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O País – A verdade como notícia

É o 15º livro de Adelino Timóteo. Depois de tanto navegar pela prosa e pela poesia, desta vez, o escritor resolveu seguir um caminho diferente do habitual: o percurso da História, a qual é feita de várias estórias. Assim, como culminar de um trabalho de pesquisa aturado, Timóteo prepara-se para lançar o seu mais recente livro, intitulado Os últimos dias de Uria Simango. A cerimónia de lançamento está marcada para o Novo Cine, na Beira, e vai arrancar às 16:30h.

Os últimos dias de Uria Simango é um ensaio biográfico em que o escritor se centra na trajectória de vida social e política de Uria Simango, desde os seus primórdios até ao seu exílio no Zimbabwe, a sua integração na UDENAMO e o seu envolvimento na fundação da FRELIMO, sem deixar de lado as desavenças no movimento de libertação que culminaram com o seu fim.  

Conforme conta o autor, a pesquisa permitiu-lhe reconstituir a trajectória de Uria Simango e, ao mesmo tempo, estruturar todo o seu perfil. Graças a esse procedimento, Timóteo deitou abaixo todas as conotações e carga negativa à volta de Simango. “Pude perceber, ao longo da minha pesquisa, que Uria foi vítima de uma cabala, de uma trama. Em condições normais, uma pessoa com aquele perfil nacionalista jamais mereceria a morte que encontrou”, afirmou o escritor que acaba de abandonar as baixas temperaturas na Europa para vir lançar a sua obra na terra natal.

Um facto curioso. Antes de Adelino Timóteo resolver escrever sobre Uria Simango, primeiro quis retratar em livro a vida do seu pai. Numa dessas ocasiões em que esteve em Lisboa (Portugal), o escritor procurou nos arquivos da PIDE algo que lhe revelasse em que medida o seu progenitor esteve envolvido na luta armada. “A mim também me mataram o pai. Então, quando me vi em Lisboa, quis perceber as razões que levaram à morte do meu pai. “Chegado aos arquivos da PIDE, encontrei uma fotografia do meu pai, mas, em termos de informação, fui confrontado com muita matéria sobre Uria. Assim, compilei toda a informação que encontrei”. Adiando a pretensão de escrever sobre o pai, Adelino Timóteo começou a seguir, entre várias fontes, despachos da PIDE que faziam referência quase diária do que acontecia dentro da FRELIMO. Aí os escritor conheceu as várias faces de Uria Simango: nacionalista, diplomata, religioso e combatente. “Capitalizei isso tudo dentro dos despachos. Uria tinha muitos pseudónimos, como Uria Simanta, Simangão, John Goddy, e era uma figura interessante que encontrava vários meios para ludibriar a PIDE, que o policiava 24h por dia”.

A ideia de escrever sobre o pai, morto há mais de quarenta anos, era a de eternizar a sua história. “Sou escritor, mas nem sempre devo escrever sobre ficção. Tenho também de dar aso às minhas inquietações. Com isso, julgo que o livro pode interessar a vários moçambicanos, estudantes e sociedade em geral. De facto, há muita coisa em comum entre Uria Simango e meu pai. Ambos foram mortos por uma causa política, mas nunca explicadas. Eles foram sumariamente executados num estado independente”, afirmou Adelino Timóteo.  

O novo livro de Adelino Timóteo tem 200 páginas, e foi escrito entre 2012 e 2014, em Portugal.

Esta primeira publicação de Os últimos dias de Uria Simango sai sob a edição do autor, mesmo porque, de acordo com Adelino Timóteo, toda a gente a quem manifestava o interesse de lançar o livro virava-lhe as costas. “Ainda há muito receio de se falar de Uria Simango, e muita censura. “Mas eu não tenho medo, acho que tenho um compromisso social. Sou moçambicano e muito empenhado. Amo Moçambique e amo os homens. Há necessidade de pacificar, porque muitas pessoas, inclusive as que estão envolvidas em assassínios, não estão bem com elas mesmas”.

