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O País – A verdade como notícia

A Conferência sob o tema “Turismo e Economia Azul: um Oceano de Oportunidades” irá debater temas relacionados com a conservação ambiental, indústria pesqueira, transporte marítimo, logística e a integração da indústria de petróleo e gás.

A conferência está marcada para o dia 28 de Março de 2024 e irá contar com a presença de Eldevina Materula, Ministra da Cultura e Turismo de Moçambique, que fará a abertura do evento.

Este evento promete ser significativo e diferenciado para líderes e profissionais nos sectores de turismo e sustentabilidade, de acordo com os temas e os oradores, que serão apresentados durante a semana que antecede o evento.

A Conferência irá reunir especialistas em diferentes áreas, nomeadamente empresários e representantes governamentais para discutir as últimas tendências e desenvolvimentos na integração do turismo com práticas ambientais sustentáveis e o crescente sector da economia azul.

“A realização de conferências para debater a interligação de temas estruturantes para Moçambique pode chamar a atenção sobre questões-chave que afectam o país e que podem ajudar a impulsionar o crescimento económico e a criação de empregos. Ao juntar todos os stakeholders de referência, incluindo o sector privado, o governo e a sociedade civil, a 3ª Edição das Conferências Índico pode catalisar parcerias e colaborações que são essenciais não só para Moçambique, mas para uma região como um todo.” Afirmou o representante da Heineken, Filipa Neves, Directora de Marketing.

Durante a 3ª Edição das Conferências Índico será apresentada uma exposição de projectos no campo da sustentabilidade ecológica e da indústria verde, do transporte intermodal bem como de algumas indústrias extractivas, proporcionando aos participantes a oportunidade de explorar soluções práticas e sustentáveis para os desafios actuais. “Juntamos os principais players do Turismo e da Economia Azul no caso de Moçambique. Com eles, esperamos fazer o levantamento de oportunidades ligadas à economia azul para Moçambique e sugerir caminhos para a potencialização da localização e biodiversidade do país para que possa obter maiores ganhos”, disse Mia Temporário, Diretora da Executive Moçambique.

Sobre a 3ª Edição das Conferências Índico: Moçambique tem na forja a elaboração da Estratégia de Desenvolvimento da Economia Azul (EDEA), um documento que visa orientar os investimentos necessários para o desenvolvimento do sector que abarca várias atividades, desde a pesqueira, passando pelo transporte e logística, extracção de recursos, até o turismo, um segmento de forte potencial na economia moçambicana, atendendo a localização geográfica e biodiversidade do país.

Segundo especialistas, a Economia Azul em Moçambique registou avanços significativos nessa direção, caracterizados por progressos contínuos nas esferas política, estratégica, legal e institucional.

Entretanto, o que falta para desbloquear o potencial das Oportunidades do Ecossistema Marítimo e do Turismo Nacional, abrindo caminho para o desenvolvimento sustentável do sector e das comunidades?

Esta e outras questões serão respondidas na Iª Conferência do Índico sobre Turismo e Economia Azul.

O realizador moçambicano Gabriel Mondlane deve estrear, este mês, o seu mais novo filme intitulado “o Sangue de Vovo”.
O Sangue de Vovo, neste momento na sala de edição, é uma longa metragem que narra a história de uma menina que foge com o seu namorado para a cidade, deixando para trás a sua mãe, numa aldeia remota, em guerra.

Segundo o cineasta, a história do filme, com final feliz, é da autoria do escritor Mia Couto, escrita nos anos 80, numa altura em que o país atravessava momentos difíceis, devido à Guerra dos Dezasseis Anos.

Gabriel Mondlane é autor de vários filmes, entre os quais Chicualacuala, Terra Agonizada, Árvore Sagrada, Dança para Ti, Voz, A história do Mineiro, Silêncio da Mulher, Campo meu futuro, Ondas Comunitárias, Voz Nocturna e Guemulene Trilhando o Sonho.

