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A primeira parada de Matsinhe, no velho continente, é em Roma. Lá o artista participa do “festival dell`arte de Roma”, a proposta do festival é juntar artistas de várias partes do mundo e promover o encontro de culturas distintas. “Levo obras que retratam o amor e união para este evento, visto que a ideia é criar a harmonia na diversidade artística mundial”, explicou.

Já em Portugal, pretende dar continuidade aos seus estudos sobre arte sacra, iniciados em 2016. As suas fontes de conhecimento, para este estudo, serão as cidades do Porto e Viana do Castelo.

Ainda nas terras lusas, está agendado um workshop com artistas locais. As obras exibidas na Itália também serão apreciadas na oficina de artes plásticas. “Levo comigo seis obras da minha última exposição e vou colocá-las à disposição dos artistas e de quem quiser a adquirir”, frisou Matsinhe.  

E porque o artista tem a vontade de continuar a levar a sua arte pelos quatro cantos do mundo, a sua passagem pela Europa é uma excelente oportunidade para pesquisar a possibilidade de fazer uma exposição em Portugal.

 

Ungulani Ba Ka Khosa, Lucílio Manjate e Sangare Okapi, escritores nacionais com livros publicados pela Kapulana, cumpriram uma extensa agenda de actividades durante a sua estadia no Brasil, tendo estado nas cidades de São Paulo, Poços de Caldas e Campinas, durante a realização da feira do livro, Flipoços, pode-se ler no site daquela editora brasileira.

Em 28 de Abril, pela manhã, a comitiva moçambicana, da qual faziam parte os três escritores moçambicanos da Kapulana, autoridades nacionais e outros escritores, foi recebida com um café da manhã de boas-vindas na Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo, em cerimônia conduzida por seu presidente, Luís António Torelli. A directora da Editora Kapulana, Rosana M. Weg, participou da mesa de recepção aos autores nacionais, ao lado, entre outros, de Gisele Ferreira, curadora do Flipoços, Roberto Dove, representante do Ministério da Cultura de Moçambique, e Romualdo Jonhan, cônsul de Moçambique no Brasil.

No dia seguinte, 29 de Abril, a comitiva moçambicana partiu para Poços de Caldas, MG, sede da 12.ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas e FliPoços 2017 – Festival Literário de Poços de Caldas. Durante a abertura oficial do FliPoços 2017.

No dia 1 deste mês, Ungulani Ba Ka Khosa, Lucílio Manjate e Sangare Okapi participaram de sessões de autógrafos de seus livros. Na ocasião, foram lançados dois novos títulos: “A triste história de Barcolino, o homem que não sabia morrer”, de Lucílio Manjate. Sangare Okapi autografou “Mesmos barcos ou poemas de revisitação do corpo”.
No dia 2 de Maio, pela manhã, na esplanada do “Café Concerto”, no Parque José Afonso Junqueira, em Poços de Caldas, a comitiva de escritores de Moçambique, composta pelos escritores da Kapulana, Ungulani Ba Ka Khosa, Lucílio Manjate e Sangare Okapi, e os escritores Paulina Chiziane, Mbate Pedro, Rui Laranjeira e Dani Wambire, participou de uma sessão ao ar livre de entrevistas e leituras de textos literários, conduzida pelo jornalista e escritor Claufe Rodrigues, para o programa televisivo Globo News Literatura.

Nos outros dias do importante evento literário, Ungulani Ba Ka Khosa, Lucílio Manjate e Sangare Okapi participaram de várias actividades, como encontros com outros escritores, rodas de conversas com leitores, mesas temáticas, sessões de autógrafos no stand da Kapulana/Inalivros, sessões de fotos e filmagens.

No dia 3 de Maio, os escritores da Kapulana, acompanhados do escritor Mbate Pedro, participaram da “II Jornada de Teoria Literária e Literaturas Africanas”, na Universidade Estadual de Campinas, Unicamp. O evento foi organizado pelo GELCA (Grupo de Estudos de Cultura e Literatura Africanas) e pelo IEL (Instituto dos Estudos da Linguagem), com o apoio da Kapulana, conforme a informação a notícia publicada no site da editora.

 

Os sons da nova Temporada de Música Clássica já ecoam aos ouvidos dos espectadores. Depois do lançamento do evento, semana passada, o projecto Xiquitsi tem data e hora marcada para arrancar com a primeira série relativa a este ano. Os acordes irão começar a soar a partir das 19h30 de amanhã, num concerto a realizar-se no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, em parceria com o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, no âmbito das celebrações dos 130 anos da Cidade das Acácias.

À imagem do que tem sido habitual, a abertura da primeira série da Temporada de Música Clássica de Maputo traz consigo vários artistas nacionais e internacionais, que, juntos, vão garantir que a sonoridade eduque até os ouvidos mais apurados. Para o efeito, a sessão inaugural conta com W. A. Mozart, num “Eine Kleine Nachtmusik”; com A. Vivald, num “Concerto para dois violinos e cordas em lá menor”; com Hortêncio Langa/Mia Couto, a evocarem “Cidade menina”, entre outros. Não obstante, a primeira noite do Xiquitsi não irá se esgotar apenas naqueles nomes. Afinal, Estevão Chissano, aluno do projecto, vai encher o Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane com a sua primeira obra musical – uma “Missa” com cinco andamentos: “kyrie, Glória, Credo, Sanctus e Agnus Dei”.

