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Cerca de cinquenta crianças abrilhantaram a segunda gala do MOZKIDS Talents, nas categorias de canto, dança, instrumentos, teatro e poesia. 

Uma abertura em grande marcada pela actuação dos concorrentes para a categoria de dança. A dupla Isabela e Inusca apostou num número tradicional, marrabenta, interpretada por Anita Macuácua.

E o descontraído Kayane também alegrou os presentes, com os seus passos.

Na categoria de declamação, sentimentos, rimas, riquezas e belezas de Moçambique e de África, dominaram as poesias dos pequenos. Os mais novos despertaram Craveirinha, expressaram sonhos e até emoções.

Nos instrumentos, Fernando, com recurso a um piano embalou os presentes numa música evangélica.

Os participantes mostraram o seu conhecimento na execução de instrumentos musicais.

Enganado estava quem pensava que o talento dos miúdos esgotava-se na dança, poesia e instrumentos. A criançada conhece também a arte de representar; houve espaço para a chamada de atenção ao respeito do direito da criança, em forma de teatro.

Seguiu-se a categoria de canto. Siloyde encarnou Lizha James e abriu o capítulo das grandes melodias. Promessas de Mr.Bow foram vocalizadas por Tamires.

Quem também estava pronta, mas para a actuação é Anikua. Já Aliana arriscou dar voz a Witney Houston. E não era para menos, a actuação foi brilhante.

Depois das actuações, os concorrentes apurados mostraram-se satisfeitos. Já a organização diz que a fase que se segue exige muito rigor.

Para o júri, seleccionar os apurados foi a tarefa mais difícil pelo potencial que os concorrentes apresentaram.

O programa será transmitido este domingo a partir 13h30.

 

A plataforma Mbenga, que congrega jovens jornalistas culturais moçambicanos, debate “A Mafalala como berço da Consciência de Identidade Moçambicana através das Artes por parte da Comunidade Negra”.

O evento enquadra-se no quadro do projecto Oficina Criativa que pretende incrementar as ferramentas e informações sobre as artes e cultura.

O membro fundador do Mbenga e um dos organizadores do evento, Leonel Matusse Júnior, disse que o objectivo deste debate é fazer uma contextualização sobre o surgimento dos movimentos artísticos em Moçambique.
 

“Acreditamos que é preciso dotar aos jornalistas culturais da nova geração desta informação para não corrermos o risco de celebrar alguns acontecimentos como novos, quando já aconteceram”, disse Matusse.

Debate irá realizar-se no Centro Cultural Moçambicana-alemão, no dia quatro de Julho, e terá como oradores Rui Laranjeira e Aurélio Le Bon.

 

O cineasta moçambicano, Pedro Pimenta, foi convidado para ser membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pela atribuição das estatauetas Óscar, escreve a Voice of America.

Pimenta é um dos 928 profissionais escolhidos pela Academia por terem “feito contribuição distinta para o cinema”. O grupo inclui realizadores, actores, escritores, produtores, músicos, executivos e maquilhadores.

Na lista, ainda citada pela VOA, a Academia faz referência às obras “A Ilha dos Espíritos” e “Memories of Dreams”, do cineasta moçambicano.

Com este convite, Pimenta será o primeiro moçambicano membro da prestigiada academia fundada em 1927, em Los Angeles, Califórnia.

Pimenta aparece entre os africanos Danai Gurira (Zimbabwe), Tendeka Matatu (África do Sul), Mohamed Siam (Egipto) e Femi Odugbemi (Nigéria).

Os brasileiros Alice Braga, Maria Augusta Ramos e Carlinhos Brown também integram o grupo.

A nova lista é apresentada após duras críticas no sentido de Hollywood tornar-se mais diversificado.

A realização de festivais musicais e/ou de artes no país tornou-se algo constante. Além de AZGO, Zouk, Xiquitsi, há também de Songo a ganhar raízes. Sobre o aumento do número de festivais ao nível nacional, autores como Esaú Meneses, Liloca e Lizha James mostram-se satisfeitos porque, segundo entendem, esta plataforma é extremamente viável para impulsionar a arte feita em Moçambique nas suas múltiplas dimensões. Aliás, acredita Esaú Meneses, o investimento em festivais só pode criar condições para o futuro identitário do país ser algo mais consistente. “A identidade de um povo está na cultura e quem não tem identidade cultural não existe”, disse Esaú Meneses.

