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O País – A verdade como notícia

O Clube de Desportos Tubarões foi o grande vencedor do Torneio “Fast and Furious”, que decorreu este fim-de-semana na Piscina Raimundo Franisse, ao conquistar um total de 126 medalhas, seguido do Barracudas e Golfinhos com 100 e 45, respectivamente. O Clube Naval de Maputo posicionou-se em 4º lugar com 17 medalhas, enquanto o Ferroviário de Maputo quedou-se em 5º com 16.

A conquista segue-se ao pódio conquistado há duas semanas no Torneio Internacional Frederico dos Santos, prova que visava homenagear o antigo seleccionador nacional de natação e treinador desta colectividade que perdeu a vida em 2016 na sequência da queda do murro da piscina Olímpica do Zimpeto.

Os homens, que dominaram nas provas realizadas entre sábado e domingo, somaram um total de 74 medalhas das quais 25 de ouro, 24 de prata e 25 de bronze, superiorizando-se desta forma aos rivais Clube Barracudas com 39 dividas em 13 cada. A fechar o pódio, em masculinos, tivemos o Clube Naval de Maputo também com 39 medalhas.

Já as mulheres conquistaram 41 medalhas, sendo 21 de ouro, seis de prata e 14 de bronze. Por sua vez, o Clube Barracudas amealhou 51 medalhas divididas em 11 de ouro, 27 de prata e 13 de bronze. Em processo de projecção de novos valores, após perder alguns nadadores, o Clube de Natação Golfinhos posicionou-se em 3º lugar com 31 medalhas: 11 de ouro, oito de prata e 12 de bronze.

Foram igualmente definidos, na prova, os campeões por escalões. Nos seniores femininos, Domingas Munhemeze (nadadora do Clube Tubarões de Maputo) superou a concorrência de Neide Macie (Ferroviário) e Mariana Roff (Barracudas).

Filipa Xavier, nadadora do Clube Tubarões de Maputo, foi a campeã no escalão de juniores seguindo-se de Maria Luísa Cervi (Clube Barracudas) e Rany Langa (Clube Tubarões).

Nos juvenis, Nemzi Albino (Tubarões), Zuri Tomé (Barracudas) e Marta Mpfumo (Tubarões) ficaram em 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente.

Beatriz Simões (Golfinhos) dominou nos infantis onde teve como companheiras de pódio Ângela Chicumbe (Barracudas) e Estela Massingue (Tubarões). Já nos iniciados, tivemos a seguinte ordem na classificação: Kiango Miambo (Tubarões), Kwicia Nchumali (Barracudas) e Irina Teixeira (Barracudas). Finalmente, nos pré-iniciados, Yomarah Ibraimo (Golfinhos) foi a raínha, seguida da Evelyn Muianga (Ferroviário) e Ntusmi Fraqueza (Golfinhos).

Nos masculinos, Valdo Lourenço (Barracudas) repetiu a proeza do Torneio Frederico Santos ao se sagrar campeão do escalão de seniores, seguindo-se Adny Algy (Tubarões) e Ricardo Santos (Tubarões).

Diego Boca (juniores), Elmer Marcos (juvenis), Keiser Ribeiro (infantis), Whato Pioris (iniciados) e Tiago Correia (pré-iniciados) foram os outros vencedores.

As internacionais basquetebolistas moçambicanas Delma Zita, Sandra Magoliço, Madina Camara e Filipa Calisto são campeãs da Região Cinco da National Junior College Athletic Association, nos EUA. O New México College venceu, sábado, o South Plains na final por 56-37.

Prova inequívoca do enorme potencial existente no basquetebol moçambicano, mas que tarda a ser devidamente explorado. Lá fora, ou seja, na terra do Tio Sam, há um quarteto que dá cartas no New Mexico Junior Colllege da National Junior College Athletic Association (NJCAA): Delma Zita, Sandra Magoliço, Madina Camara e Filipa Calisto.

Sábado, tocaram o céu. Dito de outro modo: realizaram um sonho, ao conquistar o torneio da região V da National Junior Athletic Association (NJCAA). Ouro sobre azul para as basquetebolistas que têm algo em comum: histórico de passagem pelas selecções dos escalões de formação.

