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O País – A verdade como notícia

A Liga Jogabets da Cidade de Maputo já produziu 63 golos em 24 jogos disputados, referentes a três jornadas de cada uma das séries. A Série A é a mais produtiva, com 46 golos, contra 27 produzidos na Série B. Ainda assim, os líderes de cada uma das Séries soma nove pontos.

O Campeonato Provincial da Cidade de Maputo, a Liga Jogabets, tem sido rico em golos, principalmente pela Série A, sendo que, em 12 jogos, já foram averbadas quatro goleadas, duas quais das antigas. Uma produção que revela a sede dos avançados em apontar golos, mas também as fragilidades de algumas equipas em termos defensivos, que denunciam fraca preparação para esta competição.

Na primeira jornada, o Matchedje impôs uma goleada de 8-0 ao Ferroviário das Mahotas, mas, na jornada seguinte, foram os próprios “militares” a sentirem o gosto de goleada, quando perderam por 1-6 diante da Black Bulls.

Na terceira jornada, foram duas goleadas vistas, nomeadamente a imposta pelos “touros” aos “trabalhadores” do 1º de Maio, por 8-0, e a imposta pelo Ferroviário de Maputo ao Desportivo.

Aliadas aos resultados normais que têm acontecido, a Série A já produziu 46 golos, com a Black Bulls a ser o maior contribuinte, com 15 golos apontados, seguido do Matchedje, com nove golos, o Ferroviário de Maputo e o Maxaquene, com oito e sete golos, respectivamente.

Já a Série B, que apenas conta com duas goleadas, a imposta pelo Estrela Vermelha diante do Racing, por 1-6, no sábado, e a da Liga Desportiva de Maputo frente ao mesmo Racing, na segunda jornada, por 0-5, produziu 27 golos, com a turma de Hanhane a ter mais golos feitos, sete, seguido pelos “alaranjados”, com seis golos.

O 1º de Maio, com um golo marcado e 14 sofridos, pela Série A, e o Racingo, com dois golos marcados e 14 sofridos, são os lanternas vermelhas, sem nenhum ponto e, por conseguinte, as mais frágeis.

Os líderes das duas Séries, Maxaquene pela A e Costa do Sol pela B, fizeram o pleno, somando por vitórias os três jogos disputados, com destaque para os “canarinhos”, que apontaram apenas quatro golos, todos do mesmo jogador: Telinho. Aliás, a turma de Artur Semedo é a única que ainda não sofreu golos nesta competição.

Em termos de maiores goleadores, Hammed, da Black Bulls, é o maior artilheiro com cinco golos apontados, quatro dos quais na última jornada, seguido de Telinho, do Costa do Sol, com quatro golos.

Com três golos perfilam dois jogadores, nomeadamente Melque, da Black Bulls, e Ivan, do Matchedje, sendo que muitos outros estão na lista com dois golos apontados.

A próxima jornada, a quarta, que se disputa próximo fim-de-semana, tem como atractivo o embate entre a Black Bulls e o Desportivo Maputo, que vai definir a posição dos “alvi-negros” nesta competição.

O final de semana teve várias provas em todo país, com algumas províncias a realizarem mais uma jornada dos Campeonatos Provinciais enquanto noutras houve disputa das Supertaças Provinciais, que marcam o arranque das respectivas provas. Tete e Nampula são exemplo das que realizaram supertaças, enquanto as outras foram provas locais.

Enquanto em várias províncias já se joga pelos respectivos Campeonatos Provinciais, em Nampula e Tete jogou-se este final de semana pelas Supertaças Provinciais.

Na chamada capital do Norte, o Ferroviário de Nacala, que conquistou a última Taça Provincial, teve que suar as estopinhas, e por culpa própria, para levar de vencida as Águias Azuis de Nampula por duas bolas sem resposta. Os “locomotivas” de Nacala iniciam assim com o troféu a temporada futebolística 2022, quando se prepara para disputar mais uma edição do campeonato nacional, o Moçambola.

Já em Tete, a União Desportiva de Songo não teve dificuldades para vencer e levantar o primeiro canecão da época, após vitória folgada sobre o Bagamoio de Moatize, por 5-1. O avançado Dayo, ex-Ferroviário da Beira, apontou três dos cinco golos e foi o homem do jogo, ajudando os “hidroeléctricos” a conquistarem o primeiro título do ano.

