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O País – A verdade como notícia

O músico e compositor cabo-verdiano, Teófilo Chantre, apresenta o concerto que vai marcar o encerramento das festividades da semana da Francofonia, no Centro Cultural Franco Moçambicano.

O músico, de 53 anos de idade, vive actualmente em Paris, para onde partiu com sua família, quando tinha apenas 13 anos.

Chantre começou a cantar na adolescência, inspirado pela distância de sua terra natal, que despertou a sua criatividade. No entanto, sua carreira foi também influenciada pela restante música lusófona, em particular a brasileira.

O seu repertório é composto por seis trabalhos discográficos: “Terra & Cretcheu” (1993), “Di Alma” (1997), “Rodatempo” (2000), “Live”(2002), “Azulando” (2004) e "Metissage" (2013).

Um dos pontos altos de sua reputação foi quando viu Cesária Évora gravar três canções suas no disco Miss Perfumado.

Para este concerto marcado para sexta-feira às 20h30, Teófilo Chantre virá acompanhado pelo acordeonista francês Frank Fourniret e pelos músicos moçambicanos Walter Mabas (guitarra), Hélder Gonzaga (baixo), Tony Paco (bateria) e Idálvia Baúle (voz).

Ungulani Ba Ka Khosa participa na edição 2018 do Festival Literário de Macau-Rota das Letras, entre os dias 10 e 25 deste mês.

De acordo com um comunicado da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), a sétima edição do Festival Literário de Macau – Rota das Letras, fundado pelo jornal de Macau em língua portuguesa Ponto Final, em 2012, conta ainda com a presença dos autores Peter Hessler e Leslie T. Chang, dos Estados Unidos; Rosa Montero, de Espanha; Julian Fuks, do Brasil; Ana Margarida de Carvalho, de Portugal; e Han Dong e A Yi, da China.

Além de dar a conhecer e revelar novos nomes no panorama literário internacional, o Festival – Rota das Letras centra atenções sobre a Coreia do Norte, como país homenageado, avança o comunicado da AEMO, acrescentando que o naipe de escritores participantes no evento que tem como palco o edifício do antigo tribunal de Macau, inclui James Church, ex-agente da CIA ,  escritor de romances policiais, e Michael Breen, a viver na península coreana há mais de três décadas.

Ungulani Ba Ka Khosa participou, recentemente, em Portugal, nas Correntes d'Escritas 2018, onde lançou Gungunhana, livro que pelo sucesso de vendas já chama pela segunda edição. 

 

 

 

Inspirado num contexto de dor e lágrimas, o escritor Alexandre Dunduro escreveu a obra literária Mutondi, o tocador de Timbila. A ideia do livro que será lançado esta quinta-feira,  às 18 horas, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, surgiu numa altura em que o país estava imerso numa situação de conflito político-militar. “A dor, a tristeza e a incerteza cercava-nos por todos os lados”. Então, o escritor interrogou-se: "por quê a guerra? Indignava-me aquela situação!  E Mutondi desponta esta pergunta, ao trata-se de uma tentativa de apelo à convivência harmoniosa entre os homens, uma espécie de  apelo para a aceitação mútua”, explicou Dunduro.

Ainda sobre o título do livro, com palavras escolhidas de forma bem ponderada, Dunduro revela que a timbila, instrumento musical tradicional, Património Oral e Imaterial da Humanidade,  foi um "pretexto" para dar cor à estória e também uma forma de lembrar que o país possui um instrumento precioso, que deve ser valorizado. “Mutondi faz-se valer deste instrumento para  ‘ludibriar’ o desejo de guerra entre os seus aldeãos, enchendo-os de desejo de dançar, abraçar e acolher”.

Neste livro de Dunduro, o leitor encontra possibilidades de sonhar com um mundo onde a harmonia, o amor,  o encanto,  a concórdia estão ao alcance de todos.  Sempre nessa tentativa de lembrar que os homens podem amar ao invés de odiar, abraçar em vez de lutar. “Ao escrever o livro, portanto, pensei na humanidade,  pensei em Moçambique, nosso país, nas possibilidades de finalmente alcançarmos a paz e convivência harmoniosa.  O desejo de viver em harmonia atravessa fronteiras etárias”

Mutondi, o tocador de Timbila é um livro infanto-juvenil. Embora a ideia  de o escrever tenha surgido em 2013, a maturação aconteceu em 2016. No ano seguinte, a obra saiu pela Editora Fundza, baseada na cidade da Beira.

Ao escrever este livro, Alexandre Dunduro deixou-se levar por uma mistura de sentimentos, encantos e desencantos do mundo. “Escrever para crianças me alegra bastante, é um exercício fascinante mergulhar no mundo delas”.

