O País – A verdade como notícia

Radicada no Brasil há cinco anos, a artista moçambicana Lenna Bahule volta à casa para lançar seu primeiro álbum. “Nômade”, será apresentado esta sexta-feira no Centro Cultural Franco Moçambicano, num concerto em que Lenna Bahule terá como convidados Danilo Moraes (do Brasil), May Mbira, Cheny Wa Gune, Tchaka Waka Bantu, Associação cultural Hodi.

Neste trabalho, apresentado no Brasil em 2016, além de canções da sua autoria, Lenna interpreta músicas do cancioneiro popular do seu povo.

Lenna Bahule é natural de Maputo. Começou a fazer carreira solo como vocalista em 2006, escrevendo canções, participando em festivais culturais e de intercâmbio e fazendo colaborações com diversos artistas moçambicanos e estrangeiros. Em 2009, fez parte do TP50.

 

 

Baltazar Egídio lançou, esta quarta-feira, o seu livro sobre a legislação laboral. Trata-se da obra” direito do trabalho, situações individuais do trabalho”, no qual, entre outros aspectos, discute o processo disciplinar, e outras questões que ainda não estão devidamente expressas na lei do trabalho moçambicano. Tais são os casos do teletrabalho e da actividade das chamadas profissionais do sexo.

A Ministra do trabalho, Vitoria Diogo, que dirigiu a cerimónia do lançamento do livro enalteceu a qualidades do autor, tendo aliás explicado que foi devido as essas qualidades que o convidou a trabalhar no gabinete jurídico do Instituto Nacional de segurança social onde já contribuiu para a diferentes reformas em curso naquela instituição. Vitória Diogo aproveitou a ocasião para desafiar os intelectuais moçambicanos a produzir conhecimento baseado na realidade do país.

O lançamento do livro foi assistido por diversas personalidades maioritariamente ligadas a área do direito e da justiça, tais são os casos do presidente do Tribunal Supremo, o procurador-geral adjunto da Republica, entre outras.

Baltazar Egídio é docente universitário e chefe do gabinete jurídico do Instituto Nacional de Segurança Social.

Passam hoje 15 anos depois do desaparecimento físico de José Craveirinha, um dos maiores poetas e escritores nacionais. Nascido a 28 de Maio de 1922, na então cidade de Lourenço Marques, actual Maputo, tornou-se desde o início da juventude, uma referência no que a literatura diz respeito.

Ainda adolescente, começou a frequentar a Associação Africana. Colaborou n’O Brado Africano, uma das históricas publicações do período colonial, que se distinguia pelo foco à população mais desprotegida.

Trabalhou no Jornal Notícias, onde se destacou pelas suas posições contra o racismo.

Entre 1964 e 1968 esteve preso, pela sua ligação à FRELIMO.

A sua primeira obra, intitulada Xigubo, foi publicada em 1964, através da Casa dos Estudantes do Império, em Portugal.

Na obra “O Grito e O Tambor” Craveirinha começou a reflectir a sua consciência política. Críticos literários de então, classificavam a sua poesia como de um carácter social que reflectia, de forma profunda, o povo moçambicano. 
Recebeu o Prémio Camões em 1991 e condecorações dos então presidentes de Portugal e de Moçambique, Jorge Sampaio e Joaquim Chissano respectivamente. 
Um ano antes da sua morte Craveirinha foi galardoado com o prémio “Vida Literária” da Associação de Escritores Moçambicanos, e, no dia 28 de Maio de 2002, foi homenageado pelo governo, na sequência da iniciativa de consagrar o ano de 2002, como o ano José Craveirinha.

“José Craveirinha é o nosso escritor mor”, Armando Artur

Penso não haver dúvida de espécie alguma que José Craveirinha é o nosso escritor mor. Craveirinha, através da sua poesia, conseguiu ser um escritor multidimensional, facto este que o torna singular, a ponto de não podermos o encarar de outra forma, senão como o maior escritor de Moçambique. E eu digo mais, o maior escritor de todos os tempos do nosso país.