 

FERROVIÁRIOS DA BEIRA E QUELIMANE NÃO DÃO ESPAÇOS AOS ADVERSÁRIOS

Na província de Sofala, o Ferroviário da Beira somou mais uma vitória no Campeonato Provincial, desta feita diante da Liga Desportiva de Sofala, treinada por Luca Barrarijo, por duas bolas sem resposta, cimentando a liderança da prova.

Ainda para a mesma jornada, o FC da Beira venceu o histórico Têxtil de Púnguè à tangente, enquanto outro histórico, o Estrela Vermelha da Beira sucumbia, pelo mesmo resultado de 0-1, diante do Matchedje local. Já o Sporting recebeu e derrotou a ACLIN de Gorongosa por duas bolas sem resposta.

A turma orientada por Wedson Nyirenda lidera com 13 pontos, seguido pela dupla Estrela Vermelha da Beira e Liga Desportiva de Sofala, com nove pontos cada. Nas posições de fora do pódio estão o Têxtil de Púnguè com sete pontos, na quarta posição, seguidos pelo FC da Beira e Matchedje da Beira, com seis pontos cada.

Nas duas últimas posições estão a Chama da Unidade com apenas um ponto e a ACLIN de Gorongosa sem nenhum ponto. O Campeonato Provincial de Sofala é disputado por equipas ímpares, por isso a Chama da Unidade esteve de fora nesta jornada.

Na Zambézia, por seu turno, jogou-se para a segunda jornada do Campeonato Provincial, sem surpresas nos resultados encontrados. O Ferroviário de Quelimane não teve meias medidas e recebeu e goleou o 3 de Fevereiro de Quelimane por 7-0, com Nonó a fazer um póquer, sendo a figura do encontro.

Outra goleada foi infligida pelo Sporting de Quelimane ao 1º de Maio, também de Quelimane, por quatro bolas sem resposta.

Nas outras partidas da segunda jornada, o Matchedje de Mocuba, treinado por Nacir Armando, que se prepara para o Moçambola 2022, derrotou a Sumeia por duas bolas sem resposta, enquanto o Ferroviário de Nicoadala e Jerry FC empataram a dois golos.

 

“HIDROCARBONETOS” PROTAGONIZAM GOLEADA DAS ANTIGAS

Na província de Inhambane, por seu turno, a segunda jornada não teve surpresas em termos de resultados. Depois do nulo na jornada inaugural, diante do Temusa Costa do Sol da Massinga, a Associação Desportiva de Vilankulo vingou-se na segunda jornada e por números que já não se encontram. Os “hidrocarbonetos” humilharam o Sporting de Massinga por 14-0, com o avançado malawiano Sibale a anotar, sozinho, sete golos.

Os restantes golos da turma, que está a preparar sua participação no Moçambola 2022, foram apontados por Parkim, com um bis, Victor, Xirase, Jorge, Eládio e Betinho.

Ainda para esta segunda jornada, a União Desportiva de Zavala goleou o Samboco de Inharrime por 4-0, enquanto 17 de Maio e o Ferroviário de Inhambane não foram para além de um empate a um golo.

Não foi disputada a partida entre as formações da Liga Desportiva de Maxixe e o Temusa Costa do Sol da Massinga, a pedido da primeira equipa que argumentou problemas logísticos.

 

DESPORTIVO DA MATOLA SOFRE PARA VENCER EM MAPUTO

No que à Província de Maputo diz respeito, o Desportivo da Matola, equipa liderada pelo antigo Mamba e jogador do Maxaquene e Liga Desportiva de Maputo, Eduardo Jumisse, que é, também, seleccionador nacional adjunto, teve que sofrer a bem sofrer para levar de vencida a Real Mahelane da Namaacha por uma bola sem resposta.

Os “alvi-negros” da Matola continuam a liderar a prova, pese embora com oscilações nos resultados, não conseguindo ser uma equipa consistente.

Outras das equipas históricas e que não conseguem se impor em campo são o Clube de Marracuene, que sucumbiu em casa diante do Cross United por duas bolas a uma, o mesmo sucedendo com os Amigos da Matola, que perderam pelo mesmo resultado diante do Timbercity.

