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O País – A verdade como notícia

É já amanhã que Nelson Lineu apresenta aos leitores o seu segundo livro. A cerimónia de lançamento vai realizar-se no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na cidade de Maputo, a partir das 17h45.

Intitulado Asas de água, a nova proposta poética de Nelson Lineu é uma espécie de continuidade do que o autor escreveu no seu livro de estreia, Cada um em mim. No seu exercício, o poeta mostra-se sempre atento às particularidades do que lhe comove, primeiro, como leitor.

O novo livro de Nelson Lineu está dividido em três partes. A primeira é “os sinais do rio”, a qual sintetiza uma vontade antiga de o autor escrever um livro sobre o rio dos Bons Sinais e a Ilha de Moçambique. Esta é a parte do livro mais ligada à memória, à infância e à cidade. A segunda parte é “poema folha”. Nessas páginas, Lineu explora a dor, o sofrimento como algo indissociável da vida. E, por fim, a terceira é “a ave no canto”, parte movida pela paixão que o poeta tem pelo voo dos pássaros. Na última parte de Asas da água, os textos de Lineu dedicam-se mais a retratar a ternura, o amor e a beleza, dando um refinamento ao que se iniciou lá atrás com Cada um em mim. Para Gilberto Matusse, autor do prefácio de Asas da água, as três secções com 15 poemas cada em que se divide o livro estão ligadas pela sua fluidez e leveza.

Considerando as três partes, essencialmente, a pretensão de Nelson Lineu foi a de fazer combinações de coisas que aparentemente não têm relação, mas que combinadas fazem todo o sentido. Para o efeito, primeiro, o grande desafio foi o de ter de ler várias escolas poéticas, inclusive o tipo de poesia que não aprecia. Segundo, na composição dos textos deste livro com 75 páginas, Lineu quis conciliar os conhecimentos resultantes da sua formação filosófica com o que cabe na sua oficina de poeta.

Quanto à relação que se estabelece entre o livro de estreia e este segundo, Lineu adianta que na escrita de Cada um em mim deixou-se dominar pela necessidade de se voltar para o seu íntimo. Em Asas da água, o poeta espreitou pela janela de si mesmo. Logo, “este é o meu primeiro livro são o chão para os próximos dois títulos que virão”.

Asas da água levou dois anos e meio a ser produzido e, agora, sai sob a chancela da editora TPC. No Centro Cultural Brasil-Moçambique, o segundo livro de Nelson Lineu será apresentado pelo professor universitário Albino Macuácua.

Com elenco de actores bem conhecidos pelo público moçambicano, em 135 episódios, Segundo sol narra uma história de superação, entre a decência e a hipocrisia. Uma das protagonistas da história é Luzia (Giovanna Antonelli, para muitos que viram O clone, Jade), uma bela e batalhadora marisqueira que cuida sozinha dos filhos pequenos Ícaro (Thales Miranda/Chay Suede) e Manuela (Rafaela Brasil/Luisa Arraes). Corajosa e com um visível talento para a música, Luzia leva uma vida simples e feliz. Mas tudo muda quando ela apaixona-se por Beto Falcão (Emílio Dantas), um cantor de sucesso no passado, mas que ultimamente vê sua carreira entrar em decadência. Entre uma apresentação e outra para pagar as dívidas, Beto perde um vôo, mas ganha uma inusitada oportunidade quando um avião cai e ele é dado como morto.
Com a comoção nacional em torno de sua falsa morte, o cantor volta a ser ovacionado pelos fãs e vira uma lenda da música. Diante da possibilidade de se recuperar financeiramente, Beto é convencido por Karola (Deborah Secco), sua ex-namorada promoter, e por Remy (Vladimir Brichta), seu irmão mal caráter que mantém um caso secreto com a moça, a trocar de identidade para que todos continuem acreditando que Beto Falcão está morto. Decidido a isolar-se para proteger seu segredo, o cantor, agora se passando por Miguel, esconde-se na ilha de Boiporã.
 
É aí que Beto e Luzia começam a viver uma história de amor. Apaixonados, Luzia engravida e Beto resolve que está na hora de a contar sua verdadeira identidade, o que coloca em risco os planos de Karola e Remy. Com a ajuda da inescrupulosa cafetina Laureta (Adriana Esteves), que mantém uma complicada e ambivalente relação com Karola, a promoter chega à ilha para acabar com o romance dos dois. Ela engana Luzia ao afirmar que está esperando um filho de Beto e deixa a marisqueira sem rumo.
 
