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O País – A verdade como notícia

A exposição “Rostos” é inaugurada no dia 29 deste mês, no Camões – Centro Cultural Português, Pólo na Beira. A obra surge no seguimento da oficina de formação em Artes Visuais realizada entre os dias 20 e 24, sob curadoria do artista moçambicano Ulisses Oviedo.

De acordo com a nota de imprensa enviada pelo Pólo na Beira, a oficina surgiu na sequência de várias solicitações de jovens artistas beirenses para expor os seus trabalhos na Galeria do Centro Cultural Português da capital de Sofala, com o intuito de lhes proporcionar simultaneamente uma oportunidade de formação e de participação activa na construção de um projecto expositivo colectivo.

A exposição estará patente até 27 de Abril e apresenta o trabalho dos jovens artistas da cidade, Hotélio Ernesto Alberto e Rosário Filipe António, com percursos formativos e expositivos diversificados, abrangendo vários domínios das artes visuais, do desenho à pintura.
A iniciativa conta com o apoio da Mezimbite Forest.

 

O Deal – espaço criativo e a editora Cavalo do Mar realizam, quarta e quinta-feira, o seu primeiro “Colóquio de Literatura: resiliência 1”. O encontro literário começa às 14h do dia 28 e vai juntar cerca de 42 participantes nas mesas redondas, apresentações de livros, recital de poesia, leitura encenada, aula de literatura, além da feira do livro, no Deal – espaço criativo, em Maputo.

Esta iniciativa surge para celebrar o livro e a literatura num contexto em que, entende Mbate Pedro, o curador, editoras pequenas como a Cavalo do Mar têm enormes dificuldades em editar novos autores e, com isso, tornar as suas obras conhecidas. Aliado a este factor, o “Colóquio de Literatura: resiliência 1” é organizado numa altura em que é extremamente oneroso produzir livro no país, em parte, devido a uma cultura de leitura muito baixa. Assim, é pretensão do Deal – espaço criativo e da editora Cavalo do Mar fazer de Resiliência 1 um espaço de promoção dos novos autores e das suas obras, mesmo porque a crítica não lhes tem dado devida atenção. “Então decidimos juntar pequenas e grandes editoras para discutirmos a indústria do livro de modo a apurarmos como o tornar mais acessível às pessoas”, explicou o poeta e editor Mbate Pedro.

Uma das participantes colóquio é Paulina Chiziane, contadora de estórias que considera o gesto bonito. Por isso, a escritora espera que este debate torne-se tradição, porque, garante, a questão do livro é grave no país. “Enquanto os moçambicanos não tiverem suas máquinas e seus equipamentos, o seu pensamento não vai evoluir. Por exemplo, quando estava para lançar Na mão de Deus, as editoras portugueses recusaram-se a editar o livro, porque é assunto nosso. Também tive dificuldades com  Ngoma yethu, hoje, um bestseller”.

Paulina Chiziane entende que há certos assuntos que, mesmo tendo a ver com Moçambique, ao nível literário ou cultural, não interessam Portugal. E, quando é assim, os livros não saem sob a chancela das editoras daquele país europeu. “Por isso resolvi editar O canto dos escravos, um sucesso no Brasil, pela minha editora. As editoras portuguesas não quiseram saber do livro, mas no Brasil a coisa é outra”. E a escritora acrescentou: “Se formos à Minerva ou Editora Escolar, percebemos que o modelo de livraria é igual ao de todo mundo. Falta alguma coisa para que as livrarias, no país, sejam verdadeiramente nossas. Como acontece no Harare. Quando estamos nas livrarias da capital zimbabweana, sentimos os pensamentos da gente local. Na África do Sul é melhor ainda. A livraria deve interessar-se por nós. Portanto, para mim, falta africanidade e moçambicanidade nas instituições livreiras. E mais, os patrocinadores dos livros e os editores devem parar de esquecer que Moçambique tem muitas províncias. É preciso conquistar aldeias como Mecanhelas e um sol como Gurué. Esta é a primeira vez que vejo um editor preocupado com o livro em Moçambique”.

À semelhança de Chiziane, que espera por discussões profundas no Deal, Adelino Timóteo almeja que dos debates saiam a percepção de que as editoras devem apostar cada vez mais nos escritores, que o mercado faz-se. “Como diz um escritor, não há caminho, mas a que caminhar, e caminhando encontra-se o caminho”. Timóteo espera que Resiliência 1 seja um espaço de partilha, das suas e das experiências de outros oradores, de modo que, assim, possa ser possível ultrapassar a série de dificuldades relacionadas com a publicação do livro. “Que o colóquio redesenhe novas perspetivas e abra latitudes em relação a várias vertentes e olhares”, afirmou Adelino Timóteo.

