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O País – A verdade como notícia

O projecto Mussika que em língua chuabo significa Mercados, tem por objectivo conceber uma plataforma online e um aplicativo mobile, através de um levantamento exaustivo sobre as potencialidades culturais e turística da província, capaz de divulgar e comercializar mais os bens e serviços.

A iniciativa é do centro de estudos para o desenvolvimento da Zambézia e financiada pelo Fundo Nacional de Investigação em mais de dois milhões e meio de meticais.

"Zambézia está preparada e nós como governo estamos prontos para dar apoios como forma de ver materializado esta iniciativa para o crescimento da cultura e do turismo" disse Júlio Mendes secretário permanente da província.

Na ocasião o ministro da Cultura e Turismo Silva Dunduro fez saber que o governo de Moçambique assume as indústrias criativas "como vector impulsionador da actividade turística e por isso este projecto é importante porque vai facilitar aos turistas na localização dos espaços turísticos como também será uma plataforma para divulgar as potencialidades do país".

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, defendeu hoje o envolvimento de todos os moçambicanos no combate à corrupção. Filipe Nyusi falava hoje durante o lançamento do livro "A grande corrupção", do jornalista moçambicano Hélio Felimone.

Para além do Presidente da República, o autor do livro convidou titulares de órgãos de administração da justiça, e personalidades de diferentes quadrantes. A propósito do livro o autor disse pretender com a mesma despertar de forma simples consciência sobre a corrupção.

Ana Maria Gemo a directora do Gabinete Central de Combate a Corrupção foi uma das entrevistadas pelo autor do livro e diz que a obra aborda com clareza a corrupção nas instituições do estado.

Intervindo na cerimónia o Presidente Filipe Nyusi disse que a corrupção era um problema que afecta todas esferas da sociedade pelo que todos deviam se envolver no seu combate e defendeu que a percepção de que há mais corrupção agora que no passado só mostra o bom trabalho da justiça.

Para além da obra A Grande Corrupção, Hélio Filimone escreveu um livro sobre o famigerado o caso Diana, e ainda sobre o juiz do caso Cardoso, Augusto Paulino.

 

Realiza-se de 12 a 21 de Março no estado brasileiro de Rio Grande do Sul o festival Mozbrasil. Trata-se de um intercâmbio Cultural que terá como figuras de cartaz a cantora Moçambicana Sizaquel Mathombe e o estilista Pinto Música.
 
Festival Mozbrasil é uma iniciativa de jovens Moçambicanos e Brasileiros, e visa a conexão e o intercâmbio entre os dois países. Em termos de música, Sizaquel promete levar para o Brasil a nossa identidade que é a Marrabenta.

“Vou levar aquilo que é a cultura e arte moçambicana. Vou levar o meu repertório e vou interagir com os brasileiros que estão a se preparar para tocar a nossa música”, disse Sizaquel.

Já no que concerne a Moda, o estilista Pinto música, diz que os brasileiros já conhecem a moda moçambicana e as suas tendências. Para ele, o facto de já ter estado no Brasil, vai facilitar na escolha das roupas.

“Vou levar a moda moçambicana a nossa capulana, os nossos traços africanos. Vou levar uma diversidade de artigos feitos a base da capulana”, Explicou o estilista.

Para a organização, é importante esta troca de experiência porque vai alavancar não só os artistas convidados como também a cultura moçambicana no seu todo.
“Vamos levar livros de grandes autores como Paulina Chiziane, Mia Couto, José Craveirinha, dentre vários autores. Serão igualmente exibidos três filmes moçambicanos” disse Aleixo Ibrahimo, coordenador do Mozbrasil

Aleixo Ibrahimo fez saber que em termos de logística, faltam alguns aspectos por acertar.

Segundo a organização, este é o primeiro projecto que traz Moçambique como figura de cartaz.
 

Rudêncio Morais, o falso poeta, lançou, esta quinta-feira, em Maputo, a sua primeira obra literária. Intitulada “Os dialetos do Amor”, o falso poeta expressa o amor nos diferentes dialetos que lhe saem da alma.

Nascido no distrito de Gurué, província da Zambézia, Rudêncio de Rodolfo Novais Morais, ou simplesmente o falso poeta, é mestrado em Engenharia Geológica e de Minas pela Universidade de Coimbra, em Portugal.

