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O País – A verdade como notícia

Este pedido do público de Assa Matusse pode se concretizar dado que a cantora disse estar a estudar possíveis colaborações com seus colegas nacionais. A cantora uniu, assim, o útil ao agradável, pois brindou ontem à noite o seu público com um concerto intitulado Mutcangana.

Não podia ser menos do que foi. Mesmo depois de muito tempo longe da terra natal, a menina do bairro não perdeu a sua essência. Mutcangana de etnia, Assa Matusse  elevou todas as etnias do país no seu concerto, sexta-feira à noite.

Houve luzes, som alto, mas foi só ao som da contagiante energia de Assa que o público, de várias partes do país, vibrou muito.

“Vim da cidade da Beira, cheguei hoje mesmo. A Assa em palco é sempre espetacular, sempre traz novodades”, disse uma espectadora.

A casa, ou melhor, o Centro Cultural Moçambique-China esteve cheio e teve uma noite, como nenhuma outra.

No cair do pano, fim do espetáculo, o público só tinha um pedido para a cantora “ Que ela volte mais vezes”.

Depois da actuação, Assa Matusse, que considerava o concerto uma dívida, falou de dívida paga.

“Senti muita energia do público. Acho que foi um show que vai ficar na minha memória”, afirmou o artista.

Sobre o pedido dos seus fãs, a cantora diz que “Depende muito da vossa demanda aqui. É preciso que Moçambique me queira de volta, mas se depender de mim eu posso voltar solo, mais uma vez, mas é preciso que haja demanda dos outros produceres”, declarou.

Assa Matusse vive em Paris, França, e revela que está em Moçambique também para estudar novas colaborações.

“Há muito trabalho pela frente, coisas novas que vem. era preciso antes fazer esta pesquisa antes de começar a trabalhar e ficar trancada, no estúdio”, explicou.

No “menu” do concerto de Assa e Deltino Guerreiro contribuiu com participação na música, que tem em comum, “Rokotxi”.

Apesar de não ser a primeira vez que actuam juntos, Deltino considera que desta vez foi “ épico, incrível, o público… estou sem palavras”, disse o músico.

Por outro lado, a artista e o músico renomado Antonio Marcos dividiram o palco pela primeira vez, momento que considerou o espetáculo “Esplêndido” e acrescentou que “foi uma grande honra ser convidado pela Assa Matusse”.

O Centro Cultural Moçambique-China teve uma noite, como nenhuma outra. Mesmo depois de encerrar as portas, o público continuava a festejar o regresso da “Mutchanga” do lado de fora do edifício.

A Ilha de Zanzibar, na Tanzânia, acolheu de 9 a 11 de fevereiro, a 21.ª edição do Festival Sauti za Busara. O evento, um dos mais renomados do continente, reuniu mais de 400 artistas e 25 bandas africanas com performances ao vivo.

Stewart Sukuma e Banda NKhuvu tiveram a responsabilidade de encerrar a presente edição do festival, em meio a expectativas e curiosidades de uma audiência oriunda de diversos quadrantes do mundo. Aliás, já é uma tradição a mescla de público que todos os anos alia turismo e arte na umbrela do Sauti za Busara.

Stewart Sukuma & Banda NKhuvu protagonizaram uma das melhores performances do festival, fazendo uma resenha de sons tradicionais e modernos, com claras influências de Moçambique e do mundo.
“A fusão dos estilos tradicionais moçambicanos, Jazz e Afropop interpretada por Stewart Sukuma e Banda Nkuhvu elevou-nos a todos”, assim descreveu a direção do Festival Sauti za Busara em mensagem de reconhecimento e agradecimento a Sukuama e sua colectivo.

A energia, a abordagem musical e toda uma estética de palco conquistaram o coração da plateia que dançou e cantou as canções de Stewart Sukuma e Banda Nkuhvu desde o princípio ao fim do show.

