.

Chegou, assim, ao fim a série de seis triunfos consecutivos na época 2021/22 em jogos oficiais para todas as competições, e logo contra um conjunto que ainda não tinha somado pontos na Série A.

Com o internacional luso Rui Patrício na baliza, os romanos até se adiantaram no marcador, aos 36 minutos, por intermédio de Lorenzo Pellegrini, uma vantagem que manteve até aos 49’, altura em que Antonin Barak empatou, com Gianluca Caprari a operar a reviravolta, aos 54’, no Estádio Marc’ Antonio Bentegodi.

O técnico português viu a equipa responder logo de seguida, ainda que a igualdade tenha surgido através do autogolo de Ivan Ilic (58), antes de Faraoni (63) “puxar dos galões” e marcar o golo do jogo, num belo remate de meia distância, sem hipóteses para Patrício.

Os “giallorossi” seguem no quarto posto, com nove pontos, enquanto o Verona, que não contou com o português Miguel Veloso, somou o primeiro triunfo e segue no 14.º lugar.

Um desfecho diferente teve o jogo da rival e sétima posicionada Lazio, que empatou a dois golos na receção ao Cagliari.

O avançado Ciro Immobile abriu a contagem por cima do minuto 45, mas João Pedro (46) e Baldé (62) operaram a reviravolta para a equipa da Sardenha no Olímpico de Roma, antes de Cataldi (83) fixar o resultado final.

Um golo de Bourabi, aos 90+3 minutos, deu ao Spezia (13.º, com quatro) o primeiro triunfo (2-1) na Série A, no reduto do recém-promovido Venezia (16.º, com três), depois de Bastoni (13) ter adiantado os visitantes e Pietro Ceccaroni (59) ter marcado para os anfitriões.

Um “bis” de Francesco Caputo (31 e 52) e um outro remate certeiro de Antonio Candreva (79) resolveu o primeiro desafio do dia, entre Empoli (17.º, com três) e Sampdoria (11.º, com cinco), outra equipa que conheceu o sabor da vitória pela primeira vez na edição 2021/22.

 

CHELSEA VENCE TOTTENHAM E MANTÉM-SE ENTRE OS LÍDERES DA PREMIER LEAGUE

O Chelsea manteve-se hoje no “comboio” dos líderes da Liga inglesa de futebol, ao vencer por 3-0 no reduto do Tottenham, treinado pelo português Nuno Espírito Santo, no dérbi londrino que fechou a quinta jornada da prova.

Após o “nulo” (0-0) ao intervalo, os ‘blues’ inauguraram o marcador aos 49 minutos, por intermédio do brasileiro Thiago Silva, e dilataram a vantagem pouco depois, aos 57, através do francês N’Golo Kanté, num remate que ainda desviou em Eric Dier e ‘traiu’ o guarda-redes dos ‘spurs’ Hugo Lloris.

O alemão Antonio Rudiger iria fixar o resultado aos 90+2 minutos, consumando a quarta vitória dos campeões europeus na Premier League, na qual dividem a liderança com Liverpool e Manchester United, todos com 13 pontos e ainda invictos na competição.

Já o Tottenham averbou o segundo desaire seguido e ocupa o sétimo posto, com nove pontos.

Pouco antes do dérbi londrino, o Manchester United esteve em vias de se atrasar na luta pelo topo, mas acabou por dar a volta ao marcador em casa do West Ham e vencer por 2-1, num jogo que teve um final ‘frenético’.

Mohamed Benrahma adiantou os ‘hammers’ aos 30 minutos, só que o avançado internacional português Cristiano Ronaldo repôs a igualdade aos 35 e assinou o quarto golo em três jogos oficiais disputados pelos ‘red devils’, que também contaram com Bruno Fernandes no ‘onze’.

A reviravolta do United chegaria aos 89 minutos, pelo pé direito do suplente Jesse Lingard, que acertou um excelente remate em arco e marcou à equipa que representou na temporada passada, por empréstimo.

Contudo, a emoção não se ficou por aí e o Estádio Olímpico de Londres foi ‘palco’ de uma cena digna de ‘filme’ no tempo de compensação: o West Ham conquistou uma grande penalidade, por mão de Luke Shaw dentro da área, e o técnico dos londrinos, David Moyes, colocou em campo o experiente Mark Noble, especialista em castigos máximos, que, no entanto, viu o guarda-redes David de Gea ‘voar’ para a defesa e segurar o triunfo do United, aos 90+5 minutos.

