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O País – A verdade como notícia

A actriz moçambicana, Melanie de Vales Rafael, foi nomeada pela Academia Sotigui, do Burquina Fasso, para o Prémio de Melhor Jovem Actor Africano, edição  2018,  pelo seu desempenho no filme “Comboio de Sal e Açúcar”, do realizador Licínio Azevedo.

O prémio Sotigui será entregue durante o festival de cinema africano, que se realiza anualmente em Ouagadougou, de 29 de Novembro a 1 de Dezembro.

Antes de participar como actriz principal do filme pelo qual foi nomeada, rodado em 2014, Melanie havia tido a sua estreia em cinema no filme “República das Crianças”, do guineense Flora Gomes, rodado em Maputo, em 2010.

“Comboio de Sal e Açúcar” já recebeu vários prémios em festivais internacionais, sendo o mais recente o de Melhor Realizador, em Los Angeles, nos Estados Unidos, no (PAFF) Festival de Cinema Pan-Africano. Recentemente o filme teve exibição comercial em salas de cinema de vinte cidades brasileiras, tendo estado em cartaz em algumas delas por quatro semanas consecutivas, sendo um dos raros filmes africanos a conseguir esta projeção naquele país. 

 

O dia aguardado pelos apreciadores do Moments of Jazz, evento da BDQ Concertos, chegou. Na noite desta segunda-feira, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na cidade de Maputo, os astros norte-americanos, The Whispers, e a diva sul-africana, Lira, vão cantar os seus grandes êxitos para o público moçambicano e de outros países da África Austral.

Os portões que dão acesso ao local do espectáculo abrem às 18:30h. Cinco minutos depois, DJ Sérgio Butler terá o compromisso de animar os que chegarem mais cedo. Passada uma hora, a cantora moçambicana convidada ao Moments of Jazz, Lyshannie, vai abrir o concerto, numa actuação que deverá prolongar-se por meia hora, segundo a artista, o suficiente para mostrar os seus créditos e garantir uma janela aberta para a carreira que está a construir há alguns anos.

Depois de Lyshannie, ao palco do Moments of Jazz, no Campus da UEM, irá a sul-africana Lira, quem promete uma noite muita animada, igual a si, cheia de alegria e memorável. Lira vai cantar durante uma hora, entre 20:45h e 21:45h.

Quem quiser ver o funk dos norte-americanos, cabeças-de-cartaz desta edição do Moments of Jazz, com efeito, terá que aguardar um intervalo de 15 minutos. A seguir a esse tempo de espera, aí sim, os The Whispers vão, finalmente, estrear-se em espectáculo no solo nacional. A banda norte-americana, que chegou a Maputo no início de tarde de ontem, nunca antes esteve em Moçambique, mas já sabe que as suas músicas foram muito tocadas nas rádios nacionais no passado, décadas de 80 e 90. Por isso, trazem o desafio de devolver aos mais velhos as memórias da sua juventude, convidando os mais novos a divertir-se na qualidade que as suas obras discográficas apresentam.

A actuação da banda The Whispers deverá durar hora e meia, portanto, entre 22h e 23:30h.

Sónia Sultuane já havia publicado Roda das encarnações no país. O que faltava era conquistar outras latitudes com a colectânea de poemas. Do Brasil surgiu a oportunidade, através da Kapulana, de a autora moçambicana publicar uma poesia que “passa pelo feminismo, tradições africanas, principalmente as de Moçambique, maternidade, assim como pelo universo sensorial e místico”, avança uma nota da editora brasileira, acrescentando: “Seus versos transportam o leitor por um universo sensorial e místico, com movimentos harmoniosos, no tempo e no espaço, muitas vezes em diálogo com a dicotomia vida e morte”.

Além de apresentar o seu livro ao público brasileiro, Sónia Sultuane realizou mesas de conversas e sessões de autógrafos em eventos nas cidades de São Paulo, Campinas, São José dos Campos e Rio de Janeiro.