Ampliando mais a sua abordagem à arte musical no país, Meneses considerou que a música moçambicana está de evento em pompa. Ainda assim, precisa de ser mais acarinhada pelo empresariado. “Temos muitas empresas, mas quantas investem na arte de forma desinteressada? Precisamos também de chamar atenção aos artistas para estudarem a sua profissão, pegar na tradição e fazer dela razão de desenvolvimento da cultura. As empresas devem investir no surgimento de novos artistas e no aperfeiçoamento dos que já existem”.

Para Liloca, cantora que promete lançar duas músicas novas próximo mês, “Nimukumili” e “Sou poderosa”, os festivais de música garantem uma oportunidade de intercâmbio entre artistas, que, com isso, sempre podem aprender novas formas de compor, de pensar e estar na arte. Paralelamente a esse aspecto, lembra Liloca, o público pode realizar o sonho de estar com os seus ídolos ou com autores que admiram.

Quanto a Lizha James, o que mais a interessa em festivais é a componente interacção que proporcionam. Por exemplo, “eu sou do Sul. Quando tenho a oportunidade de estar com artistas de Tete, fico feliz porque aí partilhamos experiência e puxamos uns aos outros. Com isso podemos melhorar, crescer individualmente, em conjunto e mover a indústria musical”.

Os três músicos referiram-se à importância dos festivais artísticos depois de terem participado na quarta edição do Festival de Songo, que se realizou no passado fim-de-semana, no distrito de Cahora Bassa, em Tete. O evento serviu para comemorar os 43 anos da HCB.

Dezenas de músicos actuaram ao longo da noite nas celebrações dos 43 anos de de independência. O espectáculo denominado só Moçambique só nós foi organizado pela Bang Enterteniment.

Avenida 10 de Novembro completamente abarrotada para testemunhar um cruzamento de gerações de músicos nacionais.

Coube aos jovens Moz Elements sacudir o frio que fustigava a baía e, nesta bela coreografia, aquecer aos espectadores que responderam em massa ao convite das celebrações dos 43 anos de independência nacional.
Depois do ambiente praticamente criado, seguiu-se a triunfante entrada de MC Roger. O também conhecido "patrão" da música moçambicana colocou o público a vibrar e uma vez mais mostrou que a música moçambicana está boa e recomenda-se. Aliás, numa das suas músicas MC Roger exigiu respeito e reconhecimento pelo seu estatuto de mais-velho.

E porque não se podia falar em 43 anos de independência sem se olhar pelo panorama político, Azagaia foi o convidado a faze-lo.

Mentiras ou verdades, Azagaia assumiu-se um exímio lutador contra os males que assolam a pátria.
A seguir juntou-se à festa General Muzka. Depois de brindar aos presentes com os seus maiores sucessos, Muzka arriscou lançar-se aos ventos da música lusófona, cantando êxitos do Brasil e guinnenses.

Actuações como de Lorena Nhate também deram cor ao evento.

Houve ainda espaço para os gurus da música moçambicana. Hortêncio Langa lançou-se ao público e deu o ar da sua graça.

A Hortêncio Langa juntou-se um outro monstro da música. Lado-a-lado com Stewart Sukuma cantaram amores.
Ainda no grande espectáculo dos 43 anos actuaram Júlia Duarte. E, quando se pensava que o cardápio estava fechado, eis que surge mais um nome sonante da música moçambicana. Wazimbo.

Quem também juntou-se ao show denominado "Só Moçambique só nós" foi Anita Macuácua.

Seguiram-se várias outras actuações até ao raiar do sol.
Alguns músicos entrevistados disseram que foi com grande alegria que se juntaram ao povo moçambicano para comemorar a independência. Lorena Nhate disse este ser um momento de os moçambicanos reforçarem o espirito de união e harmonia. Já General Muzka disse que o país precisa focar-se na educação pois só assim poderá desenvolver: “Temos que reconhecer a independência não foi adquirida como se de um camião viesse e oferecida aos moçambicanos. Foi fruto de muito suor, luta e sacrifício e muito emprenho por parte dos combatentes. Temos que aprender a dar valor a este ganho.

