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O País – A verdade como notícia

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

A terceira edição da ABSA meia maratona de Maputo, a realizar-se este domingo, propõe um percurso único, de uma corrida única e totalmente solidária, com um traçado de 21km para a prova com fins competitivos, onde se espera venham a tomar parte os mais cotados atletas nacionais.

À semelhança do que se faz noutros quadrantes, o ponto de partida será a ponte Katembe/Maputo, passando depois pela rua das Estâncias, avenidas 25 de Setembro e Marginal, retornando, seguidamente, na rotunda do Mercado do Peixe, seguindo pelas avenidas 25 de Setembro e Samora Machel e a meta definida a ser o edifício do Centro Cultural Franco Moçambicano.

Além desta passada, a ABSA meia ma integra ainda a corrida da família de 5 km – sem fins lucrativos- que tem igualmente como ponto de partida a ponte Maputo-Katembe passando pela ruas das Estâncias, 25 de Setembro, Samora Machel e a meta será o edifício do Centro Cultural Franco Moçambicano.

Inserida no processo de inclusão, prevê-se também a corrida especial dedicada a crianças com necessidades especiais, sendo que esta, com um percurso de 400 km, parte da avenida Samora Machel tendo como meta o edifício do Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM). Há ainda a corrida para paraolímpicos que vai partir da rua do Mercado do Peixe.

A cinco dias da prova, ou seja, na passada segunda-feira, a organização foi forçada a encerrar as inscrições até porque já contava com mais de 4000 pessoas inscritas. Tudo está a ser preparado ao pormenor pela organização, daí que os atletas participantes serão monitorados através de “chips” para que haja um controlo rigoroso da sua performance desportiva.

Mais: com este dispositivo, pretende-se salvaguardar a verdade desportiva, sendo que os que não passarem pelos postos de controlo serão automaticamente desclassificados. E, para reforçar ainda mais o controle, haverá um registo de vídeo em cada posto do controlo.

Para sexta e sábado, está prevista a entrega dos “kits” aos inscritos que devem ser transportados para o ponto de partida em autocarros disponibilizados pela organização do evento.

Em termos de premiação, os primeiros classificados em masculinos e femininos irão receber o valor monetário de 50, 000, 00 (cinquenta mil meticais) cada. Já os segundo classificados, em ambos sexos, encaixam 25, 000 , 00 (vinte e cinco mil meticais, enquanto os terceiros classificados recebem 10, 000, 00 (dez mil meticais).

Para além de valores monetários, a organização vai premiar com viatura quem conseguir quebrar o recorde mundial, que pertence ao ugandês Jacob Kiplimo (57 minutos e 37 segundos) e à etíope Yalemzerf Yehualaw (uma hora e 43 segundos).

O Alto-comissário das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos condenou os insultos discriminatórios proferidos contra o futebolista Vinícius Júnior e pediu aos organizadores de eventos desportivos que implementem “estratégias para evitar o racismo no desporto”.

“Os insultos contra Vinícius Júnior mostram a influência do racismo no desporto. Peço aos organizadores de eventos que usem estratégias para o evitar e erradicar”, afirmou Volker Tur, citado pela imprensa internacional.

O responsável da ONU considerou que, para erradicar a discriminação racial, “é essencial começar por ouvir as pessoas afrodescendentes e envolvê-las, dando passos reais para responder às suas principais preocupações”.

Turk garantiu que a estrutura que dirige está disponível para dar “às federações desportivas um guia sobre aplicação de políticas de direitos humanos, luta contra a estigmatização, racismo e discriminação da comunidade LGBTQ+”.

O alto-comissário da ONU estabeleceu uma relação entre os insultos ao avançado brasileiro e o homicídio de George Floyd, ocorrido há cerca de três anos nos Estados Unidos, após um acto de violência policial.

“Está claro que não se conseguirá resolver o problema da brutalidade policial contra afrodescendentes se não se conseguir ligar com o problema mais amplo das manifestações sistemáticas de racismo que ‘inundam’ as nossas vidas”, disse Tur.