Delma Zita, Madina Camara e Sandra Magoliço fizeram parte da primeira escolha, ou seja, o “cinco” que derrotou, na final, o South Plains College da sua compatriota Célia Sumbana, por 56-37.

Filipa Calisto, “made in Ferroviário da Beira”, contabilizou 15:00 minutos no jogo, tendo saído com dois pontos e igual número de ressaltos. Sandra Magoliço concretizou seis pontos e capturou cinco ressaltos em 32:00 minutos na quadra. Concretizou três em oito lançamentos de campo, além de dois roubos de bola.

Delma Zita, base principal, registou cinco pontos e igual número de assistências, três roubos de bola e o mesmo número de ressaltos durante os 38:00 em que esteve em quadra.

A extremo Madina Camara terminou o jogo com quatro pontos, seis assistências e quatro roubos de bola em 35:00 minutos na quadra. A jogadora formada no Desportivo e, depois transferida para o Ferroviário de Maputo, concretizou dois em quatro lançamentos de campo.

No entanto, não foi apenas no jogo do título que as internacionais basquetebolistas brilharam. Ao longo da competição, apresentaram-se a um bom nível e com exibições seguras.

 

ZITA, JOGADORA DA SEMANA EM FEVEREIRO

A base Delma Zita foi considerada, em Fevereiro, a melhor jogadora da semana, ao liderar o New Mexico Junior College com 25 pontos, cinco ressaltos e seis roubos de bola na vitória em Midland. A folha de jogo indica que Delma Zita concretizou 10 em 20 lançamentos de campo, três em sete tiros exteriores e dois em dois na linha de lances livres.

Uma criança de 12 anos morreu e outras vinte e oito ficaram feridas, este sábado, na sequência da queda de um portão do Estádio 1º de Maio, em Lichinga, província do Niassa.

O portão acabou por ceder quando um grupo de petizes introduziram-se no recinto desportivo que acolheu o lançamento da fase provincial dos jogos escolares, causando a morte imediata do menor e ferimento de vários outros.

Os feridos foram evacuados para o Hospital Provincial de Lichinga, onde continuam a receber tratamento.

“Nesta primeira fase, não podemos avançar muitos dados. O que sabemos é que uma das crianças caiu quando tentavam entrar no campo. Elas estavam agitadas porque queriam perceber o que estava a acontecer no campo. Estamos a fazer este levantamento”, avançou Mauro Tius, do gabinete da Governadora do Niassa.

Circularam, logo após a agitação, informações segundo as quais um dos murros de vedação terá cedido, provocando a tragédia. Mauro Tius diz que tal não passa de especulação. “Essa informação é falsa. Nenhum dos murros do estádio desabou. O murro continua intacto. Essas informações são de pessoas de má-fé que pretendem desinformar e criar agitação”, assegurou.

A Secretária de Estado do Niassa, Lina Portugal, lamentou a tragédia e exigiu esclarecimentos até a próxima segunda-feira, 13 de Março. “A nossa solidariedade para com a família enlutada. Infelizmente, tivemos esta situação que culminou com a morte de um menor que saiu de casa para uma situação de convívio. Iremos apoiar todas as famílias que têm as crianças aqui no hospital.

 

Foi reinaugurado, sábado, o Campo Municipal de Maxixe, recinto desportivo com capacidade para 25 mil espectadores. A cerimónia contou com a presença do governador da Província de Inhambane, Daniel Chapo, secretário de Estado na Província de Inhambane, presidente do Conselho Autárquico de Maxixe, presidentes das Associações Provinciais de Futebol, entre outros.

Antes sem condições para a prática de bom futebol, o campo Municipal de Maxixe apresenta-se hoje com uma nova cara. Uma nova imagem, fruto das obras de requalificação do recinto no quadro do projecto FIFA FORWARD.

O valor global das obras é de 45 milhões de Meticais, fundo doado pela FIFA no âmbito do projecto de desenvolvimento do futebol.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF), em parceria com o Conselho Autárquico de Maxixe, coordenou e monitorou o projecto de requalificação da infra-estrutura desportiva reinaugurada, sábado, pelo governador de Inhambane, Daniel Chapo.

Com a reabilitação, o campo Municipal de Maxixe passou a ter uma capacidade para 2500 espectadores, sendo que os mesmos podem acomodar-se em cadeiras plásticas instaladas no recinto.

