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O País – A verdade como notícia

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, diz que o espaço selecção nacional “não é para ganhar dinheiro”. Sidat garante ainda que as regras sobre a premiação foram discutidas atempadamente, ou seja, há três anos com os capitães dos Mambas, pelo que “não vamos admitir este tipo de indisciplina.”

Igual a si mesmo, o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, pronunciou-se sobre a greve observada pelos Mambas no estágio em Albufeira, Portugal, que culminou com o boicote de duas sessões de treino para o duelo com a Nigéria. Sidat, explosivo, disse que as regras sobre a premiação foram discutidas atempadamente, ou seja, há três anos com os capitães dos Mambas, pelo que “não vamos admitir este tipo de indisciplina.”

O presidente da FMF repisa que o espaço selecção nacional não é para ganhar dinheiro: “O importante, aqui, é que na selecção nacional não se ganha dinheiro. Onde é que se ganha dinheiro? Lá nos clubes. Selecção é a montra. Muitos jogadores que estiveram na selecção nacional hoje estão além-fronteiras. Não pode ser dentro da selecção nacional onde queremos ganhar dinheiro. Esta filosofia, dentro da instituíção FMF, não pode e penso que todos estamos unânimes nisso. Você está convocado para selecção nacional e está envergar camisola de trinta milhões de meticais”, argumentou Feizal Sidat.

Visivelmente agastado com o comportamento dos atletas, mas sem exibir o regulamento de premiação discutido com os jogadores, Sidat ajuntou que “muitos jogadores que estiveram na selecção nacional hoje estão além-fronteiras”, daí que, no seu entender, “não pode ser dentro da selecção nacional onde queremos ganhar dinheiro. Esta filosofia, dentro da instituíção FMF, não pode e penso que todos estamos unânimes nisso.”

O Presidente da FMF não tem dúvidas de que “o patriotismo” deve reinar nos jogadores. “Você está convocado para selecção nacional e está envergar camisola de trinta milhões de meticais. E não chegar no meio de um estágio, andar a pedir dinheiros a mais e a dinheiro a menos.Estamos a ver o que aconteceu na Argélia, e vou-te dar em primeira mão, estamos a ver o que está a acontecer em Portugal. Isso não vamos admitir. As regras de jogo foram definidas com muita antecedência. Não cheguem no meio do estágio e exigir dinheiro”, desabafou.

Adiante, convicto dos seus argumentos, Feizal Sidat elabrou sobre o que está previsto quando os Mambas disputam jogos amigáveis: “Depois, nós sabemos que são jogos amigáveis. Nós sabemos o que é um jogo amigável. Sabem? Não pode ser assim. Não pode ser. As regras do jogo foram definidas há três anos atrás. Eles receberam os regulamentos. Tudo está escrito. Chegar a um jogo amigável e exigir dinheiro e dizer que não queremos jogar porque queremos dinheiro aqui e agora”, observou.

Em tom irónico, Feizal Sidat disse que ” o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol está em Nampula, Tem que sair daqui de um jacto para Portugal e arranjar dinheiro para eles.”
E sentenciou: ‘ Não vamos admitir este tipo de indisciplina. Vamos manter a nossa coesão. Selecção nacional é pátria. É mística.”

E, como que a prever o futuro e a mandar recados, o Presidente da Federação Moçambicana de Futebol frisou: “Infelizmente, se prosseguir esta situação, voltamos para casa. Sabemos que vamos ser penalizados pela FIFA. Isto, depois, pode passar para gerações vindouras”, garantiu.

“O que nós queremos dizer é que temos que ser assíduos no CAN e não sermos “outsiders”, vamos e não vamos treze anos depois. Foi comigo mesmo em 2010 e, agora, treze anos depois também. Estamos a fazer uma selecção dentro dos veteranos e com alguma juventude.Estamos a falar de jovens com 21 e 22 anos que têm muito pela frente. Eu penso que a selecção nacional está sendo bem apetrechada. Agora, é preciso que haja patriotismo”, notou Sidat.

Em mais episódio que embaraça o país, rodado no estrangeiro, os jogadores da selecção nacional de futebol iniciaram uma greve em Portugal, ameaçando não se fazerem ao jogo desta segunda-feira com a Nigéria, inserido na Data-FIFA e no estágio pré-competitivo que efectuam naquele país europeu.