No encalço do trio da frente surge o surpreendente Brighton, que terminou a última edição da prova num modesto 16.º lugar e que agora surge em quarto, com 12 pontos, graças a uma vitória por 2-1 na receção ao Leicester.

Neal Maupay, aos 35 minutos, de grande penalidade, e Danny Welbeck, aos 50, assinaram os tentos dos ‘seagulls’, antes de Jamie Vardy anotar o 150.º ao serviço dos ‘foxes’ e fixar o resultado, aos 61, numa partida em que o internacional luso Ricardo Pereira integrou o ‘onze’ dos visitantes.

 

WOLFSBURGO EMPATA E PERDE LIDERANÇA ISOLADA DA BUNDESLIGA

O Wolfsburgo cedeu hoje os primeiros pontos na Liga alemã de futebol e perdeu a liderança isolada, ao empatar 1-1 na recepção ao Eintracht Frankfurt, no jogo que encerrou a quinta jornada da prova.

Os “lobos” viram-se em desvantagem desde os 38 minutos, através de um golo do holandês Sam Lammers, mas conseguiram repor a igualdade aos 71, pelo também holandês Wout Weghorst, que foi lesto a reagir a uma defesa incompleta de Kevin Trapp, após remate do ex-benfiquista Luca Waldschmidt.

Após quatro triunfos em outros tantos jogos, a formação comandada por Mark van Bommel desperdiçou os primeiros pontos na Bundesliga, partilhando agora a liderança com o Bayern Munique, ambos com 13 pontos.

Já o Eintracht Frankfurt, que não utilizou o português Gonçalo Paciência, continua sem vencer na competição, ocupando o 15.º posto, com quatro pontos.

No encalço da dupla da frente mantém-se o Borussia Dortmund, terceiro, com 12 pontos, que venceu por 4-2 na recepção ao Union Berlim, num encontro no qual o internacional português Raphaël Guerreiro inaugurou o marcador com um grande golo, logo aos 10 minutos.

O Dortmund, próximo do adversário do Sporting na Liga dos Campeões, chegaria ao 3-0 antes da hora de jogo, com um tento de Erling Haaland, aos 24 minutos, e um autogolo de Marvin Friedrich, aos 52, só que o Union Berlim conseguiu relançar-se, através de Max Kruse, aos 57, de grande penalidade, e Andreas Volglsammer, aos 81.

Contudo, o goleador Haaland “bisou” logo de seguida, aos 83 minutos, igualando Robert Lewandowski no topo da lista dos melhores marcadores, ambos com sete golos, e confirmando o triunfo do Borussia.

No primeiro jogo do dia, o Bayer Leverkusen venceu por 3-1 em Estugarda e aproveitou os empates de Colónia, Friburgo e Mainz para se isolar no quarto lugar, com 10 pontos.

Robert Andrich, aos dois minutos, Patrik Schik, aos 19, e Florian Wirtz, aos 70, assinaram os tentos dos “farmacêuticos”, enquanto Orel Mangala marcou para o Estugarda, aos 38.

Dje, do Ferroviário de Lichinga, e Dayo, do Ferroviário da Beira, são agora os directos perseguidores de Ejaita, da Associação Black Bulls, na lista dos melhores marcadores do Moçambola 2021.

Os dois “maquinistas” dos “locomotivas” de Lichinga e do Chiveve somam 10 golos, enquanto o “touro” lidera com mais quatro golos. Dje foi o único que ficou em branco nesta jornada.

Numa jornada que produziu 11 golos, Dayo terá sido a maior estrela, ao apontar dois golos na vitória da sua equipa diante do Matchedje de Mocuba e a afinar a pontaria para a visita ao terreno do seu “mano” de Maputo. O jogador do Ferroviário da Beira alcançou o avançado do homónimo de Lichinga, Dje, que ficou em branco, agora com 10 golos cada um.

Entretanto, os dois ficaram mais longe do líder dos artilheiros do Moçambola, o nigeriano Ejaita, que voltou a mugir de um excepcional livre directo, a fazer o seu 14º golo no Moçambola 2021. O “touro” Ejaita está agora a seis golos de conquistar o troféu dos melhores marcadores do campeonato nacional, fixado em 20 golos, quando faltam apenas seis jornadas.

Resta saber se irá conseguir, tendo em conta que, na jornada passada, saiu lesionado, com contusão no joelho.