As obras de melhoria incluíram ainda melhorias nos balneários para as três equipas, implantação de um relvado sintético e construção de uma tribuna para acomodar os convidados VIP.

A Associação Provincial de Futebol de Inhambane passa, com a instalação de um bloco administrativo, a funcionar nas instalações do campo Municipal de Maxixe.

Ainda na Maxixe, a Federação Moçambicana de Futebol distribuiu 45 mil bolas no âmbito do projecto FIFA Football For Schools (F4S).

FIFA Football For Schools (F4S) é um projecto que conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), sendo que o mesmo tem como objectivo promover a educação e potenciação de 700 milhões de crianças.

A iniciativa prevê a distribuição do referido das referidas bolas em 145 distritos do país (três mil em cada distrito), num projecto de massificação do futebol ao nível de escolas.

Segundo o director técnico da Federação Moçambicana de Futebol, José Arnaldo Salvado, a iniciativa vai abranger crianças com idades compreendidas entre os 5 e 14 anos. Os professores de educação física, envolvidos no projecto, vão beneficiar-se de uma acção de formação para estarem habilitados a prosperar e projectar novos talentos.

A cerimónia contou com a presença do governador da província de Inhambane, Daniel Chapo, secretário de Estado na Província de Inhambane, presidente do Conselho Autárquico de Maxixe, presidentes das Associações Provinciais de Futebol, entre outros.

Para Daniel Chapo, este recinto irá “contribuir para o desenvolvimento do futebol moçambicano no geral e, em particular, da nossa província.”

Por sua vez, Feizal Sidat frisou que “foi uma reabilitação, digamos, de raiz”, para depois acrescentar que “ a intervenção foi no piso, onde montamos esta relva sintética, construímos os balneários, as bancadas e dotamos o campo de uma capacidade para cerca de dois mil espectadores sentados”.

O evento contou com a presença do Governador da Província de Inhambane, Daniel Chapo, Secretário de Estado da Província de Inhambane, Presidente do Conselho Autárquico de Maxixe, Presidentes das Associações Provinciais de Futebol, entre outros.

A União Desportiva do Songo conquistou, este sábado, a Supertaça Mário Esteves Coluna ao vencer o Ferroviário de Maputo, por 2-1, em jogo disputado no Campo Municipal da Maxixe.

Há sempre uma primeira vez! E a primeira Supertaça de futebol conquistada pela União Desportiva do Songo, campeã nacional em título, foi erguida este sábado na Maxixe, Inhambane. Desta vez foi mesmo de vez, com Banda a soltar uma perfeita sintonia na terra da boa gente.

O caminho para a conquista do tão almejado troféu começou a ser desenhado aos 17’ com um golo de John Banda, malawiano que desferiu um portentoso remate após uma excelente intervenção de Franque.

Os “locomotivas” partiram, ainda que sem muito perigo, em busca do empate e Fortinho rematou para defesa fácil do guarda-redes Valério.
Os “hidroeléctricos” continuaram a carregar e, à passagem do minuto 56, John Banda voltou a fazer das suas ao bisar no jogo. Agradeceu o “homem do jogo” a uma assistência do internacional moçambicano Dayo.

O Ferroviário de Maputo reagiu. Pressionou. Encostou às cordas o seu adversário. Celso, num gesto acrobático, reduziu a desvantagem para 2-1 aos 63’. Com avalanche ofensiva, os “locomotivas” da capital criaram alguns lances de perigo, chegando, inclusive, a reclamar de uma pretensa grande penalidade aos 72’.

O que é certo é que a União Desportiva do Songo “acordou”, criando primeiro um lance em que Franque fez uma defesa enorme a um petardo tirado por Banda.

E, depois, Dayo não foi lesto para bater o guarda-redes do Ferroviário de Maputo. Songo leva a primeira Supertaça. Ferroviário de Maputo, esse, falhou a conquista da prova pela sétima vez na sua história depois de ter erguido o mesmo em 1997, 2005, 2006, 2009, 2010 e 2016.