É preciso notar que ele marcou os três mais importantes períodos da história recente de Moçambique: da resistência colonial, da luta de libertação nacional, e do pós-independência. Aliás, não é por acaso que o Estado o agraciou com o título de Herói Nacional, sendo, por isso, tido como o representante máximo da literatura moçambicana.

A marca do verso de Craveirinha, com efeito, renova a estética da nossa poesia, influenciando até os dias de hoje, não só a poesia como também a prosa moçambicanas.

Realmente a dimensão de um escritor só pode ser avaliada pelo nível de influência que exerce nos demais, e Craveirinha consegue atravessar as diversas gerações da nossa literatura, firmando assim e a cada dia que passa a sua grandeza.

 

Em resumo:

Já reparaste no século?

Quando te viu passar

tirou o chapéu.

Carlos Cardoso, Fevereiro, 1984 In Directo ao Assunto

Aqui estou perante o desafio de evocar as maíusculcas que inscrevem um dos maiores vultos da nossa jovem nação literária, ou porque não o maior vulto das letras desta imensa varanda à beira do índico, o Poeta José Craveirinha.

Há quinze anos as ondas sonoras da Antena Nacional da Rádio Moçambique anunciaram a morte do Poeta. Já não me lembro se foi Emílio Manhique, ou Hélder Izidine quem leu o noticiário matinal, com aquela odiosa notícia de 6 de fevereiro. O Poeta libertou-se da lei da morte, justamente três dias após a passagem data dos heróis. E ergueu o seu olhar, passando a contemplar-nos a partir da dimensão que só a eternidade permite. Quis registar algumas notas, a caneta e o papel conspiraram contra mim. Debalde.

Salvo bastas repetições da praxe cumpre-nos elevar bem alto a obra e todo legado deste Poeta. Quem nos sugere um plano curricular da formação de professores que dedique mais atenção à leitura como disciplina. Estando ainda em formação o candidato a professor quiçá terá maior profundidade para lidar com leitura, estimulando e potenciando as suas qualidades na sala de aula. Quem fala do estímulo à leitura na formação lança um prolongado olhar ao futuro e aos desafios diários que o professor enfrenta e não são poucos. A escrita terá nesta acção um aliado, multiplicando-se, de certo o Sia Vuma, há muito vaticinado pelo nosso infalível Poeta. Talvez por este caminho possamos desaguar no rio de um plano de leitura, e no farol das tentações que o ofício da escrita. Que será dos poetas e escritores quando os leitores escaresseiam?

Que será do doce olhar azul, oh Carol se nos falta prática da selfie com as palavras plasmadas no papel?

Poeta, a luz que se multiplica sem receio já há cinco anos repetiu o Camões para Moçambique. E corremos o risco saudável de repetir nos próximos anos porque temos Ungulani, João Paulo, Patraquim, White, Chiziane e uma nova vaga de escritores que em nada deixam a dever à criação literária. Os nomes o tempo, esse grande mestre tratará de os revelar, sem pressa.

Ainda ontem a Matola rejubilava em festa. Por ali o parque municipal leva o pomposo nome: Paque dos Poetas. E se convocassem artistas a erguer estátuas do trio José Craveirinha, Noémia de Sousa, Rui Knopfli naquele parque? E temos nós mais poetas que podem emprestar àquele lugar um selo de qualidade cultural digna dos grandes centros urbanos como pretende ser a minha cidade. É só ler as maiúsculas que a memória regista nas badanas do nosso jovem sistema literário.

Não resisto à tentação de registar um poema deste vulto em 3D:

MEMÓRIA DOS DOIS

Ambos

Juntos na mesma memória.

Eu

O Zé que não te esquece.

Tu

A Maria sempre lembrada.

