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O País – A verdade como notícia

Os dois jogadores terão destinos diferentes nas suas carreiras, com Reinildo a ir mandar na Espanha e Mexer a ir mexer na Turquia. Com o mercado de transferência terminado à meia-noite desta segunda-feira, ainda nada havia em concreto, mas já se sabe que ambos não permanecem na França.

É um dado adquirido que os dois jogadores moçambicanos a actuarem na França não vão continuar nas respectivas equipas, sendo certo a saída para outras colectividades. Até ao fecho da edição desta segunda-feira do jornal “O País”, ainda não era claro qual o passo a ser seguido e o período, sendo que um estaria na rota de seguir para Espanha, e outro para Turquia.

Depois de ter realizado e passado nos testes médicos no Atlético Madrid, Reinildo Mandava é esperado a qualquer altura na capital espanhola, num negócio nada fácil para as três partes. É que o campeão espanhol quer pagar dois milhões de euros pelo jogadores, mas o Lille quer receber quatro milhões de euros.

O facto é que o campeão francês gastou três milhões de Euros para contratar o lateral esquerdo ao Belenenses SAD e, agora, já melhor valorizado, quer receber mais pelo jogador.

O Atlético Madrid faz jogo de cintura e quer somente pagar dois milhões de euros, na perspectiva de, em caso do Lille não concordar, esperar até ao final da época, altura em que termina o contrato entre o campeão francês e o jogador, este sair a custo zero.

Entretanto, a saída da França para Espanha agrada ao internacional moçambicano que espera apenas pela decisão das duas colectividades nas negociações que vêm decorrendo desde finais do ano passado.

A saída do atleta já na reabertura do mercado seria, ainda assim, uma espécie de dois em um: o Lille receberia algum dinheiro pela transferência, uma vez que o lateral termina contrato em Junho, e Simeone ganharia um lateral que tem impressionado nas exibições e nas estatísticas defensivas.

No Atlético Madrid, Reinildo Mandava teria a concorrência de Renan Lodi, único jogador disponível na posição, com Diego Simeone a utilizar com frequência Mário Hermoso na lateral esquerda, ou o belga Ferreira Carrasco quando joga em 3x4x3.

Para já, Reinildo já realizou exames médicos e assinou contrato com o Atlético Madrid até 2026, numa acção de antecipação do clube espanhol perante concorrência de clubes de Portugal, Inglaterra, Alemanha e França.

 

MEXER PODE RUMAR PARA TURQUIA

Outro moçambicano na França é Edson Sitoe, ou simplesmente Mexer, que actua no Bordéus. O jogador é cobiçado pelo Fatih Karagümrük da Turquia, que queria o central moçambicano por empréstimo até ao final da época, mas o jogador do Girondins mostrou-se, numa primeira fase, relutante com a situação.

A hipótese de uma saída de Edson Mexer para Fatih Karagümrük não pode mais ser totalmente descartada. Embora tenha informado aos seus dirigentes que não queria comprometer-se com o clube turco por empréstimo de seis meses, por falta de visibilidade, o internacional moçambicano pode, finalmente, mudar de ideia e seguir para Turquia.

O central não faz parte dos planos do seu técnico, Vladimir Petkovic, para a segunda metade da temporada. Mexer não esteve presente no treino de sábado, o que já pressupõe ter aceitado a proposta dos turcos para ganhar mais rodagem, o que não acontece com frequência no Bordéus.

Mexer Sitoe, que saiu de Maputo pela porta do Desportivo Maputo para representar o Sporting de Portugal, não chegou a singrar no campeão português, tendo sido emprestado ao Olhanense, antes de ser vendido ao Nacional.

De Portugal rumou para França, onde representou o Rennes, de 2014/15 até 2019/20, quando se transferiu para o Bordéus, pouco depois de ter conquistado a Taça da França.

Nesta temporada, Mexer já disputou 17 jogos pelo Bordéus, sendo 16 deles para a Ligue 1, dos quais 15 a titular, para além de um jogo a titular na Taça da França. Mexer tem um golo apontado pelos Girondinos.

O Costa do Sol venceu a Associação Desportiva da Malhangalene por 22­-20, no primeiro jogo da final do play-­off masculino, a melhor de 5 jogos, do Campeonato da Cidade de Andebol. Em femininos, o Costa do Sol também perdeu para o Matchedje, por 23-18.