No domingo, durante o jogo com o Valência, o jovem avançado brasileiro do Real Madrid foi, mais uma vez, alvo de insultos racistas por parte de alguns adeptos, que motivaram reacções de vários quadrantes, nomeadamente do Presidente do Brasil, Lula da Silva, e do líder da FIFA, Gianni Infantino.

Nos últimos meses, Vinícius tem sido alvo de vários insultos racistas e, no final de Janeiro, foi o protagonista de um episódio que levou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a enviar uma carta às entidades que regem o futebol (FIFA, UEFA e CONMEBOL) a solicitar medidas concretas para punir os comportamentos racistas e aumentar a consciencialização sobre o tema.

Os insultos a Vinícius no Estádio Mestalla, no jogo entre Valencia e Real Madrid, levaram a Liga espanhola de futebol a anunciar que vai solicitar, formalmente, nos próximos dias, alterações à legislação contra a violência, o racismo, a xenofobia e a intolerância no desporto, na sequência dos insultos racistas ao brasileiro que pedir a alteração da lei contra a violência e o racismo no desporto.

 

VALÊNCIA INDIGNADO COM FECHO DE BANCADA DE ONDE VIERAM INSULTOS A VINÍCIOS JR.

O Valencia emitiu um comunicado a manifestar o seu “total desacordo e indignação” pela “injusta e desproporcionada sanção” imposta pelo Comité de Competição da Federação Espanhola de Futebol, que ordenou o fecho parcial das bancadas do estádio Mestalla por cinco encontros, após os insultos ao brasileiro Vinicius Júnior durante o último jogo com o Real Madrid.

O clube ‘che’ explica que, nesta decisão, o referido comité “manifesta provas que contradizem o que dizem a Polícia e a LaLiga”, acrescentando que não teve acesso às mesmas.

“O Valencia condenou, condena e condenará da forma mais enérgica qualquer acto de racismo ou violência. Estes comportamentos não têm lugar no futebol nem na sociedade e continuaremos a trabalhar de forma contundente para erradicar este flagelo. Por isso, o Valencia está a colaborar com a Polícia e com todas as autoridades pertinentes para esclarecer os acontecimentos do passado domingo. Além disso, aplicámos a pior sanção possível, com a expulsão vitalícia do nosso estádio dos adeptos que a Polícia identificou pelos seus comportamentos racistas”, explica o mesmo comunicado.

E não termina por aí. Ainda de acordo com o comunicado, “por isso, consideramos que penalizar e privar todos os adeptos que não estiveram implicados nestes lamentáveis incidentes é uma medida totalmente desproporcionada, injusta e sem precedentes, contra a qual lutaremos”

Para finalizar, o Valencia afiançou que pretende “recorrer até à última instância” contra o fecho da bancada.

Depois de acolher o circuito regional de vólei de praia, no passado fim-de-semana, prova ganha pelas duplas moçambicanas, a vila municipal de Vilankulo diz-se pronta para acolher a fase zonal de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Tanto a Federação Moçambicana de Voleibol como o Conselho Municipal de Vilankulo apresentaram esse desejo, como forma de engrandecer o nome do país e prover o turismo local.

A disputa da segunda etapa do segundo circuito regional de vólei de praia, na Arena de Vilankulo, Inhambane, abriu portas para mais uma prova internacional do vólei das areias.

É que a Federação Moçambicana de Voleibol aventa a possibilidade de concorrer para sediar a fase de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024 naquele ponto do país, como forma de aproveitar, não só o apoio do público, mas o conhecimento que os atletas nacionais tem das temperaturas, para além de que poderia entrar com mais atletas nesta disputa.

A Federação Moçambicana da modalidade assume o desejo de acolher a prova qualificativa para a região austral de África, que vai decorrer em Novembro, até porque o sucesso da segunda etapa do segundo circuito, realizado no fim-de-semana passado naquele ponto do país, permite.

“Estou muito feliz, primeiro, por ter feito história ao tirar o voleibol de praia da nossa catedral em Maputo para Vilankulo, o que aconteceu pela primeira vez, e pelos resultados, que foram muito satisfatórios”, começou por dizer Mohamed Valá, presidente da Federação Moçambicana de Voleibol.

