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O País – A verdade como notícia

O saxofonista moçambicano, Ivan Mazuze, a viver na Noruega, foi convidado a presentar um concerto em uma das mais importantes casas em Montreal (Canadá), denominada Club Ballatou. O convite foi feito pelo Festival International Nuits D'Afrique e surge depois da sua torne em Dezembro de 2017 naquele país americano, pelas cidades de Ottawa e Toronto, em destaque com um concerto no Small World Music Centre. Desta vez, Mazuze vai ao Quebec, num evento marcado para dia 11 deste mês, próximo domingo.

Além desse espectáculo, Ivan Mazuze vai actuar no Pisa Jazz Festival 2018, em Pisa, Itália, a 18 de Março.

Assim, Mazuze volta a Itália para participar no Pisa Jazz Festival 2018, e o concerto terá lugar no teatro Chiesa d' Sant Andrea. Neste concerto, Mazuze apresenta-se com alguns dos mais importantes nomes da música de Jazz da Noruega na sua banda: os irmãos Per Mathisen e Hans Mathisen.

Para além do saxofonista, o Pisa Jazz Festival 2018 inclui no seu programa nomes de renome internacional tais como: Gonzalo Rubalcada, Cory Henry and the Funk Apostles e Sun Ra Orquestra.

 

O escultor Mudungaze realiza a sua primeira exposição individual « Second chance, Máscaras africanas no contexto urbano”. O evento vai contar com uma apresentação de vídeo e fotografia do Chonga e Estúdio Cinco, e textos de Mauro Brito.

A abertura da exposição está marcada para amanhã, às 18h.

De acordo com o comunicado de imprensa, Mudungaze tenta através do seu trabalho de consciencialização ambiental usar a arte para combater a ordem instalada das coisas e resgatar alguns valores culturais africanos.

Mudungaze nasceu em Maputo, em 1980, e produziu vários documentários sobre cultura tradicional Moçambicana e trabalho na Europa no sector da comunicação e das artes audiovisuais. A “Second Chance, Mascaras africanas no contexto urbano” é a sua primeira exposição individual como artista plástico e escultor.

O Centro Cultural Franco-Moçambicano está a celebrar a mulher, esta semana, num evento que iniciou segunda-feira. Nesse sentido, a banda "Les Bringelles", da Ilha da Reunião, e as cantoras moçambicanas Rhodália Silvestre, Onésia Muholove e Sizaquel Matchombe apresentam um concerto único para o enceramento das várias actividades programadas.

Através de vozes femininas e de instrumentos tradicionais, o espectáculo vai realçar ritmos e cantos em crioulo e línguas locais moçambicanas, celebrando as várias influências musicais do Oceano Índico.

O espectáculo terá lugar no Franco, sexta-feira, às 20:30.

 

É lançado hoje, às 18h00, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o livro José Forjaz • Pensar Arquitectura. O evento contará com a apresentação do escritor João Paulo Borges Coelho. A edição é uma realização conjunta da editora Caleidoscópio, em Portugal e da Kapikua, em Moçambique.

A publicação é uma recolha antológica de textos, escritos por José Forjaz ao longo de mais de quarenta anos, em forma de reflexões, conferências, aulas, ensaios, apresentações, com um prefácio e um posfácio, traduzindo uma vida de pensamento e trabalho didático e de exercício do projecto de arquitetura e planeamento urbano, nas condições particulares do exercício profissional em contexto pós colonial, que poderão servir de referência aos interessados nesta temática.

 

Mais uma obra literária sai pela Cavalo do Mar. Depois da publicação de Os poros da concha, de Sangare Okapi, semana passada, a editora vai, agora, lançar o livro Os crimes montanhosos, da autoria de António Cabrita e Mbate Pedro. O evento de lançamento está anunciado para quinta-feira, às 18h00, no DEAL – Espaço Criativo, em Maputo.

O título deste livro, que, aparentemente, não tem nada de poesia, é uma expressão que António Cabrita colheu num jornal em Tete ou Nampula, o autor não se lembra ao certo, e que pretendia denotar o grau de um crime, o crime da vida ser uma ilha cercada de morte por todos os lados. Portanto, é o retrato da condição trágica da vida.

Além disso, Os crimes montanhosos é um gesto de amizade e traduz preocupações estéticas e literárias que une os dois autores, que, nos últimos tempo, têm partilhado muitas leituras. “Provocatoriamente até pensamos em chamar-lhe Preto & Branco, Lda. Depois, como esta é terra de fáceis melindres, escolhemos este título simultaneamente brincalhão, porque remete para um policial, um thriller, e sério”, considerou o poeta.

O lançamento de um livro de poesia da autoria de dois autores não é um evento comum no país. Sobre isso, Cabrita entende que Moçambique está virgem em múltiplos aspectos, “resta-nos desbravar”.