A actuação de Stewart Sukuma no Sauti za Busara faz parte do conjunto de actividades que integram as celebrações dos 40 anos de carreira, que compreendem a presença em grandes palcos internacionais. E Sukuma confirmou, mais uma vez, a maturidade inquestionável, a maturidade e criatividade de um artista actual e atento aos sinais ou as tendências da arte em África.

Sukuma actuou no palco principal do Sauti za Busara, destinado aos maiores artistas africanos. Este facto confirma um lugar que já há anos Lusi Pereira, mais conhecido por Stewart Sukuma, alcançou com mérito e valência.

O Centro Cultural Português, em Maputo, volta a abrir as portas do seu acervo artístico. Uma nova exposição de colectânea de obras acontece 10 anos depois da última mostra e estará patente até 22 de Março.

“Sinais” é o título da exposição do acervo de arte do Centro Cultural Português em Maputo, que apresenta 33 obras, que se distribuem em núcleos, de acordo com técnicas utilizadas pelos artistas. Entre eles, Sónia Sultuane,Ídasse e Pekiwa.

A última mostra foi em 2014, por isso, 10 anos depois, os artistas falam de um regresso ao passado cheio de boas memórias.

A exposição junta artistas de diferentes meios de expressão, nomeadamente pintura, escultura, desenho, gravura, serigrafia, fotografia, cerâmica, audiovisual e instalação.

Fotografia para tornar o momento ainda mais memorável, um olhar atento pelas linhas do tempo, a noite foi nostálgica para os artistas que tiveram um encontro com as técnicas que marcaram, em muitos casos, o início de suas carreiras.

Os artistas e activistas socioculturais moçambicanos, Moreira Chonguiça (saxofonista) e Paulina Chiziane (escritora), estão nos Estados Unidos da América, onde vão participar de diversos programas  de celebração da literatura e música moçambicanas.

Denominado Living, o programa terá o seu ponto mais alto no dia 28 de Fevereiro corrente, no campus principal da Universidade de Georgetown. 

“É sempre uma honra poder falar do nosso país em outros quadrantes do mundo. Durante uns tempos estávamos a consumir o que é dos outros. Entretanto, nós temos o nosso turismo, a nossa Literatura, a nossa música, gastronomia e outras valências e potencialidades como país. Creio que são essas sinergias que mostram o quanto Moçambique tem a oferecer ao mundo”, disse Moreira Chonguiça.

Moreira Chonguiça é saxofonista, músico de jazz, produtor, compositor e influenciador cultural moçambicano. Chonguiça iniciou o seu percurso musical em Maputo, Moçambique, onde começou a estudar na Escola Nacional de Música (ENM).

 Após os seus estudos em Maputo, continuou os seus estudos na Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul. Com o seu público global, Chonguiça orgulha-se de partilhar o seu som africano com o mundo em geral.

O seu álbum mais recente, Sounds of Peace, lançado em Novembro de 2022, baseia-se em influências ocidentais e africanas, ao mesmo tempo que representa a herança cultural única de Moçambique através de temas musicais indígenas e canções cantadas nas línguas locais, incluindo Makhuwa, Makonde e Changana.

Chonguiça foi duas vezes nomeado para Melhor Álbum Africano nos African Global Music Awards e ganhou um prémio com o mesmo nome nos Just Plain Folks Music Awards pelo seu MP Reloaded de 2013.

Paulina Chiziane é membro do grupo Chope do Sul de Moçambique. Tendo nascido na província de Gaza, em Moçambique, em 1955, Chiziane viveu tanto a guerra colonial de independência de Moçambique como a sua subsequente guerra civil, um tema que informa grande parte da sua escrita.

Além disso, os direitos e o tratamento das mulheres na sociedade moçambicana são frequentemente abordados no seu trabalho. Ao publicar a sua primeira obra, Balada de Amor ao Vento, em 1990, tornou-se a primeira mulher a publicar um livro em Moçambique independente.

Em 2021, Chiziane tornou-se a primeira mulher africana a ganhar o prestigiado prémio Camões, a maior honraria para escritores lusófonos. Uma tradução para o inglês de O Alegre Canto da Perdiz será lançada ainda este ano.

