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O País – A verdade como notícia

Mais um disco vai chegar às bancas no país. Desta vez, a obra pertence ao humorista moçambicano Bruno Belchior, que se prepara para o lançar algo diferente, um álbum de música cómica, intitulado WeQMatic, que se enquadra no estilo Hip-Hop.

A obra do humorista, cujas gravações foram iniciadas em 2017, ficou pronto este ano, nos estúdios da Tchaya Records. Para o efeito, contribuíram cinco produtores nacionais, nomeadamente, 7 Kruzes, Rawtas, Vanny Beats e Doofhes e Leitor, e internacionais: Bigg Makk, Evie, Ryan Little e Bounce Instrumentals.

WeQMatic, disco de Bruno Belchior, é constituído por 14 músicas. Alguns títulos que o compõem são: "Tseke & Furious", "Mulher Moçambicana", "Homem Catana em Ressano", "Skit 1 (peidos em lugares errados) ", "Ser pai", "Party na Zona", "O meu carro", "Outro" e "Xipfukelana Swag".

Para este álbum, que conta com MC Donald como Produtor-Executivo, Belchior tem a colaboração dos seguintes artistas: Vannize, Niva Gordelass, Disaster, Ivan AP e Uncle Rap.

Belchior é um humorista que faz stand’up comedy desde 2010. Adicionalmente, faz caricaturas e vídeos cómicos que posta no YouTube e no Sapo. Trabalhou na televisão e na rádio e participou no programa Tropa dos Tuneza (Mundo FOX). Ano passado, começou a gravar músicas cómicas, retratando assuntos triviais de forma ridícula e exagerada. No início deste ano, lançou uma Mixtape "A CaminhoDoWeQMatiC", com seis músicas para a promoção do álbum WeQMatic.

O lançamento oficial do disco WeQMatic será no dia 27 deste mês, no Gil Vicente Bar, às 19h00.

 

 

O Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) acolhe a exposição “Ligados pelo Índico – Désot´ la mer” dos artistas Kid Kréol & Boogie das Ilhas Reunião e Hugo Mendes de Moçambique. A exposição será inaugurada, nesta terça-feira, no CCFM.O objectivo da exposição é explorar o que foi deixado para o mar, o imaginário e a mitologia da viagem que separa as duas terras.

Os artistas Kid Kréol e Boogie apresentam um trabalho inspirado nas crenças e culturas do Oceano Índico, tentam trabalhar um conteúdo ‘’ancestral’’ de forma contemporânea, confrontando o real e o imaginário.

Enquanto que, Hugo Mendes retrata os aspectos cotidianos dos moçambicanos referindo-se à histórias colectivas, sonhos e procura explorar o lado mais obscuro do seu próprio imaginário.

 

Alunos do projecto Xiquitsi participam do Festival Internacional de Música da Câmara de Stellenbosch, na cidade de Cabo. Trata-se da primeira participação, desde 2004, do grupo no maior e mais importante festival de música clássica.

A directora artística do projecto Xiquitsi, Kika Materula, diz que o apoio que o grupo recebe tem contribuído para consolidação das suas pretensões quanto à formação artística e social dos alunos.

“É mais um investimento que acreditamos que vai ajudar no crescimento e consolidação da música clássica feita em Moçambique para formação de Orquestra no País”, disse Materula

O Festival Internacional de Música da Câmara de Stellenbosch(Stellenbosch Internacional Chamber Music Festival)  é uma iniciativa que investe na incorporação da música de câmara nas componentes prática e educativa, promovendo o surgimento de novos talentos e o amor pela música clássica.

Os alunos do Xiquitsi vão actuar nos dias 13, 14 e 15 de Julho. Os concertos podem ser acompanhados através de um link directo disponibilizado na página do facebook “Xiquitsi”.

 

Seis dos cerca de 500 estudantes, da província de Cabo Delgado, que participaram no casting do concurso Vodacom Turma TudoBom foram apurados para a fase regional Norte que terá lugar em Agosto próximo na cidade de Nampula.

Com canto, dança , poesia, teatro e olimpíadas, estudantes de seis escolas da baia de Pemba demonstraram talento para arte, cultura e uma bagagem de conhecimentos científicos suficientes para enfrentar os seus colegas de Nampula e Niassa.

