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Em 157 páginas Elísio Macamo faz o levantamento do que considera grandes desafios das ciências sociais em Moçambique. A obra “Sociologia Prática: Como sociólogos resolvem problemas analíticos”, foi lançada na manhã desta sexta-feira, na Universidade Eduardo Mondlane.

Para o prefaciador da obra, Manuel Macie mais do que chamar à reflexão sobre os problemas que enfermam as ciências sociais, a obra constitui um instrumento imprescindível para a formação dos futuros sociólogos.

Elísio Macamo é professor de estudos africanos na Universidade Basileia na Suíça e chefe do departamento de ciências sociais da Faculdade de ciências históricas na mesma universidade. Já publicou “A leitura Sociológica”, em 2004 e foi co-autor da obra “Como aprender a estudar”, em 2005.

Cem músicos, entre cantores, coros e instrumentistas juntar-se-ão, esta sexta-feira, no palco do Cine Teatro Gil Vicente, em Maputo, para comemorar os cincos anos da Temporada de Música Clássica.

Ano passado, Stewart Sukuma foi um dos célebres convidados do Xiquitsi para actuar na quarta Temporada de Música Clássica de Maputo. Na altura, o galanteador da “Julieta” e da “Felizminha” revelou que cantar ao som de orquestra, sobretudo moçambicana, foi a realização de um sonho.

Uma edição depois, quem se sente na mesma condição de estar a realizar um sonho é Wazimbo, que, apesar de trilhar os labirintos da música há décadas confessa que nunca teve até aqui uma oportunidade de cantar ao ritmo clássico. “Eu já vinha desejando emprestar a minha voz a uma orquestra. Quando me surgiu este convite para fazer parte da Temporada de Música clássica, não me fiz de rogado”.

Wazimbo integrou, há anos, a afamada Orquestra Marrabenta. Ainda assim, o músico adianta que naquele agrupamento nunca esteve aos níveis de orquestra em que estará, hoje, no Xiquitsi, por isso assume: “Neste final de Temporada de Música Clássica estarei ao nível mais alto de performance com orquestra. Foi bom, ao longo desse tempo todo, ter sabido esperar. Finalmente vou poder desfilar num palco acompanhado com uma orquestra a sério”.

Para Wazimbo, actuar em palco sempre é algo emocionante, mas, neste caso, a emoção é acrescida por contar com um maestro que acompanha a sua performance. Ao concerto, Wazimbo leva duas músicas: “Nwahulawana” e “Sapateiro”.

Quem também vai actuar neste derradeiro concerto da presente Temporada de Música Clássica de Maputo é Mingas. A cantora vai levar ao Cine Teatro Gil Vicente a emoção moçambicana que sempre a caracteriza. Mingas quer, com Xiquitsi, divertir-se o máximo que puder, pois, no seu entender, a música é isso mesmo, gozar os momentos, podendo, daí, elevar-se a outros patamares. “Sinceramente, estou feliz por estar aqui, porque acho este projecto muito bonito e importante para a nossa música. Precisamos levar a nossa música popular a níveis clássicos e a outros estágios. Tudo isso depende de nós próprios”.

Com o suporte da Banda Nkuvu, à imagem do que sucedeu ano passado, Stewart Sukuma vai subir ao palco com o Coro e Orquestra Xiquitsi. O músico julga que o espectáculo será um evento bem apreciável, mesmo porque a Temporada de Música Clássica de Maputo não pára de crescer. “O concerto foi muito bem preparado, e, particularmente, neste evento, vou cantar músicas que habitualmente não canto noutras ocasiões, o que torna o espectáculo muito especial para mim”.

Stewart Sukuma acredita que com este tipo de concerto realizado pela Associação Kulungwana, o público moçambicano sai a ganhar porque vai começar a habituar-se a ouvir composições da música popular moçambicana ao som de instrumentos clássicos. Ainda que o caminho seja longo no processo de se criar uma simbiose perfeita entre a música popular e a clássica feita no país, para Sukuma este é um bom princípio. O que deve continuar a acontecer é trabalhar-se com mais profundidade para que a mistura seja ainda melhor. Para o efeito, “precisamos de tempo, dinheiro e investimento. Só assim as pessoas podem ficar boquiabertas. Para mim, este é um início para uma viagem com destino aprazível e recompensador”.

