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O País – A verdade como notícia

Já está em Maputo Marlise Sacoor a vencedora do concurso Miss University África 2018. A nova rainha da beleza universitária do continente africano confessou que o concurso foi exigente e que a sua vitória prova que as jovens moçambicanas têm muitas potencialidades que podem ser exploradas.

Marlise Givragy Sacur é Moçambicana, de 21 anos e recentemente licenciada em Arquitectura. Ela é a grande rainha africana, título conquistado na final realizada no passado dia 30 de Novembro, no International Convention Center, em Owerri, na Nigéria.

Depois de 17 dias de intensa competição, que envolveu 52 países africanos, e após 4 tentativas nos anos anteriores desta vez a candidata conseguiu trazer o título de Miss University África para Moçambique. Trata-se de uma competição que valoriza a beleza e a inteligência das universitárias africanas. Para além da representante moçambicana, ter demonstrado as suas qualidades individuais, a rainha moçambicana conseguiu expor, a vasta riqueza turística que agracia Moçambique e expor o seu nível de sensibilidade sobre os problemas que afectam a sociedade em geral e em particular á mulher e a criança.

As duas semanas de competição envolveram actividades de carácter cultural, desportivo e de responsabilidade social; para além de terem sido antecedidas por exposição de vídeos de divulgação do potencial de cada um dos países envolvidos.

A actriz moçambicana Melanie de Vales, 23 anos de idade, recebeu o prémio para “Melhor Jovem actriz Africana”, dado pela Academia Sotigui, sediada no Burquina Fasso.

A cerimónia de gala da terceira edição dos prémios da Academia, o mais importante festival africano de cinema, teve lugar na noite deste sábado, em Ougadougou, capital da Burquina, com a presença da actriz, que era uma das dez nomeadas para o prémio.

Melanie recebeu o prémio pelo seu desempenho no filme “Comboio de Sal e Açúcar”, do realizador Licínio Azevedo, no qual foi actriz principal, interpretando o papel de enfermeira Rosa.
“Comboio de Sal e Açúcar”, uma viagem através do país dilacerado pela guerra civil, já recebeu vários prémios em vários festivais internacionais, tais como o Tanit de Ouro do Festival de Carthage, na Tunísia, para a Melhor longa-Metragem de Ficção. Recentemente, o filme teve exibição comercial em salas de cinema de vinte cidades brasileiras, tendo estado em cartaz em algumas delas por quatro semanas consecutivas, sendo um dos raros filmes africanos a conseguir esta projeção naquele país.  

Antes de participar como actriz principal do filme pelo qual foi premiada pela Academia Sotigui, Melanie havia participado em apenas outro filme, quando tinha 14 anos, “República das Crianças”, do guineense Flora Gomes, rodado em Maputo.  

 

 

Este fim-de-semana todos os caminhos vão dar a praia da Barra, para as comemorações da 14ª edição do Festival do Tofo, que junta 44 artistas num só palco, entre locais, nacionais e estrangeiros.

O director provincial da Cultura e Turismo de Inhambane, Fredson Bacar garante que tudo esta apostos para a festa. “Toda estrutura ligada ao equipamento de som já esta instalada. Os artistas que são os protagonistas desta grande festa já aqui estão”.

Bacar disse ainda que irão subir ao palco 44 artistas, dos quais 26 são locais, 16 nacionais e 2 internacionais.   

Os artistas prometem oferecer um bom espetáculo ao público, onde espera-se pouco mais de 800 mil espectadoras.

Coube a cantora Juliana de Sousa dar a recepção de boas vindas aos seus colegas, que na ocasião disse “somos terra de boa gente porque recebemos bem as pessoas e tudo isso esta controlado naturalmente”.  

Por sua vez, o cantor Messias Maricoa prometeu encantar o público com as suas melhores músicas, como por exemplo “Nhanhado”.  

