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O País – A verdade como notícia

O escritor João Paulo Borges Coelho defendeu, semana passada, que é preciso facilitar o acesso aos livros no país, num encontro realizado em Maputo, por ocasião do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

“Em Moçambique, por exemplo, um estudante pobre precisa de seis meses para comprar um livro. Isso é uma vergonha. É necessário que se adoptem medidas para facilitar o acesso aos livros”, frisou o escritor.
Para o autor, é preciso levar os livros à juventude, evitando a uma certa elitização da literatura.

Borges Coelho lançou o apelo durante uma conversa com o romancista e investigador literário Helder Macedo, promovida pelo Centro Cultural Português e pela Fundação Calouste Gulbenkian, que preside actualmente à Comissão Temática da Língua Portuguesa em Portugal.

Além de ser necessário facilitar o acesso aos livros, os dois autores apontaram mais batalhas por travar.

Helder Macedo apontou o facto de a maior parte dos moçambicanos não terem o português como a primeira língua como um desafio para os escritores do país na actualidade.
“Eu presumo que um dos maiores desafios para Moçambique a nível da literatura é o facto de (a língua portuguesa) não ser falada pela maior parte da população”, referiu o autor de ‘Partes de África’.

Por outro lado, defendeu que a literatura nos países africanos de língua portuguesa tem o desafio de redefinir a sua posição, considerando que a narrativa da “transição revolucionária” está esgotada.

“A mim interessa-me bastante ver agora o que se segue. Aquela fase de transição revolucionária já passou, passaram-se 40 anos”, declarou, acrescentando que o grande ideal da consolidação das identidades nacionais já acabou.

“Há, na verdade, várias literaturas que usam a mesma língua. É fundamental ver os desenvolvimentos específicos”, observou, acrescentando que ainda há muito espaço para as novas gerações na literatura de língua portuguesa.

Borges Coelho considerou importante a “agitação” literária que a lusofonia está a viver e apontou que “o grande desafio é o da publicação”, referiu o autor de “O olho De Hertzog”.

A conversa entre os dois autores juntou várias personalidades no Centro Cultural Português, em Maputo, entre académicos e escritores, com destaque para nomes como Mia Couto e Brazão Mazula.
João Paulo Borges Coelho recebeu o Prémio José Craveirinha em 2006 com “As Visitas do Dr. Valdez” e o Prémio Leya em 2009 com “O Olho de Hertzog”.

 

Foi durante a conferência de impressa de hoje que instrumentistas e coristas interpretaram o clássico “Aleluia” de Handel, deixando maravilhado um modesto público no Teatro Avenida, em Maputo. A breve apresentação era um aperitivo para o lançamento da primeira série 2017 da Temporada de Música Clássica de Maputo.

Mas não foi somente a pitada de “Aleluia” que entusiasmou jornalistas e parceiros do projecto Xiquitsi. A plateia ficou extremamente empolgada ao saber da boa nova. Estevão Chissano – jovem compositor e aluno do Xiquitsi – vai estrear a sua primeira oração, durante está série. “Chissano estudou composição durante dois anos e para nossa surpresa ele conseguiu compor 30 minutos de música clássica. Algo raro para um iniciante.” Revelou, com satisfação, Kika Materula, Directora-Artística do Xiquitsi.

Indagado sobre as suas pretensões com a composição, Chissano deixou bem claro que: “gostava de ver as pessoas a entrarem na sala e esquecerem os problemas, ao ouvir música clássica. E, quando saíssem tivessem certeza de que tudo vai-se revolver.”

Para está temporada, o projecto convidou três grupos corais, nomeadamente: Juvenil Maria Rivier, Santa Cecília e Sociedade Presbiteriana dos Jovens do Khovo. Além destas vozes, o evento será agraciado pela belíssima voz de Xixel Langa. Esta é a primeira vez que a Temporada de Música Clássica de Maputo vai incorporar a voz nas apresentações.

Contrariando as edições anteriores, a Temporada contará com mais artistas nacionais em palco. E, este ano, o projecto Xiquitsi vai homenagear a cidade das acácias pelos seus 130 anos. Deste modo, passaram pelos palcos da cidade de Maputo cerca de 30 músicos, durante cinco dias.

 

Os artistas plásticos moçambicanos, escultores e pintores (inclusive em tecido – técnica batik) projetam o país através dos seus trabalhos.

A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope, um instrumento musical tradicional, foi inclusivamente considerada Património Mundial pela UNESCO.

Os artistas plásticos moçambicanos, escultores e pintores (inclusive em tecido – técnica batik) projetam o país através dos seus trabalhos. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope, um instrumento musical tradicional, foi inclusivamente considerada Património Mundial pela UNESCO.

Os artistas plásticos moçambicanos, escultores e pintores (inclusive em tecido – técnica batik) projetam o país através dos seus trabalhos. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope, um instrumento musical tradicional, foi inclusivamente considerada Património Mundial pela UNESCO.

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