In Maria,  (1988:55)

O Camarada Control que não nos deixe passar de Moçambique para dentro de Moçambique sem prestarmos a devida vénia à obra de José Craveirinha. Mesmo no My Love podemos acenar ao Poeta da Mafala lendo-os em voz alta. Ler o verso que mantém viva a obra de José Craveirinha porque ele estará verdadeira vivo e radiante se exercermos a leitura, com a mesma militância das selfies que clandestinamente plantaste aos gritos, como bem fez Luís Carlos Patraquim.

A família Craveirinha diz que não está a ser dado o devido reconhecimento a obra e a figura do poeta e herói nacional José Craveirinha. A família considera que as autoridades deveriam trabalhar para garantir que as novas gerações conheçam os seus feitos.

O poeta, jornalista e desportista moçambicano José Craveirinha nasceu a 28 de Maio de 1922 e perdeu a vida a 6 de Fevereiro de 2003. O herói de luta de libertação nacional José Craveirinha é considerado um dos maiores escritores moçambicano, e foi o primeiro autor africano a ganhar o Prémio Camões. Hoje, a família Craveirinha, amigos e escritores testemunharam o lançamento da Fundação José Craveirinha.

Os escritores presentes no evento consideram que o legado de Craveirinha deve ser preservado por todos.

A fundação irá lançar um prémio para os escritores de poesia e em Maio vai organizar uma corrida de 15 km em homenagem a um dos maiores escritores moçambicano. A fundação irá funcionar na casa-museu José Craveirinha.

 

14 De Agosto de 1927, em Marracuene, a cerca de 30 km de Maputo, nascia Dilon Ndjindji. Nem pela natureza nem pela origem se imaginaria que se tornaria um grande ícone da música moçambicana.

Dilon Ndjindji tornou-se compositor, intérprete, coreógrafo e bailarino com forte influência no estilo musical Marrabenta. Um estilo que teve várias etapas na sua evolução.

A Marrabenta terá tido origem na região sul de Moçambique como demonstrado pela língua utilizada e pela maioria dos seus praticantes que são todos oriundos desta região que comporta Maputo, Gaza e Inhambane. O nome Marrabenta provem de rebenta, associada ao dançar em excesso. Nas décadas de 30 e 40 na Mafalala, um dos principais bairros suburbanos da então Lourenço Marques, terá surgido o nome Marrabenta.

A estilização da Marrabenta terá resultado da combinação do movimento migratório de Moçambique para a África do Sul e vice-versa, realizado predominantemente por indivíduos de origem rural que emigravam para as minas sul-africanas à procura de melhores condições de vida.

Bem, retratos históricos à parte, pois essa viagem pelo tempo leva-nos à Marracuene, onde aos doze anos de idade Dilon Ndjindji construiu a sua própria guitarra de três cordas com uma lata de azeite. Não foi por acaso, três anos depois ganhou a sua primeira guitarra e começou a tocar em casamentos e festas. Já existiam tendências do estilo.

Da sua história, consta que, em 1945, concluiu os estudos secundários e a seguir frequentou um curso de estudos bíblicos na Missão Suíça, em Marracuene. Em 1947 foi pastor na Ilha Mariana, actual Ilha Josina Machel, na província de Maputo.

Em 1950, foi trabalhar como mineiro para a África do Sul, de onde regressou definitivamente em 1954 para Moçambique. Em 1958 Dilon Ndindji junta-se a sua atcual esposa Alice Macanane, com quem começou a dançar nos anos 60 quando criou o seu próprio grupo musical ‘’Estrela de Marracuene’’. Com sua esposa Dilon Ndjindji teve oito filhos. É avó de mais de 20 netos e bisavó de mais de 10 bisnetos.

Gravou o seu primeiro álbum, denominado Xiguindlana, em 1973, através da casa discográfica Produções 1001, Dilon se notabilizou pelo seu espírito energético e protagonista com músicas que retraram situações sociais. É impossível descreve-lo sem mencionar sucessos musicais como “Podina”, “Maria Teresa”, “Muhinhana” e “Marracuene”.

