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O País – A verdade como notícia

A nomeação do combinado nacional a esse importante evento do futebol africano deve-se ao facto de ter feito uma excelente campanha que culminou com a qualificação, 13 anos depois, para o CAN.

A selecção nacional de Futebol (Mambas) foi nomeada para o CAF Awards 2023. Os Mambas vão concorrer para a categoria de melhor selecção do ano. Por sua vez, Chiquinho Conde está entre os 10 nomeados para melhor treinador africano do ano.

Moçambique vai, pela primeira vez, desfilar entre as grandes selecções de África. Os Mambas foram nomeados para o CAF Awards na categoria de melhor selecção africana.

Moçambique integra a lista onde pontificam países como Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, Marrocos, Namíbia e Tanzânia.

A cerimónia de premiação terá lugar na cidade de Marrakech, em Marrocos, no dia 11 de Dezembro. O evento vai contar com a presença de várias estrelas do futebol africano.

A nomeação do combinado nacional a esse importante evento do futebol africano deve-se ao facto de ter feito uma excelente campanha que culminou com a qualificação, 13 anos depois, para o CAN.

Por sua vez, Chiquinho Conde faz parte da lista dos 10 treinadores nomeados  para melhor técnico africano do ano. O seleccionador nacional conduziu, com sucesso, os Mambas à quinta presença na mais alta roda do futebol africano. Chiquinho Conde é o primeiro treinador moçambicano a ser nomeado para essa categoria.

O CAF Awards comporta outras categorias, com destaque para o melhor jogador do ano, tendo sido nomeados 30 jogadores.

Dessa lista destacam-se os atletas Sadio Mané, Riyad Mahrez, Mahomed Salah e Achraf Hakimi. Para a categoria de melhores gurda-redes foram nomeados Mphamed ElShenawy, Yassine Bounou e Andre Onana.

O CAF Awards é um dos momentos mais importantes do calendário do futebol africano, destinado a reconhecer e premiar os melhores jogadores, treinadores e equipas do continente.

 

 

 

 

 

Contagem decrescente para a realização, entre os dias 22 e 23 de Novembro, no Caldeirão do Chiveve, na Beira,  das meias-finais da edição 2023  da Taça de Moçambique ZAP,  segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano.  A União Desportiva do Songo, uma das formações semi-finalistas, pisca o olho à conquista do troféu pela terceira vez na sua história. 

Perdido o campeonato,  e com os ponteiros  agora a  sinalizarem as horas, os minutos  e os   segundos que  separam a  equipa da Taça de Moçambique,  a  União Desportiva do  Songo  aponta  para a conquista desta competição, feito que pode, de certa forma,  disfarçar o fracasso de um conjunto que investiu na contratação de jogadores para atacar África e “papar” títulos ao nível interno. 

Contas de outro rosário, pois, na prática,  o clube foi afastado da Liga dos Campeões e está fora da luta pelo título no Moçambola, sobrando, agora e apenas a Taça de Moçambique ZAP para alegrar os adeptos do Songo.  E,  na derradeira caminhada para a conquista do terceiro  troféu no historial da União Desportiva do Songo há, primeiro, que ultrapassar a Associação Desportiva de Vilankulo na primeira meia-final agendada para o dia 22 de Novembro.

É, olhando para o confronto entre as duas formações no Moçambola 2023, um adversário com o qual os “hidroeléctricos” enfrentaram elevado grau de dificuldade.

A 22 de Abril de 2023, em desafio inserido na segunda jornada do Campeonato Nacional de Futebol,  a Associação Desportiva de Vilankulo venceu a União Desportiva do Songo, por 1-0.

Na segunda volta, já no Songo, os campeões nacionais não tiveram meias-medidas, goleando o seu adversário por quatro bolas a uma.

Curiosamente, as duas formações travaram argumentos na segunda jornada do Moçambola 2022, tendo a União Desportiva do Songo goleado o seu adversário por 4-0.

No Alto Makhasa, a 2 de Outubro de 2022,  houve registo de um nulo em desafio da segunda volta do Moçambola.

Para chegar às “meias”, a formação comandada pelo sérvio Srdjan Zivojnov afastou o Mini Mundo FC de Manica com uma goleada por quatro a zero.

Abedy  (58′ e 70′), Reginaldo (62′) e Dário Melo (65′) construíram um resultado que podia ser mais volumoso para os “hidroeléctricos”.