Valá acrescentou ainda que “vimos as valências existentes e o que podemos melhorar, visto que é nosso desejo que a nossa cidade acolha a qualificação zonal para os Jogos Olímpicos de Paris em Novembro. É já um dado adquirido que será em Vilankulo”.

Esta foi a segunda vez em que Vilankulo acolheu uma competição internacional de provas disputadas nas areias, depois de ter sido a sede do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, em Setembro do ano passado.

De acordo com William Tuzine, presidente do Conselho Municipal de Vilankulo, a prova ora terminada do regional de vólei de praia foi um sucesso, não só em termos de resultados, mas também de organização, o que satisfaz. “Tivemos este desafio de acolher o Circuito da Zona VI e a prova correu muito bem. Tivemos o presente de ver Moçambique a ser campeão da prova e a ocupar os três lugares do pódio nos masculinos. Este é um feito de salutar e, para nós, tem um sabor ainda mais especial por ter acontecido nesta urbe”, disse Tuzine.

Por isso, o governo municipal mostra-se confiante em mais provas de gabarito para a vila, mostrando-se aberto a acolher mais competições. “Queremos continuar a receber mais competições. Em Novembro, teremos, a princípio, mais uma prova de voleibol de praia e até lá vamos criar melhores condições para que a cidade receba mais eventos internacionais”, disse o presidente do Conselho Municipal de Vilankulo.

Recorde-se que o empreendimento foi erguido pela Federação Moçambicana de Futebol, com apoios dos governos central, provincial e municipal, bem como de parceiros, para acolher o CAN de Futebol de Praia, prova ganha pelo Senegal, com Moçambique a terminar em quarto lugar.

O principal objectivo na realização de eventos em Vilankulo é, em parte, promover o turismo local além-fronteiras.

 

MOÇAMBIQUE PARTICIPA NOS “NACIONAIS” DE ESWATINI COM 15 ATLETAS

Atletas moçambicanos voltam a disputar provas internacionais em atletismo, depois de terem estado nos Campeonatos Africanos de sub-18 e sub-20, na Zâmbia. Desta vez, vão tomar parte dos campeonatos nacionais de atletismo no vizinho eSwatini, levando um total de 15 atletas, de diferentes especialidades.

De acordo com a nota da Federação Moçambicana de Atletismo, esta participação é em resposta a um convite formulado pela congénere daquele país vizinho, que pretende ver reforçados os laços desportivos com o nosso país, através do atletismo.

“Com este evento, a FMA pretende melhorar as performances dos atletas, com vista à qualificação para Campeonatos Mundiais de Juniores, Jogos Africanos e Jogos Olímpicos”, referenciou a nota da Federação Moçambicana de Atletismo na sua página das redes sociais.

Para as provas internacionais em alusão, o organismo que gere o atletismo pretende chegar com o maior número de atletas para poder lutar pelas medalhas, nas várias especialidades.

A delegação moçambicana parte esta sexta-feira e é composta por cerca de 25 elementos, sendo chefiada pelo presidente da Associação Provincial de Atletismo de Niassa, Luís Jone, integrando ainda treinadores e 15 atletas, dos quais dez para provas de masculinos e os restantes cinco para provas de femininos.

Assim, para as provas masculinas, a Federação Moçambicana de Atletismo leva para eSwatini os seguintes atletas: Anésio Pereira (100m), Domingos Nazareno (5000m e 10000m), Alex Macuácua (1500m), Alcino Hulahe (100m), Edson Francisco Deve (200m), Badrudino Come (200m), Elves Fumo (200m), Nelson Victorino (400m), Barroso Pereira (lançamento de dardo) e Marcos Sábado Tembe (salto em altura).

Para provas de femininos, seguem para o país vizinho as atletas Amélia Pinga (triplo salto), Rita Muchate (400m), Cecília Guambe (100mb e 400mb), Elizabeth Guambe (400m) e Ana Faz Bem (100m), que têm a missão de se preparar para as provas internacionais, mas também melhorar a sua performance e, se possível, conquistar medalhas para o país.

De recordar que, na sua última participação em provas internacionais, Moçambique esteve representado por 14 atletas nos Africanos de sub-18 e sub-20, na Zâmbia, onde conquistou uma medalha de prata.