Com uma entrada fulgurante e digna de uma final, as duas equipas tinham como objectivo começar a vencer este play-off a melhor de cinco jogos, mas foi a equipa do Costa do Sol que esteve na frente do marcador aos primeiros minutos, chegando a ter uma vantagem de 4­1.

Mas, a Associação Desportiva da Malhangalene não atirava a toalha ao chão, vestiu o facto macaco e foi à procura do empate. Não tardou a sua recuperação e chegaram ao intervalo a vencer com vantagem de um golo, ou seja, 11-10.

Na segunda parte do jogo, os “canarinhos” melhoraram, mas foram incapazes de fugir no marcador, e com os erros cometidos desde o banco técnico, levaram o adversário a dilatar a vantagem, fixando o resultado para 22­20. Entra a vencer Malhangalene perante o campeão em título.

O voo do canário continuou ainda rasante em femininos, onde o Costa do Sol perdeu o primeiro jogo diante do Matchedje por 23-18, com as militares a mostrarem garra e determinação de querer conquistar o título da capital do país.

O segundo jogo dos play-­offs em ambos os sexos está marcado para quinta-­feira, 3 de Fevereiro, no pavilhão da Escola Secundária da Malhangalene.

O Costa do Sol conquistou, sexta-feira, o Campeonato da Cidade de Basquetebol sénior feminino após vencer o Ferroviário de Maputo (81-59) no jogo 2 do play-off da final a melhor de 3. As “canarinhas” fizeram o 2-0 na série e fecharam em beleza a sua participação na prova sem nenhuma derrota.

É assim: no dia 14 de Abril de 2014, Leonel Rodolfo Manhique (Mabê) abriu uma nova página no basquetebol feminino ao liderar a armada do Ferroviário de Maputo (liderada por Zinóbia Dulce Machanguana) a conquista do primeiro de uma série de seis títulos consecutivos!

Em pleno pavilhão do Maxaquene, o Ferroviário de Maputo transfigurou-se e destronou a fortíssima e extinta equipa da Liga Muçulmana liderada por Nasir Salé, vencendo a final por 67-52. Encerrava-se, desta forma, um ciclo de conquistas de um conjunto que colocou África a seus pés ao conquistar, em 2012, na Costa do Marfim, a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol.

Com uma folha de serviço na qual se destacava, em termos de percurso como “coach”, as conquistas do torneio inter-escolar Basket Show (orientando as escolas Secundárias da Matola, Zona Verde e Josina Machel) e a Liga Vodacom como adjunto de Carlos Aik, o jovem colocou em sentido o senhor dos anéis.

Dito de outro modo: foi mais forte que o respeitado Nasir Salé, “coach” que “papou” tudo internamente e fez escola na Taça dos Clubes Campeões Africanos, competição na qual ergueu o troféu com o Desportivo Maputo (2007 e 2008) e Liga Muçulmana (2012).

Oito anos depois, precisamente a 28 de Janeiro de 2022, Leonel Manhique fechou o ciclo vitorioso de uma equipa ganhadora, derrotando, curiosamente, Nasir Salé na final do Campeonato da Cidade!

Na quadra do pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, Manhique tinha como trunfo uma das joias do CFVM que foi determinante para o êxito na final de 2014: Ingvild “Inga” Mucauro.

Beliscado, após derrota no jogo 1, o Ferroviário de Maputo tinha que mostrar a sua musculatura e forçar uma decisão à negra.

Como “ases” do seu baralho, Nasir Salé tinha Odélia Mafanela e Anabela Cossa (suas atletas na Liga e protagonistas da final de 2014 com o Ferroviário), Deolinda Gimo (sobrevivente da equipa que ganhou a prova em 2014 ao serviço do Ferroviário de Maputo), Dulce Mabjaia e Stefânia “Papelão” Chiziane (mais evoluída, sobretudo, depois da passagem pelo Highlinders Community College dos EUA).

Havia uma esperança fundada, entre as campeãs em título, de transfigurar-se e impor a primeira derrota ao Costa do Sol no Campeonato da Cidade. Um parcial de 4-2, logo no início do jogo, dava indicações de que as “locomotivas” levariam a decisão do título até às últimas consequências. Deolinda Gimo e a combativa Odélia Mafanela eram as opções para o jogo interior do Ferroviário de Maputo. Dulce Mabjaia, sem a lesionada Amélia Massingue, foi a escolha para a armação do jogo. Anabela Cossa e Stefânia Chiziane encaixaram no cinco inicial como extremos e com ordens para desequilibrarem nos tiros exteriores e penetrações. O Costa do Sol jogava com uma poste fixa: Vilma Covane. Ingvild Mucauro, Eleutéria Lhavanguane e Shelsea Rafael e Elizabeth Perreira eram as opções para o canário levantar o voo para o almejado título.