 

A PRIMEIRA VEZ FOI EM 2016  SOB AS ORDENS DE SEMEDO!

Em Dezembro de 2019,  precisamente no dia 11,   a União Desportiva do Songo, então orientada por Nacir Armando, conquistou a Taça de Moçambique ao vencer, na final, o Ferroviário de Maputo por 2-0 numa final disputada no Estádio Nacional do Zimpeto.

Os golos dos “hidroeléctricos” foram  apontados por Amadu (37 ‘) e Telinho (41’), num dia em que Uche até se deu ao luxo de falhar uma grande penalidade.

Analisado o seu historial, a União Desportiva do Songo conquistava, pelo quarto ano consecutivo, uma competição no panorama do futebol moçambicano depois dos títulos de campeão nacional em 2017 e 2018 bem como a Taça de Moçambique em 2016.

A 5 de Novembro de 2016, naquela que foi a primeira conquista dos “hidroeléctricos” na segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano, a UD Songo derrotou o Maxaquene por 3-1.

Na altura, a UD Songo, orientada por Artur José Semedo, construiu a sua vitória nos primeiros 25 minutos, período em que marcou três golos.

Bernardo, aos 12′, marcou na sua própria baliza, e, depois, Miquissone (14′)  e Kambala (22′) marcaram os golos da União Desportiva do Songo. 

O máximo que os “tricolores” conseguiram fazer foi reduzir a desvantagem (3-1) à passagem do minuto 69.

O início dos jogos do Grupo B da Divisão Leste da Elite 16 da Liga Africana de Basquetebl, onde o Ferroviário da Beira irá participar, foi remarcado para os dia 21 de Novembro próximo pela FIBA-África. O adiamento está relacionado com questões organizativas, segundo deu a conhecer o órgão reitor da modalidade da bola ao cesto ao nível continental.

O arranque da “Road To Bal 2024”, fase de acesso à Liga Africana de Basquetebol em Joanesburgo, África do Sul, estava, inicialmente, previsto para o dia 14 de Novembro, mas foi adiado devido à questões logísiticas por parte da Federação Sul Africana da modalidade.

Assim sendo, os jogos jogos do Grupo B da Divisão Leste da Elite 16 da Liga Africana de Basquetebl foram reagendados para os dias 21 a 26 de Novembro, sendo que esta fase contará com a participação de cinco equipas. Trata-se do Ferroviário da Beira, Jozi (Zimbabwe), City Oilers ( Uganda), Cube Omnisports de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar, sendo que o primeiro classificado qualifica-se para a fase final a decorrer próximo ano.
Os bicampeões nacionais de basquetebol já mediram forças com City Oilers do Uganda e o Cube Omnisports de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar. Em Maio deste ano, o Ferroviário da Beira perdeu com o City Oilers do Uganda, por 96-75, em desafio inserido na quinta jornada da Conferência Nilo da Liga Africana de Basquetebol.

Recuando ainda mais no tempo, e situando-se em Novembro do ano passado, a equipa moçamnbicana arrancou uma vitória sobre o Cube Omnisports de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar, por 84-53. O duelo contava para a segunda jornada do Grupo”B” da divisão Este de acesso à terceira edição do Basketball África League (BAL), que se disputou em Joanesburgo, África do Sul.

Lembre-se que, no Grupo A da Divisão Leste, est ão o Cape Town Tigers ( África do Sul), Pazi Basketball (Tanzânia), Academia da NBA em África e o quarto integrante a ser convidado pela organização do certame.
Já no Grupo A de Divisão Oeste, encontram-se as formações do FAP (Camarões), Al Ahly Benghazi ( Líbia), BC Vitinha (RD Congo) e Stade Malien (Mali).

Grupo B, por sua vez, será constituído pelo SLAC (Guiné), Bangui SC (República Centro Africana), FUS Rabat ( Marrocos) e ABC (Costa do Marfim).
Quinze das dezesseis formações das divisões Leste e Oeste foram divididas em quatro grupos de quatro equipas cada.

As eleições na Federação Moçambicana de Futebol, agendadas para sexta-feira, 3 de Novembro, no auditório Ferdinand Wilson, já mexem no seio dos amantes do desporto, no geral, e futebol, em particular.

O escrutínio, que terá como concorrentes Feizal Sidat e Namoto Chipande, será, segundo uma nota da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), supervisionado por uma delegação da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e Confederação Africana de Futebol (CAF), que deverá desembarcar na capital nos próximos dias.