Se, por um lado, o colóquio constitui um espaço de partilha de percepções, por outro, de acordo com a ensaísta Sara Jona, o evento é uma forma de demonstrar que há uma preocupação e interesse no trabalho dos jovens autores, cujas obras são pouco analisadas porque há outros trabalhos que ocupam os críticos. Jona considera que o problema não envolve apenas literatura, o país, em geral, não está a fazer grandes pesquisas, o que se acentua na pouca ressonância literária nos jornais.

Para o professor de literatura, Aurélio Cuna, iniciativas como a do colóquio de literatura são importantes porque divulgam as obras e estimulam os autores. “As leituras que iremos partilhar no evento são muito importantes porque é daí que surge a crítica literária”.

À primeira edição do “Colóquio de Literatura: resiliência 1” farão parte, entre vários, os seguintes autores: António Cabrita, Clemente Bata, Gilberto Matusse, Hélder Faife, Lucílio Manjate, Melita Matsinhe, Pedro Pereira Lopes, Rogério Manjate, Suleiman Cassamo e Ungulani Ba Ka Khosa.  

 

Paulina Chiziane

Escritora

“A questão do livro em Moçambique é muito séria. Produzimos produto cultural, mas quem é o editor ou livreiro? São moçambicanos? E se forem moçambicanos, até que ponto o editor e/ou o livreiro estão interessados no desenvolvimento das ideias moçambicanas? Temos que debater sobre a nossa indústria literária porque sem isso o nosso pensamento não irá a lado nenhum.

 

Celso Muianga

Editor

Este é um convívio que enleva a consciência de que devemos andar juntos em diversos aspectos da vida literária. Será uma ocasião para juntos encontrarmos uma janela de oportunidades para a vida literária futura. E iremos debater sobre a condição de novos autores, que precisam de continuar a trabalhar. Participar em colóquios como este faz parte desse trabalho.  

 

M. P. Bonde

Poeta

É uma grande ousadia, desta nova vaga de autores, produzir um evento desta dimensão. O colóquio é mais um lugar para todos discutirmos as melhores plataformas para o livro circular, como não temos um Plano Nacional de Leitura. As coisas não vão mudar hoje, mas estamos a trazer um movimento para pensar na nossa literatura com base nos novos autores, que estão a vincar uma qualidade apreciável.

 

Aurélio Cuna

Professor de Literatura

A literatura é uma instituição que envolve autores, obras e leitores. O sector da autoria está na vanguarda, com produção crescente, mesmo com problemas de publicação. O sector do leitor, esse parece-me dos maiores problemas. Não está a existir uma correspondência equilibrada entre as obras e as leituras (universitária ou critica), que ajudaria na visibilidade dos escritores emergentes. Por isso, esta é uma boa iniciativa.

O Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM) realizou, hoje, um workshop de cerâmica para crianças dos 3 aos 15 anos, com objectivo desenvolver nas crianças o espírito de trabalho individual e em equipa.

Jorge Dias, director do centro diz que o workshop compõe um vasto leque de actividades realizadas de 15 em 15 dias, aos fins-de-semana e dá atenção especial para as crianças.

“Este workshop está inserido no programa da CCBM, na criação de actividades que variam entre artes plásticas, cerâmica, teatro e biblioteca infantil”, disse, para depois acrescentar que é preciso diversificar as actividades no sentido de incluir também os mais novos que durante a semana não têm possibilidade de participar” referiu Jorge Dias.

Jorge apela aos pais e encarregados de educação a deixar as crianças ampliar seus horizontes, participando em exposições, workshops, a assistir filmes, peças de teatro, em qualquer centro cultural da cidade e província de Maputo, pois são todas formas de educação.

Segundo Márcia, professora de Língua Portuguesa para estrangeiros, desde o ano passado, o centro investe na realização de actividades voltadas a crianças. Dependendo das actividades, as salas podem acolher de 100 a 120 crianças.

Tchalata, professor de actividades infantis, há mais de 20 anos, avança que actividades infantis são boas, porque são uma forma de entretenimento e ajudam no desenvolvimento cognitivo, na criatividade e espírito de partilha.

“É de pequeno que se torce o pepino, então queremos desenvolver nas crianças o gosto pelas actividades. Queremos que as crianças sejam criativas, em todos os seus momentos das suas vidas, no lazer, na escola; que saibam como é importante arrumar seus quartos de forma divertida” afirmou Tchalata.

Para além da cerâmica, o centro organiza teatro, leituras, reciclagem, feiras de exposição, artes plásticas e salto à corda que decorrem em alguns jardins e parques da cidade e outras actividades sugeridas pelas crianças.

Moçambique vai acolher, de 27 a 31 do corrente mês, o primeiro festival de tango “África Tango”. A gala de abertura será no dia 27 de Março, pelas 19:00 horas, no Polana Serena Hotel, sede oficial do evento.

