O País – A verdade como notícia

Iniciou, hoje, a fase provincial do Festival Nacional da Cultura a nível de Sofala. O evento iniciou com uma marcha que contou com vários artistas de Sofala e que percorreu algumas arterias da cidade da Beira e foi desaguar na casa dos bicos. No local, os artistas indicaram que o presente festival deve servir de catalizador para a consolidação da unidade nacional e da paz.

O governo de Sofala, através da sua Secretária permanente, entende igualmente que o festival deve unir os mocambicanos sem condicionalismos.

A secretária permanente disse esperar, durante o lançamento do festival, que se respeite o regulamento de cada expressão.

O lema para o festival cultural deste ano é a mulher, a identidade e o desenvolvimento sustentável. Refira-se que a fase nacional do festival de cultura irá decorrer em meados deste ano na província de Niassa. Em 2016, o festival foi acolhido pela província de Sofala.

 

 

Associação dos Músicos Moçambicanos, a Ibra Imagem e a MULEIDE, juntam-se para organizar, no âmbito da promoção e valorização da mulher moçambicana, o ‘Festival A Xitiana’, que significa mulher na língua macua.

O Festival, que inicia a 08 de Março, com a comemoração do dia Internacional da Mulher e termina a 7 de Abril, com a comemoração do Dia da Mulher Moçambicana.

O evento, de carácter socio-cultural, traz a reflexão sobre a participação da mulher no desenvolvimento da Arte e da Cultura, bem como o impacto da produção artística criada pela mulher, os seus desafios e dificuldades.

O projecto vai juntar concertos musicais, debates sobre o papel da mulher nas artes e cultura em Moçambique, exposições de artistas, pintura, entre outros e contará com participações das cantoras Sizaquel Matlhombe, Rukan Rosy, Queen Sheba, Banda khanyisa Queen´s, Letícia Deozina, o músico José Mucavele, a artística plástica Huwana Rubi, a estilista Mary Dias, a jornalista Julieta Mussanhane, a coreógrafa da Companhia Nacional de Canto e Dança, Pérola Jaime. Contará igualmente com participação da MULEIDE, ONU – Mulher, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Ministério da Cultura e Turismo, a ECA (Escola Superior de Comunicação de Arte), entre outras entidades.

Um dos pontos centrais do evento será a homenagem à artista Zena Bacar, falecida em Dezembro último.

 

O músico moçambicano, Moreira Chonguiça, tomou posse, hoje, em Kyoto-Japão, como membro conselheiro do Kenjin-Tatsujin International Advisory Council para a “Ashinaga Africa Initiative”.

“Sinto-me honrado por ser o primeiro moçambicano a ser escolhido para esta organização de grande relevo”, afirmou Chonguiça.

A tomada de posse foi perante o presidente da Fundação Ashinaga “Mr Tamai” (Yoshiomi Tamai) de 83 anos de idade.

Ashinaga é uma organização sem fins lucrativos com sede no Japão que oferece apoio educacional e emocional para estudantes órfãos. A organização amparou mais de 100.000 órfãos nos últimos 54 anos e muitos de seus graduados tem contribuído activamente para a criação de uma sociedade equitativa em diferentes áreas em todo o mundo.

Mencione-se que o Ashinaga tem três estudantes moçambicanos que se beneficiam de bolsas de estudos do Ashinaga.

Para além de Chongiça, Ivone Chaka Chaka também faz parte do comité do Ashinaga.

Poucas horas separam a festa do jazz a ter lugar na capital do país, já nesta sexta-feira, e, desta feita, o palco do campus da Universidade Eduardo Mondlane irá receber os guitarristas Jimmy Dludlu, Albino Mbie ambos de Moçambique, Richard Bona dos Camarões, Ernie Smith da África do Sul e ainda o expositor moçambicano P. Mourana.

Os artistas prometem uma noite memorável para os amantes do estilo musical jazz. Richard Bona, baixista camaronês garantiu que irá entrar para o concerto na sua máxima forma. “É uma honra estar mais uma vez no solo moçambicano, esperem ver o mesmo Bona de sempre”, disse Richard.

A noite de guitarra será ainda abrilhantada com uma homenagem ao conceituado artista sul-africano Hugh Masekela, falecido a 23 de Janeiro do ano corrente. Ernie Smith, músico sul-africano não escondeu o seu agrado em poder cantar mais uma vez para o povo moçambicano. “Será uma honra cantar para este público magnífico, teremos uma noite memorável”, referiu.

De regresso à terra que o viu nascer e a trabalhar em conexão com Richard Bona, Albino Mbie vê neste evento a realização de um sonho, por isso diz que não irá poupar na sua performance. A produção do concerto assegurou que todas as condições logísticas, de palco, som e luz estão já garantidas e que a “Noite de Guitarra” vai também ter os mesmos padrões de qualidade que caracterizam todos os eventos da plataforma “Moments of Jazz”.

