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O País – A verdade como notícia

A cidade de Maputo, especificamente a Escola Portuguesa, acolheu no sábado a Feira Internacional das Embaixadas, na sua 3ª edição. Trata-se de um evento cultural que é uma vitrina de excelência cultural e comercial dos vários países representados através de duas das suas embaixadas em Moçambique.

No local danças, artesanatos, pinturas, roupas e comidas típicas foram algumas das atrações. Na ocasião os representantes dos vários países cujas embaixadas estão acreditadas em Moçambique com destaque para Índia, destacaram a importância deste tipo de eventos para a convivência sobretudo dos diplomatas de vários países e promoção de cada cultura.

As diversas culturas presentes tornam o evento uma rica experiência, promovendo cultura, conhecimento, entretenimento e altruísmo. Denominado Bazar Internacional das Embaixadas, o evento foi organizado pela BAOBAB, uma associação sem fins lucrativos, composta na sua maioria pelos cônjuges de diplomatas acreditados em Moçambique.

A Associação Cultural MOZOLUA em parceria com o Conselho Municipal da Cidade de Maputo, patrocínio dos Caminhos de Ferro de Moçambique e apoio do BCI, Água Namaacha, Chitará Sound, Pixel – Design e Serviços e Coca-Cola realiza nos próximos dias 23 e 24 de Novembro corrente o Festival Municipal de Artes e Cultura 2018.

O evento a ter lugar no Centro Cultural Franco-Moçambicano, pretende exaltar a riqueza artística e cultural da cidade de Maputo, quanto espaço que congrega muitas facetas em termos de criação e inovação.

O festival procura oferecer aos munícipes um programa pensado para as famílias e outros públicos, onde desde as primeiras horas do dia, a audiência têm a possibilidade de viver momentos de lazer, disfrutar da gastronomia, apreciar o melhor do artesanato local, ver os vários movimentos teatrais e literários que a cidade das acácias continua a forjar.

O Festival Municipal de Artes e Cultura surge igualmente num contexto de promoção do turismo doméstico, tendo em conta o vasto património histórico (material e imaterial) de que Maputo dispõe, reforçando deste modo o conjunto de esforços desencadeados por outras entidades no campo das artes e cultura na capital do país.

Este ano decideu-se escolher como lema do festival: “Água é Vida”, este recurso vital e de capital importância para o ser humano e que ameaça escassear nos próximos tempos, caso na haja uma acção energética visando preservá-lo. Acha-se, quanto MOZOLUA, que as artes podem jogar um papel importante para que a sociedade compreenda a responsabilidade que todos os actores carregam consigo que a escassez do líquido precioso não se consuma. Por isso quer-se que o festival também seja um instrumento de intervenção nesse sentido, estimulando a adopção de medidas mais racionais em termos de consumo de água para que as actuais e futuras gerações tenham o direito de continuar a existir, pois sem água não há vida.

Na primeira noite de espectáculos haverá Kapa Dech e Salimo Muhamed, como que a inaugurarem os dois dias de intensa festa para no dia seguinte, dia 24 de Novembro, a partir das 10 horas arranca uma feira de gastronomia, artesanato, teatro e poesia. A noite a festa vai continuar, com actuações ao vivo dos Ghorwane, Ras Haitrm, Gran Mah, Thikyt e Banda Pentescostal.

Sónia Sultuane e Jorge Dias uniram esforços para juntos produzirem uma exposição de arte contemporânea. Intitulada “Pancho: outras formas e olhares”, a colectiva será inaugurada às 18h30 desta segunda-feira, no Museu Nacional de Arte, na cidade de Maputo.

Por via desta exposição que é uma abordagem à obra de Pancho Guedes, a dupla de artistas pretende, na verdade, partilhar e chamar a atenção à vasta obra daquele arquitecto, na percepção de Sónia Sultuane, um pouco esquecida pelos moçambicanos.

A pretensão de organizar esta colectiva surge da visita que os artistas efectuaram à residência de Pancho Guedes, em Sintra/ Eugaria, em Portugal. Nessa circunstância, Sultuane e Dias perceberam bem de perto a dimensão das várias artes do arquitecto.

Uma das coisas que interessam aos expositores é que os visitantes de “Pancho: outras formas e olhares” deixem-se levar numa viagem na qual os materiais são tratados de uma forma diferente, com equilíbrio entre o desenho e forma, uma nova forma de ver e estar na arte. Para a autora de A roda das encarnações, esta exposição feita com contraplacado, madeira,  pedras, mosaico, vidro e instalação é um conjunto de poemas “ditos”, que se libertam e tomam corpo das artes plásticas.