O evento, organizado pela Tangueart e apoiado pela Embaixada da Argentina e Hotel Polana, terá como atracções maestros moçambicanos, com apresentações em palco de bailarinos da Bulgária e Argentina e dos Tangolinos, bailarinos de tango com idade inferior a nove.

Durante os cinco dias, haverá sessões de Workshops, milonga, concerto, tertúlia, cinetango, exposições.

O lançamento do evento está marcado para a tarde desta sexta-feira, no Hotel Polana

Estarão presentes na noite de estreia, o Embaixador da República da Argentina, o representante da UNESCO, personalidades da cultura moçambicana, bailarinos profissionais, amantes da dança, alguns organizadores e parceiros desta iniciativa.

 

O terceiro volume do disco “Colecção de Ouro”, uma colectânea de música moçambicana, numa parceria entre o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), a VS, entre outros parceiros, foi lançado quarta-feira, em Maputo.

Este volume é composto por 34 temas da autoria dos músicos: David Mazembe, Júlia Duarte, Carlos de Lina, Eugénio Mucavele, Madala, Didácia, Alexandre Langa, Fany Mpfumu, Didácia, Stewart Sukuma, Ximinguana, Neyma, Valdemiro José, António Marcos, Dilon Djindje e Alberto Mhula.

O evento, realizado no Auditório do edifício-sede do BCI, e orientado pelo Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, contou, além de alguns autores das músicas, com a presença de artistas como Hortêncio Langa, Wazimbo, Kaliza, DJ Damost, Fernando Luís e José Barata.

Na qualidade de anfitrião, o Administrador do BCI, José Furtado, enumerou diversas acções desenvolvidas pela instituição em prol da cultura, que reforçam o posicionamento do BCI como Banco que defende os artistas, promove e divulga a cultura moçambicana.

Já o Ministro da Cultura e Turismo saudou os patrocinadores, felicitou os autores e congratulou-se com este feito que valoriza a arte e o esforço dos artistas moçambicanos que têm trabalhado de forma abnegada para a preservação dos valores e da cultura nacionais.

O evento foi abrilhantado pelos artistas Cheny Wa Gune, Hawaiiu e Dudas, que combinaram timbila, guitarra e vozes, para trazerem o que de melhor se faz em Moçambique em matéria de música.

 

Trata-se da segunda edição do Festival de Teatro dos Bairros, organizado pelo grupo Nkaringan’Arte, que se realizará no dia 31 do corrente mês, no bairro Laulane, em Maputo. Vários grupos teatrais das cidades de Maputo e Matola participarão do evento que terá lugar na Casa da Paz.

Além dos grupos teatrais, o evento contará também com a participação de alguns académicos e actores que falarão sobre o teatro amador e seu impacto.

Segundo Abdil Juma, presidente da agremiação, os grupos responderam positivamente ao chamamento para este festival. Juma avançou ainda que o evento contará com a participação dos grupos: Coração, Khurula, Os Vingadores, Team Nhama, Shokotan, CTO, ECA, Lareira e o da Escola Primária de Laulane.

O objectivo do festival é dar oportunidade aos grupos e associações culturais existentes nos bairros, que não têm tido oportunidade de apresentar as suas criações. “Com o apoio da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA) vamos poder emprestar aos actores amadores diversas ferramentas relacionadas com algumas técnicas desta arte de representar e, quiçá, incutir nos mesmos a ideia de se formarem naquela instituição”, disse Juma.

O festival acontece em paralelo com a campanha de recolha de donativos para apoiar as vítimas da tragedia do Hulene.

A iniciativa da associação cultural Nkaringan’Arte conta com o apoio do Ministério da Cultura e Turismo, através da FUNDAC.

O dia do teatro é comemorado mundialmente no dia 27 de Março.

O músico e compositor cabo-verdiano, Teófilo Chantre, apresenta o concerto que vai marcar o encerramento das festividades da semana da Francofonia, no Centro Cultural Franco Moçambicano.

O músico, de 53 anos de idade, vive actualmente em Paris, para onde partiu com sua família, quando tinha apenas 13 anos.

Chantre começou a cantar na adolescência, inspirado pela distância de sua terra natal, que despertou a sua criatividade. No entanto, sua carreira foi também influenciada pela restante música lusófona, em particular a brasileira.

O seu repertório é composto por seis trabalhos discográficos: “Terra & Cretcheu” (1993), “Di Alma” (1997), “Rodatempo” (2000), “Live”(2002), “Azulando” (2004) e "Metissage" (2013).

Um dos pontos altos de sua reputação foi quando viu Cesária Évora gravar três canções suas no disco Miss Perfumado.