União Desportiva do Songo:
Valério
Infren (Tinotenda 65’)
Macaime
Danito
Bheu
Amadou
John Banda
Muzaza (Neymar 65’)
Dario
Dayo (Sidique 82’)
Nelson (Emanuel 69’)

Suplentes
Saido
Allan
Agenor

Ferroviário de Maputo:
Franque
Nelson II
Huga
Jeitoso
Miter (Paulana 83’)
Shaquille
Kito
Beto Maravilha (Mário 45’)
Celso
Fortinho
Tununu (Shelton 83”)

Suplentes
Armando
Hermenegildo
Mapangane
Yude
Credencio
Nelson I

 

A comissão de inquérito que foi criada pela Secretaria de Estado do Desporto para averiguar os acontecimentos de Argel, envolvendo os Mambas e a Federação Moçambicana de Futebol, concluiu que a falta de um regulamento de premiação das fases finais e de uma comunicação interna foi o motivo do braço-de-ferro entre os intervenientes. A comissão apresentou responsabilidades dos intervenientes e apelou para que se use o relatório como instrumento de aprendizado e não de criação de conflitos.

O braço-de-ferro entre os jogadores, equipa técnica e staff dos Mambas e a direcção da Federação Moçambicana de Futebol pode estar esclarecido. A comissão de inquérito independente criada para investigar os acontecimentos de Argel concluiu o seu trabalho dentro dos prazos estabelecidos.

Das constatações, a comissão chegou à conclusão de que houve falta de bom senso por parte da direcção da Federação Moçambicana de Futebol, que antes da partida para a Argélia anunciou que o prémio pela passagem aos quartos-de-final seria de 100 mil Meticais, sendo acrescidos 50 mil Meticais de passagem às meias-finais e mais 50 mil se atingissem a final da prova que teve lugar na Argélia.

Ou seja, o que causou o braço-de-ferro entre os Mambas e a FMF é a falta de um regulamento de premiação das fases finais, uma vez que o regulamento existente é apenas dos jogos de qualificação e sem nenhum valor jurídico, uma vez que não tinha assinaturas nem carimbos.

Face às constatações, a comissão de inquérito atribui responsabilidades aos intervenientes que devem ser levados em consideração, nomeadamente ao Presidente da FMF, Feizal Sidat, aos vice-presidentes das finanças e para as selecções nacionais, Jorge Bambo e Martinho “Paito” Macuane, ao seleccionador nacional, Chiquinho Conde, e aos jogadores.

Assim, a comissão de inquérito concluiu que deve haver uma avaliação das responsabilidades dos jogadores, e não só.

Pedro Sinai Nhatitima apelou para que se olhe para o relatório como um instrumento que vai corrigir o que está errado e identificar caminhos a seguir no futuro.

Já Gilberto Mendes apelou à serenidade e calma para que o documento seja consumido devidamente antes da tomada de qualquer decisão.

O relatório foi entregue à Secretaria de Estado do Desporto, que posteriormente o fará chegar ao Conselho de Ministros para as devidas conclusões.

 

JUMISSE NÃO TINHA COMPETÊNCIAS PARA SER ADJUNTO E ERA PAGO POR CHIQUINHO CONDE

A comissão de inquérito constatou ainda que Eduardo Jumisse, assistente de Chiquinho Conde, era pago pelo seleccionador nacional e não tinha competências para assumir as responsabilidades na selecção nacional. A comissão concluiu que Jumisse era camuflado nos Mambas.

Foi dele a proposta de elaboração do documento, bem como do conteúdo assinado entre os jogadores e o vice-presidente Jorge Bambo para negociação dos critérios de divisão dos valores da premiação da CAF.

Propôs o que seria feito entre os Mambas e a Federação Moçambicana de Futebol sem ter nenhum vínculo com a direcção presidida por Feizal Sidat. Não tinha contrato, tanto que até o seu salário era pago pelo seleccionador nacional, segundo constatou a comissão de inquérito que investigou os acontecimentos de Argel.

Jumisse não só era o homem de confiança de Chiquinho Conde como também tinha mais responsabilidades e era o mais próximo do seleccionador nacional dos Mambas que todos os outros adjuntos, nomeadamente Victor Matine e Manuel Valoi.

As acções do então assistente de Chiquinho Conde nos Mambas terão contribuído para o ambiente vivido em Argel e a comissão de inquérito apela à revisão dos regulamentos da FMF bem como das contratações, para evitar situações futuras.

