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O País – A verdade como notícia

A exposição “Pegadas do Barro”, da artista visual e ceramista Ilda Semedo, é uma mostra que transforma a cerâmica num espaço de reflexão sobre memória, identidade, pertença e continuidade, na Mediateca do BCI, em Maputo.

“Partindo da premissa de que toda a existência deixa marcas, a exposição explora a relação entre o ser humano, a natureza e a terra. Pessoas, animais, plantas e fenómenos naturais imprimem vestígios no mundo, fazendo da terra um verdadeiro arquivo vivo da memória colectiva”, avança um comunicado.

No acto de abertura, a representante do BCI, Carla Mamade, destacou a dimensão simbólica da proposta artística e a relevância da mostra. Já para Ilda Semedo, o percurso artístico que culmina nesta exposição está também profundamente ligado ao apoio familiar.

A artista agradeceu, em particular, aos pais por terem acreditado na sua vocação e incentivado a sua escolha pela arte, numa altura em que esta opção nem sempre é compreendida e valorizada no seio das famílias.

“Ser artista, contrariamente àquilo que às vezes se diz, é uma bênção e não tem nada de marginal”, afirmou Semedo, citada na nota de imprensa.

Presente na abertura da exposição, a secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, destacou o percurso e o amadurecimento artístico de Ilda Semedo, bem como a sua contribuição para a formação de novas gerações.

Para a governante, a artista constitui um exemplo da capacidade da arte de servir a sociedade, quer pela criação, quer pela transmissão de conhecimento.

“Temos um modelo que pode demonstrar aquilo que a arte deve fazer na nossa sociedade: ajudar-nos a sonhar”, considerou Muocha.

Natural de Maputo, Ilda Semedo é artista visual, ceramista, designer, empreendedora e docente da Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), onde lecciona disciplinas de Design e Cerâmica.

A exposição “Pegadas do Barro” está aberta ao público em Maputo, até 31 de Agosto.

A paralisação das obras de construção da ponte de acesso ao bairro  Inhangombe, na cidade de Quelimane, está a dificultar a mobilidade dos moradores. A infra-estrutura actualmente usada pela população encontra-se degradada e apresenta limitações para a circulação.

Agastados com a situação, os moradores pedem a intervenção urgente de quem de direito para a requalificação da infra-estrutura.

A vereação de Infra-estruturas e Urbanização do Município de Quelimane, explica que as obras foram interrompidas devido à insuficiência de recursos financeiros e à complexidade da infra-estrutura. Segundo a fonte, o Município está a procurar alternativas junto da Administração Nacional de Estradas e do Fundo de Estradas, ao nível provincial, com vista à mobilização de novos parceiros para retomar as obras de construção da ponte.

Enquanto se aguarda pela retoma dos trabalhos, a população vai enfrentando dificuldades de mobilidade para o acesso a serviços essenciais, como educação, saúde e água potável.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohsen Rezaei, alerta que qualquer país que participar da guerra económica dos EUA contra o Irão será considerado um “inimigo” por Teerão

Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, fez essas declarações em uma entrevista à emissora estatal de TV, IRIB.

Começou por afirmar que o Irão iria, primeiro, negociar com tais países aliados dos EUA na guerra económica e pediria que se mantivessem fora do conflito, mas alertou que, se eles se recusassem, Teerã atacaria seus interesses.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã sublinhou ainda que o Irã aprendeu a contornar as sanções dos EUA ao longo dos anos e continuou a vender petróleo, apesar de meses de bloqueio naval americano.

Rezaei também reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado a menos que os Estados Unidos cumpram seus compromissos previstos no memorando de entendimento de paz entre Irã e EUA, assinado em Junho.

O Irão terá como alvo qualquer movimentação dos EUA ao longo da rota de navegação sul no Estreito de Ormuz e atacará quaisquer reuniões que envolvam os Estados Unidos e grupos anti-Irã na região, disse Rezaei.

Donald Trumpdisse, na quarta-feira, que os Estados Unidos lançariam “a operação económica mais devastadora de todos os tempos” contra o Irã, através de uma “guerra económica e um isolamento em uma escala sem precedentes”.

Mais de 1 milhão de palestinos deslocados na Faixa de Gaza enfrentam dificuldades para obter alimentos e água. Restrições de entrada de alimentos na zona de conflitos agrava a situação.

