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O País – A verdade como notícia

Em mais um jogo de destaque da Liga Jogabets, o Desportivo Maputo defronta a Black Bulls, para a quarta jornada da Série A. Os Ferroviários de Maputo e das Mahotas medem forças no sábado enquanto os líderes têm jogos acessíveis, com os “tricolores” a terem pela frente o Vulcano e os “canarinhos” a receberem os “polícias”.

É mais um teste de fogo para o Desportivo Maputo nesta primeira competição futebolística de 2022, a Liga Jogabets da cidade de Maputo. E é o terceiro jogo consecutivo difícil para os “alvi-negros”, depois de cruzarem caminho do Maxaquene e Ferroviário de Maputo, ambos perdidos de forma infantil.

Claro está que diante da Black Bulls, campeã nacional, o Desportivo não terá muitos argumentos, tendo em conta a estrutura criada e a sede de vitórias e golos desta formação orientada por Inácio Soares.

É que a Black Bulls é reconhecida por distribuir goleadas nesta competição, tendo já despachado o Matchedje, por 6-1 e o 1º de Maio, por 8-0. Frente ao Desportivo a vitória pode ser certa, faltando saber por quantos números.

Entretanto, importa salientar que uma derrota do Desportivo neste partida pode significar o adeus dos “alvi-negros” à fase seguinte, uma vez que somente as primeiras quatro equipas é que transitam e o Maxaquene, Ferroviário de Maputo e Black Bulls têm a sua passagem quase que garantida, estando em luta o quarto lugar, onde o Vulcano, Matchedje, Desportivo e Ferroviário das Mahotas estão na espreita.

No mesmo dia, domingo, e mesmo campo, Matchiki Tchiki, mas para a Série B, o líder, Costa do Sol, tem um jogo para consolidar a sua liderança e garantir de uma vez por todas a passagem aos quartos-de-final, quando defrontar as Águias Especiais de Maputo.

Os “canarinhos” são claros favoritos para ultrapassar os “políciais” neste jogo, aproveitando o pé quente de Telinho, que continua a se mostrar valioso para Artur Semedo, que estava prestes a dispensar o jogador.

Os dois jogos de domingo têm claros favoritos, nomeadamente Black Bulls e Costa do Sol, perante adversários que não irão, certamente, criar muitos alaridos e nem dificuldades para chegarem aos três pontos.

 

SEIS JOGOS EM QUATRO CAMPOS NO SÁBADO

Entretanto, a jornada quatro da Liga Jogabets arranca sábado com seis jogos a serem disputados em quatro campos da capital do país.

No Estádio da Machava joga-se pela Série A, com o líder Maxaquene a defrontar o Vulcano no primeiro jogo do dia, antes do embate entre os Ferroviários de Maputo e das Mahotas.

Tanto os “tricolores” como os “locomotivas” da capital são claros favoritos a saírem com os três pontos. O Maxaquene vem de três vitórias consecutivas e não vai queres quebrar este ciclo vitorioso, até porque a crise instalada entre a direcção e a FIFA ainda não afecta os jogadores. E este jogo pode significar o ressurgir dos “maxacas” na esteira do futebol moçambicano.

Já o Ferroviário de Maputo, que a par do Maxaquene e da Black Bulls, pela Série A, e o Costa do Sol, pela Série B, ainda não perdeu nesta competição, mede forças com o homónimo das Mahotas. Uma equipa frágil para a formação que actua no Moçambola, que só supera o 1º de Maio, tanto na classificação como dentro das quatro linhas.

Uma vitória certa para o Ferroviário de Maputo que está mais próximo de assegurar presença nos quartos-de-final da Liga Jogabets.

Já no campo do Matchedje, os donos da casa, quinto com três pontos, defrontam os “trabalhadores” do 1º de Maio, lanternas vermelhas da Série A, sem nenhum ponto. Aparentemente um jogo equilibrado entre equipas do mesmo escalão, mas com possibilidades de vitória para o Matchedje, que depois de impor uma goleada ao Ferroviário das Mahotas, sofreu uma goleada também, mas não desfalace. Os “militares” ainda sonham com a passagem aos quartos-de-final, e para tal precisam de vencer para continuar vivos na luta. O mesmo não se pode dizer do 1º de Maio, que precisa somar os primeiros pontos e, por isso, pode dar alguma luta na partida.

Ainda no campo dos “militares”, a Liga Desportiva de Maputo, que recuperou a sua devida posição depois da derrota na primeira jornada, terá pela frente o Nacional, com todas as possibilidades de sair com os três pontos.