Em 1994 ganhou o N’goma Moçambique, um concurso da Rádio Moçambique, na categoria de Canção Mais Popular, com a música “Juro Palavra d’Honra, Sinceramente Vou Morrer Assim´´

Já foi homenageado por diversas instituições públicas e privadas do país. O destaque vai para a “Medalha de Mérito de Artes e Letras”, atribuída pelo Governo.

Em 2004 participou do filme “Marrabentando – As Histórias que a Minha Guitarra Canta”, Juntamente com António Marcos, produzido por Karen Boswell. Em 2013 foi publicado o livro “Vida e Obra de Dilon Djindji”.

A sua carreira internacional começou em 2001, como membro do grupo Mabulu. E em 200 gravou o seu primeiro trabalho internacional, a solo, ‘’Dilon’’. O seu talento é incontestável e reconhecido por vários músicos. Dilon é também membro da Associação dos Músicos Moçambicanos

Participou na criação e em todas as edições do Festival Marrabenta e demais

Espetáculos no país e no estrangeiro.

Este ano, Dilon completa 91 anos de idade e mais de 70 anos de carreira. O músico é a figura de cartaz da 11ª edição do Festival da Marrabenta, realizado todos os anos em Marracuene. O concerto vai fazer uma retrospectiva musical ao som do conceituado “ rei da marrabenta”.

O tributo reflecte a dedicação, persistência e o contributo do músico Dilon Ndjindji na valorização da Marrabenta.

Mais de 30 artistas farão parte do concerto esta sexta-feira, na Vila de Marracuene. É tradição anual. Afinal, foi a terra que viu nascer, crescer, brilhar e firmar as origens, o ícone da Marrabenta, Dilon Ndjindji. Um nome que muito reflecte e se confunde com a própria Marrabenta.

A idade parece-lhe fazer jus à experiencia. Passam-se anos e Dilon sabe a um bom vinho, diga-se, na linguagem popular, quanto mais velho, melhor.

 

O escritor moçambicano, Paulo Borges Coelho, venceu a 8ª edição do Prémio BCI de Literatura, terça-feira, com a obra “Ponta Gea”, lançada no ano passado.

Com a conquista, Borges Coelho repete a proeza alcançada na 1ª edição, em 2010, com a obra “O olho de Hertzog”.

João Paulo Constantino Borges Coelho nasceu no Porto, Portugal, em 1955. Cedo rumou à Moçambique, tendo adquirido a nacionalidade.

Licenciou-se em História pela UEM e posteriormente, fez Doutoramento em História Económica e Social pela Universidade de Bradford, no Reino Unido.

Estreou-se como escritor em 2003 com “As Duas Sombras do Rio”. Com suas obras, Coelho amealhou prémios como: Prémio José Craveirinha com “As Visitas do Dr. Valdez”, de 2005; Prémio Leya com "O Olho de Hertzog", em 2009.

Em “Ponta Gea”, recente obra com a qual conquistou a 8ª edição do Prémio BCI de Literatura, Paulo Borges Coelho descreve, em 348 páginas, a sua infância na cidade da Beira, no bairro Ponta Gea, numa realidade misturada com fantasia.

O Prémio BCI de Literatura tem um valor monetário de 200 mil meticais.

O programa de entretenimento da Stv, Big Box Show, volta esta terça-feira, a ser apresentado em directo, depois de uma suspensão de cerca de dois anos.

O programa, que voltou com novas rubricas nesta temporada, irá ao ar de terça à sexta-feira, das 17h30 às 19h.

A cada edição, uma rubrica é apresentada. Às terças, com presença de especialistas da moda, o programa apresentado por Emerson Miranda ou simplesmente Big Barrão Boss, analisa os look’s das figuras públicas, em “Inspectores da Moda”.