Os campeonatos nacionais de eSwatini terão vão decorrer este sábado, dia 27 de Maio, no Mavuso Sports Center.

O moçambicano Arsénio Maringule continua em alta no que a arbitragem diz respeito e continua a elevar bem alto a bandeira moçambicana. Depois das recentes nomeações para as fases finais dos Campeonatos do Mundo e das Nações Africanas, bem como para as provas das entre selecções e clubes, desta vez foi nomeado pelo Comité de Arbitragem da Confederação Africana de Futebol para integrar a equipa de árbitros da final da Taça da CAF.

Assim, o assistente moçambicano vai integrar o quarteto de arbitragem que vai dirigir o embate entre as equipas do USM da Argélia e Young Africans da Tanzânia, no dia 3 de Junho, para a segunda mão do jogo decisivo. Maringule será primeiro assistente na equipa que será chefiada por Beida Dahane, da Mauritânia, e Jerson Emiliano dos Santos, angolano indicado como segundo auxiliar.

Semana passada, Maringule fez parte da equipa de arbitragem que dirigiu o jogo das meias-finais da Liga dos Campeões Africanos entre o Al Ahly do Egipto e o Esperance da Tunísia, ganho pela equipa que ainda é do moçambicano Luís Miquissone, por uma bola sem resposta, garantindo presença na final da prova milionária africana.

Na presente época futebolística, Arsénio Maringule tem apitado mais jogos no estrangeiro do que internamente, por conta das constantes nomeações pela Confederação Africana de Futebol, dado que tem registado boas aparições.

O árbitro assistente moçambicano de 35 anos de idade (completa 36 anos a 30 de Junho próximo), já esteve envolvido em nove jogos internacionais desde o Mundial do Qatar, sendo que este será o 10º jogo oficial internacional.

Mambas vão conhecer seus adversários no torneio regional da Cosafa esta sexta-feira, após o sorteio da prova, em Joanesburgo. Moçambique é cabeça-de-série do grupo C e vai evitar África do Sul e Zâmbia nos grupos finais. A prova terá lugar de 5 a 16 de Julho próximo em Durban.

Depois de o governo da África do Sul ter anunciado, mês passado, que não mais iria sediar o torneio regional da Cosafa, remetendo a outros países a rotatividade da prova, por exigir muito em termos financeiros para os cofres locais, a direcção do Cosafa anuncia que a edição deste ano terá lugar de 5 a 16 de Julho próximo, em Durban, cidade costeira sul-africana.

O sorteio, a realizar-se às 13 horas de Maputo, vai contar com 12 selecções confirmadas, nomeadamente África do Sul, Zâmbia, Moçambique, estas três cabeças-de-séries, Angola, Botswana, Comores, eSwatini, Lesotho, Malawi, Ilhas Maurícias, Namíbia e Seychelles.

Para a edição deste ano, a organização vai trazer um novo formato, em que as selecções serão divididas em três grupos de quatro cada, com o primeiro colocado de cada grupo a qualificar-se para as meias-finais, bem como o segundo melhor classificado de todos os grupos.

Assim, para o sorteio desta sexta-feira, a anfitriã África do Sul será cabeça-de-série do Grupo A, enquanto a actual campeã Zâmbia será a cabeça-de-série do Grupo B. Moçambique, em virtude de sua classificação na CAF, é o cabeça-de-série do Grupo C.

Em termos práticos, Angola, Namíbia e Malawi estarão no Pote 1 como as selecções mais bem posicionadas no ranking da CAF e cada uma será sorteada para estar em cada um dos três grupos, já que a África do Sul já lá está.

As seis restantes selecções, nomeadamente Botswana, Comores, eSwatini, Lesotho, Ilhas Maurícias e Seychelles serão colocadas aos grupos em função do sorteio.

O sorteio será realizado à margem da Assembleia-Geral Anual do Cosafa, que terá lugar no Sandton Sun, em Joanesburgo, esta quinta-feira.

A edição deste ano do Cosafa, segundo a organização, tem como objectivo dar tempo e espaço às selecções nacionais que ainda estão na disputa para o Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim, próximo ano, tendo em conta que a última jornada da fase de grupos vai decorrer em Setembro deste ano.