Vítima das armadilhas de Karola e Laureta, Luzia é obrigada a fugir do país com o amigo Groa (André Dias). Como se não bastasse o sofrimento de ter que abandonar Ícaro e Manuela, ela é levada a acreditar que seu filho com Beto nasceu morto. Desolado com o sumiço de Luzia, o cantor oficializa sua união com Karola para ficar perto do filho Valentim (Danilo Mesquita), sem saber que Luzia é a verdadeira mãe do menino.

Entretanto, a vida ainda haveria de reserva uma nova oportunidade para Luzia. Quase 20 anos depois, ela volta ao Brasil como a DJ Ariella, determinada a reunir sua família e reconstruir sua identidade. Aproximando-se primeiro de sua filha Manuela, que foi criada pela rica família Athayde, descobre que a moça desenvolveu problemas com vícios. Já Ícaro, sob a criação da tia Cacau (Fabíula Nascimento), se tornou um rapaz instável e rebelde. Trabalha para Laureta e vai dividir com Valentim o coração da garota de programa Rosa (Letícia Colin).

Quarta gala, mesmo compromisso: manter-se no maior concurso infantil do país de descobertas de talentos. Este foi o grande desafio dos 41 concorrentes que se apresentaram no palco do Cine Scala, na baixa da cidade de Maputo, na manhã de sábado. Daquele universo, apenas cinco, um de cada categoria, é que foram excluídos. Logo, 36 passaram para a fase seguinte.

Numa gala em que o júri mostrou-se austero do que qualquer outra, as grandes apresentações pertenceram a cinco crianças, nomeadamente, Maria Teresa Manjate, Maida Horácio, Stefanny António, Jorge Mbie e Romena Zunguza.

No primeiro caso, Maria Teresa Manjate, interpretou “Na bonga papa”, da autoria de Lourena Nhate. Com essa música, a menina que comoveu o auditório cumpriu dois propósitos, o de homenagear o pai por tudo o que tem feito por ela e, como consequência, adquirir a pontuação máxima. Também na categoria de canto, destacou-se Maida Horácio. Esta concorrente interpretou o tema “Meu advogado”, de Bruna Carla, e o Scala quase entrou em euforia. Afinada e livre de qualquer pressão, a terceira das oito concorrentes mais votada na categoria de canto arrancou aplausos desde o princípio ao fim da actuação. Por isso, consegui conquistar naturalmente os 30 pontos possíveis do júri.

À imagem dos concorrentes de canto, os da categoria de instrumentos musicais superaram-se e surpreenderam as expectativas dos três membros do júri, Maria Helena Pinto, Dadivo José e Dudas Aled, e do auditório em geral. Nesta categoria, o primeiro a destacar-se foi Stefanny António. O menino tocou uma música de Ray Charles no seu teclado como se fosse algo fácil. Resultado? 30 pontos e uma salva de palmas bem forte. A proeza repetiu-se quando Jorge Mbie, tocando Wazimbo no seu violino, apresentou-se no Scala mais uma vez destemido. “Eu preferi tocar ‘Nwahulwana’, de Wazimbo, porque é uma boa música e antiga. Quis dá-la uma nova vida”, disse o concorrente. Stefanny António e Jorge Mbie seguem para quinta gala com duas concorrentes: Kiyone Sigaúque e Shanikwa Boene.

A completar a lista das grandes actuações de sábado esteve a pequena Romena Zunguza. Desta vez, a concorrente de poesia declamou “Se me quiseres conhecer”, de Noémia de Sousa. E foi arrepiante. O poema longo, extraído do único livro da poetisa moçambicana, Sangue negro, pareceu curto. Com boa dicção, paixão e representação, Romena arrancou os 30 pontos do júri, e já é uma das candidatas a vencer o grande prémio na categoria de poesia. As outras candidatas são Flórida Guambe (a mais votada), Shantel Macuvele (segunda mais votada) na gala passada. Com as três poetisas, seguem em frente Elisa Senguele, Carla Timbane, Tiago Luís, Luísa Sambo e Michelle Taimo.