Já a cantora angolana Edmázia revelou que é a primeira vez que actua naquela província e disse que preparou um show com muito amor e carrinho com a banda moçambicana que tem lhe acompanhado. “Vou cantar ao vivo musicas que o público gosta e que o público escolher”.

Valdemiro José disse que para além das músicas populares que tem tocado, vai tocar as músicas do novo disco intitulado “Salama” que significa saudar em Swahili.  

O arranque do festival está marcado para tarde de hoje e termina domingo, dia 2 de Dezembro.

 

O xichangana, uma das línguas do Sul do país, tem, no seu rico vocabulário, a palavra 'moya', em português 'espírito / alma'. Foi àquela língua que Ivan Mazuze foi buscar o título do seu novo álbum, segundo a crítica, rico em delícias melódicas e rítmicas que foram carinhosamente seleccionadas e esculpidas de músicas tradicionais africanas e indianas.

O novo álbum de Mazuze pertence ao género world jazz e é constituído por 11 músicas, as quais totalizam 56 minutos. Os temas são: “Rohingya”, “Mantra”, “Masessa”, “Moya”, “Lunde”, “Wemba Wa”, “Nchisi”, “Griot”, “Asante”, “Baobá” e “Khuloiya”.

Produzido por Ivan Mazuze, este trabalhado discográfico conta com saxofones, flauta, palmas das mãos e sons vocais do autor. De igual modo, tem a participação de Hanne Tveter (vocal), Olga Konkova (Piano), Bjørn Vidar Solli (guitarra), Raciel Torres (tambores), Ibou Cissokho (kora), Sidiki Camara (percussão, tambores), Sanskriti Shretsha (tablas, vocais).

SOBRE OS SONS DO MOYA

A faixa de abertura de Moya, "Rohingya", pesar de ritmicamente relaxada, tem um toque meditativo e reflexivo e foi inspirada pelo povo Rohingya de Mianmar, que foi deslocado de sua terra natal, em 2017. “Mantra” é uma visão de costume comum entre algumas práticas religiosas africanas importantes. Um mantra é um enunciado sagrado, um grupo de sons ou palavras que se acredita terem poderes psicológicos e espirituais. A faixa combina um mantra de fogo rápido com interação instrumental convincente e soberbo sax solo alto de Ivan Mazuze.

“Masessa” é, historicamente, um sobrenome desenvolvido para classificar as pessoas em grupos – por ocupação, local de origem, parentesco e até mesmo características físicas. A faixa abre percussivamente levando a uma declaração temática estimulante e assim a solos destros da pianista Olga Konkova e Ivan Mazuze, quem concebe a música "Moya” como alma, vento e uma conexão em um contexto espiritual, “o que para mim significa simplesmente em busca de almas musicais. Sondar piano e saxofone abrem caminho através de uma faixa cativante e encantadora, que pode ser considerada a peça central do álbum”.

"Lunde" foi inspirado pela música folclórica norueguesa tradicional e relaciona-se especificamente com a região de Telemark, onde Ivan passa uma grande quantidade de tempo auto-reflexivo na abundante beleza natural da região. A faixa inclui um tremendo solo de guitarra do guitarrista Bjørn Vidar Solli.

"Wemba Wa" foi inspirado pelo falecido artista pop congolês Papa Wemba, que desfrutou de uma reputação internacional na música mundial. Wemba significou muito para a compreensão, pesquisa e desenvolvimento musical de Ivan Mazuze.

“Nchisi” foi inspirada na paisagem e nas pessoas do distrito de Nchisi, no Malawi. ”A faixa oferece uma deliciosa combinação de saxofone, kora tocada por Ibou Cissokho e percussão fornecida pelas palmas do autor.

“Griot” da África Ocidental é um trovador, o equivalente do menestrel medieval europeu. O griot sabe tudo o que está acontecendo, ele é um arquivo vivo das tradições do povo. Os talentos virtuosos dos griots comandam a admiração universal.

