O piloto moçambicano, Rodrigo Dias Almeida, participa, entre os dias 23 e 25 de Junho, em Zandvoort, na Holanda, na 2.ª corrida da temporada 2023 do troféu DTM Adac GT4 de automobilismo.
Representando a equipa alemã da “BWT Muke Motorsport”, Rodrigo Almeida vai competir numa pista que, em 2021, regressou ao calendário da Fórmula 1 como local do revivido Grande Prémio da Holanda.
É uma pista de corrida de automobilismo de 4,259 Km (2,646 milhas), localizada nas dunas ao norte de Zandvoort, perto da costa do Mar do Norte.
Neste recinto, Almeida vai lutar para chegar aos lugares de pódio depois de, na estreia, a 27 de Maio, ter ocupado 17.º lugar ao cabo de três corridas, isto depois de ter recuperado até à 13.ª posição, no circuito de Oschersleben, na Alemanha.
O piloto moçambicano fez dupla com o checo Joseph Knopp, sendo que na 2.ª corrida havida no dia seguinte ocupava a 14.ª posição, quando a sua viatura Mercedes AMG GT4 sofreu um toque lateral. Este incidente precipitou que, no final, terminasse em 18º lugar na classificação geral da segunda corrida.
Depois de Zandvoort, Rodrigo Almeida irá participar entre os dias 7 a 9 de Julho na prova marcada para o circuito de Norisring, naquela que será a segunda prova do calendário, está agendada para os dias 7 a 9 de Julho, como parte de uma série de mudanças levadas a cabo pelo estabelecimento de uma nova data do Grande Prémio da Bélgica de Fórmula 1.
A quarta prova está agendada para os dias 4 a 6 de Agosto próximo, em Nurburgring, circuito que no passado recebeu corridas de Fórmula 1.
Ainda no mês de Agosto, precisamente entre os dias 18 e 20, Lausitzring, na Alemanha, será palco da quarta prova do Troféu DTM Adac GT.
Seis das oito corridas que corporizam esta competição terão lugar na Alemanha, daí que, no fim-de-semana de 8 a 10, o circuito de Sachsenring será o local que vai testemunhar mais uma aparição de Rodrigo Almeida no troféu DTM Adac GT.
Rodrigo Almeida e outros pilotos que vão tomar parte neste evento irão cumprir, depois, uma pausa de verão de um mês, a ser seguida pela prova de Nurburgring de 4 a 6 de Agosto.
Lausitzring, também na Alemanha, irá sediar a quinta prova duas semanas depois, ou seja, entre os dias 18 e 20 de Agosto.
Seguem-se as provas de Sachsenring (8 a 10 de Setembro) e Red Bull Ring (22 a 24 de Setembro). O mais internacional piloto moçambicano fecha a temporada 2023 em Hockenheimring, local tradicional que acolhe a última prova entre os dias 20 a 22 de Outubro.
O treinador do Sporting, Ruben Amorim, chamou o internacional moçambicano Geny Catamo para fazer a pré-época dos “Leões”. No entanto, segundo avança o sítio oficial do jornal “A Bola”, o talentoso jogador tem clubes interessados nos serviços na Espanha, Inglaterra e França.
Geny Catamo pode estar de saída do Sporting. Segundo o jornal ‘A Bola’, o internacional moçambicano tem interessados em Espanha, França e Inglaterra, mas Rúben Amorim quer ver o atleta em acção na pré-temporada verde e branca.
“Geny Catamo está convocado para fazer a pré-época do Sporting, oportunidade para tentar convencer o treinador Rúben Amorim de que tem qualidade para integrar o plantel, mas sabe que a tarefa é difícil, ainda para mais quando a concorrência é de Pedro Gonçalves, Trincão e Edwards”, escreve o diário desportivo, na edição desta terça-feira, 20 de Junho.
“Sondado por clubes de Espanha, França, do Leste da Europa e do Championship, o segundo escalão de Inglaterra, o moçambicano de 22 anos, que na última temporada esteve cedido ao Marítimo, encara essa possibilidade com bons olhos.
No passado, esteve perto do Bordéus (empréstimo com cláusula obrigatório mediante objectivos), mas acabou por ver gorada essa possibilidade”, finaliza o jornal ‘A Bola’.
