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Comemora-se, hoje, o Dia Mundial do Saxofone. E como forma de celebrar essa data, o saxofonista moçambicano, Moreira Chonguiça proporcionou um corte de bolo e conversa no Hotel Radson.

A sala estava cheia de saxofones e a música que se ouvia em todos lados vinha desse instrumento. O bolo, ao centro da mesa, tinha desenhos do instrumento. Parecia que o saxofone era um instrumento vivo prestes a ser vista no meio de todo aquele ambiente andando.  

Foi um momento único para celebrar esse instrumento, aliás, é a primeira celebração do género a nível do país. Moreira considerou essa data uma oportubidade para divulgar aquilo que é função do saxofone como instrumento musical, assim como algo que promove o bem-estar espiritual de quem o toca e de quem o ouve.

Kelton Massingue, um dos alunos de Moreira disse que esse dia é especial porque “celebra-se o nascimento do criador do saxofone, o belga. Pai de instrumentos de sopro, sendo até agora o instrumento de maior expressão”.

Por sua vez Moreira referiu que o saxofone é um instrumento presente em diversos momentos na música moçambicana. Sendo esse factor, a base para não se estar alheio a essa data. “Desde a geração do Chico da Conceição, Chio António, José Mucavel, Ze Calache temos o saxofone em nossa música. Nos dias actuais temos Ivan Mazuze, o grande mestre professor Orlando, isso nos mostra que nós já temos um espaço no mundo. Estamos aqui para celebrar esse dia porque Moçambique faz parte da Vila Global”, disse Moreira.

Saxofone, também conhecido popularmente como sax, é um instrumento de sopro patenteado em 1846 pelo belga Adolphe Sax, um respeitado fabricante de instrumentos, que viveu na França no século XIX. Os saxofones são instrumentos transpositores, ou seja, a nota escrita não é a mesma nota que ouvimos (som real ou nota de efeito). A maior parte dos saxofones são em Si? (como o saxofone tenor) ou em Mi? (como o saxofone alto e o barítono). O soprano é normalmente em Si?.

O Dia do Saxofone, conhecido popularmente como o Dia do Saxofonista, é celebrado anualmente a 6 de novembro. Sax, um célebre inventor de instrumentos em Paris, teve a ideia de criar o saxofone a partir da adaptação de uma boquilha semelhante à do clarinete num oficleide, em 1840. O seu desejo era criar o instrumento de sopro mais poderoso de todos.

Sax estudou na Royal School of Singing, em Bruxelas, onde teve sua formação musical. O belga trabalhava junto com seu pai, Charles, o qual ganhava a vida fabricando instrumentos musicais. Contudo, Sax focava seu trabalho na criação de novos instrumentos. Seus estudos de flauta e clarinete lhe permitiram fazer um significativo aperfeiçoamento do clarinete-baixo, em 1834. Acredita-se que foi a partir daí que o belga teve a ideia do saxofone: adaptar uma boquilha semelhante à do clarinete.

O saxofone foi exibido pela primeira vez em 1844, na “Paris Industrial Exibicion”, em Paris, o que chamou a atenção de todos pela sua “estranha” e bela sonoridade.

 

O director do Festival AZGO, Paulo Chibanga, a convite da Comissão Europeia foi um dos convidados para a conferência de uma das maiores plataformas de apoio e desenvolvimento da música no mundo – WOMEX 2018 – que acontece todos os anos na cidade de Berlim, Alemanha.

Paulo Chibanga tomou parte de um painel subordinado ao tema: “Criatividade como Vector para Criação de Emprego e Construção de Identidade”. O painel concentrou-se na identificação das estratégias regionais e locais mais apropriadas para apoiar o desenvolvimento da indústria criativa.

Neste painel, Giorgio Ficcarelli, director geral da Comissão Europeia para Cooperação e Deselvolvimento Internacional, apresentou o novo programa PALOP – Timor-Leste, de fortalecimento da indústria cultural e da música em cinco países africanos lusófonos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe). Timor-Leste é o novo programa da indústria cultural União Europeia-ACP.

Estiveram neste painel: Paulo Chibanga (Moçambique), Festival AZGO/Othama; Giorgio Ficcarelli (Bélgica), Comissão Europeia; Dominique Thiange (Bélgica), A.C.I; João Correia (Guiné-Bissau), Secretária de Estado da Cultura e Desportos da Guiné-Bissau; Marta Dobosz (Portugal / Polónia), Cross Culture Festival, Gindungo Artist Development e José Da Silva (Cabo Verde), Festival de Jazz de Kriol.