Galvanizada pela vitória na jornada passada diante da Académica, a turma orientada por Dário Monteiro tem a possibilidade de somar mais três pontos e manter-se na perseguição ao Costa do Sol e assegurar um lugar nos quartos-de-final.

 

LUTA PELA QUALIFICAÇÃO E PELA FUGA À ÚLTIMA POSIÇÃO NA SÉRIE B

Já no Complexo Desportivo de Tchumene, campo da Black Bulls, a Académica e o Racing têm a possibilidade de experimentar o melhor relvado do país, quando se defrontarem. É o embate entre duas equipas da cauda da Série B, com a Académica a ocupar a penúltima posição, com apenas um ponto, enquanto o Racing ainda não somou pontos.

Claro está que o jogo será equilibrado e com um vencedor imprevisível, sendo certo que quem vencer ganha fôlego na luta pela fuga à posição de lanterna vermelha.

O Racing pode estar em melhores condições de somar os primeiros pontos diante dos “estudantes” que procuram não reprovar neste teste de sábado.

Finalmente no campo do Mahafil, outro relvado bem tratado ao nível do país, os donos da casa e o Estrela Vermelha medem forças à procura de garantir um lugar nos quartos-de-final da prova da capital do país.

Trata-se de um embate, também, com resultado final imprevisível, tendo em conta que ambas somam cinco pontos e procuram um lugar ao sol.

É sem dúvidas uma jornada que pode trazer mexidas na tabela classificativa, depois do fim dos jogos, com claros favoritos a terem possibilidades de garantir, quanto cedo, o seu lugar na próxima fase da competição.

O Ferroviário da Beira já se encontra em Dakar, Senegal, onde vai disputar a Conferência do Sahara de acesso à fase da Liga Africana de Basquetebol. Os “locomotivas” de Chiveve ressentem-se da falta de jogos de controlo, mas garantem que os dois reforços assegurados vão ajudar a alcançar o objectivo traçado, neste caso o de chegar à fase final e terminar entre os quatro primeiros classificados.

A equipa sénior masculina de basquetebol do Ferroviário da Beira partiu no princípio da tarde desta terça-feira para Senegal, onde irá participar, a partir do dia 5 deste mês, na fase regular da Liga Africana de basquetebol, a maior prova da modalidade ao cesto ao nível de clubes, numa parceria entre a FIBA-Africa e a NBA.

A equipa do Chiveve parte imbuída de muita responsabilidade de representar os mais de 30 milhões de moçambicanos, mas garante que o foco em Senegal será ganhar cada jogo até chegar à final da competição, onde o principal objectivo é terminar nos primeiros quatro lugares para assegurar a presença na final.

Valdemar Oliveira, presidente da colectividade verde-e-branco da Beira, promete que a equipa de basquetebol vai dar o seu máximo para trazer conquistas ao país. “É imensa e grande a responsabilidade nossa nesta participação. Queremos dar tudo que temos e, passe a expressão, o que não temos para podermos trazer honra a este país”, disse Valdemar Oliveira.

Para esta competição, o Ferroviário da Beira reforçou-se com mais dois jogadores estrangeiros, nomeadamente dois nigerianos e, na sua preparação, focou-se bastante nos aspectos técnicos, tendo em conta que irá desafiar equipas com históricos muito forte na modalidade.

“A última preparação no passado sábado foi o primeiro com os jogadores estrangeiros e isso não é melhor para nós, porque gostaríamos de ter tido 20 dias a um mês com eles, para melhor se enquadrarem. Mas, assim, não sei o que poderá acontecer”, lamentou o técnico espanhol Luiz Hernandez, que não teve muito tempo com os jogadores que reforçam a equipa.

Contudo, ainda de acordo com Luiz Hernandez, este facto não vai tirar o espírito competitivo da equipa. “Nós vamos competir e não sabemos o que teremos, nem o que vamos encontrar, porque também é complicada a nossa situação, já que não tivemos jogos de controlo”, disse Hernandez, que acrescentou ainda que “as outras equipas se reforçaram muito bem”.

Aliás, o técnico espanhol garante que tem estado a estudar os seus adversários, por forma a saber o que podem encontrar no Dakar. “Sabemos de alguns contratos milionários feitos por algumas equipas, o que contrasta com a nossa equipa, mas estamos prontos para o que der e vier”.

Tal como os técnicos e dirigentes, os atletas também garantem que vão imprimir todo esforço na etapa decisiva da Liga Africana de Basquetebol, em perseguição ao objectivo traçado para esta competição.