Moçambique pode registar grandes níveis de desenvolvimento se investir ainda mais na educação”. Disse General.

Cidadãos que se fizeram ao local disseram terem gostado dos momentos que marcaram as celebrações do dia da independência nacional. Estes afirmaram que esta foi a melhor maneira de celebrar os 43 anos.

 

A noite desta sexta-feira começou na estação da Minerva Central. O comboio apitou ao som de Xitimela, alusivo ao dia da criança africana (16 de Junho). A guitarra de Peter Chambal assentou-se ao palavreado poético de Eduardo Salmo tornando-se numa verdadeira terapia de poesia espiritual.

O evento foi uma reflexão em torno do dia-a-dia da criança africana, em relação à violação dos seus direitos, por isso angariou-se produtos não perecíveis pra ajudar a instituição Dom Orione, que assiste crianças com necessidades especiais.

Dinis Abudo acompanha todos os espectáculos da dupla, a razão está na maneira que a poesia é recitada. “Os artistas buscam as nossas raízes, é uma poesia misturada aos ritmos tradicionais africanos” acrescentou.

Xitimela é um álbum de música alternativa que contém poesia recitada, acompanhada de sons que lembram a mitologia africana e instrumentos musicais convencionais.

 

Estados de Alma das artes em Moçambique é um catálogo das artes plásticas moçambicanas que aborda expressões artísticas como a pintura, a cerâmica e a escultura. O Presidente da Republica dirigiu a cerimónia de lançamento e no seu discurso defendeu a importância da transmissão de valores culturais a juventude como forma de preservar a cultura nacional.

A obra apresenta o perfil e a história de 50 artistas moçambicanos e a equipa de coordenação que produziu a obra reconhece que nela não foi possível abarcar todas as expressões artísticas existentes no país.

A cerimónia do lançamento do catálogo foi assistida por diversas personalidades do mundo da cultura e artes e ainda por membros do Governo. E porque trata-se de um evento cultural, houve espaço para actuação de Stewart Sukuma e Roberto Chitsondzo, além da declamação de um poema de José Craveirinha pelo escritor Calane da Silva.

 

Arrancou hoje, com ligeiro atraso de uma hora de tempo, quando eram precisamente 14 horas, na cidade de Maputo, a primeira gala do reality show MOZKIDS TALENTS, cujo objectivo é contribuir para o desenvolvimento de capacidades das crianças, partindo da cultura.

MOZKIDS TALENTS é um programa infantil, com duração de cinco semanas, onde participam um total de 100 crianças, divididos pela metade, em dois grupos A e B, nas categorias de dança, canto, teatro, poesia e instrumentos musicais.

 Na primeira gala do grupo A, participaram 50 crianças, de seis aos 12 anos de idade respectivamente, mas só 25 passaram a fase seguinte. Sete para cada nas categorias de dança e musica, cinco na categoria de poesia, três para cada na categoria de teatro e instrumentos musicais.

Alguns participantes que transitaram a fase seguinte não esconderam a sua satisfação, mas o nervosismo tomou conta da maior parte dos petizes. A dupla dos dançarinos Stivenson Maculuve e Elaine Chavo, por exemplo, dizem que se sentiram nervosos antes de entrar em cena, porque tinham vergonha de encarar o público, mas conseguiram superar o medo.

" Foi muito bom participar deste concurso, apesar do nervosismo, me sinto muito feliz", disse Ambrosi Langa, dançarino, e promete dar o melhor de se durante o concurso.

Ana Millena, que encantou o público com as suas rimas, diz que esta foi uma boa experiência para si porque é a primeira vez que apresenta em público. "Para mim o importante não é ganhar, mas sim participar e aprender", disse.

Natolys Manjate, outra declamadora, diz que foi emocionante participar do evento. "Estou surpresa comigo mesmo, não esperava ocupar a primeira posição, porque tem muitos concorrentes bons"proferiu.