Luiz Dolino e Rita Cazergues juntam artes plásticas e modelagem numa exposição que enaltece a pintura brasileira e, ao mesmo tempo, a moda africana. 

Na mostra, inaugurada na semana passada, na Cidade de Maputo, os dois artistas revelam a sinergia entre a pintura brasileira e arte africana.

Artista visual, Luiz Dolino escolheu a geometria como linguagem e traz a Moçambique 17 obras carregadas de cor, que revelam sua paixão pela simplicidade.

“Mais do que  geometria,  a linha está presente, isto tocou a ria, percebeu esse movimento da geometria e se sentiu autorizada a dar real movimento a essas linhas, através da modelagem ”,afirmou.

Rita Cazergues, estilista moderna apaixonada pelo estilo Afro, criou uma coleção exclusiva inspirada nas obras em exibição.

“Para mim não foi um desafio, mas o maior prazer, criar este desfile com as obras do Diolino”, declarou.

Os dois artistas, apresentam assim, a beleza, as texturas, cores das artes visuais e sua conexão com o estilo africano, é a “Arte Brasileira Na Moda Africana”, que se revela ser, igualmente, uma homenagem à mulher, em especial a africana,  no mês dedicado a ela.

A exposição está aberta ao público, no Instituto Guimarães Rosa até ao dia 23 deste mês.

A artista moçambicana Fauziya Fliege, radicada na Costa Rica, realiza, desde esta terça-feira, mais uma exposição de artes plásticas. Trata-se de “La selva africana en tu corazón”, em português, “A selva africana no teu coração”, uma mostra que exalta a natureza exuberante e selvagem de África.

Patente na Embaixada da Alemanha daquele país da América Central, a exposição destaca a natureza africana através de estampas, cores e texturas inspiradas na rica fauna e flora do continente. 

De acordo Fauziya Fliege, este é um convite para que o público se conecte com a essência vibrante e poderosa desse lugar único, trazendo um pedaço da selva para o seu guarda-roupa. 

“Prepare-se para se encantar com peças cheias de personalidade e estilo, que vão te transportar para uma aventura selvagem e inesquecível”, destaca Fliege, acrescentando que os visitantes têm tudo para se apaixonar pela magia da África em cada detalhe desta nova colecção.

Não é por acaso que a mostra acontece nesta embaixada, afinal a Alemanha desempenha um papel importante na conservação da selva africana. “Com o seu compromisso na protecção do meio ambiente e da biodiversidade, a Alemanha é uma aliada fundamental na luta pela preservação dos ecossistemas africanos”. 

Portanto, realça a artista, a embaixada da Alemanha seria um cenário perfeito para destacar a beleza e a importância da selva africana no coração de todos. 

Um homem, que aparentava ter 40 anos de idade, e que se dedicava ao câmbio informal de moeda estrangeira, foi morto a tiros na noite de segunda-feira, na Cidade da Matola. Em conexão com o caso, está detida uma mulher de 27 anos de idade. Os presumíveis criminosos estão ainda a monte.

O bairro Bunhiça, no Município da Matola, viveu momentos de terror na noite da última segunda-feira, devido ao tiroteio ocorrido naquela área residencial.

Testemunhas contam que entraram em pânico quando indivíduos desconhecidos começaram a disparar contra um cidadão, que viria a perder a vida no local do crime.

Os moradores dizem que  até tentaram ajudar, mas  foram intimidados pelos supostos criminosos, ameaçando-os de morte.

“Os bandidos vieram primeiro e estacionaram um pouco distante do carro da vítima. Ele recebeu uma ligação e atendeu, não sabemos se era ligação dos bandidos. E, de repente,  começamos a ouvir tiros”, contou um morador que não quis ser identificado.
“Ele conseguiu escapar e entrou numa casa que estava perto do carro onde havia estacionado. A moça estava a gritar muito e ele teve medo. Achou que estivessem a bater nela e foi quando voltou e veio apanhar a morte.”

Quando o crime ocorreu, o homem estava na companhia de uma mulher que diz ser amiga íntima da vítima.