“Pancho: outras formas e olhares” estará patente na cidade de Maputo durante três meses. Num primeiro momento, estará patente durante dois meses: de hoje a 19 Janeiro de 2019. Depois, no dia 23 de Janeiro do próximo ano, a exposição passa para um novo espaço, Edifício-Sede do BCI, igualmente na capital do país, onde ficará patente até 16 de Fevereiro. O prazo foi pensado de modo a permitir um maior número de visitantes e uma maior diversidade de programas que os artistas irão organizar, como debates, workshops e visitas guiadas.

Esta exposição colectiva possui uma obra que será leiloada e os fundos revertidos a favor dos Serviços Oncológicos de Moçambique.

A exposição de Sónia Sultuane e Jorge Dias tem dois textos de apresentação, um da autoria de José Forjaz e outro de Alda Costa.

 

O Instituto Superior de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande (ISCTAC) na Beira, vai lançar o seu primeiro filme educativo sobre HIV/SIDA. O filme com a duração de oitenta minutos, retrata uma história de factos reais de um casal em que o marido empresário envolvia-se com trabalhadoras de sexo sem protecção.

Segundo o mentor do projecto, o filme relata uma história baseada em factos reais em que um homem sai de casa e vai morar com uma trabalhadora de sexo como a segunda esposa, onde ficou gravemente doente. E como primeiro recurso, foi ao curandeiro, já na fase avançada da doença, e foi socorrido para o hospital, diagnosticado HIV/SIDA.

Apesar de existirem várias plataformas que transmitem informações relacionadas com a chamada "doença do século", o ISCTAC explica o que lhes motivou a produzir o filme de forma audiovisual.

“O objectivo do filme é para incentivar a mudança de comportamento e aderência aos serviços do TARV”, disse Mabor Mestiço, mentor do filme.

Representantes do governo, estudantes, Organizações que cooperam na área de HIV/ SIDA, líderes religiosos, entre outras ONGs são os principais convidados para o lançamento deste filme.

Em 157 páginas Elísio Macamo faz o levantamento do que considera grandes desafios das ciências sociais em Moçambique. A obra “Sociologia Prática: Como sociólogos resolvem problemas analíticos”, foi lançada na manhã desta sexta-feira, na Universidade Eduardo Mondlane.

Para o prefaciador da obra, Manuel Macie mais do que chamar à reflexão sobre os problemas que enfermam as ciências sociais, a obra constitui um instrumento imprescindível para a formação dos futuros sociólogos.

Elísio Macamo é professor de estudos africanos na Universidade Basileia na Suíça e chefe do departamento de ciências sociais da Faculdade de ciências históricas na mesma universidade. Já publicou “A leitura Sociológica”, em 2004 e foi co-autor da obra “Como aprender a estudar”, em 2005.

Cem músicos, entre cantores, coros e instrumentistas juntar-se-ão, esta sexta-feira, no palco do Cine Teatro Gil Vicente, em Maputo, para comemorar os cincos anos da Temporada de Música Clássica.

Ano passado, Stewart Sukuma foi um dos célebres convidados do Xiquitsi para actuar na quarta Temporada de Música Clássica de Maputo. Na altura, o galanteador da “Julieta” e da “Felizminha” revelou que cantar ao som de orquestra, sobretudo moçambicana, foi a realização de um sonho.

Uma edição depois, quem se sente na mesma condição de estar a realizar um sonho é Wazimbo, que, apesar de trilhar os labirintos da música há décadas confessa que nunca teve até aqui uma oportunidade de cantar ao ritmo clássico. “Eu já vinha desejando emprestar a minha voz a uma orquestra. Quando me surgiu este convite para fazer parte da Temporada de Música clássica, não me fiz de rogado”.

Wazimbo integrou, há anos, a afamada Orquestra Marrabenta. Ainda assim, o músico adianta que naquele agrupamento nunca esteve aos níveis de orquestra em que estará, hoje, no Xiquitsi, por isso assume: “Neste final de Temporada de Música Clássica estarei ao nível mais alto de performance com orquestra. Foi bom, ao longo desse tempo todo, ter sabido esperar. Finalmente vou poder desfilar num palco acompanhado com uma orquestra a sério”.

Para Wazimbo, actuar em palco sempre é algo emocionante, mas, neste caso, a emoção é acrescida por contar com um maestro que acompanha a sua performance. Ao concerto, Wazimbo leva duas músicas: “Nwahulawana” e “Sapateiro”.

Quem também vai actuar neste derradeiro concerto da presente Temporada de Música Clássica de Maputo é Mingas. A cantora vai levar ao Cine Teatro Gil Vicente a emoção moçambicana que sempre a caracteriza. Mingas quer, com Xiquitsi, divertir-se o máximo que puder, pois, no seu entender, a música é isso mesmo, gozar os momentos, podendo, daí, elevar-se a outros patamares. “Sinceramente, estou feliz por estar aqui, porque acho este projecto muito bonito e importante para a nossa música. Precisamos levar a nossa música popular a níveis clássicos e a outros estágios. Tudo isso depende de nós próprios”.