Na cidade de São Paulo, Sónia Sultuane participou, no dia 12 deste mês, numa conversa inserida na “IV Feira Literária da Zona Sul” (Felizs), na Biblioteca Marcos Rey, em Campo Limpo, bairro da capital paulistana, com o professor e escritor José de Nicola e com o poeta angolano Ermi Panzo. A conversa teve como tema “Literatura Africana de Língua Portuguesa – Das heranças aos processos identitário de resistência”. Durante a conversa, Sónia contou sobre o seu processo criativo na literatura e nas artes plásticas, inclusive em relação à construção de seus poemas, dizendo, à certa altura: “a palavra, para mim, tem muito poder. Ela está sempre em trânsito, principalmente aqui no Brasil, onde pude trazer as linguagens que produzo no meu país, tendo sempre que buscar uma nova interpretação da linguagem”. E Sultuane ainda referiu-se das vantagens da arte no processo de tornar as pessoas mais ricas intelectualmente. “Sou mulher e sou da África e, destas formas, quero, de alguma maneira, escrever poemas de como enxergo o mundo”, disse a autora moçambicana.

No dia 13, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), localizada no interior de São Paulo, Sultuane realizou uma roda de conversa com alunos do curso de Letras, sob a mediação da mestranda Jéssica Fabrícia da Silva. O evento contou com o apoio do Grupo de Estudos de Literaturas e Culturas Africanas (GELCA), do IEL-Unicamp. Sónia falou sobre as suas motivações na escrita de Roda das Encarnações: “Eu tive um câncer e poderia ser que eu não tivesse mais a possibilidade de escrever outro livro, queria terminar o Roda das encarnações pelas pessoas que eu amo e que me apoiaram. O amor se dá genuinamente sem estar à espera de nada e o Roda foi o meu acto de amor”.

Durante a sua fala, Sónia comentou sobre a interlocução com as artes plásticas e poesias: “Minha poesia vem muito do abstrato, como o cheiro, sabor e o olhar. A poesia e as artes plásticas têm lugares em diversas outras formas, principalmente em transmitirmos a nossa evolução artística para as pessoas”.

De volta à capital paulista, Sónia Sultuane esteve presente, dia 14, na palestra com os alunos da Universidade da São Paulo (USP). O evento, com coordenação de Tania Macêdo e Rita Chaves, contou com apoio do Centro de Estudos Africanos (CEA) e do Centro de Estudos das Literaturas e Culturas de Língua Portuguesa (CELP), da FFLCH-USP, e teve a moderação da pesquisadora de doutorado Jacqueline Kaczorowski. A poeta conversou sobre Literatura e o começo de sua escrita: “Fiquei grávida muito cedo, aos treze anos, e, como forma de comunhão, comecei a escrever, de modo a compartilhar os meus sentimentos”.

Sónia também falou sobre seu projecto artístico, “Walking Words”, em que se veste com uma roupa confeccionada com diversas palavras, tendo como intuito caminhar pelas ruas do país a compartilhar as variadas maneiras que a linguagem fornece: “Este projecto é essencial para tornar as palavras em algo físico, que se sente, para que elas não se diluem”.

No sábado, 15, Sónia fez parte da programação da “V Festa Literomusical” (FLIM) do Parque Vicentina Aranha, na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo. A mesa literária com o tema “Por dentro dos gêneros” contou com as participações de Sónia Sultuane, da poeta e editora Jarid Arraes e da cantora e compositora Ellen Oléria, sob a moderação da apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura, Adriana Couto.

No Rio de Janeiro, Sónia participou de palestras e debates sobre a cultura moçambicana, nos dias 18 e 19, com alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e realizou sessão de autógrafos de seu livro. O evento, intitulado “África & Brasil – trânsitos culturais: literatura, cinema e educação”, foi organizado por Cármen Lucia Tindó Secco, profesora de Literaturas Africanas na UFRJ.

Durante sua participação, Sónia falou com professores, estudantes e outros pesquisadores, sobre a sua produção poética, literatura infantil e o cinema moçambicano.

 

 

      

 

 

 

A Fundação Fernando Leite Couto e a Trassus Imobiliário informam aos candidatos e público em geral, em comunicado enviado à nossa redacção, que a 2ª edição do Prémio Literário Fernando Leite Couto, dedicado à prosa de ficção narrativa na categoria de romance não será atribuído no presente ano devido ao número insuficiente de candidaturas e participantes que justifiquem um concurso. O espectável, era cerca de 20 candidatos, no entanto, menos de 10 se inscreveram.

Este prémio literário surge em homenagem ao Patrono da Fundação, o Poeta, jornalista, editor e tradutor Fernando Leite Couto, como forma a dar continuidade ao seu legado.