Depois do escândalo na Argélia, no CHAN, os jogadores exigem agora da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) o pagamento de USD 600 de “pocket money” para a referida partida.

Falando ao “RM Desporto”, o Secretário de Estado de Desporto, Carlos Gilberto Mendes, adjectivou de “vergonhosa” esta posição tomada pelos jogadores, apontando, por outro lado, que “sejam responsabilizados os culpados por esta situação.”

A verdade, nua e crua, manda dizer que nem mesmo às recomendações deixada sficar pela Comissão de Inquérito criada pela Secretaria de Estado de Desporto para averiguar o escandaloso episódio registado na Argélia coloca fim ao ambiente de crispação entre a FMF e os jogadores da selecção nacional. Mais: a “casos” que mancham a imagem de Moçambique no concerto das nações futebolísticas. E isso tira sono à trémula Secretaria de Estado de Desporto que tem mais uma “batata quente” para gerir e evitar uma gazeta a um jogo reconhecido pela FIFA.

“Em anos anteriores as mesmas selecções ficavam dois a três anos sem receber a devida premiação e de repente radicalizam as posições. Tem que ser apurado o que se passou e tirar daí as consequências, não podemos continuar a passar a mão na cabeça em nome de serem insubstituíveis quer dos atletas quer dos dirigentes”, frisou Gilberto Mendes em declarações ao RM Desporto.

Mendes lamenta aquilo a que considera serem actos mais concentrados no futebol do que propriamente nas outras modalidades.

“Estes incidentes só atrapalham o grande objectivo que é um dia conquistarmos um CAN. Temos campeões africanos e campeões mundiais no nosso país e, muitos deles, com valores por receberem e nunca enveredaram pela greve e sempre souberam honrar a camisola do país”.

Qual homem resignado, Gilberto Mendes disse que “não sei o que se passa, não sei o que está a acontecer, não sei de quem é a culpa por este imbróglio”, vou procurar saber o que se terá passado, mas não podemos ter uma alegria por um pódio no futebol feminino e depois ter uma mancha deste tamanho na Selecção A”.

O Secretário de Estado de Desporto lamenta ainda o facto da contestação dos jogadores ter tido como palco, outra vez, uma nação estrangeira. “Nós temos que saber como e onde colocar as nossas preocupações, neste momento estamos envergonhados como Nação Moçambicana devido a esta greve que acontece no estrangeiro e acontece numa altura em que acabávamos de vencer a selecção angolana e em Angola devemos estar a ser motivo de chacota”, lamentou.

Embate entre Mambas e Super Águias comprometido em virtude de os jogadores da selecção nacional exigirem um pagamento de 600 dólares norte-americanos como premiação pelo jogo. A Federação Moçambicana de Futebol não prevê nenhum pagamento de prémio de jogo em jogos amigáveis, apenas os chamados perdiem ou pocket money.

Os Mambas estão em greve, mais uma vez, e ameaçam não defrontar a Nigéria, esta segunda-feira, no segundo jogo de preparação no estágio que realizam em Portugal.

Os jogadores da selecção nacional exigem da Federação Moçambicana de Futebol um pagamento adicional de 600 dólares norte-americanos (cerca de 40 mil Meticais), para realizarem o jogo diante da Nigéria.

O facto é que os jogadores da selecção nacional receberam 600 USD pela realização do jogo com Angola, na última sexta-feira, partida que terminou com a igualdade a uma bola, valor que não está previsto como pagamento de prémio pelos jogos amigáveis.

Ou seja, a Federação Moçambicana de Futebol apenas previu o pagamento de pocket money (dinheiro de bolso), entretanto entregue aos jogadores.

Assim, e por causa destas exigências dos Mambas, não houve treino no sábado e domingo, em preparação para o embate desta segunda-feira, facto que deixa o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, sem poder avaliar o actual estágio da equipa, que devia defrontar as Super Águias no Estádio Municipal da Albufeira, no Algarve, em Portugal, a partir das 17h00.

Os Mambas estão em Portugal para realizar um estágio pré-competitivo de 10 dias para preparar futuros compromissos, nomeadamente as eliminatórias de acesso ao Mundial 2026, previsto para Novembro, diante do Botswana e Argélia, e para a fase final do CAN 2023, prova que terá lugar na Costa do Marfim, de 13 de Janeiro e 11 de Fevereiro de 2024.