Na óptica de Sukuma, e, neste tipo de iniciativas ganham todos porque a mistura de estilos significa juntar públicos. “Por exemplo, um público que não iria ao meu concerto, estará aqui, e os que nunca iriam aos concertos do Xiquitsi, também estarão aqui pela diversidade que o espectáculo musical oferece. Assim a música fica com mais relevo e mais brilho”.

No concerto de celebração de logo à noite, vai haver festa e surpresas. Quem garante é Kika Materula, directora artística do projecto. E a artista esclarece: “vamos contar a nossa história em forma de concerto e espero que quem não conhece o Xiquitsi passe a conhecer nesta ocasião e os que conhecem possam reviver o que nós fizemos ao longo destes cinco anos”.

Outros músicos que vão celebrar o quinto aniversário da Temporada de Música de Maputo são os irmãos Willy e Aníbal e Banda Kakana. No palco, estarão cerca de 100 músicos.

 

Suor e garra marcaram o espectáculo da semifinal da 7ª edição do “Vodacom Turma Tudobom”. Na ocasião, participantes e professores disseram estar felizes com o nível demonstrado durante o correr do espectáculo.

Nesta edição alunos foram desafiados a provar o nível do seu conhecimento e todo o seu potencial através de questões ligadas a cultura geral; os participantes foram quase que perfeitos, acertando a sete das oito perguntas nas disciplinas de Geografia, Português, História e Matemática.

Para além da disputa de conhecimentos de cultura geral entre escolas das três regiões do país, houve, também, o concurso de canto, dança, poesia e Teatro. Refira-se que as galas dessa iniciativa constituem um local de diálogo do conhecimento, espectáculo e aprendizagem.

Livro do escritor brasileiro Mário de Andrade será celebrado numa leitura dramática marcada para noite de sábado, na capital do país.

Homenagear Mário de Andrade. Esta é a intenção dos actores Expedito Araújo e Lucrécia Paco. Para o efeito, os dois artistas vão realizar uma leitura dramática com base num dos livros mais afamados da literatura brasileira: Macunaíma. O espectáculo de celebração da escrita de Mário de Andrade está programado para iniciar às 19 horas de sábado, no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), na baixa da cidade de Maputo.

A homenagem a Mário de Andrade na capital do país, de acordo com Expedito Araújo, actor brasileiro cá residente, foi idealizada porque tanto em Moçambique como no Brasil os momentos políticos são confusos, o que desencadeia uma reflexão que se pode robustecer com a leitura do livro Macunaíma por ter um forte cunho político.

Mário de Andrade é uma das grandes referências do Modernismo Brasileiro, cuja obra é muito bem conhecida em Moçambique. Mas por quê homenageá-lo com um trabalho alicerçado à obra literária Macunaíma, além de ser um marco brasileiro? Araújo justifica: “porque Macunaíma tem relevância singular: de enredo, nunca visto antes, de métrica e de construção das frases e com dissílabos e trissílabos numa mistura incrível que nunca vi igual”.

Por se tratar de uma apresentação, Expedito Araújo e Lucrécia Paco optaram por ter textos livres no papel para o que o actor brasileiro considera “jogar mais em cena” fique garantido. O formato do espectáculo, com efeito, será de interpretação dramática potente dos dois actores num cenário iluminado por velas e tochas. Como se impõe, o palco será o espaço da narração da história recontada a dois, pelos actores. No caso, quase num realismo fantástico, garante o brasileiro, sublinhando que Macunaíma é uma ferramenta para a transformação da sociedade: “acredito no teatro que é arte. Se não provocar, não é arte. Macunaíma faz reflectir pelo novo e pela diferença e transforma. Estamos trabalhando a interpretação de forma a ser genuína e palatável a todo tipo de púbico”.