A participação de Paulo Chibanga no WOMEX 2018 permitiu que na qualidade de actor cultural partilhasse as experiências e necessidades de Moçambique, em matéria das indústrias criactivas, património cultural e oportunidades para discutir directivas e cooperação entre os paizes PALOPES e Timor leste, condição fundamental para o novo dispositivo de financiamento no valor de 18.000,000 Euros, que tem um programa que procura aumentar a empregabilidade e geração de rendimento no sector cultural na lusofónia africana e Timor Leste.

O programa tem o objectivo de reforçar o networking regional e incrementar o conhecimento no sector da cultura para o desenvolvimento e crescimento dos países pertencentes aos PALOP's e Timor, através de uma melhor visibilidade e difusão das actividades dos programas.

A participação de Moçambique no WOMEX 2018 é de capital importância quando se pensa na expansão dos movimentos artísticos e culturais que nos últimos anos vem dando uma contribuição importante para o desenvolvimento do nosso país. Aliás, foi por isso que Paulo Chibanga representou igualmente a OTHAMA – Plataforma Moçambicana de Artes, Cultura e Turismo, um organismo criado pelo KINANI, Mafalala Festival e AZGO para promover e consolidar uma rede de parcerias para o desenvolvimento sustentável, tendo como pilar as artes, a cultura e o turismo.

Paulo Cibanga, produtor e músico da Banda 340 mililitros fez parte da organização da segunda edição do Festival Internacional de música AZGO (18 a 20 de Maio).

AZGO é uma forma moçambicanidade de se dizer “Lets go”.  Assim como na primeira edição do festival, em 2011, um dos principais objectivos do evento é o intercâmbio entre músicos moçambicanos e artistas de outras partes do mundo.

 

A Água e a Águia, de Mia Couto, será apresentado esta terça-feira, na cidade de Maputo, aos leitores de todas as idades.

O novo livro de Mia Couto já foi lançado em Portugal, há mais ou menos um mês. Amanhã, chega a vez de a obra para crianças ser igualmente lançada na cidade onde vive o autor. Assim, quando forem 18 horas, a sessão de lançamento vai iniciar na Fundação Fernando Leite Couto, na capital do país.

Para colorir a cerimónia de apresentação do livro A água e a águia, foi convidada a actriz Ana Magaia para ler os textos.   

Este A água e a águia é o primeiro livro do Prémio Camões 2013 depois da trilogia As areias do imperador – cujos livros foram lançados durante três anos consecutivos – na qual o autor explora as diversas histórias relacionadas com Ngungunhana.

Este conto infantil, de acordo com uma nota da Fundação Fernando Leite Couto, atravessa todas as idades e conta com ilustração de Danuta Wojciechowska, canadiana que nesta colaboração com Mia encontra um espaço para reflectir poeticamente sobre a água, temática que inspira frequentemente o seu trabalho, dada a sua infância passada próxima à natureza: dos rios, lagos, florestas e montanhas.

Danuta Wojciechowska nasceu no Québec (Canadá), em 1960. Aos 17 anos de idade, Wojciechowska foi viver para Zurique (Suíça) e formou-se em design de comunicação. Em 1992, fundou o atelier Lupa Design, onde se dedica ao design, ilustração e cenografia. Fez estudos de pós-graduados em Educação pela Arte na Inglaterra. Actualmente vive e trabalha em Lisboa (Portugal). Além de A água e a águia, de Mia Couto também ilustrou outros livros para crianças do autor: O menino no sapatinho, O gato e o escuro e O beijo da Palavrinha.

A sessão de lançamento de A água e a águia inclui ainda uma conversa com Mia Couto.

 

Ungulani Ba Ka Khosa encontra-se no Brasil desde sexta-feira. Naquele país americano, o consagrado Prémio José Craveirinha 2018 vai lançar, pela editora Kapulana, o seu mais recente Gungunhana, livro constituído por duas obras do autor: Ualalapi e As mulheres do imperador.

O lançamento do livro de Khosa está marcado para esta segunda-feira, às 19h30, na Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo, numa cerimónia inserida no XVIII Encontro de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, a qual terá moderação de Tânia Macedo.