A Gala-Gala Edições lança no próximo 22 de Fevereiro, às 17:30h, no auditório do BCI-sede, em Maputo, o livro “Moçambiquero-te: Literaturas, culturas e outros textos”, da Profa. Doutora Sara Jona Laisse. O livro, o quarto volume da “Colecção Nossa gente, nossas línguas”, é composto por três partes e possui 246 páginas.

Em “Moçambiquero-te”, Sara Jona Laisse estuda textos literários de diversos autores moçambicanos, tanto da geração mais velha quanto de novos literatos. Entre os livros analisados constam criações de escritores como Calane da Silva, Adelino Timóteo, Eduardo White, Almiro Lobo, Álvaro Fausto Taruma, Énia Lipanga e Alexandre Dunduro.

Sara Jona Laisse explica que o livro contém textos anteriormente publicados em revistas, assim como capítulos de livros e comunicações. Para a autora, a obra é um convite de regresso, revelando assim o seu desejo de pensar Moçambique, de modo que empresta a expressão “Moçambiquero-te” ao poeta Gulamo Khan, do livro “Moçambicanto”: “porque eu quero Moçambique”, disse.

O lançamento de “Moçambiquero-te: Literaturas, culturas e outros textos” decorrerá no dia 22 de Fevereiro, às 17:30h, no auditório do BCI-sede, em Maputo. A apresentação estará a cargo do professor Aurélio Ginja. Além disso, o sarau de apresentação contará com a participação especial da actriz e declamadora Lucrécia Paco, bem como do compositor e letrista D’Manyissa.

Continua sem data o encerramento da lixeira de Hulene, na Cidade de Maputo, mesmo depois de há muito prometer-se o seu fecho. Entretanto, o lixo que vinha sendo descarregado na via, na avenida Julius Nyerere, já é descarregado dentro da lixeira, após abertura dos acessos, que estavam bloqueados com a água da chuva.

Há seis anos houve deslizamento de lixo que matou 17 pessoas e de imediato foi dito que devia ser encerrada esta lixeira. Vários estudos foram feitos. Mas, até aqui nada avançou.

Esta sexta-feira, o presidente do Município de Maputo diz estar à procura de soluções flexíveis para acelerar o encerramento da lixeira, mas não avança datas.

“Bom, é por compreendermos o sofrimento das famílias, o sofrimento dos outros que estamos aqui para também vivermos o que os nossos munícipes, que estão nos arredores, aqueles que são catadores, passam todos os dias por causa da lixeira e, a partir daqui, ir buscar soluções. É uma visita para compreendermos no terreno, percebermos aquilo que se passa e não somente estarmos em relatórios constantes”, disse o edil de Maputo.

O Jornal O País  constatou no terreno que já não se descarrega lixo em plena via pública, como vinha acontecendo. Porque parou de chover foi possível abrir-se acessos para que o lixo continue a ser descarregado no interior da lixeira.

Por outro lado, muitos bairros da Cidade de Maputo continuam a enfrentar a falta de remoção de lixo devido à dívida que o Município ainda não pagou aos operadores que removem os resíduos.

“A solução para dívida como se refere é pagar, são dívidas que nós contraímos como município. Temos a responsabilidade de saldar e o que estamos a fazer neste momento é a nossa planificação para que possamos viver sem essas dívidas. Mas, o importante é corrermos para garantir que a cidade esteja limpa”, explicou Manhique.

Rasaque Manhique levou esta sexta-feira todo seu executivo para uma visita à lixeira de Hulene para, segundo ele, tomarem decisões com o conhecimento da causa.

O contista moçambicano Dany Wambire vai participar na celebração do 25º aniversário do festival literário Correntes d’Escrita. O evento, a decorrer entre os dias 19 e 24 de Fevereiro, em Portugal, é organizado pelo Município de Póvoa de Varzim.