 

 

 

A interculturalidade é um fenómeno que diz respeito aos povos. Por isso, com o propósito de promover o debate àquele respeito, arrancou, terça-feira, no anfiteatro da Biblioteca Central da Universidade Politécnica, em Maputo, o 3º ciclo de debates académicos designado Tertúlias Itinerantes – 2018, uma iniciativa que irá decorrer até Novembro, com a apresentação e discussão de 10 sub-temas, um por cada mês, em diversos lugares de Maputo.

As Tertúlias Itinerantes deste ano pretendem dar continuidade ao diálogo em torno da interculturalidade.

Quanto aos locais onde irão decorrer os debates, Sara Laisse, docente na A politécnica, avançou que os mesmos foram diversificados, visto que “queremos levar a discussão do tema geral para diferentes lugares e públicos  da cidade de Maputo, uma forma encontrada de integrar mais a comunidade, para que possa ajudar a disseminar o princípio do diálogo intercultural, visto que este debate não se deve limitar aos teóricos e pensadores, dentro das universidades".

Além de Laisse, Eduardo Lichuge, co-coordenador e docente na Escola de Comunicação e Artes, da Universidade Eduardo Mondlane, explicou, por sua vez, que a decisão da realização desta 3ª edição prende-se com a aceitação do público, bem como com a qualidade dos debates anteriores: “Para nós, é sempre bom ter uma casa cheia. A partir das Tertúlias passadas, entendemos que estávamos a fidelizar o público, visto que tínhamos um público leal ao programa, facto que nos estimulou bastante a continuarmos com este evento”, disse. 

O orador da 1ª sessão desta 3ª edição, o especialista em Física Biomédica, Mário Forjaz Secca,  abordou o tema "Dissonâncias Culturais: O confronto científico e humanista e o confronto europeu e africano”, falando da existência de um confronto clássico entre a cultura científica e a cultura humanista. Referiu, na sua abordagem, ter achado que “havia um paralelo neste confronto entre a cultura europeia e a africana porque, normalmente, a cultura europeia se defende como a garante das ciências, da tecnologia, sendo responsável pela mudança tecnológica do mundo, e criticando, por vezes, África, por alegadamente ser um continente pouco tecnológico sendo, por isso, mais humanista”.

As Tertúlias Itinerantes decorrem sob o lema “Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global”. Esta iniciativa académica é coordenada, para além dos docentes mencionados, também por Lurdes Macedo, da Universidade Lusófona, de Portugal.  

Ciclo de cinema, exposições, debates e actividades desportivas e culturais terão lugar ao longo da próxima semana, de 5 a 11, com o objectivo de desconstruir os estereótipos de género, valorizar as mulheres no desporto e zelar pela igualdade de género. Esta série de eventos artístico-culturais, a realizar-se no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) e na Mafalala, em Maputo, e que constituem a quinta edição da Semana da Mulher, é organizada pela Embaixada da França em Moçambique em parceria com o Ministério do Género, da Criança e da Acção Social, a União Europeia, os Estados Membros, o Alto Comissariado do Canadá, a ONU Mulheres, a sociedade civil moçambicana e o mundo académico.

A Semana da Mulher surge no âmbito do Dia Internacional dos direitos da Mulher e este ano terá como lema “Até conquistar a igualdade de género!”.

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em vários países. É o dia em que as mulheres são reconhecidas pelas suas realizações, sem olhar para divisões ou discriminações, sejam nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, económicas ou políticas.

A Semana da Mulher constitui uma ocasião para fazer o balanço sobre as lutas e as realizações passadas e, sobretudo, para preparar o futuro e as oportunidades que esperam as futuras gerações de mulheres.  

Neste âmbito, o embaixador da União Europeia, o embaixador de França, o alto-comissário do Canada, a representante da ONU Mulheres e a representante do Fórum Mulher vão lançar, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, esta Sexta-feira, a partir das 10h00, a celebração à mulher.

 

O ano literário da Cavalo do Mar já começou. Para consumar o acto, em forma de lançamento, o livro escolhido é Os poros da concha, da autoria de Sangare Okapi. A colectânea de poemas será lançada esta quarta-feira, a partir das 18h, no Camões-Centro Cultural Português, em Maputo, e a cerimónia inclui um recital de poesia com o poeta Leo Cote.

 Os poros da concha é constituído por 54 páginas e, de acordo com o autor, é um livro que sai de forma subtil. Na verdade, Sangare Okapi não esperava que, a esta altura, fosse este o projecto a ser publicado. Contra as suas expectativas, a obra surge como forma de respiração. É por essa via que o poeta pretende revelar o seu estado de angústia e, simultaneamente, de satisfação, como se a fronteira entre essas duas realidades fosse mesmo ténue.