Esta temporada, ao serviço do Marítimo, Geny Catamo realizou 11 jogos, marcou um golo e fez uma assistência.
Com a Listada verde e branca, o moçambicano – avaliado em 600 mil euros – só efectuou uma partida, na recepção do Sporting ao Portimonense, em 2021/22, tendo entrado aos 60 minutos.
MEXER COM NOVO TREINADOR
O internacional moçambicano Edson Sitoe, mais conhecido por Mexer e que evolui no Estoril, conta com um novo treinador. Trata-se de Álvaro Pacheco, técnico que chegou a acordo com o Estoril para um contrato com a duração de uma temporada.
O técnico ex-Vizela terá ligação válida até Junho de 2024 com o emblema da Linha de Cascais e foi oficialmente apresentado segunda-feira.
Álvaro Pacheco regressa ao activo depois de uma ausência de quase sete meses dos bancos após ter deixado o comando técnico do Vizela, também na Liga, em finais de Novembro. Agora, retorna ao activo pela mão do Estoril.
A internacional basquetebolista moçambicana foi distinguida, domingo, pelo 1.º de Agosto com o troféu “Gloriosos Vips do Prii” por ter sido a melhor unidade das “agostinas” na final da Taça de Angola vencida pelo Inter que se reforçou com as também moçambicanas Tamara Seda e Ingvild “Inga” Mucauro.
O essencial, ou melhor, o objectivo de Anabela Cossa e Odélia Mafanela era o colectivo com a conquista da Taça de Angola, feito que não foi alcançado após derrota com o rival Inter, por 57-52. Mas, a título individual, Anabela Cossa acabou por ser reconhecida pelo D’Agosto pela sua actuação na final na qual contribuiu com 13 pontos, três ressaltos defensivos, duas assistências e igual número de roubos de bola em 38:28 minutos na quadra.
De resto, a extremo-base moçambicana foi a que mais minutos contabilizou nas “agostinas”, seguida, por sinal, da sua compatriota Odélia “Mafa” Mafanela que somou 31:44 minutos na quadra.
Cossa concretizou 4 em 6 lançamentos de campo, perfazendo uma média de 66, 7% de aproveitamento, 3 em 5 tiros exteriores (média de 60% de aproveitamento). A internacional basquetebolista moçambicana teve um registo de 100% de aproveitamento na linha de lances livres com 2 em 2, para além de quatro “turnovers”.
Odélia Mafanela, outro activo do Ferroviário de Maputo que reforçou o D’Agosto, esteve também em grande plano ao contabilizar 13 pontos, quatro ressaltos dos quais um ofensivo e três defensivos, sete assistências e dois roubos de bola.
“Mafa” concretizou 5 em 6 lançamentos de campo (83, 3% de aproveitamento) e 3 em 4 lançamentos livres (75%).
Recorde-se que as duas internacionais basquetebolistas moçambicanas, contratualmente ligadas ao Ferroviário de Maputo, estão em Angola num contrato de curta duração, ou seja, de 28 de Maio a 5 de Julho, período que vai decorrer a Liga Azule, campeonato nacional sénior feminino de basquetebol daquele país.
Mafanela e Cossa estão na lista de atletas pré-convocadas para a selecção nacional de basquetebol sénior feminino que vai disputar a 28ª edição do “Afrobasket”, prova a realizar-se em Kigali, no Ruanda.
A selecção nacional de vólei de praia segue, esta terça-feira, para Hammlet, na Tunísia, onde de 23 a 30 de Junho irá disputar os II Jogos Africanos de Praia, evento que irá contar com a participação de 42 países. Moçambique somente vai disputar provas de voleibol de praia.
Para o evento, o país carrega fortes ambições de revalidar o título conquistado há quatro anos, em femininos, na cidade da Praia, em Cabo Verde. É neste sentido que foram seleccionadas seis duplas das quais três masculinas e igual número em femininos.
Num evento no qual irá competir no torneio quatro por quatro (com quatro voleibolistas de cada lado), Moçambique vai ser representado por Ainadino Martinho, Jorge Monjane, José Mondlane, Osvaldo Mungoi, Aldevino Nuvunga e Alírio Manjate em masculinos.