E foi mesmo capitão da equipa, Armando Baptista, que deu voz aos restantes, tendo referido que o apoio de todos será crucial para o sucesso da equipa. “O que o povo beirense e o povo moçambicano devem esperar é um Ferroviário que irá lutar de igual para igual com os seus adversários, e a procurar dar o seu melhor jogo a jogo para poder estar nos quatro melhores”, disse Armando Baptista, na hora da despedida.

Refira-se que a etapa decisiva da Liga Africana de Basquetebol, nomeadamente a elite 12, será disputada em duas fases, sendo a primeira dividida em dois grupos de seis equipas cada, denominadas Conferência do Sahara, onde o Ferroviário da Beira está inserido, que se disputa na Arena do Dakar, no Senegal, e a Conferência do Nilo, que terá lugar no Cairo, Egipto, de 9 a 19 de Abril próximo.

O Ferroviário da Beira enfrentará, na primeira fase, o Monastar da Tunísia, o Salé de Marrocos, o Ruanda Energy Group e o Atlético Clube da Guine-Conacry.

As primeiras quatro classificadas de cada uma das Conferências seguirão para a última fase, a elite 8, que será jogada no sistema a eliminar, a um jogo, a partir dos quartos-de-final, em Maio próximo, na Arena de Kigali, no Quénia.

Recorde-se que os campeões das ligas nacionais de Angola, Egipto, Marrocos, Ruanda, Senegal e Tunísia garantiram a sua participação na edição 2022 da BAL, ao vencerem as respectivas ligas nacionais. As restantes seis equipas, provenientes de Camarões, República Democrática do Congo, Guiné, Moçambique, África do Sul e Sudão do Sul garantiram a sua participação, através dos torneios de qualificação ‘Road to BAL’ nos respectivos países, entre Outubro e Dezembro de 2021.

 

CONFERÊNCIA DO SAHARA

AS Salé (Association Sportive Sale) – Marrocos

DUC (Dakar Universite Club) – Senegal

CFV – Beira (Clube Ferroviário da Beira) – Moçambique

REG (Rwanda Energy Group) (REG) – Ruanda

S.LAC (Seydou Legacy Athletique Club) – Guiné

US Monastir (Union Sportive Monastirienne) – Tunísia

 

CONFERÊNCIA DO NILO

BC Espoir Fukash – República Democrática do Congo

Cape Town Tigers – África do Sul

Cobra Sport (Cobra Sports Club) – Sudão do Sul

F.AP (Forces Armeés et Police Basketball) – Camarões

Petro de Luanda (Clube Atlético Petróleos de Luanda) – Angola

Zamalek (Campeão BAL 2021) – Egipto

A Confederação Internacional de Futebol (FIFA) suspendeu as selecções do Quénia e Zimbabwe por interferências dos seus governos. A informação foi tornada pública pelo organismo que gere o futebol em comunicado, na semana passada.

No referido comunicado, o órgão reitor do futebol escreve que “sem prejuízo das investigações por autoridades nacionais ou outros órgãos jurisdicionais, o Conselho da FIFA decidiu suspender a Federação de Futebol do Quénia e a Federação de Futebol do Zimbabwe com efeito imediato, devido à influência indevida de terceiros”.

Para o caso do Quénia, a suspensão prende-se com o facto do Ministério do Desporto daquele país ter dissolvido a Federação de Futebol (FKF) por suposta apropriação indevida de fundos e nomeou um comité interino em Novembro do ano passado.

No mesmo mês de Novembro do ano passado, o conselho da FA (ZIFA) do Zimbabwe, também foi suspenso pela Comissão do Desporto e Recreação (SRC) nomeada pelo governo do país. As razões para a intervenção do SRC incluem alegado assédio sexual de árbitras por parte do pessoal técnico e alegações de fraude dentro da ZIFA.

Enquanto isso, no final do mês de Novembro, Nick Mwendwa deixou o cargo de presidente da FKF depois de ser acusado de vários crimes de fraude, alegações que o mesmo recusou-se a assumir. O SRC do Zimbabwe recebeu inicialmente um prazo até 3 de Janeiro da FIFA para devolver a liderança da ZIFA ao anterior elenco, facto que não foi atendido, sem , no entanto, trazer prejuízo para a selecção do Zimbabwe, que foi autorizada a disputar a terminada Taça das Nações Africanas, realizada nos Camarões.

Em um comunicado, a Comissão do Desporto e Recreação do Zimbabwe reagiu à proibição questionando o fracasso não apenas da FIFA, mas também da Confederação Africana de Futebol (CAF), em lidar com sérias alegações de irregularidades na administração anterior de ZIFA.

