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Para celebrar o mês da Consciência Negra, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) realiza uma série de actividades em Novembro. São conferências, seminários, rodas de conversa, oficinas, exposições e apresentações culturais, em vários campi da universidade e também fora dela.

Entre os destaques da programação estão o IV Simpósio de Literatura Negra Ibero-Americana, incluindo uma mesa sobre literatura infantil de temática africana e afro-brasileira, e um seminário sobre a presença negra no Paraná, que acontecerá de 21 a 23 de Novembro.

A UFPR também receberá, para palestras e conferências, da escritora moçambicana Paulina Chiziane e o professor de filosofia, ensaísta e crítico Dionísio Bahule. Haverá ainda lançamentos de livros, mesas redondas, sarau e, no dia 18, uma homenagem aos 110 anos da umbanda. No dia 24, acontecerá o evento “Pensando a universidade para a população negra e construção de um calendário de actividades para 2019.

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de Novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de Novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os Estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil.

Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. A data de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em 1978, no contexto da Ditadura Militar Brasileira, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam.

Refira-se que a autora do Sétimo Juramento já foi condecorada pelo Brasil, através do Centro Cultural Brasil-Moçambique, com o diploma de ordem do Cruzeiro do Sul. Trata-se de uma ordem constituída logo após a independência do Brasil e que invoca uma estrela lá do Brasil.

 

 

É apresentado, nesta segunda-feira, na Arena das Artes, Brasil, o monólogo Nos tempos de Ngungunhana; trata-se de uma representação de Klemente Tsamba adaptada da obra de Ungulani Ba Ka Khosa.

Nos tempos de Gungunhana é uma peça de teatro baseada na tradição oral, onde um único elemento se desdobra em vários personagens para, com a cumplicidade do público, retratar alguns episódios mágicos paralelos à vida do célebre rei tribal moçambicano Gungunhana.

O texto da peça é em parte uma recolha dos relatos de “Ualalapi”, obra premiada do escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, condecorado pelo estado português com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo seu contributo para a divulgação da literatura e da cultura moçambicana, e da língua portuguesa, internacionalmente. Nos tempos de Gungunhana é um conjunto de histórias dentro de uma história, uma obra que parte de um tempo histórico e de uma
cultura particular para depois seguir numa viagem universalista e sem fronteiras.

A apresentação será feita no âmbito da programação das 20 atracções culturais, como espectáculos teatrais, performances e oficinas gratuitas serão realizadas em Maringá. A programação vai até 18 de Novembro e faz parte da 3ª edição da “Só em Cena – Mostra de Solos e Monólogos”, que neste ano traz atracções regionais e internacionais de Moçambique e Angola.

A abertura da programação na última sexta-feira será com o espectáculo “Calango deu – os causos da dona Zaninha”. Durante a mostra, serão apresentadas quatro performances de Maringá e 10 espectáculos de cidades como Londrina, Canoas (RS), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Natal (RN) e Moçambique e Portugal. Haverá duas apresentações culturais acompanhadas por interpretes  de libras.

Além dos espectáculos, serão realizadas duas oficinas, lançamento de livro, acção formativa e bate-papo após as apresentações. A ideia do projecto organizado pelo grupo “2 Coelhos Comunicação e Cultura” é aumentar a oferta de opções culturais na cidade e promover o diálogo entre os artistas locais e convidados.

A curadora da mostra de solos e monólogos, Rachel Coelho, disse que a organização procurou trazer a diversidade regional e geográfica nesta edição do evento. “A gente está bem feliz de poder dar continuidade para esse projecto, que já teve duas edições incríveis, sempre em Novembro”.

Esta apresentação era suposto que acontecesse, na sexta-feira, dia 09, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), o evento "Génesis Live – concerto coreográfico"; mas devido às comemorações do Dia da Cidade, na Praça da Independência, acabou sendo adiado.

 "Génesis Live – concerto coreográfico" de Allan e Ídio Chichava vai ser apresentado no mesmo local no dia 07 de Dezembro, as 19h. O mesmo contará com a participação da Banda Dugê, Case Buyakah, JR New Joint e Edna Jaime.

O espectáculo caracteriza-se pelo rap de intervenção social e motivacional, materializado pelo micro do rapper Allan. Este projecto evoca um conceito espacial bastante revolucionário na performance hip-hop, observando sempre o conceito bíblico de família, escrito no livro de Génesis, contextualizando uma história cheia de altos e baixos, que são temperaturas que anunciam um espectáculo com um estado de tempo agitado.

 

 

 

A dois dias das celebrações dos 131 anos, a cidade de Maputo recebeu ontem um presente de aniversário: o livro que revive o dia-a-dia da periferia da antiga Lourenço Marques. A história é contada pela vovó Nely Nyaka.