Havia um problema identificado no Ferroviário: ataques abaixo dos 24 segundos sem que a bola circulasse mais, culminando com muitos “turnovers”. Desequilibrada, Eleutéria “Formiga” Lhavanguane foi umas das unidades mais destacadas do Costa do Sol com tiros exteriores e penetrações que partiam a defesa homem a homem das “locomotivas”. Com Deolinda Gimo em evidência no jogo interior, o Ferroviário de Maputo fez um parcial de 15-8. Fez pressão alta do Ferroviário de Maputo, ajustou defensivamente o Costa do Sol que passou depois a condicionar o seu adversário. Paula Orlando, que transitou da equipa satélite para as campeãs nacionais, teve muitas dificuldades para se impor na luta das tabelas quando chamada ao jogo.

Mais esclarecido na quadra, o Costa do Sol melhorou ofensivamente e passou para a frente do marcador, fechando o primeiro quarto a vencer pelo parcial de 22-20.

Com maior agressividade defensiva e esclarecimento ofensivo, as “canarinhas” voltaram melhor no segundo quarto. Aliás, conseguiram fazer um parcial de 3-0 (25-20) com Eleutéria Lhavanguane em bom plano na quadra. Resposta à altura da experiente Anabela Cossa com um tiro exterior e finalização de uma jogada de contra-ataque. Jogo empatado (25-25). Pensava-se que, daí, o Ferroviário de Maputo fosse ajustar e melhorasse o balanço defensivo. Nada disso! O Costa do Sol, já com Nilza Chiziane a jogar lá em baixo, não só ganhou as segundas bolas como esteve melhor na abordagem do jogo.

As “locomotivas” acusaram ansiedade. Os ataques foram menos elaborados. Uma sucessão de perdas de bola. Defensivamente, o conjunto de Nelito cometeu muitos erros. Foi nessa etapa do jogo que o Costa do Sol fugiu no resultado, conseguindo uma vantagem de 20 pontos: 44-24.

Sem soluções, Nelito viu o Costa do Sol controlar o jogo. E, no final do segundo quarto, o resultado era de 47-28.

Como ir buscar o resultado? Esta era a questão que assaltava as campeãs nacionais. O jogo exterior foi a solução encontrada, sendo que Anabela Cossa e Dulce Mabjaia foram assertivas na zona dos 6, 75 metros. Mas, diga-se, o Ferroviário de Maputo revelou-se uma equipa sem agressividade defensiva. A rotação da equipa trazia desequilíbrios em todas as posições. A “manta era curta”!

Confortável, Leonel “Mabê” Manhique fez a rotação e deu minutos às atletas menos utilizadas. O terceiro quarto foi novamente controlado pelo Costa do Sol que venceu por 63-49. Não deixar que o Ferroviário de Maputo se aproximasse foi a palavra de ordem no Costa do Sol. E, com o jogo controlado e a cheirar a título, Leonel Manhique fez a gestão da equipa. Condicionado, o Ferroviário de Maputo jogava pela sua honra. Não sair derrotado por um resultado pesado! 100% Vitorioso, o Costa do Sol fechou em grande a sua participação no Campeonato da Cidade.

Nasir Salé era um homem resignado no final do jogo com o Costa do Sol. Carregado de “fair play”, Nelito parabenizou as “canarinhas” pela conquista do Campeonato da Cidade.

 

MABÊ JUBILA, NELITO RESIGNADO

O treinador do Costa do Sol, Leonel “Mabê” Manhique, mostrou-se satisfeito com a conquista do Campeonato da Cidade, o segundo título esta temporada. “Fazemos uma avaliação positiva no sentido de que estamos 100% vitoriosos. Acreditamos que há muita coisa que temos que corrigir para atacar o Campeonato Nacional. Acredito que, com sacrifício e dedicação da minha equipa, podemos melhorar um e outro aspecto. Temos que dar o nosso máximo para atingirmos os nossos objectivos. Mas, para atingirmos os nossos objectivos, temos que encarar jogo a jogo com determinação. Nós somos feitos de desafios. Fiz o meu trabalho no Ferroviário, onde conquistei títulos. Agora fui chamado para o Costa do Sol. Tenho que continuar com a mesma dedicação, senão mesmo dobrar para poder atingir os meus objectivos e do clube”.