A distinção é destinada ao estímulo da produção literária e promoção de novos autores cuja primeira edição teve como vencedor a obra ‘Descrição Das Sombras’ de M. P. Bonde, na categoria de poesia.

Este ano, as inscrições decorreram no período de 16 de Abril a 31 de Julho.

A 2ª edição do Prémio Literário Fernando Leite Couto foi lançada em Abril e entrega do prémio, de 150 mil meticais, estava prevista para Novembro próximo.

As obras submetidas a concurso deveriam ser inéditas e apresentadas em três cópias com um mínimo de 100 páginas e máximo de 200.

 

Numa centena de páginas, o reitor da Universidade Pedagógica, Jorge Ferrão, trata da distribuição dos animais mamíferos no território nacional e refere-se aos bichos em extinção.

Logo após a hora do almoço de sexta, Jorge Ferrão lançou a obra Mamíferos – uma selecção da nossa fauna. A cerimónia do lançamento do livro que chama atenção para a protecção dos animais, sobretudo os que estão em vias de extinção, aconteceu no Auditório do BCI, na cidade de Maputo, tendo como apresentador Mia Couto.

Referindo-se ao livro publicado sob a chancela da Texto Editores, Mia Couto começou com uma pergunta retórica, ao questionar por que é necessário a preocupação pelos bichos, se há problemas maiores que afectam as pessoas. Respondendo a si próprio, o escritor e biólogo logo rematou que a questão, colocada daquela forma, está mal feita, porque a separação sobre o que é das pessoas e o que é dos bichos não deve ser feita daquele modo. Na percepção do Prémio Camões 2013, a humanidade adquire uma personalidade graças a sua relação com os bichos: “Nós aprendemos a ser pessoas através dos animais. Uma grande parte dos nossos valores humanos e morais nascem quando nos contam histórias. E em todas as culturas do mundo as histórias da infância são muito fundadas nos animais, de onde saem os valores positivos. Os animais ajudam-nos a construir a nossa própria humanidade”. Para Mia, assim é porque, em diversos países, com particular destaque para Moçambique, a riqueza está na vida, que é feita com base em todos os seres vivos: “os homens, sozinhos, nem que por segundos, não conseguiriam sustentar-se neste planeta”.

No livro de Jorge Ferrão estão 45 espécies de mamíferos, dos quais o autor destaca a extinção do rinoceronte preto e branco ao longo do território nacional. Por isso, advertiu o apresentador da obra, quem quiser ver esse bicho só pode ir a África do Sul ou ao Quénia. “E a pergunta que se coloca é: Quem é que se beneficiou com isso? Ganhamos? Perdemos todos”, frisou Mia Couto.

Mamíferos – uma selecção da nossa fauna é um livro composto por 128 páginas, e, de acordo com o autor, surge, igualmente, da necessidade de contribuir para corecção de equívocos relativos à fauna moçambicana, perpetuados com a chegada dos portugueses. “A presença colonial em Moçambique também teve muitos erros”, começou por dizer Jorge Ferrão. “A administração colonial, não conhecendo a fauna que tinha, pegou em nomes portugueses e tentou adaptá-los aos animais moçambicanos. Era a única forma deles poderem mostrar algum conhecimento, porque não ficaria muito bem ir ter com os nativos para perguntar o nome de um animal. Foi nesta senda que eles começaram a tratar o nosso cabrito do mato por gazela, mas, na verdade, o nosso ecossistema não tem gazela. Nós estamos a perpetuar um erro, de alguém que nunca conheceu um animal africano”. E Ferrão apontou mais um erro colonial, ao referir-se que Moçambique não tem javalis, que esse bichinho é da Europa. Logo, assim entende o autor de Mamíferos – uma selecção da nossa fauna, há que se recuperar os nomes certos dos animas.

A cerimónia de lançamento do livro, que teve animação humorística e musical, de Pedro Muiambo e Roberto Chitsondzo, respectivamente, não terminou sem antes Jorge Ferrão acrescentar mais uma informação, ao dizer que o pangolim é um animal que sofre em maior escala os efeitos da caça furtiva, embora, de forma generalizada, só se fale de elefantes e rinocerontes. De acordo com Ferrão, o pangolim é traficado vivo e morto e passa despercebido porque ninguém cuida do animal.