Já em femininos, foi constituída uma equipa constituída por Ana Paula Sinaportar, Vanessa Muianga, Ângela Tembe, Natália Intengo, Assiat Ibraimo e Joana Simone. Na primeira edição, em feminino, o país quedou-se na 4ª posição.
Está confirmada, em femininos, a presença de voleibolistas do Sudão, Congo, Nigéria, Tunísia, Marrocos e Zâmbia. Já em masculinos teremos como oponentes atletas do Botswana, Gâmbia, Tunísia, Togo e Gâmbia.
A delegação moçambicana despediu-se, ontem, na sede do Comité Olímpico de Moçambique (COM) com a promessa de tudo fazer para dignificar o país no certame.
Nesta segunda edição dos Jogos Africanos de Praia, espera-se que 1.100 atletas participem em 30 eventos/disciplinas desportivas, num universo de 53 países, número superior aos 42 que participaram nos primeiros Jogos Africanos de Praia na ilha do Sal, Cabo Verde, há quatro anos.
De salientar que as competições nas modalidades de futebol feminino e remo servirão de qualificação para os Jogos Mundiais de Praia a terem lugar em Bali, Indonésia, em Agosto deste ano.
Os segundos Jogos Africanos de Praia visam reunir os atletas e jovens dentro dos valores da solidariedade e respeito. A competição é promovida pela Associação dos Comités Olímpicos Africanos (ACNOA) e conta com a organização técnica da União das Confederações Desportivas Africanas (UCSA).
Lembre-se que a ilha do Sal acolheu de 14 a 23 de Junho de 2019 a primeira edição dos Jogos Africanos de Praia, tendo Marrocos sido consagrado como o grande vencedor.
Cabo Verde ficou na quarta posição no “ranking” de medalhas, num universo de 43 nações em 11 modalidades ligadas ao mar, nomeadamente atletismo, basquetebol 3×3, andebol de praia, ténis de praia, futebol de praia, remo no mar, futebol freestyle, karaté kata, kitesurf, e natação em águas abertas.
Emoção a rodos. Motivados como nunca, os jogadores dos Mambas manifestaram, no final do jogo com o Ruanda, a sua satisfação pela vitória diante dos “Amavubi”. Geny Catamo desatou o nó, Clésio Baúque tranquilizou a armada moçambicana.
“Fiz o golo. Um avançado vive de golos. Tive essa sorte. Vamos continuar a trabalhar. O campo é sintético e condicionou o nosso modelo de jogo. O importante não é jogar bem mas sair com os três pontos”, disse o internacional moçambicano que evolui no Honka da I Liga Finlandesa.
Depois de ter assegurado a vitória dos Mambas no embate diante do Benin, inserido na 2ª jornada do grupo L de acesso ao CAN 2023, Geny Catamo voltou a fazer o gosto ao pé ao serviço da selecção nacional de futebol. O jogador- contratualmente ligado ao Sporting mas emprestado ao Marítimo na última época-, concluiu da melhor forma um passe genial de Domingues. “No início, a bola saltava muito, não conseguíamos ficar com o esférico. O Ruanda não esteve assim tão mal, esteve muito bem. Temos que ser mais unidos e pensar mais no jogo. Esteve com posse”, começou por dizer Geny Catamo.
O talentoso jogador refere que “tivemos que ser mais unidos para pensar mais no jogo e resolver a saída deles com a bola e, felizmente, conseguimo-nos encaixar na forma deles de abordar o jogo”. Para Catamo, foi a partir daí que os Mambas “tiveram sucesso”. Geny Catamo apela ao público a marcar presença em peso no próximo jogo dos Mambas, em Setembro, que poderá confirmar a presença, 13 anos depois, na fase final do Campeonato Africano das Nações. “Esperamos que as pessoas marquem presença no estádio e nos apoiem. Vai ser uma autêntica final para todos os moçambicanos porque é o jogo das nossas vidas”.
Domingues continua a ser mágico. É como o vinho do Porto. E, no domingo, o “puto maravilha” deu indicações de ter muito a dar, primeiro, com um toque de classe de calcanhar que quase resultava em golo de Ratifo. Depois, e em fase de aflição dos Mambas face à pressão do Ruanda que entrou com tudo e condicionou o conjunto orientado por Chiquinho Conde, fez um passe de trivela que constituiu nada mais nada menos que meio golo. E, como sempre, o capitão dos Mambas mostrou-se cauteloso na abordagem apesar da equipa estar apenas a um ponto do CAN-2023.