A Escola de Sargentos de Boane, ESFA, recebeu e derrotou o Ximangane FC por duas bolas sem respostas, enquanto o Jeito FC venceu por falta de comparência ao Atlético de Marracuene, embora a equipa adversária tenha estado em campo. O facto é que não apresentou nenhum comprovativo de testes contra COVID-19, o que fez com que não tivesse havido jogo e, por conseguinte, sido averbada falta de comparência.

Em três combates entre moçambicanos e tswanas, os pugilistas nacionais de masculinos derrotaram os seus adversários, vergando apenas em femininos, onde a experiência da atleta do Botswana superou a da moçambicana. O “Sexta no Ringue” decorre às sextas-feiras no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane.

A preparação para as competições internacionais dos pugilistas moçambicanos continua a ser levada a sério por parte da Federação Moçambicana da modalidade, que organiza uma competição denominada “Sexta no Ringue”, que foi para a sua segunda edição.

Depois de na primeira edição ter sido disputado por pugilistas nacionais e de eSwatini, na passada sexta-feira, já contou com a participação de pugilistas do Botswana, convidados para este evento nacional. E os moçambicanos não deixaram os seus créditos em mãos alheias.

No primeiro embate entre Moçambique e Botswana, na categoria dos 64kg, Yassine Nordine não teve grandes dificuldades para superar Kobamelo Molatlhegi. Os três assaltos foram disputados sob toada de equilíbrio, mas, no final do combate, o moçambicano, que até fazia a sua estreia em combates internacionais, acabou por sair vencedor, levando a vitória para o país.

Já na categoria dos 54 kg, o pugilista moçambicano Armando Sigaúque teve a dura missão de enfrentar o atleta olímpico do Botswana, Rajab Mahomed, que esteve presente nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ano passado.

Depois de um assalto em que o tswana até esteve bem, a aproveitar a inexperiência do moçambicano, nos assaltos seguintes, o moçambicano transfigurou-se e chegou a derrubar o tswana duas vezes, fazendo o olímpico experimentar o tapete. Estas duas quedas não deram possibilidades ao jurado, que, por unanimidade, acabou por atribuir a vitória a Armando Sigaúque.

Em femininos, para a categoria dos 51 quilogramas, foi onde o país teve a sua queda. A moçambicana Helena Bangão não teve argumentos para contrariar a experiência de Lethabo Modukanele que não deixou dúvidas da sua vitória após três assaltos em que dominou, levando os juízes a atribuírem uma vitória unânime para a pugilista do Botswana.

Ainda assim, fez-se um balanço positivo dos combates disputados por pugilistas moçambicanos contra os tswanas, uma vez que, nos três combates, vencemos dois e perdemos apenas um.

 

SEIS COMBATES ENTRE NACIONAIS TAMBÉM ANIMARAM A NOITE

Para além dos três combates “internacionais”, em que os moçambicanos defrontaram os tswanas, mais seis lutas protagonizaram a noite do “Sexta no Ringue” na semana passada.

Em femininos, para a categoria dos 54 Kg, a experiente Benilde Macaringue não enfrentou muitas dificuldades para levar de vencida a Fidelícia Cumbe por decisão unânime do júri, naquele que foi o segundo combate de femininos e o único entre pugilistas nacionais.

Por seu turno, em masculinos, Ivo Gonçalves derrotou a Ussimane Kalú, nos 51 kg, Edson Cumbane venceu a Cândido Mavombo, nos 60 kg, e Paulo Jorge foi superior a Lázaro Comé, na categoria dos 63.5 kg.

Noutras duas categorias de pesos pesados, Tiago Muchanga levou de vencida o seu compatriota José Azarias, nos 67 kg, enquanto nos 92 kg Albino Gabriel foi superior no combate que travou com Miguel Microsse.

Estes combates visam uma forma desejada aos pugilistas nacionais, para que estejam ao mais alto nível nos compromissos internacionais que se avizinham e o presidente da Federação Moçambicana de Boxe, Gabriel Júnior, referiu que o evento veio para ficar.

Depois de eSwatini e Botswana nas duas primeiras edições, espera-se que, na próxima edição, dentro de 15 dias, o “Sexta no Ringue” conte com a participação dos pugilistas da África do Sul, por forma a dar mais ritmo competitivo aos atletas nacionais.