"Asante" é uma palavra swahili que significa "obrigado". A faixa apresenta os talentos virtuosos do baixista Per Mathisen, Ivan no saxofone alto e guitarra de Solli. Como em todo o álbum, o baterista Raciel Torres é sensacional. É, na sua totalidade, um vigoroso tour de force!

A árvore "Baobab" é conhecida como "a árvore da vida". Pode fornecer abrigo, roupas, comida e água para os habitantes humanos e animais das regiões de savana africana. A faixa inclui um evocativo tema vocal / instrumental, um solo de piano ultra-jazzístico, um ágil solo de baixo acústico e um solo final do Maestro Mazuze.

"Khuloiya" significa "ancestralidade" na língua xichangana. “A faixa é dedicada ao meu falecido amigo, um baixista chamado 'Filipinho' que realmente deu nome a esta música quando a compus há 15 anos”, disse Mazuze.

“Este álbum é verdadeiramente cativante. É uma mistura do velho e do novo, uma fusão do Leste e do Oeste, uma mistura de estilo e substância. “Dizemos‘ asante ’para Ivan Mazuze e sua‘ tribo ’escolhida para um experimento musical que teve sucesso em todos os sentidos.” afirmou David Fishel Music & Media.

PERFIL

Ivan Mazuze é um artista, compositor, académico e viajante que encontrou o seu lar na Noruega. Ele é inspirado por diferenças culturais e mergulha no estudo dos elos que conectam a música tradicional à música contemporânea. A escolha de instrumentos neste álbum varia de sax, piano, guitarra, baixo, tablas, kora e cabaça. O material deste novo álbum, Moya, explora a música religiosa usada nas práticas durante o ritual de transe de possessão espiritual chamado Xikwembu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ivan Mazuze é um compositor norueguês, saxofonista premiado e artista de jazz mundial de origem moçambicana. Iniciou os seus estudos em música na sua terra natal, Moçambique, na Escola Nacional de Música, em 1987, tendo o piano como primeiro instrumento. Após 7 anos de formação em piano clássico, Mazuze juntou-se à secção de sopros de madeira na mesma escola com uma abordagem de estudo de jazz e com foco na improvisação. Depois de terminar a escola básica de música, Mazuze se formou no Departamento de Jazz e Etnomusicologia da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, com um diploma de Honra em Estudos de Jazz e Composição e é um graduado de mestrado. Mazuze venceu o Concurso de Múltiplos Jazzes de Composição na Cidade do Cabo, na África do Sul. Seu álbum de estreia, Maganda (2009), foi indicado ao prémio de Melhor Grupo Afro World, Oslo World Music Festival 2009. Seu álbum Ndzuti (2012) foi escolhido como álbum recomendado na African Jazz Network 2012 e como um dos principais álbuns do ano de 2012, Music Information Centre Noruega (MIC) 2012. Mazuze lançou seu terceiro álbum Ubuntu em 2015, um álbum altamente aclamado dentro dos críticos de mídia nórdicos.

Às 18h de segunda-feira, o tema “o papel dos media em informar e desafiar as crenças” será motivo de debate na Embaixada do Reino dos Países Baixos, em Maputo.

O debate será dirigido por um painel constituído por Helder Nhamaze, antropólogo e activista dos direitos humanos, docente da Universidade Eduardo Mondlane, Regina Charumar, líder cívica, ambientalista e jurista, e Cremildo Churane, especialista em Género, comunicação para mudança social de comportamento, com a moderação do jornalista e escritor Eduardo Quive.

Partilhar ideias, experiências e visões no contexto do que os medias vinculam em Moçambique é o que se pretende com o debate. Que papel os medias têm em desafiar as limitações impostas por certas tradições e crenças culturais sobre o desenvolvimento humano em diferentes regiões do país, como práticas culturais que podem afectar a saúde das crianças, a integridade e os direitos das mulheres e meninas? Que atenção e cobertura de diferentes medias (TV, fotografia, jornal, redes sociais) sobre essas questões? Esse será o mote do debate.