É a glória da selecção sénior feminina de futebol do nosso país no torneio regional do Cosafa. Depois de ter ficado pelo caminho na qualificação para o CAN da categoria, as meninas viraram, por completo, as atenções para o Cosafa, no qual vão fazendo história.

Inseridos no grupo B, junto à campeã em título, Zâmbia, as meninas moçambicanas terminaram invictas, tal como as zambianas, com as quais empataram a um golo, vencendo sucessivamente Comores e Angola, terminando com sete pontos, e a qualificação às meias-finais, pela primeira vez na história.

Se é para fazer história ou não, nada é certo, mas as meninas mostram-se focadas no topo da presente edição do Cosafa em femininos, e para tal terão de ultrapassar o seu adversário desta sexta-feira, o Malawi, para chegar à final da prova.

Na primeira fase do Cosafa feminino, Moçambique teve um saldo bastante positivo em termos de golos, tendo marcado quatro golos e sofrido apenas um, na vitória diante dos Comores por 3-1, na segunda jornada. As moçambicanas empataram com a Zâmbia, sem abertura de contagem, na primeira jornada, e venceram as Palancas negras à tangente.

Malawi, por seu turno, terminou a fase de grupos na liderança do grupo A, invicta e com nove pontos, no qual venceu, sucessivamente, a África do Sul (4-3), eSwatini (8-0) e Madagáscar (3-1), além de ter sido a selecção com mais golos marcados (15) e melhor saldo de golos (11).
O embate entre Moçambique e Malawi vai decorrer esta sexta-feira, quando forem 15H30, no Estádio Lucas Moripe.

Deolinda Gove tem dois golos na prova, sendo que os outros dois foram apontados por Amélia Banze e Emília Cazembe.

Moçambique viu suas jogadoras serem coroadas como as melhores em campo nos três jogos já disputados, nomeadamente Isaura Chidembo, por duas vezes, e Deolinda Gove. Aliás, Isaura faz parte do “onze” ideal da fase de grupos.

 

“ZIM-ZAM” NA OUTRA MEIA-FINAL

A selecção do Zimbabwe, por seu turno, será o adversário da Zâmbia na segunda meia-final da 11ª edição do torneio feminino do Cosafa 2023, após empatar com a sua congénere do Botswana, a um golo, em partida referente à terceira e última jornada do Grupo C.

Por seu torno, a Zâmbia confirmou a sua presença na fase eliminar graças à goleada imposta às Comores, por 5-1, mercê do “hat-trick” de Fridah Kabwe, na derradeira jornada da fase de grupos.

De resto, será uma partida interessante, que marcará o reencontro de dois eternos arquirrivais e o regresso das  “Mighty Warriors” (alcunha do Zimbabwe), às competições  internacionais, depois de ter visto levantada a suspensão imposta pela FIFA em 2022. Sem dúvidas que será uma espécie de final antecipada do aliciante “ZIM-ZAM”!

O último encontro entre as duas nações decorreu em 2017, em Bulawayo, onde as anfitriãs cederam um empate a uma bola.

No seu percurso no Cosafa, Zimbabwe chegou à final da competição inaugural em 2002, mas perdeu para a África do Sul (2-1) na final disputada em Harare. As sul-africanas chegaram à decisão com quatro vitórias consecutivas, nas quais marcaram 36 golos, incluindo uma vitória por 15-0 sobre o Lesotho na estreia.

Na edição de  2008 em Angola, as “Mighty Warriors” não foram felizes, mas em 2011, em casa, Zimbabwe provou ser a potência regional, ao derrotar a África do Sul, por 1-0, na final.

Zâmbia é a actual campeã do torneio regional. As “Banyana Banyana” venceram sete dos últimos 10 campeonatos femininos disputados na região. Tanzânia (2021) e Zâmbia (2022) foram as outras selecções que ergueram o almejado troféu.

Bruce Mwape, técnico da Zâmbia, e a sua equipa técnica estão a utilizar o torneio para se prepararem para a fase de qualificação para a Taça das Nações Africanas de 2024, em Marrocos, onde enfrentarão Angola na fase final no próximo mês.