Além das cinco crianças, mereceram muitos aplausos na quarta gala do concurso infantil concorrentes como Bruna Sofia de Morais. Como é habitual até aqui, a menina interpretou o seu terceiro tema em língua inglesa. No caso, a escolha da concorrente de canto voltou a ser Adele. Atrás da Rindzela Novela, que continua a mais votada da categoria de canto, Bruna Morais é a que reuniu mais votos. Com as duas meninas, além de Maida Horácio, seguem para a quinta gala do Mozkids Talents Stefanny Mulumbula, Maria Teresa, Cybell Duarte, Sílvia Abdula e Ana Maura Matacane.

No teatro, Riaz e Vanda continuaram em alta na quarta gala. A dramatização da importância da escola valeu à dupla muitos elogios do júri. Riaz e Vanda seguem em frente como os mais votados da categoria de teatro. Também seguem para a quinta gala Nicole e Gina, Charlise Khan e Yunat Dengo, Jéssica Albino e Joaquina, Dionísio Custódio, Tamyris e Toyvo Chiluvane e Nadeen Domingos e Custódia.

Na categoria de dança, a manhã de sábado foi de Ezaly Assura. A pequena dançarina conseguiu ser a mais votada da quarta gala e promete preparar-se mais de modo a deixar o público estupefacto “e com cócegas na barriga”. Acompanham Ezaly a dupla Kayla Cristina e Kyara Manjate, Alisha Francisco, Erpídia Chiconela, Naima e Nazira Tuahir, Kayane Machavane, Letícia Alzira e Tónia e Alfredo Nhancupe.

 

 

Entre 9 e 16 deste mês, o Xiquitsi realiza a segunda série da sexta Temporada de Música Clássica de Maputo. Por isso, os artistas nacionais e estrangeiros já se encontram a ensaiar na capital do país, o palco que vai receber o espectáculo de abertura, ou seja, Orfeu nos infernos, de Jaques Offembach.

Na versão apresentada na Temporada de Música Clássica de Maputo, a ópera que será levada ao palco do Teatro Avenida às 19h30 de sexta-feira, vai durar hora e meia, devendo contar com actuação de 16 artistas (além do coro Xiquitsi).

Essencialmente, Orfeu nos infernos é uma história sobre Orfeu e Eurídice, casal que, estando farto um do outro, torna-se adúltero. No primeiro caso, Orfeu entrega-se às suas alunas, e, no segundo, Eurídice encanta-se com Aristeu. A partir daí, a história de amor promete ser trágica. Ao descobrir que a mulher lhe trai, Orfeu resolve matar o amante dela. E esta não fica inerte. Vai logo informar ao seu novo amor sobre os planos maquiavélicos do marido. A verdade é que Eurídice acaba morrendo depois de tomar um veneno, oferecido pelo amante.

Morta, vai cair no inferno. Aí Orfeu alegra-se com a morte da mulher. No entanto, a opinião pública exige que vá salvá-la. Orfeu vai ou não?

A partir das 19h30 da próxima sexta-feira, a pergunta acima será respondida numa apresentação que terá em palco Cecília Rodrigues (Eurídice). Com a premiada soprano portuguesa, vão actuar Paulo Lapa, tenor lírico e encenador que dividiu a sua formação entre Portugal e Estados Unidos de América; Tiago Matos, licenciado em Canto pela Universidade de Aveiro, que trabalhou com o pai de Cecília Rodrigues. Além dos três artistas com larga experiência, Orfeu nos infernos também contará com a participação dos alunos do Xiquitsi. Casos de Timóteo Bene Júnior (Orfeu), Márcia Massicame (Opinião pública), Cecília Mapanga (Diana), Herminda Sucena (Cupido), Mariana Carrilho (Vénus), Yara da Conceição Carvalho (Juno), Estevão Chissano (John Styx), Hilário Vasco Manhiça (Mercúrio), Anna Maria Marin (violino) e Kleyd Alfainho (viola d’arco).

Aberta sexta-feira, a programação desta série continua sábado, dia 10, com a Noite Clássica que irá iniciar às 19h30, na Casa Mafurra, na cidade da Matola.

No domingo, dia 11, às 16h, no Teatro Avenida, na cidade de Maputo, os artistas vão levar ao palco A ópera e os seus bastidores, na “Tarde para pais e filhos”.

Por fim, na sexta-feira, dia 16 deste mês, às 16h, a Sala Magna do Campus da UniLúrio, na cidade de Pemba, pela primeira vez, vai receber o Xiquitsi com o Concerto de descentralização.
O Xiquitsi é um projecto da Associação Kulungwana que iniciou em Março de 2013. O projecto tem Direcção-Geral de Henny Matos e Direcção-Artística de Kika Materula.