O espectáculo intitulado Macunaíma terá uma duração que varia entre 50 e 60 minutos, e, antes da leitura dramática, o evento vai arrancar com um trecho do filme brasileiro com o actor Grande Otelo no papel.

O espectáculo está a ser preparado há mais ou menos dois meses. Mas por quê a eleita para este duo foi Lucrécia Paco? “Pude conhecer seu trabalho no ano passado. Também pude saber muito de sua forma de pensar e actuar, e seu lugar de artista na sociedade moçambicana e isso me instiga. Nosso encontro se deu de forma harmónica. Tenho actuado com muitos moçambicanos, e tem sido de um lugar muito especial. Não preciso dizer que Lucrécia é uma das damas do teatro moçambicano. Estou feliz neste processo, e penso que ela também. Estamos aprendendo juntos. Na arte do teatro nosso aprendizado se dá até a morte”.

Ainda assim, admite Araújo, foi muito desafiante preparar Macunaíma, por ser um texto bem longo e muito rico. “Por isso foi grande o nosso tempo de seleccionar para essa primeira parte o que iríamos contar. Depois de muito estudo, chegamos juntos a uma conclusão unânime e foi incrível. Não vamos contar a história. Vamos viver alguns capítulos”.

Mário de Andrade nasceu a 9 de Outubro de 1893, na cidade de São Paulo. Foi um autor multifacetado, daí ter investido na carreira de poeta, escritor, crítico literário, ensaísta ou professor de música. É considerado um dos pioneiros da poesia moderna brasileira, com a publicação de seu livro Pauliceia Desvairada, em 1922, o mesmo ano que os modernistas brasileiros realizaram a Semana de Arte Moderna, uma renovação da forma como as manifestações artísticas eram realizadas até aquele período. A sua obra-prima, Macunaíma, foi publicada em 1928. Além deste, Andrade é autor de: A Escrava que não É Isaura, Primeiro Andar, Ensaios Sobra a Música Brasileira, O Movimento Modernista, O Carro da Miséria e Contos Novos. Mário de Andrade morreu a 25 De Fevereiro de 1945.

No âmbito das actividades da Escola de Artes Dans’Artes, da coreógrafa moçambicana Maria Helena Pinto, o Teatro Gil Vicente acolhe, no dia 16 de Dezembro, às 14Horas, a 3ª edição do espectáculo “A Força de Um Sonho”. O “show” será protagonizado por mais de 100 crianças, dos 03 a 17 anos de idade, de Maputo e Djonasse, das quais cerca de 50 são bolseiras da Dans’Artes.

Paralelamente, será lançado o primeiro álbum, com 10 músicas infanto-juvenis, da Dans´Artes e a participação, pela primeira vez, de alunos adultos que apresentarão dança. No mesmo palco do Gil Vicente, juntar-se-ão encarregados de educação dos alunos da Dans´Artes para proporcionar momentos de desfile de moda.

De acordo com a coordenadora do projeto, Maria Helena Pinto, A Força de Um Sonho “significa acreditar, lutar, persistir, visualizar, caminhar sem desistir do que se almeja; significa ver onde outros não alcançam; significa olhar para dentro de si e saber que se está no sítio certo, na hora certa, na causa certa e seguir em frente face a inúmeras adversidades, dificuldades, impedimentos, constrangimentos; significa abdicar de si pelos outros, significa ter o sentido de que se trava cada batalha por um bem enorme, maior do que nós próprios; significa ter encontrado o sentido, a via, a missão de sua estadia na terra; significa ter os pés no chão mas voando alto e realizando passo a passo um grande sonho, carregando outros sonhos nele”.

O espectáculo insere-se no âmbito dos planos de formação visualizados aquando da criação do projecto Dans’Artes que englobam técnicas de danças moçambicanas, ballet, moderna, contemporânea, hip-hop, valsa, kizomba, afro-beat etc.; no ramo da música, com canto e aprendizagem de instrumentos musicais; no campo das artes circenses formando em acrobacia, equilibrismo e malabarismo; contemplam igualmente esta formação, as artes plásticas, artesanato, poesia. Refira-se que a primeira e a segunda edições tiveram lugar em 2016 e 2017, igualmente no mês de Dezembro.