O embate entre Moçambique e Angola terá lugar esta sexta-feira quando forem 16H00, no Estádio Municipal da Albufeira, no Algarve, em Portugal. Esta é a vigésima quinta vez que as duas selecções se cruzam e, sempre, como jogo de tira-teimas.

Duas selecções, dois povos, duas culturas, uma só língua! Aliás, duas selecções, três países, três povos, três culturas e uma língua! Afinal trata-se de um jogo lusófono num país lusófono, esta sexta-feira, a partir das 16H00.

Moçambique e Angola, dois países africanos de língua portuguesa (PALOP’s), defrontam-se em Portugal, outro país de língua portuguesa (CPLP), em partida de carácter particular, de preparação para o Campeonato Africano das Nações, CAN, que terá lugar próximo ano (Janeiro e Fevereiro), na Costa do Marfim.

É um embate pedido pela equipa técnica nacional que pretende dotar os Mambas de mais traquejo, rodagem internacional e implantar aspectos técnicos-tácticos dos jogadores, tendo em conta os embates diante do Malawi e Argélia, em Novembro, para a qualificação ao Mundial de futebol, bem como para a fase final do CAN-2023.

Mesmo a “feijões”, Moçambique e Angola protagonizam jogos aliciantes e de resultado final imprevisível, não fossem dois eternos rivais. Afinal este será o 25o jogo entre as duas partes, com o equilíbrio a ser a tónica.

Nos 24 anteriores embates, houve registo de 12 empates, cinco victórias dos Mambas e sete de Angola. Nos últimos sete jogos, Angola venceu um, Moçambique venceu dois e empataram por quatro ocasiões, a última delas em Julho deste ano aquando do torneio Cosafa, a um golo.

Basta frisar que este jogo vai servir, também, de desforra para ambos os lados. É que as equipas angolanas (Petro e Sagrada Esperança) afastaram duas equipas moçambicanas (UD Songo e Ferroviário de Maputo) da fase de grupos das competições africanas de clubes, e a selecção feminina de futebol derrotou e afastou Angola na fase de grupos do Cosafa.

Este será o primeiro dos dois jogos que os Mambas vão realizar em Portugal, tendo em vista o estágio pré-competitivo, inserido na Data-FIFA, devendo defrontar ainda a Nigéria, na segunda-feira.

As duplas moçambicanas, de masculino  e feminino, respectivamente, estão fora do campeonato do mundo que decorre no México, desde o passado dia 6 de Outubro. As duas duplas perderam todos os três jogos da fase de grupos e falham a primeira janela de acesso aos Jogos Olímpicos.

Três jogos e igual número de derrotas é o saldo das duas duplas moçambicanas que estão no México alusivo ao Mundial de Vólei de Praia.
A dupla masculina composta por Ainadino Martinho e Jorge Monjane está fora do “Mundial” após perder por 2-0 diante dos italianos Lupo e Rossi, em desafio pontuável para a terceira e última jornada do Grupo A.

Depois de duas derrotas contra a dupla norueguesa e a holandesa, a equipa moçambicana apresentou a sua melhor performance contra os italianos, tendo perdido pelos parciais de 21-16 e 21-13, averbando, assim, o terceiro desaire e a consequente eliminação na fase de grupos, tal como tinha acontecido em Roma, Itália, em 2022.

Mesmo caminho seguiu a dupla feminina composta por Ana Paula Sinaportar e Vanessa Muianga, que, diante da dupla tailandesa, não conseguiu fazer melhor que as duas outras partidas, perdendo por 2-0, com parciais de 21-15 e 21-13.

Nas jornadas anteriores, Sinaportar e Vanessa tinham perdido diante das duplas suíça e mexicana.

Com estas três derrotas averbadas pelas duas duplas que representaram o país neste Mundial do México, morre a primeira etapa do sonho de qualificação para os Jogos Olímpicos, podendo ainda chegar à prova inter-continental, através da melhor posição no ranking mundial ou através da qualificação continental.

Qual é o caminho de qualificação do vôlei de praia para Paris 2024?
O número de equipas permanece inalterado desde Tóquio 2020. Como país anfitrião, a França tem direito a uma vaga para os torneios masculino e feminino.