À imprensa, contou que estava no interior do carro a conversar com o seu amigo e,  de repente, foram surpreendidos por dois homens empunhando armas de fogo, que  exigiram chaves do carro, telefones e dinheiro. Perante a resistência do homem, os supostos criminosos acabaram por matá-lo, sem levar nenhum dos seus pertences.

“Quando saiu, com aquelas pessoas,  encontrámo-lo já estatelado no chão após levar  tiros. Quando chegámos,  ele ainda estava a respirar.  Daí,  quando saí do carro dele, eu tinha a sua pasta e a minha. Saí e fui à minha casa deixar as duas pastas que eu trazia, e, quando voltei, começámos a ligar para a Polícia para aparecer”, contou a indiciada que se encontra detida na quinta esquadra da PRM, na Machava.

A Polícia, no entanto, rebate a versão da detida e considera que é uma das principais suspeitas. Aliás, as autoridades dizem ter recuperado o valor de 20 mil rands,  o equivalente a 60 mil Meticais e mais 20 mil em moeda nacional.

“Ela, no momento da execução do acto, apoderou-se dos bens da vítima e foi para a sua residência. Depois de a Polícia ter tomado conhecimento do crime,  fez  as diligências e, neste momento,  temos a cidadã de 27 anos de idade como a principal indiciada pela  autoria do crime”, avançou Juarce Marins, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Maputo.

O homem, segundo apurou o “O País”, era casado e morava no bairro de Khongolote, deixando viúva e dois filhos.

O escritor e ensaísta Lucílio Manjate é um dos quatro seleccionados para participar no primeiro Programa de apoio a Residências Literárias do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), na cidade de Lisboa, em Portugal.

Numa lista constituída por 35 candidaturas validadas, o projecto do autor de Rabhia ou A triste história de Barcolino, intitulado “O alfaiate de Lisboa”, foi seleccionado com base na originalidade e interesse cultural do projecto em termos de ligação que perspectiva entre os espaços sócio-culturais de Moçambique e Portugal. 

O projecto pretende recolher e cruzar informação sobre a alfaiataria lisboeta da década de 1970 e usá-la na construção de duas personagens de ficção narrativa a inserir na obra As Canções de Arbelo e Aimunda. 

Para o escritor e ensaísta, o programa de residências do IILP será importante porque “para além do contacto com o universo da alfaiataria lisboeta, vai permitir outro tipo de contactos, com escritores e entidades ligadas à promoção da língua, cultura e literatura na CPLP. Essa troca de experiências será, seguramente, enriquecedora para o meu projecto e para a minha carreira”.

Com a iniciativa, o IILP pretende contribuir para a circulação de escritores dos países e regiões de língua portuguesa e, assim, contribuir para aproximar a criação literária em língua portuguesa aos diversos contextos socioculturais da CPLP e contribuir ainda para um maior conhecimento das literaturas nacionais nos diferentes países.

Além de Lucílio Manjate, foram seleccionados outros três beneficiários, nomeadamente: lldo José Rocha (de Cabo Verde, vai participar numa residência literária em Portugal); Angélica Macedo Lozano Lima (do Brasil, vai participar em Portugal); e Rita de Eça Cabral Canas Mendes (de Portugal, vai participar numa residência em Moçambique).

A residência de criação Literária tem a duração de um mês. 

Intitulada “O Domador de Medos”, esta é mais uma obra dirigida ao público infanto-juvenil. Porém, embora seja uma fábula para crianças, a obra contém uma mensagem inspiradora para todos aqueles que sentem medo, independentemente da sua idade. 

A história decorre entre três inimigos fidalgais que, a dado momento das suas vidas, se questionam porque é que têm medo uns dos outros, e se perseguem irracionalmente desde há gerações: um rato, um gato e um cão.

Carlos dos Santos entende que esta é uma pergunta que “todos nós nos devemos fazer em relação aos medos que sentimos. Porque uma cabeça cheia de medos não tem espaço para sonhos”. O autor recorre a António Gedeão para recordar que “sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança”. 