Nesta viagem ao Brasil, Ungulani Ba Ka Khosa vai ficar 25 dias. Por isso, não faltarão oportunidades para o autor moçambicano divulgar a sua obra, assinar autógrafos e conversar com os leitores brasileiros. Assim, no próximo dia 12, novamente numa segunda-feira, Khosa vai levar o seu Gungunhana à Blooks Livraria, onde se vai realizar uma conversa com o autor, moderada pelo jornalista Rodrigo Casarin. Dois dias depois, a professora Elena Bruigioni é que vai moderar a cavaqueira com o escritor, no entanto na Universidade Estadual de Campinas. E a promoção da escrita de Ungulani Ba Ka Khosa no Brasil não fica por aí. Às 10h30 do dia 23, durante a realização do II Seminário “A língua portuguesa na educação, na literatura e na comunicação”, a acontecer no Centro de Pesquisa e Formação, Gungunhana estará no foco da conversa entre Khosa e a escritora brasileira Maria Valéria Rezende.

Estas são as asctividades com Ungulani programadas para a populosa cidade de São Paulo, mas o escritor tem mais compromissos no Rio de Janeiro.

UNGULANI NO RIO

Na cidade de Rio de Janeiro, o Prémio José Craveirinha 2018 começa a actuar quarta-feira, no Encontro Literário FLUP Parque. Nessa Festa Literária das Periferias, autor moçambicano vai conversar com Carlos Carvalho e Janine Rodrigues. Ainda da FLUP, Khosa estará na mesa literária subordinada ao tema “Nossos passos vêm de longe”, com os escritores Djamila Ribeiro e Tom Farias.

Com efeito, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ungulani vai debater o tema “Literaturas africanas & Cinema & Histórias: olhares múltiplos, perspectivas críticas, leituras cruzadas” e o filme “O silêncio da mulher”, da autoria de Gabriel Mondlane.

22 deste mês será o derradeiro dia de Ungulani Ba Ka Khosa no Rio de Janeiro. Na universidade daquela cidade, Khosa vai apresentar o livro aos leitores numa conversa com Rita Chaves e Carmen Secco, moderada pela editora Rosana Weg, Directora Kapulana.

BALADA LITERÁRIA

Numa outra cidade brasileira, Salvador, no Estado da Bahia, Ungulani Ba Ka Khosa vai participar na Balada Literária, numa mesa de debate moderada por Nelson Maka e Marcelino Freire, no próximo dia 17.

Ao sábado diversos músicos apresentaram-se no palco do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano para reviver músicos já falecidos e assim como ajudar seus familiares directos. Ndzumba, que quer dizer festa, agitou e fundiu gerações e abençoou o sábado. 

A sala estava bem cheia. Ninguém queria perder o desfile musical de diversos das estrelas do nosso país. O objectivo que lhes unia era único: enaltecer as vozes nacionais que muito fizeram em prol da cultura e música moçambicana. Talvez seja por isso que a noite foi denominada de reencontro das grandes vozes. Eram gerações diferentes que se cruzavam no palco, estilos distantes que se entrelaçavam e assim tudo ficava com um único rótulo geracional: geração da música moçambicana.

Em pé movendo o corpo todo, sentados mexendo o pé e aplaudindo cada faixa musical, assim estavam o público que se deslocou ao concerto para reviver velhos temas, e velhos tempos que a música moçambicana pode proporcionar. Enquanto acontecia o espectáculo, em paralelo, acontecia a votação através de SMS dos artistas que eram homenageados. A lista era enorme: 11 artistas. Todavia, Zaida Chongo liderava a lista, depois seguiam Avelino Mondlane, Zena Bacar, Madala, Elsa Mangue e outros.

O palco foi aberto por Marlene. A jovem cantora levantou o público com a sua dança que se combinava com a voz. O público soltou o primeiro passo de tantos que vieram depois. Com seu clássico Nkosikazi Aniano Tamele sentiu a sua voz sendo sufocada pelas diversas vozes que vinham do público para ajuda-lo a cantar. Foi um momento em que o romantismo falou mais alto. O público amou a actuação de Aniano e por isso ao sair agradeceu-lhe com palmas que encheram a sala de ecos e gritos. Era talento entrando por detrás de talento. Parecia uma verdadeira chuva de estrelas. Magro, com uma camisa branca e calças vermelhas, entrou Magid Mussá na boleia de um passo de dança que o público de imediato começou a imita-lo.

Magid Mussá cantou e dançou. Como forma de transmitir a sua música, cantada em Bitonga, decidiu traduzi-la em português num improviso que arrancou até palmas do Ministro da Cultura e Turismo.