Quase todos participaram com determinação e alguns chegaram a convencer o público, mas segundo as regras do jogo, apenas seis estudantes foram escolhidos.

Para o Júri, não há dúvida que Cabo Delgado tem talento, no entanto, apela aos vencedores a não subestimar os seus adversários.

Para além do Júri e do Público, o casting de Pemba deixou impressionados os dois parceiros da iniciativa, a vodacom e Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento de Cabo Delgado.

Cerca de mil estudantes assistiram o concurso Vodacom Turma TudoBom, que teve lugar no ginásio da Escola Secundária de Pemba.A gala regional Norte terá lugar na cidade de Nampula em Agosto próximo.

 

O Deal – Espaço Criativo é, desde terça-feira, um centro de discussão sobre o fenómeno literatura no país. Ontem, desde o final de tarde até à noite, escritores, ensaístas e leitores juntaram-se para discutir sobre “O fim da crítica literária em Moçambique”. Para o efeito, estiveram, como convidados, no painel, dois oradores: Gilberto Matusse e Rogério Manjate, que, em diversas ocasiões, concordaram em relação aos factores decisivos na escassez da crítica. De acordo com os dois autores, não se deve falar do fim da crítica literária, mas da ausência, o que resulta da inexistência de um espaço especificamente criado com intuito de divulgar literatura. Assim, a divulgação de ensaios sobre obras de autores nacionais é algo esporádico, sem continuidade.

Partilhando a experiência dos tempos em que coordenou a Gazeta de Artes e Letras da revista Tempo, Gilberto Matusse afirmou que, em grande medida, naquele órgão a crítica e a divulgação da literatura em geral vincou porque os leitores sabiam da existência de um espaço reservado à escrita, inclusive, na vertente reflexão. Hoje, na percepção do Professor de Literatura da Universidade Eduardo Mondlane, isso escasseia, pois nunca se sabe quando os jornais vão publicar ensaios ou estudos sobre livros.

Nesta escassez de textos críticos, Rogério Manjante protestou contra os casos em que os académicos, ao publicarem nos jornais, apostam em reflexões muitas extensas, exaustivas e com uma linguagem universitária. Na óptica do poeta, escritor e actor, é preciso que os jornais alertem os críticos para adaptar a sua linguagem a do cidadão, ao invés de se deixarem levar pela pretensão de dialogarem entre si. Deste modo, entende Manjate, pode-se evitar a publicação de recepções em dois, três, quatro números de um diário. Sobre esta recomendação, o jornalista Francisco Manjate posicionou-se contra o artista, pois, segundo percebe, o que mais conta na publicação de um texto crítico num impresso não deve ser o número de caracteres, e sim a qualidade do conteúdo. E esse sempre foi o seu critério na divulgação da arte literária nacional, carente de espaços para a publicação de recepções por implicações financeiras a advirem da insustentabilidade, por exemplo, de suplementos culturais, quer porque os autores dos textos precisam de remuneração como incentivo quer porque os jornais ou as revistas não contam com nenhum apoio para tornar o pensamento sobre literatura algo sustentável ao partilhar-lhe.

Para Gilberto Matusse, aí reside parte do problema que afecta a crítica. Se antes os leitores publicavam o resultado das suas leituras preocupados com o prestígio que daí advinha, actualmente, as coisas mudaram. Nesta perspectiva, sugere o professor de Literatura, um dos passos a dar no sentido de reverter a escassez de ensaios ou reflexões é apostar na consolidação do espaço escolar. “Muitas vezes temos acompanhando a inauguração ou oferta de tantas salas de aulas, mas esquecemos que só isso não basta. Temos que nos preocupar com a escola e com tudo o que a instituição representa. Não devemos deixar tudo o resto de lado”.

À semelhança de Gilberto Matusse, Rogério Manjate acredita que a escassez da crítica literária nos jornais não é proporcional à da académica. Aliás, ambos defendem que no contexto universitário há muita produção. No entanto, repara Manjate: “A crítica académica não chega às pessoas porque as próprias universidades não têm mecanismos que garantam que isso aconteça. Portanto, falta uma crítica madura e constante porque, hoje em dia, é muito mais fácil criar uma página e divulgar a literatura”.

