O País – A verdade como notícia

O escritor zambeziano, Lo-Chi lança está sexta-feira a obra o subúrbio das palavras. A obra de 116 páginas é patrocinada pela Universidade Pedagógica (UP) delegação de Quelimane.

O autor do livro faz uma viagem no tempo e no espaço, reflecte a vivência dos moçambicanos desde o processo de descolonização em Moçambique até aos dias de hoje.

A direcção provincial da cultura e Turismo enaltece a obra do autor. Já a UP sente-se orgulhosa em apoiar a obra.

Neste momento Lo-Chi está a preparar duas obras, nomeadamente Pensamentos da Temba e Elocubrações Noctivagas -Pensamentos  Noturnos.

 

Pedro Pereira Lopes, o escritor moçambicano que venceu com a obra mundo grave, a 1.ª edição do “Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa”, participará em diversos eventos literários nas cidades de São Paulo, Bahia e Cachoeira, no Brasil.

Depois do sucesso da sua primeira incursão editorial no solo brasileiro, com o livro Kanova e o segredo da Caveira, Editora Kapulana  (São Paulo, 2017).  Pedro Pereira Lopes escala Brasil, num périplo que inicia no dia 21 de Setembro, em São Paulo, onde na Casa Amarela participará de uma mesa redonda com o escritor brasileiro Escobar Franelas.

 Seguindo no dia 22 de Setembro, para a cidade de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, na qualidade convidado da 13ª edição do Caruru dos Sete Poetas, evento que conta participação de escritores brasileiros, como Ricardo Aleixo, Fabiana Lima, Celso Lopes e Rómulo Bustos Aguirre, da Colômbia, entre outros, onde irá apresentar o segundo livro, a mão do Portuário Atelier Editorial (Bahia), "mundo blue (o poema em quarentena)", seu segundo livro de poesia.

No dia 24 de Setembro, regressa a São Paulo, para participar num colóquio sobre literaturas da língua portuguesa na Universidade Federal de Guarulhos.

Pedro Pereira Lopes nasceu na Zambézia, em 1987. Membro da Associação dos Escritores Moçambicanos é pesquisador e docente no Instituto Superior de Relações Internacionais.

Falta uma semana e meia para o Moments of Jazz. A realizar-se a partir das 20h do dia 24 deste mês, no Campus Universitário da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na cidade de Maputo. O espectáculo organizado pela BDQ Concertos terá Lyshannie como única cantora moçambicana convidada.

Com efeito, o grande cartaz do espectáculo musical é a banda norte americana The Whispers, e, igualmente, a próxima edição do Moments of Jazz contará com a actuação da cantora sul-africana Lira. Por essa razão, Lyshannie entende que esta é uma oportunidade única, que deve aproveitar o máximo possível, de maneira que se abram mais portas, afinal será a primeira vez a cantar num show de dimensão internacional.

Durante meia hora, a cantora moçambicana vai ecoar ao público do Moments of Jazz um repertório constituído por suas e por músicas de outros artistas. Da sua autoria, entre várias, Lyshannie vai cantar “Sonho realizado” e “Nidjula ku txata”. Dos outros autores, a cantora escolheu “Guala”, de Xidiminguana, e “Xikongolotana”, de Mingas. Para que tudo corra conforme o planeado, uma banda constituída por quatro instrumentistas e duas coristas vai acompanhar a cantora. São os casos de Sérgio (viola baixo), Joaquim (bateria), Venâncio (teclado), Dito (guitarra), Helena e Vekina (coros).

Segundo entende Lyshannie, o Moments of Jazz da BDQ Concertos é uma iniciativa deveras  importante para o país porque consegue contribuir para a valorização da música afro/jazz, e, no caso, funk, permitindo que os músicos mais novos ou actuais encontrem naqueles estilos de música certas referências criativas.

Lyshannie é o pseudónimo de Linda Arão Nhabinde. Nasceu a 6 de Novembro de 1992. Foi membro integrante dos Mabulos, como vocalista, em 2014. Dois anos depois, iniciou a sua carreira a solo e gravou a música “Nidjula ku txata nawena”, na Rádio Moçambique, concorrendo com a mesma para o concurso musical Ngoma Moçambique. Na sua carreia emergente, Lyshannie teve a oportunidade de actuar na homenagem a Xidiminguana pelos 60 anos de vida.

O convite feito a Lyshannie pela BDQ Concertos faz parte da preocupação daquela produtora de juntar, no mesmo palco, artistas nacionais e estrangeiros. A ideia, de acordo com Belmiro Quive, mentor do Moments of Jazz, é sempre manter a identidade artístico-cultural moçambicana nos concertos e garantir uma troca de experiencias entre os artistas de cá e os que vêm de outras latitudes.