Apesar de se ter formado nesta área, o autor é apaixonado pelas letras, daí a necessidade da exteriorização dessa paixão através da escrita.
Coube ao escritor Adelino Jorge apresentar as várias esferas da vida e do “Eu Existencial” na obra os dialetos do amor.

Na sequência, Aurélio Ginja, prefaciador da obra disse que a experiência foi muito boa, uma vez que toda a literatura requere uma cooperação interpretativa do mentor.

E a quem diga que os dialetos do amor não só falam da paixão, ternura, palavra, como também trazem a dor das diversas formas de amar.
Para além do dialetos do amor, o falso poeta promete para Agosto o lançamento da obra “Solturas do amor“.  

 

 

O Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM) apresentou, esta terça-feira, o projecto "Conversa para enganar o tempo" que teve como primeiro convidado o compositor e intérprete Roberto Chitsondzo.

O centro cultural Brasil Moçambique esteve repleto de pessoas, na sua maioria de jovens, que se mostraram verdadeiros admiradores de Roberto Chitsondzo, vocalista da banda Ghorwane, figura que inaugurou o projecto " Conversa para enganar o tempo".

Trata-se de uma proposta artístico-cultural para a cidade de Maputo que passará a promover conversas informais entre figuras da sociedade moçambicana, incluindo artistas, políticos e desportistas que teêm “estórias” para contar.

O músico convidado para abrir as portas do  “conversa para enganar o tempo”, Roberto Chitsondzo, é dono de uma voz que se impõe há mais de 30 anos na música moçambicana. Para ele, esta iniciativa vai aproximar mais os artistas dos seus fãs.

Este projecto é uma nova forma de viver a arte, num ambiente descontraído que nos remete as conversas à volta da lareira do nosso “Nkaringana wa Nkaringana”, sem idade e sem fronteiras e quase sem assunto, só para não deixar que o tempo nos engane.

 

Nas próximas semanas, o Teatro Avenida e a Escola Sabura, novo centro cultural de Manuela Soeiro, vão promover um ciclo de cinema. Entre as obras cinematográficas seleccionadas constam oito de um dos grandes realizadores do séc. XX, Ingmar Bergman, e quatro de outros cineastas sobre quem o artista teve uma grande influência: Woody Allen, Lars Von Trier, Soderbergh e Fassbinder.

A inauguração do ciclo está marcada para esta terça-feira, quando forem 18h, no Teatro Avenida, na cidade de Maputo, e o filme escolhido para o efeito é “Fany e Alexander”, de Bergman, premiado, em 1984, com o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.

A anteceder a projecção do filme do realizador e dramaturgo sueco, a sessão cinematográfica prevê intervenção do poeta António Cabrita, que se vai dirigir aos espectadores com a pretensão de estabelecer uma corrente pedagógica e dizer o que lhe parece pertinente, quer para acentuar aspectos temáticos que tornaram o filme importante, portanto realçando o contexto, quer para chamar a atenção para aspectos formais da linguagem do cinema que estão para além dos conteúdos.

A exibição dos filmes acontecerá uma vez por semana, sempre às 18 horas de terça-feira, o que inclui uma conversa sobre a obra levada à grande tela, com convidados destacados para o efeito. Além de “Fany e Alexander”, no Avenida serão ainda projectados outros títulos de Ingmar Bergman, por exemplo, “O desejo”, “Persona”, “Lágrimas e suspiros”, e, claro, “O sétimo selo”.

Na percepção de António Cabrita, Bergman é uma espécie de Shakespeare sueco, no sentido da prolixidade, da diversidade e da dimensão existencial das suas obras. “Um homem que reflecte nas suas obras sobre os problemas de que padecem todos os homens e uma certa condição social que marcha para o desenvolvimento”. E o escritor português acrescenta: “as suas personagens particulares ganham uma universalidade que ressoam da Manchúria à Argentina, com volta pelo Japão e Madagáscar”. Por isso mesmo, “como os moçambicanos têm todos cinco orifícios corporais, o mesmo número de ossos que os demais habitantes do planeta, um idêntico cagaço perante a morte, a mesma reacção face à discrepância entre os sonhos de cada um e a realidade, ou semelhantes atritos de vaidade e as mesmas variantes no que toca à ambição e à ética, sofrendo dos mesmos contrastes em tudo o que se relacione com os curto-circuitos entre o amor e o desejo, julgo que qualquer pessoa inteligente encontrará identificação nas histórias do Bergman. Além disso são tão bem estruturadas e bem escritas que merecem ser desfrutadas por todos”, garante Cabrita.