Por sua vez, o treinador do Ferroviário de Maputo, Nasir Salé, reconheceu o valor do Costa do Sol na final do Campeonato da Cidade de Maputo. Nelito queixou-se, por outro lado, das lesões que afastaram da quadra algumas atletas. “Há que parabenizar o adversário pela diferença que fez. Mas eu acredito que vamos continuar a trabalhar e pensar nos melhores dias. Temos uma equipa reduzida em termos de estrutura devido a lesões. Agora queremos recuperar o grupo e perspectivar aquilo que possa ser a nossa prestação no Campeonato Nacional. Em função do resultado, tivemos que descansar o grupo para tratar das mazelas de algumas atletas. A época não acabou. Há que pensar, estruturar melhor a equipa e prepararmo-nos para a próxima competição. Espero ter um Ferroviário melhorado no Campeonato Nacional. Não podemos desistir. Temos que continuar a trabalhar e melhorar aquilo que foram os nossos erros”.

Jovem formado em Educação Física cria uma academia de formação de guarda-redes no bairro de Infulene, no Município da Matola. Com a criação da academia, o jovem pretende fornecer guarda-redes de qualidade aos grandes clubes do país. Actualmente, a academia conta com 25 crianças. 

Há um sonho que mora no bairro do Infulene. O caminho parece longo, mas os olhos sonhadores dessas crianças são de longo alcance. Por aí, as luvas encaixam-se perfeitamente naquilo que elas pretendem para o futuro. Abrir uma nova página e com letras douradas escrever a história de uma geração, cuja missão é manter as balizas invioláveis.

À partida até parece um sonho inalcançável. Mas, mais do que lições sobre como posicionarem-se na baliza, nesta academia aprendem também ter noção sobre com que valências se faz uma carreira. Das ruas do Infulene, Otis Guidimane já é uma referência na sua zona. Não é para menos, trocou as mãos desprotegidas pelas luvas da academia. Uma decisão que, para o futuro guarda-redes, foi a melhor da sua vida. É que, ainda que seja prematuro, os resultados já são visíveis.

“Tenho aprendido muita coisa nesta academia. Melhorei no capítulo das recepçoes, no posicionamento e nos movimentos”, conta Otis Guidimane. Para além do futebol, há outros valores que o mesmo tem aprendido. “Aprendi a ser humilde também”, algo que Otis Guidimane não tem preço.

Juliano Sozinho sonha em ser um grande guarda-redes. Quer mudar os paradigmas na selecção nacional de Moçambique, até porque já identificou algumas fragilidades. Explica!

“Tenho notado que os Mambas marcam pouco golos, em contrapartida sofrem muitos”. Como em qualquer área, para Juliano Sozinho não faltam referências. O futuro guarda-redes recorreu à porta ao lado para encontrar o seu ídolo. Ou seja, tem como referência o seu treinador. “Tudo quanto sei até agora foi ele que me ensinou”, explica Juliano Sozinho.

A inocência não lhes rouba os seus sonhos. Por isso, Otis Guidimane espera um dia vestir a camisola do PSG. Com a baliza segura, Neymar, Lionel Messi e Mbappe já não precisam se preocupar.

 

VENCER AS DIFICULDADES

O patrono da academia, Piodozio Magono, não tem dúvida do que pretende. Formar guarda-redes de qualidade e alimentar os clubes do país, é o objectivo que norteou a criação da academia.

Há três anos, precisamente em 2019, que o jovem vem perseguindo o sonho de fazer a diferença. A pandemia da COVID-19 até tentou travar o sonho, mas foi apenas um teste de resiliência.

“Retomamos as actividades no ano passado”, explica Piodózio Magono. E porque o projecto é inclusivo, há espaço para todos nesta academia, daí que a mesma é composta por crianças de vários bairros da Cidade de Maputo. Há até quem venha de Ressano Garcia movido pelo sonho de ser guarda-redes.

Têm vontade, de tal sorte que nunca vergaram perante às adversidades que têm enfrentando. Na Academia de Formação de Guarda-redes do Futuro, falta um pouco de tudo, com destaque para o material desportivo. Ainda assim, o trabalho deixa de andar.

Apesar de ainda não ter rubricado alguma parceria com os clubes, já há sinais visíveis sobre o trabalho que a academia está a desenvolver. É que, as solicitações começam a chover a cântaros. Para o patrono da academia ainda é prematuro libertar as suas joias, segundo explicou, ainda há muito trabalho por se fazer.