Os relatórios mais recentes da Organização das Nações Unidas revelam que cerca de 1,4 milhão de pessoas, o mesmo que 67% da população da Faixa de Gaza, enfrenta insegurança alimentar, por não ter uma refeição básica por dia.

De acordo com a organização, cerca de 10% da população está à beira da fome, o que eleva a gravidade da crise humanitária em toda a Faixa de Gaza.

Muitas famílias deslocadas na região vivem em tendas improvisadas e dependem inteiramente de distribuições esporádicas de alimentos.

Grupos de ajuda humanitária reduziram recentemente a distribuição de refeições devido à escassez de recursos e às restrições nos corredores de abastecimento.

Para já, as autoridades municipais da Faixa de Gaza alertaram para um colapso iminente do sistema de abastecimento de água devido à falta de combustível e óleo, informando que apenas 40 dos cerca de 700 geradores receberam óleo.

O escritor moçambicano Miguel Luís lançou ontem, na cidade de Maputo, o livro “A Terra Ainda Está Zangada”. A obra retrata o drama da exploração dos recursos minerais e a luta das comunidades pelos benefícios da sua terra.

Em 25 capítulos, Miguel Luís percorre os rios Pungué e Revue, nas províncias de Sofala e Manica. Em 170 páginas, o escritor aborda o drama da exploração desenfreada dos recursos naturais, a injustiça e a luta das comunidades pelos benefícios da sua terra.

Na história do livro, Miguel Luís convida o país a uma reflexão sobre a sua estabilidade, segurança e as suas consequências, sobretudo para a juventude.

“A Terra Ainda Está Zangada” é um romance lançado esta quinta-feira, na capital moçambicana, depois de dois lançamentos na Beira e em Chimoio.

Até Novembro deste ano, o escritor prevê disponibilizar o livro em Portugal, país europeu onde reside e trabalha há 10 anos.

Depois de 13 anos de sucesso no desporto motorizado, marcado por várias conquistas do pódio no Campeonato de Karting CKA e nas corridas de velocidade pela equipa da Fivestar Óptica Racing, a dupla de irmãos Jeffrey e Carmo Novela Jr teve uma despedida gloriosa das pistas Nacionais no ATCM.

Os talentosos pilotos da Fivestar Óptica Racing #05 e #55 vão abrir uma nova página académica na Europa, mais com o desporto motorizado e o ATCM que os formou como pilotos na academia de Karting Cristiano Morgado no coração. A despedida dos emblemáticos pilotos Jeffrey e Carmo Novela Jr das pistas Nacionais, ocorreu com sucesso na 4ª prova do Troféu ATCM realizada com sucesso no Autódromo Internacional de Maputo.

Em pista, os dois pilotos representaram muito bem a Fivestar Óptica Racing nos carros #05 e #55. Na disputa das quatro (4) mangas, Jeffrey Novela conquistou o pódio com sucesso e superou a forte concorrência dos seus adversários directos nomeadamente: os pilotos Nico Banze da Fivestar Racing #50 que terminou a corrida em 3º. lugar e Rui Vilela da Blutech Racing Team #99 que conquistou o 2.º lugar na geral. 

Com esta vitória conquistada por Jeffrey Novela, a Fivestar Óptica Racing #05 deu um passo importante na luta pela conquista do título na presente época. Entretanto, com a saída dos dois (2) pilotos do País para Europa onde vão dar seguimento a formação académica, a equipa promete dar continuidade ao legado deixado pelos dois pilotos internacionais moçambicanos no desporto motorizado e no ATCM, a catedral do roncar dos motores no País.

Refira-se que a próxima corrida do Troféu ATCM a 5.º do único Campeonato de velocidade de Moçambique organizado e promovido pelo ATCM membro da FIA está agendada para 26 de Setembro no Autódromo Internacional de Maputo.

A Fundação para Conservação da Biodiversidade não vê problema com o desenvolvimento de estudos de prospecção de hidrocarbonetos ao longo da costa da província de Inhambane.  Para a Biofound a conservação só faz sentido se beneficiar as comunidades.

Há quatro meses, activistas e comunidades locais da Província de Inhambane contestaram a realização de estudos de prospecção de hidrocarbonetos na costa da província, alegando que tais projectos colocam em causa a conservação no Arquipélago do Bazaruto.