Trata-se de Gelson Fernandes, director da FIFA para a África, figura que irá liderar a delegação do órgão reitor do futebol mundial, sendo descrito pela FM como alguém que “traz consigo vasta experiência em assuntos relacionados ao futebol africano”, e Silimara Sousa, Coordenadora FIFA do Programa de Desenvolvimento. A Confederação Africana de Futebol será representada por Jean Diene, Chefe de Governança da CAF que “traz sua expertise em questões de governança desportiva, garantindo, deste modo, que as eleições ocorram de maneira justa e transparente”, segundo escreve a FMF na sua rede social “Facebook”. “Um evento de grande importância para o futebol moçambicano ganha destaque com a chegada de representantes das organizações de futebol internacional a Maputo. Os mesmos chegam para supervisionar o processo eleitoral da casa do futebol e igualmente para assegurar que as eleições sejam conduzidas de acordo com as directrizes estabelecidas pelos órgãos internacionais, garantindo a integridade do processo”, lê-se no comunicado da Federação Moçambicana de Futebol publicado nas suas plataformas digitais. Segundo a Federação Moçambicana de Futebol, “a presença destes observadores internacionais de renome realça o empenho das entidades desportivas internacionais em impulsionar o progresso do futebol em Moçambique”.

FMF FALA DE TRANSPARÊNCIA NA PREMIAÇÃO DOS MAMBAS

Em comunicado publicado na sua página do “Facebook”, a Federação Moçambicana de Futebol anuncia que irá divulgar os prémios dos Mambas publicamente, até para “travar as preocupações em torno das recorrentes cobranças de valores de ‘pocket money’ e outros subsídios pelos jogadores da Selecção Nacional AA – Mambas, durante campanhas no exterior.” Segundo o órgão reitor do futebol moçambicano, “a FMF passará a divulgar publicamente, através dos seus canais oficiais de comunicação, toda a informação necessária inerente à premiação dos Mambas nas competições internacionais. Esta posição visa restaurar a transparência e integridade de todos os processos administrativos e desportivos no seio dos Mambas e das restantes selecções nacionais.”

O internacional moçambicano marcou, segunda-feira, aos 37′, o primeiro golo do Sporting na vitória diante do Boavista, por 2-0, em jogo da nona jornada da Liga Portuguesa de futebol.

Três pontos de diferença para os seus mais diretos rivais na liderança isolada do Sporting, depois da importante vitória no Bessa, onde o Benfica tinha deixado a sua primeira e até agora única derrota. Importante, por ser um jogo tradicionalmente difícil, importante porque superou a pressão de ter de voltar a ser líder e ainda importante porque aproxima muito a equipa do objetivo anunciado por Rúben Amorim, que sonha em chegar ao derbi, na Luz, isolado, à frente do campeonato.

Não foi, porém, uma vitória fácil, nem sequer uma vitória controlada. O Sporting procurou ser uma equipa racional, sem impôr ao jogo um ritmo muito intenso, chegou ao primeiro golo com naturalidade e lógica, numa fase de maior domínio, mas teve momentos em que se viu obrigado a saber sofrer e em que viu o adversário andar nas bermas do empate.

A SURPRESA DE GENY

Rúben Amorim apostou numa surpresa para trunfo maior no jogo. Colocou Geny Catamo como titular e com a particularidade de jogar na ala direita, não tanto como um lateral adiantado no habitual sistema de 3X4X3 dinâmico, mas um verdadeiro ala, o que obrigou uma dupla função de Diomande a fechar o corredor defensivo desse lado e à constante movimentação de Edwards para as zonas interiores do terreno.

Veloz, criativo, audaz, Geny Catamo tornou-se na principal figura desequilibradora do Sporting, oferecendo ao seu treinador a prenda mais desejada, de um golo magnífico, em remate de primeira e numa situação em que apareceu liberto de marcação na área do Boavista.

Em vantagem, no intervalo, o Sporting conseguia um primeiro e essencial objetivo, obrigando o Boavista a fazer as despesas do jogo na segunda parte, tomando iniciativa, arriscando e abrindo espaços para contra ataques letais.

Como se veria, o jogo estava longe de estar jogado. Petit mandou a sua equipa jogar mais subida, arriscou, de facto, com uma pressão alta sobre a primeira fase de construção do Sporting e causou evidentes incómodos e momentos de muita intranquilidade.

