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O País – A verdade como notícia

Presidências Abertas e Inclusivas como Estratégia de Comunicação Governamental é o título do livro da Stélia Neta, a ser lançado amanhã em Maputo.

Uma marca da governação de Armando Guebuza entre os anos 2005 e 2015, as presidências abertas – nome dado às visitas de trabalho do Presidente da Repúblicas pelas províncias – inspiraram uma tese de douramento em Ciências da Comunicação, defendida na Universidade da Beira Interior (Portugal) pela Stélia Neta, em 2017. Um ano depois, a tese foi adaptada em livro, sob a chancela da Alcance Editores.

Com o título “As Presidências Abertas e Inclusivas como Estratégia de Comunicação Governamental”, o livro faz notar que Armando Guebuza instaurou um ciclo de grande proximidade com os cidadãos através da estratégia conhecida por Presidência Aberta e Inclusiva, “em que o mais alto magistrado da nação abandona a Ponta Vermelha para governar o país a partir de locais humildes, em diversas partes do território”.

A autora conclui que, enquanto estratégia de relações públicas governamentais, as presidências abertas desempenharam um importante papel no esforço de construção da identidade nacional. “Estamos perante uma estratégia que se investe na aproximação da elite política ao povo, na tentativa de encetar um relacionamento de confiança, de participação política e a cooperação entre o Governo e seu povo”, escreve a autora.  

Stélia Neta diz ainda que aquela iniciativa de governação possibilitou uma comunicação sem intermediação entre os populares e o Presidente da República. “Toda a retórica presidencial soube potenciar e estimular os valores da moçambicanidade, com potenciais efeitos redutores nas diferenças étnicas entre a população. O sentido de pertença a um Estado uno e indivisível foi bastante explorado pelo discurso do Presidente”, que sempre recorria à primeira pessoa do plural (nós moçambicanos…). Os discursos de Armando Guebuza serviram também para estabelecer uma comunicação bilateral mais próxima e efectiva junto do cidadão, através da descentralização e reforço da administração local do Estado.

Membro do Conselho Universitário da UEM e do Conselho Nacional do Ensino Superior, Stélia Neta é doutorada em Ciências da Comunicação e mestre em Comunicação Estratégica pela Universidade da Beira Interior e licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra.

 

 

 

O escritor moçambicano,Ricardo Barradas, lança nesta quarta-feira duas obras literárias “Ilha de Moçambique, estórias da sua história” e “Memória dos elefantes de Moçambique”, trata-se de obras que representam um contributo para as comemorações dos 200 anos de elevação da ilha de Moçambique à categoria de cidade.

As obras recorda como o comércio do marfim foi, para além do comércio do ouro e dos escravizados, o massacre de elefantes e respectiva violenta agressão ambiental ocorrida especialmente nos séculos XVII e XVIII determinados pelo comércio do marfim, constitui peça básica deste livro.

O escritor dedica às duas obras aos jovens para lhes facilitar o conhecimento da história do país através de uma leitura simples e acessível.

Os relatos contidos nestes livros são factuais, minuciosos e objectivos, baseando-se em bibliografias listadas no final de cada um dos livros, conferindo um evidente rigor académico a estas obras.

As obras serão apresentadas pelo Eng. Álvaro Carmo Vaz, professor catedrático da Universidade Eduardo Mondlane que foi o primeiro Bastonário da Ordem dos Engenheiros de Moçambique.

O Conselho de Administração da Gapi, a instituição patrocinadora da sua edição, expressou as razões para o seu apoio: “Quando Ricardo Barradas nos convidou a nos associarmos a este livro, que retrata as estórias da história daquela que foi a primeira capital de Moçambique, a Ilha que leva o mesmo nome, fascinou-nos, dentre várias razões, o facto de te?-lo dedicado a? juventude.”

A Khuzula Editora procede no próximo dia 4 de Dezembro, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, ao lançamento do primeiro livro moçambicano de partitura e letras. Trata-se do Songbook dedicado a extensa obra de um dos maiores percursores da música popular moçambicana: Fany Mpfumo, o Rei da Marrabenta.

A obra foi produzida pelo agrupamento TP50 em parceria com a Musicarquivo – departamento da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, e está integrada na Colecção “Tempo dos Tocadores”.