“Ainda temos mais um jogo. Nada está decidido. Mas acredito que vamos atingir o nosso objectivo”, manifestou Domingues. E concluiu, depois, o seu fio de raciocínio: “Acho que esta é uma das vitórias mais saborosas porque soubemos jogar como equipas, soubemos sofrer todos. Por vezes, a equipa não joga aquilo que é o seu melhor. Fizemos um jogo espectacular contra Senegal mas não conseguimos um bom resultado. Felizmente, conseguimos fazer um jogo mais ou menos contra o Ruanda e ganhámos. Estamos todos de parabéns”, finalizou.
À entrada da sexta e última jornada do grupo L de apuramento ao CAN-2023, a selecção nacional de futebol ocupa a 2ª posição com sete pontos, menos seis que o Senegal, líder da prova e já qualificado. O Benin é 3º classificado com cinco pontos, enquanto o Ruanda ocupa a última posição com apenas três pontos.
No jogo da 1ª volta, os Mambas derrotaram o Benin em Junho do ano passado por um a zero, com o tento a ser apontado por Geny Catamo aos 38’.
ZAINADINE, GENY CATAMO E BRUNO LANGA TROCAM DE TREINADORES
O Marítimo, conjunto onde evoluem os internacionais moçambicanos Zainadine Jr e Geny Catamo- este último por empréstimo do Sporting- oficializou a contratação de Manuel Tulipa para treinar a equipa principal na Liga 2. O técnico, de 50 anos, regressa aos Barreiros onde já esteve em 2020/21 para treinar os sub-23, sendo que poderá orientar Zainadine Jr , caso se mantenha no clube uma vez ter sido associado à equipas da Espanha e França, e Geny Catamo, se o Sporting voltar a emprestar o jogador ao Marítimo.
«Tulipa é treinador do Marítimo. Manuel Jorge da Silva Cruz, conhecido nos meandros futebolísticos por Tulipa, é o homem escolhido para devolver o Maior das Ilhas à I Liga”, lê-se no comunicado. O clube insular escreve ainda que: “Profissional com profunda ligação aos verde-rubros, Tulipa foi Leão do Almirante dentro de campo. Na temporada 98/99, Tulipa disputou 28 jogos e assinou 3 golos. Campeão do Mundo sub 20 em 1991, Tulipa cedo iniciou a carreira de treinador. Aos 36 anos, estreou-se na I Liga aos comandos do Trofense. Agora, Tulipa assume o comando técnico da equipa de honra do Marítimo, depois da passagem, na época 2021/2022, pelo banco dos Sub23”.
Já o Chaves, formação de Bruno Langa, oficializou a contratação de José Gomes para a época 2023/2024. O internacional moçambicano, associado a clubes ingleses e o Benfica, ainda não tem o seu futuro definido na verdade, pelo que pode dar o salto para outra colectividade. Mas, caso de mantenha nos flavienses, deve mesmo estar no arranque da época a trabalhar com o treinador de 52 anos, que esta semana deixou o Marítimo. “O Chaves é um grande clube, um histórico do futebol português e com uma representatividade muito grande, não só representa todos os transmontanos, como também, e simbolicamente, o interior. É um orgulho poder representar o Chaves”, afirmou José Gomes num vídeo publicado pelo clube e que mostra o técnico reunido com a estrutura da SAD liderada por Francisco José Carvalho e a visitar as instalações do Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira.
José Gomes deixou também uma mensagem com destinatário bem identificado: “Os adeptos transmontanos são fervorosos, são o 12.º jogador e peço que o sejam com muita força e que me ajudem a ajudar os nossos jogadores, e vamos ter muitos novos jogadores que vão precisar desse apoio, e que encham o nosso estádio.”.
Ingvild Mucauro e Tamara Seda ajudam o Interclube a conquistar a 32ª edição da Taça de Angola em basquetebol sénior feminino, ao derrotar na final o 1º de Agosto, das também moçambicanas Anabela Cossa e Odélia Mafanela, por 57-52.