Alguém se lembra da antiga Lourenço Marques? Ou como era a vida nos seus subúrbios? Para os mais novos, viajar nas histórias de vida da periferia da Grande Cidade poderá ser revelador. Para os mais velhos, ler Mahanyela será uma viagem ao passado.

Mahanyela é a obra através da qual a Nely Nhaka revive o dia-a-dia dos bairros periféricos da antiga Lourenço Marques, a partir dos anos vinte do século passado.

Apesar do brilho da obra, a filha que traduziu de ronga para português os cenários desenhados pela mãe, revelou que não foi fácil radiografar a antiga Lourenço Marques. Afinal, vovô Nely, como é carinhosamente tratada, já tem uma idade avançada e há memórias que lhe escapam.           

Sempre bem-humorada, a autora não quis alongar-se, até porque o livro certamente falará por si. Vovô Nely limitou-se a agradecer.

Quem também agradece é a literatura moçambicana que ganha uma obra que se distingue pelo posicionamento da autora como mulher, mãe, esposa e dona de casa.

Mas “a vida na periferia da grande cidade” traz mais do que uma perspectiva feminista, ela rebusca valores perdidos.

Com 98 anos de idade, Vovô Nely entra no mundo das letras com a “Mahanyela: a vida na periferia da grande cidade”.

Em forma de concerto, a banda integrada por brasileiros e moçambicanos vai homenagear,  no CCBM, dois autores da Música Popular Brasileira.

Há concerto, nesta sexta-feira, no Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM). Quando os ponteiros do relógio atingirem 19h, a Banda Mistura Fina vai apresentar-se com um "Tributo a Alcione e Alexandre Pires”, cantores brasileiros.

A ideia desta homenagem musical surge porque, de acordo com Beatriz Megessane, integrante da banda, durante as apresentações de Mistura Fina, os membros notaram que o público constituído por moçambicanos e brasileiros residentes no país pediam muito as músicas de Alcione e Alexandre Pires, e, portanto: “Isto nos sinalizou o grande carinho que o público em geral tem por estes cantores, daí a ideia do tributo”. Assim sendo, com o concerto, garante a brasileira, o público que for ao CCBM irá ganhar momentos de descontração, alegria, e a oportunidade de ouvir alguns dos maiores sucessos daqueles autores da Música Popular Brasileira.

O espectáculo de logo à noite será essencialmente de música, é certo, mas não só, afinal outras manifestações artísticas, como dança e interpretação, serão convocadas. De igual modo, Expedito Araújo, actor brasileiro, contará algumas curiosidades da vida de Alcione e Pires.

Além de cantar músicas dos homegeados, a Banda Mistura Fina vai interpretar temas musicais de outros cantores brasileiros bem conhecidos pelo público moçambicano, num espectáculo que vai durar perto de hora e meia, pensado para um auditório diversificado: jovens, adultos, velhos, empresários e donas de casa.

Mas por que tributar aqueles autores brasileiros em Moçambique? Beatriz Megessane responde: “É uma forma de homenagear a obra destes cantores em vida,  e também presentear ao público com os maiores sucessos dos seus ídolos”.

Fora o concerto desta noite, Mistura Fina já actuou em várias circunstâncias em Maputo, principalmente, como no Restaurante Mar na Brasa, para onde tem ido uma vez em cada dois meses, Restaurante Marítimo, Casa da Maria, CCBM, Winer lovers, Soul Gourmet, em Pretória, na Embaixada do Brasil, Escola Portuguesa e Bar e Bar.

Neste tributo duplo, a banda tem como convidado especial, além de Expedito Araújo, actualmente radicado em Maputo, o músico moçambicano Jesse Malunguissa: “A escolha dos dois se deu porque Expedito já conhecíamos de trabalhos como actor reconhecido no eixo Rio/São Paulo, e Jesse porque possui muita afinidade com a música brasileira e aqui em Moçambique tivemos algumas oportunidades de ver os dois juntos actuando neste formato de música e história em tributos que juntos realizaram a nomes como Djavan, Tim Maia  e Jorge Vercílio”.

AS MISTURAS DE UMA BANDA FINA

A Banda Mistura Fina foi fundada em Outubro de 2014, na cidade de Maputo, num evento que resultou do encontro dos músicos brasileiros: Claudinho, Josias, Sebastian e Bia. A banda também conta com dois moçambicanos: Mauro Paulo, professor de teclado, arranjador e tecladista, e Sílio Gonçalves, baterista.

A editora Marimbique lança, amanhã, quinta-feira, no átrio do Museu dos CFM, em Maputo, o livro de memórias de Nely Nyaka (Vovó Nely), intitulado “Mahanyela – A Vida na Periferia da Grande Cidade”.