Nesta obra, Adelino Timóteo gostava que o leitor encontrasse uma certa pulsação de sentimentos, que o tornou bastante sensível, relacionada com a injustiça de um homem contra outro homem, porque nenhum ser humano tem direito de tirar a vida do outro. “Como diz Gabriel Garcia Márquez, um homem não deve olhar a outro para o rebaixar, mas sim para o ajudar”.

Para o autor, esta é uma obra de escrita difícil, pois teve de ler vários livros sobre Uria, de modo a cruzar informação, inclusive, da CIA e Interpol, no sentido de iluminar algumas zonas de penumbra. “Na ficção há mais liberdade. Aqui não tive a liberdade de dizer o que me aprova, tudo estava condicionado pela informação documental. Fui muito aos arquivos dos jornais desde os anos 60. Foi um trabalho muito minucioso. Poderia ser fácil se as fontes orais colaborassem, mas elas franquearam-me as portas porque têm o receio de sofrer um ajuste de contas”.   

 

“– Ni-ceeee!”. Esta foi a resposta do público, dada de forma breve, em coro, à pergunta “what’s up, Maputo?”, feita por aquele multi-instrumentista que se encontrava no palco montado no Campus Universitário da Universidade Eduardo Mondlane. Era o Bona, que, depois de provar da gastronomia moçambicana, lá apresentou-se à segunda edição do Noite de Guitarra, tocando “Kalambacoro”, do álbum Munia: The tale.

Nunca se viu um camaronês tão adepto de matapa como Richard Bona. A paixão pela verdura é tanta que o baixista não se importa em repetir vezes sem conta. “Eu como matapa pela manhã, à tarde e à noite”, revelou o músico minutos depois da sua actuação. Há-de ser por isso que o autor de “Dipama”, do soberbo álbum Tiki, apresentou-se aos moçambicanos, neste regresso ao país, com um sorriso bem nutrido. Nem mais, era da matapa. E pela força proporcionada pelas folhas de mandioca misturada com outros ingredientes, Richard Bona, acompanhado da sua banda (guitarrista, trompetista, baterista e um no teclado), fez Maputo passear numa odisseia sonora feita de África, das imagens do continente pintadas com padrões universais. No baixo, o menino (agora adulto) que começou a tocar aos quatro anos de idade, tendo-se iniciado à guitarra aos 11 e, dois anos depois, formado uma banda, expressou o seu universo interior, com aquelas músicas pausadas, falou dos sentimentos que nutri por Moçambique e, antes de sair do palco, ainda abraçou o público à distância.

Quem não quis saber de abraços fictícios neste regresso do Noite de Guitarra – evento organizado pela BDQ Concertos, com forte patrocínio da Vodacom e do Banco ABC, e que é feito sobre a umbrella da plataforma Moments of Jazz da mesma entidade, que já trouxe ao país Billy Ocean, Norman Brown, Gerald Albright, Marcus Miller e George Benson – foi Jimmy Dludlu. O guitarrista moçambicano foi o último, dos quatro convidados ao espectáculo, a subir ao palco. Trajado de fato azul celeste e, como é habitual, com um chapéu à cabeça, preto, o menino de Chamanculo, superando o desempenho dos seus colegas, fez levantar até os que se julgavam estar a ver o concerto à vontade, estando sentados no VIP.

Sempre irrequieto, alegre e ao estilo homem do povo, Jimmy rapidamente abandou o palco e lá foi ter com a sua gente. No meio da multidão, enquanto tocava, o guitarrista ofereceu abraços, deixou-se fotografar em selfies e quase saiu de órbitra quando reconheceu, talvez, um velho amigo: o músico estava diante de Jeremias Langa, quem também não se poupou num abraço amistoso, electrizante.

No seu tempo de espectáculo, o “Achemist” tocou músicas bem conhecidas. São os casos de “Linda” e “Tote”, essa música recriada pela cantora Lizha James noutros tempos. E houve tantas lindas, de todas as cores, que quiseram o músico por mais tempo. Jimmy tocou corações no Noite de Guitarra, conhece bem o seu público, e ainda mostrou que em questões de dança nada lhe passa ao lado.