Às quartas, é o dia em que os artistas podem ‘vender o seu peixe’; E quanto aos telespectadores, além de ficarem ‘por dentro’ dos trabalhos de seus ídolos ou artistas por quem têm afeição, podem igualmente aprender a dançar kizomba.

Às quintas-feiras, os acontecimentos que marcaram a semana, no que respeita ao entretenimento, vem à tona, com a rubrica “Factos da Semana’’.

Já às sextas, Big Barrão Boss propõe-lhe o “Focus”, rubrica na qual se faz a retrospectiva da carreira dos artistas e dá-se ao artista, a oportunidade de apresentar sua performance em 20 minutos, de show non stop.

E para uma maior aproximação com os telespectadores, afinal é mesmo pensando neles que o Boss volta em directo, o público terá uma participação activa, através de linhas telefónicas e outras plataformas.

O jovem moçambicano, Michael do Rosário, lançou recentemente um single intitulado “Para quê chorar”. Ainda que nos convide à dança ou, no sentido mais amplo, à celebração, as músicas do artista vem sempre carregadas de uma mensagem.

“Para quê chorar”, é uma faixa que pretende aconselhar as pessoas, sobretudo os jovens, a não lamentar pelos problemas e dificuldades, mas sim a acreditar que tudo é possível e a esperança deve sempre se manter, e, acima de tudo, acreditar que podemos vencer com esforço, humildade e muito sacrifício.

Para além da reflexão, Michael do Rosário ganha outro ímpeto no universo musical com esta faixa principalmente no que concerne à composição. O crescimento do artista que caminha para o terceiro álbum de originais é visível também tendo em conta as figuras que tornaram este single uma realidade.

É um elenco de luxo que se uniu para forjar o mais novo sucesso do zambeziano. A produção geral esteve a cargo de Kalu Ferreira, de Portugal; a mistura e a masterização foi de Cleu Cardoso, na K-Scale Music, em Boston, Estados Unidos de América (EUA); a guitarra coube ao moçambicano Djivas Madeule; o baixo veio dos Estados Unidos com Anderson Fontes; a bateria é de Kau Paris, da banda Tabanka Djaz; os coros da cantora moçambicana Alcinda Guerane; a composição coube a Guy Ramos e ao Michael do Rosário; a captação de voz foi na  Friends Studios e contou com a realização e co-produção de Grace Évora.

Este cruzamento de profissionais consagrados de vários quadrantes mostra o quão a carreira de do Rosário está em boas marés a nível nacional e na diáspora, onde tem recebido largos elogios pela sua qualidade e, por isso, é constantemente convidado para digressões em países como Cabo-verde e Portugal.

Do Rosário, ainda que respeite o potencial dos produtores desta obra, diz não conseguir prever até que níveis vai influenciar para o sucesso da sua carreira. Mas, segundo a projecção que a música tem em duas semanas de exposição nas rádios, acredita num bom retorno, aliás, já está a ter bons sinais a nível dos PALOP e espera mais boas notícias com o tempo.

A música está acompanhada de um videoclipe, que consegue ser fiel à mensagem que esta apresenta, percorrendo por cenários reais da nossa sociedade. O artista confirma: “está ser bem recebido pelo público, nas televisões e redes sociais”.

A música “Para quê chorar” vai fazer parte do seu terceiro trabalho discográfico. O artista diz que se trata de um projecto que vai fugir muito a regra do segundo álbum, “Abalaga”, que carrega ritmos tradicionais como o Nhambarro. Pela primeira vez, do Rosário vai aventurar-se pela Marrabenta. Outro aspecto a destacar neste trabalho que ainda não tem data de lançamento é a qualidade, pois todas as músicas estão a ser misturadas e masterizadas na Europa e nos EUA, e contam com a realização e co-produção do músico cabo-verdiano, Grave Évora, em parceria com a Friends Estúdios Moçambique.

 

 

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