Este livro – que conta uma história inspiradora, de uma notável senhora, que até os dias de hoje se destaca pelo seu activismo social profundo, passando experiências encorajadoras, vividas na família e na comunidade que influenciou – é uma herança valiosa para todos aqueles que o poderão ler. Por isso e também pelo reforço a literatura moçambicana, a Cornelder de Moçambique, no âmbito da sua política de responsabilidade social, apoia orgulhosamente a publicação deste trabalho que valoriza também a contribuição da mulher moçambicana para o desenvolvimento do país.

Nely Nyka nasceu no dia 2 de Novembro de 1920, na Catembe. O seu activismo social começou cedo, primeiro no seio da Igreja Metodista Wesleyana e, mais tarde, no Instituto Negrófilo (que depois assumiu a designação de Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique), organização de que o seu pai foi sócio-fundador. Recentemente, esteve na criação e é uma das mais notáveis dinamizadoras da associação Pfuna, dedicada a mitigar a pobreza e a miséria de crianças órfãs. Em 1939, casou-se com Raul Bernardo Honwana e foram viver para a Moamba, tiveram oito filhos. Raul, que militou no Grémio Africano nos tempos de Karel Pott, publicou, em 1984, um livro de memórias, que vem constituindo referência em muitos trabalhos académicos.

Inspirada pelos trabalhos do seu marido, que faleceu em 1994, Nely decidiu também deixar, por escrito, o seu legado, às novas gerações. Profunda conhecedora de Lourenço Marques (Maputo) e, mais particularmente, dos seus bairros periféricos, onde cresceu, Nely Nyaka fala-nos, em “Mahanyela – A vida na periferia da grande cidade”, dos marcos geográficos e sociológicos da sua cidade, das famílias que a habitavam, das práticas e dos costumes da comunidade e dos artifícios a que se recorria para mitigar a pobreza e para vencer as enormes barreiras criadas pelo poder colonial a todos os que não fossem brancos.

“Eu nasci em KaTembe, a 2 de Novembro de 1920, um domingo, às 11 horas da manhã. A minha mãe chamava-se Jinita Libombo e o meu pai Jeremia Dick Nyaka. Os meus pais conheceram-se em KaTembe, onde ambos cresceram e frequentavam a mesma Igreja. Foi lá que eles se casaram, e tiveram os primeiros dois filhos: o meu irmão Daniel e eu. Tiveram ao todo sete filhos, quatro rapazes e três meninas.”

 

O Museu Nacional de Arte e a Plataforma Mbenga organizam esta quarta-feira, no Espaço Cultural do BCI, na cidade de Maputo, o colóquio subordinado ao tema “100 anos das artes e cultura em Moçambique, trajectória, desafios e perspectivas”.

Segundo a nota da organização, o evento enquadra-se, “na capitalização do centenário em causa como oportunidade para promover a reflexão sobre os contornos da evolução das artes e da cultura moçambicana, os desafios que se colocam, especialmente na preservação, valorização dos objectos, colecções e da integração das artes plásticas na formação da personalidade individual e colectiva do Homem”.

Assim, o mote da iniciativa do Museu Nacional de Arte e da Plataforma Mbenga está associado à exposição inaugurada no dia 04 de Outubro de 1918 e que esteve patente até 13 de Outubro do mesmo ano, no então Museu Provincial, na então Lourenço Marques (actual cidade de Maputo), e que é considerada a primeira exposição de belas artes da província de Moçambique. A notícia foi despoletada pelo pesquisador António Sopa, através do seu artigo publicado no catálogo de artes plásticas intitulado “Estados de alma das artes moçambicanas”.

“Conforme referem as fontes da época (edição de 10 de Outubro do jornal Lourenço Marques Guardian, que na altura se publicava na actual capital do país), foram mentores da citada exposição os Senhores Augusto Cardoso, José de Almeida e Alberto da Cunha Andrade e os cerca de 500 objectos expostos foram emprestados por aproximadamente 50 residentes da então Lourenço Marques”, avança a nota da organização.

No colóquio de amahã, espera-se a participação de um público diverso, com académicos, artistas, analistas, apreciadores e críticos de arte, jornalistas, gestores e profissionais do sector da cultura e turismo e áreas afins. Complementará esta realização uma mostra de arte simbolizando o contexto da exposição de 1918, que será inaugurada no Museu Nacional de Arte, no dia 22.

 

Três é o número de concertos que o trio sul-africano Thulz­­ sa, Judah Bass Praise e Mlungisi Jange irá realizar no país, no caso, nas cidades de Maputo e Matola. Thulz­­_sa é pianista e, por via do seu instrumento musical, vai levar ao público nacional ritmos do afro-jazz, nos eventos a realizarem-se esta semana: quinta-feira, no Backroom; sexta-feira, no Café Jazz Spoon; e domingo, na Quinta Jazz Club.