Para este concerto marcado para sexta-feira às 20h30, Teófilo Chantre virá acompanhado pelo acordeonista francês Frank Fourniret e pelos músicos moçambicanos Walter Mabas (guitarra), Hélder Gonzaga (baixo), Tony Paco (bateria) e Idálvia Baúle (voz).

Ungulani Ba Ka Khosa participa na edição 2018 do Festival Literário de Macau-Rota das Letras, entre os dias 10 e 25 deste mês.

De acordo com um comunicado da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), a sétima edição do Festival Literário de Macau – Rota das Letras, fundado pelo jornal de Macau em língua portuguesa Ponto Final, em 2012, conta ainda com a presença dos autores Peter Hessler e Leslie T. Chang, dos Estados Unidos; Rosa Montero, de Espanha; Julian Fuks, do Brasil; Ana Margarida de Carvalho, de Portugal; e Han Dong e A Yi, da China.

Além de dar a conhecer e revelar novos nomes no panorama literário internacional, o Festival – Rota das Letras centra atenções sobre a Coreia do Norte, como país homenageado, avança o comunicado da AEMO, acrescentando que o naipe de escritores participantes no evento que tem como palco o edifício do antigo tribunal de Macau, inclui James Church, ex-agente da CIA ,  escritor de romances policiais, e Michael Breen, a viver na península coreana há mais de três décadas.

Ungulani Ba Ka Khosa participou, recentemente, em Portugal, nas Correntes d'Escritas 2018, onde lançou Gungunhana, livro que pelo sucesso de vendas já chama pela segunda edição. 

 

 

 

Inspirado num contexto de dor e lágrimas, o escritor Alexandre Dunduro escreveu a obra literária Mutondi, o tocador de Timbila. A ideia do livro que será lançado esta quinta-feira,  às 18 horas, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, surgiu numa altura em que o país estava imerso numa situação de conflito político-militar. “A dor, a tristeza e a incerteza cercava-nos por todos os lados”. Então, o escritor interrogou-se: "por quê a guerra? Indignava-me aquela situação!  E Mutondi desponta esta pergunta, ao trata-se de uma tentativa de apelo à convivência harmoniosa entre os homens, uma espécie de  apelo para a aceitação mútua”, explicou Dunduro.

Ainda sobre o título do livro, com palavras escolhidas de forma bem ponderada, Dunduro revela que a timbila, instrumento musical tradicional, Património Oral e Imaterial da Humanidade,  foi um "pretexto" para dar cor à estória e também uma forma de lembrar que o país possui um instrumento precioso, que deve ser valorizado. “Mutondi faz-se valer deste instrumento para  ‘ludibriar’ o desejo de guerra entre os seus aldeãos, enchendo-os de desejo de dançar, abraçar e acolher”.

Neste livro de Dunduro, o leitor encontra possibilidades de sonhar com um mundo onde a harmonia, o amor,  o encanto,  a concórdia estão ao alcance de todos.  Sempre nessa tentativa de lembrar que os homens podem amar ao invés de odiar, abraçar em vez de lutar. “Ao escrever o livro, portanto, pensei na humanidade,  pensei em Moçambique, nosso país, nas possibilidades de finalmente alcançarmos a paz e convivência harmoniosa.  O desejo de viver em harmonia atravessa fronteiras etárias”

Mutondi, o tocador de Timbila é um livro infanto-juvenil. Embora a ideia  de o escrever tenha surgido em 2013, a maturação aconteceu em 2016. No ano seguinte, a obra saiu pela Editora Fundza, baseada na cidade da Beira.

Ao escrever este livro, Alexandre Dunduro deixou-se levar por uma mistura de sentimentos, encantos e desencantos do mundo. “Escrever para crianças me alegra bastante, é um exercício fascinante mergulhar no mundo delas”.

Este livro, contendo 37 Páginas, será apresentado por Rutília Microsse, jovem activista social, e contou com ilustrações de João Timane, artista plástico.

Mutondi, o tocador de Timbila é lançado em Maputo, depois da Beira. Este é o segundo livro infanto-juvenil de Alexandre Dunduro, com peripécias de um personagem, Mutondi, que desafia o pai ao rejeitar tornar-se num militar. Ser um tocador de timbila é o sonho que move o personagem na narrativa.

Antes de Mutondi, Dunduro publicou “O casamento misterioso de Mwidja”, no Brasil.

 

O olhar por dentro do criador

Alexandre Silva Dunduro nasceu a 14 de Novembro de 1987, na da Beira. Além de escritor, segue a carreira de consultor e pesquisador. É formado em Relações Internacionais e Diplomacia, e está envolvido em iniciativas juvenis de promoção da cultura e da literatura Infanto-juvenil.

 

 

 

 

 

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