“Nós trabalhamos em conservação, e pensamos que a conservação não pode ser impedimento ao desenvolvimento”, respondeu Samir Magane Gestor do Programa de Conservação da Biodiversidade da Fundação Para Conservação da Biodiversidade, uma das maiores organizações nacionais de apoio à conservação da diversidade biológica.

Segundo a fonte,  “é preciso conciliar desenvolvimento e conservação, assim, o que penso e é importante é que se façam estudos apropriados, para ver os impactos, e com base nisso, tomar-se  decisões estratégicas que esteja ao serviço do povo moçambicano”

Samir Magane do Biofund foi entrevista no contexto da apresentação de resultados do programa de conservação da biodiversidade.  Um dos maiores marcos do programa foi a realização de censo dos elefantes. 

“Conseguimos reforçar a capacidade e o desempenho de algumas áreas de conservação, mas temos consciência que o trabalho não está terminado.” Concluiu

O programa financiado pela Suécia tinha duração prevista para cinco anos, mas foi encurtado para três, no âmbito do encerramento da cooperação bilateral para o desenvolvimento do país nordico.

“A Suécia vai continuar em Moçambique, a embaixada vai permanecer e alguns programas de igual modo vão permanecer, mas de forma reduzida. Por exemplo, os programas de apoio humanitário à província de Cabo Delgado, vitimas de terrorismo e deslocados; cooperação no sector de energia, mas tambem na pesquisa com a Universidade Eduardo Mandelano. Estamos em processo de transição da nossa cooperação com Moçambique, mas vamos continuar em Moçambique efetivamente”,  explicou Héric Manuel da Embaixada da Suécia.

Este não é o primeiro programa da Biofund que encerra. Na próxima terça-feira feira está marcado o fim, na Cidade da Beira, do Programa para Liderança para a Conservação de Moçambique, que ofereceu pouco mais de 350 estágios ligados  à conservação da natureza

A actriz brasileira Laura Cardoso morreu esta terça-feira, aos 98 anos, em São Paulo. A morte foi confirmada pela família nas redes sociais. Com mais de oito décadas de carreira, a artista tornou-se uma das figuras mais importantes da dramaturgia brasileira, com passagens pelo rádio, teatro, cinema e televisão.

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, a 13 de Setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, Laura Cardoso era filha de imigrantes portugueses. Desde criança demonstrava interesse pela representação. Aos seis anos, costumava fantasiar-se com uma amiga e encenar histórias na rua.

Aos 15 anos, decidiu transformar a paixão pela representação em profissão. Em 1942, iniciou a carreira em radionovelas na Rádio Cosmos, em São Paulo.

Pioneira da televisão brasileira

Laura Cardoso chegou à televisão nos primeiros anos de expansão do meio no Brasil. Em 1952, estreou no programa Tribunal do Coração, da recém-inaugurada TV Tupi.

Ao longo das décadas seguintes, passou por várias emissoras, entre as quais Tupi, Record, Excelsior, Bandeirantes e Cultura, participando em teleteatros e novelas durante o período de consolidação da televisão brasileira.

Entre os trabalhos desta fase destacam-se Um Lugar ao Sol, de 1959, e Ídolo de Pano, de 1975.

Paralelamente à televisão, manteve uma carreira sólida no teatro. Em 1990, recebeu o Prémio Shell de Melhor Actriz pela peça Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu. Três anos depois, voltou a conquistar o mesmo prémio pela actuação em Vereda da Salvação.

Mais de 60 novelas na Globo

Em 1981, Laura Cardoso estreou-se na Globo, convidada pelo director Daniel Filho. O primeiro trabalho na emissora foi a novela Brilhante, de Gilberto Braga, na qual interpretou Alda Sampaio, mãe da protagonista Luiza, personagem vivida por Vera Fischer.

Na Globo, a actriz participou em mais de 60 novelas e construiu uma das carreiras mais extensas da história da televisão brasileira.

Entre as produções em que participou destacam-se Pão-Pão, Beijo-Beijo (1983), Livre para Voar (1984) e Fera Radical (1988), todas de autoria de Walther Negrão, com quem manteve uma parceria recorrente ao longo da carreira.