Recentemente a academia recebeu apoio do ex-treinador da Associação Black Bulls, Hélder Duarte, que a partir de Portugal enviou luvas. O gesto é, para Piodózio Magono, louvável. O apoio do técnico português já faz diferença, mas lista das necessidades ainda é maior, daí que o patrono da academia lança um grito de socorro ao empresariado.

“Temos recebido apoio de algumas pessoas que se identificam com o nosso projecto. Ora, precisamos mais. Por isso, estamos sempre a bater portas para ver se conseguimos patrocínio”, sublinha Magono.

Vezes há em que Piodózio Magono tem investido o seu dinheiro para garantir o transporte das crianças para os treinos. E quando isso não acontece, é obrigado a treinar com um número reduzido de atletas. A academia conta com 25 crianças, de idades compreendidas entre 10 a 20 anos de idade. O projecto arrancou, em 2019, com 15 crianças.

O antigo presidente da União Desportiva do Songo, Luís Canhemba, defende a aposta em infra-estruturas de qualidade, plano de captação de receitas com os direitos de transmissão televisa e criação de novos parceiros para tornar o Moçambola sustentável. Canhemba é uma das figuras escolhidas para liderar o processo de reestruturação da Liga Moçambicana de Futebol.

Incertezas quanto ao desfecho da prova por falta de fundos, ameaças de desistência de equipas a meio do campeonato, insustentabilidade financeira, ausência de um plano de marketing, manutenção e captação de novos parceiros que injectem dinheiro são alguns dos problemas que, a cada ano, transformam o Moçambola num certame sem estabilidade. Em tempos de crise, que força alguns patrocinadores a retraírem os seus investimentos no desporto, no caso específico, há que encontrar soluções para atraí-los e fazer do campeonato nacional uma prova com pujança financeira. É preciso, aliás, evitar cenários como o de 2018, quando o Presidente da República, Filipe Nyusi, assegurou a mobilização de apoios para que o Moçambola não parasse. Filipe Nyusi disse, na altura, que o campeonato nacional de futebol não era uma actividade de uma pessoa, de um grupo de pessoas, de uma liga ou direcção, mas sim do povo moçambicano.

Com experiência na gestão desportiva, Luís Canhemba sabe quais os caminhos a seguir para que a Liga Moçambicana de Futebol seja uma referência.

“Como homens do futebol sabemos quais são as nossas principais preocupações. A primeira está relacionada com a questão das infra-estruturas. Temos ainda a questão da regulamentação da nossa liga principal que é o Moçambola, a questão dos direitos de transmissão televisiva da prova e, sobretudo, a questão da sustentabilidade da prova, pois muitas vezes apercebemo-nos que o Campeonato ou a Liga apresenta dificuldades de chegar até ao fim por falta de dinheiro”, observou Canhemba. O antigo presidente da União Desportiva do Songo referiu que “temos que descobrir neste processo como tornar a Liga num produto que se vende e que seja sustentável financeiramente, torná-lo um apreciável pelas empresas, assim como por todos nós como agentes e adeptos do futebol”.

À semelhança de outros campeonatos, é fundamental que se reestruture o actual modelo de gestão, se transforme a prova num produto apetecível e vendável para que possa atingir os padrões internacionais exigidos pela UEFA.

“Nós dentro da Liga pensamos que para além da revisão dos estatutos e dos regulamentos, é preciso fazer a reestruturação da própria Liga de futebol. Por via disso e também porque a FMF tem recebido uma assistência de um programa denominado UEFA Assist decidimos escolher algumas individualidades para que possam acompanhar de perto este processo que inclui a reestruturação ao nível legal, da alta competição, comercial e de marketing”, secundou o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana.

A reestruturação do Campeonato nacional enquadra-se no âmbito do programa UEFA Assist, que visa melhorar o desenvolvimento do futebol, elevando cada vez mais a qualidade das federações e associações.

O aumento das receitas dos direitos televisivos constitui, igualmente, uma das apostas para tornar a Liga Moçambicana de Futebol robusta.

Liga Desportiva de Maputo vs Grupo Desportivo Iquibal é o jogo de cartaz da 1ª jornada do Torneio de Futsal da Cidade de Maputo, segundo ditou o sorteio realizado há dias na sede social da Associação de Futebol da Cidade de Maputo (AFCM).