 

Calou-se. Não se volta a ouvir aquela voz ao vivo. Gabriel Rúben Chiau: músico, compositor e tocador de vários corações do seu e de outros tempos. O talento começou na meninice, inspirado no pai que gostava de cantar. Ainda cedo, na antiga Missão Suíça, no Chamanculo, o artista foi aperfeiçoar o talento e o dom de pôr no ritmo das palavras o sentimento que mexe com as pessoas.

O alarme da doença que alterou a vida de Gabriel Chiau soou há 19 anos. Em 2000, o compositor ficou doente. Depois descobriu-se que padecia de cancro na próstata. A partir daí o sétimo dos oito filhos de Rúben Chiau passou a receber atendimento clínico. O artista aguentou-se hirto como pôde.

Entretanto, em 2013, as coisas agravaram-se. Além do cancro na próstata, teve de passar a lutar contra diabetes e tensão alta. Para sobreviver, Chiau passou a tomar insulinas. Com isso melhorou e só voltou a enfrentar uma situação grave na primeira semana do mês passado, numa altura em que se encontrava a produzir o seu primeiro disco. Ficou de baixa no hospital. Voltou a recuperar quando os médicos baixaram-lhe o nível de açúcar no sangue. Teve alta depois disso. Ficou uma semana fora. Mas ao fim de uma semana, precisamente no dia em que a Universidade Pedagógica (UP) homenageou-lhe, 24 de Julho, numa cerimónia que contou com a presença de dois chefes do Estado moçambicano, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, Chiau teve uma recaída. Logo, foi representado pelos familiares.

Numa situação deveras grave, o músico ficou de baixa no Hospital Central de Maputo (HCM). De quarta-feira até domingo, no hospital, Chiau ainda respirava e abria os olhos. Depois disso, a família começou a preparar-se para o pior. A péssima notícia chegou por volta das 17h20 do dia 31 de Julho, uma semana depois de ter dado entrada ao HCM.

Gabriel Rúben Chiau nasceu a 15 de Novembro de 1939, na então Lourenço Marques, hoje Maputo. Ali cresceu, estudou, trabalhou e, tendo herdado a paixão pela música do pai, foi aprender a tocar na actual igreja Presbiteriana do Chamanculo, ensinado por um missionário. Quando se sentiu preparado para trilhar o difícil percurso da música, com alguns amigos, fundou o conjunto Harmonia, nos anos 50. Essa foi a primeira banda dele. Mais tarde, com o amigo Filipe Tembe (contra baixo), com quem trabalhou nos Caminhos-de-ferro, já nos 60, fundou um quarteto chamado qualquer coisa como Kwekweti (estrela da manhã).

Além dos dois amigos, fizeram parte do grupo musical Salvado Chiau (irmão de Gabriel, guitarrista) e Pedro Fumo (congas).  
Quando integrantes entenderam que deviam investir num novo projecto, Gabriel e a sua “malta” fundaram o grupo Quenguelequezê, já com um artista bem conhecido na altura: Raúl Baza. E não se ficou por aí. A última banda pelo artista criada chamou-se Gabriel Chiau. Com os integrantes, actuou na África do Sul, Ilha Reunião e Inglaterra.

Mesmo a propósito da morte do músico, o antigo Presidente da República, Armando Guebuza, publicou na sua conta de Facebook a seguinte mensagem: “É com um sentimento de profundo pesar que acabo de tomar conhecimento da morte do meu amigo Gabriel Chiau. Eu e a minha família endereçamos as nossas mais sentidas condolências à senhora Cacilda, sua esposa, e a toda família Chiau”.

Gabriel Rúben Chiau teve 10 filhos, dos quais cinco faleceram. Portanto, deixa viúva, Cacilda Mangangela, cinco filhos e um projecto de vida que ainda pode ser realizado pelos seus: lançar o álbum.

 

Simba Sitoi é um dos nomes mais importantes do Hip-Hop moçambicano. Esta sexta-feira, o rapper vai levar alguns dos seus principais temas passados e um novo à Fundação Fernando Leite Couto, na cidade de Maputo.