Além de Chissano, outros alunos do Xiquitsi entrarão em cena. São os casos de Yannick Jafar e António Nhancale, ambos no violino. A acompanhar-lhes, nesta celebração à música clássica, estarão Xixel Langa (voz), Kika Materula (direcção orquestral), Carlos Pereira (direcção coral), Orquestra e Coro Xiquitsi, os grupos Santa Cecília, Sociedade Presbiteriana dos Jovens do Khovo e Coro Juvenil Maria Rivier.

 

O escritor João Paulo Borges Coelho defendeu, semana passada, que é preciso facilitar o acesso aos livros no país, num encontro realizado em Maputo, por ocasião do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

“Em Moçambique, por exemplo, um estudante pobre precisa de seis meses para comprar um livro. Isso é uma vergonha. É necessário que se adoptem medidas para facilitar o acesso aos livros”, frisou o escritor.
Para o autor, é preciso levar os livros à juventude, evitando a uma certa elitização da literatura.

Borges Coelho lançou o apelo durante uma conversa com o romancista e investigador literário Helder Macedo, promovida pelo Centro Cultural Português e pela Fundação Calouste Gulbenkian, que preside actualmente à Comissão Temática da Língua Portuguesa em Portugal.

Além de ser necessário facilitar o acesso aos livros, os dois autores apontaram mais batalhas por travar.

Helder Macedo apontou o facto de a maior parte dos moçambicanos não terem o português como a primeira língua como um desafio para os escritores do país na actualidade.
“Eu presumo que um dos maiores desafios para Moçambique a nível da literatura é o facto de (a língua portuguesa) não ser falada pela maior parte da população”, referiu o autor de ‘Partes de África’.

Por outro lado, defendeu que a literatura nos países africanos de língua portuguesa tem o desafio de redefinir a sua posição, considerando que a narrativa da “transição revolucionária” está esgotada.

“A mim interessa-me bastante ver agora o que se segue. Aquela fase de transição revolucionária já passou, passaram-se 40 anos”, declarou, acrescentando que o grande ideal da consolidação das identidades nacionais já acabou.

“Há, na verdade, várias literaturas que usam a mesma língua. É fundamental ver os desenvolvimentos específicos”, observou, acrescentando que ainda há muito espaço para as novas gerações na literatura de língua portuguesa.

Borges Coelho considerou importante a “agitação” literária que a lusofonia está a viver e apontou que “o grande desafio é o da publicação”, referiu o autor de “O olho De Hertzog”.

A conversa entre os dois autores juntou várias personalidades no Centro Cultural Português, em Maputo, entre académicos e escritores, com destaque para nomes como Mia Couto e Brazão Mazula.
João Paulo Borges Coelho recebeu o Prémio José Craveirinha em 2006 com “As Visitas do Dr. Valdez” e o Prémio Leya em 2009 com “O Olho de Hertzog”.

 

Foi durante a conferência de impressa de hoje que instrumentistas e coristas interpretaram o clássico “Aleluia” de Handel, deixando maravilhado um modesto público no Teatro Avenida, em Maputo. A breve apresentação era um aperitivo para o lançamento da primeira série 2017 da Temporada de Música Clássica de Maputo.

Mas não foi somente a pitada de “Aleluia” que entusiasmou jornalistas e parceiros do projecto Xiquitsi. A plateia ficou extremamente empolgada ao saber da boa nova. Estevão Chissano – jovem compositor e aluno do Xiquitsi – vai estrear a sua primeira oração, durante está série. “Chissano estudou composição durante dois anos e para nossa surpresa ele conseguiu compor 30 minutos de música clássica. Algo raro para um iniciante.” Revelou, com satisfação, Kika Materula, Directora-Artística do Xiquitsi.

Indagado sobre as suas pretensões com a composição, Chissano deixou bem claro que: “gostava de ver as pessoas a entrarem na sala e esquecerem os problemas, ao ouvir música clássica. E, quando saíssem tivessem certeza de que tudo vai-se revolver.”

Para está temporada, o projecto convidou três grupos corais, nomeadamente: Juvenil Maria Rivier, Santa Cecília e Sociedade Presbiteriana dos Jovens do Khovo. Além destas vozes, o evento será agraciado pela belíssima voz de Xixel Langa. Esta é a primeira vez que a Temporada de Música Clássica de Maputo vai incorporar a voz nas apresentações.

Contrariando as edições anteriores, a Temporada contará com mais artistas nacionais em palco. E, este ano, o projecto Xiquitsi vai homenagear a cidade das acácias pelos seus 130 anos. Deste modo, passaram pelos palcos da cidade de Maputo cerca de 30 músicos, durante cinco dias.

 

Os artistas plásticos moçambicanos, escultores e pintores (inclusive em tecido – técnica batik) projetam o país através dos seus trabalhos.

A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope, um instrumento musical tradicional, foi inclusivamente considerada Património Mundial pela UNESCO.

Os artistas plásticos moçambicanos, escultores e pintores (inclusive em tecido – técnica batik) projetam o país através dos seus trabalhos. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope, um instrumento musical tradicional, foi inclusivamente considerada Património Mundial pela UNESCO.

Os artistas plásticos moçambicanos, escultores e pintores (inclusive em tecido – técnica batik) projetam o país através dos seus trabalhos. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope, um instrumento musical tradicional, foi inclusivamente considerada Património Mundial pela UNESCO.

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