Além de Jimmy Dludlu e Richard Bona, em palco esteve também o anunciado Ernie Smith, quem há muito não actuava no país. Foi, por isso talvez, o guitarrista que muito impressionou. Houve, durante a actuação do sul-africano, entre os mais entendidos de afinação musical, uma espécie de paixão à primeira vista. Algo recíproco. O bafana tratou logo de explicar: “Amei o público moçambicano. Ele, realmente, ama a música. Eles amam aquilo que fazemos e fazem-nos libertar a música que há em nós. Este é um dos melhores lugares do mundo onde já actuei”.

Ao lado destes monstros, todos da música africana, também tocou e cantou Albino Mbié. Foi quem abriu o concerto, às 20h, cumprindo o desafio de se colocar ao nível dos maiores nomes que têm participado na plataforma Moments of Jazz, em geral, e no Noite de Guitarra, em particular. Para quem não conhecia, deve ter notado que há muita coisa que liga Mbié ao seu antigo professor, Richard Bona: a serenidade com que canta, por exemplo, músicas como “Mbilo & Kaya” e “Awusiwana” (com a qual se despediu do público), ambas do se disco de estreia: Mozambican dance.

Sobre a sua participação no concerto, Albino Mbié foi categórico: “fiquei surpreendido com a qualidade do show, do público e da produção. Foi um espectáculo de revelar que Moçambique pode produzir e também trazer bons músicos ao país. Foi uma grande honra fazer parte deste show”.

A segunda edição do Noite de Guitarra encerrou com a actuação dos quatro músicos em palco, com passos de dança ao estilo Michael Jackson, como já se tornou hábito ver do Jimmy Dludlu.

Mais de três mil pessoas estiveram no evento da BDQ Concertos.

 

O poeta  Armando Artur, a convite da União Africana,  participa na I Conferência dos Escritores Pan-Africanos, evento a decorrer de 7 a 9 deste mês, em Accra, capital do Ghana.  
Artur, um dos poetas da Charrua, apresentará uma comunicação subordinada ao tema “Promovendo a literatura africana e a leitura: o papel dos escritores africanos no fortalecimento da identidade cultural africana, valores compartilhados e integração continental”, num painel constituído por distintas personalidades literárias e académicas do continente africano, como são os casos de Ayi Kwei Armah, do Ghana, Adama Samasekou, do Mali, Ademola O. Dasylva, da Nigéria, Mongane Wally Serote, da África do Sul, entre outros.  

A Conferência é organizada pela Comissão da União Africana, e pretende-se que seja um encontro de reflexão sobre o papel dos escritores africanos no fortalecimento da identidade cultural africana.

O encontro discutirá  igualmente temas relacionados com o papel da literatura africana na libertação do continente e no processo do desenvolvimento e integração africana.  

Armando Artur, membro fundador da Associação Pan-africana de Escritores (PAWA), publicou "Espelho dos Dias" (1986), "O Hábito das Manhãs" (1990), "Estrangeiros de Nós Próprios" (1996), "Os Dias em Riste" (2002) – prémio Consagração FUNDAC -, "A Quintessência do Ser" (2004) – prémio Nacional de Literatura José Craveirinha –, “No Coração da Noite” (2007), “As falas do Poeta” (2012), entre outros.

 

Iniciou, hoje, a fase provincial do Festival Nacional da Cultura a nível de Sofala. O evento iniciou com uma marcha que contou com vários artistas de Sofala e que percorreu algumas arterias da cidade da Beira e foi desaguar na casa dos bicos. No local, os artistas indicaram que o presente festival deve servir de catalizador para a consolidação da unidade nacional e da paz.

O governo de Sofala, através da sua Secretária permanente, entende igualmente que o festival deve unir os mocambicanos sem condicionalismos.

A secretária permanente disse esperar, durante o lançamento do festival, que se respeite o regulamento de cada expressão.