No primeiro dia do Colóquio de Literatura Resiliência, Melita Matsinhe, Sónia Sultuane e Sara Jona debateram sobre “A arte no feminino”. Aí, as autoras protestaram contra todas e quaisquer tendências de se confinar o poder criativo das mulheres a alguma coisa chamada “feminino”. Matsinhe, Sultuane e Jona consideram que em literatura apenas há autores e a preocupação apenas deve ser qualidade textual. E essa qualidade existe nos homens na mesma simetria que nas mulheres.

O Colóquio de Literatura Resiliência é promovido pelo Deal – Espaço Criativo, com a pretensão de aproximar autores, leitores e, assim, pensar-se nas melhores saídas para o acesso ao livro no país ser uma realidade. O evento termina hoje – dia previsto para o lançamento do livro Eles eram muitos cavalos, do escritor brasileiro Luiz Ruffato. O livro terá apresentação de Mia Couto –,  com um recital de poesia e música a partir dos versos da colecção “Os filhos do vento”, da editora Cavalo do Mar.

O apresentador do programa televisivo, Big Box Show da STV, Emerson Miranda, foi o principal apresentador do concerto de 30 anos de carreira do conceituado músico cabo-verdiano, Grace Évora, realizado em Portugal, no sábado. Durante a sua apresentação, Emerson aproveitou o momento para elevar a imagem de Moçambique, em pleno coliseu de Lisboa.

Miranda disse que esse gesto é uma forma de mostrar o seu amor pelo país e seguir as recomendações do Presidente da República, Filipe Nyusi, aquando do encontro com jovens no distrito de Namarroi, quando disse “Moçambique está na moda, jovens elevem o vosso país e a vossa bandeira”.

 

A digressão internacional “We Got 2 Move Tour” do grupo musical moçambicano Gran Mah, patrocinada pelo Millennium bim, representa a estreia da banda em palcos internacionais.

A tour começa em Portugal e segue para os Estados Unidos da América e culmina com um concerto no festival Matapa, no Canadá.

Para suportar os encargos financeiros do projecto o grupo decidiu fazer angariação de fundos através de uma campanha denominada “Crowdfunding”. Mas, o Millenniun bim decidiu viabilizar a digressão através de um apoio directo à iniciativa dos Gran Mah.

De acordo com Nuno Vaz, administrador do Millenniun bim a parceria com o grupo musical reafirma o compromisso da instituição com a cultura moçambicana e o apoio aos jovens talentos.

“Este apoio surge pelo facto de esta banda possuir valores com os quais a marca Millenniun bim se identifica, como o dinamismo, o rigor e a vontade de abraçar novos desafios”, lê-se no comunicado enviado a nossa redacção.

A Tour dos Gran Mah vai decorrer entre os dias 7 e 22 de Julho de 2018

 