Aliás, grande parte dos atletas que vão disputar a próxima edição são os convocados para a selecção nacional da modalidade que se prepara para o regional que vai decorrer na Zâmbia, nos próximos meses. O regional esteve inicialmente agendado para Angola, mas a organização alterou o local devido aos elevados custos de ligações aéreas até Luanda, o que iria retrair a participação dos países da zona.

O Clube de Desportos da Maxaquene está impedido de inscrever jogadores no sistema FIFA Connect. Em causa está uma dívida acima de 130 milhões de meticais, que levou a FIFA a bloquear a licença profissional do clube “tricolor”, que só poderá competir em divisões amadoras e nos escalões de formação.

O mal não vem só. Mergulhado numa crise sem precedentes e de bradar aos céus, sem direcção há quase três anos depois da saída de Arlindo Mapande, eis que mais um capítulo se abre no clube tricolor.

O clube deve mais de 130 milhões de Meticais aos jogadores, treinadores e a outros funcionários, os quais estão há quase três anos sem auferir os seus salários, incluindo a dívida contraída junto às empresas fornecedoras de serviços, hotéis e por falta de canalização ao sistema de segurança social. Essa informação foi revelada por Domingos Langa, presidente da Comissão de Gestão do clube “tricolor”, ao jornal Notícias, na sua edição desta quinta-feira, citado pelo LanceMZ.

Por conta disso, a FIFA bloqueou a licença do clube, impedindo a inscrição dos seus jogadores. Ou seja, vê-se o emblema “tricolor” impedido de competir ao mais alto nível, devendo-se contentar apenas com as camadas de formação e divisões amadoras.

O bloqueio da licença implica que, mesmo que o Maxaquene suba de divisão, enquanto não regularizar a situação da dívida fica impedido de disputar o Moçambola. O Maxaquene foi despromovido em 2019.

“Não preenchemos alguns requisitos preconizados pela FIFA, por isso este ano não podemos competir a nível profissional, apenas como amadores e nas camadas de formação. A FIFA cativou a nossa licença e só nos poderemos nos livrar desta situação mediante a liquidação da dívida, infelizmente, insustentável para o Maxaquene neste momento”, disse Domingos Langa ao Notícias.

 

“MAPANDE AGUDIZOU A SITUAÇÃO”

Apareceu como se de “paraquedista” se tratasse. Desejado por alguns (sócios) e indesejado por outros (LAM e Aeroportos de Moçambique), empresas integradoras que injectavam dinheiro no clube, mas que aquando do escrutínio dos “Maxacas” em 2018, deixaram claro que queriam só e só Nuro Americano, numa corrida que envolvia Arlindo Mapande. Ao não se efectivar a vontade das empresas, um mal maior aconteceria: o apoio ao clube seria cortado.

Nuro Americano perdeu e as implicações vieram ao de cima. Segundo escreve o Notícias, citado pelo LanceMZ, o passivo do Maxaquene aumentou de forma “estrondosa” durante o elenco de Arlindo Mapande (2018-2019), pois este não teve apoio das empresas integradoras depois de ter sido eleito, tendo recorrido ao serviço de dívida sempre que se visse à nora, numa altura em que o clube disputava o Moçambola.

“A situação financeira do Maxaquene agravou-se e as nossas empresas integradoras (LAM e Aeroportos de Moçambique) não estão em condições de saldar essa dívida”, revelou Domingos Langa, não vislumbrando saída para a solução deste imbróglio financeiro.

 

FERROVIÁRIO LIDERA TORNEIO DE ABERTURA EM ATLETISMO

O Ferroviário de Maputo entrou forte no Torneio de Abertura de Atletismo da Cidade de Maputo praticamente em todas especialidades, nomeadamente de corrida e técnicas, assumindo a liderança da prova após a disputa da primeira jornada.

Na combinação de resultados dos diferentes escalões, em masculinos, os “locomotivas” já acumularam 127 pontos, contra apenas 39 pontos da Associação Portuguesa. Matchedje é o terceiro classificado, com 16 pontos, seguido pelo Ferroviário das Mahotas, com 13 pontos. Em femininos, o Ferroviário da capital já acumulou 75 pontos, contra nove da Associação Portuguesa. O Ferroviário das Mahotas é o terceiro classificado, com cinco pontos.