Deste modo, os jogos da fase regular serão disputados de 5 a 12 de Julho, com as meias-finais agendadas para 14 de Julho e a final e a disputa do terceiro lugar, no Estádio King Zwelithini, dois dias depois, ou seja, a 16 do mesmo mês de Julho.

O novo formato do Cosafa deste ano garante que cada selecção tenha, no mínimo, três e, no máximo, cinco jogos ao longo da competição. Também permite dias de descanso entre a maioria dos jogos, um impulso para o bem-estar do jogador.

O anterior modelo previa uma divisão das selecções em dois grupos de quatro cada, onde os vencedores dos grupos juntavam-se as restantes seis nos quartos-de-final, com eliminatórias até a final.

Nas 21 edições anteriores da Taça Cosafa, apenas cinco nações tiveram o privilégio de levantar o troféu, com destaque para Zimbabwe e Zâmbia, que foram campeões regionais por seis ocasiões. A África do Sul venceu cinco provas, Angola foi três vezes campeã e Namíbia levantou uma única vez, quando derrotaram Moçambique na final, em 2015.

Aliás, Moçambique, Malawi e Botswana foram finalistas duas vezes, mas acabaram perdendo em ambas as ocasiões. Lesotho é a outra selecção do Cosafa a chegar ao jogo da decisão, em 2000, enquanto Senegal é a única nação convidada a chegar à final, em 2021, quando perdeu para África do Sul.

O futuro de Cristiano Ronaldo continua a estar rodeado de incertezas, pese embora o contrato com o Al Nassr ser válido até Junho de 2025. O Mundo Deportivo revelou, esta terça-feira, que o craque português está farto do Al Nassr e já se desespera por uma saída do clube ao qual chegou no fim do mês de Dezembro.

A mesma publicação espanhola explica que CR7 terá ficado desiludido com a realidade que encontrou na Arábia Saudita, país onde as infra-estruturas estão muito longe de uma sociedade moderna. Terá sido isso que Ronaldo partilhou com os amigos mais próximos e por isso mesmo vai tentar regressar ao futebol europeu já no próximo verão, altura em que o mercado de transferências volta a abrir.

O Mundo Deportivo explica, ainda, que caso Cristiano Ronaldo decida rescindir contrato sem justa causa poderá ser obrigado a pagar uma indemnização ao Al Nassr, segundo os regulamentos da FIFA.

Recorde-se que Cristiano Ronaldo acumula, até ao momento, um saldo de 13 golos em 17 jogos com a camisola do Al Nassr, clube que na noite desta terça-feira irá medir forças com o Al Shabab, em mais um jogo do campeonato cujo título continua por decidir.

 

MALDINI FALA DE RONALDO

Paolo Maldini, antigo defesa do AC Milan, concedeu uma entrevista ao podcast Muschio Selvaggio, divulgada esta segunda-feira, a falar de Cristiano Ronaldo e Messi, embora não considere nenhum dos dois como o melhor jogador da história do futebol.

“Diria que o Maradona e o Ronaldo Fenómeno são os mais fortes. Nunca joguei contra Messi, graças a Deus. E quanto ao Cristiano Ronaldo, bem, é ótimo, é um grande goleador, mas tem menos magia do que outros dois jogadores, neste caso o Maradona e o Ronaldo Fenómeno”, começou por dizer.

“Lembro-me que eu era rápido e forte fisicamente, mas eles eram ainda mais rápidos. O Diego [Maradona] era muito simpático, até fiquei com vergonha de ter lhe dado tantas surras e pedi desculpas”, acrescentou, entre sorrisos.

Recorde-se que a antiga lenda do AC Milan – equipa que representou toda a carreira – ocupa agora um lugar na direcção do emblema de Milão.

O  Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou os insultos racistas proferidos contra Vinícius Júnior durante o jogo do Real Madrid frente ao Valência, e apelou às autoridades para tomarem medidas. “Não é possível que quase no meio do século XXI o preconceito racial esteja a ganhar força em vários estádios da Europa. Espero que a FIFA e outras entidades tomem medidas para evitar que o racismo tome conta do futebol”, disse Lula.