Atractivo, porquanto irá enolver dois campeões nacionais e protagonistas da final de 2018, na Beira, ganha pela Liga Desportiva (1-0), este jogo é sempre de grandes emoções tendo ainda em conta as ambições destas formações.

Ainda na ronda inaugural, Beúla FC terá pela frente ADDEC MOZ, enquanto o Ferroviário de Maputo irá  medIr forças com o  Instituto Superior de Comunicação e Imagem (ISCIM) e  o Gespetro bate-se com Jovens Comunidade,.

Já o Clube Atlético Moçambique joga com PETROMOC.   Na segunda jornada, o Instituto Superior de Comunicação e Imagem defronta a ADDEC MOZ, enquanto Jovens da Comunidade terá como adversário o Ferroviário de Maputo. Esta ronda reserve-nos ainda os duelos Gespetro vs Grupo Desportivo Iquebal, Desportivo vs Atlético Moçambique e Petromoc vs Liga Desportiva.

Em duelos inseridos na jornada 3, Beúla bate-se com ISCIM e Ferroviário de Maputo vai procurar contrariar o favoritismo do Grupo Desportivo Iquebal. Ainda nesta ronda, a formação da ADDEC MOZ joga com Jovens da Comunidade e Gespetro mede forças com Petromoc. Destaque ainda para a partida que colocará frente-a-frente a Liga e Desportivo Maputo.

A prova, que arranca no próximo dia 12 de Fevereiro, será disputada num sistema de todos contra todos numa única volta. De acordo com a Associação de Futebol da Cidade de Maputo, as inscrições decorrem até o próximo dia 5 de Fevereiro.

As provas de futsal regressam dois anos depois, devido as limitações impostas pela pandemia da COVID-19 que forçou a interrupção de campeonatos agendados pela AFCM e FMF.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e a Liga Moçambicana de Futebol assinaram, esta quinta-feira, um acordo de cedência de direitos do Moçambola que visa adequar os estatutos e regulamentos da prova-mor do desporto indígena a realidade internacional e tornar a prova financeiramente sustentável.

Se dúvidas houvesse, ficam agora dissipadas. O Moçambola-2022 será mesmo disputado por 12 equipas e não 14 como aconteceu na última temporada que consagrou a Associação Black Bulls como campeã nacional na sua primeira participação na prova.

O facto, confirmado pela FMF em comunicado em Novembro passado e contestado pelos visados Desportivo Maputo e Textáfrica (despromovovidos) e tantos outros clubes que levantaram a voz numa assembleia-geral extraodinária da LMF sem efeito nenhum, foi reforçado e chancelado esta quinta-feira na cerimónia de cedência dos direitos de organização da trémula prova-mor do calendário.

O acordo visava, entre outros pontos, a revisão dos estatutos e regulamentos da Liga Moçambicana de Futebol para que os mesmos estejam alinhados aos padrões internacionais. Mais: que o campeonato nacional de futebol seja mais atractivo e sustentável financeiramente.

É neste sentido que foram anunciados dois “reforços” para a equipa que irá liderar o processo de restruturação do há muito desajustado campeonato nacional:  Luís Canhemba e o professor Inácio Bernardo, antigos presidentes da União Desportiva do Songo e Desportivo Maputo, respectivamente.

Com experiência comprovada na gestão desportiva, Bernardo e Canhemba deverão transmitir o seu “know-how” para que o campeonato nacional de futebol seja, de facto, uma prova mais atractiva!

Mas, porque o que é de facto tema de actualidade é mesmo o número de equipas que irão corporizar a prova este ano, Ananias Couana desatou o nó. Não sem antes contextualizar.

“Uma das matérias que mereceu a nossa atenção especial foi a definição do número de clubes participantes no Moçambola, tendo ficado assente que em respeito aos estatutos das duas entidades, essa responsabilidade é da Liga Moçambicana de Futebol, respeitando, contudo, os parâmetros indicados pela Federação Moçambicana de Futebol, órgão reitor do futebol em Moçambique. Neste contexto, foi indicado que o número mínimo deve ser de dez clubes e o máximo de 16 clubes”, contextualizou.

Depois, o dirigente, que no processo de discussão manteve-se “low profile” e longe dos holofotes, disse o que os adeptos e massa associativa do Desportivo Maputo estão tão pouco dispostos e ou mesmo preparados para ouvir.