Ora, além de se expressar em verso, Sangare Okapi quis, com a nova obra literária, homenagear aquela que considera a sua Simone de Beauvoir, adivinhe-se… a sua companheira, que sempre esteve ao seu lado e que o ajudou construir a identidade que hoje tem.

Sangare Okapi assume que este é um livro que, de certa forma, se difere dos outros por ele publicados, na medida em que apresenta temas aparentemente dispersos, mas que se unem ao nível do tema principal: o erotismo, “sempre com a intenção de homenagear à minha mulher e todas do mundo”.

Sem lengalengas redundantes, este livro escrito à maneira simplista reflecte aquilo que – o poeta exprime na primeira pessoa – “sinto pela minha Simone de Beauvoir”, claro, numa versão à moçambicana.

Os poros da concha foi escrito em um ano, com muitas dificuldades. Às vezes, Sangare escrevia com mar de lágrimas sobre o papel ou sobre à máquina. Este é um livro que desperta memórias do poeta e da sua Olga, essa Simone (Pérola) a quem o livro é dedicado. Talvez, por essa razão, o poeta pensa que, depois deste livro, não continua o mesmo, na plenitude, embora considere os seus passos no lirismo exibido em Inventário de Angústias ou Apoteose do Nada ou então em Mesmos Barcos ou Poemas de Revisitação do Corpo. “É um livro que vale a pena lê-lo com lentes intimistas porque traz o que considero uma matriz antiga e que pretendo recuperar, com muito rigor no esquema rimático, na diversidade temática e na tentativa de mostrar que a língua portuguesa é um grande veículo que pode coexistir com as línguas locais, como nos lembra José Craveirinha nas suas obras”.

Esta obra é também uma partilha de afectos, de fidelidade e de sonhos, que devem ser preenchidos com paisagens que continuam em chamas. “Os que leram o livro dizem que é um dos meus melhores projectos literários. Quero acreditar que o amor vem à tona, com exercício na construção da imagem, investimento ao nível de técnicas de escrita para mostrar que a minha literatura não está estática, é dinâmica e de uma oficina de trabalho árduo”, afirmou Sangare.

Este é o quarto livro que Sangare escreveu, há tantos outros na gaveta. É o primeiro livro que o autor publica pela editora Cavalo do Mar.

 

Os Poros da Concha aglutina os três livros do poeta

Sobre a obra, o escritor e professor universitário, Lucílio Manjate, quem vai moderar uma conversa com o poeta, no Camões, diz: “Tive a felicidade de acompanhar de perto a gestação de Os Poros da Concha e tenho para mim que não é apenas mais um livro de poesia do Sangare. Este livro torna sólido um percurso poético de qualidade, já confirmado em Mesmos Barcos ou Poemas de Revisitação do Corpo. Na verdade, Os Poros da Concha aglutina os três livros do poeta, Inventário de Angústias ou Apoteose do Nada, Mesmos Barcos… e Mafonematográfico Também Círculo Abstracto, seja pela recorrência obsessiva ao tema da angústia, seja pelo jogo de referências com outros poetas ou textos moçambicanos com que Sangare dialoga incansavelmente, seja ainda, também, por um certo experimentalismo estético que o poeta vem abraçando. É também um livro clássico ao seu jeito, não só por lembrar-nos nomes clássicos da poética moçambicana, como José Craveirinha, Rui Knopfli, Sebastião Alba, Luís Carlos Patraquim, mas veremos pela forma de boa parte dos seus textos. Os ângulos deste livro são vários, fala de pessoas individuais e colectivas, os seus sonhos e pesadelos, os seus centros e as suas periferias, os seus guetos. Mas é uma poesia, acima de tudo, lapidada, ou, como se diz na gíria dos poetas, ’tem lâmina’”.

 

 

 

 

Os portões que vão dar acesso à segunda edição de Noites de Guitarra, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo, abrem às 18:30h da próxima sexta-feira. A essa altura, as quatro mil pessoas esperadas pela BDQ Concertos, promotora do evento, vão poder acomodar-se e perspectivar o que o espectáculo, que junta três nacionalidades, será. Mas não só, afinal, mais uma vez, as artes plásticas juntar-se-ão à música pelo pincel de P. Mourana. Assim, o público vai poder, igualmente, contemplar as oito telas que constituem Sinfonias II, uma obra que, de acordo com o autor, apresenta sempre uma tentativa de trazer o som para as telas, de modo que as pessoas que forem a ver a pintura possam captar uma sonoridade que activa a imaginação.