 

RESUMO DAS CONSTATAÇÕES E CONCLUSÕES DA COMISSÃO DE INQUÉRITO INDEPENDENTE DA SED:

No dia 28 de Dezembro de 2022, em reunião com os atletas da selecção nacional de futebol “AA” e a equipa técnica, o secretário-geral da FMF, na presença do vice-presidente da FMF para área de Administração e Finanças e do inspector-geral sectorial do  Desporto, anunciou como prémios individuais por objectivos os seguintes: Passagem para os quartos-de-final 100 mil Meticais; passagem para meias-finais um acréscimo de 50 mil Meticais; e passagem para final um acréscimo de 50 mil Meticais.

Chegados à Argélia, o chefe da delegação, por orientação do presidente da FMF, comunicou aos atletas da selecção nacional de futebol “AA” uma outra premiação individual nos moldes seguintes: Passagem para os quartos-de-final 40 mil Meticais; passagem para meias-finais um acréscimo de 20 mil Meticais; e passagem para final um acréscimo de 20 mil Meticais.

Posteriormente e face à discordância dos atletas da selecção nacional de futebol “AA” com a premiação anteriormente anunciada, em reunião com o presidente da FMF, ficou acordado com os atletas da selecção nacional de futebol “AA” que, pela passagem aos quartos-de-final, o valor de premiação seria de 100 mil Meticais, sendo que, 75 mil Meticais seriam pagos pela FMF e 25 mil Meticais pela SED;

A FMF não publicitou e não deu a conhecer à selecção nacional os regulamentos do CHAN da Argélia 2022, bem como os seus instrumentos normativos, nomeadamente: Tabela de Premiação da FMF, 2022; Código de Conduta das Selecções Nacionais de Futebol; Regulamento Disciplinar da FMF; Regulamento de Estágios da FMF;

Os regulamentos da FMF ao dispor desta comissão, nomeadamente: a Tabela de Premiação da FMF 2022, o Código de Conduta das Selecções Nacionais de Futebol, o Regulamento Disciplinar da FMF e o Regulamento de estágios da FMF não estão carimbados nem assinados pela entidade competente para a sua aprovação;

A Tabela de Premiação da FMF é omissa quanto à premiação dos atletas da selecção nacional de futebol “AA” nas fases finais do CAN, CHAN e COSAFA;

Os atletas da selecção nacional de futebol “AA”, estimulados pelo jogador e capitão Shaquil Conceição Nangy condicionaram a sua saída do hotel mediante a assinatura do termo de compromisso de negociar em Maputo, a proposta de pagamento de 60% do prémio da CAF a favor dos integrantes das selecção nacional;

O assistente técnico do seleccionador nacional de futebol, Eduardo Jumisse, foi quem propôs ao chefe da delegação e aos atletas da selecção nacional de futebol “AA” o modelo, o conteúdo e a assinatura de um termo de compromisso, como solução para iniciarem a viagem de regresso a Maputo;

O salário do assistente técnico do seleccionador nacional de futebol, Eduardo Jumisse, é transferido para a conta do seleccionador nacional de futebol, Francisco Queriol Conde Júnior, e pagos por este;

A passagem aérea, a estada, as ajudas de custos bem como os prémios de jogos do assistente técnico Eduardo Jumisse foram pagos pela FMF;

O seleccionador nacional de futebol proibiu o vice-presidente para as selecções nacionais de se sentar no banco dos suplentes, de participar da preleção do seleccionador nacional de futebol aos atletas antes dos jogos, de aceder  ao autocarro da equipa técnica e dos atletas da selecção nacional de futebol;

Apatia, falta de agilidade e de motivação dos atletas da selecção nacional de futebol “AA” antes do jogo contra o Madagáscar que apurava para as meias-finais do CHAN 2022, motivado pela falta de clareza no que diz respeito à premiação dos atletas da selecção nacional de futebol “AA” e consequente quebra de confiança;

O assistente técnico do seleccionador nacional de futebol, Eduardo Jumisse, tem ascendência sobre o seleccionador nacional de futebol adjunto Victor Matine, treinador de guarda-redes Manuel Valói e os demais técnicos;

O coordenador da selecção nacional privilegia a ligação com o secretário-geral da FMF em detrimento do vice-presidente para as selecções nacionais;

RESPONSABILIDADES DOS PRINCIPAIS ACTORES

Ao presidente da FMF foram apuradas as seguintes responsabilidades:

Omissão e consequente falta de divulgação (i) dos regulamentos internos da FMF relativos à conduta, estágio, disciplina e premiação (ii) do Regulamento  do CHAN, Argélia 2022, o que fere o princípio de transparência dos actos de gestão da FMF.