As restantes 23 vagas por género (masculino e feminino) para Paris-2024 serão encontradas através de três vias de qualificação, respeitando o máximo de quatro vagas por cada continente (duas por género), garantindo, assim, o princípio da participação universal.
As duas duplas vencedoras (uma equipa masculina e outra feminina) do Campeonato Mundial de Vôlei de Praia de 2023 obtêm automaticamente um passe para Paris 2024.

As 17 melhores equipas classificadas (por género) no Ranking Olímpico da FIVB, que levará em consideração os 12 melhores desempenhos alcançados por uma dupla na janela de 1 de Janeiro de 2023 a 10 de Junho de 2024, qualificam-se para as olimpíadas. Os eventos válidos para resultados do ranking são o Campeonato Mundial da FIVB 2023; Beach Pro Tour; as provas continentais de qualificação.

As últimas cinco vagas por género serão alocadas nos cinco Torneios Olímpicos Continentais, o que garantirá o passe às duplas vencedoras. A fase final destas cinco provas será realizada entre 13 e 23 de Junho de 2024.

A selecção nacional sénior feminina de futebol qualificou-se, esta terça-feira, para as meias-finais da taça COSAFA, prova que decorre em Pretória, África do Sul. O combinado nacional venceu a sua congénere da Angola por uma bola sem resposta, em jogo da terceira e última jornada do Grupo B.

Amélia Banze foi a heroína do jogo, ao apontar o único tento do conjunto moçambicano, através de uma grande penalidade. Moçambique apurou-se para as meias-finais como o segundo melhor classificado da fase de grupos, com sete pontos.

A selecção teve um saldo de duas vitórias e um empate. Na primeira jornada, as moçambicanas empataram sem abertura de contagem diante da campeã Zâmbia, para, na segunda e terceira, vencer as Comores e Angola, por 3-1 e 1-0.

O árbitro  António Sitoe foi nomeado pela FIBA-África  para dirigir jogos do grupo “D”, divisão “leste”,  da  fase de qualificação para a Liga Africana de Basquetebol (BAL), competição a decorrer de 20 a 24 de Outubro, em Gaborone, Botswana.

De forma tímida, os  árbitros de basquetebol  moçambicano voltam a estar na  órbita da FIBA-África, depois de  um período de “seca” de  cerca de um ano e meio sem  nomeações para  provas continentais da modalidade da bola ao cesto.

No mesmo mês em que Nilton Macamo apitou, em Antananarivo, Madagáscar, jogos do grupo “E” da divisão Este da fase de qualificação para a BAL, eis que o compatriota António Sitoe foi indicado pelo órgão reitor do basquetebol africano para dirigir também partidas da “Road to BAL”. 

Sitoe faz parte de um grupo de oito árbitros  indicados para apitar partidas  do grupo “D”, divisão “leste”, competição que  irá contar com a participação do Dolphins BBC (Botswana), Unami Wolves (Namíbia), Munali Suns (Zâmbia) e JBC (Zimbabwe).

Trata-se de David Manuel (Angola), Thato Tema (Botswana),  Erick Otiemo (Quénia), Sara Elsharnouby (Egipto), Walelign (Etiópia), Jerôme Dennis (Maurícias) e Didier Gaga (Ruanda). A FIBA-África indigitou ainda Hamad Balgira (Ruanda) e Marie Leslie (Maurícias) como delegado técnico e supervisor de árbitros, respectivamente.  

A primeira etapa de acesso à BAL irá comportar cinco grupos que  estarão sedeados em igual número de países, sendo que  classificado desta fase qualifica-se para a “Elite 16”.

Com várias nomeações desde que adquiriu a carteira internacional, António Sitoe já apitou   os VII Jogos da CPLP, evento realizado na capital do país, tendo ainda sido nomeado para a segunda janela de qualificação para o “Afrobasket” 2021, em Harare, Zimbabwe.  

Conta com várias finais apitadas ao nível nacional quer ao nível dos masculinos quanto femininos.  Fora de portas, Sitoe já apitou partidas da Basketball National League (BNL), na África do Sul.

Recentemente, o árbitro internacional de basquetebol, Nilton Macamo, foi nomeado pela FIBA-África para dirigir jogos do grupo “E” da divisão Este da fase de qualificação para a  Basketball África League (BAL), prova  realizada entre os dias   6 a 8 de Outubro, em Antananarivo, Madagáscar.

O certame vai contar com a participação do COSPN (Madagáscar), Ushindzi Club (Comores), Roche-Bois Warriors (Maurícias) e Beau Vallon Heat (Seychelles).