Gerações Wagaya é o título da exposção que se realiza de 4 a 28 de Dezembro, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo. A colectiva junta um grupo de autores moçambicanos naturais de Inhambane.

Neste ano, a exposição Gerações Wagaya é organizada pelo Ministério da Cultura e Turismo e é primeira vez em Maputo. O invento é constituído por mais de três categorias das artes plásticas: pintura, escultura, cerâmica, etc. São onze artistas participantes e cada um entra com quatro (4) obras da sua autoria.

Sebastião Matsinhe participa neste evento a convite da Direção Provincial de Cultura e Turismo de Inhambane. Durante a sua estadia em Maputo, Matsinhe ira’ pintar um mural num dos hotéis da capital.

A Escola de Artes Dans’Artes apresenta a 3ª edição do espectáculo “A Força de Um Sonho”, o espectáculo que contará com mais de 100 crianças será realizado no Teatro Gil Vicente. Será igualmente apresentado no mesmo dia o primeiro álbum, com 10 músicas infanto-juvenis e os encarregados de educação dos alunos irão proporcionar momentos de desfile de moda.

De acordo com a coordenadora do projeto, Maria Helena Pinto, A Força de Um Sonho “significa acreditar, lutar, persistir, visualizar, caminhar sem desistir do que se almeja.

O espectáculo insere-se no âmbito dos planos de formação visualizados aquando da criação do projecto Dans’Artes que englobam técnicas de danças moçambicanas, ballet, moderna, contemporânea, hip-hop, valsa, kizomba, afro-beat entre outras.

Para além da dança o projecto engloba música, artes plásticas, artesanato, poesia e acrobacias.

O espectáculo será apresentado no dia 16 de Dezembro.

O autor Adelino Timóteo irá lançar a sua obra intitulada “A Volúpia da Pedra” chancelada pela Alcance Editores. Na sua obra o autor dá à pedra a força, a energia da mulher, um enlaçamento quase místico.

Segundo a autor a obra convida-nos a fazer uma ligação entre a pedra, a poesia e o amor que se encontram em múltiplos sentidos, numa multiplicidade de significados e variadas formas.

A apresentação do livro estará na responsabilidade do professor Doutor Martins Mapera e contará com um momento cultural pelo grupo de teatro Nzangas, da Beira.

A cerimónia de lançamento terá lugar no Camões-Centro Cultural Português, pólo da Beira, no dia 10 de Dezembro.

A cantora sul-africana Asanda Bam foi convidada para se apresentar durante dois dias em Maputo. O concerto organizado pela Ginho Sibia Events tem como objectivo tirar o stress laboral.

A talentosa artista de Johannesburg vai no seu concerto encarnar a diva sul-africana, Miriam Makeba. Bam promete cantar e encantar ao som de Makeba, um exercício que lhe é peculiar pois muito o faz em palcos sul-africanos.

A jovem que se inicia na música aos 18 anos não vai deixar de lado o seu álbum de estreia. Do “Fragile”, álbum lançado em 2009 e recebido com elogios, a atenção vai para “Brand New Day”. Esta música e outras mais, com certeza, vão encantar os moçambicanos. Asanda dividiu palcos com grandes nomes do mundo Angelique Kidjo, Jamelia, Corrine Baley Rae e outros.

Asanda Bam começou sua carreira musical profissional em 2002, quando se juntou ao grande grupo evangélico globalmente reconhecido, Joyous Celebration.

Depois de três anos adquirindo experiência com Joyous Celebration, começa a explorar o seu próprio talento, fazendo coros na indústria afro-jazz sul-africana e só depois aventura-se a solo.

Asanda Bam promete trazer para além de “pata-pata” de Makeba e os êxitos de Brenda Fassie as músicas sul-africanas que o público pedir.

Os concertos estão previstos para quinta e sexta-feira no Backroom e Café Jazz Spoon.

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