Enquadrado no conceito Kongoloti Sessions, a actuação de Simba, segundo o rapper, tem em vista preparar o público em geral para o novo álbum discográfico que deverá sair em Outubro. Para o efeito, o rapper resolveu juntar três instrumentistas, os quais vão acompanhar-lhe, nomeadamente: Hélder Gonzaga (baixo), Cremildo (bateria) e Nicolau (teclado).

Ao contrário do que tem sido habitual do rapper, o espectáculo desta sexta-feira será algo íntimo, segundo Simba. E justifica: “Não quero que a minha ida à Fundação Fernando Leite seja apenas para um espectáculo. Também quero cantar e conversar com as pessoas que apreciam o meu trabalho. A ideia é falar um pouco da minha trajectória, do sonho que me leva a seguir o caminho da música”.

O espectáculo de Simba Sitoi acontece depois do rapper ter actuado no Brasil, no princípio do ano, com o propósito de promover o single lançado em 2018, preparando igualmente o público brasileiro para o álbum a caminho.  

Em Moçambique, o último espectáculo do autor foi no Centro Cultural Franco-Moçambicano, designado Hands up, ano passado.

Além de rapper, Simba Sitoi é compositor, activista e embaixador cultural do Hip-Hop. Conforme lembra a Fundação Fernando Leite Couto, “com o seu álbum The Heroes: tributo to a tribe (em colaboração com Milton Gulli), Sitoi entrou para a família BBE Records (Inglaterra) como o primeiro artista de Hip Hop de Moçambique a fechar um contrato com uma editora internacional”. E a nota de promoção do espectáculo daquele espaço cultural acrescenta: “Simba é também director do festival de Hip-Hop Amor à Camisola. Ele é um rapper que defende a consciência cultural através do Hip Hop. A sua música incorpora Hip-Hop, Jazz e Funk, combinados com a música moçambicana”.

 

 

 

 

 

 

 

 

A cantora e pianista sul-africana, Thembi, vem a Moçambique, pela primeira vez, para participar de três concertos. O primeiro será esta quinta-feira no Backroom, na sexta-feira será na Matola, no café Jazz Spoon e no domingo em Inhambane, na praia do Tofo.

A pianista será acompanhada por músicos moçambicanos, o que para ela é interessante quando pessoas diferentes tocam a sua música. “Eu acho que isso é o que mais me entusiasma”, realçou Thembi.

Thembi promete trocar experiências com os outros instrumentistas e tornar essa vinda a Moçambique um pretexto para alavancar ainda mais a sua carreira que está em contínua ascensão.

Thembi canta os dramas da sociedade sul-africana, que não deixam de ser dos moçambicanos também, sobretudo porque a Cidade de Cabo é um espaço cosmopolita e não é possível falar dela sem falar um pouco de toda África, por albergar pessoas de quase todos os quadrantes.

“Minha música também é feita para levantar o espírito de um coração partido”, acrescenta a pianista, sustentando que quando canta ninguém se sente sozinho e chega até a lembrar, não se sabe como, que “quando você se sente derrotado, não deve se desmoronar, mas enxugar suas lágrimas e continuar andando, porque a vida dá abundância àqueles que permanecem focados e àqueles que não desistem”, sublinhou.

A cantora e pianista vem a Moçambique para cantar e tocar músicas que pretende incorporar no seu álbum de estreia a ser lançado em 2020.

Sobre a Thembi
Thembi, de nome oficial Thembelihle Dunjana, é uma cantora, pianisa, compositora e professora carismática e entusiasta que se orgulha do seu foco na música, através da improvisação que acredita poder ajudar os seus alunos a navegar e a adaptar-se na vida em geral. Ela é uma jovem dedicada que quebra as fronteiras normativas de gênero dos instrumentistas da indústria musical, onde ela pode ser vista liderando suas próprias bandas e orientando jovens aspirantes a músicos.

Tocando com sua banda de quatro integrantes, Thembi tocou em vários locais, entre restaurantes e teatros. Em 2016, fez parte do Festival de Jazz da Juventude no Artscape, bem como o projecto do legado Louis Moholo. Ela apresentou-se no Grahamstown Jazz Festival, com a big band da UCT como pianista. Ela também tocou no Festival de Jazz da Cidade do Cabo como pianista da big band Sekunjalo Delft. Thembi também fez parte da formação de um grupo chamado “INIT” que se apresentou no festival de jazz de Oslo, em 2017.