Duas pérolas do Índico brilharam no Atlântico. Ingvild Mucauro e Tamara Seda voltaram a mostrar o que de melhor sabem fazer dentro da quadra. Do lado 1º de Agosto duas moçambicanas também se evidenciavam: Anabela Cossa e Odélia Mafanela. Final com um quarteto genuinamente moçambicano.
A superioridade do Interclube evidenciou-se logo cedo, perante um 1º de Agosto que procurava a todo custo equilibrar a partida. O primeiro quarto terminou (14-12) a favor do Inter.
Nadir Manuel, Italee Luca e Ingvild Mucauro faziam a diferença, ao passo que Anabela Cossa e Odélia Mafanela eram as protagonistas do 1º de Agosto.As duas equipas foram para o intervalo empatadas (29-29).
A experiência do Interclube foi determinante. Italee Lucas e Ingvild Mucauro souberam conservar a vantagem, depois de o desafio estar empatado a 52 pontos, na recta final. A partida terminou com o marcador a indicar 57-52.
Qual ovo de colombo, a baía de Maputo foi pequena demais para acolher, sábado, no seu bojo, milhares de pessoas que testemunharam “in loco” a retoma, três anos depois, do Maputo Air Show. Um festival aeronáutico que deixou milhares em êxtase.
Mais de trinta aeronaves, pilotadas por moçambicanos e estrangeiros, cruzaram os céus para abrilhantar o evento. Não foi apenas um momento de geração de grandes emoções pelas manobras praticadas pelos pilotos, mas também de celebração da história.
História, sim senhor, na medida em que algumas aeronaves alinhadas para fazerem o “show” no Maputo Air foram usadas durante a Segunda Guerra Mundial, para além de servirem em acções humanitárias.
A título de exemplo, o Mustang P-51, que proporcionou um grandíssimo espectáculo com manobras como “looping” e curvas acentuadas (step turning), foi uma parte inestimável para o sucesso dos aliados durante a Segunda Guerra Mundial. O P-51 forneceu à Força Aérea dos EUA uma escolta de caça de alto desempenho, alta altitude e longo alcance.
Na corrida entre “Jet Ski” e o helicóptero Allouete II (aeronave cujas versões militares eram usadas essencialmente para situações de fotografia aérea, observação, salvamento marítimo, ligação e treino), houve momentos de pura adrenalina quando a aeronave fez, em três passagens, uma tentativa de passar as máquinas aquáticas com capacidades para velocidade de 130 Km/h.
Desfilaram ainda aeronaves (Puma Flying Lions Sunset) em voos de formação e em altitudes diferentes, fazendo voltas de 360°. Ademais, com um movimento de formação, as aeronaves nas quais se destaca uma na qualidade de líder culminavam com “break” (a desfazerem-se). Pesadas, e com motores super-potentes, as aeronaves faziam ainda a “pirueta” depois de colocarem o “nariz” do avião em cima. Grande espectáculo, salva de palmas do público.
À medida que a tarde se aproximava, cresciam as emoções. Fizeram passagens pelos céus de Maputo a aeronave de fumigação (que hoje está ao serviço da Açucareira de Xinavane), helicóptero Bell (com alcunha Tiger Huey), uma aeronave que se notabilizou na guerra do Vietname em acções de salvamento bem como de ataque de canhões.
Cada uma com as suas manobras, cada uma com as suas capacidades para entreter o público. O voo “Marksmen Pyro”, já ao pôr do sol, fez subir a adrenalina com um espectáculo de fogo-de-artifício nas duas asas da aeronave. A complementar uma carga, e em simultâneo, de espectáculo pirotécnico soltado da terra. Era o complemento do conceito do Maputo Air Show: emoções no ar, terra e mar.
Exibição de paraquedismo, marcada por um exercício de salvamento de um paraquedista que caiu na água, foi também dos momentos de uma tarde para não esquecer. Aliás, este momento não passou de um risco calculado, ou seja, demonstração de capacidade de salvamento no mar.
PÚBLICO EM PESO
Enormes filas logo à entrada da Praça Robert Mugabe. Público ávido em marcar lugar privilegiado, e com boa vista, para acompanhar “in loco” o Maputo Air Show. O ambiente, carregado de enormes expectativas e emoções, antes mesmo de o show iniciar, já denunciava enchente e a confirmação do alerta deixado pela organização: bilhetes esgotados ainda na terça-feira.