“Parece que a FIFA está restringida pelas disposições de seus próprios estatutos para proteger alguns dos indiscutíveis predadores sexuais, fraudadores e administradores corruptos no comando da administração do futebol no Zimbabwe”, disse a SRC em comunicado.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse que as duas selecções sabem o que fazer para reverter a situação. “Eles sabem o que precisa ser feito para serem readmitidos ou para que suas suspensões sejam levantadas”, disse Infantino.

A suspensão também impede que os clubes de futebol representem os seus respectivos países em competições continentais, como a Liga dos Campeões da CAF e a Copa das Confederações da CAF.

Entretanto, a FIFA ainda não se pronunciou em relação a recente atitude do governo dos Camarões, que através do seu presidente, Paul Biya, ordenou a demissão do seu seleccionador nacional, António da Conceição, que levou os Leões indomáveis ao terceiro lugar do Campeonato Africano das Nações, realizado em seu próprio território.

O internacional moçambicano voltou a ser confiado à titularidade no lado direito do ataque do Al Ahly, depois de não ter saído do banco no embate do fim-de-semana para a Liga dos Campeões Africanos.

Desta vez, não marcou nenhum golo, mas ajudou a sua equipa a vencer, tendo sido com ele em campo que o Al Ahly foi mais produtivo na partida, ao sair ao intervalo a vencer por 3-1, com bis de Mohamed Afsha, aos 7 e 13 minutos, e um tento de Mohamed Sherif aos 5 minutos, com o Pharco a reduzir, aos 17, por Ahmed Ibrahim.

Entretanto, aos 27 minutos, Luís Miquissone viu um cartão amarelo, o que condicionou o resto da sua prestação no encontro, facto que justificou a sua substituição, ao intervalo.

Ainda assim, o Al Ahly do Egipto acabou por terminar o encontro com vitória folgada diante do Pharco por 4-1, com o último golo a ser apontado a três minutos dos 90 por intermédio de Shanat.

Com o resultado, o Al Ahly cimentou a liderança da prova com 25 pontos, mais dois que o Pyramids que segue na segunda posição, ao cabo de 11 jornadas. As duas formações têm dois jogos em atraso devido à sua participação nas competições africanas.

Este fim-de-semana, o Al Ahly volta a não jogar para o campeonato interno devido à sua participação nas competições africanas, nas quais defronta o Al Merreick do Sudão, em partida de atraso da primeira jornada da liga dos Campeões Africanos, que não disputou na data devido à participação no campeão africano no mundial de clubes.

Recorde-se que o Al Ahly ocupa a última posição do seu grupo com apenas um ponto em dois jogos realizados.

Dos moçambicanos na diáspora, o destaque desta semana vai para Gildo Vilankulo que continua de pé quente e voltou a marcar pelo quarto jogo consecutivo, desta vez diante do Caldas. O Amora venceu por duas bolas sem resposta.

Outro jogador moçambicano em evidência é Faizal Bangal, que marcou pelo segundo jogo consecutivo, desta vez no empate da sua equipa, o ASD Alcione da Itália, diante do Mezzolara, a um golo.

A FIFA e a UEFA confirmaram esta segunda-feira que a selecção russa, assim como todas as equipas daquele país, foram afastadas das provas onde estão envolvidas na presente temporada, em resposta à invasão da Rússia à Ucrânia, o que provoca um alvoroço mundial, não só na vida política, mas também no desporto.

Num comunicado conjunto, as duas instâncias que regem o futebol mundial e europeu, respectivamente, garantem que o “futebol está totalmente unido e em total solidariedade com todas as pessoas afetadas na Ucrânia”.

“Ambos os presidentes esperam que a situação na Ucrânia melhore significativa e rapidamente para que o futebol possa voltar a ser um vetor de unidade e paz entre  povos”, pode ler-se na curta nota citada pelo jornal Record.

Este comunicado surge um dia após a FIFA, a solo, ter indicado que as equipas e selecções russas não poderiam jogar em território russo, que não jogariam sob o hino e bandeira do seu país e que todas as equipas deveriam alinhar sob a sigla da Federação de Futebol Russa. O volte-face aconteceu 24 horas depois.

 

RÚSSIA FALA EM DECISÃO “DISCRIMINATÓRIA” DA FIFA E UEFA

Em resposta, a União de Futebol da Rússia (RFU) opôs-se à decisão “discriminatória” tomada pela FIFA e UEFA, de suspender os clubes e selecções de todas as competições, e defende que esta decisão vai “contra todas as normas e princípios”.

Pouco depois das duas entidades anunciarem a deliberação, devido à ofensiva militar da Rússia na Ucrânia, a RFU emitiu um comunicado para criticar uma decisão que “prejudica um grande número de atletas, treinadores, funcionários de clubes e selecções”.