Officier de l´Ordre des Arts et des Lettres. Foi com este título que Domingos do Rosário foi distinguido pelo governo francês. A cerimónia da consagração de Artur aconteceu semana passada, na residência oficial do Embaixador da França em Maputo, Bruno Clerc.
 
O título Officier de l´Ordre des Arts et des Lettres, em português Oficial da Ordem de Artes e Letras, foi concedida pelo Ministério da Cultura da República da França e constitui um mecanismo de reconhecimento de entidades que se notabilizam no contexto artístico-cultural, quer como criadores quer como impulsionadores do desenvolvimento das artes e letras na França e no mundo. Por isso mesmo, Domingos do Rosário espera que a acção do governo francês em reconhecer a sua obra seja um motor crucial para redinamizar a consciência dos jovens, de modo que sejam mais proactivos. E o laureado deixa um conselho para os mais novos: ?Não façamos coisas para ser aplaudidos, mas em prole da sociedade. Gostava que este título sirva para que os jovens se redescubram e activem os talentos que têm dentro de si. Portanto, espero que o título de Oficial da Ordem de Artes e Letras tenha um efeito de impulsionador também naqueles que, como eu, vêm de uma aldeia muito distante, como aquela de onde um dia saí em Gurué”.
 
Segundo entende Domingos Artur, o título de Oficial da Ordem de Artes e Letras que lhe foi atribuído, sendo um reconhecimento do que fez na França e em Moçambique, traduz o espírito dos moçambicanos, quando se encontram fora do país. ?A ideia é sempre capitalizarmos oportunidades. Estando num lugar onde ninguém conhece Moçambique, temos duas saídas: ficarmos calados ou fazer alguma coisa para que o nosso país seja conhecido no lugar onde nos encontramos”, afirmou o laureado.

Domingos do Rosário Artur nasceu a 11 de Setembro de 1962, no distrito de Gurué, na Zambézia. É investigador sociocultural, possuindo um mestrado em Desenvolvimento Rural, pela Universidade Eduardo Mondlane. Em 1994, licenciou-se em Sociologia, opção: Antropologia, pela Universidade Paris 8, na França. Ainda naquele país europeu, teve um curso de Profissionalização sobre Políticas Culturais e sua Administração, pelo Observatório de Políticas Culturais de Grenoble, e desenvolveu programas de difusão cultural de Moçambique e de toda a África Austral, na Residência Universitária de Cachan, onde viveu. Desde 2015, é funcionário do Ministério da Cultura e Turismo. Em 2017, foi Presidente Honorário da Conferência Internacional sobre “Património do Oceano Índico e seu impacto sobre Turismo”, realizada em St. Denis, na Ilha Reunião.

No discurso proferido na cerimónia de entrega do diploma das insígnias de Oficial da Ordem de Artes e Letras, o Embaixador da França, Bruno Clerc, tendo em consideração o percurso do moçambicano acima descrito, proferiu as seguintes palavras: ?Isto proporciona-me a ocasião de agradecer-lhe pessoalmente por tudo o que fez pelo reforço das relações de cooperação entre a França e Moçambique em matéria cultural, uma área que está no centro da nossa relação bilateral há mais de 40 (quarenta) anos e que tem como prova disso o dinamismo do Centro Cultural Franco-Moçambicano. É também a ocasião para celebrar o reconhecimento da França aqui, em Moçambique, com os seus colegas e amigos, após ter recebido as insígnias em Saint Denis de La Réunion, algo que é especialmente gratificante para mim. Uma vez mais, obrigado pelo seu empenho”.  
 
Domingos Artur é autor de 12 livros, entre os quais: Pequena história da cidade da Beira (1989); Makombe: subsídios à reconstituição da sua personalidade (1996); Cidade de Gurué: heranças e continuidades (2003); Manyika: breve historial da cidade de Manica (2009); Ngano – contos populares da província de Manica (2013); José Filipe Magalhães: uma vida épica no atletismo (2015); Revolta de Báruè – história sociopolítica da insurreição dos Makombe (2018); e Os PIMENTEL – um caso de reinvenção do hóquei em patins em Moçambique (2019), a ser lançado dia 9 de Agosto. 

De acordo com os membros do júri, foi impossível eliminar um concorrente na categoria de canto, na gala de sábado. Maria Helena Pinto, Dadivo José e Dudas Alled consideram estar a ser difícil apurar alguns concorrentes em detrimentos de outros.