Nos anos 1990, consolidou a sua presença em produções que se tornaram clássicos da televisão brasileira, como Rainha da Sucata (1990), Felicidade (1991), Mulheres de Areia (1993), A Viagem (1994), Irmãos Coragem (1995) e Explode Coração (1995).

Em Mulheres de Areia, interpretou Isaura, mãe das gémeas Raquel e Ruth, personagens interpretadas por Gloria Pires. Já em A Viagem, deu vida a Guiomar, uma mulher influenciada por um espírito, numa das histórias sobrenaturais mais marcantes da produção.

 

Personagens que atravessaram gerações

Laura Cardoso também se destacou em papéis de carácter mais leve. Em Chocolate com Pimenta, exibida em 2003, interpretou Carmem, uma das personagens do núcleo rural da novela escrita por Walcyr Carrasco.

Ao longo da carreira na Globo, participou ainda em produções como A Padroeira (2001), Esperança (2002), Hoje é Dia de Maria (2005), O Profeta (2006), Duas Caras (2007) e Caminho das Índias (2009).

Nesta última, interpretou Laksmi Ananda, uma matriarca indiana. A novela viria a conquistar o Emmy Internacional de Melhor Telenovela.

Nos anos seguintes, participou em Gabriela (2012), Flor do Caribe (2013), Império (2014), Boogie Oogie (2014), Sol Nascente (2016) e O Outro Lado do Paraíso (2017). O seu último trabalho numa novela foi A Dona do Pedaço, em 2019.

 

Teatro e cinema

A carreira da actriz estendeu-se igualmente ao cinema. Laura Cardoso participou em mais de 20 filmes, entre os quais Imitando o Sol (1964), Terra Estrangeira (1995), Através da Janela (2000) e Copacabana (2001).

Por Através da Janela, recebeu o prémio de Melhor Actriz no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. Pela participação em Copacabana, conquistou o Grande Prémio do Cinema Brasileiro, actualmente designado Prémio Grande Otelo.

Ao longo da carreira, recebeu três troféus Grande Otelo, quatro prémios APCA, dois Prémios Shell e dois Troféus Imprensa. Em 2002, recebeu o Troféu Mário Lago pelo conjunto da obra na televisão.

Em 2006, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, uma das principais distinções atribuídas pelo Governo brasileiro a personalidades com contributos relevantes para a cultura nacional.

Em 2023, Laura Cardoso celebrou mais de 80 anos dedicados à representação.

Último trabalho

Mesmo depois de várias décadas de carreira, a actriz manteve-se ligada à representação. Em 2025, aos 97 anos, participou no curta-metragem Dona Rosinha, onde interpretou uma idosa abandonada pela filha. O filme marcou a sua última participação no cinema.

No mesmo ano, recebeu uma homenagem com uma estrela na calçada da fama dos Estúdios Globo.

Laura Cardoso deixa uma carreira de mais de oito décadas e mais de uma centena de trabalhos no rádio, teatro, cinema e televisão. A actriz atravessou diferentes gerações e acompanhou as profundas transformações da dramaturgia brasileira, tornando-se uma referência pelo pioneirismo, talento e longevidade no mundo da representação.

 

A província de Tete registou, nos últimos seis meses, cerca de 600 casos de conflitos entre o homem e a fauna bravia, que resultaram na morte de 62 pessoas.

O fenómeno preocupa o Governo Provincial, sobretudo devido ao aumento de ataques envolvendo crocodilos e elefantes, espécies que, para além de ameaçarem vidas humanas, têm causado prejuízos às comunidades através da destruição de culturas agrícolas.

Os dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Governador da Província de Tete, Domingos Viola, durante uma sessão de governação aberta realizada no distrito de Marara.

O governante manifestou preocupação com o agravamento dos conflitos entre as comunidades e os animais bravios, destacando os crocodilos e elefantes como as espécies que mais têm estado na origem dos incidentes registados na província.

Face ao cenário, o Governo Provincial prevê a criação de um comité que terá a missão de identificar e propor medidas para reduzir os conflitos e reforçar a protecção das comunidades que vivem em zonas consideradas de maior risco.

Ainda no âmbito da governação aberta, Domingos Viola procedeu à entrega de duas ambulâncias, destinadas aos distritos de Marara e Cahora Bassa.

Os meios deverão reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde, particularmente no transporte de pacientes e no atendimento às comunidades que enfrentam dificuldades de acesso às unidades sanitárias.

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