“Casa dos estudantes do império – Subsídios para a História do seu período mais decisivo (1953 a 1961)”, de Hélder Martins, será lançado, num acto público, no dia 30, às 17 horas, em Maputo, no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane.
Filipe Gaspar Matusse (Presidente da AMEAM), Fernando Vaz (autor do prefácio e ex-Presidente da CEI), Mário Machungo (ex-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da CEI) e o historiador Luís Filipe Pereira, para além do Director Geral do Grupo Leya para Moçambique, Pedro Macedo, Serão oradores neste evento
O livro já está à venda nas livrarias, no país.
Dado que o tema é de tão grande interesse, não só no país, como em todos os PALOPSs e em Portugal, onde vive uma grande população africana, o livro foi também editado em Portugal, pela Editora Caminho do Grupo Leya, onde se encontra à venda. Por outro lado, o livro está à venda também em Angola e está previsto que será comercializado em Cabo Verde.
Neste livro, o autor utilizou as suas memórias de activista da CEI, mas sobretudo fez um importante trabalho de pesquisa histórica, o que lhe permitiu documentar o seu texto com muitas fotos e digitalizações de documentos, nomeadamente, com as digitalizações dos Diários do Governo com as decisões administrativas sobre a CEI. Ele revela, neste livro, a verdadeira data e circunstâncias da criação da CEI, bem como descreve a complicada luta para pôr fim à 1ª Comissão Administrativa. O autor também põe em evidência, com grande detalhe, o trabalho realizado pelas cinco direcções democraticamente eleitas pelos estudantes, entre Fevereiro de 1957 e Dezembro de 1960. A sua aturada pesquisa histórica permitiu-lhe afirmar que nunca houve nenhuma decisão administrativa a legalizar o encerramento da CEI.
O autor faz, igualmente, um trabalho de análise sobre as circunstâncias e o ambiente, nacional e internacional, em que as medidas administrativas das autoridades coloniais-fascistas relativamente à CEI foram tomadas e mostra a importância da luta dos estudantes para a conquista dos seus direitos associativos.
O autor analisa a influência da CEI na Luta de Libertação de cada uma das ex-colónias portuguesas e conclui que foi em Moçambique que a influência da CEI foi menos intensa.
Sempre apoiado no rigor dos factos históricos, o autor desmistifica alguns mitos que se criaram à volta da CEI.
Esta nova obra de Hélder Martins é lançada sob a chancela da Leya Moçambique (Texto Editores, Lda) e Associação dos Médicos Escritores e Artistas de Moçambique (AMEAM).