O livro, com 64 páginas, é uma edição da Plural Editores e conta com ilustrações de Fernando Hugo Fernandes.

Carlos dos Santos é autor de várias outras obras destinadas ao público infanto-juvenil.

A coleção, que apresenta 7 pinturas e poemas, é um esforço deliberado para sensibilizar e suscitar debates sobre questões cruciais relacionadas com a igualdade de género e os direitos humanos.

A peça central apresenta a Malala Yousafzai, activista paquistanesa dos direitos das raparigas, acompanhada por 6 pinturas que apresentam outras figuras.

Minna Pietarinen é uma artista finlandesa, cujas obras hábeis e emotivas apresentam mulheres inspiradoras que quebraram limites e catalisaram a mudança global, representando diversas culturas e defendendo diferentes direitos humanos declarados pela ONU. 

Nos seus empreendimentos artísticos, Minna Pietarinen presta consistentemente homenagem aos campeões locais da igualdade de género, utilizando o seu talento para destacar indivíduos que deram passos significativos na promoção da igualdade de género. 

Em Moçambique, a artista captou habilmente a essência de duas formidáveis pugilistas, Alcinda Panguana e Rady Gramane, ambas vencedoras da medalha de ouro no Campeonato Africano de Boxe de 2022. 

Através da sua pintura vibrante e poderosa, a Pietarinen destaca o direito fundamental à igualdade de género no desporto, celebrando as realizações destas mulheres notáveis que quebraram barreiras e desafiaram estereótipos no mundo do boxe, dominado pelos homens.

A exposição “I was born a girl” teve um sucesso significativo pelos lugares que esteve patente. Durante cinco meses no México em 2023, a exposição atraiu 26 mil visitantes. Depois do México, a exposição estreou-se na Finlândia, com a participação de 7 mil líderes empresariais, incluindo a activista Malala Yousafzai, no Fórum Empresarial Nórdico. 

Posteriormente, a exposição esteve aberta ao público em geral na Finlândia durante 3 meses. A exposição está agora a viajar para a África Austral (Pretória, Lusaka e Maputo) para eventos relacionados com o Dia Internacional da Mulher em Março de 2024, organizados pelas respectivas embaixadas finlandesas. 

No futuro, a exposição será levada aos Estados Unidos e à América Latina, estando também a ser planeado que chegue a outros países da Europa e da Ásia.

A exposição “I was born a girl” estará patente na Fundação Fernando Leite Couto de 8 de Março a 7 de Abril.

Uma delegação de Moçambique, chefiada pela ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, encontra-se em Lisboa, onde participou na Bolsa de Turismo de Lisboa 2024-BTL, a maior feira de turismo de Portugal. 

No dia de abertura, o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, fez uma visita oficial à BTL, onde percorreu vários pavilhões, passando por dezenas de stands e marcando assim a abertura do evento que vai durar cinco dias.

A ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, acompanhou o presidente português no seu percurso, que passou pelo stand de Moçambique, onde foi recebido pela delegação composta por 12 empresas e instituições nacionais que representam o sector público e privado. 

Eldevina Materula disse que, com a participação, Moçambique pretende estender os seus contactos com o mundo, ao nível do turismo, estabelecer negócios e promover o Programa de Medidas de Aceleração Económica (PAE), que contempla a isenção de vistos para 29 países, incluindo Portugal. O país anfitrião do evento é o maior fornecedor de turistas europeus a Moçambique.

BTL é um evento anual que dedica os três primeiros dias aos profissionais e os restantes dois ao público em geral.

Para o público profissional, a Bolsa de Turismo de Lisboa, permite dinamizar a rede de parceiros de negócio na área do turismo e constitui uma oportunidade para encontrar compradores profissionais assim como conhecer a concorrência, analisar as tendências do mercado e posicionar a sua oferta de forma inovadora e competitiva. Para o público, constitui uma forma de conhecer novos destinos e soluções e comprar a preços altamente competitivos.  

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