“Igualmente, ficou acordado que o campeonato deste ano terá doze clubes e a Liga Moçambicana de Futebol assumiu o compromisso de continuar a envidar esforços junto de parceiros para assegurar um financiamento que permita futuramente o aumento do número de clubes participantes no Moçambola”, aclarou Couana.

Pouco dado a improvisos, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, diz que o órgão que gere o futebol moçambicano poderá, nos próximos anos, aumentar o número de equipas.

Sidat advertiu ainda aos clubes para pautarem pela melhoria das suas infra-estruturas desportivas como forma de assegurar a qualidade do futebol praticado no país.

Costa do Sol poderá sagrar-se, esta sexta-feira, 28 de Janeiro, campeão da cidade de basquetebol em seniores femininos. Em vantagem (1-0) no “play-off” da final, a melhor de três jogos, as “canarinhas” precisam de vencer para destronar o Ferroviário de Maputo, campeão em título.

O reabilitadíssimo Pavilhão Gimnodesportivo da Universidade Eduardo Mondlane pode testemunhar, já na sexta-feira, o abrir de uma nova página no basquetebol feminino cá do sítio.

É que, após vencer o Ferroviário de Maputo (62-52), na passada quarta-feira, no jogo 1 do “play-off” da final a melhor de 3, o Costa do Sol está a uma vitória do título na segunda maior prova do calendário do basquetebol do país.

Seria, feitas as contas, o segundo troféu das “canarinhas” num espaço de dois meses, depois de terem conquistado, em pleno dia 10 de Novembro, o Torneio Nutrição.

É uma partida na qual o Ferroviário de Maputo é obrigado a vencer para arrastar a decisão do título para o jogo 3. Ou seja, forçar a decisão “à negra” e acrescer alguma dose motivacional ao “12” que vai disputar o Campeonato Nacional de basquetebol sénior feminino, prova que arranca já no próximo 7 de Fevereiro, na Cidade de Maputo.

O conjunto orientado por Nasir “Nelito” Salé irá entrar com tudo para não falhar, prematuramente, a revalidação do título que ostenta há seis anos! Para tanto, terá de se transfigurar e fazer melhor ofensiva e defensivamente perante um adversário diante do qual perdeu duas vezes na fase regular do Campeonato da Cidade.

O Costa do Sol, esse, quer decidir tudo ainda no jogo 2 para evitar males maiores frente ao conjunto que fornece o maior número de atletas à selecção nacional de basquetebol sénior feminino.

Mais, um grupo composto por jogadoras experientes, “habuitués” a grandes pressões e jogos decisivos, não fossem algumas delas bicampeãs africanas de clubes e com muita estrada em África.

Motivada pela conquista do Torneio Nutrição, em Novembro do ano passado, o Costa do Sol aponta para o título que lhe escapa desde que herdou parte da vencedora e extinta equipa da Liga Desportiva de Maputo, em 2015.

De lá a esta parte, apenas conseguiu colocar em sentido a galáctica equipa do Ferroviário de Maputo na final da Taça Maputo, em 2017, vencendo por 60-47.

Depois da razia sofrida, com a abalada de Ingvild “Inga” Mucauro, Eleutéria “Formiga” Lhavanguane e Vilma Palmira Covane para o Costa do Sol, o Ferroviário de Maputo tem sentido imensas dificuldades para superar o Costa do Sol.

No mês de Janeiro, prestes a findar, perdeu diante das “canarinhas” por 68-52, na partida em atraso da décima quarta jornada do Campeonato da Cidade de basquetebol.

Na final do Torneio Nutrição de Basquetebol sénior feminino, o Costa do Sol venceu o Ferroviário de Maputo por nove pontos: 62-53.

Na verdade, Leonel “Mabê” Manhique, “coach” que surpreendeu tudo e todos quando se abraçou o Costa do Sol, nas vésperas da fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de 2019, no Cairo, Egipto, tem que justificar o investimento feito na contratação de algumas internacionais basquetebolistas moçambicanas que agregaram mais valor à equipa.

O Ferroviário de Maputo venceu as últimas seis edições do Campeonato da Cidade, pelo que o Costa do Sol terá que se aplicar a fundo para destronar um conjunto com orgulho ferido.

Em caso de necessidade, o jogo 3 dos “play-offs” da final do Campeonato da Cidade realiza-se no próximo sábado, 29 de Janeiro, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane.

Sem jogar desde que foi eliminada, em Novembro, da corrida ao Campeonato do Mundo (Qatar ‘2022), a selecção moçambicana, Mambas, deverá voltar aos relvados na terceira semana de Março para, em princípio, defrontar a congénere de Angola, os Palancas Negras.