De acordo com o jornal Record, que cita o comunicado da RFU, “a União de Futebol da Rússia discorda categoricamente da decisão da FIFA e da UEFA de suspender todas as equipas russas de participar nas partidas internacionais por um período indeterminado. Acreditamos que esta decisão é contrária às normas e princípios da competição internacional, bem como ao espírito desportivo”, começa por manifestar o organismo.

Segundo a RFU, a decisão tornada oficial por parte das entidades que regem o futebol mundial e europeu “tem um carácter claramente discriminatório e prejudica um grande número de atletas, treinadores e, mais importante, milhões de adeptos russos e estrangeiros, cujos interesses das organizações desportivas internacionais devem proteger em primeiro lugar”.

Por fim, defende que “tais acções estão a dividir a comunidade desportiva mundial, que sempre aderiu aos princípios de igualdade, respeito mútuo e independência da política”, e deixa claro que se sente no “direito de contestar a decisão de acordo com as leis desportivas internacionais”, escreve o Record.

A exclusão das representações russas das competições europeias e mundiais foi decidida ao mais alto nível, pelo Bureau do Conselho da FIFA e pelo Comité Executivo da UEFA, os dois mais altos órgãos decisórios das duas instituições em assuntos tão urgentes.

A Rússia deveria enfrentar em Moscovo a Polónia numa das meias-finais, com o vencedor desse encontro a receber na final do play-off para o Mundial-2022 a selecção vencedora do jogo entre Suécia e República Checa, em embate que poderia ser novamente em território russo.

O jogo entre Rússia e Polónia está agendado para 24 de Março e a final deste play-off, com o vencedor da Suécia-República Checa, a 29 do mesmo mês.

 

COMO FICA O PLAY-OFF PARA O MUNDIAL COM A EXCLUSÃO DA RÚSSIA?

Com a decisão tomada pela FIFA e UEFA, muitos questionamentos surgem em torno do que irá acontecer com o play-off europeu de qualificação ao Mundial-2022, que vai disputar-se no final de Março e que elegerá as últimas três selecções europeias apuradas para a competição no Qatar.

A Rússia foi sorteada no caminho B, onde também estão Suécia, República Checa e Polónia, esta última adversária nas meias-finais. Com a eliminação da selecção russa, falta saber o que acontecerá na referida meia-final.

A UEFA não se pronunciou por enquanto sobre uma situação que não está prevista nos órgãos reguladores do futebol. Existem, assim, quatro possibilidades, segundo o jornal ‘As’, nomeadamente a classificação directa da Polónia para a final do referido caminho. Algo que poderia gerar polémica, visto que Suécia e República Checa teriam de se defrontar para disputar a final.

Mas também a Eslováquia pode disputar o caminho B, visto ter sido 3.ª classificada do Grupo H, no qual a Rússia terminou em 2.º lugar e garantiu, assim, este apuramento.

Ou então pela estranheza da situação, poderia ser considerado o 3.º melhor classificado de todos os grupos que disputaram o apuramento para o Mundial. E aí entraria a Noruega, que somou 18 pontos, do grupo G, os mesmos do que a Albânia, no grupo I, mas com melhor saldo de golos (15-8 contra os 12-12 dos albaneses).

Para além disso, a selecção pela qual actua Erling Haaland tem melhor coeficiente (1,8 pontos por jogo) do que a República Checa, a 3.ª classificada do grupo E e que está no play-off via Liga das Nações (1,75).

Finalmente, pode também optar por completar o play-off pelas qualificações da Liga das Nações. Recorde-se que a nova competição da UEFA concede duas vagas aos dois melhores da edição anterior que não se apuraram na qualificação por grupos. Nesse caso, a Hungria seria a contemplada, por ter vencido o Grupo 3 da Liga B da Ligas das Nações. Áustria e República Checa, refira-se, conseguiram um lugar no play-off por terem somado mais pontos (13 e 12 respectivamente) do que a Hungria (11).

Para além disso, há ainda outra questão para solucionar. O Rússia-Polónia, da meia-final do caminho B do play-off, estava agendado para 24 de Março na VTB Arena, em Moscovo. Algo que também não irá acontecer pelas razões já mencionadas. Certo é que a decisão da UEFA não deve tardar, visto que falta menos de um mês para o arranque do play-off.

O presidente da Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo, Bruno Campos, apesar de reconhecer que o Automóvel Touring Clube de Moçambique (ATCM) é um clube grande com um historial no país, bem financeiramente e com infra-estrutura, diz que o mesmo deve deixar a instituição que dirige fazer o seu trabalho. Diz ainda que a Secretaria do Estado de Desporto (SED) é que perpetua essa ilegalidade.

A Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo tem vindo a reclamar a interferência do ATCM naquelas que são as suas competências, facto que nalgum momento tem criado algumas desinteligências entre as duas instituições.

Para Bruno Campos, a federação é a única instituição em Moçambique que tem as credenciais oficiais do Governo para representar o desporto de automóvel e de motociclismo, a nível nacional e internacional.

“Que fique claro que a federação não tem nenhum conflito com o ATCM. Condenamos, porém, a sua forma de actuar”, explica, acrescentando que este clube não representa o país em lado nenhum. Diz ainda que o ATCM deve cumprir as suas funções como clube e deixar a federação fazer o seu trabalho, entanto que agremiação que coordena e regulamenta o desporto motorizado no país.

 

SED PERPETUA A ILEGALIDADE

Bruno Campo considera que, em relação ao que está a acontecer, o ATCM não é o grande culpado, mas sim a Secretaria do Estado de Desporto (SED), instituição que, na sua opinião, está a deixar com que o clube esteja a usufruir de competências que não lhe dizem respeito. Sublinhou que a SED, ao autorizar as provas da ATCM, também está a fazer algo que não lhe compete.

˝Não cabe à Secretaria do Estado de Desporto autorizar a realização de provas, até porque essa tarefa, de acordo com a lei, é da inteira responsabilidade das federações desportivas nacionais”, explica Bruno Campos.

Campos vai mais longe ao afirmar que não existe vontade da parte da SED em dirimir esse problema, justificando pelo facto de a federação ter enviado várias cartas à essa instituição, não tendo recebido uma resposta sequer.

“Nós informamos sobre as provas que estão sendo realizadas pela ATCM sem qualquer anuência da federação”, disse Bruno Campos. Nesse sentido, o mesmo aventa a possibilidade de haver alguém que protege a ATCM, de modo a fazer essas provas.

“Um clube não pode autorizar-se a si próprio e nem se pode licenciar, muito menos legalizar os próprios atletas. Ou seja, elas são árbitros, juízes, licenciadores e organizadores ao mesmo tempo”, adverte Campos, ajuntando que o secretário do Estado deve responder sobre esse imbróglio todo.

À semelhança da Secretaria do Estado de Desporto, Bruno Campos diz que a instituição que dirige já mandou várias cartas ao ATCM, mas também nunca teve resposta.

“Até parece que o ATCM é uma ilhota na Costa do Sol, que tem leis próprias e faz aquilo que bem lhe apetece”, afirma

Alguns pilotos e dirigentes da modalidade defendem a separação entre o desporto automóvel e motociclista, ou seja, duas federações. Essa pretensão tem levantado muitos debates nos últimos dias. Sobre esse assunto, Bruno Campos afirma que, como o ATCM não está no motociclismo, pretende manipular as pessoas.

“Nós não podemos aparecer agora com essa conversa de que temos de separar o automobilismo do motociclismo, só para um clube revelar-se. Querem continuar a deixar o ATCM a fazer o que bem lhe apetece?”, questiona Campos, afirmando que isso não existe na lei.

Entretanto, a época desportiva da Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo abre no dia 26 do mês em curso. Para a presente época, irá organizar os campeonatos de drift, gincana, drug racing, motocross, autocross e mototurismo, etc.

A Comissão dos Sócios do Maxaquene diz que a informação sobre a dívida que o clube tem avaliada em dois milhões de dólares, equivalente a 130 milhões de Meticais, derivada de não pagamento de salários aos jogadores, treinadores e outros funcionários, é falsa. A Comissão de Sócios diz não saber onde se foi buscar a informação que, para eles, só quer desestabilizar a colectividade

Na semana passada, despoletou a informação de que o Maxaquene tinha sido sancionado pela Federação Internacional de Futebol, FIFA, devido a dívidas avaliadas em dois milhões de dólares, cerca de 130 milhões de Meticais. O próprio presidente da Comissão de Gestão do Maxaquene, Domingos Langa, confirmou a informação, tendo dito, na ocasião, que o valor era derivado das dívidas de pagamentos de salários com jogadores, treinadores, funcionários e pagamentos de serviços feitos pela colectividade “tricolor”

Com a notícia veio o choque no seio dos sócios e simpatizantes do emblema “tricolor”. Com o iminente bloqueio da licença do Maxaquene para as competições regidas pela FIFA, muitas vozes se fizeram ouvir. A dos sócios soou mais e esta terça-feira veio a reacção.