As entradas ao ciclo de cinema em causa são livres, graças ao apoio da Embaixada da Suécia em Maputo.

Ernst Ingmar Bergman (1918 – 2007) nasceu em Upsália, na Suécia. Desde o início dos anos 60, destacou-se nos Óscares, vencendo prémios para Melhor Filme Estrangeiro com “Jungfrukällan” (1961), “Sasom i en spegel” (1962), “Fany e Alexander” (1984). Pela Academia dos Óscares, é Prémio Honorário Irving G. Thalberg. O realizador destacou-se ainda ao vencer, entre vários galardões, várias edições dos Globos de Ouro, com os filmes “Smultronstället” (1958), “Ansikte mot ansikte” (1971) ou “Höstsonaten” (1979). Foi Melhor Realizador no Festival de Cannes, em 1958, com Nära livet, e Urso de Ouro no Festival de Berlim, no mesmo ano.

De acordo com Cabrita, a excelência de Bergman é tão grande que em todas as listas dos melhores filmes de sempre, desde há cinquenta anos para cá, alguns dos seus filmes são invariavelmente incluídos. “E como se perdeu uma verdadeira tradição de cine-clubes em Maputo e o cinema comercial que resta só passa filmes sofríveis há uma lacuna para colmatar entre as novas gerações e a história do cinema. É neste espaço vago que pensamos trabalhar”.
Ao ciclo que ora inicia, seguir-se-ão outros, com carácter regular, entre os quais um de cinema africano, no Teatro Avenida ou na Escola/Museu Sabura.
 
Curso para jornalistas e apreciadores de arte
Além do envolvimento na organização do ciclo de cinema marcado para o Avenida, António Cabrita vai, naquele Teatro, orientar o “Curso sobre Arte e Pensamento, desde as Vanguardas do Século XX até hoje”. Segundo o escritor, o curso dirige-se ao público em geral que queira ampliar de forma sistematizada a sua cultura embora tivesse sido concebido tendo como público-alvo jornalistas que se queiram especializar na área cultural. Assim, “em três módulos pretende-se explicar o percurso da arte e dos movimentos sociais, no século que moldou definitivamente o nosso olhar e o nosso quotidiano”.

O curso surge na sequência de Cabrita ter verificado, ao longo dos anos, uma evidente falta de preparação da maioria dos jornalistas para a área cultural. “Como fui jornalista cultural durante 23 anos em Portugal, preparei uma série de módulos para apetrechar quem queira de uma panorâmica geral da arte, da cultura e do pensamento do século XX e das suas extensões neste século. Este primeiro módulo estende-se até aos anos sessenta. Como se diria no Brasil é uma espécie de ‘curso-sanduiche’, que depois decidi alargar a um público geral. Como este curso terá o seu diploma de participação mas não terá notas, espero que vá quem realmente esteja interessado em aprender e não quem só quer canudos. O curso será um pouco multimédia, ou seja, vamos ver muita imagem (de arte, publicidade, excertos de filmes, etc.), ouvir música, fazer leituras comentadas de leituras de obras marcantes, etc. Só não dançaremos porque o intuito não é namorar”.

Para o curso, António Cabrita vai aceitar 25 ou 30 alunos, aos quais vai fazê-los absorver outros níveis de convivência, outros tipos de alegria ou motivar novas perguntas que rompam hábitos.
As inscrições poderão ser feitas a partir da próxima sexta-feira, no Teatro Avenida.

Os escritores moçambicanos Luís Carlos Patraquim e Mbate Pedro vão participar na 20a edição das Correntes d’Escritas, em Portugal. Trata-se de um encontro de escritores de expressão Ibérica.