Crianças, jovens, adultos e idosos com os olhos fixos sobre os céus. Este era o cenário próximo à rede de protecção sobre a Baía de Maputo, uma das medidas de segurança para evitar incidentes. Afinal, é do ar que se gerava um ruído que fazia subir, a cada plano de voo e acrobacia, a adrenalina. Os registos com máquinas profissionais e telemóveis de diversas gerações não podiam faltar. Pois, no fim, há sempre uma experiência para partilhar com os próximos. Um momento e experiência únicas.
O conceito família foi o maior ganho do Maputo Air Show, tal como a organização definiu. De resto, muitas famílias se reuniram, sábado, para passar um dia diferente na Baía de Maputo.
Impecável, a organização preparou tudo ao pormenor com a colocação de equipas do INAMAR, Polícia Pesqueira, Clube Naval (que disponibilizou “jet ski” para apoiar o Aero Clube de Moçambique).
A ZAP vai transmitir as ligas de basquetebol Mozal, em masculinos, e Sasol, em femininos, nos próximos dois anos. O acordo para o efeito foi assinado, ontem, entre a operadora de televisão por satélite e a Liga Moçambicana de Basquetebol, e os valores envolvidos na operação não foram revelados.
Foi pelas mãos de Hélder Tembe, administrador-delegado da ZAP, e António Madeira Júnior, presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), que ontem foi selado um memorando que pretende abrir uma nova página no basquetebol moçambicano.
O aumento de número de jogos, pelo menos nos seniores masculinos, é uma das grandes apostas da ZAP e da Liga Moçambicana de Basquetebol, até para se dar maior ritmo competitivo aos atletas, alguns dos quais convocáveis para as selecções nacionais.
Pretende-se, na verdade, que a competição seja dividida em quatro fases, nomeadamente de qualificação (envolvendo três zonas, sendo que a mesma contará com a participação de seis equipas); de apuramento (duas zonas com a participação de seis equipas); fase regular (oito equipas) e “final four” (comportando quatro conjuntos).
De acordo com a proposta da LM B, as partidas seriam realizadas numa periodicidade quinzenal em cada uma das zonas, cobrindo um período de seis semanas. O “draf” prevê que, durante o período em que as equipas não estiverem a participar na fase de qualificação, os campeonatos provinciais terão de ocorrer, sendo a condição para a participação na “Liga” a participação nos campeonatos provinciais. De cada uma das zonas, apuram-se quatro equipas que se qualificam para a fase seguinte, ou seja, a de apuramento.
“O objectivo é que cada equipa, pelo menos nos seniores masculinos que é a Liga Mozal, consiga entre 45 e 50 jogos no período entre a prova e os campeonatos provinciais. Se repararem, este é um modelo misto.
Tem que existir o campeonato provincial ao nível de todas as províncias e será intercalado com os jogos da Liga, aumentando, portanto, o nível competitivo e o número de jogos”, começou por explicar António Madeira Jr., presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB).
Há muito que a ZAP, no quadro da sua responsabilidade social, tem apoiado incondicionalmente o desporto moçambicano, no geral, e basquetebol, em particular. Destaque-se o apoio dado aquando da realização dos “nacionais” assim como a Taça dos Clubes Campeões Africanos em seniores femininos. Hoje, a operadora de televisão por satélite aposta nas Ligas Mozal e Sasol, duas provas nas quais pretende contribuir para o seu engrandecimento.
“A Liga Moçambicana de Basquetebol aproximou-se à ZAP com o projecto. Portanto, o modelo de competição foi redesenhado, tornando-se, dessa forma, num modelo competitivo. Pensamos nós que vai ser um grande sucesso”, destacou Hélder Tembe, administrador-delegado da ZAP.
A Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal vai à sua 14ª edição, enquanto a Sasol vai à sua 3ª edição. As provas já têm os seus patrocinadores oficiais que ostentam o “name ”, pelo que era importante clarificar o envolvimento da ZAP no projecto. “A ZAP não está a patrocinar, estamos apenas a adquirir direitos de transmissão.”