Com a Colecção “Tempo dos Tocadores” pretende-se promover, não tão só o registo das letras e partituras musicais dos autores nacionais, mas também, proporcionar uma oportunidade aos músicos profissionais, amadores e estudantes, um instrumento que permita e estimule a este grupo a tocar Música Moçambicana. Outrossim, o facto tratar-se de um livro bilingue (português e Inglês) vai possibilitar a vários públicos, no estrangeiro sobretudo, a interpretar as obras de Fany Mpfumo.

Para iniciar esta colecção foi seleccionado um dos grandes nomes da música nacional: Fany Mpfumo. A escolha deve-se a consensualidade da sua importância e determinismo na Música Moçambicana.

O Songbook com o repertório de Fany Mpfumo: o cantor mais conhecido, mais amado, mais lendário e mais reverenciado de Moçambique e de sempre na nossa arena musical. Ao percorrer o Songbook o leitor poderá observar quão as letras e melodias de Fany Mpfumo eram tão belas quanto simples.

O prefaciador do livro, Samuel Matusse, autor do livro “Fany Mpfumo e Outros Ícones”, considera que a lançar o Songbook, o Tp50, Musicarquivo e a Khuzula, reverenciam e contribuem para a eternização deste homem, pois se os moçambicanos fossem politeístas Fany Mpfumo “Deus da Música Moçambicana”.

Matusse recorda que Fany Mpfumo é como daquelas descobertas importantes da ciência, que às vezes surgem por mera obra do acaso. Este monstro que viria a ser uma estrela cuja fulgurância a tornou uma das mais cintilantes estrelas no nosso cancioneiro popular.

Hoje arrancou o pequeno ciclo de cinema brasileiro, no Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM), na cidade de Maputo. Durante três dias, sempre a partir das 18h30, serão exibidos, naquele espaço, obras cinematográficas que retratam determinados contornos do universo artístico. Com os três filmes seleccionados, disse Jorge Dias, director do CCBM, pretende-se apostar num certo tipo de cinema capaz de inspirar as pessoas, mostrando-as que o sucesso, na arte, depende de uma entrega e compromisso.

A projecção do pequeno ciclo de cinema brasileiro iniciou com o filme Elis, que retrata a vida de Elis Regina, considerada a maior cantora brasileira de todos os tempos. De igual modo, dirigido por Hugo Prata e produzido por Fabio Zavala, o filme reconstrói o percurso de Elis Regina desde quando começou a carreira aos 18 anos de idade, mudando-se de Porto Alegre para Rio de Janeiro, até o auge de seu sucesso, que ultrapassou as fronteiras brasileiras, sem deixar de lado a sua grandiosa e meteórica ascensão na música, assim como o peso da fama, atribuídos a uma vida pessoal conturbada, que a perseguiram até à sua fatídica morte, na sequência de uma overdose.

Amanhã à noite, o filme escolhido para exibição é Das nuvens pra baixo, inspirado nos diários de Carolina Maria de Jesus publicados no início da década de 1960, quando pela primeira vez na história do Brasil uma favelada escreveu sobre seu quotidiano. O filme de 2015 tem direcção de Marco Antonio Gonçalves e Eliska Altmann.

Por fim, na quarta-feira, o filme que será exibido será Gonzaga: de pai pra filho. Neste enredo, decidido a mudar seu destino, Gonzaga sai de casa jovem e segue para cidade grande em busca de novos horizontes e para apagar uma tristeza amorosa. Lá, ele conhece uma bela mulher, Odaléia (Nanda Costa), por quem se encanta. Após o nascimento do filho e complicações de saúde da esposa, ele decide voltar para a estrada para garantir os estudos e um futuro melhor para o herdeiro. Para isso, deixa o pequeno aos cuidados de amigos no Rio de Janeiro e sai pelo Brasil afora. Só não imaginava que essa distância entre eles faria crescer uma complicada relação, potencializada pelas personalidades fortes de ambos. Baseada em conversas realizadas entre pai e filho, essa é a história do cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga, também conhecido como O Rei do Baião ou Gonzagão, e de seu filho, popularmente chamado de Gonzaguinha.

 

Cineasta e jornalista alemã conta em filme a história do pandza conectada com outras realidades do país. O documentário será exibido hoje, no auditório do CCFM, em Maputo.