Nas categorias individuais, Edson Deve, do Matchedje, foi o mais rápido na prova de 100 metros, com a marca de 11 segundos e seis centésimos. José Maximiano, do mesmo clube, fez a distância em 11 segundos e 24 centésimos, enquanto Milton Chisseve, do Ferroviário, cortou a meta em terceiro com o tempo de 11 segundos e 25 centésimos.

Em masculinos, também nos 100 metros, as primeiras três posições foram ocupadas por atletas do Ferroviário, respectivamente Astrid Van (12´´18), Maria Massinga (14´´21) e Anacleta Monteiro (14´´50).

Boris Johnson apela para que a Rússia desista de sediar a final da Liga dos Campeões Europeus, marcada para o dia 28 de Maio, em São Petersburgo, no Estádio Krestovsky, casa do Zenit.

Em meio a tensão política envolvendo a Rússia e a Ucrânia, o Primeiro-Ministro do Reino Unido não vê com bons olhos a realização da final da Liga dos Campeões Europeus, a 10 de Junho, em São Petersburgo, na Rússia.

Segundo Boris Johnson, a realização da final tornou-se “inconcebível” a partir do momento em que o Governo russo, liderado pelo Presidente Vladimir Putin, reconheceu a independência dos polos separatistas de Donetsk e Lugansk.

“Não há hipótese de realizar torneios de futebol numa Rússia que está a invadir países soberanos”, defendeu hoje Boris Johnson, desejando que o Presidente russo, Vladimir Putin, “recue do precipício” e não realize uma “invasão total” à Ucrânia, onde reconheceu as duas regiões separatistas pró-russa na zona leste.

Durante semanas, as potências ocidentais têm-se preparado para uma invasão, com a Rússia a reunir cerca de 150.000 tropas junto à fronteira com a vizinha Ucrânia, uma situação que a UEFA está a “monitorizar de perto”.

“É absolutamente vital neste momento crítico que o Presidente Vladimir Putin entenda que o que ele está a fazer será um desastre para a Rússia. Está claro que, dada a resposta do mundo ao que Putin fez em Donbass [leste da Ucrânia], a Rússia vai acabar mais pobre por causa das sanções que o mundo vai implementar”, referiu o Primeiro-Ministro britânico.

A ministra de desportos do Reino Unido, Nadine Dorries, também se pronunciou a favor da troca da sede da final da principal competição de clubes da Europa.

“Tenho sérias preocupações sobre os eventos esportivos que venham a acontecer na Rússia, como a final da Champions League, e discutiremos o assunto com membros do governo. Não permitiremos que o Presidente Putin explore esses eventos mundiais a fim de legitimar a sua invasão ilegal na Ucrânia”, disse Nadine Dorries.

A Rússia, que em 2018 sediou o Mundial de futebol, tem em mãos a organização da final da presente edição da Liga dos Campeões, na cidade de São Petersburgo, agendada para 28 de Maio.

De acordo com a France-Press, a UEFA admitiu estar “a acompanhar de perto e de forma contínua a situação, sendo que cada decisão será tomada no devido tempo, se necessário”.

A tensão na região agravou-se de forma substancial na segunda-feira, com o reconhecimento pela Rússia da independência dos territórios ucranianos separatistas pró-russos de Donetsk e Lugansk, na região de Donbass.

Além de ter assinado os decretos relativos ao reconhecimento de Lugansk e de Donetsk, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que as forças armadas russas poderão deslocar-se para aqueles territórios ucranianos em missão de “manutenção da paz”.

A decisão foi condenada pela generalidade dos países ocidentais, que temiam há meses que a Rússia invadisse novamente a Ucrânia, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Nesse ano, começou a guerra no Donbass entre separatistas pró-russos, apoiados por Moscovo, e o exército ucraniano, que provocou, desde então, mais de 14.000 mortos e 1,5 milhões de deslocados, segundo a ONU.

Obras de decapagem e terraplenagem nos locais que devem abrigar infra-estruturas do Campeonato do Africano das Nações (CAN) 2025, agendada na Guiné, iniciaram segunda-feira, no sítio de Donghol, relatou a Agência de Notícias Guineense (AGP, sigla em francês).

O sítio Donghol abrigará um estádio de competição com capacidade para 15.000 lugares e um terreno anexo com 1.000 lugares.

No final de uma visita de trabalho de 48 horas na região administrativa de Boké, a cerca de 200 quilómetros da cidade capital, Conacri, onde fica Donghol, o ministro guineense da Juventude e Desportos, Lansana Béa Diallo, lançou oficialmente as obras.