Falta de razoabilidade e bom senso, ao não considerar a possibilidade de a premiação da CAF ser partilhada com a selecção nacional, atendendo a que esta é parte determinante na conquista do referido prémio.

Autorização de despesas relativas a Eduardo Jumisse,  assistente técnico do seleccionador nacional de futebol, sem que para o efeito tivesse um vínculo de trabalho com a FMF, incumpriu o princípio de transparência, que estabelece que “a gestão desportiva está sujeita a publicação dos seus actos, regulamentos, normas de procedimentos, bem como à utilização correcta  e racional dos recursos e prestação de contas”.

Gestão centralizadora da FMF, decorrente da fragilidade e não aplicação rigorosa dos regulamentos vigentes, é responsável pelo enfraquecimento do papel e da acção dos outros membros da Direcção-Executiva da FMF na gestão desta.

 

Vice-presidentes para Finanças, selecções nacionais, SG e coordenador das selecções:

Omissão e não divulgação atempada da Tabela de Premiação da FMF;

Não previsão na Tabela de Premiação nas fases finais de competições do CAN, CHAN e COSAFA;

Não divulgação do Regulamento  do CHAN, Argélia 2022, no qual se faz referência, dentre outros, a premiação das 16 equipas apuradas para a fase final do CHAN, 2022.

Pagamento irregular de despesas relativas a Eduardo Jumisse,  assistente técnico do seleccionador nacional de futebol sem que para o efeito  tivesse um vínculo de trabalho com a FMF.

Não chegada atempada dos equipamentos adequados de treino e de jogos, a Argélia;

 

Seleccionador nacional de futebol:

Presença na equipa técnica de um elemento (Eduardo Jumisse) sem habilitações  exigidas para desempenhar as funções de treinador adjunto principal da selecção nacional, com o título de assistente do seleccionador nacional de futebol;

Relação profissional tensa com o vice-presidente para as selecções nacionais, o que  não propicia um bom ambiente de trabalho; e

Falta de clarificação de ordem de precedência entre o seu assistente técnico e o seu adjunto Victor Matine.

 

Atletas da selecção nacional de futebol “AA”:

As atitudes e o comportamento dos atletas da selecção nacional de futebol “AA” para reivindicar a premiação e ajudas de custo, não são adequados e a todos os títulos reprováveis e contrastam com as regras de conduta no seio de uma Selecção Nacional, tendo em conta que a actividade desportiva é desenvolvida em observância ao respeito pela integridade dos intervenientes, honestidade, lealdade, fair Play, disciplina e civismo (Artigo 5 da Lei do Desporto).

Assim, aos atletas da selecção nacional de futebol “AA” se impõe apurar eventuais responsabilidades.

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

A CII entende que este conjunto de situações que envolveu a selecção nacional de futebol, bem como o comportamento inapropriado dos dirigentes desportivos, da equipa técnica e dos atletas, tiveram uma influência no desempenho desportivo da selecção nacional “AA”, pois estamos a crer que em circunstâncias normais, estariam reunidas todas as condições para a selecção nacional disputar os lugares de pódio da prova.

Por outro lado, a forma adoptada pelos jogadores para reivindicar os prémios de qualificação e de passagem aos quartos-de-final  do CHAN, Argélia 2022, manchou o bom nome da selecção nacional de futebol, da FMF e do país em geral, tanto a nível interno, bem como no concerto da nações.

Necessidade de regulamentação da Lei do Desporto; criação do Conselho Nacional de Ética Desportiva como órgão de controlo e supervisão da observância do respeito pela integridade física e moral dos intervenientes da actividade desportiva; reforço do financiamento do Governo ao desporto, através da atribuição de fontes alternativas de receita como as taxas a serem cobradas sobre produtos nocivos à saúde, nomeadamente, bebidas alcoólicas e outros similares; O Estado desembolsar a sua comparticipação financeira às federações desportivas nacionais, condicionado ao cumprimento da obrigatoriedade de prestação de contas; Revisão dos estatutos da FMF, no sentido de clarificar a actuação dos vice-presidentes para as áreas da Alta Competição e das selecções nacionais; a FMF elaborar um Plano de Comunicação e Marketing no sentido de repor a imagem e o bom nome da selecção nacional, da FMF e de Moçambique, face aos incidentes de Argel.