Às 19h de hoje, a realizadora e jornalista alemã vai estrear, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, o documentário intitulado Pandza land. O filme com uma hora de duração retrata a história da música moçambicana, focando-se no ritmo pandza. A partir desta viagem pela arte musical feita no país, o filme de Roch explora variados aspectos da realidade quotidiana dos moçambicanos.

Para a realizadora alemã, a música em geral reflecte sempre o tempo contemporâneo e o espírito de um país. E, no caso, o pretexto do documentário tinha que ser o pandza e não nenhum outro ritmo musical porque, afirmou Heike Roch, se preocupa sempre com histórias relativas a perspectivas diferentes sobre Moçambique, algo que encontra no pandza, “uma palavra que aglutina muitos sentidos do rhonga/changana”, defendeu a alemã.

O filme Heike Roch foi gravado em 2016, a maior parte. Não obstante, as derradeiras filmagens realizaram-se um ano depois, portanto, em 2017. O início das gravações coincidiram com a realização da segunda edição do Festival de Pandza.

Ora, a produção deste documentário resultou, com efeito, de uma colaboração entre a artista e o antropólogo moçambicano Fernando Tivane, que fez um trabalho sobre a história do pandza. Além de interagir com Tivane, Heike Roch teve que conversar com muitas pessoas porque sentiu que existe inúmeras perspectivas sobre o ritmo musical. As conversas incluem entrevistas inseridas no documentário. Depois de todo o empenho nesse trajecto pelo passado de um ritmo, a jornalista espera que, neste filme, os espectadores ou telespectadores encontrem aspectos positivos de uma nação, cheia de dinâmica e emoção.

Em grande parte, Pandza land foi gravado na cidade de Maputo. Apenas houve uma pequena parte gravada na Quinta Tropical, na Matola. O filme é falado em português e legendado em Inglês.

Depois de se exibir no Centro Cultural Franco-Moçambicano, a projecção do filme passa para Quinta Tropical, às 18:30h do dia 2 de Dezembro. A 12 do mesmo mês, será exibido no espaço 16 Neto, também às 18:30h, na cidade de Maputo.  

SINOPSE

Pandza Land foca-se na realidade e na relação entre país do pandza e o estilo musical electrónico popular que se inspira na vida quotidiana. O termo comum pandza desenvolveu-se a partir da música e reformou o seu significado. No sentido musical, significa misturar-se e mexer-se. Para os moçambicanos, pandza é uma maneira de compreender e fazer a vida.

Pandza Land baseia-se numa série de histórias que reflectem a vida no país do pandza, produzido com uma equipa técnica moçambicana-italiana. O documentário transmite momentos contados através dos ritmos dos músicos da República do Pandza e do modo de vida dos bailarinos Os Bonecos. A iniciativa colectiva foi a base do projeto que além de ser um trabalho experimental, trouxe também muita diversão. Os intervenientes do filme são: Heike Roch (direcção e produção), Fernando Tivane (produção de entrevistas aos artistas), Tomás Django (que, com Fernando Tivane, foi conselheiro de conteúdo), Nataniel Neto (câmara), Alessandro Rossini e Heike Roch (edição), Artistas protagonistas: República do Pandza, DJ Ardiles, Mr Kuka, N´Star, Mr. Dino, Denny OG, Cizer Boss, Os Bonecos – Azocrim José Maundze e Almeida dos Santos Mavota.

 

PERFIL
Heike Kirsten Roch estudou design de moda em Berlim e São Paulo. Até o final dos anos 80, viveu em Roma, até 2012 em Hamburgo e Berlim. Trabalhou para agências de criação e editores, projectando produtos de tendência e previsão. Estudou jornalismo. Desde 2013, Roch trabalha na área da cultura em Maputo, como jornalista e autora.

 

Ainda no âmbito das celebrações do dia da cidade de Maputo, será lançada na quinta-feira a Antologia de Contos sobre Cidade de Maputo, pela editora Kuvaninga. O lançamento é fruto de uma oficina criativa.

Com esta iniciativa a Kuvaninga pretende publicar autores anónimos que nunca tiveram a oportunidade de ter um livro, devido a extrema exigência das editoras comerciais e o elevado custo de produção do livro no país.