Outros jogadores, que balançaram as redes adversárias nesta jornada, foram Jafete, da Associação Desportiva de Vilankulo, que alcançou o seu colega Jongwe, com quatro golos cada um. Também a chegar a fasquia dos quatro golos esteve Soares, do Ferroviário de Nacala, que apontou diante da Black Bulls, o mesmo feito atingido por Victor, dos “touros”.

Samito, do Textáfrica do Chimoio, chegou ao seu terceiro golo depois de marcar ao Desportivo Maputo, enquanto o seu colega de equipa, que marcou o segundo golo na partida diante dos “alvi-negros”, Nuno, fez o seu segundo golo.

Nesta jornada, estrearam-se a marcar os jogadores Celso, do Ferroviário de Maputo, Caioio, do Ferroviário de Lichinga, e Andro, do Incomáti de Xinavane.

O Moçambola 2021 já produziu, até à 20ª jornada, 285 golos.

 

 

14 Golos: Ejaita (Associação Black Bulls)

 

10 Golos: Dje (Ferroviário de Lichinga), Dayo (Ferroviário da Beira)

 

8 Golos: Henriques (Desportivo de Maputo/UD Songo)

 

7 Golos: Melque (Associação Black Bulls), Lau King (UD de Songo)

 

6 Golos: Telinho (Costa do Sol), Marcel (Ferroviário de Maputo)

 

5 Golos: Salas (Ferroviário de Nampula),

 

4 Golos: Valdo Muhiha (Ferroviário de Nampula), Jongwe e Jafete (AD Vilankulo), Turras (Liga Desp. Maputo/Ferroviário de Nacala), Soares (ABB/Fer. Nacala), Hammed, Fidel, Victor (Associação Black Bulls), Valter (Fer. Lichinga), Dilson (Liga Desp. de Maputo),

 

3 Golos: Mafaite (Ferroviário da Beira), Kito (Ferroviário de Maputo), Domingos (AD de Vilankulo), Zacarias (Ferroviário de Lichinga), Eládio (Liga Desp. de Maputo), Mathause (Incomati), Stephen (Costa do Sol), Shelton (Ferroviário de Nacala), Valter (AD Vilankulo), Fabrice (Fer. Beira), Samito (Textáfrica), Mutong (Fer. Maputo/Fer. Beira)

 

2 Golos: Touré (Ferroviário de Nacala), Victor, Parkim (AD de Vilankulo), Estevão (Liga Desp. de Maputo), Luís (Matchedje de Mocuba), Sidique (UD Songo), Danilo e Nuno (Textáfrica do Chimoio), Dinheiro (Incomati), Nilton, Raymond – queniano, Mário (Costa do Sol), Dinis, Orlando (Desp. Maputo/Fer. Nacala), Raul (Fer. Maputo)

 

Estreantes a marcar

Celso (Fer. Maputo), Caioio (Fer. Lichinga), Andro (Incomati),

A Secretaria de Estado de Desporto recebeu, esta segunda-feira, da COTUR, dispensadores e álcool em gel. A doação visa evitar que o desporto seja veículo de propagação da COVID-19.

São, no total, dez dispensadores e 50 litros de álcool em gel que a Secretaria de Estado de Desporto recebeu, na tarde desta segunda-feira, da COTUR, para evitar a propagação da COVID-19 nos recintos desportivos e outros fins. Mais do que evitar a contaminação pelo novo Coronavírus, a responsabilidade social por parte do doador veio ao de cima.

“Este é mais um gesto nosso como família e como COTUR em prol do desenvolvimento do desporto. Sempre apoiamos o desporto, tanto que temos uma parceria com a Federação Moçambicana de Futebol”, disse, no momento da oferta, o representante da COTUR, Abdullah Hassane.

O secretário de Estado de Desporto, Gilberto Mendes, vê no gesto mais um caminho andado na luta contra o inimigo comum do momento e pensa já no que será dos recintos desportivos daqui em diante.

“Quero agradecer a este gesto, em nome da Secretaria de Estado de Desporto. Este equipamento vai contribuir no combate à COVID-19 nos recintos desportivos e não só, não obstante o facto de já ter decorrido o processo de vacinação”.

Foi a segunda vez, em menos de uma semana, em que a SED recebeu equipamento, visando prevenir a pandemia da COVID-19.