 Maputo estará na rota internacional da música jazz ao testemunhar a primeira edição do Festival A Luta Continua, um festival que vai juntar no mesmo palco estrelas nacionais da música jazz, afrojazz e marrabenta. Trata-se  das bandas Ghorwane, Kapa Dech, para além dos conceituados músicos Jimmy Dludlu, Stewart Sukuma, Isabel Novela, Deltino Guerreiro, Lourena Nhate e Justino Ubaka .

Gilberto Manuel Pumule Júnior (Lapaman Pumule), em representação da produção de eventos, explicou que o projecto que tem como lema “Pela Arte e Desenvolvimento do nosso País, juntos somos mais sólidos” é uma demonstração de que o brio que os artistas tem na diáspora, entre moçambicanos é possível.

“Apenas trazemos artistas nacionais de carreira internacional para este evento, afirmou  Pumule, acrescentando que a figura de cartaz do evento, são artistas e bandas nacionais.

Lapaman diz ainda que a noite vai merecer ainda um After Party com os Djs Danny T Moz, Andy e Pynolas, sendo que “os bilhetes são limitados”.

Numa iniciativa da Zep Estúdios e mozGIN&FRIENDS, o espectáculo terá lugar no centro de Conferências Joaquim Chissano, no dia 28 de Setembro a partir das 20 horas.

 

O poeta angolano e colunista do jornal O País, Lopito Feijóo, vai lançar um livro em Portugal. Intitulado Doutrinárias lâminas doutrinárias, a obra do mangolé será apresentada próxima sexta-feira, a partir das 19 horas, na Sala de Conferências do edifício sede de Casa de Angola, em Lisboa.

Doutrinárias lâminas doutrinárias é um livro cujo desenho da capa foi feito pelo artista plástico moçambicano, João Timane, e é constituído por 60 textos poéticos, dividido em três partes. Este é o primeiro livro de uma trilogia poética em que a última obra deverá ser publicada até Novembro do próximo ano. No caso de Doutrinárias lâminas doutrinárias, Feijóo explora o passado de Angola, aproveitando a estrutura da tradição oral para escrever sobre aspectos de âmbito social e político. No segundo volume do livro, o escritor angolano continua a escrever poesia na mesma linha de pensamento que o primeiro, entretanto, focando-se no presente do seu país, e, por fim, no terceiro, à laia de vaticínios, escreve sobre o que poderá ser o futuro de Angola. Todos estes livros têm o desenho da capa feito por João Timane.

Em Portugal, este primeiro volume da trilogia será apresentação por Margarida Gil dos Reis, da Faculdade de Letras de Lisboa, e pelo jornalista e crítico de arte, Rodrigues Vaz.

Depois de apresentar Doutrinárias lâminas doutrinárias, Lopito Feijóo promete trazer o livro para o leitor moçambicano próximo mês, quando vier participar na feira do livro organizado pelo Movimento Kuphaluxa.

Lopito Feijóo é membro da União dos Escritores Angolanos (UEA), onde exerceu o cargo de Secretário das Relações Internacionais, e co-fundador da Academia Angolana de Letras. Há quatro anos, preside a Sociedade Angolana do Direito de Autor (SADIA. É autor de várias obras literárias: Doutrina (1987), Me ditando (1987), Rosa cor-de-rosa (1987), Cartas de amor (1990), O brilho do bronze – Haikais (2005), Marcas da guerra, Percepção Íntima & Outros Fonemas Doutrinários  (2011), Imprescindível Doutrina Contra (2017), entre outros.  Além de colunista deste jornal, é membro correspondente da Academia Brasileira de Poesia “Casa Raul de Leoni”, Membro da International Poetry dos EUA e da Maison Internationale de la Poesie, sediada em Bruxelas, Bélgica. Feijóo tem livros traduzidos para o francês, inglês, italiano e, tem colaboração dispersa em publicações de Angola, Portugal, França, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América (EUA), Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Nigéria.

Num total de 28 peças, Ulica construiu uma exposição de pintura, a qual está patente no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na cidade de Maputo. Pintada com base em acrílico e caneta sobre madeira, a obra da artista moçambicana procurou revitalizar o que para muitos era dado como lixo. Assim, foi à praia da Macaneta, no distrito de Marracuene, recolher restos de barcos em madeira. Depois disso, Ulica procurou conhecer e envolver com cada habitante da madeira encontrada.