Com o suporte da Banda Nkuvu, à imagem do que sucedeu ano passado, Stewart Sukuma vai subir ao palco com o Coro e Orquestra Xiquitsi. O músico julga que o espectáculo será um evento bem apreciável, mesmo porque a Temporada de Música Clássica de Maputo não pára de crescer. “O concerto foi muito bem preparado, e, particularmente, neste evento, vou cantar músicas que habitualmente não canto noutras ocasiões, o que torna o espectáculo muito especial para mim”.

Stewart Sukuma acredita que com este tipo de concerto realizado pela Associação Kulungwana, o público moçambicano sai a ganhar porque vai começar a habituar-se a ouvir composições da música popular moçambicana ao som de instrumentos clássicos. Ainda que o caminho seja longo no processo de se criar uma simbiose perfeita entre a música popular e a clássica feita no país, para Sukuma este é um bom princípio. O que deve continuar a acontecer é trabalhar-se com mais profundidade para que a mistura seja ainda melhor. Para o efeito, “precisamos de tempo, dinheiro e investimento. Só assim as pessoas podem ficar boquiabertas. Para mim, este é um início para uma viagem com destino aprazível e recompensador”.

Na óptica de Sukuma, e, neste tipo de iniciativas ganham todos porque a mistura de estilos significa juntar públicos. “Por exemplo, um público que não iria ao meu concerto, estará aqui, e os que nunca iriam aos concertos do Xiquitsi, também estarão aqui pela diversidade que o espectáculo musical oferece. Assim a música fica com mais relevo e mais brilho”.

No concerto de celebração de logo à noite, vai haver festa e surpresas. Quem garante é Kika Materula, directora artística do projecto. E a artista esclarece: “vamos contar a nossa história em forma de concerto e espero que quem não conhece o Xiquitsi passe a conhecer nesta ocasião e os que conhecem possam reviver o que nós fizemos ao longo destes cinco anos”.

Outros músicos que vão celebrar o quinto aniversário da Temporada de Música de Maputo são os irmãos Willy e Aníbal e Banda Kakana. No palco, estarão cerca de 100 músicos.

 

Suor e garra marcaram o espectáculo da semifinal da 7ª edição do “Vodacom Turma Tudobom”. Na ocasião, participantes e professores disseram estar felizes com o nível demonstrado durante o correr do espectáculo.

Nesta edição alunos foram desafiados a provar o nível do seu conhecimento e todo o seu potencial através de questões ligadas a cultura geral; os participantes foram quase que perfeitos, acertando a sete das oito perguntas nas disciplinas de Geografia, Português, História e Matemática.

Para além da disputa de conhecimentos de cultura geral entre escolas das três regiões do país, houve, também, o concurso de canto, dança, poesia e Teatro. Refira-se que as galas dessa iniciativa constituem um local de diálogo do conhecimento, espectáculo e aprendizagem.

Livro do escritor brasileiro Mário de Andrade será celebrado numa leitura dramática marcada para noite de sábado, na capital do país.

Homenagear Mário de Andrade. Esta é a intenção dos actores Expedito Araújo e Lucrécia Paco. Para o efeito, os dois artistas vão realizar uma leitura dramática com base num dos livros mais afamados da literatura brasileira: Macunaíma. O espectáculo de celebração da escrita de Mário de Andrade está programado para iniciar às 19 horas de sábado, no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), na baixa da cidade de Maputo.

A homenagem a Mário de Andrade na capital do país, de acordo com Expedito Araújo, actor brasileiro cá residente, foi idealizada porque tanto em Moçambique como no Brasil os momentos políticos são confusos, o que desencadeia uma reflexão que se pode robustecer com a leitura do livro Macunaíma por ter um forte cunho político.

Mário de Andrade é uma das grandes referências do Modernismo Brasileiro, cuja obra é muito bem conhecida em Moçambique. Mas por quê homenageá-lo com um trabalho alicerçado à obra literária Macunaíma, além de ser um marco brasileiro? Araújo justifica: “porque Macunaíma tem relevância singular: de enredo, nunca visto antes, de métrica e de construção das frases e com dissílabos e trissílabos numa mistura incrível que nunca vi igual”.