Na ocasião, o governante disse que o Presidente de transição, o coronel Mamadi Doumbouya, dá importância à organização do CAN 2025 na Guiné, prometendo colocar todos os meios à disposição do seu departamento para o sucesso dos trabalhos.

Assegurou que todas as infra-estruturas previstas serão realizadas de acordo com as regras da arte e no estrito cumprimento do prazo contratual.

Para a materialização do projecto de grande envergadura, garantiu que será necessário o respeito pelo conteúdo local e pela empregabilidade da mão-de-obra local.

A organização do CAN 2025 na Guiné, considera o ministro, é um sonho para o país, que vai finalmente continuar a acreditar nos seus potenciais.

Assim sendo, o Comité da Organização do CAN (COCAN) foi redinamizado, afirmou.

O chefe do Departamento Infra-estruturas COCAN, Mamadi Kourouma, afirmou que várias infra-estruturas desportivas serão construídas nos lugares escolhidos.

Porém, vários observadores são cépticos, dizendo não acreditar na capacidade do país para organizar o CAN 2025, devido aos atrasos na construção das infra-estruturas, em particular no interior do país.

O litígio entre a Federação Moçambicana de Futebol e o ex-seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, continua na ordem do dia e, na visão do Governo, que destapa o véu sobre a inexistência de domínio da legislação por parte dos principais actores desportivos nacionais, o que aconteceu foi descuido dos intervenientes directos do processo, principalmente por parte do organismo que gere o futebol moçambicano.

A Secretaria de Estado do Desporto diz que o diferendo entre Luís Gonçalves e a Federação Moçambicana de Futebol é revelador da falta de domínio da legislação por parte dos actores desportivos.

Para Francisco da Conceição, director nacional do Desporto de Alto-Rendimento, o que aconteceu no diferendo entre a Federação Moçambicana de Futebol e Luís Gonçalves é disso exemplo.

Aliás, “o que aconteceu, neste caso particular, me pareceu que houve algum problema de domínio dessa legislação por parte dos actores directamente ligados à Federação Moçambicana de Futebol”, disse Francisco da Conceição, que, para si, somente a FMF pode esclarecer o que, de facto, aconteceu, até porque “tomou decisões que instâncias superiores de futebol internacional constataram que eram erradas”.

O dirigente desportivo moçambicano, que fiscaliza o desporto de alto rendimento no país, vai mais longe e diz que este não é um caso isolado. Da Conceição diz que “este é um problema geral do nosso desporto”, em que os actores desportivos não dominam a legislação desportiva. Aliás, “a legislação desportiva é ampla a vários níveis, como regulamentos, etc., de modo a que, dominando esses dossiers legislativos, eles possam saber confrontar em função de qualquer situação que possa existir”, argumentou o director nacional do Desporto de Alto Rendimento.

O também antigo atleta sugere ainda às federações nacionais a terem na sua estrutura juristas que estejam ao nível de responder às exigências actuais, de modo a que se evitem prejuízos, sobretudo envolvendo o Estado.

“As federações nacionais devem preparar-se melhor, têm que ter gabinetes jurídicos, têm que ter conselho de disciplina e ter pessoas ligadas à legislação e com melhor conhecimento, que dominam os dossiers, que tenham capacidade, que é para discutirem as coisas de acordo com a lei a seu favor e que não fiquem prejudicadas as federações, nem o Estado, por apenas incapacidade de poder interpretar aquilo que são os regulamentos nacionais e internacionais”, disse.

Na ocasião, o director nacional do Desporto de Alto Rendimento avançou que está em curso a criação de uma Comissão Nacional do Desporto, que, entre outras funções, se ocupará em arbitrar e resolver problemas entre os actores desportivos.

Luís Miquissone mostrou a sua veia goleadora esta terça-feira, ao marcar dois golos diante do El-Makkasa, em partida da 10ª jornada da liga egípcia. A turma de Miquissone continua a liderar a Premier League, agora com 22 pontos, em 10 jogos.

Demorou para Pitso Mosimane apostar de início no internacional moçambicano Luís Miquissone no Al Ahly. Apesar da forte pressão da imprensa egípcia em querer o moçambicano no onze inicial do campeão africano de clubes, o técnico sul-africano sempre optou por colocar Miquissone de fora, oscilando entre entrar a substituir e aquecer o banco.