A ZAP e a Liga Moçambicana de Basquetebol pretendem estimular o regresso do público aos pavilhões, através de jogos com qualidade e diversas inovações. Mas não só: contribuir para que a modalidade, com tradição, volte a atingir os níveis atingidos no passado.
“As marcas dos actuais patrocinadores detêm a componente de ‘marketing’. Eles têm prioridade, obviamente. A ZAP, no entanto, vai querer participar da festa do desporto, neste caso do basquetebol, e traçaremos um plano de activação para abrilhantar a competição”, observou Hélder Tembe.
A Liga Moçambicana de Basquetebol arranca no dia 24 de Julho, com a disputa da fase de qualificação na zona Sul, seguindo-se as zonas Norte e Centro. O objectivo passa, segundo a LMB, por maior divulgação das provas desde a fase de apuramento até ao período de realização da “final four”.
“A Liga tem dois grandes patrocinadores que são a Mozal, na prova masculina, e a Sasol, na competição feminina. A ZAP vem, digamos, complementar aquilo que estava a faltar na Liga que é a sua imagem como produto para tentar expor as marcas. Acho que isso é o mais importante neste acordo”, frisou António Madeira Jr.
O PROJECTO DAS ETAPAS DA LIGA MOÇAMBICANA DE BASQUETEBOL MOZAL
Foto: LMB
O documento apresentado pela Liga Moçambicana de Basquetebol prevê que, na fase de apuramento, para as zonas Sul, Centro e Norte (as cidades terão de se candidatar para realização desta fase) será estabelecido o critério de escolha das seis equipas, de entre as que permaneceram na Liga e das que por mérito competitivo nos seus campeonatos provinciais se qualificaram para tal.
Irão formar um leque de seis equipas por cada uma das zonas, competindo numa volta durante oito ou nove dias seguidos, segundo um comunicado da LMB a que “O País” teve acesso.
Os jogos devem realizar-se numa periodicidade de 15 dias em cada uma das zonas, cobrindo, desta forma, um período de seis semanas. Durante este período em que as equipas não estiverem a participar na qualificação, os campeonatos provinciais terão de ocorrer, sendo condição para participação na Liga, a participação nos campeonatos provinciais. De cada uma das zonas, apuram-se quatro equipas que passarão para a fase seguinte, fase de apuramento.
Já na fase de apuramento, indica a nota da Liga Moçambicana de Basquetebol, das três zonas, apurar-se-ão quatro equipas de cada zona. Das doze formações, serão criados dois grupos de seis, em que quatro de cada grupo disputarão o acesso à fase regular. Os jogos serão todos contra todos numa só volta, sendo que se apurarão os quatro conjuntos de cada grupo que terão direito de participar na fase regular.
Nesta fase, entra para o calendário da LMB o apuramento também para os seniores femininos, a Liga Sasol, cujo modelo a partir desta fase é paralelo aos masculinos.
Assim, para a fase de apuramento, serão realizados dois torneios em masculinos e dois em femininos, em locais ainda por serem definidos, decorrendo ambos de forma alternativa de duas em duas semanas, obedecendo às mesmas regras definidas para a fase de qualificação, perfazendo, assim, um horizonte temporal de oito semanas.
Das duas zonas da fase anterior, serão apuradas quatro equipas de cada zona. Das oito formações qualificadas, as mesas disputarão a fase regular numa cidade (Cidade de Maputo) durante 12 dias (duas semanas) com quatro jogos diários. Esta fase será, primeiro, realizado em femininos, sendo que, na semana seguinte, entram em cena os masculinos, todos no mesmo modelo.
Desta fase, apuram-se quatro formações que irão disputar a “ final four”.
O boxe foi o grande vencedor da Gala Nacional do Desporto ao conquistar as mais prestigiadas nomeações, com destaque para Alcinda Panguana e Tiago Muchanga, que foram coroados Atletas do Ano, em femininos e masculinos, Lucas Sinoia, que foi o melhor treinador masculino e para a selecção masculina, que foi a equipa do ano.
O boxe viu ainda Rady Gramane ser eleita pelos amantes do desporto, no voto popular, como a Atleta Popular, deixando para trás a concorrência de Lau King e Ana Paula Sinaportar.