O lema para o festival cultural deste ano é a mulher, a identidade e o desenvolvimento sustentável. Refira-se que a fase nacional do festival de cultura irá decorrer em meados deste ano na província de Niassa. Em 2016, o festival foi acolhido pela província de Sofala.

 

 

Associação dos Músicos Moçambicanos, a Ibra Imagem e a MULEIDE, juntam-se para organizar, no âmbito da promoção e valorização da mulher moçambicana, o ‘Festival A Xitiana’, que significa mulher na língua macua.

O Festival, que inicia a 08 de Março, com a comemoração do dia Internacional da Mulher e termina a 7 de Abril, com a comemoração do Dia da Mulher Moçambicana.

O evento, de carácter socio-cultural, traz a reflexão sobre a participação da mulher no desenvolvimento da Arte e da Cultura, bem como o impacto da produção artística criada pela mulher, os seus desafios e dificuldades.

O projecto vai juntar concertos musicais, debates sobre o papel da mulher nas artes e cultura em Moçambique, exposições de artistas, pintura, entre outros e contará com participações das cantoras Sizaquel Matlhombe, Rukan Rosy, Queen Sheba, Banda khanyisa Queen´s, Letícia Deozina, o músico José Mucavele, a artística plástica Huwana Rubi, a estilista Mary Dias, a jornalista Julieta Mussanhane, a coreógrafa da Companhia Nacional de Canto e Dança, Pérola Jaime. Contará igualmente com participação da MULEIDE, ONU – Mulher, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Ministério da Cultura e Turismo, a ECA (Escola Superior de Comunicação de Arte), entre outras entidades.

Um dos pontos centrais do evento será a homenagem à artista Zena Bacar, falecida em Dezembro último.

 

O músico moçambicano, Moreira Chonguiça, tomou posse, hoje, em Kyoto-Japão, como membro conselheiro do Kenjin-Tatsujin International Advisory Council para a “Ashinaga Africa Initiative”.

“Sinto-me honrado por ser o primeiro moçambicano a ser escolhido para esta organização de grande relevo”, afirmou Chonguiça.

A tomada de posse foi perante o presidente da Fundação Ashinaga “Mr Tamai” (Yoshiomi Tamai) de 83 anos de idade.

Ashinaga é uma organização sem fins lucrativos com sede no Japão que oferece apoio educacional e emocional para estudantes órfãos. A organização amparou mais de 100.000 órfãos nos últimos 54 anos e muitos de seus graduados tem contribuído activamente para a criação de uma sociedade equitativa em diferentes áreas em todo o mundo.

Mencione-se que o Ashinaga tem três estudantes moçambicanos que se beneficiam de bolsas de estudos do Ashinaga.

Para além de Chongiça, Ivone Chaka Chaka também faz parte do comité do Ashinaga.

Poucas horas separam a festa do jazz a ter lugar na capital do país, já nesta sexta-feira, e, desta feita, o palco do campus da Universidade Eduardo Mondlane irá receber os guitarristas Jimmy Dludlu, Albino Mbie ambos de Moçambique, Richard Bona dos Camarões, Ernie Smith da África do Sul e ainda o expositor moçambicano P. Mourana.

Os artistas prometem uma noite memorável para os amantes do estilo musical jazz. Richard Bona, baixista camaronês garantiu que irá entrar para o concerto na sua máxima forma. “É uma honra estar mais uma vez no solo moçambicano, esperem ver o mesmo Bona de sempre”, disse Richard.

A noite de guitarra será ainda abrilhantada com uma homenagem ao conceituado artista sul-africano Hugh Masekela, falecido a 23 de Janeiro do ano corrente. Ernie Smith, músico sul-africano não escondeu o seu agrado em poder cantar mais uma vez para o povo moçambicano. “Será uma honra cantar para este público magnífico, teremos uma noite memorável”, referiu.

De regresso à terra que o viu nascer e a trabalhar em conexão com Richard Bona, Albino Mbie vê neste evento a realização de um sonho, por isso diz que não irá poupar na sua performance. A produção do concerto assegurou que todas as condições logísticas, de palco, som e luz estão já garantidas e que a “Noite de Guitarra” vai também ter os mesmos padrões de qualidade que caracterizam todos os eventos da plataforma “Moments of Jazz”.