Este livro, contendo 37 Páginas, será apresentado por Rutília Microsse, jovem activista social, e contou com ilustrações de João Timane, artista plástico.

Mutondi, o tocador de Timbila é lançado em Maputo, depois da Beira. Este é o segundo livro infanto-juvenil de Alexandre Dunduro, com peripécias de um personagem, Mutondi, que desafia o pai ao rejeitar tornar-se num militar. Ser um tocador de timbila é o sonho que move o personagem na narrativa.

Antes de Mutondi, Dunduro publicou “O casamento misterioso de Mwidja”, no Brasil.

 

O olhar por dentro do criador

Alexandre Silva Dunduro nasceu a 14 de Novembro de 1987, na da Beira. Além de escritor, segue a carreira de consultor e pesquisador. É formado em Relações Internacionais e Diplomacia, e está envolvido em iniciativas juvenis de promoção da cultura e da literatura Infanto-juvenil.

 

 

 

 

 

As caras da Francofonia é o título da exposição da fotógrafa Íria Marina, com curadoria de Frédérique Martin (França). A obra estará exposta no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, a partir das 18h30 desta terça-feira.

A obra de Íria Marina reúne os retratos de 27 moçambicanos, de várias idades, origens e níveis sociais diferentes, histórias e personalidades cativantes. Com o trabalho, segundo o comunicado do Franco, a autora sentiu um grande orgulho e vontade de fazer parte da comunidade francófona moçambicana, num trabalho que consistiu em transmitir histórias. “Espero tê-lo feito de uma maneira que vos deixe orgulhosos e honrados”, vem no comunicado, o qual apresenta a explicação da autora que a levou a esta aventura: “Quando a Frédérique me propôs fazer um projecto para a Semana da Francofonia no Centro Cultural Franco-Moçambicano, combinando a fotografia e um documentário, não poderia dizer não, pois o que me agrada na fotografia é que ela me permite contar histórias. O documentário, por seu lado, é um género cinematográfico que me interessa há muito tempo, pois ele permite pôr em movimento essas histórias. Uma vez que o tema da Francofonia deste ano é a Oralidade, a nossa ideia foi de entrevistar vários moçambicanos francófonos de Maputo e ouvir as suas histórias em língua francesa. Quando o CCFM aceitou a nossa proposta, o trabalho começou. E não era para menos, pois havia muito para fazer. Identificámos os participantes, escolhemos os lugares de filmagem, entrevistámos, fotografámos e filmámos cada um dos participantes e, por fim, finalizámos o projecto a fim de oferecer um resultado digno do tema proposto”.

Íria Marina é uma fotógrafa nascida em Moçambique e graduada em arquitectura. A autora descobriu a fotografia como um passatempo e, mais tarde, transformou-a em carreira. Cresceu entre a África do Sul e a Swazilândia, onde desenvolveu um interesse pelo comportamento humano, a maneira como a pessoa se sente, como a cultura afecta o comportamento, o poder da paisagem e do lugar. O seu foco principal é o documentário, postais ambientais, retratos profissionais e a fotografia de arquitectura. O seu mais recente trabalho artístico foi 90s Project, uma instalação multimédia em colaboração com Frédérique Martin, professora que, neste momento, dedica-se a diversas actividades ligadas à cultura. Tem diversos projectos, tais como organizar festivais de cinema, encenar peças de teatro, fazer fotografia, para além de ser administradora de um grupo de Facebook, que informa sobre os eventos culturais em Maputo; é DJ nos tempos livres.

 

 

 

Um concerto de piano e canto «Brel, ne nous quitte pas», uma homenagem a Jacques Brel, com Frédéric Marquer e Xavier-Edouard Horemans, terá lugar no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo. O concerto está marcado para quarta-feira, às 19h, e insere-se nas comemorações dos 12 anos da Francofonia no país.

Frédéric Marquer ?(canto) nasceu em Paris, em 1961, e fez a sua iniciação nas orquestras de baile. Depois, juntou-se, como cantor, à grande família do Club Med e em 1986 chega a Bruxelas, montando dois espectáculos: «Canção francesa» e «Homenagem a Brel». Depois é convidado para o primeiro Festival da Música e da Juventude, em Marrakech e actua no Olympia para o "Hit Parade du Siècle" com Alice Dona e Nicoletta.

Xavier-Edouard Horemans (Piano) conta no seu percurso com importantes encontros e colaborações, nomeadamente, com Stéphane Grappelli, Philip Catherine, Miles Davis, Lara Fabian, Demis Roussos, André Lamy, Fred Marquer Claude Barzotti e Herbert Léonard.

Em 1988, Xavier-Edouard funda o grupo Ixhor Jazz Entertainment, com o qual se apresentou pelo mundo fora.