Surgia, porém, cedo, um lance que poderia ter liquidado, de vez, a ambição do Boavista e o jogo. Um erro de Abascal ofereceu a Edwards uma oportunidade de golo em bandeja de prata. O avançado do Sporting desperdiçou o lance numa finalização caricata.

Pressentiu-se, na altura, que esse acabaria por ser um lance decisivo, caso se mantivesse a tradição futebolística que nos diz que quem não mata acaba por morrer. E assim teria sido se o excelente remate de Bozenik (76 minutos) não tivesse acontecido apenas 27 centímetros à frente do traço mortal do VAR.

E em dois lances se terá jogado, pois, a sorte das duas equipas no jogo. Nada de estranho em futebol.

E Pote mata o jogo

O golo anulado não roubou ânimo nem esperança ao Boavista. A equipa acreditava que, mesmo que não conseguisse virar o jogo, haveria de chegar ao empate. Pressionou mais, obrigando os centrais do Sporting a jogarem longo, sem pretenderem guardar a bola, e abriu o seu ataque com alas junto à linha e mais gente com presença na área.

O jogo estava, pois, em aberto quando Pote, num gesto de maestro da filarmónica de Nova Iorque, fez do cruzamento de Esgaio um golo definitivo. Aos oitenta e cinco minutos de jogo, tudo se resolvia a contento de Rúben Amorim. O golo marcou o fim da discussão. O Boavista desistiu, o Sporting respirou de alívio e conseguiu, enfim, exibir-se. Poderia ter feito mais golos nesse período final, mas seria demasiado cruel, se é que os deuses do futebol alguma vez aceitarão os frágeis sentimentos dos pobres humanos.

No fim da história, uma conclusão feliz para o leão que viu reforçar a sua posição de rei no campeonato. É só à nona jornada? É verdade. Muito jogo ainda está por jogar, mas ser líder anima muito.

Lionel Messi, de 36 anos, conquistou esta segunda-feira a sua oitava Bola de Ouro da revista francesa France Football, sendo consagrado como o melhor futebolista da época 2022/23.

Messi já tinha conquistado a Bola de Ouro em 2009, 2010, 2011, 2012, 2015, 2019 e 2021, passando a contar mais três troféus do que o português Cristiano Ronaldo.

A conquista do Mundial do Catar no final de 2022, pela Argentina, foi decisivo para somar mais uma Bola de Ouro ao seu palmarés.

Em 2022/23, Messi totalizou 38 golos e 26 assistências, em 54 jogos, conquistando, além do Mundial, o título que lhe faltava, o campeonato e a Supertaça de França, na segunda temporada ao serviço do Paris Saint-Germain, que já trocou pelo Inter Miami. E foi David Beckham, um dos donos do Inter Miami, que entregou a Bola de Ouro a Messi.

O Théâtre du Châtelet está habituado a receber os maiores nomes da ópera e da música clássica, mas esta segunda-feira a sinfonia foi outra, ao reconhecer, quem sabe pela última vez (é sempre um risco uma afirmação destas), a arte e a preponderância de Lionel Messi, dez meses depois do argentino ter pegado na batuta e liderado a Argentina na conquista do seu terceiro título mundial, depois de 1978 e 1986.

Os sete golos e três assistências apenas colocam em frios números a orientação quase cósmica de Messi naquela seleção que no Catar colocou o lacinho numa carreira em que tudo ganhou. Depois do prémio maior, Lionel Messi pegou na família e foi jogar para Miami e para a MLS. A oitava Bola de Ouro vem premiar, essencialmente, a primeira parte da temporada 2022/23, até à noite mágica de Doha em que levantou a taça que um dia Maradona também mostrou aos céus. Ele próprio o reconheceu no discurso da vitória, que terminou com uma menção a Diego, que esta segunda-feira faria 63 anos. O título da Ligue 1 com o Paris Saint-Germain contará também, decerto, mas o Mundial foi absolutamente decisivo.

Lionel Messi repete os triunfos de 2009, 2010, 2011, 2012, 2015, 2019 e 2021. As de 2010, 2011, 2012 e 2015 aconteceram quando o prémio da revista “France Football” era entregue em conjunto com a FIFA. O argentino de 36 anos distancia-se de Cristiano Ronaldo, que venceu o prémio cinco vezes, depois de uma temporada em que marcou 38 golos e distribuiu 26 assistências, em 54 jogos.