Costa do Sol derrotou, terça-feira, a Associação Black Bulls (3-2) em desafio antecipado da 7ª jornada da Liga Jogabets de futebol. Esta foi a primeira derrota dos “touros” na competição.

Naquela que foi a reedição da final do ano passado, Costa do Sol e Black Bulls travaram argumentos no relvado sintético dos “canarinhos”. O conjunto orientado por Horácio Gonçalves procurou, desde cedo, pressionar o seu adversário na perspectiva de cedo chegar ao golo.

Mas os donos da casa teriam uma contrariedade logo aos 12’. Victor, guarda-redes do Costa do Sol, viu o cartão vermelho na sequência de um lance em que jogou a bola com mão fora da sua área, na tentativa de evitar que o esférico ficasse à mercê do avançado Melque. Isso não abalou o Costa do Sol, que, à passagem do minuto 32, chegou ao golo por intermédio de Mbulu.

Mesmo a jogar com uma unidade a mais, a Black Bulls não conseguia assenhorar-se no jogo! Aliás, seriam os donos da casa a chegar com justiça ao segundo golo. Estavam jogados 40’ quando Mbulu bisou na partida ao bater o guarda-redes Ivan.

Os adeptos do Costa do Sol faziam a festa nas bancadas. E não era tudo! Seis minutos volvidos, ou seja, aos 46’, os “canarinhos” ganharam uma grande penalidade cobrada por Mbulu. O avançado “canarinho” assinou o “hatrick” na linha dos onze metros.

Foi-se ao intervalo e, no reatamento, a Black Bulls mudou de postura em campo. A primeira acção do treinador da Black Bulls, Hugo Martins, foi mexer no seu xadrez, e as alterações operadas nos “touros” resultaram.

Melque, o suspeito do costume, reduziu com uma obra de arte a vantagem para 3-1. Um golo de belo efeito para inspirar os mais novos.

Com o tento, a Black Bulls cresceu no jogo e acreditou que podia dar a volta à desvantagem. Pressionaram o seu adversário, obrigando-o a baixar as suas linhas. Fruto do maior pendor ofensivo, os “touros” reduziram para 3-2. Os “canarinhos” defenderam o resultado, fechando, desta forma, todos os caminhos da sua baliza. Com vantagem, o Costa do Sol até recorreu, em algumas situações, à prática antijogo.

A contar para o grupo B, a Académica goleou o Ferroviário das Mahotas por 4-1 por 4-1, enquanto o Estrela Vermelha venceu o Racing por 2-0. O Matchedje também venceu por 2-0 o Vulcano, num jogo realizado no seu campo.

Lembre-se que o clássico entre o Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, inicialmente previsto para amanhã, foi adiado a pedido dos “locomotivas”, que no sábado disputam a Supertaça Mário Coluna, em Maxixe, província de Inhambane.

Os Mambas vão efectuar toda a preparação do jogo contra o Senegal, inserido na terceira jornada da fase de qualificação para o CAN 2023, em Dakar. O combinado nacional defronta os Leões de Teranga no dia 24 do mês em curso.

E é isso que já começa a mexer com a estrutura da Federação Moçambicana de Futebol, tendo em conta tratar-se de um jogo de extrema importância para o combinado nacional nas suas aspirações de qualificação para o Campeonato Africano das Nações, Costa do Marfim 2023. Aliás, esta “Operação Senegal” comporta dois jogos, da terceira e quarta jornadas, respectivamente, ambos diante do mesmo adversário.

Para essa empreitada, o combinado nacional vai fazer toda a preparação em Dakar, capital do Senegal, sem espaço para uma concentração na capital do país, pelo menos com os jogadores que actuam internamente.

Os jogadores que actuam no estrangeiro, nomeadamente em vários países da Europa, que serão seleccionados, vão viajar directamente para a capital senegalesa, devendo ser dispensados pelos seus clubes a partir do dia 19. O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, que se encontra em Portugal desde o fim da participação dos Mambas no CHAN da Argélia, vai juntar-se à selecção em Dakar.