E foi pela voz de Efraime Tembe, Presidente da Comissão dos Sócios, que o desmentido ecoou. “Os sócios do clube de Desportos da Maxaquene distanciam-se destas notícias caluniosas e difamatórias que circulam na imprensa e redes sociais. Não sabemos onde foi se buscar esta informação com estes números astronómicos, quem é o mentor, qual a intenção e a finalidade de trazer a público tamanha mentira”, começou por dizer Efraime Tembe diante da imprensa que acorreu à sede da colectividade para ouvir os sócios.

Efraime Tembe negou ainda que o Maxaquene tenha sido impedido de inscrever jogadores e participar das provas de alta competição, pela FIFA, devido à dívida que supostamente tem.

Tembe apresentou, na ocasião, as duas situações que podem impedir um clube de inscrever seus jogadores no sistema TMS, nomeadamente o facto de não apresentar a prova de pagamento de inscrição do atleta junto da associação, avaliado em três mil Meticais em caso de renovação, em 20.000 Meticais em caso de transferência de um atleta de um clube para o outro, e 25 mil Meticais quando se trata de inscrição de um atleta estrangeiro, e quando o clube tiver uma dívida com um jogador, treinador ou trabalhador estrangeiro, com o caso a transitar em julgado na FIFA e no Tribunal Arbitral do Desporto, neste último diante de um recurso de uma das partes.

Para o presidente da Comissão de Sócios do clube “tricolor”, em função destes dois pressupostos, “o Maxaquene não tem nenhum dos casos relatados acima, mais ainda, se houvesse esse bloqueio, a FIFA devia já ter comunicado ao clube e consequentemente seria do conhecimento da FMF, porém, não é o caso”.

A Comissão dos Sócios diz ainda que esta “desinformação” visa desestabilizar o clube e que a equipa principal de futebol vai disputar as provas que merecem disputar este ano. “Vamos competir no campeonato provincial onde não há obrigatoriedade desses requisitos, e salientar que ao longo do ano em curso, e se tudo correr conforme, já com a nova Direcção, o clube vai se organizar e reunir todos os requisitos e condições, para que no próximo ano possa participar nas provas em que estiver inserido, se for no Moçambola”, salientou Efraime Tembe.

Em relação às declarações de Domingos Langa, presidente da Comissão de Gestão do Maxaquene, que apresentou os valores que foram avançados pela imprensa nacional, Efraime Tembe considera que houve erro de câmbio.

A Comissão de Sócios do Maxaquene diz que irá continuar a apoiar o clube, tendo em vista garantir que o emblema “tricolor” regresse ao Moçambola o mais rápido possível.

E como forma de ajudar nas dificuldades que são enfrentadas pela colectividade “tricolor”, a Comissão de Sócios apresentou um pacote de apoios constituído por 30 conjuntos de equipamento de estágios, 15 pares de botas de futebol e bolas.

 

ELENCO PASSADO DISTANCIA-SE DA DÍVIDA E RECONHECE PASSIVO 18 DE MILHÕES DE METICAIS

Ao longo deste processo, Domingos Langa terá referenciado que grande parte das dívidas que a colectividade tem e que obrigaram a FIFA a suspender o clube das provas de alta competição, foram contraídas pelo elenco presidido por Arlindo Mapande, que dirigiu os “maxacas” de 21 de Julho de 2018 a 13 de Setembro de 2019.

Mas também foi uma informação desmentida na conferência de imprensa havida esta terça-feira, desta vez pelo então porta-voz da colectividade, Dadivo José, que fala de um aumento de dívida de apenas 18 milhões protagonizado pela direcção da que fazia parte.

“Quando Arlindo Mapande entrou para o clube a dívida era de 34 milhões de meticais e subiu para 52 milhões de meticais, portanto foram 18 milhões de meticais de aumento e é relativo ao pagamento de trabalhadores, treinadores e atletas, e boa parte dos credores dessa dívida são elementos da anterior direcção do clube”, começou por Dadivo José.

Ademais, “o aumento dos outros credores de 2018 para Outubro de 2019, reflecte o empréstimo contraído junto de alguns membros da direcção. Até final de 2020 o relatório de contas indicava que a dívida do Maxaquene estava em 72 milhões de meticais”, segundo esclarecimento dado por Dadivo José.

Para já, espera-se pelo esclarecimento deste caso na Assembleia Geral da colectividade, que terá lugar entre Abril e Maio deste ano, altura em que será eleita uma nova direcção executiva do Clube dos Desportos da Maxaquene.

A Secretaria de Estado de Desporto e o Conselho Municipal de Quissico assinaram um Memorando de Entendimento que tem como objectivo viabilizar a elaboração e materialização de programas nas áreas de massificação desportiva.