David Aguacheiro tem exposto, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, a exposição individual “Take away”. A obra apresenta uma série de imagens que exploram a relação entre o Homem e natureza das coisas.

A exposição intitula-se “Take way”, oscila entre a fotografia, pintura e instalação.  

No Centro Cultural Franco-Moçambicano, a individual de Aguacheiro navega num mar de desejos, com tambores a bordo.  

“Take way” é, igualmente, uma colecção de artefactos, naturais e artificiais, na qual o artista explora importância de pequenos objectos.  

Com imagens aparentemente humanas, a obra de Aguacheiro explora o físico e o ambiente.

Esta exposição esta patente no Franco até finais deste mês.

 

Iniciou no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, o trigésimo curso de literaturas em língua portuguesa. O evento tem como lema “a arte da palavra” e conta com participação de poetas, escritores e professores de literatura.

Trata-se de uma iniciativa que pretende fomentar a reflexão de diversas temáticas literárias nacionais e de outros países de língua portuguesa.

Nesta edição, a iniciativa do Centro Cultural Português tem como convidada especial a escritora e jornalista lusa, Alexandra Lucas Coelho.

A Embaixadora de Portugal, Maria Amélia Paiva, aquando da abertura do curso, expressou, no seu discurso, os principais eixos de discussão que farão parte do curso e a própria importância do curso.

O trigésimo Curso de Literaturas em Língua Portuguesa cruzará especialistas em literatura, escritores, estudantes e o público em geral. O seu encerramento será no dia 13 deste mês.

 

Realizou-se, sábado, no posto administrativo de Tchaimite, distrito de Chibuto, a primeira edição do festival de Bambeni. A iniciativa é apadrinhada pelo antigo chefe de estado, Alberto Chissano, e pretende desenvolver o turismo naquele posto administrativo e em particular na lagoa de Bambeni.

Este foi o primeiro de tantos festivais que se pretende que venham a acontecer e ajudem a promover o turismo no posto administrativo de Tchaiminte, no distrito de Chibuto, na província de Gaza, através da lagoa de Bambeni.

O Festival Bambeni, que contou com um número considerável de visitantes, abriu espaço para se divulgar as potencialidades da Lagoa e a diversidade gastronómica, artesanal e cultural disponibilizada pelas comunidades locais.

Durante o dia de sábado, enquadrado nesta festa, tiveram lugar acções como a cerimónia tradicional, visita à lagoa com os turistas e participantes a terem oportunidade para apreciar e visualizar barcos, exposição e venda de produtos agrícolas.

Bambeni testemunhou, igualmente, actividades de pesca desportiva, canoagem, entre outras. Para esta primeira edição, várias actividades foram levadas a cabo, incluindo exposição de vários produtos. A música, como não podia deixar de ser, foi um dos atractivos do festival de Bambeni, sendo de destacar as actuações de Mr. Bow, Liloca e Mabermuda que fizeram o público vibrar.

O patrono da iniciativa, Joaquim Chissano, diz que felicita o governo local pela abertura. Chissano destacou, na ocasião, as potencialidades agrícolas da região.

O turismo contribui com apenas um 1% de receitas para o governo provincial em 2017. A governadora da província de Gaza, Stela Zeca, vê nesta iniciativa uma oportunidade para o alargamento de espaços turísticos a nível da província e, consequentemente, mais receitas para o Estado.

Os expositores vem com bons olhos a organização de festivais na localidade de Tlhathene no posto administrativo de Tchaimite.

Os dias parecem correr a uma aceleração invulgar para os organizadores envolvidos na organização da mega festa dos 200 anos de elevação da Ilha de Moçambique à categoria de cidade. A uma semana para o dia 17 (data da efeméride), já não há espaço para hospedagem nos hotéis, casas de hóspedes, pensões ou outro tipo de locais de dormida.

A informação é confirmada pela direcção do Turismo no Município da Ilha de Moçambique, na voz de Abacar Naimo. “Até vamos utilizar algumas casas de privados que já nos cederam para podermos alojar as pessoas, pois, haverá muita procura nessa data”.

Espera-se entre 1500 a 2000 pessoas na celebração dos 200 anos. Fala-se de altas individualidades, mas ainda não se revela nomes. Verdade, porém, é que espera-se muita agitação na pequena porção de terra que foi a primeira capital de Moçambique.