Marinela um cidadã brasileira que se fez ao festival confessou ao nosso jornal que veio acompanhar o festival por mera curiosidade e que estava impressionada com a qualidade das músicas e execução: “Sou de Brasil. Vim cá acompanhar o concerto e digo dizer que a música moçambicana é do mundo: tem qualidade, convida ao passo de dança e faz-me reflectir mesmo não conhecendo as línguas nacionais”.

Magid Mussá dançava e as luzes agitadas do palco diluíam-se nas suas calças vermelhas. A camisa apertada pelo cinto não resistência à dança do músico. Depois entrou em palco o exímio Isaú Menezes. Menezes levantou o público quando cantou a música do seu antigo professor de Geografia: David Mazembe e assim o comboio musical do Ndzumba foi sendo puxado pelos músicos nacionais. Alberto Mutcheca fez a sua guitarra chorar e as suas duas bailarinas vacinaram o público com delírios; como é possível dançar uma música que canta amargura que um amor não respondido? Talvez alguns se perguntaram, mas Mutcheca nada perguntava apenas cantava.

Silva Dunduro, Ministro da Cultura e Turismo disse que esse tipo de iniciativa é bem-vindo porque cria espaço de interacção entre gerações e enaltece aquilo que é a produção musical nacional. “Como Ministério da Cultura devemos dizer que estaremos sempre abertos para esse tipo de iniciativas”. José Mucavel, músico que também animou a noite, destacou que este festival era a realização de um sonho que ninguém mais acreditava nele; o sonho de reconhecer as estrelas que estiveram no desenvolvimento da música moçambicana. “É preciso acarinhar e abraçar essa equipa jovem que está na produção desse evento. É uma equipa jovem, mas com ideias muito maduras”, disse o autor do Balada Para Minhas Filhas.

Hélder Cassimo, representante da Movitel afirmou que esta edição já desafiava a equipa toda a pensar numa segunda edição, porque nunca é tarde para ajudar e eternizar aqueles que deram o seu máximo no nosso eixo cultural. Neste festival familiares directos de Fany Pfumo, Zena Bacar, David Mazembe, Madala, Elsa Mangue, Avelino Mondlane e Eugénio Mucavel foram oferecidos bolsas de estudo para frequentarem o ensino superior na USTM.

A Casa de Cultura Tainã recebe o artista moçambicano Makolwa Munguambe para uma residência artística com actividades programadas de exposição e oficinas.

O conversação entre a arte moçambicana tem ganhado um grande relevo nos últimos dias. Trata-se de uma conversação que se estende para diversos planos de arte: dança, cinema, literatura, música e não só. Desta vez o intercâmbio vai acontecer nas artes plásticas através de Makolwa Munguambe. Makolwa está a promover a sua arte em Campinas, Brasil.

A mostra “O Diálogo” em cartaz até 15 de Novembro, reúne pinturas e esculturas construídas a partir da reciclagem de madeira, radiadores de automóveis, sucatas, entre outros. Makolwa também ministrará oficinas de construção de marionetes gigantes, arte que aprendeu a desenvolver com o grupo de teatro de rua “Companhia Francesa Grandes Personagens”.

Durante as actividades, serão desenvolvidos bonecos gigantes a partir de barro e papel marchê, mistura feita de papel picado, cola e água. Os bonecos gigantes irão representar Bispo do Rosário, Mestre Moa, Marielle Franco e demais personalidades que tragam discussões de temáticas actuais. As oficinas são gratuitas.

Para TC Silva, coordenador da Casa de Cultura Tainã, a importância de construir redes e conectar pessoas é essencial. “A Tainã constrói redes e se expande através da Rede Mocambos, composta por comunidades quilombolas, indígenas, urbanas, rurais, associações da sociedade civil, pontos de cultura, oriundos de norte ao sul do país, conectados através das tecnologias da informação e comunicação. Toda a história da Tainã é reunir gente de muitos lugares. As nossas ações sempre estão interligadas a outras frentes e questões de lutas".

Nascido em Maputo no ano de 1968, Makolwa já participou em diversas exposições nacionais e internacionais, em oficinas de artes, palestras e workshops dentro e fora do país. Makolwa é autodidata e compõe seu trabalho a partir de experimentações de observação do mundo compondo um trabalho que alia criatividade, estética e preocupação com o meio ambiente.
 

Foi aberto, no Edifício-Sede do BCI, uma exposição de pintura que envolve alunos de diversas escolas primárias da cidade de Maputo. São criações de tintas e desenhos inspirados nos ideais humanos de Nelson Mandela.

Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável, disse uma vez Nelson Mandela; e foi combinando a criatividade das crianças e a personalidade de Mandela que a Universidade Pedagógica (UP) decidiu celebrar o centenário desse grande líder sul-africano através de um exposição de pintura feita por artistas de palmo e meio.

Os quadros, na sua maioria, procuram descrever em tons bem refinados de talento aquilo que Mandela defendeu na nação do arco-íris.

Os quadros expostos são uma fusão de linhas e tintas de 100 artistas de palmo e meio. Os futuros artistas foram orientados na harmonização das cores pelo mestre Naguib.

Esta exposição pretende ser um meio de transmissão do pensamento filantrópico de Nelson Mandela às crianças e não só.

A abertura da exposição foi, ainda, um momento de pintar, não só com tintas, mas também com as notas.

 

O músico DJ Ardiles, da cidade de Maputo, e o jovem músico Suraji, da província da Zambézia, estão em estúdio a gravar a música com título “Maravilhosa”. A música terá uma fusão de rítmos Nhanbaro e Pandza.

DJ Ardiles diz que foi à cidade de Quelimane a convite de Helton  O pensador, agenciador de Suraji, com o objectivo de produzir uma música para fazer vibrar os moçambicanos.

Para Suraji, este é um sonho que tem desde 2006, e, por isso, sente-se feliz por o realizar. "Espero que a fusão do Pandza e Nhanbaro que estamos a preparar seja mesmo um sucesso. Confio no DJ Ardiles e espero que a produção que ele está a fazer venha a alegrar os moçambicanos”, acrescentou.

A música “Maravilhosa" estará disponível na internet a partir do dia 10 deste mês.

No dia 03 de Novembro, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, vai acontecer o Festival Ndzumba. Uma iniciativa que visa homenagear vozes que deram brilho as lides musicais nacionais.

Aconteceu hoje, em Maputo, a Conferência de Imprensa sobre o Festival Ndzumba. Estiveram, numa única sala, músicos, jornalistas, produtores e artistas em geral.

Anunciou-se, na ocasião, que 11 artistas, já falecidos, serão homenageados em forma de festival no próximo Sábado. Trata-se de uma iniciativa que visa reconhecer as grandes vozes dos músicos que se destacam na cena artística nacional. Fora homenagear os artistas, a organização prevê oferecer bolsa de estudo para o ensino superior aos familiares directos dos artistas que serão revividos e reabilitar as suas respectivas casas.

O representante da Movitel, parceiro do evento disse que esse evento vai trazer uma grande importância no que diz respeito a valorização da cultura nacional. "A nossa empresa abraçou este projecto como forma de enaltecer a música moçambicana, apoiar a cultura".

A organização do evento reafirmou que através do festival, pretende enaltecer os feitos das grandes estrelas da velha guarda reabilitando casas de três músicos moçambicanos da “velha guarda”, bem como dar sete bolsas de estudo a igual número de filhos destes, numa acção em parceria com a Movitel, Universidade São Tomás de Moçambique (USTM) e a empresa de construção Deco.

O Reitor da USTM disse na sua intervenção que apoiar esse tipo de projectos é muito importante tendo em conta que a música é um vínculo de transmissão de valores de um determinado povo.

Representando os músicos que estarão em palco, Wazimbo expressou-se dizendo que "este festival é louvável porque vem amparar a ala artística que muitas fezes sente-se desamparada". Wazimbo destacou ainda a importância desse tipo de festival na eternização dos artistas que muitas vezes são esquecidos.

E porque o festival pretende reconhecer os familiares directos dos músicos já falecidos; Nelson Chongo, filho do casal Carlos e Zaida Chongo, disse que este é um momento único pelo qual sempre esperou. Uma oportunidade de elevação dos artistas que sempre elevaram a nossa bandeira. "Sempre aguardei por esse momento. Nunca esperava que chegaria uma oportunidade como essa que visa resgatar aqueles que sempre deram o seu melhor pela nossa cultura", disse Albino Nguenha, irmão do músico, já falecido, Jeremias Nguenha.

Festival Ndzumba vai reviver em forma de homenagem artistas como Fany Pfumo, Jeremias Nguenha, Zena Bacar, Lisboa Matavel, Carlos e Zaida Chongo, David Mazembe, Madala e outros. Neyma, Wazimbo, José Mucavel, Isau Menezes são alguns artistas que farão suas vozes vibrar neste festival.

 

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