Erling Haaland foi o 2.º mais votado, com Kylian Mbappé a terminar em 3.º. Bernardo Silva foi o 9.º na lista, com Rúben Dias a quedar-se pelo 30.º posto.

Cumpriu-se, no pavilhão do Ferroviário da Beira, a profecia. Os santos da casa, ou melhor, os campeões nacionais, fizeram milagres. E estenderam o seu ciclo sem derrotas na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal ou em provas associadas ao “nacional” de basquetebol masculino. Foi somente somar à pujança da equipa a uma dose de previsibilidade.

É que, de 24 a 28 de Outubro, o Ferroviário da Beira provou que a falta de ritmo competitivo não supera a mentalidade ganhadora. É, pois, por isso que, em quatro jogos da fase de apuramento da zona Centro para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, o conjunto de Luis Hernandez Lopez acossou os seus adversários, somando, desta forma, por vitórias igual número.

Nas vésperas de disputar o acesso à Liga Africana de Basquetebol, em Joanesburgo, na África do Sul, os campeões nacionais, mesmo sem grandes exibições, (de)mo(n)straram força na quadra. Os “locomotivas” da Beira começaram por bater, por 17 pontos, o Ferroviário da Beira (77-60) no duelo mais esperado desta fase de apuramento da zona Centro para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

É verdade que o Ferroviário de Maputo (ainda que os campeões nacionais tenham controlado a marcha do marcador e reduzido para nove pontos) procurou ir buscar o resultado. É também factual que o Ferroviário da Beira se apresentou mais eficaz, nos tiros exteriores, e também na zona restritiva.

Os visitantes, foi notório, mantiveram em estado de permanência a ansiedade na quadra. E tal pesou, também, para a derrota!
Deu, igualmente, para dar algum ritmo competitivo a Ismael “Timo” Nurmamad e Helton Ubisse, duas das pedras-de-toque do Ferroviário da Beira acabadinhos de sair do boletim clínico da equipa. Deu ainda para reenquadrar William Perry e Michael Murray, reforços norte-americanos já sintonizados com os processos do Ferroviário da Beira. Feitas as contas, o Ferroviário da terminou a prova com oito pontos, resultantes de quatro vitórias diante do homónimo de Maputo (77-60), New Vision (74-41), Associação Provincial de Sofala (104-30) e  Maxaquene (86-62).
O segundo lugar ficou nas “mãos” do Maxaquene que, curiosamente, bateu o Ferroviário de Maputo (78-76), num jogo de loucos, e fechou a prova com sete pontos. Os miúdos de Hermínio “Rasta”  Changule voltaram, uma vez mais, a impor-se diante dos “locomotivas”, depois de terem vencido na fase de qualificação disputada em Maputo (66-62).
No pavilhão do Ferroviário da Beira, a aguerrida formação bateu ainda  a Academia de Basquetebol de Sofala, por 79-50.

PEMBA: HÁ SEMPRE UMA PRIMEIRA VEZ

Há sempre uma primeira vez na vida! E a primeira vez de uma equipa de Pemba, a disputar a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, foi confirmada sábado quando New Vision derrotou a Associação Provincial de Sofala, por 90-56, na derradeira ronda da fase de apuramento da zona Centro. Festa de arromba, sem sombra de dúvidas, na capital de Cabo Delgado.

O New Vision de Pemba ocupou, de resto, a última vaga de acesso (quarto lugar) à Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, ao contabilizar cinco pontos, resultantes de três derrotas e uma vitória.

No entanto, não foi apenas nesta partida decisiva que a turma de Ângelo Budulo se destacou. Na segunda jornada, frente ao Maxaquene, a New Vision deu cartas e forçou a equipa de Maputo a aplicar-se a fundo para vencer por três pontos: 77-74. Há a assinalar as derrotas com os Ferroviários de Maputo (98-47) e da Beira (74-41).

Serve de referência destacar o facto de os elementos da New Vision terem evidenciado, durante a competição, a bandeira que ostenta a marca “Visite Cabo Delgado” durante da fase de qualificação da zona Centro para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

“A New Vision já deixou a sua marca positiva, ao fazer estremecer a equipa do Maxaquene no jogo da sua estreia. Vale lembrar que é a primeira vez que Cabo Delgado participa no campeonato nacional de basquetebol em seniores masculinos, um marco na história do desporto a nível da nossa província. É  uma demonstração clara do excelente trabalho que a Academia New Vision está a fazer na área desportiva. Com certeza, esta participação irá trazer olhares e virar os holofotes desta modalidade para Cabo Delgado, e assim abrir portas para mais equipas poderem fazer parte desta competição”, escreve o clube na sua página do “Facebook”.