Os jogadores que evoluem em Moçambique e na África do Sul vão seguir em conjunto para Senegal, mas com escala em Adis Abeba, uma vez que a Federação Moçambicana de Futebol não vai levar um voo charter.

Assim, a chegada de todos atletas à capital Dakar está prevista para dia 21, dia em que vão efectuar a primeira sessão de treino, sendo que as outras sessões estão aprazadas para os dias seguintes, nomeadamente 22 e 23 de Março, este último de adaptação ao Estádio Abdoulaye Wade, na capital Dakar.

O jogo de Dakar entre Senegal e Moçambique tem início previsto para as 19h00 de Maputo, na sexta-feira do dia 24 do mês em curso.

Quatro dias depois, ou seja, a 28 de Março, terça-feira, as duas selecções voltarão a cruzar-se em Maputo, no Estádio Nacional do Zimpeto, a partir das 18h00, para o jogo da quarta jornada do grupo L, liderado pelo Senegal com seis pontos, seguido de Moçambique, com quatro, Ruanda com três e Benin sem nenhum ponto, na cauda.

A comissão de inquérito independente criada para apurar os acontecimentos da Argélia que envolvem os Mambas, vai entregar amanhã, quarta-feira, o relatório à Secretaria de Estado do Desporto. Os intervenientes directos já foram ouvidos pela comissão liderada por Pedro Sinai Nhatitima.

Um mês após a Secretaria de Estado do Desporto ter constituído a comissão de inquérito para apurar os factos que ocorreram na Argélia durante o CHAN, os resultados estão prestes a serem conhecidos.

É que a fase de investigação, audição e compilação de dados terminou e a comissão de inquérito independente já concluiu o inquérito.

Assim, o órgão independente vai entregar, esta quarta-feira, o relatório detalhado do caso à Secretaria de Estado do Desporto, entidade que pretende ver esclarecido o assunto, não fosse por isso que tenha reunido a Federação Moçambicana de Futebol e os dirigentes que acompanharam os Mambas no CHAN da Argélia.

Presidida por Pedro Sinai Nhatitima, a referida comissão ouviu vários intervenientes que estiveram em Argel, entre jogadores, com destaque para os cinco líderes e que foram visados como os protagonistas do caso pela Federação, e por isso terem sido suspensos e depois levantada a suspensão, nomeadamente Isac, Telinho, ambos capitães, Chico, Shaquile e Kito, seleccionador nacional, Chiquinho Conde, e os seus adjuntos, Eduardo Jumisse e Victor Matine, além de dirigentes, entre eles Feizal Sidat, Hilário Madeira, Sidónio Chavisse, entre outros intervenientes, tendo em vista garantir maior imparcialidade.

Entretanto, o “O País” sabe que durante a entrega do relatório, acto que vai ter lugar na Secretaria de Estado do Desporto, às 11 horas de amanhã, a comissão vai abordar alguns aspectos importantes que constam do mesmo à imprensa.

Recorde-se que a Federação Moçambicana de Futebol decidiu extinguir a comissão de inquérito que havia criado, com a mesma missão de investigar os casos de Argélia.

Na capital argelina, os Mambas reclamaram a divisão da premiação dos 400 mil dólares que a Federação Moçambicana de Futebol recebeu pela passagem aos quartos-de-final do CHAN, em 60% para a delegação e 40% para a Casa do Futebol.

Sem acordo, recorde-se, os jogadores recusaram-se a abandonar o hotel no dia da partida de regresso ao país, depois de terem sido afastados pela Madagáscar nos quartos-de-final, em reivindicação ao facto de a FMF não ter respondido positivamente às suas reclamações.

O órgão que gere o futebol moçambicano teve que usar da persuasão para trazer os jogadores de volta a Maputo, com promessa de uma negociação em relação à divisão do prémio, facto que não ocorreu já em solo pátrio.

A comissão de inquérito independente assumiu, no início das suas actividades, que não buscava culpados e nem se colocaria num lado em detrimento do outro, mas chegar aos factos e produzir soluções para que situações similares não voltem a acontecer com nenhuma outra federação ou associação.

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