O trânsito na ponte de 3 km que liga o continente à ilha será gerido de tal forma que não haverá circulação normal de veículos. Haverá um parque nos dois extremos e circularão viaturas devidamente autorizadas para levar as pessoas de um ponto para o outro, tudo para evitar engarrafamentos difíceis de gerir, atendendo que a ponte tem apenas uma faixa de rodagem e no intervalo de alguns troços há uma espécie de pontos de cedência de circulação que só dão para duas viaturas.

São menos de 250 km que separam a cidade de Nampula e à Ilha de Moçambique. A celebração do bicentenário, este ano, marca uma grande festa que conta com o envolvimento da UNESCO atendendo que a Ilha de Moçambique é património da humanidade.

 

A cantora Marllen, popularmente conhecida por Preta Negra, lança, na próxima quinta-feira, o seu Gabinete de Responsabilidade Social. A cerimónia terá lugar na cidade de Maputo.

Através desse gabinete a cantora pretende desenvolver acções que possam contribuir para redução dos problemas enfrentados por crianças, adolescentes, jovens e mulheres em Moçambique. A cantora e Activista Social quer usar a força da sua presença no espaço público nacional para contribuir para o desenvolvimento da sociedade moçambicana.

As áreas de intervenção do Gabinete são a luta contra a mortalidade infantil (Mwana), o incentivo ao aleitamento materno (Ser Mãe), o apoio às vítimas de calamidades naturais (Ajuda Moçambique), a promoção de mudança de comportamento em adolescentes e jovens (Ser Responsável) e o contributo para reinserção social de mulheres.

Marllen afirma que com a iniciativa pretende mostrar as suas facetas como mãe, mulher e jovem moçambicana preocupada com o desenvolvimento social das crianças, adolescentes, jovens e mulheres.

Para o alcance das metas previstas, o Gabinete de Marllen vai conceber e implementar campanhas de intervenção social. A componente artística vai se aliar a social, sendo que serão criadas e divulgadas músicas e vídeos para a mudança de comportamento na sociedade, entre outras acções.

É de referir que Marllen vem, ao longo dos anos, realizando várias acções de cariz social. Em 2010 Marllen participou em Kampala, Uganda, na cimeira da União Africana, onde actou num dueto com a reconhecida cantora sul-africana Ivone Tchaca-Tchaca. No evento, Preta Negra foi nomeada “Embaixadora para a Luta Contra a Mortalidade Infantil”.

Em 2015, a artista lançou a campanha beneficente “Ajuda Moçambique”, com vista a sensibilizar e angariar apoios para as vítimas das cheias e inundações. Como resultado da acção, foram angariadas duas toneladas em roupas, alimentos e materiais de construção civil para a zona norte de Moçambique (Mocuba). Em 2016, depois de dar à luz ao seu segundo filho, Marllen lançou a campanha cívica “Ser Mãe”, visando promover o aleitamento materno.

Pensando na inserção social de mulheres em cumprimento de penas, a cantora, em parceria com a artista Anita Macuacua, promoveu um evento de confraternização com as Internas do Centro Penitenciário de Ndlavela. No evento, que foi realizado no âmbito das celebrações do dia 7 de Abril de 2018, contou com a participação de cerca de 20 colegas artistas mulheres.

Ainda neste ano, a artista formou-se em comunicação responsável para a mudança de comportamento em matéria de doenças sexualmente transmitidas, HIV/Sida e paternidade responsável. A criação do Gabinete de Responsabilidade Social da Preta Negra pretende consolidar e estruturar todas as acções de activismo social que a artista vem desenvolvendo desde 2011.

 

 

O grupo Zambezi String Quartet inaugurou, em Maputo, o Moçambique Ciclo Clássico, um conjunto de concertos dedicado à música erudita. Com violinos afinados, o Zambezi String Quartet inaugurou o ciclo clássico com O Mundo do Quarteto de Cordas.

No edifício Platinum, obras clássicas de Beethoven, Mozart e Brahms ecoaram ao público uma viagem pelo tempo com o melhor da arte erudita.

Stella Mendonça, Cantora Lírica uma das responsáveis pelo Moçambique Ciclo Clássico, disse que o objectivo deste evento é criar experiências estéticas da música erudita e fazer uma espécie de revisitação espiritual.

Para a cantora lírica, vale a pena promover a música erudita a nível nacional porque as barreiras artísticas e culturais deixaram de existir.

Moçambique Ciclo Clássico é um espaço que pretende apresentar atracção diferente a cada concerto, com artistas estrangeiros conceituados. O evento foi concebido pelas cantoras líricas Stella Mendoça e Sónia Mucumbi.  

 

+ LIDAS

Siga nos