Esta é a segunda vez dos bafanas na Pátria Amada, os quais terão, no concerto em causa, a presença especial da moçambicana Clara Amirasse, que despontou num “reality show” televisivo que se realizou na capital do país. Amirasse é natural de Inhambane e trabalha com vários músicos nacionais e estrangeiros.

A digressão do trio sul-africano encabeçado por Thulz­­_sa tem como propósito a apresentação do novo trabalho daquele jovem pianista que há 10 anos decalca o seu nome no universo jazz do seu país.

Thulz­­­­_sa é um músico que, antes de abraçar o piano, iniciou-se na dança. Mais tarde, depois de ter participado em alguns grupos de dança, começou a aprender piano e outros instrumentos, mas o amor pelo teclado é que vincou e desde então assumiu-se músico a tempo inteiro, passando a trilhar os passos de Andile Yenana, quem causou um enorme impacto no jazz sul-africano. Além do piano, produz e canta. Nessa trajectória vai auxiliando os músicos emergentes a tornarem-se cada vez melhores.

O pianista explora tendencialmente o afro-jazz, mas também aventura-se pelo gospel, afro-soul e soul-house. A sua versatilidade rítmica deve-se ao facto de ter trabalhado em projectos musicais distintos.

Ao longo do seu percurso, Thulz­­­­_sa teve o privilégio de trabalhar com artistas como Mpumi Dlamini, Kb Motselenyane, Sankomota, Zaza Mokhethi, Ntsiki Mazwai, Mahalla Buchanan e Maleh. O pianista já actuou no mesmo palco com grandes vedetas da música africana, casos de Oliver Mtukudzi e Richard Bona.

Os concertos do pianista e dos integrantes do seu trio em Maputo e na Matola resulta de parceria entre a sua empresa Quantum e Ginho Sibia Events.

 

No âmbito da iniciativa Escritor do Mês, o Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, dedica o mês de novembro de 2018 ao escritor Afonso Cruz.

Com objectivo de aprofundar o conhecimento do trabalho do escritor português, terá lugar no dia 8 de novembro de 2018, uma sessão denominada “Os livros que nos devoraram – Leituras de Os livros que devoraram o meu Pai e outras obras”, dinamizada por Mário Forjaz Secca, na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português.

A iniciativa Escritor do Mês, visa promover a leitura, sobretudo junto dos mais jovens e contribuir para um melhor conhecimento e divulgação de escritores e obras em língua portuguesa. Mensalmente, é escolhido um escritor e, em parceria com instituições de ensino superior, associações e grupos de teatro, é feita uma selecção de textos do autor a apresentar publicamente numa sessão que permite também explorar possibilidades de dizer o texto literário. Escrita e oralidade estão, assim, também em foco nestas sessões.

Este espaço homenageia, mensalmente escritores nacionais e internacionais. Eduardo White, Luís de Camões, Luís Carlos Patraquim, José Saramago e Ungulani Ba Ka Khosa são alguns que já foram celebrados neste nobre espaço de conversa e aprendizagem.

O homenageado, este mês, Afonso Cruz, é escritor, ilustrador, cineasta e músico português. Estudou na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e no Instituto Superior de Artes Plásticas de Madeira. Foi vencedor do Grande Prêmio de Conto Camilo Castelo Branco (com Enciclopédia da Estória Universal, em 2010), do Prêmio Literário Maria Rosa Colaço de melhor livro infantojuvenil (com Os livros que devoraram o meu pai, em 2009), do Prêmio SPA/RTP de melhor livro de literatura infantojuvenil (com A Contradição Humana, em 2011) e do Prêmio da União Europeia de Literatura (com A boneca de Kokoschka, em 2012). Actualmente mora no Alentejo, em Portugal.

Mário Forjaz Secca, o dinamizador desse evento, nasceu em 1957 em Moçambique, onde viveu até aos 17 anos, tendo aí aprendido a sonhar e sido contaminado pela Poesia. Foi de seguida para Inglaterra estudar Física, apesar de passar grande parte desse tempo imerso a ler e a escrever poesia. Ficou depois fascinado pela viagem, passando 8 meses em 1986 a dar a volta ao mundo sozinho. No final do périplo foi viver para Portugal onde passou muitos anos a ensinar na Universidade e a fazer investigação em imagem médica, particularmente sobre o cérebro.

Actualmente trabalha em Imagem Médica no HCM e é Professor de Física Médica e Engenharia Biomédica no ISTEM. Publicou em 2015 o livro de poesia "A Criação da Memória", com a chancela da Chiado Books.

 

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