Chefe de orquestras, algumas vezes nos barcos de cruzeiro, outras no palco do Teatro Nacional da Bélgica, Horemans colabora com diversas comédias musicais, é solicitado pelas televiões belgas e participa em vários festivais na Europa, em África e nos Estados Unidos.

Xavier-Edouard Horemans grava o seu primeiro CD em 1992 e lança o seu segundo na Primavera de 2006.

 

 

O escritor moçambicano, Adelino Timóteo, lançou mais uma obra literária intitulada "Os últimos dias de Urias Simango", que foi um líder proeminente da Frelimo, onde chegou a ser vice-presidente. Simango e outras figuras consideradas reacionárias foram, em 1977, em circunstâncias pouco claras.

Adelino afirma que das suas pesquisas, maior parte delas na base de fontes da PIDE, antiga polícia portuguesa responsável pela repressão nas colónias portuguesas, concluiu que maior guerra que Simango travou dentro do seu partido foi a realização de eleições justas transparentes e livres.

Adelino Timóteo diz que ao escrever o livro em causa não pretende problematizar a figura de Urias Simango.

O lançamento do livro contou com a presença de familiares, amigos e diversas figuras residentes na cidade da Beira. Reagindo ao lançamento desta obra a família Simango recorreu apenas a um extracto das palavras de Urias Simango, retiradas numa carta redigida durante o tempo de guerra de libertação e que estão patentes no livro na página 168, na alínea b.

"A abolição de uma vez por todas do nepotismo, tribalismo, regionalismo, corrupção e chantagem que certos elementos usam para alcançar seus fins".

 

A Capoeira dos Sete Pintos é o título da mais recente obra literária do escritor Celso C. Cossa, que sai sob a chancela da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa, EPM-CELP, a ser lançada na próxima quarta-feira, pelas 17h30, na sede da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), em Maputo.

Ilustrado pelo artista plástico e designer Alberto Correia, A Capoeira dos Sete Pintos é um conto infanto-juvenil, recriado a partir do conto A Galinha Costureira e o Milhafre Esfarrapado do livro 7 Estórias Sobre a Origem de Quem Come Quem, do mesmo autor.

Entre a fábula e o fantástico, a obra conta a aventura de um pai (o autor) que depois de ler uma estória de ninar para o seu filho ele também acaba por adormecer e sonhando o mesmo sonho pai e filho são levados para um mundo desconhecido, onde um novelo de acontecimentos envolvendo os Sete Pintos, a Galinha Costureira, o Milhafre Esfaimado, a Feiticeira Esfarrapada e a Galinha Anciã tem lugar.

Celso C. Cossa nasceu em Maputo. Possui uma licenciatura pela Universidade Pedagógica. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos. É autor de 7 Estórias Sobre a Origem de Quem Come Quem (Prémio Nacional 25 de Maio, PAWA, edição 2015), O Gil e a Bola Gira e Outros Poemas para Brincar (EPM-CELP, 2016), Dandiwa – a menina que ganhou uma bolsa de estudo (Menção Honrosa no Prémio Matilde Rosa Araújo, edição 2015) e O Sol e o Solzinho (Menção Honrosa no Prémio Matilde Rosa Araújo, edição 2016), estas duas não publicadas.  

A apresentação de A Capoeira dos Sete Pintos será feita pelo escritor Aurélio Furdela.

 

 

A província da Zambézia conta, desde sexta-feira, com novo director da Cultura e Turismo. Trata-se de Aly Aboobacar docente e músico, e um dos vocalistas da Banda Sáldicos.

Zambézia tem um universo de pouco mais de dez mil artistas. O desafio do novo director é trabalhar para inclusão e divulgação das potencialidades, trabalhos que estavam a ser desenvolvidos pelo director cessante, Amostra Sobrinho.

Aboobacar diz estar ciente das responsabilidades que o esperam e adianta que há trabalhos a serem desenvolvidos, visando a exploração do potencial cultural da província.

A cerimónia do empossamento foi orientada pela Secretária-Permanente da província.

 

No dia 20 deste mês, às 18h, o Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, acolhe a iniciativa “Mãos, Vozes, Cordas: Poesia”, por ocasião do Dia Mundial da Poesia, que se assinala a 21 de Março.

De acordo com o comunicado do Camões, “Mãos, Vozes, Cordas: Poesia” proporcionará ao público um encontro com 12 poemas de nomes como Florbela Espanca, Alda Lara e Noémia de Sousa, lidos, encenados e cantados pela actriz e bailarina Gigliola Zacara e pelas intérpretes de língua de sinais Sandra Guite e Sofriana Lobo. Esta iniciativa enquadra-se no âmbito da exposição “A Ilha dos Poetas”, com curadoria de Nelson Saúte, patente na Galeria do Camões até dia 30 deste mês.

 

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