O Ferroviário de Maputo revalidou os títulos de campeão nacional em juniores e seniores masculinos e femininos, de atletismo, nas provas disputadas este final-de-semana, no Parque dos Continuadores.

Esta é uma revalidação aos títulos conquistados em 2019, tendo em conta que, em 2020, não houve nenhuma competição desportiva.

Em seniores femininos, o Ferroviário de Maputo terminou na primeira posição após somar 183 pontos, mais 37 que o directo perseguidor, o Matchedje de Maputo, que ficou na segunda posição com 146 pontos. A fechar o pódio, ficou o Matchedje da Beira que somou 52 pontos ao cabo dos dois de competição.

Em masculinos, por seu turno, a história voltou a repetir-se, com os verde-e-branco da capital a levarem a melhor sobre os seus adversários, terminando na frente da classificação geral com 184 pontos, mais dois que o Matchedje de Maputo, segundo classificado.

Para esta diferença mínima entre “locomotivas” e “militares” muito contribuiu a derrota do Ferroviário de Maputo na prova de estafeta dos 4×400, vencida pelo Ferroviário da Beira, que acabou por ficar com a medalha de bronze, ao somar 52 pontos.

No que aos juniores diz respeito, em masculinos, o Ferroviário de Maputo somou 166 pontos, contra 103 do seu homónimo da Beira e 90 do Núcleo Atlético de Bagamoio. Em femininos, o conjunto “locomotiva” da capital do país terminou com 132 pontos, deixando para trás a concorrência do Núcleo Cerâmico da Beira, que terminou com 107 pontos, e Núcleo Atlético de Bagamoio, com 98.

A União Desportiva de Songo foi eliminada das afrotaças este domingo, após perder por 4-3 na marcação das grandes penalidades, depois de perder por uma bola sem resposta no final dos 90 minutos, em jogo da segunda mão da pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.

A partida foi caracterizada por antecedentes e acontecimentos, durante o jogo, que deixaram agastados os membros da delegação moçambicana, que se viram, em algum momento, prestes a não disputar o jogo.

Antes do jogo, uma situação desconfortante: as autoridades locais inventaram testes falsos da COVID-19 positivos para quatro jogadores preponderantes dos “hidroeléctricos”, nomeadamente, Maxwell, Amadou, Agenor e John Banda, que foram impedidos de disputar a partida deste domingo, em Brazzaville.

No mesmo momento, a direcção da UD Songo deslocou-se à mesma clínica para realizar testes aos mesmos jogadores e os resultados deram negativo, mas as autoridades desportivas não aceitaram os resultados trazidos pelo representante moçambicano.

Já em campo, a equipa de arbitragem de tudo fez para que os moçambicanos não tivessem o sucesso que desejavam.

Se o empate prevaleceu até ao intervalo, na segunda parte as coisas foram diferentes, uma vez que a equipa de arbitragem “cavou” uma grande penalidade a favor do AS Atohô e, na sequência, mostrou cartão vermelho a Bhéu, deixando reduzida a equipa moçambicana. Os “hidroeléctricos” irritaram-se com a atitude e estavam a ponto de abandonar o relvado, mas, graças à acção do representante da FMF, os jogadores voltaram ao jogo.

Da grande penalidade, os congoleses chegaram à vantagem e empataram a eliminatória, e o resultado não mais se alterou até ao apito final.

Como mandam as regras da CAF para jogos das pré-eliminatórias, em caso de empate na eliminatória, as duas equipas vão à marcação das grandes penalidades e, nesse quesito, os congoleses foram mais felizes, também com ajuda dos árbitros.

É que, na primeira série de penáltis, os dois jogadores, do Otohô e da UD Songo, marcaram, mas o segundo dos congoleses permitiu a intervenção de Valério. Porém, a equipa de arbitragem mandou repetir o penálti, ainda assim falhado, já que a bola foi ao poste.

Os restantes jogadores do AS Otohô marcaram os seus penáltis, enquanto Dário e Belito não conseguiram fazer o que os colegas Thomas Nyurenda, Lau King e Candinho fizeram – marcar.

Cai por terra o sonho da UD Songo e do país, de regressar à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos, onde o AS Otohô segue em frente, para defrontar o Petro Atlético de Luanda, na próxima eliminatória.

A selecção nacional perdeu na noite deste domingo diante de Angola, por 70-61, em partida a contar para a segunda jornada do Afrobasket 2021, que decorre em Yaoundé, nos Camarões. Moçambique soma assim a sua segunda derrota, em dois jogos, no campeonato africano de basquetebol em seniores femininos. Na estreia, a selecção perdeu frente a campeã africana, Nigéria, por 67-50.