Vínicius criticou a LaLiga e os adeptos do futebol espanhol pelo “racismo normal” na competição, depois de insultos racistas terem marcado o duelo contra o Valência, com o jogador brasileiro a recusar jogar a partida, em que o Real Madrid perdeu 1-0.

“Não foi a primeira vez, nem a segunda, nem a terceira. O racismo é normal na LaLiga. A competição acha que é normal, a Federação acha que é normal e os adversários encorajam-no. Lamento-o. O campeonato que já pertenceu a Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano e Messi. Hoje pertence aos racistas”, escreveu o futebolista no Twitter.

“Uma nação linda, que me acolheu e que eu amo, mas que aceitou exportar para o mundo a imagem de um país racista. Lamento pelos espanhóis que discordam, mas hoje, no Brasil, a Espanha é conhecida como um país de racistas”, acrescentou.

 

“PRETO E IMPONENTE”: A REACÇÃO DO CRISTO REDENTOR

O Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do Mundo e símbolo maior da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, ficou sem iluminação durante uma hora numa acção de solidariedade para com Vinícius Jr., internacional brasileiro do Real Madrid vítima de racismo na LaLiga (ver notícias relacionadas), escreve o jornal “A Bola”. Uma iniciativa conjunta do Núcleo de Desporto e Fé do Santuário, da Confederação Brasileira de Futebol e do Observatório da Discriminação Racial no Futebol que pretende ser “um símbolo da luta colectiva contra o racismo e em solidariedade com o jogador e com todos os que sofrem preconceito no mundo inteiro”. Um gesto que mereceu reacção de Vinícius Jr. “Preto e imponente. O Cristo Redentor ficou assim há pouco. Uma acção de solidariedade que me emociona. Mas quero, sobretudo, inspirar e trazer mais luz à nossa luta”, escreveu nas redes sociais. “Agradeço demais toda a corrente de carinho e apoio que recebi nos últimos meses. Tanto no Brasil quanto mundo afora. Sei exactamente quem é quem. Contem comigo porque os bons são a maioria e não vou desistir. Tenho um propósito na vida e, se eu tiver que sofrer mais e mais para que futuras gerações não passem por situações parecidas, estou pronto e preparado”, acrescentou.

 

GOVERNO “ENVERGONHADO”

O Governo espanhol assegurou, esta segunda-feira, que não haverá “qualquer cobertura” para casos de racismo como aquele de que foi alvo o jogador do Real Madrid, Vinícius Júnior. “Estes incidentes são intoleráveis e absolutamente condenáveis, não apenas no espaço desportivo como num país como Espanha, terra de acolhimento e que faz da diversidade a sua bandeira. A xenofobia demonstrada por alguns energúmenos envergonha-nos como sociedade”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, numa conferência de imprensa em Bruxelas. “Da parte do governo de Espanha não haverá qualquer dúvida nem qualquer cobertura para qualquer atitude de racismo, de intolerância ou de rejeição do pluralismo”, acrescentou Albares.

A Confederação Africana de Futebol chumbou, há dias, o  Huye-Huye Stadium, palco escolhido pelos ruandeses para o duelo com os Mambas, a 18 de Junho, por não reunir os requisitos exigidos pelo órgão reitor do futebol africano para acolher jogos internacionais.

O Ruanda acaba de sofrer um duro revés ao ver a Confederação Africana de Futebol (CAF) reprovar o Huye-Huye Stadium, recinto que havia indicado para acolher a partida diante de Moçambique, inserida na quinta jornada do grupo L de acesso ao Campeonato Africano das Nações, prova a realizar-se na Costa do Marfim.

O estádio multiúso, localizado em Butare, Ruanda, não reúne os requisitos exigidos pela Confederação Africana de Futebol para acolher jogos internacionais.

Com capacidade para 10 mil espectadores, o Huye-Huye Stadium é usado principalmente para jogos de futebol e é a casa do Mukura Victory Sports FC.

Os ruandeses, segundo fonte da CAF, tinham até ontem para apresentar à CAF um novo campo para acolher esta partida decisiva para os Mambas nas contas de qualificação para o CAN.

Com o aperto para a decisão de onde irão efectuar o jogo, os ruandeses tinham poucas escolhas, pelo menos até à última informação, sendo que o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) pode ser uma das alternativas.

A Confederação Africana de Futebol não aprovou também estádios da Namíbia, Níger, São Tomé e Príncipe, Sudão, Uganda, Zimbabwe e Sudão do Sul.

À entrada da penúltima jornada da fase de qualificação, lembre-se, o Ruanda ocupa a última posição com apenas dois pontos, num grupo que é liderado pelo Senegal com 12 (já qualificado para o CAN), seguido de Moçambique e Benim, com quatro pontos cada.

Na primeira volta, os Mambas foram forçados a jogar com a África do Sul no FNB Stadium, em Joanesburgo, África do Sul, face ao facto de o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) ter sido chumbado nas vésperas por não reunir os padrões exigidos pela Confederação Africana de Futebol para receber jogos internacionais.

Na altura, o Governo teve que despender um milhão, duzentos e sete mil, trezentos e oitenta e seis Meticais e 25 cêntimos para que a selecção nacional jogasse neste recinto.

O internacional moçambicano Clésio Baúque esteve em destaque, segunda-feira, ao marcar dois golos na vitória do Honka sobre o Oulu FC, por 3-1, em desafio da jornada 8 da I Liga Finlandesa.

Segunda-feira (21 de Maio de 2023) para ficar no registo de carreira de Clésio Baúque. Pois, em jogo da 8.ª jornada da Primeira Liga Finlandesa, o internacional moçambicano arrancou uma exibição cinco estrelas, coroada com dois golos e uma assistência.

Clésio Baúque foi determinante ao fazer, aos 31’, um centro para a finalização do colega de equipa Juan Alegria, que anulou, desta forma, a vantagem conseguida pelos visitantes aos 12’ com golo da autoria de Niklas Jokelainen.

Com o empate a uma bola, as duas formações recolheram aos balneários. Na segunda metade, Clésio Baúque esteve inspiradíssimo. Aos 47’, o internacional moçambicano fez um disparo certeiro que colocou o Honka em vantagem de 2-1 na partida.

O melhor de Clésio Baúque ainda estava por vir. O internacional moçambicano bisou, aos 64’, ao concluir da melhor forma uma assistência de Mateo Ortiz. Com o jogo controlado, o internacional moçambicano foi substituído no minuto 75.

O internacional foi eleito, com a grande exibição arrancada, “homem do jogo” nesta partida. Esta vitória coloca o Honka na quarta posição na tabela classificativa da Primeira Liga Finlandesa de Futebol com 12 pontos, menos sete que o líder KuPs.

Na próxima jornada, o Honka desloca-se, no sábado, ao terreno do Inter Turku, lanterna vermelha com apenas quatro pontos. O próximo adversário de Clésio Baúque soma uma vitória, um empate e três derrotas em cinco, apresentando ainda um saldo de seis golos marcados e dez sofridos.

 

MEXER BATE-SE COM ZAINADINE E GENY ÀS 16H30 DE SÁBADO

A Liga Portugal anunciou, segunda-feira, dia 22 de Maio, em comunicado, o horário oficial dos jogos referente à jornada 34 e última da Liga Portugal Bwin.

O Marítimo, conjunto onde evoluem os internacionais moçambicanos Zainadine Jr. e Genny Catamo, desloca-se, sábado, ao Estádio António Coimbra da Mota para defrontar o Estoril Praia de Mexer, às 16h30.

O Marítimo vai disputar o “playoff” da Liga Portugal Bwin, a 3 e 11 de Junho, frente ao Estrela Amadora, terceiro classificado da II Liga, em jogos marcados para 3 e 11 de Junho, com a segunda mão a disputar-se na Madeira. Já o Estoril de Mexer garantiu a manutenção na Liga Portugal Bwin após vencer o Arouca, por 2-0, em desafio da 33ª jornada da competição.

Ainda no sábado, o Chaves, formação onde evolui o internacional moçambicano Bruno Langa, fecha a sua participação na competição, no sábado, com o Boavista, 10º classificado com 41 pontos.

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