A editora produz livros respeitando um processo artesanal: cose a capa de cartão (papelão reciclado) ao miolo através de uma linha. A Kuvaninga propõe ao mercado os livros mais acessíveis da história moçambicana, respeitando as qualidades mínimas exigidas para uma produção literária.

A editora que tem como objectivo estimular o hábito à leitura já disponibilizou no mercado moçambicano 23 títulos, entre poesia, contos, romance, drama, crônicas e ensaios de autores moçambicanos e estrangeiros.

Chica Sales inaugurou, esta quarta-feira, a exposição Dias e noites. Patente no Auditório do BCI, na cidade de Maputo, a individual da artista plástica investe na projecção da imagem da mulher e das preocupações aliadas ao seu quotidiano. Com efeito, não é uma mulher qualquer que interessa Sales nesta aventura pelo universo da pintura, mas a suburbana, que inspira e surpreende.

Ao mesmo tempo que a artista plástica eleva por via da pintura e do desenho o espírito feminino, deixa-se levar pela questão identitária, por via da qual espera que os visitantes da exposição possam ter a possibilidade de observar e reverem-se nas imagens nas telas ilustradas. E artista explica-se: “A minha proposta é fazer com que as pessoas possam, depois de apreciar a exposição, dizer para si mesmas que elas fazem parte do vêem”.

A inspiração de Chica Sales para esta exposição é a mãe, quem passou por experiências que caracterizam mulheres humildes, aquelas que sabem quanto custa ir buscar água ao rio, usar pilão no acto da cozinha e tantas outras longas jornadas. “Quando me lembro das histórias contadas pela minha mãe, sinto vontade de passar as suas narrativas para a tela ou para o papel”.

A exposição Dias e noites é composta por 27 óleos sobre tela, sete aguarelas, três lápis e uns tantos tinta-da-china. Alguns quadros desta individual são de exposições passadas, afinal, assim entende a autora, nada impede que os mesmos estejam ao lado de obras inéditas.

Na percepção de António Barros, jornalista convidado para dizer algumas palavras prévias sobre o poder criativo de Chica Sales na cerimónia de inauguração, o que está patente em Dias e noites é a vitalidade da mulher moçambicana, feita de sofrimento e de muitas batalhas. E Barros sublinha: “aqui temos retratada a mulher moçambicana que aprendeu, não sei de quem, o milagre da multiplicação do pão”.

Entre as obras seleccionadas para Dias e noites encontram-se “Amor” (óleo s/ tela – 50x70cm), “As máscaras” (óleo s/ tela – 80x100cm), “Caminhos diferentes” (óleo s/ tela – 100x120cm) e “Ao longo do dia” (óleo s/ tela – 90x120cm).

Chica: O trajecto

Chica Sales é o nome artístico de Francisca Sales Machado. A artista plástica nasceu a 28 de Fevereiro de 1964, no distrito de Panda, na província de Inhambane. Chica Sales tornou-se artista em 1996. Tinha, nessa altura, 32 anos de idade. Unindo tinta e versos, escreveu Silêncio gritando, um livro de poemas e pintura. Além da vocação atinente às artes, Chica Sales também é uma mulher do desporto. No passado, representou a selecção nacional de basquetebol, bem como o Costa do Sol e Ferroviário da Beira, nas modalidades de atletismo, ginástica e basquetebol. Em termos académicos, Chica Sales é formada pelo Instituto Industrial de Maputo no Curso Técnico de Construção Civil – Vias de Comunicação e Hidráulica, em 1984. Nos Estados Unidos de América, formou-se em Desenho de Interiores e Decoração, pela Patrícia Stevens School of Interior Design e Fashion Merchandise e pela New York School of Interior Design. Chica já expôs 16 vezes em individuais 23 vezes em colectivas, além de Maputo, nas seguintes cidades: Argel (Argélia), Beijing (China), Brasília (Brasil), Berlim (Alemanha), Cape Town, Joanesburgo, Pretoria, Sandton (África do Sul), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Miami (Estados Unidos).

 

Quando forem 16 horas desta quinta-feira, a maior exposição de fotojornalismo mundial, designada World Press Photo, será inaugura, no Jardim Tunduru, na baixa da cidade Maputo. Esta iniciativa é trazida ao país pelo Fotojornalismo Mundial Moçambique, entidade que conta com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos.