 

Documentário de Chico Carneiro e Catarina Simão retrata a vida de Carlos Jambo com referência a algumas fotografias marcantes do antigo fotógrafo-guerrilheiro. 

O auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, foi o local escolhido para a exibição do documentário de Chico Carneiro e Catarina Simão. A sessão promocional do filme realizou-se a dias e contou com uma conversa entre aquele realizador brasileiro, a viver no país lá vão mais de 35 anos, e os espectadores, que, publicamente, reconheceram terem-se identificado com o conceito e história do filme.

O documentário tem como protagonista Carlos Jambo, antigo fotógrafo guerrilheiro que, ainda jovem, foi para Tanzânia, onde teve a formação político-militar, com a intenção de fazer a luta armada de libertação nacional. Na Tanzânia, Jambo tornou-se fotógrafo e, nessa condição, documentou parte da luta armada de libertação nacional nas zonas libertadas: Cabo Delgado, Niassa e Tete. Mais tarde, o fotógrafo-guerrilheiro aprendeu a fazer vídeo, passando a ser operador de câmara de Samora Machel até à queda do avião Tupolov 134, em Mbuzini, África do Sul, onde o primeiro presidente moçambicano morreu em 1986. Jambo foi um dos sobreviventes desse acidente.

Com este filme, que recupera espaços simbólicos como Mueda, personagens e factos históricos como o Acordo de Nkomati, Chico Carneiro pretende contribuir para a preservação da memória colectiva dos moçambicanos. E o cineasta acrescenta: “Mais do que preencher uma lacuna, ao nível da memória, penso que o filme dá-nos a possibilidade de discutir as diversas versões da história de Moçambique. Em geral, a história é feita pela versão do vencedor, mas há que considerar várias versões que também complementam a história, versões que precisam ser vistas, revistas e conferidas. O filme tem uma forte contribuição para dar nesse aspecto”.

Chico Carneiro, depois da exibição do filme, já em conversa com os espectadores no Franco-Moçambicano, chamou atenção para o facto de a história de Moçambique, em grande parte oral, estar a perder-se à medida que as pessoas que combateram o regime colonial português estão a morrer. Ora, mesmo a história registada, garante Carneiro, também está a perder-se. Nisso o cineasta referiu-se ao estado de deterioração do material em vídeo arquivado na e pela televisão pública. O mesmo acontece com o material que contém imagens únicas sobre Samora Machel, conservado, quer dizer, armazenado no Arquivo Histórico de Moçambique. O material em causa, por não se ter dado a devida atenção, segundo Carneiro, está perdido porque, actualmente, já nem se encontram máquinas capazes de reconhecer os formatos ultrapassados usados durante a filmagem. E Carneiro ainda deixou um reparo sobre filmes que não são produzidos no país. “Por exemplo, não conheço nenhum filme feito sobre a história do destacamento feminino e sobre a importância do contributo das mulheres na consolidação da luta armada de libertação de Moçambique”.

A produção de Djambo foi orçada em 50 mil euros, cerca de 3 600 000 meticais, e insere-se num programa da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que, pelo terceiro ano, lançou um financiamento para produção de documentários, o que, inclusive, permite o filme Djambo ser exibido em nove países.

O projecto de Chico Carneiro e Catarina Simão começou a ser produzido em 2016, tendo sido filmado em três semanas, com muitas viagens feitas de carro pelo país, mesmo com essa intenção de reconstruir momentos da vida de um homem que em si é parte da história de Moçambique.

O filme “Na linha da frente: Os Fiscais do Parque Nacional da Gorongosa” ganhou o prémio “Sol de Ouro”, como melhor documentário no Festival Internacional de Cinema do Meio Ambiente (FICMA), em Barcelona. O filme conta uma história inspiradora, com uma mensagem sobre como proteger os parques e reservas nacionais de Moçambique.