A participação de Dany Wambire no festival começa às 18h30 do dia 21 de Fevereiro, na Antiga Escola Primária das Sencadas. Neste dia, na companhia do escritor português Afonso Cruz, o autor vai conversar com leitores sobre o seu processo criativo e suas leituras.

Esta é a segunda participação de Dany Wambire nas Correntes d’Escrita, o mais antigo festival literário português e que tem contribuído fortemente, através da literatura, para uma maior difusão cultural, para a formação de um público mais crítico e exigente e, consequentemente, mais comprometido e mais conhecedor da diferença e aberto ao outro.

Dany Wambire nasceu em 1989, na província de Manica. Tem dezenas de textos publicados na imprensa nacional e em inúmeras antologias, no Brasil e em Portugal.

O escritor coordena a Associação Literária Kulemba e dirige a revista SOLETRAS. 

O saxofonista Moreira Chonguiça foi hoje distinguido como cavaleiro das artes e letras da República Francesa. A homenagem é em reconhecimento pelo trabalho, qualidade e inovação do artista.

Classificado como um dos melhores representantes do Jazz a nível da África pela França, Moreira Chonguiça foi esta quarta-feira atribuído o título de cavaleiro das artes e letras, num evento realizado esta quarta-feira pela embaixada da França em Moçambique.

O saxofonista de Jazz agradeceu pela homenagem. A entrega das insígnias de cavaleiro das artes e letras será feita na próxima terça-feira, dia 13.

O Ferroviário de Maputo está a liderar uma revolução na equipa principal de futebol. Os “locomotivas” da capital foram ao mercado buscar 10 reforços, entre nomes sonantes e outros ainda à procura de um lugar ao sol.

O anúncio de reforços começou ao nível da equipa técnica, que este ano será liderada pelo português Sérgio Boris, em substituição de João Chissano, que, não tendo convencido a direcção do emblema verde e branco, não renovou o seu contrato.

Antes do anúncio do novo treinador, o Ferroviário de Maputo liderou uma “vassourada” na equipa, dispensando um total de 16 jogadores, com o capitão Kito, um dos atletas nucleares na equipa, à cabeça. A medida é tida como um momento de viragem no emblema “locomotiva”, que anda arredado do título há nove anos, querendo, por isso, virar o rumo das coisas.

Para que tal aconteça, o Ferroviário conta com os préstimos dos já anunciados reforços. São eles José Guirrugo, atleta que vestiu as cores da União Desportiva do Songo durante muitas época, e Abubacar Sulemane, ambos guarda-redes.

A lista de reforços é composta ainda por Ezequiel Alfredo, Chaguala, Laque David e Denny Maboia para o centro da defesa, e Alfredo Zimila, Victor Malino e Lesli Samba Rifel, para a zona intermediária. É com esses jogadores, que se vão juntar aos “sobreviventes”, que o Ferroviário de Maputo pretende atacar o título do Moçambola, prova que vai arrancar em Abril.

Os “locomotivas” da capital iniciaram, esta semana, os trabalhos de preparação da época, que vai obedecer a duas fases. A primeira vai cingir-se na componente física, tendo em vista a recuperação dos atletas que vêm de um período de defeso de aproximadamente três meses. 

 

COSTA DO SOL EM NELSPRUIT

O Costa do Sol, primeiro clube a abrir as suas “oficinas” no conjunto dos 12 que vão disputar a edição 2024 do Moçambique, continua a intensificar a sua preparação em Nelspruit, África do Sul. Os “canarinhos” vão observar um estágio de uma semana naquele país vizinho.

No quadro de preparação, a equipa comandada pelo português Horácio Gonçalves, coadjuvado por Arnaldo Ouana, tem estado a efectuar jogos de controlo, na perspectiva de medir o grau de assimilação das ideias da equipa técnica.

A primeira fase dos trabalhos dos “canarinhos”, recorde-se, foi em Xai-Xai, capital da província de Gaza. Durante uma semana, o Costa do Sol virou as suas baterias para a componente física, alternando trabalhos de campo e na praia.

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