Pedro Pimenta lamenta a falta de reconhecimentos dos fazedores da sétima arte no país. Para o cineasta nomeado para Academia dos Óscares, nos EUA, Moçambique precisa de políticas que fomentem a produção do cinema. 
Mesmo com imensos obstáculos, a qualidade do cinema moçambicano continua a ser reconhecida a nível internacional. Se, por um lado, produtoras estrangeiras investem nos actores nacionais e os filmes vencem prémios importantes, por outro, cineastas são distinguidos. Este é o caso de Pedro Pimenta, nomeado recentemente para membro da Academia que atribui os Óscares nos Estados Unidos de América. Esta nomeação, resultado do grande contributo que o artista exerceu para o desenvolvimento do cinema moçambicano, e (in)directamente, do mundo, vai permitir-lhe exercer poder de voto em três categorias subordinadas ao Prémio de cinema, nomeadamente, melhor filme Estrangeiro, melhor animação e documentários. 
Assim, Pimenta terá acesso aos filmes nomeados para Óscares, o que se enquadra na necessidade da Academia norte-americana garantir na premiação a maior diversidade atinente à produção cinematográfica. Para o cineasta moçambicano, esta distinção tem um significado muito particular: “os santos da casa não fazem milagres. Este é um reconhecimento ao mais alto nível, do meu agrado, mas não deixa de ser estranho que o reconhecimento não seja da casa. Ainda não é da casa. Mas isto não é problema, continuamos a trabalhar como sempre fizemos e esperamos que esta será uma contribuição válida”.
Há mais ou menos um mês, na sequência da estreia do filme Ruth, em Maputo, Josefina Massango, que, naquela produção, desempenha o papel de mãe de Eusébio, também lamentou o facto de internamente não existir reconhecimento ao seu trabalho e dos seus colegas. A actriz chegou a dizer que, por isso, a sua obra é mais conhecida no estrangeiro do que a nível interno. Desta vez, quem se queixa do mesmo problema é Pedro Pimenta. E onde reside o problema do fenómeno que interfere na “decadência” da produção cinematográfica? “Na falta de liderança esclarecida, porque, com liderança esclarecida pode-se identificar facilmente os valores e os esforços de várias pessoas que continuam a tornar o cinema nacional uma coisa reconhecida pelo mundo e respeitada. O não reconhecimento em casa é indício de uma falta de liderança esclarecida”, lamentou o cineasta a ausência de políticas estimuladoras de um bom ambiente.
Pedro Pimenta é um dos oito cineastas africanos nomeados para Academia que atribui os Óscares, o único dos PALOP e o primeiro moçambicano com direito a voto. A distinção acrescenta ao artista muito trabalho. Por exemplo, agora, já tem 13 filmes por ver, dos que serão distinguidos para o ano.
Não obstante, uma das formas de ultrapassar os boicotes atinentes ao cinema moçambicano é, de acordo com Pedro Pimenta, reconhecer-se, apostar-se e divulgar-se filmes nacionais, pois, deste modo, é possível que as autoridades competentes se dêem conta da existência de um público ávido e interessado. Disso, tem esperança o cineasta, pode ser que se torne possível a delimitação de políticas de fomento de cinema. 
Questionado sobre qual é o ponto forte de Moçambique ao nível cinematográfico, Pimenta explicou que durante muito tempo foi o documentário. No entanto, nos últimos anos, tem sido a ficção, seja curta ou longa-metragem. E o cineasta especula que pode estar por detrás disso a complexidade da realidade socioeconómica e cultural que o país atravessa, que faz com o documentário seja um género difícil de apreender. “A ficção oferece ao criador mais liberdade, mais possibilidade de reinventar”. 
Portanto, embora a nova vaga de cineastas tenha mais oportunidades de produção, com o desenvolvimento da tecnologia, enfrenta mais dificuldades do que antigamente, mesmo com cursos de cinema, algo que no passado não havia, frisou Pimenta.
 

Centenas de alunos de diversas escolas secundárias da província de Sofala, entre elas dos distritos de Dondo e Nhamatanda, este último localizado há cerca de 100 quilómetros da cidade da Beira acorreram em massa desde esta segunda-feira, para a Escola Secundária Samora Machel, localizada no Chiveve, a fim de participarem no concurso Vodacom Turma Tudo Bom, na sua sétima edição. Para hoje, estava reservada a primeira fase, que passou por apurar concorrentes das olimpíadas, canto, representação e dança.

Os mais de 20 concorrentes que foram apurados para a segunda fase, agendada para esta terça-feira, garantiram que darão o seu máximo, com vista a representarem com dignidade, a província de Sofala, na gala regional centro, que terá lugar em finais de Agosto próximo na cidade da Beira, envolvendo as províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia,    

Entretanto, os membros do júri, composto pelos artistas Jorge Mamad, Calene e o produtor Camacho, exortaram aos concorrentes, ora aprovados para a segunda fase, para aproveitarem as horas que lhes separam da segunda deste concurso, no sentido de aprimorarem as suas actuações.

Refira-se que o concurso Vodacom Turma Tudo Bom, é uma competição entre as escolas secundárias de todo o país, realizado pela empresa de telefonia móvel Vodacom, em parceria com a STV e o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano. O concurso é constituído por olimpíadas académicas, canto e dança e representação.

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