Com o desfecho da fase de apuramento da zona Centro, estão já encontradas as oito equipas apuradas para a fase final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, nomeadamente, Ferroviário da Beira, Ferroviário de Maputo, Costa do Sol, A Politécnica, Maxaquene e Ferroviário de Nampula.

Derrota do Ferroviário da Beira, vitória do Ferroviário de Nampula e da Black Bulls, e derrota da União Desportiva do Songo, campeão em título, adiam a decisão do título do Moçambola para o próximo fim-de-semana, na última jornada da prova, e serão apenas três equipas que vão discutir o “canecão”: os Ferroviários da Beira e de Nampula e a Black Bulls.

Ainda há muito jogo pela frente no campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2023. Sim, porque a decisão do título ficou adiada para a última jornada.

O Ferroviário da Beira, que dependia somente de si para conquistar o troféu, bastando para o efeito que tivesse vencido na deslocação ao Santuário 25 de Junho, em Nampula, acabou por perder diante do seu homónimo da capital do Norte.

Num jogo de grande qualidade e de algum risco, tendo em conta as possibilidades das duas equipas, o Ferroviário de Nampula fez das tripas coração para não entregar o título de bandeja ao seu homónimo. O equilíbrio foi a nota dominante em toda a partida, e só mesmo o detalhe ditou o resultado final.

Os “locomotivas” de Chiveve foram a Nampula em busca da vitória ou do empate, que, conjugado com os resultados dos outros jogos, ditaria o título, mas no terreno encontrou um adversário que não queria entregar os pontos. Teve de ser Belito, aos 59 pontos, a fazer a diferença e a adiar a decisão do título para a última jornada.

Perde o Ferroviário da Beira, que ainda assim continua na liderança, vence o Ferroviário de Nampula, que alcança o seu adversário e homónimo na frente da tabela classificativa, ambas com 36 pontos e a deixar para a última jornada a batalha final.

O Ferroviário da Beira vai querer festejar o título em casa, quando receber a Associação Desportiva de Vilankulo, já conhecendo a sua situação em relação à manutenção ou pelo menos ainda na disputa pela vaga na próxima edição da prova. É que a turma do Alto Macassa disputa com o Ferroviário de Nacala a fuga à despromoção, a dois jogos que as duas têm para o fim da prova.

Os “hidrocarbonetos” recebem o surpreendente Baía de Pemba, enquanto o Ferroviário de Nacala se desloca à casa emprestada do já despromovido Matchedje de Maputo, na quarta-feira, em partidas do prosseguimento desta penúltima jornada.

A turma de Vilankulo precisa de pontuar para continuar no Moçambola, em 2024, enquanto a turma de Nacala deve vencer os dois jogos e esperar que a AD Vilankulo perca o igual número de jogos. Ou seja, pode ser um outro jogo duro para a turma de Chiveve, que tem oscilado muito nesta recta final, não cabendo a possibilidade de perder o título com um empate ou derrota, deixando a turma de Nampula ou mesmo a Black Bulls festejarem nos seus jogos.

O Ferroviário de Nampula vai jogar em Songo, diante do campeão em título e que foi arredado do título após derrota diante do Costa do Sol, este domingo. Ou seja, outro jogo em que a União Desportiva de Songo não vai querer, de certeza, entregar o título e ver o Ferroviário de Nampula festejar em sua casa.

A Black Bulls, por seu turno, que durante muito tempo, principalmente na primeira volta, esteve na liderança da prova, relança-se na corrida ao título graças a uma vitória bem conseguida diante do Ferroviário de Maputo, por duas bolas sem resposta.

Victor, de grande penalidade, e Ejaita colocaram os “touros” novamente na trilha do título, ainda que dependa mais de terceiros para alcançar a liderança no final da prova. É que a Black Bulls está a um ponto da dupla dos Ferroviários da Beira e Nampula, e para conquistar o troféu tem de vencer o embate caseiro diante do Ferroviário de Lichinga e esperar que as duas “locomotivas” não vençam nos seus jogos.