O livro dos dois poetas traz poemas avulsos, sem se preocupar com o problema da continuidade. Aqui, António Cabrita adoptou um estilo muito directo e espontâneo, segundo o autor, “com laivos de erotismo, num tom levemente herético e de uma certa liberdade formal”. E Cabrita acrescenta: “O Mbate respondeu bem, em tercetos, um formato que ele nunca tinha experimentado e num registo diferente, por exemplo, de Vácuos. O que só lhe faz bem e lhe permite crescer mais rapidamente. Há um poema meu, “Os poemas do meu pai”, em que respondo ao silêncio do Fernando Pessoa sobre África, pois ele viveu dos sete aos dezassete anos em Durban e fez sobre tal silêncio, o que é um dos enigmas da sua vida. Eu em três sonetos, pelo contrário, refiro o meu entrosamento”.

Esta não é a primeira vez que António Cabrita publica em co-autoria. Com a escritora Maria Velho da Costa, escreveu três roteiros para filme, um deles – sobre Camilo Castelo Branco – publicado, e um policial com o escritor português João Paulo Cotrim, O branco das sombras chinesas, “este sim a quatro mãos, pois começou como folhetim no Diário de Notícias, de Lisboa, e cada um de nós escrevia alternadamente um capítulo. Neste caso [Os crimes montanhosos] dividimos irmãmente o livro por metade e damos a cada uma das nossas partes títulos simétricos, o meu é ‘O branco colarinho dos corvos’, e o do Mbate ‘A gravata preta do corvo albino’. Mas pensamos agora fazer um livro de prosa juntos, de contos. O que permite uma escrita a quatro mãos? Humildação e um diálogo que leva à descoberta mais rápida de processos”, garante o poeta.

Uma das pretensões dos autores deste livro – escrito em Seis meses. A primeira parte munidos de bolachas Maria, a segunda de bolachas de água e sal, conforme conta Cabrita –  é que os leitores se divirtam, reflictam e percebam que a liberdade tem muitos sabores.

Depois dos versos escritos, não houve concertação para que a convergência não faltasse. Longe disso, os poetas respeitaram em cada parte o modo e o estilo de cada um.

De acordo com Mbate Pedro, ainda que autónomas, as duas partes dialogam entre si e bebem da mesma fonte, “pois, ambos abordamos as mesmas preocupações temáticas e que têm muito a ver com a condição humana. Falo aqui, por exemplo, da morte, do amor, da angústia, que são na verdade os altos e baixos nas montanhas e nas depressões da vida”.

Para Mbate, este livro permitiu-lhe interagir com um extraordinário poeta. “E permitiu-me ainda encontrar outros caminhos para a minha escrita. Sempre quis que cada livro meu fosse diferente do anterior, não só para surpreender o leitor, como também para consolidar o meu processo de escrita. E julgo que a ideia da co-autoria traz isso. E motivou-me também o desafio de interagir com alguém que eu considero como um dos melhores poetas em língua portuguesa”.

O apresentador do livro não é anunciado, afinal, nestas coisas de literatura, algumas coisas devem ser surpresas.

 

António Cabrita

Poeta

“Eu, que tenho vinte e tal livros publicados, escrevo de maneiras e em géneros muito diversos. Neste caso adoptei um estilo muito directo e espontâneo com laivos de erotismo, num tom levemente herético e de uma certa liberdade formal”.

 

Mbate Pedro

Poeta

“Sempre olho para os livros, os meus pelo menos, como um autêntico falhanço. Porque, usando a máxima de Orwell, num livro, por muito bom que seja, há sempre qualquer coisa que não devia estar lá ou há algo que está lá amais. Seja como for, o mais importante é que o escritor não deve, em circunstância alguma, esquecer a sua mão no livro”. 

 

 

 

 

Na próxima quinta-feira, celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Para assinalar a efeméride, a Vista Alegre, produtora de porcelana e cristal no segmento premium, vai lançar a obra Entre o céu e a terra, numa cerimónia prevista para iniciar às 16.30h, na loja Vista Alegre, em Maputo.

De acordo com um comunicado enviado à Redacção, este lançamento da peça, uma das mais recentes iniciativas artísticas da marca, sublinha mais uma união histórica da marca Vista Alegre à cultura. Além disso, avança o comunicado, há um interesse de se “trazer a representação da luta diária no cotidiano dos moçambicanos, marcada pela desigualdade social, o esforço e sacrifícios para conquistar um lugar no mundo, mas onde, por entre dificuldades, se fazem sempre sentir a força e a solidariedade, em busca de algo melhor”.

Vista Alegre é um dos principais produtores internacionais de porcelana decorativa, doméstica e de hotelaria, fabricando cerca de quinze milhões de peças por ano e exportando para mais de sessenta países, informa o comunicado da entidade, realçando: “Além de serem escolhidas por personalidades como a Rainha Isabel II de Inglaterra, a Rainha Beatriz da Holanda e o Rei Juan Carlos de Espanha, e de marcarem presença em inúmeros contextos de prestígio, peças da Vista Alegre são exibidas em alguns dos mais notáveis museus mundiais, entre os quais o Metropolitan Museum of Art (MoMA), em Nova Iorque”.