Esta será a terceira vez que a exposição World Press Photo será acompanhada pelas melhores fotografias tiradas por fotógrafos moçambicanos e estrangeiros sobre o tema “Religião e Crenças” em Moçambique e no resto de África, “um tema em constante evolução e moldando a sociedade africana”, segundo a curadoria.

De acordo com um comunicado sobre o evento, “as fotos vencedoras serão do Concurso de Fotografia Moçambique 2018 seleccionadas com base nas habilidades, reflexão do tema e paixão pela fotografia, por um júri constituído por Babette Warendorf (curador da World Press Photo), Christine Cibert (curadora da França), Jesper Milner Henriksen (Centro de Documentação e Educação Fotográfica – CDFF), Mauro Pinto (fotógrafo moçambicano), Nii Obodai (fotógrafo de Gana) e Paulo Nunes (Prodata, distribuidor oficial da Canon).

No mês passado, fotógrafos nacionais foram chamados a entrar para o Concurso de Fotografia. Aí, inscreveram-se cerca de 40 profissionais e amadores. Os resultados deste concurso cujo prémio varia de valores monetários a materiais, garantindo aos três vencedores a oportunidade de participar da exposição global em 2019, serão anunciados na abertura da Exposição World Press Photo, a inaugurar já na nesta quinta-feira, 22, às 16 horas, uma cerimónia que será dirigida pelo Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, com a presença da Embaixadora do Reino dos Países Baixos, Henny de Vries, e do edil da cidade de Maputo, David Simango.

A World Press Photo premia os fotógrafos pelas melhores imagens que contribuíram no ano anterior no jornalismo visual. É o principal concurso do mundo para fotógrafos profissionais de imprensa, fotojornalistas e fotógrafos de documentários. O Concurso de Fotografia de 2018 atraiu inscrições de todo o mundo: 4.548 fotógrafos de 125 países submeteram 73.044 imagens.

O júri seleccionou candidatos em oito categorias, incluindo a nova categoria de ambiente. Os vencedores são 42 fotógrafos de 22 países: Austrália, Bangladesh, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Egipto, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Noruega, Rússia, Sérvia, África do Sul, Espanha, Suécia, Holanda, Reino Unido, EUA e Venezuela.

Maputo junta-se assim, até 13 de Dezembro, a mais de 4 milhões de pessoas viram as imagens premiadas apresentadas em uma exposição itinerante em torno de 100 cidades em todo o mundo: de Amesterdão, a Washington, a Cali, a Islamabad, a Taipei. Os vencedores são 42 fotógrafos de 22 países: Austrália, Bangladesh, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Egipto, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Noruega, Rússia, Sérvia, África do Sul, Espanha, Suécia, Holanda, Reino Unido, EUA e Venezuela. Durante 22 dias em que decorre a exposição serão realizados debates, cujo arranque está para esta sexta-feira, no espaço Orange Corners da Embaixada do Reino dos Países Baixos, em Maputo, workshops para fotógrafos profissionais e amadores e visitas guiadas à exposição no jardim Tunduru, todos os sábados e domingos, orientada por Babette Warendorf, curador da World Press Photo.

O novo vídeo-clip de Lizha James foi lançado hoje e leva o título “My love”. O trabalho musical é, na verdade, uma homenagem da cantora ao marido e à família. Por isso, além da artista, o vídeo inclui como personagens Bang e a pequena Elisleyn, sua filha com oito anos de idade.

No que à música diz respeito, a cantora investiu numa fusão de estilos que inclui a marrabenta. A composição foi escrita em echuwabo, por essa ser a língua materna do marido. Com esta iniciativa, primeiro, a cantora almeja dedicar a obra musical a Bang. Num segundo momento, é pretensão da artista conquistar novos públicos, no caso da Zambézia, sobretudo por realizar vários espectáculos naquela província. As filmagens de “My love” foram feitas na praia de Bilene, no distrito da Macia, na província de Gaza. Num ambiente festivo, alegre, Lizha James coloca a família a aventurar-se na mensagem de afecto que pretende veicular aos moçambicanos.

Embora a língua principal seja echuwabo, há passagens na música que a cantora interpreta em xichangana e português.

“My love” é lançado a poucos dias de Dezembro. Nada Furtuito. Com isso Lizha James espera contribuir para alegrar a época festiva que se avizinha, inspirando e motivando as pessoas.

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