Mas também pode ser um jogo difícil para os “touros”, tendo em conta que o Ferroviário de Lichinga ainda pode intrometer-se na luta pelo título, caso vença o Ferroviário de Quelimane, esta segunda-feira, para a 21ª jornada, uma vez que vai passar a somar 34 pontos, a dois dos líderes e a um do seu próximo adversário.

São contas e mais contas que só depois dos apitos finais, na última jornada do Moçambola 2023, serão dissipadas, quando se conhecer o campeão nacional de futebol, edição 2023, que vai substituir a União Desportiva do Songo no trono do futebol nacional.

Alcinda Panguane e Rady Gramane são as atletas que mais tiveram distinções na terceira Gala Mulher no Desporto, evento que foi realizado na última sexta-feira, em Maputo. 

As duas pugilistas foram reconhecidas pelos feitos alcançados no boxe nacional e internacional, tendo recebido dois diplomas de mérito. O evento contou com a presença da Primeira-Dama da República, Isaura Nyusi. 

Duas pugilistas cuja sua contribuição no desporto moçambicano é descomunal. Com um percurso inspirador, Alcinda Panguane e Rady Gramane têm sido uma fonte de inspiração e um dos faróis que indicam o caminho a seguir no futuro. 

Medalhas atrás de medalhas é quanto elas sabem conquistar, no meio, diga-se, de muitas adversidades impostas pela conjuntura desportiva nacional. Em noite de gala, o peso da mulher no desporto moçambicano se fez sentir. 

O encanto das suas obras e do seu pedaço de história, muitas vezes escrita com muito sacrifício, ressoou a esperança de um futuro promissor para uma geração de mulheres sonhadoras. 

A Associação Movimento Mulheres no Desporto (MODESP) juntou a plêiade do desporto nacional com um único propósito: reconhecer e galardoar as mulheres que de tudo têm dado para o desenvolvimento desta área que se afigura determinante na exaltação da moçambicanidade. 

Alcinda Panguane e Rady Gramane foram as estrelas da gala. Durante o evento que já vai na sua terceira edição foram também reconhecidas atletas de outras modalidade, como é o caso da Vanessa Muianga, por sinal uma das mais medalhadas voleibolistas nacionais de praia, Ássia Amade, de karate e algumas atletas da selecção sénior feminina de futebol, que recentemente conquistou a medalha de bronze no torneio COSAFA.

“Sinto-me muito honrada. É um reconhecimento que vou levar para toda a vida. Não esperava que fosse ganhar tantos prémios, de tal sorte que tinha receio de ir à gala. Valeu a pena”, indicou Alcinda Panguane, para depois Rady Gramane completal “o reconhecimento daquilo que nós temos feitos sempre nos dá vontada de trabalhar mais”, disse.

A gala serviu, igualmente, para homenagear algumas figuras que se têm destacado no panorama desportivo nacional, tal é o caso da ex-internacional moçambicana, Deolinda Gimo. 

Gimo faz parte de uma das mais douradas gerações do basquetebol moçambicano, que em 2014 marcou presença, pela primeira vez no mundial cuja fase final foi na Turquia.

A Primeira-Dama da República, Isaura Nyusi, figura com um papel relevante nma mobilização de acções visando o envolvimento da mulher no desporto, destacou o contributo que elas têm dado ao desporto moçambicano, apesar das dificuldades que têm enfrentado. 

“Essa gala é organizada pela Associação Movimento Mulher no Desporto é uma forma mais alta de exaltação dos feitos das nossas desportistas e de reconhecimento das nossas atletas, das dirigentes desportivas e agentes desportivos. Cada uma tem reclamado o seu espaço, tratamento digno e respeito que merecem para se afiormarem em todas as esferas do desenvolvimento do país”, disse Isaura Nyusi.

Impulsionadora e presidente da Associação Movimento Mulher no Desporto, Natércia Tomás, entende que a mulher ainda tem muitos desafios para se afirmar no desporto.

“As mulheres merecem melhores condições de trabalho. Não exigimos que sejam iguais a da dos homens, mas que elas possam ter mais atenção, tendo em conta os resultados que têm alcançado. 

Todos sabem que as mulheres do nosso país são as que melhores resultados trazem a Moçambique. É preciso que se abra esse espaço e é preciso que essa mulher seja apoiada a vários níveis”, defende Natércia Tomás.

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