A advogada especializada em direitos animais e membro do júri do FICMA 2018, Anna Mulà, explicou que o rigor da encenação, no filme, direciona o espectador para o grave problema da caça furtiva e o seu impacto na conservação das espécies.

“O foco dos realizadores em relação às vidas das pessoas que estão "na linha de frente" para lutar contra esse tráfico ilegal, faz com que o espectador se possa aproximar das suas histórias e compartilhar, com muita generosidade, um final brilhante, com a destruição das armadilhas, que fará com que tudo adquira significado e valor”, explicou Mulà.

O filme será exibido no Centro Cultural Franco-Moçambicano, no dia 13 de Novembro, durante o Festival de Cinema de Maputo.

O Cine Teatro Gil Vicente acolhe a última temporada de música clássica Xiquitsi 2018. O evento será realizado pela Associação para o Desenvolvimento Cultural, Kulungwana. O evento inclui actuações de orquestra e coro Xiquitsi, que vai partilhar o palco com vários astros da música e cultura moçambicana.

A organização do projecto procurou, durante cinco anos, massificar a música clássica no país, com projectos de integração social. Este ano o projecto homenageia o maestro venezuelano, José António Abreu, mentor do El-Sistema, projecto que inspira o Xiquitsi.

A directora artística do Xiquitsi, Kika Materula, disse que os cinco anos do projecto foram de muitos desafios, dificuldades e conquistas.
 “Hoje, o Xiquitsi é um sonho tornado realidade e que só tem sido possível devido a vários apoios de carácter institucional, empresas privadas e contribuições individuais”, disse.

A actual Temporada do Xiquitsi, que chega ao fim, decorre sob o lema “Cinco anos, cinco Séries”, pelo facto deste ser o quinto ano de existência do projecto.

O evento que será realizado no dia 16 de Novembro conta com a participação dos irmãos Willy e Aníbal, Yolanda Kakana, Wazimbo, Mingas, Stewart Sukuma, as instrumentistas Iliane Simão e Adenilda Munguambe, sob direcção do ilustre maestro Peruano David Claudio.

A Associação Literária Kulemba apresentou em Nhamatanda “À volta da fogueira”, trata-se de uma antologia de contos tradicionais escritos por alunos do ensino primário. O livro é composto por um total de 20 contos.

Dos cerca de 1700 contos escritos pelos alunos, 20 foram antologiados pelos activistas da associação Kulemba, que foram apresentados durante o encerramento do 3º Concurso de Redacção de Contos Tradicionais .

Na ocasião, Dany Wambire destacou a importância do livro e do concurso em si, tendo afirmado que se trata de um livro escrito pelos alunos e para eles mesmos, sendo usado na sala de aula como material de leitura.

 “Os adultos diziam que as crianças não sabem nada, não são honestas, não têm amor pelo trabalho, não ouvem aos mais velhos. Então, através de um programa como este, nós na Kulemba decidimos mostrar aos adultos que as crianças sabem alguma coisa. Pedimos aos mais velhos que contassem histórias para as crianças escreverem. Hoje temos este livro” – explicou Wambire.

Coube ao administrador de Nhamatanda, Tomé José, dirigir a cerimónia de encerramento do certame, o mesmo mostrou-se satisfeito com a iniciativa e disse que a acção da Kulemba é mais uma prova de que com a força de vontade tudo é possível.

“É preciso lermos muito para ganharmos o conhecimento e também podermos escrever”.

O grande prémio do concurso foi ganho por Anguista Tomás, aluna da Escola Primária Completa de Nharichonga, tendo recebido das mãos do Administrador do Distrito, um computador laptop, pasta, livros infanto-juvenis, diploma de mérito, camiseta distintiva e cinco exemplares da antologia “À volta da fogueira” com as 20 melhores histórias escritas pelos alunos de Nhamatanda.

Associação Literária Kulemba é uma agremiação sem fins-lucrativos sedeada na cidade da Beira, com o objectivo de fomentar a leitura em todas as camadas sociais, através de concurso de redacção de contos tradicionais, oficinas de leitura, edição da Revista Soletras, entres outras actividades.

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