A pintura da exposição obedeceu a estrutura dos objectos, em alguns casos, usando as cores que já lá estavam. “Foi esse o conceito para encontrar esses habitantes, que, no fundo já estavam nas madeiras encontradas na praia. Na verdade, trouxe-os para que as pessoas pudessem ver esses habitantes que eu já os via”, afirmou Ulica, esclarecendo que, quando preparou a exposição foi a pensar nela mesma, mas depois percebeu a actualidade ali existente.

“Habitantes da madeira” é, na verdade, uma reutilização de materiais, uma reciclagem feita com intenção de incentivar mais pessoas a darem importância aos objectos que, aparentemente, não têm valor. Ainda assim, Ulica não se preocupou em ser uma artista ambientalista, mesmo porque, frisa, o processo foi muito pessoal, num momento de descoberta, afinal esta é a primeira exposição da engenheira civil.

O processo de exposição de Ulica começou há um ano, tendo contado com o impulso de Filipe Branquinho e Pablo Ribeiro.

Ulica nasceu em Luanda, capital de Angola, e veio a Moçambique, onde adquiriu a nacionalidade, aos 2 anos de idade. A sua exposição primeira exposição individual estará patente no Franco até 12 de Outubro. 

 

No dia 6 de Outubro, a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) vai reunir-se em Assembleia Geral electiva, a qual contará com Pedro Chissano, Domingos Pedro e Iracema de Sousa como membros da Comissão Eleitoral Constitutiva. Um dos escritores que concorre ao cargo de Secretário-Geral daquele organismo é Luís Cezerilo, quem se desafia a suceder Ungulani Ba Ka Khosa. Para o efeito, aquele autor produziu um programa no qual se compromete em contribuir para impulsionar a actividade cultural e literária na AEMO.

De acordo com Cezerilo, ao longo dos dois mandatos anteriores a direcção da AEMO teve sucesso, a instituição cresceu culturalmente e socialmente. Ainda assim, escreve no seu manifesto, “é o tempo de gerir o sucesso de lhe dar mais vitalidade e sustentabilidade de olhos virados para o futuro. Neste Programa não fazemos apenas promessas, apontamos caminhos, porque AEMO é por aqui. Prometemos o que sabemos poder cumprir. Com a confiança dos confrades, unidos pela mesma causa embora a diversidade de pensamento”.

A ambição de Luís Cezerilo e a sua equipa é fazer da AEMO, em três anos, um espaço activo no debate das questões atinentes à construção da cidadania, de forma independente, inclusiva e abrangente.

Os três pilares do programa de Luís Cezerilo são cultura, coesão social e autonomia financeira, com sustentabilidade que assenta na defesa de princípios orçamentais rígidos e na criação de capacidade financeira que permite aos parceiros investir na AEMO, nas infra-estruturas, nos equipamentos, na realização de feiras de livro e na publicação de livros, estabelecimento de parcerias publico privadas, reforço da cooperação nacional e internacional.

Não obstante, os objectivos do programa de Cezerilo passam por manter a coesão da AEMO, dinamizar a actividade literária, internacionalizar a literatura moçambicana e seus fazedores, garantir a sustentabilidade económica da AEMO, garantir a massificação e promoção da leitura, fazer da AEMO um centro de debate de ideias e interventivo na vida social do país.

Luís Cezerilo prevê, para a sua equipa, corpo directivo constituído por Calane da Silva (Presidente da Assembleia-Geral), Tânia Tomé (Vice-Presidente), Alex Dau (Relator), Henriques Marcelino (Presidente do Conselho Fiscal), Amosse Mucavele (Vice-Presidente do Conselho Fiscal), Izidro Dimande (Vogal), Márcia dos Santos (Secretária-Geral-Adjunta) e Japone Arijuane (Vogal).

Perfil do candidato a Secretário-Geral
Luís Abel dos Santos Cezerilo é Pós-Doutorado em Estudos Literários e Doutor em Letras em Estudos Comparados de Literatura Africana de Língua Portuguesa. Possui mestrado e graduação pela Universidade de Évora. Actualmente, é Professor Auxiliar na Universidade Eduardo Mondlane-Faculdade de Letras e Ciências Sociais e na Academia de Ciências Policias (ACIPOL). Foi Assessor da Ministra da Justiça para Área Prisional e do Ministro da Educação e Cultura. Foi Membro Fundador do Núcleo de Pesquisa de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da Universidade Camilo Castelo Branco. Entre 2005-2007, foi Secretário-Geral-Adjunto da AEMO.

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