A peça da Vista Alegre, Taça Africana, foi criada por Gemuce, quem fará parte da cerimónia de lançamento.

A Ilha de Moçambique celebra 100 anos de elevação a cidade, e para o efeito a Associação Kulunguana em parceria com a Associação Moçambicana de Fotografia (AMF), vai realizar um concurso fotográfico denominado “Ilha de Moçambique: A Ilha das Duas Cidades”.

Segundo o comunicado de imprensa enviado a nossa redacção, o concurso visa contribuir para o conhecimento e divulgação da Ilha de Moçambique ao nível local e internacional. A Ilha de Moçambique tem um lugar especial na história de Moçambique.

A Ilha de Moçambique foi classificada como património da Humanidade, em 1991, e para proteger o património o Governo moçambicano tem realizado várias acções.

A Ilha foi elevada a vila em 19 de Janeiro de 1763, para, em 17 de Setembro de 1818, ganhar o estatuto de cidade, sendo ainda a primeira capital da colónia de Moçambique.

O concurso está aberto para fotógrafos nacionais e estrangeiros, residentes em Moçambique e os trabalhos devem ser apresentados até o dia 13 de Julho.

Os três melhores trabalhos irão receber prémios no valor de 100 mil, 60 mil e 40 mil respectivamente. Os prémios serão entregues no salão da AMF durante a cerimónia de exposição dos trabalhos.

“Comboio de Sal e Açúcar” premiado mais uma vez. Com o filme, o realizador, Licínio de Azevedo, recebeu o prémio de ‘Melhor Realizador de Ficção’, na 26ª edição do PAFF – The Pan African Film and Arts Festival, em Los Angeles, Estados Unidos.

Desde a sua estreia, Licínio de Azevedo venceu vários prémios com o “Comboio de Sal e Açúcar”. No Festival Internacional de Cinema de Carthage venceu quatro prémios, nomeadamente: “Troféu de Ouro”, “Federação Internacional de Críticos de Cinema”, “Federação Africana de Críticos de Cinema”, e a distinção de “Melhor Fotografia”.

No Festival de Cinema Africano de Khourigba, Marrocos, recebeu dois prémios: Melhor Realizador e Melhor Guião. Na África do Sul, foi premiado como “Melhor Filme”, no Festival de Cinema de Johannesburgo. E no Festival de Locarno, foi distinguido com o prémio “Boccalini d’Oro”, na categoria de melhor produção.

O Óscar de Melhor Filme foi entregue a 'The Shap[e of Water' ('A Forma da Água'), realizado por Guillermo del Toro. O filme tinha 13 nomeações e conseguiu quatro Óscares, sendo, mesmo assim, o vencedor da noite de Óscares, em Los Angeles, escreve o Notícias ao Minuto.

O filme conta a história de Elisa (Sally Hawkins), uma empregada de limpeza que trabalha num laboratório científico com fins militares, em Baltimore. Tendo como pano de fundo a Guerra Fria (o filme tem lugar em 1962), o coronel Stickland (Michael Shannon) leva para o laboratório uma criatura humanóide capturada no Amazonas para que os seus poderes sejam usados contra a URSS. No entanto, a inocente Elisa acaba por se aproximar do anfíbio, com quem desenvolve uma relação próxima, e vai tentar salvá-lo do que parece ser a inevitável dissecação. No laboratório, um dos cientistas (Michael Stuhlbarg) é também um espião russo.

Este romance carrega todas as características de um bom filme de Guillermo del Toro: um conto de fadas negro como veículo de dramas humanos, uma personagem central doce ao serviço de uma história trágica. Traços que vimos na obra-prima em forma de fábula história que é ‘El Laberinto del Fauno’ (2006), a primeira nomeação para Óscar do realizador (Melhor Argumento Original), e sem dúvida o pináculo da sua marca, que é o equilíbrio entre inocência e a escuridão.

‘The Shape of Water’ recupera o autor de ‘O Labirinto do Fauno’ (2006), entregue há algum tempo a projetos de outras aspirações, mais comerciais, embora não com a mesma eficácia do primeiro. Este filme era um projeto desejado há muito pelo realizador mexicano, uma espécie de homenagem ao clássico ‘O Monstro da Lagoa Negra’ (1954), mas que sofreu algumas mudanças de planos. Talvez, por isso, tenha resultado numa história melhor preparada.

A longa-metragem de Guillermo del Toro descreve o romance entre um monstro e uma donzela, sendo que tanto um como outro não são nada tímidos em relação à sua sexualidade, uma combinação polémica de fantasia e filme para adultos que não entranharia, no papel, junto dos conservadores membros da Academia.

 

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