O acto, que teve lugar na sede da Secretaria de Estado de Desporto, vai estreitar ainda mais os laços existentes entre as duas instituições do Estado e criar condições para que a vila de Quissico seja um ponto de desenvolvimento do desporto moçambicano, com aval do Governo, através da Secretaria de Estado do Desporto.

Um dos pressupostos deste memorando de entendimento é fazer com que a Vila de Quissico explore as oportunidades existentes no Desporto e aproveitar a existência da União Desportiva de Zavala para massificar o desporto naquela localidade.

Aliás, a massificação do desporto em Quissico não se resume apenas ao recreativo, mas também na alta competição, tendo em conta que a União Desportiva de Zavala está inscrita na Associação Provincial de Futebol de Inhambane para participar no Campeonato Provincial da segunda divisão.

Abílio Paulo, edil da Vila de Quissico, reiterou o facto de, através do memorando assinado com a Secretaria de Estado do Desporto, ver o desporto no seu todo a se desenvolver naquele local. “Com esta parceria acreditamos que vamos massificar outras modalidades, já que o desporto não é só futebol. Temos várias outras modalidades que são praticadas em Quissico, como o Xadrez, Ntxuva, Futsal, entre outras” vincou o presidente do Município de Quissico, Abílio Paulo.

Entretanto, a Secretaria de Estado de Desporto assegura que estes memorandos de entendimento para garantir a massificação e desenvolvimento do desporto não vai terminar apenas com o Município de Quissico, mas que vai avançar com outras vilas autárquicas. A garantia foi do director-geral do Instituto Nacional do Desporto, Elias Williamo, que disse ainda que “em função do trabalho que nós estamos a realizar no terreno depois deste momento que nós tivemos com o município de Quissico, vamos avançar para Bilene, Macia, Chókwè e Manjacaze”.

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, que esteve presente e acompanhou todo processo de assinatura do memorando, anunciou bons dias para o Desporto em Quissico. “Acredito que com a melhoria da administração ao nível de desporto, ajudaremos outras áreas a crescerem e a desenvolverem na mesma autarquia, até porque o seu potencial é enorme”, referiu Gilberto Mendes.

Carlos Gilberto Mendes diz acreditar que com a assinatura do memorando de entendimento entre a Secretaria de Estado do Desporto e o Município de Quissico mais outros virão, e “agrada-nos saber que já existe uma equipa que vai participar no campeonato de segunda divisão”.

Numa primeira fase de apoios do Governo para a massificação e desenvolvimento do desporto na vila de Quissico, a Secretaria de Estado de Desporto ofereceu bolas de futebol e deixou promessas de mais apoios nos próximos tempos.

O memorando de entendimento foi assinado esta segunda-feira pelos punhos do respectivo presidente do Município de Quissico, Abílio Paulo, e do director-geral do Instituto Nacional do Desporto, INADE, Elias Williamo, sob olhar atento do Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes.

Quarenta e dois países confirmaram a sua participação no 22.º Campeonato Africano de Atletismo sénior, agendado para 08 a 12 de Junho, nas Ilhas Maurícias. Moçambique é um desses países, ainda que não tenha divulgado a lista dos convocados para esta competição continental.

Segundo a Confederação Africana de Atletismo (CAA), a lista ainda pode crescer até ao fim do prazo de inscrição marcado para 02 de Maio próximo, esperando-se, assim, que mais países venham a confirmar a sua participação.

Três países, nomeadamente Eritreia, Sudão e Tanzânia, manifestaram a sua intenção de participar no maior evento atlético do continente, mas ainda não apresentaram os seus processos de admissão à Federação de Atletismo das Maurícias (MAA).

Enquanto isso, outros nove ainda não anunciaram a sua participação, nomeadamente Botswana, Camarões, São Tomé e Príncipe, República Centro-Africana, Guiné Equatorial, eSwatini, Gâmbia, Mali e Mauritânia, esperando-se que o façam antes do fim do prazo estipulado, ou seja, até 02 de Maio.

Enquanto o Campeonato Africano de Atletismo das Maurícias não decorre, Moçambique vai acolher o Campeonato Africano de Corta-Mato, este ano. Moçambique foi escolhido pela Confederação Africana de Atletismo (CAA) para acolher a edição deste ano da competição, que está prevista para decorrer de 12 a 13 de Março próximo, de princípio no distrito de Marracuene.

A Federação Moçambicana de Atletismo garante que está a trabalhar junto de parceiros para tornar esta prova numa verdadeira festa da modalidade a nível do continente africano.

 

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