Atrás de uma bola vai sempre uma criança. Muitas vezes a máxima está certa, mas no Mozkids Talents não é assim. Até porque neste concurso infantil realizado pela Stv em parceria com a Dstv, Gotv e Movitel não há bolas. Então, neste contexto, a máxima deve mesmo sofrer alguma alteração: atrás de um talento vão sempre algumas crianças, com idades compreendidas entre os seis e os 12 anos de idade. Foi o que se constatou na segunda gala do programa realizado na manhã de sábado, no Cine Scala, na cidade de Maputo.

Ao todo, 39 concorrentes subiram ao palco para convencer o público, e, sobretudo, o júri, pois disso dependia a passagem para a fase seguinte. Desta vez, os candidatos de canto foram os mais audazes, com actuações a roçarem a perfeição. Os membros do júri aperceberam-se da qualidade das crianças, pequenas cantoras. Assim, ao invés de eliminar algumas, conforme a exigência da organização, vergaram-se a todos os oito concorrentes, o que permitiu os potenciais artistas passarem em conjunto para a terceira gala do concurso.

Quando a apresentadora Yara da Silva, acompanhada do afamado Moziko, anunciou a boa nova, os concorrentes – Ana Matecane, Stephane Mulumba, Bruna Morais, Maria Teresa, Manuela Ofiço, Malika Langa, Yassin Fardin e Cybell Duarte – e pais/os encarregados de educação, naturalmente, festejaram aos saltos, num óbvio sentido de missão cumprida. Ao menos por enquanto.

A ventura dos concorrentes de canto não foi extensiva às outras categorias. Na de poesia, a que a inaugurou a segunda gala, houve oito poetas, e, desde o princípio, logo destacou-se Luísa Sambo. A menina declamou “Ou isto ou aquilo”. E convenceu. Daí os aplausos quase ensurdecedores. O público também reagiu bem à actuação de Flórida Guambe, Romena Zunguza, Adla Jasmyn, Russília Mapilele e Michele Taimo, menina que se destacou declamando o distinto “Grito negro”, da autoria de José Craveirinha. Aqueles são os nomes das crianças apuradas para a categoria de poesia, a terceira que mais candidatos leva da segunda para a terceira gala do Mozkids Talents: seis.

Declamados os poemas, a categoria que se seguiu foi a de instrumentos musicais, com poucos concorrentes: três. Desse universo, garantiram apuramento Floize Samamad, que tocou no seu teclado “Unga hlupheki nkata”, da autoria de Fany Mpfumo, e Jorge Mbie, que interpretou com recurso a violino “Stay with me”, do britânico Sam Smith.

Quanto à categoria que melhor reflexão tem proporcionado ao auditório, a de teatro, mais uma vez dominaram temas domésticos, principalmente os que envolvem as donas de casa e as empregadas. O humor adveio daí. Por exemplo, com actuações de Tassiana José e Charmila. As meninas representaram “A patroa e a empregada”, uma peça carregada de conflitos de vária ordem, os quais, em derradeira instância, penalizam as crianças. Além das duas meninas, passam para a gala seguinte Dionísio Custódio, que num monólogo representou “Livros escolares”, e Riaz Trindade e Wanda Zango. Esta dupla levou ao palco “A menina aldrabona”, história de uma neta que engana o avô cego. Ao invés de lhe servir o que ela come, dá-lhe badjias, esmerando-se em convencer-lhe de que, na verdade, as badjias são hambúrgueres e cachorros quentes importados do Brasil. Enquanto engana o avô, a menina alimenta-se de frango, batatas fritas e alimentos de géneros.
Para o fim ficou a categoria de dança, a segunda que leva mais concorrentes desta gala para a seguinte. No total são sete concorrentes, nomeadamente: Mikhateko Gune, Kayla Muianga e Kyara Manjate, Cacilda Xerinda e Onílio Litebe, Letícia Alzira e Tónia, Erpídia Chiconela, Kayane Machavane e Ezaly Assura.

Portanto, dos 39 concorrentes que subiram ao palco do Cine Scala, passam para a terceira gala do Mozkids Talents 27. Assim, os apurados da segunda gala vão disputar, na próxima, com os apurados na primeira. Mesmo antes disso acontecer, os membros do júri confessam já ter começado a sentir muitas dificuldades em eliminar as crianças do concurso infantil devido à qualidade predominante.

 

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