Para o efeito, a Federação Moçambicana  de Futebol (FMF) já iniciou contactos com os dirigentes da Federação Angolana de Futebol, no sentido de aproveitar o enquadramento da  data  FIFA para pôr-se à prova diante dos Palancas Negras, que tal como os Mambas, estão fora do Campeonato Africano das Nações  que está a decorrer nos Camarões.

Angola falhou a qualificação ao CAN Camarões após perder (0-1) na visita à Gâmbia. A formação de Pedro Gonçalves sofreu o único golo aos 62’, com Ceesay a ser o carrasco dos Palancas Negras.

Segundo o Jornal de Angola, com o Estádio Nacional do Zimpeto, em Maputo, a beneficiar de obras de substituição do relvado, o particular poderá ter lugar no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, capital de Angola.

Este duelo servirá de preparação para os Mambas tendo a fase de qualificação para o Campeonato Africanos das Nações, CAN-2023, prova a realizar-se na Costa do Marfim.

Os Mambas, como se sabe, terão quatro jogos já no mês de Junho com adversários ainda por conhecer, uma vez que a Confederação Africana de Futebol irá proceder ao sorteio da fase de grupos. Já em Novembro, o combinado nacional disputará dois jogos referentes à fase de apuramento ao CAN-2023.

Equivalente à Taça das Nações Africanas, mas reservado para jogadores locais, o calendário do CHAN sofreu uma alteração devido à pandemia do novo Coronavírus.

Para que o CHAN e CAN ordinário não se sobrepusessem, a CAF anunciou que o campeonato reservado aos jogadores que evoluem nos respectivas provas internas será realizado em Janeiro de 2023 em datas a serem definidas. Um programa inteiro…

ESTÁDIO 11 DE NOVEMBRO APROVADO

A Confederação Africana de Futebol (CAF) aprovou a realização de jogos internacionais no estádio 11 de Novembro, em Luanda, após obras na infra-estrutura, informou hoje a instituição.

O vice-presidente da FAF, José Carlos Miguel, disse tratar-se de aprovação provisória, pois a CAF baixou ainda várias recomendações por serem cumpridas pelas autoridades angolanas.

Quanto aos demais estádios angolanos, e que continuam encerrados para jogos internacionais, disse que, depois de cumpridas recomendações, voltam a ser inspeccionados pela Confederação Africana de Futebol.

Trata-se dos estádios dos Coqueiros e 22 de Junho, em Luanda, o estádio do Sagrada Esperança, na província da Lunda Norte, bem como o da Tundavala, na Huíla.

Em Novembro de 2021, a CAF, através de um relatório, reprovou os estádios nacionais, incluindo o 11 de Novembro, em Luanda, por não oferecerem as mínimas condições para a prática do futebol.

CAF SUSPENDE JOGOS DE CAN NO ESTÁDIO OLEMBÉM EM YAOUNDÉ

A Confederação Africana de Futebol (CAF) suspendeu, terça-feira, até à nova ordem, jogos no estádio Olembé de Yaoundé durante este CAN Camarões 2021 no Estádio Olembé de Yaoundé, anunciou o seu presidente, o Sul-africano Patrice Motsepe.

Durante uma conferência de imprensa em Yaoundé, Motsepe indicou que esta medida se segue aos incidentes e empurrões que fizeram mortos e muitos feridos, segunda-feira, às portas do referido estádio, antes do jogo dos oitavos-de-final entre os Camarões e as Ilhas Comores ganho pelo primeiro por 2-1.

Mesmo declarando responsável o Comité Organizador do CAN (Cocan) local pelo sucedido, Patrice Motsepe não negou as responsabilidades da CAF por isso.

“Devemos ter presente que a segurança de todos os espectadores  é a nossa principal preocupação”, disse.

Enquanto se aguarda pela conclusão da investigação, o Estádio Olembé está suspenso até nova ordem, devendo os jogos previstos neste espaço, precisamente Côte d’Ivoire-Egito e Marrocos-Malawi, agendados para domingo no quadro dos oitavos-de-final, ser transferidos para  o Estádio Ahmadou Ahidjo, em Yaoundé.

Segundo o presidente Motsepe, “houve lacunas, fiascos e fraquezas, coisas que deveriam ter sido previstas.”

A CAF vai doravante trabalhar “para que tais eventos não se repitam”, assegurou o presidente da CAF.

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