Entretanto, no seu primeiro encontro em que mereceu a titularidade, o prodígio de Angónia não teve meias medidas e não desperdiçou a oportunidade. Frente ao El-Makkasa, Luís Miquissone mostrou a sua veia goleadora e bisou, ajudando o campeão egípcio e africano a golear o seu adversário por 4-0, em partida da décima jornada da Premier League.

Aliás, Luís Miquissone precisou de apenas quinze minutos para fazer os dois golos, já que o primeiro aconteceu aos 13 minutos, depois de uma jogada em que houve um remate, e na recarga, a bola chegou aos pés de Miquissone que, de fora da área, disferiu um remate com pé direito, com a bola a parar apenas no fundo das malhas.

Procurava ainda se recompor a turma do El-Makkasa, quando Luís Miquissone voltou a fazer estragos, aos 15 minutos, desta feita num golo de belo efeito, em que fez um remate cruzado com pé esquerdo, com a bola a picar pelo guarda-redes e anichar-se no fundo das malhas.

O moçambicano galvanizou e carregou a equipa egípcia nas costas, que se foi ao intervalo a vencer por 3-0, depois de mais um golo de El Shanat, aos 43.

O 4-0 final foi apontado já perto do final do jogo, aos 87minutos, por Zeyad Tarek, depois de Luís Miquissone já ter sido substituído, aos 73 minutos.

Com o triunfo, o campeão egípcio e africano mantém-se no topo da tabela classificativa da Premier League Egípcia, com 22 pontos, mais dois do que o Pyramids, na segunda posição.

O próximo jogo da equipa liderada por Pitso Mosimane será diante do Mamelodi Sundowns da África do Sul, pontuável para a terceira jornada da Liga dos Campeões Africanos, este sábado, no Cairo.

O Al Ahly, recorde-se, não disputou o primeiro jogo da Liga dos Campeões, diante do Al Merreikh, já que, na data, estava a disputar o jogo de terceiro lugar do Mundial de Clubes, tendo vencido o Al Hilal da Arábia Saudita, conquistando a medalha de bronze.

No seu primeiro jogo na liga milionária africana, o Al Ahly empatou sem abertura de contagem na visita ao Sudão, contra o Al Hilal.

A Federação Moçambicana de Futebol, através do seu Departamento de Licenciamento de Clubes, realizou, entre Dezembro de 2021 e Janeiro de 2022, o trabalho de inspecção preliminar de campos de futebol, tendo em vista a realização do Campeonato Nacional da I Divisão, o Moçambola 2022, que inicia em Maio próximo.

A acção visava garantir que as infra-estruturas desportivas, que irão acolher os jogos da maior competição futebolística do país, estejam em conformidade com os requisitos estabelecidos pela FMF, tendo em conta os critérios estabelecidos no respectivo regulamento, lê-se na página web da Federação Moçambicana de Futebol.

Neste contexto, foram inspeccionadas infra-estruturas de dez clubes, nomeadamente Associação Desportiva de Vilankulo, Associação Black Bulls, Clube Desportivo Matchedje de Mocuba, Clube de Desportos da Costa do Sol, Clube Ferroviário da Beira, Clube Ferroviário de Lichinga, Clube Ferroviário de Maputo, Liga Desportiva de Maputo, União Desportiva de Songo e Incomáti de Xinavane.

O Departamento de Licenciamento de Clubes ainda fará visitas às infra-estruturas dos restantes dois clubes que vão disputar o Moçambola 2022, nomeadamente os Ferroviários de Nampula e Nacala.

Na sequência, a FMF vai emitir para os clubes relatórios desta inspecção preliminar, fazendo constar dos mesmos os aspectos a serem melhorados e, na sequência, conduzirá uma inspecção antes da publicação da lista final dos campos aprovados para a presente temporada.

Recorde-se que, numa fase preliminar, o Departamento de Licenciamento de Clubes tinha encontrado problemas em quase todos os campos, à excepção do Complexo Desportivo de Tchumene, considerada uma das melhores infra-estruturas desportivas do país. Na ocasião, o departamento avançava a falta de manutenção no período de defeso como o principal motivo que culminou com alguns reparos que foram feitos ao longo das inspecções.

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