 

 

 

A interculturalidade é um fenómeno que diz respeito aos povos. Por isso, com o propósito de promover o debate àquele respeito, arrancou, terça-feira, no anfiteatro da Biblioteca Central da Universidade Politécnica, em Maputo, o 3º ciclo de debates académicos designado Tertúlias Itinerantes – 2018, uma iniciativa que irá decorrer até Novembro, com a apresentação e discussão de 10 sub-temas, um por cada mês, em diversos lugares de Maputo.

As Tertúlias Itinerantes deste ano pretendem dar continuidade ao diálogo em torno da interculturalidade.

Quanto aos locais onde irão decorrer os debates, Sara Laisse, docente na A politécnica, avançou que os mesmos foram diversificados, visto que “queremos levar a discussão do tema geral para diferentes lugares e públicos  da cidade de Maputo, uma forma encontrada de integrar mais a comunidade, para que possa ajudar a disseminar o princípio do diálogo intercultural, visto que este debate não se deve limitar aos teóricos e pensadores, dentro das universidades".

Além de Laisse, Eduardo Lichuge, co-coordenador e docente na Escola de Comunicação e Artes, da Universidade Eduardo Mondlane, explicou, por sua vez, que a decisão da realização desta 3ª edição prende-se com a aceitação do público, bem como com a qualidade dos debates anteriores: “Para nós, é sempre bom ter uma casa cheia. A partir das Tertúlias passadas, entendemos que estávamos a fidelizar o público, visto que tínhamos um público leal ao programa, facto que nos estimulou bastante a continuarmos com este evento”, disse. 

O orador da 1ª sessão desta 3ª edição, o especialista em Física Biomédica, Mário Forjaz Secca,  abordou o tema "Dissonâncias Culturais: O confronto científico e humanista e o confronto europeu e africano”, falando da existência de um confronto clássico entre a cultura científica e a cultura humanista. Referiu, na sua abordagem, ter achado que “havia um paralelo neste confronto entre a cultura europeia e a africana porque, normalmente, a cultura europeia se defende como a garante das ciências, da tecnologia, sendo responsável pela mudança tecnológica do mundo, e criticando, por vezes, África, por alegadamente ser um continente pouco tecnológico sendo, por isso, mais humanista”.

As Tertúlias Itinerantes decorrem sob o lema “Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global”. Esta iniciativa académica é coordenada, para além dos docentes mencionados, também por Lurdes Macedo, da Universidade Lusófona, de Portugal.  

Ciclo de cinema, exposições, debates e actividades desportivas e culturais terão lugar ao longo da próxima semana, de 5 a 11, com o objectivo de desconstruir os estereótipos de género, valorizar as mulheres no desporto e zelar pela igualdade de género. Esta série de eventos artístico-culturais, a realizar-se no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) e na Mafalala, em Maputo, e que constituem a quinta edição da Semana da Mulher, é organizada pela Embaixada da França em Moçambique em parceria com o Ministério do Género, da Criança e da Acção Social, a União Europeia, os Estados Membros, o Alto Comissariado do Canadá, a ONU Mulheres, a sociedade civil moçambicana e o mundo académico.

A Semana da Mulher surge no âmbito do Dia Internacional dos direitos da Mulher e este ano terá como lema “Até conquistar a igualdade de género!”.

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em vários países. É o dia em que as mulheres são reconhecidas pelas suas realizações, sem olhar para divisões ou discriminações, sejam nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, económicas ou políticas.

A Semana da Mulher constitui uma ocasião para fazer o balanço sobre as lutas e as realizações passadas e, sobretudo, para preparar o futuro e as oportunidades que esperam as futuras gerações de mulheres.  

Neste âmbito, o embaixador da União Europeia, o embaixador de França, o alto-comissário do Canada, a representante da ONU Mulheres e a representante do Fórum Mulher vão lançar, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, esta Sexta-feira, a partir das 10h00, a celebração à mulher.

 

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