Tratava-se de um desafio renhido, no qual Moçambique poderia ter várias dificuldades.

Nasir Salé, tal como na estreia, voltou a apostar em Dulce Mabjaia, Anabela Cossa, Ingvild Mucauro, Odélia Mafanela e Tamara Seda, para o cinco inicial.

O que já se esperava aconteceu! Entraram melhor as angolanas, que fizeram um parcial de 25-14. No segundo quarto Moçambique ajustou os aspectos defensivos, mas foram perdulárias no tiro exterior, no entanto fizeram um parcial de 14-14. Nessa etapa do jogo Anabela Cossa, Tamara Seda e Stefânia Chiziane foram as melhores cestinhas, com 7 pontos, 7 pontos e 6 pontos, respectivamente. Com bom balanço defensivo, as jogadoras moçambicanas conseguiram fazer 11 pontos, contra 14 das angolanas.

No último quarto, as nossas irmãos do Atlântico tiraram o pé do acelerador, tendo feito 17 pontos, contra 22 de Moçambique, ainda assim encerraram as contas da partida com a vitória de 70 a 61.

Moçambique perdeu o confronto com as angolanas, por nove pontos, mas ainda tem a chance de chegar aos quartos-de-final. Para tal, deverá disputar um play-off.

Refira-se que o primeiro classificado apura-se directamente para os quartos-de-final,  enquanto o segundo e terceiro classificados disputarão um play-off de acesso aos quartos.

 

ARRANQUE PROMISSOR DE MOÇAMBIQUE

Perspectivava-se um jogo difícil, para Moçambique, frente as nigerianas, bicampeãs africanas, que nos últimos cinco anos têm dominado o basquetebol feminino no continente.

As dificuldades para a selecção nacional previam-se ainda maiores, tendo em conta que não teve o mínimo exigido de dias de preparação em campo para uma prova de tamanha exigência. Mais: a desfavor das “Samurais” estava também a ausência da poste, Leia Dongue, uma das melhores unidades do país, actualmente, por razões pessoais.

Tanucha, como é mais conhecida, assinou recentemente contrato o Araski da I Liga Espanhola, a denominada Liga Endesa, e procura integrar-se o mais rápido possível.

Contrariedades a parte. A verdade é que a equipa nacional entrou disposta a negar o favoritismo das nigerianas

Nasir Salé lançou para o jogo Dulce Mabjaia, Anabela Cossa, Ingvild Mucauro, Odélia Mafanela e Tamara Seda, que entraram com tudo, sem estremecer por estarem a defrontar as campeãs em título. Fruto dessa boa prestação foram os 12 pontos, contra 11 das D’Tigress, conseguidos no primeiro quarto.

Com Tamara Seda a impor-se na zona do garrafão e Anabela Cossa a assumir a condução do jogo, as moçambicanas continuaram com o seu brilharete no segundo período, terminando com mais uma vantagem, desta feita por quatro pontos: 29-33 ao intervalo.

Mas o descanso fez bem apenas as nigerianas, que voltaram mais determinadas e sem querer se deixar surpreender pelas “Samurais”. Apostaram mais em lançamentos exteriores e acabaram passando no marcador, perante as habituais dificuldades apresentadas pelas moçambicanas, no capítulo defensivo.

A Nigéria aproveitou para agigantar-se e fez um parcial de 24-9, colocando o resultado em 53-42, no final do terceiro quarto.

No último e decisivo quarto, a Nigéria trouxe ao de cima a sua experiência olímpica e não deu facilidades às “Samurais”, que muito tentaram, mas o máximo que conseguiram foi alcançar o objectivo traçado por Nasir Salé para esta competição: apontar pelo menos 50 pontos em cada partida. 67-50 acabou por ser o resultado final que marcou a estreia com pé esquerdo da selecção nacional no Afrobasket dos Camarões.

Por outro lado, a Nigéria iniciava da melhor forma a defesa do título, em uma partida do Grupo “B” do 26º Afrobasket Feminino da FIBA.

Apesar da derrota, Tamara Seda e Stefânia Chiziane destacaram-se no capítulo individual como as melhores marcadoras do conjunto nacional, cada uma delas com 12 pontos, ao passo que Ingivild Mucauro teve o maior número de ressaltos: sete.

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