Por se tratar de uma apresentação, Expedito Araújo e Lucrécia Paco optaram por ter textos livres no papel para o que o actor brasileiro considera “jogar mais em cena” fique garantido. O formato do espectáculo, com efeito, será de interpretação dramática potente dos dois actores num cenário iluminado por velas e tochas. Como se impõe, o palco será o espaço da narração da história recontada a dois, pelos actores. No caso, quase num realismo fantástico, garante o brasileiro, sublinhando que Macunaíma é uma ferramenta para a transformação da sociedade: “acredito no teatro que é arte. Se não provocar, não é arte. Macunaíma faz reflectir pelo novo e pela diferença e transforma. Estamos trabalhando a interpretação de forma a ser genuína e palatável a todo tipo de púbico”.

O espectáculo intitulado Macunaíma terá uma duração que varia entre 50 e 60 minutos, e, antes da leitura dramática, o evento vai arrancar com um trecho do filme brasileiro com o actor Grande Otelo no papel.

O espectáculo está a ser preparado há mais ou menos dois meses. Mas por quê a eleita para este duo foi Lucrécia Paco? “Pude conhecer seu trabalho no ano passado. Também pude saber muito de sua forma de pensar e actuar, e seu lugar de artista na sociedade moçambicana e isso me instiga. Nosso encontro se deu de forma harmónica. Tenho actuado com muitos moçambicanos, e tem sido de um lugar muito especial. Não preciso dizer que Lucrécia é uma das damas do teatro moçambicano. Estou feliz neste processo, e penso que ela também. Estamos aprendendo juntos. Na arte do teatro nosso aprendizado se dá até a morte”.

Ainda assim, admite Araújo, foi muito desafiante preparar Macunaíma, por ser um texto bem longo e muito rico. “Por isso foi grande o nosso tempo de seleccionar para essa primeira parte o que iríamos contar. Depois de muito estudo, chegamos juntos a uma conclusão unânime e foi incrível. Não vamos contar a história. Vamos viver alguns capítulos”.

Mário de Andrade nasceu a 9 de Outubro de 1893, na cidade de São Paulo. Foi um autor multifacetado, daí ter investido na carreira de poeta, escritor, crítico literário, ensaísta ou professor de música. É considerado um dos pioneiros da poesia moderna brasileira, com a publicação de seu livro Pauliceia Desvairada, em 1922, o mesmo ano que os modernistas brasileiros realizaram a Semana de Arte Moderna, uma renovação da forma como as manifestações artísticas eram realizadas até aquele período. A sua obra-prima, Macunaíma, foi publicada em 1928. Além deste, Andrade é autor de: A Escrava que não É Isaura, Primeiro Andar, Ensaios Sobra a Música Brasileira, O Movimento Modernista, O Carro da Miséria e Contos Novos. Mário de Andrade morreu a 25 De Fevereiro de 1945.

No âmbito das actividades da Escola de Artes Dans’Artes, da coreógrafa moçambicana Maria Helena Pinto, o Teatro Gil Vicente acolhe, no dia 16 de Dezembro, às 14Horas, a 3ª edição do espectáculo “A Força de Um Sonho”. O “show” será protagonizado por mais de 100 crianças, dos 03 a 17 anos de idade, de Maputo e Djonasse, das quais cerca de 50 são bolseiras da Dans’Artes.

Paralelamente, será lançado o primeiro álbum, com 10 músicas infanto-juvenis, da Dans´Artes e a participação, pela primeira vez, de alunos adultos que apresentarão dança. No mesmo palco do Gil Vicente, juntar-se-ão encarregados de educação dos alunos da Dans´Artes para proporcionar momentos de desfile de moda.

De acordo com a coordenadora do projeto, Maria Helena Pinto, A Força de Um Sonho “significa acreditar, lutar, persistir, visualizar, caminhar sem desistir do que se almeja; significa ver onde outros não alcançam; significa olhar para dentro de si e saber que se está no sítio certo, na hora certa, na causa certa e seguir em frente face a inúmeras adversidades, dificuldades, impedimentos, constrangimentos; significa abdicar de si pelos outros, significa ter o sentido de que se trava cada batalha por um bem enorme, maior do que nós próprios; significa ter encontrado o sentido, a via, a missão de sua estadia na terra; significa ter os pés no chão mas voando alto e realizando passo a passo um grande sonho, carregando outros sonhos nele”.

O espectáculo insere-se no âmbito dos planos de formação visualizados aquando da criação do projecto Dans’Artes que englobam técnicas de danças moçambicanas, ballet, moderna, contemporânea, hip-hop, valsa, kizomba, afro-beat etc.; no ramo da música, com canto e aprendizagem de instrumentos musicais; no campo das artes circenses formando em acrobacia, equilibrismo e malabarismo; contemplam igualmente esta formação, as artes plásticas, artesanato, poesia. Refira-se que a primeira e a segunda edições tiveram lugar em 2016 e 2017, igualmente no mês de Dezembro.

 

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