A parte da encenação coube as irmãs Gleyse e Ramla, que puseram o público a vibrar com as suas encenações.

Quem também não conseguiu conter as emoções, ao ver os seus descendentes apresentar foram os encarregados de Educação.

"Estou muito feliz com o apuramento da minha filha e com a iniciativa do evento, porque é muito bom e vai ajudar as crianças a se conhecerem Melhor " disse Elina Magaia, mãe de uma das concorrentes apuradas.    

Otília Mazive, encarregada de educação, faz uma avaliação positiva do evento, mas recomenda que a organização reveja a situação dos atrasos.

 Sheila Nazir, que se fez presente ao Centro Cultural da UEM para assistir a gala, diz que gostou do que viu e ouviu. "Temos muitos bons concorrentes, espero que iniciativas do género não terminem por aqui" frisou.

Por sua vez, o corpo de júri faz uma avaliação positiva da primeira gala mas deixam algumas recomendações. "Os concorrentes devem trabalhar mais na performance, trabalhar na voz, respiração, combinação dos movimentos do corpo e explorar mais o espaço" recomenda a professora Marcelle Clauquin.

"Alguns não atingiram o nível desejado, mais vamos continuar a corrigir alguns erros constatados, sendo esta uma primeira experiência, mas acredito que com o tempo vamos sanar" realçou o professor Ivan Manhique.

Restam mais 4 galas para o fim do concurso, sendo que aproxima realiza-se no próximo dia 30 do mês em curso, no mesmo local. 

 

 

A 23 de Junho, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) celebra o aniversário da sua criação. Assim, neste sábado, a instituição completou mais um ano de existência. Agora são 43, os mesmos da independência nacional. Quer isto dizer, com efeito, que aquela empresa foi criada em 1975, dois dias antes do eterno 25 de Junho.

A fim de perpetuar a efeméride e, desde modo, lembrar aos moçambicanos que a barragem lhes pertence há uma dezena de anos, a HCB realizou o Festival de Songo.

Desde às 7 horas, várias actividades preencheram à exaltação da diversidade artística e cultural do país. O palco principal foi o Campo Polivalente de Songo, local muito concorrido por residentes dos bairros da vila e de outras províncias do distrito de Cahora Bassa, em Tete. Não obstante a maior aposta ter-se centrado nas manifestações artísticas, o evento até começou com desporto. Logo cedo, os participantes foram convidados a participarem numa sessão de ginástica, ao som de músicas seleccionadas para o efeito. Até aí, a inauguração oficial do festival ainda não tinha acontecido, todavia não tardou. A missão coube a Administradora de Cahora Bassa. Falando aos participantes e ao público em geral, Ana Maria Beressone Marcelino destacou a relevância da cultura no processo de aproximação das pessoas e no enaltecimento de um sentido identitário – com harmonia – dos povos. “A cultura é a expressão mais alta da união na diversidade da nossa população. Este é um vector importante no processo de desenvolvimento, preservação da paz e na promoção da harmonia social”. E Ana Maria Marcelino vincou: “o processo de desenvolvimento social e económico deve ter a cultura como ponto de partida de referência obrigatória”.

Mais do que isso, segundo entende a Administradora de Cahora Bassa, festivais ou intercâmbios culturais como os de Songo ajudam a promover manifestações tradicionais. E foi o que se viu, à laia de competição, quando os grupos de Nyau, representando diferentes zonas da vila, entraram em cena. Pintados a lama, de tangas e máscaras tenebrosas, grupos como Canmanga, Maroera e Agostinho Neto arrancaram a poeira do chão, merecendo aplausos e colorindo o festival com uma expressão de dança que é Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Ora, além de Nyau, houve espaço para a dança contemporânea, exibição de peças teatrais cómicas, exposição de artes plásticas com pinturas de carácter paisagística, feiras de gastronomia, de saúde e inaugurações de quatro fontenários de água em Casserebede, Thoa, Planalto e Chindengue. O acto foi presenciado por Pedro Couto, PCA da HCB, empresa financiadora. Segundo entende Couto, é preciso que as pessoas se unam para resolver o problema da seca que aflige Tete, apesar do grande rio Zambeze que atravessa a província.  

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