Sete dos 25 atletas convocados por Chiquinho Conde para o estágio que os Mambas irão observar em Portugal ficaram, segunda-feira, por terra devido à falta de vistos de entrada naquele país da Europa.

Os mesmos devem seguir, esta quarta-feira, a Portugal, onde vão juntar-se aos restantes companheiros que preparam os jogos com Angola, na sexta-feira, e Nigéria, domingo, inseridos na Data-FIFA e o Campeonato Africano das Nações, a ter lugar na Costa do Marfim, entre Janeiro e Fevereiro de 2024.

Trata-se de Edmilson Dove (Kaizer Chiefs), Dominguez, Ernani, Dário e Dayo (União Desportiva do Songo), Ivan (Black Bulls) e Shaquille (Ferroviário de Maputo).  

Segundo fonte da Federação Moçambicana de Futebol  (FMF), o atraso na emissão de vistos está relacionado com a viagem dos jogadores da União Desportiva do Songo e Ferroviário de Maputo a Angola, onde disputaram  jogos de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões e Taça CAF, respectivamente.

No período em que permaneceram em território angolano, justifica a FMF, estes jogadores deviam, supostamente, estar a tratar dos respectivos processos.

Ademais, a 4 de Outubro, Dia da Paz e reconciliação, e 5 do mesmo mesmo mês, data em que se celebrou a Proclamação da República em Portugal, as embaixadas  dos respectivos países estiveram encerradas.

David Malembana,  internacional moçambicano que evolui no Noah FC da Arménia, é carta fora do baralho, porquanto está lesionado.

O atraso na emissão de vistos deveu-se, essencialmente, às recentes viagens a Angola dos atletas da União Desportiva do Songo e Ferroviário de Maputo, que tiverem, obviamente, de portar os respectivos passaportes, situação agravada pelo facto de os dias 4 e 5 de Outubro terem sido feriados nacionais em Moçambique e Portugal, respectivamente.

SORTEIO DO CAN NA QUINTA-FEIRA

Os Mambas vão conhecer, esta quinta-feira, 12 de Outubro, os seus adversários na fase de grupos do CAN 2023, competição a realizar-se de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2024.

O evento vai contar com a presença de estrelas do futebol de África, celebridades, líderes federativos e parceiros comerciais.

O sorteio será realizado no Parc des Expositions, em Abidjan, um dos edifícios mais emblemáticos e impressionantes do centro económico da Costa do Marfim.

A CAF começa a revelar, a partir desta quarta-feira, algumas personalidades que vão estar envolvidas no sorteio. Com o propósito de produzir um evento de classe mundial, a CAF e a Costa do Marfim, na qualidade de país anfitrião, trabalham juntas.

Para além de  Moçambique, estão qualificados para este certame as selecções da Costa do Marfim (anfitrião), Argélia, Angola, Burkina Faso, Camarões, Cabo Verde, RD Congo, Egipto, Guiné Equatorial, Gâmbia, Gana, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Marrocos, Namíbia, Nigéria, Senegal, África do Sul, Tanzânia, Tunísia e Zâmbia.

Lista de convocados:

Guarda-Redes: Ernan Alberto Siluane (Ernan), Fasistêncio João Faza (Fazito), Ivane Oficial Urrubal (Ivane).

Defesas: Domingos João Macandza (Mexer), Edmilson Gabriel Dove (Edmilson), Bruno Alberto Langa (Bruno), Fernando Chamboco, (Chamboco), Edson André Sitóe (Mexer),Daniel Agustinho Mutambe (Danito), Martinho Jone (Martinho), Feliciano Jone (Nené).

Médios: Amade Momade (Amadou), Ricardo Martins Guimarães (Guima), Dário Melo (Dário), Shaquille Nangy (Shaquille), Clésio Palmirim Bauque (Clésio), Geny Cipriano Catamo (Geny), Jonathan Eusébio Muiomo (Jonathan), Elias Gaspar Pelembe (Dominguês), Witiness João Quembo (Witi), Gildo Lourenço Vilanculos (Gildo), Stélio Marcelino Ernesto (Telinho).

Avançados: Stanley Ratifo (Ratifo), Faizal Bangal (Faisal), Dayo António (Dayo).

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