Facto mesmo é que o boxe, em 2022, ano da avaliação dos melhores no desporto, conquistou várias medalhas, entre o prata e o bronze no Campeonato Mundial, as medalhas de ouro nos Africanos das regiões 3 a 6, bem como no Campeonato Africano de Maputo, e medalhas de bronze nos jogos da Commonwealth.
Aníbal Manave, recentemente reeleito presidente da FIBA-Africa, ficou com o prémio Prestígio, uma premiação dada ao desportista que tem se evidenciado pelo seu trabalho que motiva mais desportistas ao nível internacional.
A 10ª Gala Nacional do Desporto, que contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, teve ainda outras premiações, com destaque para os clubes Estrela Vermelha e Black Bulls, pelos feitos nas infraestruturas e na formação de jogadores, bem como para o Prémio de Mérito que coube à família Mafambane que se destacou em várias modalidades ao longo do ano 2022.
“ANO 2022 FOI DE MUITAS CONQUISTAS”, DIZ FILIPE NYUSI
Para o Presidente da República, Filipe Nyusi, o ano de 2022 foi de muito sucesso para o desporto moçambicano em vários quadrantes, desde o número de medalhas conquistadas até as diversas distinções que os moçambicanos mereceram.
“A Gala Nacional do Desporto é uma celebração por excelência, com o propósito de desencadear a afirmação individual e colectiva dos desportistas. O ano de 2022 foi de muitas conquistas e isso foi possível graças a todos”, disse Filipe Nyusi.
Em termos numéricos, no ano de 2022 o país conquistou 189 medalhas, das quais 77 de ouro, 55 de prata e 57 de bronze. Este foi um feito destacado por Filipe Nyusi que destacou o facto de ter sido graças aos esforços dos atletas moçambicanos.
“Os desportistas são exemplo de que com trabalho árduo é possível alcançar resultados positivos, quer em provas nacionais e internacionais”, disse Nyusi.
Ademais, segundo o Presidente da República, “a época foi bastante pacífica porque todos gritamos e celebramos vitórias e queremos reconhecer o esforço de todos, mas principalmente daquelas modalidades que não damos importância mas que trazem alegrias e medalhas e elevam a nossa bandeira além fronteiras”.
Mas não foi somente em termos numéricos que o país ganhou em 2022. “Outro facto notável foi a indicação, em Dezembro de 2022, no Malawi, dos nossos compatriotas Lurdes Mutola, para embaixadora do Desporto em Moçambique, e Joel Libombos”, homenageados pelos esforços no desenvolvimento do desporto a nível da região, bem como no continente.
Para terminar, Filipe Nyusi destacou a reeleição de Aníbal Manave como presidente da FIBA-Africa, destacando o facto deste feito ter vindo também do organismo que gere o basquetebol ao nível mundial.
VENCEDORES DA GALA NACIONAL DO DESPORTO
Diplomas de honra aos parceiros da SED:
CFM
Companhia Moçambicana de hidrocarbonetos
HCB
FMTaekondoo
FMX
FMF
Diplomas de mérito:
Escola de Basquetebol Mucopelinhas de Nacala
Associação da Black Bulls
Prêmio carreira no Desporto:
Narcisio Faquir – treinador de atletismo paralímpico
Abdul abdula – Instrutor da CAF
FMN – Deolinda Mabote
Jorge Vulande (Mavó) – antigo jogador
José Arnaldo Salvado – futebol
Diploma de Mérito a família Mafambane – destacou-se em várias modalidades
Prémio de gestão de infraestruturas ao Clube Estrela Vermelha
Homenagem em reconhecimento aos membros de júri da gala:
António Lourenço Jr.
Abdul Remane
Adão Matimbe
Alfredo Jr
Celso Matabele
César Langa
Romualdo Mutemba
José Dava
Anatércia Tomás
José Adalberto
Fáusia Gandar
Jornalista do Ano:
Televisão: Cristina Cristiano
Rádio: Manuel Cardoso
Imprensa escrita: Reginaldo Cumbana
Treinador do Ano:
Masculino: Lucas Sinoia (Boxe)
Feminino: Ana Filipa Lobo (Natação)
Árbitro do Ano:
Nomeados: Stélio Carlos (Ténis)
Atleta revelação para desporto convencional e adaptado: