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O País – A verdade como notícia

“Sónia, Sónia, Sónia, onde está Sónia?” Assim começou a procura de Sónia por ela mesma. De vestido branco, típico de noiva, com direito a véu e grinalda e ao som da valsa n° 6 tocada num piano. Expedito Araújo, actor brasileiro, trouxe a Maputo (CCBM), na noite desta quarta-feira, o monólogo do dramaturgo Nelson Rodrigues.

O actor diz que a escolha da peça intitulada Valsa n° 6 foi sua e, apesar de não ser fácil, quis desafiar-se, pois “ao longo dos meus 20 anos de carreira nunca havia encenado um monólogo, e foi maravilhoso! Eu optei por encenar uma leitura dramática porque dá uma organicidade muito grande e é um formato muito interessante para as práticas de teatro daqui”, disse Expedito.

O texto conta a história de Sónia, uma menina solitária de 15 anos, que luta com seus pensamentos delirantes e suas lembranças, tentando montar o quebra-cabeça de suas memórias antes de ser assassinada. Em um ambiente estranho, possuída por recordações fragmentárias, fala de seu romance com um homem casado chamado Paulo e de sua relação com sua família.

Este monólogo foi escrito em 1951 e coloca em cena uma série de elementos muito frequentes no mundo do autor.

O texto é construído com frases curtas, que não se preocupam em explicar ao espectador o que está acontecendo. Aos poucos, na medida em que Sónia desvenda o mistério que a cerca, o público é informado da verdade.

Depois da estreia no Centro Cultural Brasil Moçambique, Expedito Araújo avançou que a peça será apresentada em outros locais, ainda por anunciar.

 

Um grupo de 18 cantoras visitou, hoje, a cadeia feminina de Ndlavela, em Maputo, no âmbito das festividades do Dia da Mulher Moçambicana, que se assinala no próximo sábado. Momentos culturais, palestras e entrega de brindes foram alguns momentos que marcaram o evento.

Durante a visita, o movimento de cantoras interagiu com as reclusas do centro prisional, para quem encaminharam brindes de higiene pessoal. Ainda em Ndlavela, as artistas realizaram palestras sobre direitos dos reclusos e apoio psicológico e motivacional. E não faltaram momentos culturais com actuações musicais das cantoras integrantes. São os casos de Neyma, Lizha James, Marlen, Anita Macuácua, Lourena Nhate, Liloca, Mimae, Zav, Dama do Bling, Matilde Conjo e Júlia Duarte.

 

 

O rapper português Valete é um dos principais convidados à 8ª Edição do Festival AZGO, evento a ter lugar em Maputo, no dia 19 de Maio. Este ano, o AZGO inaugura uma nova roupagem, passando a ser um evento de três dias repletos de diversas actividades, nomeadamente: workshops, exposições, actividades para crianças e concertos.
 
Muito se pode esperar desta 8ª edição do AZGO, desde o festival escolar – AZGOZITO – que este ano vai repor o concerto Recriançando do agrupamento TP50. A Zona Artística, este ano, ganha uma nova designação – Azgo Art and Design BAZAR.
 
O Campus Principal da Universidade Eduardo Mondlane vai acolher vários músicos e estilos musicais diferentes, conhecidos, experimentais e alternativos para celebrar num único dia e em dois palcos. Além de espectáculos, o evento prevê, igualmente, reflexões com o AZGO Dialogar, com presença de artistas e agentes culturais moçambicanos no mercado internacional.

Com o AZGO Dialogar, a ideia é fazer de Maputo um centro de debate de ideias sobre cultura como factor de desenvolvimento e estimular a intervenção de Moçambique no debate global sobre a indústria criativa.

Entre vários músicos que farão parte desta edição do festival AZGO destacam-se Sara Tavares, Elida Almeida (Cabo-Verde), Sibu Mabuse, Dj Lag (África do Sul), Kappa Dech, Roberto Chitsondzo, Hot Blaze, Timbila Muzimba (Moçambique), Flávia Coelho (Brasil) e Yola Semedo (Angola).

 

Um dos factores importantíssimos para o desenvolvimento de país é a cultura. Por isso, Miguel Marrengula e João Mucavele, académicos e pesquisadores, resolveram publicar o livro “Animação sociocultural, desenvolvimento local e lideranças tradicionais em Moçambique”, num evento a ter lugar no lugar onde se encontra o memorial às vítimas do Apartheid, na Matola, no próximo dia 13, pelas 17 horas e 30 minutos.

O livro é produto de investigação dos académicos Manuel Marrengula e João Mucavele e surge da necessidade de se desenvolver programas de operacionalização da arte e cultura como instrumentos de intervenção para o desenvolvimento nas comunidades. Com esta obra, portanto, os autores querem que os líderes sejam agentes activos na resolução dos problemas.

Os autores centraram-se na comunidade porque vêm-na como centro da animação sociocultural. “O local tem a ver com onde as acções quotidianas ocorrem, e é na comunidade onde a vida ganha seu ritmo”, justificam os autores.

“Animação cultural” traz consigo conhecimento científico e vai ao encontro do conhecimento empírico da comunidade. Marrengula e Mucavele dizem que a ciência deve resolver os problemas que enfermam a comunidade, e um dos pressupostos da animação sociocultural é levar o conhecimento teórico para entender as práticas perpetradas pela comunidade no seu dia-a-dia.

Neste caso específico, os autores focalizam-se nas lideranças tradicionais como um ponto de partida. Os outros aspectos directamente ligados ao desenvolvimento e animação cultural serão produtos das próximas pesquisas, pois têm a ideia de, anualmente, produzir livro um sobre animação sociocultural.
Os autores pretendem também mostrar que a teoria e a prática não podem ser dissociadas. “Tem que haver uma relação harmoniosa entre ambas, para que nós, académicos, possamos ver e conviver com as comunidades para sentir e relacionar-se com os problemas que as comunidades têm”, afirmou Miguel Marrengula.

O livro engloba um estudo a sete distritos das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Nampula, onde, segundo os autores, existe uma grande valorização da figura do líder tradicional.

 

 

O Centro Cultural Português – Camões acolhe no dia 11 deste mês, a inauguração da exposição ‘Moçambique – José Cabral’, do fotógrafo moçambicano José Cabral, que resulta de uma parceria entre o Camões e a Associação Kulungwana.

A exposição Moçambique- José Cabral reúne um conjunto alargado de fotografias, entre provas de autor e novas impressões. Depois do Camões, o trabalho será apresentado na Galeria da Associação Kulungwana, a 26 do mesmo mês.

De acordo com a Agenda Cultural Online – EMO, a exposição é acompanhada do livro Moçambique – José Cabral, uma edição bilingue (português/inglês) da KYZ Books e da Associação Kulungwana, coordenada por Alexandre Pomar. O livro reúne mais de 100 fotografias de José Cabral e inclui textos do coordenador e de Drew Thompson (Estados Unidos da América).

 

 

O saxofonista Moreira Chonguiça participa, como orador principal, numa palestra sobre Motivação Pró-Cidadania, que terá lugar no anfiteatro do edifício sede da Autoridade Tributária, em Maputo.

Sobre a palestra que terá início às 10 horas desta quarta-feira, Moreira Chonguiça afirma: “Estamos a passar por momentos não muito bons. Mas nunca devemos esquecer que devemos erguer as mãos e trabalhar. A palestra a ser proferida é uma forma de criar motivação a todos os trabalhadores da Autoridade Tributária para que olhem sempre para frente com esperança e nunca deixar de emprestar os seus conhecimentos, trabalhando para que consigamos sempre bons resultados”.

 

Abril é o mês da mulher moçambicana, do ponto de vista simbólico e prático, o reflexo de luta e coragem. Uma dessas mulheres que luta com pujança rumo à concretização dos seus intentos é Ivete Vales, das raras saxofonistas que o país produz.

A quatro dias das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, falando do seu ofício artístico, mesmo considerando o facto de o saxofone estar associado, muitas vezes, aos homens, a artista afirma que  prefere acreditar no lado bom de tudo, por isso, vê o saxofone como um instrumento que deve ser tocado por qualquer pessoa, sem importar o sexo.

Para Vales, qualquer profissão tem seus desafios, cabe às pessoas focarem-se no que é importante, no seu caso, em contribuir musicalmente através do seu trabalho com o saxofone.

Com efeito, Ivete Vales assume estar a trabalhar com afinco, de modo a representar ao mais alto nível a mulher moçambicana, que no dia 7 comemora o seu dia. “Sinto-me a representar a mulher moçambicana, nada melhor que ter nascido cá e, depois, de ter tido a oportunidade de ver a forma de ser e estar da cultura fora de Moçambique e de África. Estou a tentar representar a mulher e a cultura do país, por via da música e de conhecimentos científicos também”, Referiu.

Para além da música, Ivete abraça outra área, que é a docência, na Escola de Comunicação e Artes (ECA), da universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Amante de música desde criança, Ivete é saxofonista e deu os primeiros sopros quando ingressou na Escola Nacional de Música. Nesse período, também cantou e aprendeu a tocar outros instrumentos musicais. “Saxofone é o meu instrumento de eleição, mas também tenho noções básicas de piano”, reiterou.

No início da carreira, gostava mais de cantar e, por conta disso, participou no Festival dos Pequenos Cantores, evento que visava descobrir talentos, na Rádio Moçambique (RM).

Ivete Vales referiu-se ao seu percurso artístico na tarde desta terça-feira, logo depois de ter tocado no programa “A tarde é sua”, da Stv.  

 

 

A cantora Euridse Jeque garante que vai aparecer de forma diferente do habitual no Festival Tropical Zouk, evento a realizar-se este mês, em Maputo. Na edição deste ano, a cantora quer investir num ritmo mais afro/zouk. Como exemplo dessa pretensão, Euridse Jeque tem a música “Dá na cara”, que faz parte dos seus novos lançamentos.

Na verdade, Jeque lançou recentemente três músicas, nomeadamente: “Como te amo”, “Não bate” e “Dá na cara”, música que intitula o albúm a ser lançado numa data ainda por anunciar.

Euridse Jeque, que foi eleita a cantora mais bem vestida  de 2017 pelo Mozambique Fashion Week (MFW), espera que o público continue dando o seu apoio, escutando suas músicas, que, brevemente, irá lançar mais novidades.

Nascida em Quelimane, Euridse Jeque começou a cantar a solo em 2011, e já conta com várias músicas que são um sucesso em Moçambique e no mercado estrangeiro. A sua carreira conta com parcerias com músicos já estabelecidos como Grace Évora, Johnny Fonseca, Danilo Tavares, entre outros.

A cantora afirmou, hoje, depois de ter lançado oficialmente a música “Como te amo”, no programa Manhãs Alegres da Stv, que este ano será repleto de muitas novidades e trabalho árduo, e que se esforça sempre em dar um toque especial às músicas, pois nem todas que interpreta são suas composições.  

O reconhecimento do talento de Euridse Jeque tem sido muito visível, com muita popularidade, não só em Moçambique, mas em toda África Austral e em alguns países da Europa, como Holanda e Portugal, onde tem feito as suas produções musicais.

“O primeiro vídeo será da música ‘Como te amo’, e estamos a trabalhar para que seja lançado o mais brevemente possível”, disse Euridse Jeque, quando questionada sobre os vídeo-clips referentes às músicas recentemente lançadas.

Mais do que intercâmbio cultural, é uma amostra de que a arte não tem barreiras. Francisco Sepulveda, do Chile, e Patrice Giorda, da França, são os artistas que se juntaram aos moçambicanos Naguib, Ulysses e Victor Sousa, a fim de expor suas obras de arte, escreve EMO.

Nesta exposição, de acordo com EMO, pretende-se criar uma pequena amostra de arte contemporânea através da participação de diversos artistas, desdobrando-se em múltiplas diferenças temáticas, técnicas e estilos, podendo ser importante na formação e sedimentação da sensibilidade estética, individual e colectiva.

A exposição denominada “Ao Encontro dos Ventos”, cria no campo das artes plásticas a multiplicidade de expressões, potencializa um contínuo processo de formação, de informação e de aperfeiçoamento para os mais jovens artistas e o público em geral, com acesso a um cruzamento de diferentes linguagens e consequentemente à formação de um olhar plural do mundo da arte, avança o site EMO.

A exposição vai decorrer na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, a partir do dia 4, e termina no dia 30 deste mês.

 

 

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