Hora e meia depois de os portões abrirem, Albino Mbié vai subir ao palco do Campus da UEM, no qual ficará 45 minutos, tempo necessário para o músico moçambicano, a viver nos Estados Unidos, sintetizar seus Mozambican dance, título do seu disco de estreia. Este vai ser evento especial para Mbié, mesmo porque terá a oportunidade de actuar com os eternos professores: Jimmy Dludlu e Richard Bona – quem vai subir ao palco às 21h.

Albino Mbié é o músico mais novo convidado ao Noites de Guitarra de Março. Nada ao acaso o convite. E Belmiro Quive explica: “achamos que pelo talento que Albino Mbié tem, e pela vontade de fazer boa música, este é o momento certo para o trazer, num evento que vai realizar um sonho dele, o de tocar com Jimmy Dludlu e Richard Bona, e no seu próprio país. Pensamos na juventude, e nesse sonho do Albino tocar com os seus professores” – Albino Mbié vem com três elementos da sua banda dos Estados Unidos.

Esta é a segunda vez que o camaronês Richard Bona vem ao país pela mão da BDQ Concertos. A primeira foi em Dezembro de 2014. Desde aquele ano, Bona sempre quis voltar. “Richard Bona convidou-me para umas férias no estrangeiro e, nessa altura, manifestou-me o desejo de voltar a actuar em Moçambique. Ele está muito emocionado por este regresso a Maputo”, contou Belmiro Quive, da BDQ.

No Campus da UEM, Richard Bona vai tocar até às 22h. 15 minutos mais tarde, quem terá atenção do público será Ernie Smith, mais uma vez no país, embora esta seja a sua estreia pela plataforma Moments of Jazz. Só depois do guitarrista sul-africano chegará a vez de Jimmy Dludlu, às 23:30h. Mas esse não será o fim…

Tal como na primeira edição do Noites de Guitarra, em que Norman Brown tocou com Jimmy Dludlu, nesta segunda, os quatro músicos vão tocar um tema juntos, lá para o fim do espectáculo, por volta das 0:30h. Portanto, o evento musical vai durar mais ou menos quatro horas e meia.

Esta aposta da BDQ em promover Noites de Guitarra, conforme assume Belmiro Quive, constitui um novo conceito, levado ao mercado para publicitar o jazz. A organização do evento sentiu necessidade de voltar com a segunda edição porque ficou satisfeito com a adesão da primeira, na qual, como se pretende nesta, os artistas nacionais puderam interagir com um estrangeiro.

Até aqui, três mil bilhetes já foram vendidos, e Jimmy Dludlu é o único músico contemplado nas duas edições do Noites de Guitarra.

Sinfonias de guitarra com artes plásticas

Pela segunda vez consecutiva, P. Mourana expõe no Noites de Guitarra, com oito telas. As obras estão a ser pintadas desde Setembro do ano passado e surgem como forma de replicar o que foi feito no espectáculo de Billy Ocean. Todas telas são inéditas e foram pintadas exclusivamente para este evento. “Para mim, é um grande desafio estar no intercâmbio no  Noites de Guitarra. As pessoas estão a pagar bilhete para ver música, mas eu tenho responsabilidade de prender o público às artes plásticas. Nesta exposição, trago obras mais agressivas, com mais informação e com uma nova temática, porque não devemos estar estagnados. Este é, para mim, um grande desafio, ao qual levo traços que vão caracterizar a exposição “Ciência e transcendência”, que vai acontecer em Novembro, inserida no projecto “Ciência e consciência”, que acontece de dois em dois anos”, afirmou P. Mourana.

 

A música moçambicana continua a ter expressão em palcos importantes no estrangeiro. No jazz, o saxofonista Ivan Mazuze prepara-se para apresentar um concerto na primeira edição do Husfestival 2018, a realizar-se em uma das principais salas da Noruega: Cosmopolite Scene.

O autor de três álbuns, Ndzuti, Ubuntu e Maganda, a viver na Noruega lá vão muitos anos, vai actuar num espaço que apresenta um programa de destaque, anualmente, com nomes tais como Stacey Kent, Gregory Porter, Dave Weckl, Richard Bona, Mike Stern, Salif Keita e muitos mais.
O espectáculo está marcado para este sábado, 24, na capital norueguesa, Oslo.

De realçar também que Ivan Mazuze é cabeça de cartaz junto a artistas como Marcus Milles para o programa deste ano.

Além de Ivan Mazuze ser saxofonista, também é compositor e Representante Oficial de Música e Dança Folclórico Internacional e Nacional na Noruega. É líder artístico para o Førdefestivalen, Festival de música tradicional e músicas do mundo; Representante e Embaixador Cultural para Noruega na Diáspora do Género World Jazz através das Organizações Music Norway, Arts Council Norway e Forum de Jazz da Noruega.

 

+ LIDAS

Siga nos