O encontro irá decorrer de 16 a 27 de Fevereiro, serão 10 dias dedicados à promoção do livro, leitura e encontro com os autores. Para além das figuras ligadas à literatura, estarão presentes nas Correntes d’Escritas o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa e o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

Esta edição é considerada a maior de sempre, e o mais antigo e importante encontro de escritores em Portugal,  e contará com a participação de cerca de 140 escritores de 20 nacionalidades. Estarão alguns escritores como Ana Luísa Amaral, Germano Almeida, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Lídia Jorge, Manuel Rui, Michael Kegler, Ondjaki e Válter Hugo Mãe, entre outros.

Durante o encontro irão decorrer várias actividades como  debates, lançamentos de livros, teatro, exposições, recitais de poesia, concertos e uma feira do livro. Para além do encontro dos escritores com alunos de diferentes escolas.

Na abertura da cerimónia vai decorrer o lançamento da  18a revista das Correntes d’Escritas que contará, de entre outros, com textos de Mbate Pedro. No mesmo encontro será anunciado o vencedor do prémio literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, cujo um dos 10 finalistas é o escritor Cabo-Verdiano José Luiz Tavares, que este ano será editado em Moçambique sob a chancela da Cavalo do Mar, lê-se no comunicado.

Desde a sua criação, já participaram nas Correntes d’ Escritas os escritores moçambicanos, Ungulani Ba Ka Khosa, Paulina Chiziane, Luís Carlos Patraquim, João Paulo Borges Coelho, Ascêncio de Freitas, Guita Júnior, Bento Balói, Mia Couto, de entre outros.
 

Gilberto Correia, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, lançou, no início desta semana um livro na cidade da Beira dirigido de forma particular a jovens com inspirações a seguirem carreiras em diversas áreas, incluindo advocacia.

Com o título “10 conselhos valiosos para profissionais principiantes”, o livro pretende ainda ajudar os recém formados a singrar nas suas profissões e os temas foram abordados com uma linguagem bastante simples para que a mensagem chegue aos destinatários facilmente.

Durante o lançamento da obra, o autor anunciou que a mesma será publicada no próximo mês, no Brasil.

O escritor Adelino Timóteo indicou que o é livro brilhante.

“Inaugura uma outra fase da nossa literatura na medida em que esta obra centra sobre a auto-ajuda”, disse Timóteo.

“10 conselhos valiosos para profissionais principiantes”, é a quarta obra literária de Gilberto Correia.

O  Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM) vai apresentar o projecto “conversa para enganar o tempo” e terá como seu primeiro convidado o compositor e intérprete Roberto Chitsondzo.

Trata-se de uma proposta artístico-cultural para a cidade de Maputo que passará a promover o encontro no informal entre figuras da sociedade moçambicana, incluindo artistas, políticos e desportistas que têem “estórias” para contar.

“Este projecto é uma nova forma de viver a arte, num ambiente descontraído como se fossem as conversas em volta da lareira do nosso “Nkaringana wa Nkaringana”, sem idade e sem fronteiras e quase sem assunto, só para não deixar que o tempo nos engane”, lê-se no comunicado.

O músico convidado para abrir as portas do  “conversa para enganar o tempo”, Roberto Chitsondzo, é dono de uma voz que se impõe há mais de 30 anos na música moçambicana

“É um cantor que não apenas nasceu em Moçambique. Moçambique está nascendo dele, do talento de alguém que nos canta a todos nós e que celebra os lugares e os nomes que temos sem que o soubéssemos antes”, disse Mia Couto citado pelo comunicado.

Chitsondzo emprestou a voz aos Ghorwane–os bons rapazes, quando quase estremeceu com a perda de uma outra voz pujante, o Zeca Alaje, intérprete de, entre outros sucessos, o popular “Massotxa”, e isso fez dele o que, no fundo, já o era, o músico de sucesso e exímio cantador de estórias. É um pouco por aí que vai a responsabilidade de ser a primeira presença para esta “nova forma de ser” na cidade, a “Conversa para Enganar o Tempo”, revivendo momentos, lugares e as várias nuances da vida.
“Encontros com quem tem histórias para contar e inspirar novas histórias” é assim que se resume o novo projecto do Movimento Literário Kuphaluxa, que tem o CCBM como palco.

“Conversa para Enganar o Tempo” irá acontecer todas as terças-feiras às 18 horas no CCBM.
 

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